O site Globoesporte noticia: “Oswaldo de Oliveira faz mudança radical no Bota (...)”. A tal mudança consiste na entrada de um atacante de ofício no lugar de um meia-atacante, trocando Vitor Júnior por Rafael Marques.
Era de se esperar que Rafael Marques fosse posicionado como figura central, trabalhando como pivô e ‘homem de referência’ no centro da área, pela pouca mobilidade que apresentou em cerca de 30 minutos que jogou até o momento, e também pela estatura. Mas não foi isso que se viu – e deduz-se que não será visto –, pois o esbelto jogador esteve rondando as laterais do campo, deixando Elkeson no esforço inútil por se tornar um homem de área. (Essa história do Elkeson como homem de área está muito mal contada, me parecendo coisa de empresário querendo fazer gato passar por lebre).
Seja como for, o problema do Botafogo não começa no ataque. O mal se inicia lá na defesa, com uma dupla de zaga formada por dois péssimos jogadores que, além de suas limitações técnicas, físicas, atléticas e intelectuais, são muito mal protegidos por volantes lentos, sem explosão e com péssima leitura de jogo. Sobre tudo isso recai o maior dos males, que é um sistema tático defensivo ineficaz e inconsistente.
Entre essas duas regiões problemáticas, o meio de campo do Botafogo apresenta um futebol esquemático, burocrático e previsível, onde poucas vezes se vê ações de ataque conjuntas, em que as movimentações apresentem algum resquício de bom treinamento e ensaio. As jogadas de perigo se dão por conta do acaso, de chuveirinhos na área ou através de jogadas individuais isoladas. Tanto é que os destaques até então foram justamente jogadores com aptidão ao enfrentamento no mano a mano, a exemplo de Marcio Azevedo e Vitor Júnior.
Agora o treinador fala de “losango”. Não adianta mencionar figuras geométricas e continuar a trocar jogadores como se trocam figurinhas. Porque a mente que equaciona tais abstrações está dentro da cabeça de Oswaldo de Oliveira, onde existe um cérebro lento e inoperante, em que o imenso campo da geometria se limita ao quadrado.
Nota: É lamentável constatar que treinador e diretoria só perceberam que faltam reforços para a zaga e para o ataque quando um quarto do campeonato já se foi e com o time a 14 pontos do líder. E também é muito preocupante notar que a baixa efetividade dos volantes e o péssimo rendimento de Renato, em particular, não entrem nessa avaliação.
Saudações botafoguenses!













