sexta-feira, 27 de julho de 2012

O losango do quadrado

(A partir de foto de Satiro Sodré/Agif)

O site Globoesporte noticia: “Oswaldo de Oliveira faz mudança radical no Bota (...)”. A tal mudança consiste na entrada de um atacante de ofício no lugar de um meia-atacante, trocando Vitor Júnior por Rafael Marques.

Era de se esperar que Rafael Marques fosse posicionado como figura central, trabalhando como pivô e ‘homem de referência’ no centro da área, pela pouca mobilidade que apresentou em cerca de 30 minutos que jogou até o momento, e também pela estatura. Mas não foi isso que se viu – e deduz-se que não será visto –, pois o esbelto jogador esteve rondando as laterais do campo, deixando Elkeson no esforço inútil por se tornar um homem de área. (Essa história do Elkeson como homem de área está muito mal contada, me parecendo coisa de empresário querendo fazer gato passar por lebre).

Seja como for, o problema do Botafogo não começa no ataque. O mal se inicia lá na defesa, com uma dupla de zaga formada por dois péssimos jogadores que, além de suas limitações técnicas, físicas, atléticas e intelectuais, são muito mal protegidos por volantes lentos, sem explosão e com péssima leitura de jogo. Sobre tudo isso recai o maior dos males, que é um sistema tático defensivo ineficaz e inconsistente.

Entre essas duas regiões problemáticas, o meio de campo do Botafogo apresenta um futebol esquemático, burocrático e previsível, onde poucas vezes se vê ações de ataque conjuntas, em que as movimentações apresentem algum resquício de bom treinamento e ensaio. As jogadas de perigo se dão por conta do acaso, de chuveirinhos na área ou através de jogadas individuais isoladas. Tanto é que os destaques até então foram justamente jogadores com aptidão ao enfrentamento no mano a mano, a exemplo de Marcio Azevedo e Vitor Júnior.

Agora o treinador fala de “losango”. Não adianta mencionar figuras geométricas e continuar a trocar jogadores como se trocam figurinhas. Porque a mente que equaciona tais abstrações está dentro da cabeça de Oswaldo de Oliveira, onde existe um cérebro lento e inoperante, em que o imenso campo da geometria se limita ao quadrado.

Nota: É lamentável constatar que treinador e diretoria só perceberam que faltam reforços para a zaga e para o ataque quando um quarto do campeonato já se foi e com o time a 14 pontos do líder. E também é muito preocupante notar que a baixa efetividade dos volantes e o péssimo rendimento de Renato, em particular, não entrem nessa avaliação.

Saudações botafoguenses!

Mais vale um Juninho deitado, que um Antonio Carlos voando

(A partir de foto de Satiro Sodré/AE)

Faço uma pergunta às senhoras e aos senhores, botafoguenses ou não: O Antonio Carlos seria titular de algum dos clubes brasileiros que disputaram a Copa Libertadores da América deste ano? E outra: O Antonio Carlos pode ser considerado um jogador de futebol apto a defender um clube sério da primeira divisão brasileira?

A primeira pergunta tem relação com uma declaração do próprio Antonio Carlos, que disse que a meta do Botafogo para este ano é a classificação para a Libertadores. Além de ser uma afirmação que revela a pouca ambição de um quadro tido como titular absoluto, também demonstra sua falta de discernimento quanto aos seus próprios atributos. Se a falta de ambição é um grande problema, maior ainda é o desconhecimento dos limites pessoais, tanto mais em se tratando da posição em que joga, onde a consciência das próprias limitações individuais é fundamental.

A outra pergunta questiona o atual corpo gestor do Botafogo, uma vez que para um projeto de futebol profissional ser levado a sério não poderíamos jamais admitir ter em uma equipe titular um jogador que não desempenha suas funções de forma séria e competente. Ou seja, um time que tem Antonio Carlos como titular absoluto faz com que a seriedade e competência de sua diretoria se tornem no mínimo discutíveis e leva a crer que a meta a ser alcançada não é o topo.

Devo esclarecer que não foram as duas falhas bisonhas e consecutivas que nos levaram à derrota na quarta-feira o que me levou à certeza da incompetência de Antonio Carlos. Remetam a comentários a partir de 2009 e vejam que não foi sua última atuação o que me faz afirmar que Antonio Carlos é jogador incompatível com qualquer clube que pleiteie algo além da permanência na série A.

No entanto Antonio Carlos tem lugar no futebol profissional brasileiro e acredito que existiram projetos sérios e competentes que contaram com a titularidade deste zagueiro, como foi o caso do Atlético-GO, quando disputou a série B do Brasileiro e o Botafogo do Carioca de 2010. Com o nível destas competições, aí sim, o referido zagueiro é quadro compatível.

Antonio Carlos é lento, débil fisicamente, displicente, vaidoso, desatendo e inepto para tomar decisões acertadas. A titularidade de Antonio Carlos simboliza um projeto incompetente, risível e, portanto, perdedor, humilhante para o torcedor e degradante para o clube.

Como a atual diretoria dá ares de que almeja algo além da zona intermediária da tabela – vide a contratação de Seedorf, um jogador de nível técnico excepcional e um currículo inquestionável –, a remontagem total de nossa zaga se faz urgente, visto que Fabio Ferreira é parceiro de Antonio Carlos tanto na zaga quanto na incompetência.

Saudações botafoguenses!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Fé abalada


Antes do jogo de ontem eu disse que "em Seedorf nós confiamos", mas a cada minuto de partida que passava sentia minha crença escorrendo arquibancada abaixo. Será que é falta de ritmo de jogo ou o Seedorf é apenas um grande jogador aposentado em atividade? De quantas rodadas vou precisar para ter certeza do que esperar do nosso super ‘sul-americano do norte’? A única coisa certa disso tudo é saber que fé cega não vinga nesta casinha. Torço para que ele ainda tenha bastante para jogar, porque já mostrou que tem muito o que dizer.

***

O jogo de domingo foi a estréia do Seedorf no Botafogo, mas também foi o debut do João Miguel em um estádio de futebol. O pai dele – que não acompanha de perto as coisas do futebol, mas conhece duas ou três coisas sobre o assunto – decidiu que era hora do João saber como é um jogo de bola pela perspectiva da arquibancada.

Deixamos o carro no estacionamento do Norte Shopping – que na volta pareceu um projeto de labirinto – e caminhamos até o ‘Saldanhão’. No percurso o Andre me apontou o filho e vi o João apertando o escudo da camisa, talvez emocionado ou perplexo com a quantidade inusitada de botafoguenses aglomerados. O Andre disse que "Ele faz isso: se agarra à estrela".

***

Seedorf, se estreou, não vi; Renato mantém o futebol vistoso de sua chegada escondido em um canto de um passado recente; Antonio Carlos e Fabio Ferreira continuam sendo um casadinho em forminhas de papel de seda colorido, presenteado por Vovô Oswaldo a cada visita de atacantes adversários; Lucas não incomoda a defesa e nem o ataque inimigo; a bola pode levar uma década para cruzar marota e preguiçosa toda a área, que Jefferson não vai sair nunca; Jadson é reserva do Zen e assim a banda de surdos toca a marcha dos esganiçados; a torcida grita “Ah, é Andrezinho!” e o técnico de araque distribui pipoca de segunda para a plateia de gosto duvidoso; quando Fellype Gabriel cresce no jogo, é substituído; Elkeson é a pedra no sapato errado, porque é o nosso pé que ele machuca; Rafael Marques é dominado pela bola, uma inversão desagradável; William entra para correr sem saber para onde, porque Vovô Oswaldo não se lembrou de informar o caminho.

Nenhuma articulação conjunta de ataque ou contra-ataque, chutões para a frente, chuveirinho na área, um chute desviado na trave, uma jogada sensacional pela direita que não encontra um jogador para aproveitar o rebote na pequena área, uma única jogada precisa do Seedorf que chega ao lamentável Elkeson desengonçado, um quase gol aqui, um pênalti não marcado ali e é isso.

Só nos resta torcer por Jefferson (debaixo das traves), Fellipe Gabriel (quando o joelho permite), Vitor Jr (quando cava espaços sozinho) e Marcio Azevedo (quando os inúteis finalmente lhe passam a bola)? Será que só esses não pertencem aos empresários do mercenarismo?

***

O João não queria ficar perto dos tambores. As gaivotas de papel foram sucesso fugaz. O negócio dele era prestar muita atenção à partida.

No começo do segundo tempo, uma disputa de bola sem ímpeto. Ele se vira e diz: “O Botafogo já perdeu”.

É isso. A previsão pelos olhos da criança que antevia a derrota através de um fractal de fragilidade futebolística e espírito esportivo.

***

Na saída fomos obrigados a atravessar um curral formado por uma obra da prefeitura, onde só passam duas pessoas por vez. Eram duas filas indianas indo e vindo – quando havia movimento, que era pouco. Uma situação perfeita para desencadear uma tragédia.

Isso porque a diretoria botafoguense inexplicavelmente resiste a uma solução simples, ao não liberar a saída pelo acesso do estacionamento colado ao setor Oeste. Má administração ou perversidade? Tomara que não aconteça o pior, levando uns ao cemitério e outros para a cadeia.

De volta ao Norte Shopping bebemos um Ovomaltine e me lembrei dos meus tempos de criança, quando o nome de uma bebida parecida era Malted Milk, também servido no Bob’s, que tinha o mesmo nome mas era outra coisa.

O Botafogo também parece outra coisa. Acho que prefiro o Botafogo dos 21 anos sem títulos a esse negócio confuso, esquisito e pusilânime que vejo em campo.

Somos os oitavos e estamos sete posições acima do meu prognóstico. Torço muito para que meu palpite esteja errado e que o João não perca o interesse pelo futebol e o amor pelo Botafogo. A fé... isso a gente deixa de lado.

Saudações botafoguenses!


PS 1: Encontrei o meu amigo Gil no segundo tempo. O time provou que o coração de ambos anda em bom estado.

PS 2: A diretoria pode esquecer essa estória de 35 mil botafoguenses pagando 60 mangos para assistir a um bando desgovernado no próximo jogo.
 
PS 3: O João já está querendo ir na quarta-feira. Ainda há esperança ou é inocência de criança? Tomara que sejam as duas coisas.

[Link para os melhores momentos: Botafogo 0 x 1 Grêmio]

domingo, 22 de julho de 2012

In Seedorf We Trust

(foto: Jorge William/ O Globo)

Hoje é dia de estreia. Salve, Seedorf! Seja muito bem-vindo!

Saudações botafoguenses!

PS: Podem me chamar de chato, dizer que eu reclamo de tudo, mas não posso deixar passar em branco: Sessenta reais o ingresso? Ô, diretoria, dá um tempo!

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Carimbo Botafogo


Os corinthianos que se interessarem por uma faixa personalizada já podem enviar seus pedidos para nossa central de vendas e adquirir um lindo exemplar com o glorioso e inconfundível Carimbo Botafogo. Tire onda com palmeirenses, sãopaulinos e santistas exibindo sua faixa de campeão carimbada com o escudo mais bonito do planeta.

As Irmãs Popozato, funcionárias especialmente contratadas pelo Biriba Morde Show para atender à clientela que estiver a fim de dar uma carimbada, estarão a postos para prestar pronto atendimento ao torcedor amalucado do Timão.

O serviço custa apenas 3 reais e 1 centavo, que podem ser divididos em duas parcelas de 45 minutos.

OFERTA ESPECIAL = PAGUE UM E LEVE TRÊS.

Saudações botafoguenses!


domingo, 24 de junho de 2012

Uh! Herrera!


Não me lembro se foi a primeira vez que vi o Herrera no Engenhão, mas na estreia do Loco Abreu eu estava lá. El Loco não poderia ter escolhido data pior para fazer seu debut: uma derrota por 6 x 0. Pode ter sido um indício de que se tratava de uma dupla com tendência ao dramático, ao épico, ao espetacular, mas isso não importa.

Há muito tempo acostumado a ver meu time ser liderado por um jogador física e psicologicamente frágil – Lucio Flavio –, a visão do empenho do Herrera era uma novidade sensacional.

El Loco saiu no intervalo, mas Herrera ficou até o fim. E como ficou! Em paralelo ao meu abatimento pelo Botafogo estar sendo goleado, cada jogada disputada pelo Herrera me vingava os tempos das figuras pusilânimes, que foram muitas por anos e anos. Porque o Herrera transpira sangue.

Lá pelo final da partida Renato Cajá recebe uma bola na área e chuta em gol. Herrera, livre na marca do pênalti, se irrita com o (ótimo) Cajá, ergue os braços, esbraveja, chuta o vento, dá um tapa no gramado. Parecia que perdera a oportunidade de fazer um gol de título, mas quando o placar já era um incontornável 6x0. (Resultados não são perfeitamente controláveis, mas o comportamento aguerrido do Herrera nunca esteve atrelado a um fim, porque é um princípio).

Pouco mais adiante, após uma arrancada para tentar ganhar um lance visivelmente perdido – coisa típica do Herrera – e depois de correr e se esforçar de forma sobre-humana durante todo o jogo, caiu ajoelhado no gramado, na mesma posição de uma foto famosa do Garrincha. A tal foto me veio à cabeça.

Herrera nem de longe me lembra o Garrincha. Sua técnica é pífia. Não é e não será um goleador e seu futebol não condiz com a titularidade em clube que pretenda ser campeão brasileiro. Mas Herrera fará falta.

Porque um sujeito com o caráter, o espírito de luta e o profissionalismo exemplar do Herrera não se encontra em qualquer esquina.

Herrera vestiu a camisa do Botafogo de forma digna e estará para sempre na minha memória através da imagem do herói ajoelhado no gramado, um soldado com espírito olímpico. (E, por que não, pelo "Mússica pra quê?").

Seja feliz sempre, Herrera! A Humanidade agradece.

Saudações botafoguenses!

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Vitor Júnior foi dez e 'O Dez'

(Foto: Satiro Sodré/UOL)

Vitor Júnior chegou ao Botafogo sob desconfiança. Não por culpa do jogador, mas da diretoria cujo histórico de contratações inclui perebas do naipe de Jean Coral, Alexandre Oliveira e Felipe Menezes – resumo para não faltar balaios que acomodem a incompetência.

Destacou-se nas primeiras rodadas e na quarta sobressaiu tanto pelo ótimo futebol como pela falha, mesmo depois de se juntar a Marcio Azevedo como as únicas participações relevantes da partida. (Notem como os dois tiveram falhas decisivas no jogo e mesmo assim foram os melhores da partida! Só mesmo o Botafogo...).

No jogo de sábado – no qual o Internacional entrou pensando em pavonear em um baile de máscaras e acabou perdendo a colombina – Vitor Júnior foi o grande destaque, ladeado por Fellype Gabriel.

Nosso pequeno grande meia correu mais que todo o time botafoguense junto e, se fosse possível, acho que correria até hoje em busca de um gol seu, que seria merecido, mas não se realizou.

Parece que todo o sangue gaúcho presente no Beira Rio corria nas veias de Vitor Júnior e mais ninguém.

E por que Vitor Júnior foi dez e ‘O Dez’?

1) Aprofundou jogadas com passes que Andrezinho supostamente deveria fazer;

2) Supriu a falta do gás que Fellype Gabriel se empenha para ter mas não tem – acho que o meia entrou no sacrifício;

3) Marcou a saída de bola com mais intensidade que o Herrera;

4) Teve presença forte no ataque e na defesa;

5) Venceu quase todas no mano a mano e ganhou de todos os que tentaram apostar corrida com ele;

6) Infernizou os marcadores e deu o drible por baixo das pernas que o Maicosuel ou o Elkeson gostariam de dar – mas em direção ao gol, o que é fundamental;

7) Puxou o contra-ataque e fez o passe para o primeiro gol – que, se fosse o Ronaldinho Gaúcho nos tempos da Gávea, a ‘flapress’ com certeza diria que “Foi coisa de gênio!”;

8) Bateu escanteios melhor que todos os que apareceram em General Severiano nos últimos dez anos;

9) Sofreu um pênalti não marcado e ainda lhe sobrou fôlego e vergonha na cara para dar umas boas duas ou três porradas perfeitamente cabíveis – porque o Internacional bateu direitinho –, enquanto o resto do time botafoguense apanhava o jogo inteiro sem reagir à altura (com exceção de Fellype Gabriel, que também não é bobo) – e isso medindo 1,65m;

10) E foi esperto o suficiente para não receber um amarelo quando entrou rasgando em uma dividida com Dagoberto, ao mesmo tempo que não abaixou a crista para o tal de Dalton.

Apesar da garra do time – em uma partida que Jefferson teve pouca participação –, dos gols de Andrezinho e Fellype Gabriel, da estreia ‘torta’ mas segura de Lennon e da ajuda da bandeira de córner, Vitor Júnior foi crucial para a vitória. Sem ele em campo não venceríamos. Esse era o sangue que faltava ao time e que Fellype Gabriel precisava para formar parceria. E tem sido assim desde a primeira rodada.

Parabéns, Vitor! O Botafogo agradece.

Saudações botafoguenses!

domingo, 17 de junho de 2012

Internacional 1 x 2 Botafogo - Vitória da chuteira preta no baile dos scarpins colorados

(Foto: Ricardo Rímoli/Lance)

O Botafogo foi mais do que uma equipe vencedora. Fez justiça ao castigar um oponente que desdenhou de um adversário teórica ou supostamente inferior no aspecto individual. O Internacional preferiu ater-se ao individualismo e a jogadas de efeito, enquanto nós aderimos ao coletivismo e aos lances efetivos. Pensaram que iriam dar um baile no Botafogo e caíram do salto no rodopio da valsa, e em pleno Beira Rio.

Vitor Júnior e Fellype Gabriel são exemplos perfeitos do espírito coletivo do time botafoguense, uma dupla que se complementa. Ambos têm garra, ótima visão de jogo, raciocínio rápido, compreensão tática e um sentido coletivo notável. Mas a forma física e o vigor inato do ‘pequeno grande’ Vitor Júnior compensam uma certa fragilidade corporal de Fellype Gabriel, que me parece não estar completamente recuperado de lesão – talvez crônica.

A velocidade que FG imprime à bola – e ao jogo, por conseguinte – e a rapidez com que VJ conecta passes e dribles foram fundamentais para a vitória. Mesmo os que estiveram bem na partida ficaram inevitavelmente à sombra dessa dupla, que comandou o estraçalho do meio de campo colorado.

Desde a saída de bola a partir da linha média do campo de defesa produzimos envolventes triangulações com toques rápidos de primeira, que garantiram grande volume de posse de bola, o que me fez cogitar se Maicosuel e Elkeson são individualistas por opção ou por lentidão de raciocínio. Seja por um motivo ou por outro, o fato é que o banco deve ser o destino destes dois, caso o comando técnico não seja avesso ao sucesso.

Apesar do destaque da dupla VJ-FG, seria injusto não louvar a atuação e o empenho de todos e em especial o dos dois substitutos – Lucas Zen e o estreante Lennon, no sacrifício pela esquerda. Havia grande expectativa com relação a este jogo após duas derrotas consecutivas e ambos fizeram boa partida, com destaque para Lucas Zen, que esteve muito seguro na marcação.

Jefferson pouco trabalhou; Lucas teve ótima participação no esquema coletivo; Brinner mostrou a seriedade e disposição de sempre e esteve muito bem nos desarmes; Fabio Ferreira teve a vida facilitada pela altura dos scarpins colorados – é um enigma saber o porquê de FF ter 90% de ‘baixos’ e 10% de ‘altos’; Renato infelizmente não anda conseguindo exibir o conhecido futebol de alto nível, mas sua experiência e discernimento sempre colaboram com uma proposta de jogo coletivo; Andrezinho se sentiu confortável com o conceito estabelecido, mas está muito mal fisicamente ou lhe faltou vontade para dar um algo mais; Herrera não esteve em noite inspirada, mas sua garra é sempre bem-vinda. (Os substitutos entraram a partir dos 39 minutos do segundo tempo, portanto evito analisá-los).

Para observações futuras: No lance do gol adversário, apesar da esperteza na cobrança rápida – e sorte, já que a primeira cabeçada foi uma falha que deu certo – e do cochilo do meio e da zaga, é importante atentar para as movimentações de Lucas e Brinner que, ao invés de colarem nos jogadores a serem marcados, passaram por eles de olho na bola, acabando em posições inócuas. Fora este deslize pontual, ambos tiveram ótimas participações no jogo.

A vitória não se deu somente sobre o adversário, mas também sobre o árbitro que reincidentemente prejudica o Botafogo, desta vez com a não marcação de um pênalti claro. O Sr. Paulo Cesar de Oliveira é o que a vida lhe permite, indivíduo cuja santa senhora sua mãe não faz jus ao que pensa sobre ela a torcida botafoguense inconformada, porém feliz com o resultado.

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos: Internacional 1 x 2 Botafogo]

quarta-feira, 13 de junho de 2012

OO segundo o Mundo Botafogo

Rui Moura, o amigo idealizador e administrador do blog Mundo Botafogo, comenta sobre o atual treinador do nosso clube, o impensável Oswaldo Oliveira.

Oswaldo Oliveira: eles perderam…

Por Rui Moura

"Qual é a evolução do Botafogo entre 2007 e 2012? Em 2007 Cuca toma três gols sucessivos do River Plate por conta dos seus erros quando estava em vantagem de 2x1 e culpou todo o time, chegando a demitir-se para regressar em seguida; em 2012 Oswaldo de Oliveira perdeu novamente com um nível de intervenção tática abaixo de zero durante o jogo e culpa todo o time.

Como frisou o meu amigo Rodrigo Federman ontem: a velha fórmula do “eu ganhei, nós empatamos, eles perderam.” – comportamento abjeto do ‘monge japonês’.

Acresce que o treinador do Botafogo discutiu com um taxista à chegada ao Rio de Janeiro a propósito dos desaires do Botafogo e foi contido pelos seguranças. Uma triste pequeneza…

Este ignorante treinador – ovacionado infantilmente por tantos botafoguenses há quatro meses – parece não saber que deu os primeiros passos para perder o controlo da equipa e da sua motivação, e iniciar a sua ida sem regresso."

***

O inimaginável Oswaldo Oliveira.


Saudações botafoguenses!

[O artigo original está aqui.]

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Náutico 3 x 2 Botafogo


Fabio Ferreira é um zumbi que consome nossos cérebros. Arrasta um peso invisível a cada corrida, cada esforço, soltando um gemido longo e abafado, como um morto-vivo atravessando vagaroso o lusco fusco de um filme B de terror. E o visual ajuda.

Maicosuel parece o fantasma de um guerreiro medieval decadente, vagando no limbo através dos séculos e se adaptando às mudanças de costumes. Alimenta a ilusão de que é um craque do futebol, um pop star entorpecido pelo vapor da vaidade, da fama fugaz e do dinheiro fácil. Seja isso ou coisa parecida, o fato é que Maicosuel jamais será titular de clube que venha a ser campeão brasileiro e nem de clubes de ponta em qualquer lugar do mundo. Talvez no Uzbequistão...

***

A entrada de Elkeson na pele de ‘solução’ iluminou o abismo à frente do trem desgovernado. Elkeson personifica a certeza da desgraça.

Mas os problemas do Botafogo não se resumiram aos três citados – que são, cada qual à sua maneira, aberrações futebolísticas e/ou humanas.

O Renato, por exemplo, passa por uma fase ‘Lorax’. Parece que fizeram uma lavagem cerebral no sujeito, que age como a personagem autômata do Jack Nicholson em Estranho no Ninho. A pancada que levou na cabeça ontem não pode servir de desculpa para sonolências futuras.

Brinner é sério e esforçado, mas o corpo desajeitado e as pernas de etíope corredor de maratona não ajudam. Os goleiros reservas não conseguem operar os milagres do Jefferson e o Lucas e o Herrera voltaram à normalidade.

Já o Andrezinho é uma piada sem graça, lenta, demorada e contada por um sujeito que não sabe contar piadas.

Jadson quase entrega o ouro antes do tempo, o que dá a entender que elogio nem sempre faz bem ao elogiado.

Sobre os gols sofridos: 1) o primeiro mostrou QUATRO defensores perdendo a parada para UM adversário; 2) o segundo mostrou NENHUM defensor marcando DOIS adversários; 3) o terceiro mostrou que o Náutico tem um volante que finaliza melhor do que nosso centro-avante e que só mesmo um napoleão de manicômio poria um meia-atacante para estrear na lateral em uma partida oficial.

A propósito, Vitor Júnior deve ser desculpado pelo lance infeliz, pois foi escalado para jogar onde não deveria, e isso já acontecia de forma semelhante desde o começo do segundo tempo, quando foi recuado para armar jogadas para os inúteis Elkeson e Maicosuel, porque o atual futebol de Renato é feito de vento. Vitor Júnior é muito mais efetivo no ataque que os dois pesos mortos juntos e arma jogadas melhor do que o Renato de ontem.

A pouca comemoração no gol de Márcio Azevedo revelou que existe algo de muito estranho no clube e um racha entre os briosos e os pusilânimes é evidente.

Mas a desgraça não começa dentro do campo. Fora dele o soberbo Oswaldo de Oliveira e sua empáfia desprezível nos empurra em direção à queda, regido por uma diretoria sem nenhum apreço pelo clube que deveria por princípio defender, mais interessada em agradar ao empresariado futebolístico do que em garantir um bom futuro ao Botafogo.

O Botafogo atual é como um filme de pesadelo à luz do dia. E o horror da trama das partidas é sádico. Espalha falsos sinais de transformação em sonho bom, para alimentar uma esperança ilusória, que cresce somente para aumentar o baque da queda quando é decepada no desfecho trágico.

A 15ª posição estará de bom tamanho.

Saudações botafoguenses!

PS: Nota dez para a torcida local!

[Link para os melhores momentos: Náutico 3 x 2 Botafogo].

sábado, 9 de junho de 2012

A volta dos que não foram

(A partir de foto de Satiro Sodré/Agência Estado)

Para quem achava que estávamos mal com Brinner, volta Antonio Carlos, o sujeito que entra em campo como se estivese na praia olhando a paisagem. Pobre da bola... e de nós.

Saudações botafoguenses!

[ERRATA: Antonio Carlos não jogou e não fez falta, pois contamos com Fabio Ferreira, Maicosuel, Elkeson, Oswaldo de Oliveira, Anderson Barros e Mauricio Assumpção].

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Guinness World Records - 1/2 gol por minuto

(Fotos de Celso Pupo/Fim de Jogo e Ricardo Rimoli/Lance)

Celso Roth e Oswaldo de Oliveira entraram para o Livro dos Recordes. O primeiro como vencedor e o outro como o tapado que ficou assistindo a seu time levar uma virada que entrou para a história do futebol mundial: Três gols em seis minutos!

Quem viu, viu...

Saudações botafoguenses!