sexta-feira, 8 de junho de 2012

Botafogo 2 x 3 Cruzeiro




Vai ser assim, com espírito de vencedores, que o Botafogo entrará em campo. Pois sempre que a disposição da diretoria e da comissão técnica for a de escalar os que estão melhor no momento, os escolhidos calçarão tênis coloridos com alma de chuteira preta.


Não foi assim. Em campo tínhamos o inexplicável Fábio Ferreira e o fuça-baixa Maicosuel e no banco o previsível homem das mãos à cinturinha Oswaldo de Oliveira.

Saudações botafoguenses!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Alma de Chuteira Preta


O que diferencia o Botafogo das duas primeiras rodadas do Brasileiro do time que entrou em campo com espírito de perdedor para jogar as finas do Carioca não é apenas a boa presença de Brinner, Doria, Jadson, Vitor Júnior e Herrera. O grande diferencial foi a boa e velha chuteira preta. Sim, contra São Paulo e Coritiba aqueles tênis coloridos mostraram que não tinham coração de vento.

Porque de nada adiante o talento, a técnica, o preparo físico, a visão de jogo, a aplicação tática, bons treinamentos e uma boa estratégia de jogo, se isso não estiver atrelado ao espírito de luta, à modéstia objetiva e ao sentido coletivo, o que chamo aqui de ‘alma de chuteira preta’. E no campo de jogo, onde tudo é revelado, ficou claro que este time do Botafogo das duas primeiras rodadas tinha alma de chuteira preta escondida nos tênis coloridos que enfeitavam os pés dos jogadores.

Hoje o colorido dos ‘pisantes’ vai estar enlameado. Nada melhor do que um campo molhado para dar corpo e criar imagens definidoras do espírito de luta de um jogador: o meião sujo, o calção cheio de lama, o suor misturado ao barro.

Vai ser assim, com espírito de vencedores, que o Botafogo entrará em campo. Pois sempre que a disposição da diretoria e da comissão técnica for a de escalar os que estão melhor no momento, os escolhidos calçarão tênis coloridos com alma de chuteira preta.

Saudações botafoguenses!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Matheus Dória

(Imagem: Fernando Soutello/Agif)

Hoje o jornalista Marcos Penido – que cobre o Botafogo para O Globo – escreveu um artigo sobre o Dória, intitulado “A nova esperança para a zaga”, onde diz que “Ele fez um gol contra com 30 segundos de jogo (...)”. A matéria é elogiosa, mas, convenhamos, aquilo não foi gol contra nem aqui e nem no Paraná. Ô, Penido, dá um tempo!

***

Dória estreou muito bem como profissional, ajudando o Botafogo a quebrar uma invencibilidade de 10 meses do Coritiba no Couto Pereira. Matheus Dória Macedo, niteroiense de 17 anos, 1.87m de altura, canhoto, ainda não tem nem mesmo um punhado de linhas na Wikipédia, como seu parceiro, o Vitor Júnior.

Curioso constatar que no site oficial ele não aparece entre os jogadores do elenco – o que é preocupante, seja pelo fato em si, que indica uma certa indecisão, ou pela lerdeza em se formatar uma página de um site. Quem aparece por lá é um outro Matheus, o Matheus Menezes Jácomo – que o Rodrigo Federman (Cantinho Botafoguense) nos informa que está contundido.

Não sei nada sobre o futebol deste outro Matheus, mas descobri que seu DNA pode não ser dos melhores, uma vez que o sobrenome Menezes liga dois irmãos: o Matheus e o Felipe Menezzzes (os ‘zês’ são de autoria do Marcelo Pereira, do blog Fogo Eterno). A esperança reside na possibilidade de que a diferença ‘genético-futebolística’ entre esses irmãos seja a mesma que havia entre o Tulio e o Telvio.

Voltando ao Matheus que interessa. Não tenho dúvida de que Matheus Dória é melhor jogador que Fábio Ferreira, mesmo com a idade que tem. Salve Dória, ‘nova esperança para a zaga’!

(Mas ainda precisamos de um quinto zagueiro, apesar de o Cantinho Botafoguense também nos esclarecer que Vinícius, jogador da base – e do Benfica (?!?!) –, já se juntou ao grupo).

Saudações botafoguenses!

terça-feira, 29 de maio de 2012

Vitor Júnior - Obrigado, Senhor, digo eu!

(Foto: Satiro Sodré/UOL)

“Vitor Silva Assis de Oliveira Júnior, mais conhecido como Vitor Júnior (Porto Alegre, 15 de setembro de 1986), é um futebolista brasileiro que atua como meia. Atualmente, joga pelo Botafogo.”


Esse é o resumo do Vitor Júnior na Wikipédia. Mas será que algum botafoguense sente falta de uma vírgula ou precisa de mais alguma explicação, depois de ver o que esse cara vem fazendo dentro de campo?

Acho que é o sangue gaúcho que faltava.

Saudações botafoguenses!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Coritiba 2 x 3 Botafogo – Futebol Coletivo

(Bebê a bordo)

Para um leigo soa como uma tremenda redundância dizer que um time de futebol jogou de forma coletiva. Mas para os que curtem uma boa pelada e sabem do que estou falando, ver uma equipe profissional usar o aspecto coletivo para superar outra, que também se organizava de forma coletivista, leva ao prazer da experiência do predomínio da inteligência e do espírito coletivo.

Ambas equipes jogaram assim: coletivamente e com grande empenho. O Botafogo saiu com a vitória. Sorte nossa, mas com méritos.

 (VJ Maná - a partir de foto da AGIF)

Vitor Júnior, Marcio Azevedo e Herrera continuam sendo os destaques do time. A velocidade, visão de jogo, a força e o ímpeto do meia e do lateral, associados à movimentação e à combatividade do atacante argentino – e tudo isso reforçado pelo espírito coletivo predominante – deram outro rumo ao desempenho da equipe, sendo Herrera o responsável direto pelo primeiro e terceiro gols e essencial para o segundo.

Jadson se afirma positivamente a cada partida, mas precisa controlar a temperatura do sangue, que lembra o destempero ocasional de Marcelo Mattos. Renan esteve muito bem. Brinner está no mesmo nível que Antonio Carlos, mas é mais sério e atento. Dória é superior ao fraquíssimo Fabio Ferreira, mesmo estreando aos 17 anos sob a presão de um jogo altamente disputado – o time do Coritiba sistematicamente usou de força exagerada na maioria das disputas de bola. Lucas Zen entrou muito bem na partida.

Arrisco dizer que, com a volta de Jefferson, os que venceram o Coritiba são o melhor time que o atual elenco pode oferecer, se o Maicosuel voltar a jogar futebol

Lucas protagonizou os melhores momentos da tarde e demonstrou ótima visão de jogo, compreensão tática, além de muita frieza e categoria nas finalizações – fora os gols, o chute na trave também revelou uma movimentação inusitada que se mostrou envolvente.

 (El Increíble - a partir de foto de Giuliano Gomes/AE)

O primeiro gol revelou um indício de que o treinamento de jogadas de ataque está nos tirando da mesmice previsível, e o terceiro também me pareceu fruto deste tipo de prática. O segundo gol nos deu o gostinho que qualquer botafoguense não se esquece de querer provar: a traquinice pelas pontas, a linha de fundo. Além disso, os gols revelaram um ataque em bloco – tivemos sempre três jogadores para tentar a conclusão –, com ótima movimentação e variação de jogadas, coisa que não víamos há muito tempo, com a estratégia infrutífera do isolamento de Abreu.

Com o placar favorável o time manteve o equilíbrio e investiu o quanto pôde na manutenção da posse de bola no campo de ataque, com Cidinho mostrando maturidade e bom entendimento da proposta.

Cinco minutos de acréscimo?! Tudo bem, concordo, mas está anotado no meu caderninho...

Os pontos negativos continuam sendo a inexplicável queda vertiginosa de rendimento de Fellipe Gabriel, a falta de brilho no então fantástico futebol de Renato, a não continuidade das jogadas quando chegam aos pés de Maicosuel e a miopia da diretoria, que não reforçou a zaga e parece não perceber que não iremos além das posições intermediárias, com apenas quatro zagueiros à disposição.

Sobre Elkeson, sorte nossa que ao não dar sequência a uma jogada pela esquerda (coisa costumeira e irritante) ele tenha encontrado uma solução através da ótima virada de jogo que levou ao gol da vitória. Elkeson é o melhor meia-atacante do elenco, mas é uma pena que não possamos chamá-lo de ‘nosso jogador’.

(Marcio Speedy Azevedo)


Hora de curtir a liderança, pois nunca se sabe o que os interesses de bastidores nos reservam para além da 23ª rodada.

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos: Coritiba 2 x 3 Botafogo]

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Cinefoot 2012


Começa amanhã a terceira edição do Festival de Cinema de Futebol (Cinefoot).

Link para o site: www.cinefoot.org

Saudações botafoguenses!