terça-feira, 15 de maio de 2012

A autópsia da estrela

(Starfish Skeleton, por Visual Photos)

Quando anunciaram a entrada do Herrera para iniciar o segundo tempo no lugar de Elkeson, o torcedor que nunca perdoou as mãozinhas na cintura do Oswaldo de Oliveira ficou certo de que o jogo estava perdido. Na verdade, o torcedor que não engoliu e jamais esquecerá as afrontas de Oswaldo de Oliveira à torcida botafoguense sabia de antemão que Elkeson nem mesmo deveria ter sido escalado, pois é um jogador cuja fraqueza de caráter não condiz com o conhecido espírito de luta botafoguense, e muito menos em se tratando de uma partida decisiva como o jogo de ontem. No entanto, esse torcedor sabe que o problema do Botafogo não é o Elkeson, sua metrosexualidade, sua ‘máscara’ gigantesca e suas indecifráveis caretas, apesar de não entender o porquê da escolha do Herrera, que não é e nunca será a solução quando o problema é a falta de gols, o que deveria ser do conhecimento do treinador.

O torcedor que percebe a falsa ponderação na fala mansa de Oswaldo de Oliveira, que esconde uma obviedade vulgar e um espírito arrogante, sabia que a escalação e posterior substituição do detestável Elkeson não passavam de um truque para dissimular a construção de uma derrota, um fracasso cultivado muito antes do início da partida. Porque o torcedor que não admite que um técnico ultrapassado e de pensamento previsível fale o que bem entende da nossa torcida sabe que o fracasso botafoguense não é fruto do acaso e tem pouca relação com a índole leviana do Elkeson e com as besteiras ditas e feitas por Oswaldo de Oliveira.

Esse mesmo torcedor que vaia o indefensável futebol de Felipe Menezes sabe que as duas derrotas para o Fluminense e a eliminação frente a um adversário que acabou de ser promovido à série B não têm nada a ver com o topete do Elkeson e nem com a marca dos jeans do Oswaldo de Oliveira. Porque sabe que os responsáveis pela manutenção de Elkeson e sua fraqueza de caráter, de Oswaldo de Oliveira e seus esquemas ultrapassados, e de um bando de jogadores sem nenhum compromisso com o clube que deveriam defender são aqueles que os contrataram.

O torcedor que se sentiu constrangido com a figura particularmente ridícula do presidente do clube levantando a taça antes dos jogadores sabe que a disposição pusilânime do time atual não acontece à revelia dos eternamente incompetentes Anderson Barros, Andre Silva e Mauricio Assumpção.

O torcedor avesso à repugnante empáfia estrambólica de Oswaldo de Oliveira não será iludido pelas várias camadas de comando que encobrem Mauricio Assumpção, Andre Silva e Anderson Barros, os verdadeiros responsáveis por nossos recentes fracassos no estadual e na Copa do Brasil, pela sequência de sete derrotas na reta final do Brasileiro de 2011 e pela transformação do Botafogo em um time de covardes, coisa que historicamente nunca fomos.

Esse tipo de torcedor se angustia por saber que nada pode fazer diante da realidade inescapável que nos impõe Mauricio Assumpção, Andre Silva e Anderson Barros como os administradores de nossa inevitável desgraça no Brasileiro, na Sul-Americana e em qualquer competição por vir. Pois são eles os que contratam figuras abjetas como Oswaldo de Oliveira e Caio Junior, e os permite e incentiva a afrontar a torcida da forma que bem entenderem, em uma clara indicação de que não se interessam pela preservação do maior patrimônio do clube, sua torcida. São esses três senhores e seus correligionários sócios e conselheiros os responsáveis por uma lista enorme de jogadores perfeitamente inúteis como Elkeson, Antonio Carlos, Fabio Ferreira e Felipe Menezes, somados a toda sorte de medíocres tímidos a exemplo de Andrezinho, legando um rastro de destruição ao clube que deveriam por obrigação proteger.

Com esses três no comando, o torcedor que os tem como inimigos do Botafogo não precisa de um oráculo para prever os futuros fracassos alvinegros: começam pela próxima competição, continuam na seguinte e prosseguem nas subsequentes, até o fim do mandato.

Não há fogo que aguente...

Saudações botafoguenses!

domingo, 13 de maio de 2012

Feliz Dia das Mães!


Saudações botafoguenses!

Menos um problema

(Foto: Satiro Sodré/Agência Estado)

Antonio não joga nada
Porém, Antonio está em voga
Xerife de araque da zaga
Que sorte! Hoje Antonio não joga!

Saudações botafoguenses!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Deve ser culpa da torcida

Se algo de positivo a derrota humilhante de ontem pode legar para a temporada, sem dúvida que foi a bendita quebra da maldita invencibilidade. Pena que chegou justo na hora em que não deveria e da forma vergonhosa como aconteceu. Caímos de quatro e as chances de recuperação existem, porém devem ser medidas a partir da vírgula à direita de um zero.

Se me perguntarem o que houve na tarde de ontem, repasso a questão aos gurus de unicelulares, os homens dos discursos vazios, das falas vulgares, os mesmos que se juntarão ao pequeno grupo de botafoguenses que acredita na tese idiota que atribui a série de fracassos das últimas temporadas às vaias da torcida.

Foi a torcida que recuou covardemente o time depois de sair em vantagem no marcador? Somos nós os que deveriam estar marcando os adversários em QUATRO oportunidades? Seria nossa a culpa pelo despreparo psicológico ou pela falta de inteligência dos jogadores? Foi um torcedor que “ficou rezando” para a chegada da parada técnica e mesmo assim não reorganizou o time para absorver a perda de um jogador? Fomos nós que deslocamos o “melhor jogador do Botafogo” – segundo Oswaldo de Oliveira – para levar um baile na lateral? Somos nós que deveríamos responder o porquê das despropositais entradas de Herrera e Caio, completamente perdidos em campo? Deveríamos aplaudir um jogador totalmente desprovido de caráter como Elkeson? Era nosso o sangue de barata que corria nas veias daquele time que perdeu de 4 x 1 na tarde de ontem?

E agora, senhor treinador, senhores diretores, botafoguenses de araque? Respondam vocês.

Saudações botafoguenses!

[Link para os ‘melhores momentos’: Fluminense 4 x 1 Botafogo]

domingo, 6 de maio de 2012

Nossa Senhora da Chuteira

(Ball Worship)

É óbvio que um sujeito não precisa de chuteiras pretas pra jogar com seriedade. Aliás, levar-se a sério em demasia pode embaçar a graça do espírito e empurrar o sisudo na direção do tropeço na divisa do ridículo. No entanto, existem momentos em que o faceiro deveria abaixar o pescoço da alma e levantar a cabeça de osso. No esporte isso pode ser muito útil.

Se Antonio Carlos e Fabio Ferreira jogarem com a humildade, a seriedade e a atenção que apresentaram na partida contra o Vasco, estaremos no caminho da vitória. Podemos até nos dar ao luxo de falhar em alguns arremates, porque o fator de decisão está ali: a zaga confiável que tivemos no domingo passado.

Caso queiram fazer o papel do vaidoso que fizeram no jogo de quarta-feira, que Deus proteja suas almas e os acolha na hora final, quando uma mera confissão sincera resolveria a pendenga. Para a história escrita, isto não serviria de nada.

Saudações botafoguenses!

A História Real


Saudações botafoguenses!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Medo de mulher

A direção do Fluminense não suportou a saudade e voltou a se agarrar ao velho ‘tapetão’. Faz pressão fora das quatro linhas e ainda tem o topete de dizer que o futebol deve ser decidido dentro de campo. Logo quem...

“Na última quarta-feira, nós estivemos na Federação e registramos nossa preocupação. Nossa preocupação é natural de que o jogo seja decidido dentro das quatro linhas. Qualquer tipo de relação de quem vai estar lá, deve haver uma isenção. Nós vamos infelizmente jogar no Engenhão, que é o estádio do Botafogo, mas tenho certeza que a Federação vai tentar tornar esse ambiente isento”, afirmou ao site FoxSports, Rodrigo Caetano, diretor executivo do Fluminense.

Biriba diz:

“Infelizmente” uma ova! Vindo de um dirigente de um clube que não tem estádio compatível com as exigências da federação e usa o Engenhão para jogar suas partidas, essa afirmação soa, no mínimo, como uma tremenda grosseria.

“Não acredito que os atletas não possam ser os protagonistas e termos que admitir que pessoas de fora sejam os protagonistas. Nossa tranquilidade é que isso aconteceu antes da final. Vocês da imprensa vão nos ajudar a fiscalizar isso. Tivemos a oportunidade de levantar todo e qualquer tipo de imagem e situações que deram destaques ao gandula”, finalizou Caetano.

Biriba diz:

Será que criaram um dossiê para encriminar a Fernanda Maia?! Seja como for, o que importa é que estão fazendo pressão extracampo, coisa típica de cartola pistoleiro do século passado, gente que pagava para ganhar no grito. E isso não pega bem. Vai que o povo confunde as coisas, começa a pensar bobagem, espalhar que tem conchavo, que é marmelada...

E olha que eu nem sabia que o Botafogo estava metendo esse medo todo por aí.

Saudações botafoguenses!

PS: Justo o Rodrigo Caetano, que eu acreditava ser de uma nova safra de dirigentes esportivos ligados à renovação e consequente extinção das antigas e detestáveis práticas de conduta esportiva, principalmente ‘fora das quatro linhas’.

[Charge a partir de imagem da Agência Yahoo].

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Vitória 1 x 1 Botafogo

(a partir de imagem original da Agifpress)

O atual comando do Botafogo parece ter gostado do empate em 1 a 1 contra o Vitória. Pelo menos é o que transparece na fala do capitão em exercício, o zagueiro Antonio Carlos: “O importante foi fazer um gol aqui”. Não é de se espantar que o zagueiro tenha se lembrado do gol, porque evocar suas falhas individuais seria uma confissão da própria incompetência.

Apesar do gol adversário ter origem em uma falha tripla, já que a bola era do goleiro e o atacante estava sendo marcado pelo inconfundível Fábio Ferreira, Antonio Carlos deu mais uma mostra de não estar em um nível compatível com o de um zagueiro titular de time que pretenda algo além de uma taça estadual. E ainda fomos obrigados a escutar o comentarista André Lofredo falar o seguinte sobre outra falha bisonha, que por sorte não deu em gol: Ele foi driblado pela bola. Pura verdade.

Uma compilação das falhas e pixotadas ridículas de Antonio Carlos, só neste ano, comporia um filminho – porém longo – de trapalhadas, desses que nos divertem enquanto perdemos tempo útil de vida navegando no Youtube. Uma vergonha! No entanto, acredito que o maior constrangimento seja ver um zagueiro desse nível empunhando a faixa de capitão.

***

O comportamento soberbo – o ridículo salto alto – em jogadores de futebol me irrita. Pois ontem mesmo meio time esteve fazendo jogadinhas de efeito, uma delas iniciando o ataque que resultou em gol adversário. Será que a vitória sobre o Vasco fez com que eles de uma hora para outra se achassem craques? Como esperar que respeitem um time que tem Antonio Carlos como capitão, Felipe Menezes vestindo a camisa 10, e mais um punhado de bailarinos com máscara de carnaval e salto alto? Sorte nossa que o Fluminense não está nem aí pro Carioca.

Enquanto nos sobra a fragilidade do salto alto, nos falta a solidez da objetividade – ou obviedade – das chuteiras pretas. Precisamos urgentemente resgatar o pensamento de Neném Prancha: “Quem pede tem preferência, quem se desloca recebe”. Não foi ontem que começaram com a idiotice de afunilar jogadas quando um companheiro se desloca pelos flancos, oferecendo a opção mais viável.

Ao ver o Caio em Salvador e sabendo que o Alex está em Santa Catarina, concluí que a diretoria é péssima em geografia. Além disso, colocar o William aos 40 é desaforo, porque nem o pior torcedor do mundo merece ver o Herrera como centroavante por mais de 15 minutos – Herrera é homem de flanco e estamos conversados.

O lado bom: O Jadson é bola e dez minutos de Vitinho são mais úteis que uma semana de Felipe Menezes. No entanto, como todo lado bom tem seus limites, é triste intuir que é a vez do promissor Jeferson Paulista ser a brasa que queima na fogueira que aquece os bolsos dos parceiros empresários, como foi o Renato Cajá em 2010.

Por essas e outras sempre ficamos no meio do caminho. Se por um lado o Jadson é o nosso futuro, por outro o Antonio Carlos é o nosso presente, um presente sonolento.

Saudações botafoguenses!

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Botafogo Campeão - Taça Rio 2012

(a partir de foto de Paulo Sergio/Lance)

O placar não deixa dúvidas e poupa palavras: 3 x 1.

Parabéns ao time mais audacioso, mais aplicado, mais coletivista, mais determinado, mais competente, mais talentoso, mais competitivo... o melhor!

Saudações botafoguenses!

terça-feira, 24 de abril de 2012

Messi desabafa

(Charge de Hélio de La Peña)

Saudações botafoguenses!

[Postagem original em Blog de La Peña]

domingo, 22 de abril de 2012

Bangu 2 x 4 Botafogo

(a partir de foto de Cleber Mendes/Lancenet)

O Botafogo sempre foi propenso ao espetáculo. E a equipe que venceu a semifinal de ontem se esmerou em manter a tradição. O coração do torcedor que aguente!

Jogo perfeito para ser chamado de ‘perfeito’, mas roteiro sem reviravoltas gera filme modorrento. Temos um engenhoso roteirista imaginário a criar seus personagens imperfeitos.

As bolas alçadas na área, nossa principal jogada desde a contratação de Abreu, foram determinantes para o resultado final. O manjado cruzamento com desvio na primeira trave foi executado com precisão para o primeiro gol e Abreu se antecipou em cruzamento que tinha as mãos do goleiro como destino certo para ampliar em 2 x 0.

Jogo aparentemente controlado, em que a disposição impetuosa e organização tática fizeram com que a superioridade técnica da equipe botafoguense prevalecesse, e eis que o roteirista imaginário resolve inventar peripécias.

Na primeira, nosso esteio defensivo volta a revelar sua única precariedade: a saída do gol. Com ampla visão do campo à sua frente, ao invés de orientar o lateral Lucas – que obviamente não tinha como saber o que se passava atrás de si –, sai do gol desnecessariamente e a bola entra preguiçosa, resvalando na trave. [Um amigo me garantiu que viu o Jefferson gesticulando para o Lucas, reclamando pelo lateral não ter seguido sua orientação. Ou seja, apesar de eu continuar achando que a saída do gol tenha sido desnecessária, o Jefferson gritou um "É minha!"] E o coração aperta...

Maicosuel faz passe açucarado para El Loco marcar pela terceira vez, mas logo em seguida a displicência do Mago conecta um contra-ataque adversário e Jefferson sai atrasado, não conseguindo corrigir um dos muitos erros de posicionamento e falta de atenção de nossa defesa, que é fraquíssima.

(imagem: Paulo Sergio/Lancenet)

Lucas, que protagonizara o gol contra, se redime e participa de mais outra reviravolta, desta vez positiva, sofrendo pênalti claro – tão claro quanto a imagem do braço de um zagueiro desviando a trajetória da bola dentro da área, que o juiz inexplicavelmente optou por ignorar.

O fantástico El Loco Abreu, que já garantira seu espetacular hat trick, pôs uma pequena mancha em sua atuação – que poderia ser considerada irretocável –, ao perder o sexto pênalti das sete últimas tentativas. Sobre isso, apesar de ser impossível imaginar o porquê de sua escalação para a cobrança, o fato não deixa de evidenciar a falta de comando ou de coerência – ou ambas – fora das quatro linhas.

Maicosuel, que já se estabelecera tanto como herói quanto vilão, sela o resultado aproveitando bom passe de Márcio Azevedo.

(a partir de foto de Fabio Castro/Agif)

Quatro gols marcados, um hat trick em jogo decisivo, ímpeto e garra de vencedores, muitas chances criadas e várias desperdiçadas, inconsistência defensiva, erros bisonhos de passe, falhas grotescas, reviravoltas e muita emoção.

O Botafogo e seus heróis imperfeitos de um prodigioso e mordaz roteirista imaginário continuam garantindo espetáculos imprevisíveis e, portanto, emocionantes. O próximo episódio será a final da Taça Rio, a quinta que disputamos nos últimos seis anos.

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos: Bangu 2 x 4 Botafogo]

sábado, 21 de abril de 2012

Opinião minoritária

(a partir de Trivial 228, por NightPhotographer)

Pode parecer absurdo, mas acho que seria melhor se enfrentássemos o Vasco na semifinal. Eles estão sintonizados na Libertadores e não vão investir todas as fichas no Carioca, o que significa menos ímpeto nas divididas.

O Bangu poderia teoricamente ‘tremer nas bases’ se fosse uma final, mas na semi, sei não... Apesar de o Botafogo ter um elenco individualmente superior, o Bangu vem leve para esta fase. A escapada do rebaixamento garantiu uma traquilidade extra na alma e eles já cumpriram sua meta principal. O que vier é lucro.

A pressão acabou caindo do nosso lado, pois quem tem a obrigação de vencer somos nós. Seja qual for o resultado, o time do Bangu já está tirando onda.

Saudações botafoguenses!