domingo, 6 de maio de 2012
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Medo de mulher
“Na última quarta-feira, nós estivemos na Federação e registramos nossa preocupação. Nossa preocupação é natural de que o jogo seja decidido dentro das quatro linhas. Qualquer tipo de relação de quem vai estar lá, deve haver uma isenção. Nós vamos infelizmente jogar no Engenhão, que é o estádio do Botafogo, mas tenho certeza que a Federação vai tentar tornar esse ambiente isento”, afirmou ao site FoxSports, Rodrigo Caetano, diretor executivo do Fluminense.
Biriba diz:
“Infelizmente” uma ova! Vindo de um dirigente de um clube que não tem estádio compatível com as exigências da federação e usa o Engenhão para jogar suas partidas, essa afirmação soa, no mínimo, como uma tremenda grosseria.
“Não acredito que os atletas não possam ser os protagonistas e termos que admitir que pessoas de fora sejam os protagonistas. Nossa tranquilidade é que isso aconteceu antes da final. Vocês da imprensa vão nos ajudar a fiscalizar isso. Tivemos a oportunidade de levantar todo e qualquer tipo de imagem e situações que deram destaques ao gandula”, finalizou Caetano.
Biriba diz:
Será que criaram um dossiê para encriminar a Fernanda Maia?! Seja como for, o que importa é que estão fazendo pressão extracampo, coisa típica de cartola pistoleiro do século passado, gente que pagava para ganhar no grito. E isso não pega bem. Vai que o povo confunde as coisas, começa a pensar bobagem, espalhar que tem conchavo, que é marmelada...
E olha que eu nem sabia que o Botafogo estava metendo esse medo todo por aí.
Saudações botafoguenses!
PS: Justo o Rodrigo Caetano, que eu acreditava ser de uma nova safra de dirigentes esportivos ligados à renovação e consequente extinção das antigas e detestáveis práticas de conduta esportiva, principalmente ‘fora das quatro linhas’.
[Charge a partir de imagem da Agência Yahoo].
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Vitória 1 x 1 Botafogo
(a partir de imagem original da Agifpress)
O atual comando do Botafogo parece ter gostado do empate em 1 a 1 contra o Vitória. Pelo menos é o que transparece na fala do capitão em exercício, o zagueiro Antonio Carlos: “O importante foi fazer um gol aqui”. Não é de se espantar que o zagueiro tenha se lembrado do gol, porque evocar suas falhas individuais seria uma confissão da própria incompetência.
Apesar do gol adversário ter origem em uma falha tripla, já que a bola era do goleiro e o atacante estava sendo marcado pelo inconfundível Fábio Ferreira, Antonio Carlos deu mais uma mostra de não estar em um nível compatível com o de um zagueiro titular de time que pretenda algo além de uma taça estadual. E ainda fomos obrigados a escutar o comentarista André Lofredo falar o seguinte sobre outra falha bisonha, que por sorte não deu em gol: “Ele foi driblado pela bola”. Pura verdade.
Uma compilação das falhas e pixotadas ridículas de Antonio Carlos, só neste ano, comporia um filminho – porém longo – de trapalhadas, desses que nos divertem enquanto perdemos tempo útil de vida navegando no Youtube. Uma vergonha! No entanto, acredito que o maior constrangimento seja ver um zagueiro desse nível empunhando a faixa de capitão.
***
O comportamento soberbo – o ridículo salto alto – em jogadores de futebol me irrita. Pois ontem mesmo meio time esteve fazendo jogadinhas de efeito, uma delas iniciando o ataque que resultou em gol adversário. Será que a vitória sobre o Vasco fez com que eles de uma hora para outra se achassem craques? Como esperar que respeitem um time que tem Antonio Carlos como capitão, Felipe Menezes vestindo a camisa 10, e mais um punhado de bailarinos com máscara de carnaval e salto alto? Sorte nossa que o Fluminense não está nem aí pro Carioca.
Enquanto nos sobra a fragilidade do salto alto, nos falta a solidez da objetividade – ou obviedade – das chuteiras pretas. Precisamos urgentemente resgatar o pensamento de Neném Prancha: “Quem pede tem preferência, quem se desloca recebe”. Não foi ontem que começaram com a idiotice de afunilar jogadas quando um companheiro se desloca pelos flancos, oferecendo a opção mais viável.
Ao ver o Caio em Salvador e sabendo que o Alex está em Santa Catarina, concluí que a diretoria é péssima em geografia. Além disso, colocar o William aos 40 é desaforo, porque nem o pior torcedor do mundo merece ver o Herrera como centroavante por mais de 15 minutos – Herrera é homem de flanco e estamos conversados.
O lado bom: O Jadson é bola e dez minutos de Vitinho são mais úteis que uma semana de Felipe Menezes. No entanto, como todo lado bom tem seus limites, é triste intuir que é a vez do promissor Jeferson Paulista ser a brasa que queima na fogueira que aquece os bolsos dos parceiros empresários, como foi o Renato Cajá em 2010.
Por essas e outras sempre ficamos no meio do caminho. Se por um lado o Jadson é o nosso futuro, por outro o Antonio Carlos é o nosso presente, um presente sonolento.
Saudações botafoguenses!
terça-feira, 1 de maio de 2012
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Botafogo Campeão - Taça Rio 2012
O placar não deixa dúvidas e poupa palavras: 3 x 1.
Parabéns ao time mais audacioso, mais aplicado, mais coletivista, mais determinado, mais competente, mais talentoso, mais competitivo... o melhor!
Saudações botafoguenses!
terça-feira, 24 de abril de 2012
domingo, 22 de abril de 2012
Bangu 2 x 4 Botafogo
(a partir de foto de Cleber Mendes/Lancenet)
O Botafogo sempre foi propenso ao espetáculo. E a equipe que venceu a semifinal de ontem se esmerou em manter a tradição. O coração do torcedor que aguente!
Jogo perfeito para ser chamado de ‘perfeito’, mas roteiro sem reviravoltas gera filme modorrento. Temos um engenhoso roteirista imaginário a criar seus personagens imperfeitos.
As bolas alçadas na área, nossa principal jogada desde a contratação de Abreu, foram determinantes para o resultado final. O manjado cruzamento com desvio na primeira trave foi executado com precisão para o primeiro gol e Abreu se antecipou em cruzamento que tinha as mãos do goleiro como destino certo para ampliar em 2 x 0.
Jogo aparentemente controlado, em que a disposição impetuosa e organização tática fizeram com que a superioridade técnica da equipe botafoguense prevalecesse, e eis que o roteirista imaginário resolve inventar peripécias.
Maicosuel faz passe açucarado para El Loco marcar pela terceira vez, mas logo em seguida a displicência do Mago conecta um contra-ataque adversário e Jefferson sai atrasado, não conseguindo corrigir um dos muitos erros de posicionamento e falta de atenção de nossa defesa, que é fraquíssima.
O fantástico El Loco Abreu, que já garantira seu espetacular hat trick, pôs uma pequena mancha em sua atuação – que poderia ser considerada irretocável –, ao perder o sexto pênalti das sete últimas tentativas. Sobre isso, apesar de ser impossível imaginar o porquê de sua escalação para a cobrança, o fato não deixa de evidenciar a falta de comando ou de coerência – ou ambas – fora das quatro linhas.
Maicosuel, que já se estabelecera tanto como herói quanto vilão, sela o resultado aproveitando bom passe de Márcio Azevedo.
Quatro gols marcados, um hat trick em jogo decisivo, ímpeto e garra de vencedores, muitas chances criadas e várias desperdiçadas, inconsistência defensiva, erros bisonhos de passe, falhas grotescas, reviravoltas e muita emoção.
O Botafogo e seus heróis imperfeitos de um prodigioso e mordaz roteirista imaginário continuam garantindo espetáculos imprevisíveis e, portanto, emocionantes. O próximo episódio será a final da Taça Rio, a quinta que disputamos nos últimos seis anos.
Saudações botafoguenses!
[Link para os melhores momentos: Bangu 2 x 4 Botafogo]
sábado, 21 de abril de 2012
Opinião minoritária
(a partir de Trivial 228, por NightPhotographer)
Pode parecer absurdo, mas acho que seria melhor se enfrentássemos o Vasco na semifinal. Eles estão sintonizados na Libertadores e não vão investir todas as fichas no Carioca, o que significa menos ímpeto nas divididas.
O Bangu poderia teoricamente ‘tremer nas bases’ se fosse uma final, mas na semi, sei não... Apesar de o Botafogo ter um elenco individualmente superior, o Bangu vem leve para esta fase. A escapada do rebaixamento garantiu uma traquilidade extra na alma e eles já cumpriram sua meta principal. O que vier é lucro.
A pressão acabou caindo do nosso lado, pois quem tem a obrigação de vencer somos nós. Seja qual for o resultado, o time do Bangu já está tirando onda.
Saudações botafoguenses!
A flapress é multimarcas
Na véspera da semifinal do turno saio em busca de notícias sobre o Botafogo e descubro que o site do UOL fez do alvinegro um coadjuvante no espaço que o próprio site criou e promove como sendo dedicado ao nosso time.
A imagem principal deve ser um tipo de provocação, pois contêm uma foto do ‘estimado’ Dodô. Em seguida lê-se a ‘manchete’: “Time da pipa, Bangu vai à semi com estrutura de várzea: varal caseiro e R$ 150 mil/mês”.
E a coisa continua com uma entrevista em que Oswaldo de Oliveira revela ter torcido contra o Botafogo na final de 1967 (importante notar-se a escolha do “contra o Botafogo” ao invés de “a favor do Bangu”).
Dispostos a avacalhar de vez o espaço alvinegro os jornalista do UOL estamparam uma foto de um jogador banguense ilustrando matéria em que Elkeson “pede atenção especial ao ‘amigo’ e ex-botafoguense Thiago Galhardo”.
Hoje, dia do primeiro jogo do quadrangular final, está lá a foto de um goleiro banguense aposentado intitulada “Ex-goleiro lembra confusão com gol anulado em 2002 e espera final feliz para Bangu”. Somente lendo a matéria é que se obtém a informação de que o gol foi mal anulado nos acréscimos da última semifinal disputada pelo Bangu e, mais importante, sabe-se também que foi uma partida contra o Fluminense. Eis um exemplo perfeito de nítida e desavergonhada manipulação de informações em prejuízo do Botafogo, pois associam o Botafogo a uma situação da qual o clube nem mesmo participou; um contorcionismo retórico de jornalismo de sarjeta.
Mas essa afronta da imprensa acontece quando um clube é gerido por pessoas despreparadas para os cargos que ocupam e/ou pouco comprometidas com a instituição que em tese administram.
Deixando de lado o UOL sem graça e a risível diretoria alvinegra, o lamento do ex-goleiro, o time de coração do OO, o orçamento banguense e sem subestimar o potencial de Thiago Galhardo, digo que existe, sim, um ex-botafoguense que merece ser muito bem vigiado no jogo de hoje. O nome do sujeito é Almir, que está jogando o que Felipe Menezes e Andrezinho jamais jogarão, nem que somassem o futebolzinho mixuruca que têm.
***
Oráculo: O gol da vitória sairá de uma jogada espetacular pela esquerda.
Saudações botafoguenses!
A imagem principal deve ser um tipo de provocação, pois contêm uma foto do ‘estimado’ Dodô. Em seguida lê-se a ‘manchete’: “Time da pipa, Bangu vai à semi com estrutura de várzea: varal caseiro e R$ 150 mil/mês”.
E a coisa continua com uma entrevista em que Oswaldo de Oliveira revela ter torcido contra o Botafogo na final de 1967 (importante notar-se a escolha do “contra o Botafogo” ao invés de “a favor do Bangu”).
Dispostos a avacalhar de vez o espaço alvinegro os jornalista do UOL estamparam uma foto de um jogador banguense ilustrando matéria em que Elkeson “pede atenção especial ao ‘amigo’ e ex-botafoguense Thiago Galhardo”.
Hoje, dia do primeiro jogo do quadrangular final, está lá a foto de um goleiro banguense aposentado intitulada “Ex-goleiro lembra confusão com gol anulado em 2002 e espera final feliz para Bangu”. Somente lendo a matéria é que se obtém a informação de que o gol foi mal anulado nos acréscimos da última semifinal disputada pelo Bangu e, mais importante, sabe-se também que foi uma partida contra o Fluminense. Eis um exemplo perfeito de nítida e desavergonhada manipulação de informações em prejuízo do Botafogo, pois associam o Botafogo a uma situação da qual o clube nem mesmo participou; um contorcionismo retórico de jornalismo de sarjeta.
Mas essa afronta da imprensa acontece quando um clube é gerido por pessoas despreparadas para os cargos que ocupam e/ou pouco comprometidas com a instituição que em tese administram.
Deixando de lado o UOL sem graça e a risível diretoria alvinegra, o lamento do ex-goleiro, o time de coração do OO, o orçamento banguense e sem subestimar o potencial de Thiago Galhardo, digo que existe, sim, um ex-botafoguense que merece ser muito bem vigiado no jogo de hoje. O nome do sujeito é Almir, que está jogando o que Felipe Menezes e Andrezinho jamais jogarão, nem que somassem o futebolzinho mixuruca que têm.
***
Oráculo: O gol da vitória sairá de uma jogada espetacular pela esquerda.
Saudações botafoguenses!
sexta-feira, 20 de abril de 2012
O paladar de Oswaldo
Quando soube que Oswaldo de Oliveira considera Felipe Menezes o jogador mais técnico do atual elenco do Botafogo, me veio um desânimo instantâneo. Foi como se tivessem me intimado a assistir à queimada da última plantação de pistaches do planeta.
Ao ler a notícia concluí que, se nada mudar, 2012 será um ano de muito sofrimento para os botafoguenses, principalmente se a opinião do treinador não fosse uma impressão equivocada. Além de ser mais uma declaração que evidencia o baixo nível de entendimento futebolístico do treinador cujo currículo de vitórias no futebol desafia as regras da lógica, a afirmação revela que é o nível técnico de Felipe Menezes o patamar a ser atingido e ainda levanta suspeitas sobre a forma como a equipe é escalada. Ora, como explicar o fato do ‘jogador mais técnico do elenco’ não ser titular da vaga?
Sem entrar no mérito sobre o nível técnico do futebol do Felipe Menezes – um Lúcio Flávio muito piorado –, o fato a ser destacado é que o elenco, apesar de não ser ‘galáctico’, é mal administrado, pois o atual comando não consegue potencializar as características individuais e o jogo coletivo não progride.
Como considero o Campeonato Carioca uma competição a serviço de experiências para a formação e preparação da equipe para as competições nacionais e internacionais, o Botafogo parece ter mais uma vez perdido tempo. Gastou mais da metade do primeiro semestre sem testar suficientemente jogadores como Cidinho, Jeferson, Jadson, William, Brinner e Gabriel, não evoluiu tática e nem fisicamente e não buscou reforços para as laterais, miolo de ataque e zaga, o setor mais débil. Isso foi notado no jogo de domingo, com o time repleto de ‘estreantes’, mas justamente na última rodada da competição.
Boavista 1 x 1 Botafogo levanta mais dúvidas do que esclarece questões. Das duas uma: ou o Botafogo de Oswaldo de Oliveira chegou ao seu ponto máximo de evolução, o que seria uma tragédia, ou talvez o atual treinador esteja guardando um trunfo para uma cartada final – mas esta última é uma suspeita de um otimista radicalmente delirante.
Acho que o Campeonato Brasileiro de 2012 vai me forçar a aumentar o estoque de pistaches e de vinhos de boa cepa.
Saudações botafoguenses!
[Link para os melhores momentos: Boavista 1 x 1 Botafogo]
quarta-feira, 28 de março de 2012
Rota de Colisão
O site Mundo Botafogo/Estrela Solitária publicou uma matéria que causaria assombro e temor a qualquer botafoguense, não fosse a intensa campanha midiática em favor da atual gestão do Botafogo, campanha esta que faz grande parte da torcida alvinegra acreditar que as coisas andam bem em General Severiano. Segue o texto em itálico e na íntegra:
Dívida de 600 milhões de reais?
[Nota do Editor: O Mundo Botafogo não tem preferências políticas dentro do clube; a única preferência é a de quem servir melhor o Botafogo de Futebol e Regatas. O Mundo Botafogo não identifica, nos últimos quatro anos, contributos significativos do corpo dirigente da ‘situação’ nem dos membros da ‘oposição’, não se sentindo implicado com nenhum dos atuais movimentos. O Mundo Botafogo não tem posição acerca da matéria seguidamente reproduzida, mas a ser verdade considera a situação muito grave e, por isso, publica a Nota do movimento ‘Mais Botafogo’. Se a ‘situação’ entender publicar uma Nota rebatendo a ‘oposição’, o Mundo Botafogo também a publicará.]
"Nos últimos anos, em virtude do crescente endividamento e da clara e vertiginosa deterioração da nossa situação econômica, a divulgação do balanço do Botafogo tem representado um momento de dúvidas, incertezas e angústia sobre o nosso futuro.
Infelizmente o fechamento do balanço de 2011 do nosso Clube não trouxe nenhuma mudança neste quadro: a nossa dívida subiu de 315 milhões de reais para 498 milhões de reais, um crescimento de 58,2%, ou seja, inimagináveis 183 milhões de reais, em apenas um ano.
Atingimos uma situação de tal gravidade que, se usássemos toda a receita do Clube apenas para pagar a dívida de curto prazo que vence em 2012, num total de pouco mais de R$ 180 milhões, precisaríamos das receitas de 2012, 2013 e metade de 2014. Há um ano conseguíamos fazer o mesmo com a receita de apenas um exercício.
Esta rápida deterioração da situação financeira levou os auditores da Parker Randall a lançarem, no seu parecer sobre as contas do Botafogo, a seguinte nota de ênfase: “O Clube apresenta deficiência de capital de giro de R$ 174.688 mil em 2011 (R$ 79.451 mil em 2010), evidenciando a necessidade de aporte de recursos financeiros. O equacionamento da situação financeira e patrimonial depende da implantação de planos da administração com o objetivo de minimizar os impactos no fluxo de caixa do clube.
Que ações adotaram o Presidente do Clube e o Conselho Diretor face à gravidade da situação?
Infelizmente nenhuma que pudesse nos indicar estarmos em busca de uma saída. Muito pelo contrário: propuseram um orçamento para 2012 onde as despesas se mantêm no mesmo patamar de 2011, estimam um aumento de receitas de 54%, e prevêem um déficit final de 42 milhões.
Este déficit, somado aos juros correspondentes à rolagem dos compromissos de curto prazo, que não serão pagos por simples falta de recursos, indicam que fecharemos 2012 com um aumento de, pelo menos, 100 milhões em nossa dívida, levando-a a mais de 600 milhões de reais.
Além disto, os valores apresentados no orçamento, que contém uma série de erros, não são confiáveis, pois, historicamente, as receitas têm sido superestimadas e as despesas subestimadas.
Como exemplo da ficção orçamentária que vivemos, tomemos o ano de 2011, em que foi proposta e aprovada uma receita de 81 milhões e uma despesa de 66 milhões. Todavia o resultado final foi uma receita de 77 e uma despesa de 100 milhões. Saímos de um déficit previsto de R$ 13 milhões para um real de nada menos que R$ 152 milhões. Não se pode admitir tamanho erro de previsão!
Este crescimento descontrolado do nosso passivo coloca a própria sobrevivência do BOTAFOGO em risco. Atualmente o nosso endividamento equivale a 474% da nossa receita líquida estimada para 2012, ou a 700% da real de 2011. Com uma relação muito menor (134%) a Grécia foi considerada insolvente.
Por considerar que o orçamento apresentado pelo Presidente do Clube e o Conselho Diretor é contrário aos mais altos interesses do Botafogo e dos Botafoguenses, o Grupo Mais Botafogo, por meio de seus conselheiros, votará contra a sua aprovação na reunião do Conselho Deliberativo do próximo dia 27 de março.
Saudações Alvinegras
MAIS BOTAFOGO"
Link para a postagem original: Mundo Botafogo/Estrela Solitária
Dívida de 600 milhões de reais?
[Nota do Editor: O Mundo Botafogo não tem preferências políticas dentro do clube; a única preferência é a de quem servir melhor o Botafogo de Futebol e Regatas. O Mundo Botafogo não identifica, nos últimos quatro anos, contributos significativos do corpo dirigente da ‘situação’ nem dos membros da ‘oposição’, não se sentindo implicado com nenhum dos atuais movimentos. O Mundo Botafogo não tem posição acerca da matéria seguidamente reproduzida, mas a ser verdade considera a situação muito grave e, por isso, publica a Nota do movimento ‘Mais Botafogo’. Se a ‘situação’ entender publicar uma Nota rebatendo a ‘oposição’, o Mundo Botafogo também a publicará.]
"Nos últimos anos, em virtude do crescente endividamento e da clara e vertiginosa deterioração da nossa situação econômica, a divulgação do balanço do Botafogo tem representado um momento de dúvidas, incertezas e angústia sobre o nosso futuro.
Infelizmente o fechamento do balanço de 2011 do nosso Clube não trouxe nenhuma mudança neste quadro: a nossa dívida subiu de 315 milhões de reais para 498 milhões de reais, um crescimento de 58,2%, ou seja, inimagináveis 183 milhões de reais, em apenas um ano.
Atingimos uma situação de tal gravidade que, se usássemos toda a receita do Clube apenas para pagar a dívida de curto prazo que vence em 2012, num total de pouco mais de R$ 180 milhões, precisaríamos das receitas de 2012, 2013 e metade de 2014. Há um ano conseguíamos fazer o mesmo com a receita de apenas um exercício.
Esta rápida deterioração da situação financeira levou os auditores da Parker Randall a lançarem, no seu parecer sobre as contas do Botafogo, a seguinte nota de ênfase: “O Clube apresenta deficiência de capital de giro de R$ 174.688 mil em 2011 (R$ 79.451 mil em 2010), evidenciando a necessidade de aporte de recursos financeiros. O equacionamento da situação financeira e patrimonial depende da implantação de planos da administração com o objetivo de minimizar os impactos no fluxo de caixa do clube.
Que ações adotaram o Presidente do Clube e o Conselho Diretor face à gravidade da situação?
Infelizmente nenhuma que pudesse nos indicar estarmos em busca de uma saída. Muito pelo contrário: propuseram um orçamento para 2012 onde as despesas se mantêm no mesmo patamar de 2011, estimam um aumento de receitas de 54%, e prevêem um déficit final de 42 milhões.
Este déficit, somado aos juros correspondentes à rolagem dos compromissos de curto prazo, que não serão pagos por simples falta de recursos, indicam que fecharemos 2012 com um aumento de, pelo menos, 100 milhões em nossa dívida, levando-a a mais de 600 milhões de reais.
Além disto, os valores apresentados no orçamento, que contém uma série de erros, não são confiáveis, pois, historicamente, as receitas têm sido superestimadas e as despesas subestimadas.
Como exemplo da ficção orçamentária que vivemos, tomemos o ano de 2011, em que foi proposta e aprovada uma receita de 81 milhões e uma despesa de 66 milhões. Todavia o resultado final foi uma receita de 77 e uma despesa de 100 milhões. Saímos de um déficit previsto de R$ 13 milhões para um real de nada menos que R$ 152 milhões. Não se pode admitir tamanho erro de previsão!
Este crescimento descontrolado do nosso passivo coloca a própria sobrevivência do BOTAFOGO em risco. Atualmente o nosso endividamento equivale a 474% da nossa receita líquida estimada para 2012, ou a 700% da real de 2011. Com uma relação muito menor (134%) a Grécia foi considerada insolvente.
Por considerar que o orçamento apresentado pelo Presidente do Clube e o Conselho Diretor é contrário aos mais altos interesses do Botafogo e dos Botafoguenses, o Grupo Mais Botafogo, por meio de seus conselheiros, votará contra a sua aprovação na reunião do Conselho Deliberativo do próximo dia 27 de março.
Saudações Alvinegras
MAIS BOTAFOGO"
Link para a postagem original: Mundo Botafogo/Estrela Solitária
segunda-feira, 19 de março de 2012
domingo, 18 de março de 2012
Pelada no Engenhão

O Engenhão foi alugado para uma ‘pelada’ promovida pelo Canal Premiere. Segundo Sergio Landau, responsável pela administração do estádio – e que credita ao sobrenatural os apagões de energia elétrica –, o Botafogo (?) ganha mais dinheiro com esse tipo de atividade do que com clássicos do Estadual (!!!).
Das duas uma: Ou alugaram o campo para algum xeique perdulário ou os ‘co-irmãos’ são sócios do negócio. Seja uma ou outra coisa, fato é que a administração do Botafogo é débil, perdedora e motivo de piada.
Saudações botafoguenses!
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