
É natural que crianças comecem a identificar formas geométricas a partir de um ano de idade. São vários os brinquedos que exploram essa habilidade.
Infelizmente, tudo indica que os dirigentes do Botafogo não tiveram a sorte de poder exercitar o raciocínio abstrato com brinquedos dessa natureza, ou preocuparam seus pais ao insistirem, ano após ano, em encaixar peças quadrangulares em furos circulares. Pois chegando à idade adulta demonstram claramente que não desenvolveram a inteligência o suficiente para perceber a diferença entre um treinador de goleiros e um técnico de futebol. (Não foi à toa que demoraram mais de trinta rodadas para notar que Caio Júnior não era o que dizia ser).
É valido argumentar que não houve tempo suficiente para que o ‘assistente do aprendiz de técnico’ promovesse mudanças sensíveis na forma como o time joga. Mas não posso considerar válida a tese de que um treinador de goleiros seria melhor opção do que o treinador – técnico de futebol – campeão carioca de juniores, o Eduardo Húngaro. Muito menos quando é notória e ostensiva a afinação entre o assistente do aprendiz, Flávio Tenius, com o aprendiz, Caio Júnior.
O desastre que a invencionice de Tenius – bem ao modo de seu antecessor/mentor – provocou na lateral esquerda – com a escalação fatalmente decisiva do inesquecível Everton – somou-se à falta de jogadas de ataque, ao mau (ou nenhum) treinamento de conclusões a gol e a um despreparo psicológico evidente. O resultado é conhecido.
Que esse exemplo sirva para que esse tipo de brinquedo educativo seja lembrado por pais que almejem um pleno desenvolvimento intelectual de seus pimpolhos.
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Nota 0.1: O despreparo psicológico da equipe é tão gritante, que me instigou a querer saber ao menos um pouquinho sobre a psicóloga contratada pelo Botafogo, a Dra. Maíra Ruas Justo.
Nota 0.2: Se os jogadores tivessem ‘aquilo’ que Abreu insiste em dizer que tem – mas que a cada partida mostra não ter tanto o quanto diz –, o chapeuzinho do atacante adversário no nosso goleiro teria troco.
Saudações botafoguenses!
[Link para os melhores momentos: Atlético-MG 4 x 0 Botafogo]












