
Por uma questão de justiça devo começar com uma revisão do início da última postagem, afirmando que El Loco Abreu não firulou. Participou muito mal em dois arremates, se excedeu em alguns lances, mas ‘firula’ mesmo, isso eu não vi.
O time esteve mal como um todo, principalmente quanto ao espírito de luta e ao comportamento competitivo, mas isso já foi dito.
As atuações individuais:
Não achei a atuação do Gustavo tão ruim quanto vários parceiros blogueiros a consideraram. Além de um lance em que não conseguiu cortar uma bola que ficou subindo e descendo na área, no começo do primeiro tempo, não foi responsável por nenhum dos gols, nem mesmo o da jogada em que parece bater cabeças com Fábio Ferreira.
No primeiro tempo, em um momento de profundo êxtase meditativo, Cortês deu condição de jogo ao ataque adversário. Indesculpável para um componente de uma defesa que vem usando a regra do impedimento com eficiência há umas seis rodadas e não condizente com um jogador de Seleção (Gustavo tem demonstrado ter ótimo entendimento sobre essa regra do futebol). No terceiro gol também falhou, ao deixar escapar o jogador a quem marcava.
O terceiro gol nasceu de uma inexplicável decisão de Everton, quando preferiu matar uma jogada objetiva com Cortês, para fazer um passe forçado para o meio. Em teoria, ainda tínhamos chances àquela altura do jogo.
O quarto gol se originou em um passe bisonho de um Felipe Menezes, que acabara de entrar na partida. Se a orientação era para que segurasse a bola e cadenciasse o jogo, o resultado foi o oposto, pois ajudou a mandar nosso saldo de gols pro espaço – intraterrestre, claro. (Thiago Galhardo é mais confiável).
El Loco furou em uma oportunidade de gol e em outra chance – uma chance clara de gol – chutou como uma catapulta.
Elkeson teve a infelicidade de não ter sido orientado a evitar qualquer tipo de contato, porque o juiz estava instruído a puni-lo com cartão, na primeira oportunidade que surgisse. O melhor jogador do campeonato também perdeu uma chance clara de gol, quando ainda estava 2 x 0.
Herrera errou tudo e mais um pouco. O ‘mais um pouco’ vai por conta de uma falta que fez, quando o zagueiro adversário estava sendo acuado por Lucas junto à bandeirinha – e o jogo ainda estava zero a zero.
Lucas não foi o mesmo de sempre, Marcelo Mattos idem.
Cidinho deveria ter entrado no começo da partida, mas Caio Júnior preferiu esperar até que Everton começasse o contra-ataque que matou o jogo. (Depois dizem que implico com o técnico).
Alex entrou a 10 minutos do final, talvez para poupar Herrera, para que o atacante esteja mais disposto para errar ainda mais, na próxima partida. (Em minha opinião, o Alex continua sendo injustiçado).
Fábio Ferreira ‘merece’ um capítulo inteiro, mas meu masoquismo tem limites. No primeiro lance que perdeu para o tal de Emerson, a bola passou perto. No segundo, Renato salvou em cima da linha. No terceiro, se afastou de quem marcava para marcar a si mesmo e deu no que deu: Coxa 1 x 0.
No segundo gol – originado em um pênalti inexistente –, a saída desnecessária de Jefferson adveio da falta de confiança que nosso goleiro sentia em relação ao claudicante Fábio Ferreira. Este último, nesta mesma jogada, não se lançou de forma decidida à marcação do atacante adversário, demonstrando claramente o porquê da desconfiança de Jefferson.
No lance do quarto gol ficou perdido em um trecho ‘morto’ do campo, dando condição de jogo ao sujeito que fez o último passe.
No quinto, ao invés de se colocar entre o adversário e o gol, preferiu, inexplicavelmente, sair do caminho do atacante, tendo um companheiro de zaga dando combate pelo lado oposto.
Se Caio Júnior tivesse poupado Elkeson e Marcelo Mattos do terceiro cartão e o resultado fosse até mesmo um empate, iriam cair na pele dele. Não o culpo por isso. Mas demorou demais para mexer no time, em um jogo em que qualquer mexida seria interessante, mesmo que para dar uma chacoalhada nos que ficassem em campo.
Do lado bom da força, Renato demonstra porque é ídolo da torcida do Valencia e espero que também seja no Botafogo – justiça seja feita. A jogada em que deixou Abreu em posição perfeita para marcar foi espetacular!
Quanto ao Jefferson, me arrependo por ter dito que “sinto falta de suas defesas espetaculares e salvadoras”, porque, mesmo saciando minha vontade, não precisava ser na tarde que foi.
Perdemos para um adversário forte – ao menos no meu entender. Mas jogamos muito mal, levamos uma surra humilhante e isso é imperdoável.
Tiramos nota zero na terceira prova do ‘teste dos cinco jogos’, mas o teste ainda não acabou. Esse teste iria até o próximo jogo, mas agora se estende a outra partida, que é mais importante que o jogo adiado contra o Santos. Isso porque o Grêmio vem em ascensão e é adversário muito mais forte do que um time que correu do pau.
Se sairmos desses dois próximos jogos com mais uma vitória, continuaremos com uma média de 60%, o que mantém a meta que Caio Júnior estipulou para o primeiro turno e nos deixa dentro da disputa pela Libertadores.
No meu caso, acho que 60% é pouco.
Saudações botafoguenses!