segunda-feira, 12 de setembro de 2011

5% de Botafogo



Nunca imaginei ver Sebastián Abreu fazer firulas, mas a vida é uma caixinha de surpresas, muitas delas constrangedoras.

Deixando de lado a ladainha – séria – sobre o ‘teste’, e não me aprofundando sobre um jogo que não pude assistir na íntegra e que ainda não pude rever, ficou claro na partida de ontem que, na ausência de garra e seriedade, o ‘futebol’ do atual time do Botafogo se reduz a pó.

Só posso voltar a comentar sobre essa partida na terça-feira, pois um apagão me deixou sem o VT das duas da manhã e um resultado como o de ontem merece um comentário melhor fundamentado.

Continuamos a uma vitória do líder, mas o ótimo saldo de gols já era.

Três (dois) (SEIS!) dias de trabalho podem parecer pouco para recuperar um time que toma cinco gols em uma partida, mas como essa recuperação não engloba aspectos técnicos, táticos e nem físicos, nada está perdido para a próxima rodada, a não ser a possibilidade de contarmos com nosso principal jogador: isso é irrecuperável.

Saudações botafoguenses!

domingo, 11 de setembro de 2011

Terceira prova do teste dos cinco

(O estádio deles é verde)

O Coritiba vem fazendo uma campanha irregular, mas é o mesmo time que foi finalista da Copa do Brasil e adversário de peso nas finais contra o Vasco. No Brasileirão só perdeu duas partidas em casa.

O Coxa joga desfalcado de importantes peças, mas é bem montado e tem elenco para entrar em campo na condição de oponente forte, visto que seu time B sapecou um 5 x 1 em cima dos reservas do Vasco.

Acho que pode ser considerado uma boa ‘terceira prova’ para o Botafogo, nesta fase de seguidas vitórias alvinegras, vitórias convincentes.

O Botafogo precisa montar uma estratégia inteligente para garantir – além de uma boa atuação e os três pontos em jogo – a presença de Marcelo Mattos e Elkeson na próxima rodada, pois estão pendurados.

Contamos com um elenco suplente que não se limita à capacidade de reverter placares desfavoráveis, mas que também é capaz de manter resultados. Peço que joguemos com isso em mente.

Saudações botafoguenses!

sábado, 10 de setembro de 2011

Canal campeão de araque

O VT do jogo em que vencemos o Palmeiras não estava na grade de programação, mas por algum motivo acabou sendo incluído – não sei como as coisas funcionam nesse metiê, mas este foi o fato ocorrido. Deduzi que em função do placar elástico e o bom nível da partida, somados à presença de uma equipe que vem se destacando na competição, a direção da emissora achou por bem reprisar o jogo.

Ao tentar me programar para ver o VT do último jogo percebi que Botafogo 4 x 0 Ceará não fazia parte da grade de programação. Embora o fato tenha me chateado um pouco, não me surpreendi, pois nada mais era do que um repeteco do que acontecera uma semana antes.

No entanto, fiquei irritado quando descobri mais tarde que o VT não iria entrar na programação, mesmo em se tratando de uma partida espetacular, onde figurava um protagonista que está na ponta de cima da tabela. Ou seja, deduzo que a qualidade do ‘espetáculo’ e o protagonismo na competição não sejam elementos que pautam os critérios que norteiam os responsáveis pelas decisões de programação do canal Sportv.

Fiquei surpreso pelo fato de haver duas partidas entre clubes que estão fora da disputa principal – ao menos na presente rodada – entre os VTs programados, mas minha irritação aumentou ao me deparar com a presença de um jogo entre Vélez e Argentino Juniors (com direito a duas retransmissões).

Quando pensava que o Sportv – que detém o monopólio de transmissão de jogos do campeonato mais importante do país – já tivesse esgotado sua capacidade de mexer com meus nervos, descubro sua falta de limites ao descobrir que o referido canal vai transmitir VTs de duas partidas de futsal, um jogo da série B e nada menos do que Itália x El Salvador, pelo campeonato de futebol de areia!!!

Mesmo que a mídia historicamente não dê ao Botafogo o destaque que acredito que mereça, ela vive de sua audiência e – suponho – Itália x El Salvador está longe de representar um bom produto, muito menos em comparação com uma partida espetacular de futebol, a goleada botafoguense.

Avento algumas possibilidades para a decisão de deixar o jogo do Botafogo de fora da programação: 1) A direção do Botafogo negocia pessimamente os direitos de transmissão com a emissora; 2) Houve algum tipo de operação conjunta para levar mais público ao estádio e forçar a compra de pacotes pay per view (mesmo que um VT seja, obviamente, posterior ao evento ao vivo); 3) A péssima fase dos dois clubes de maior número de torcedores do país deveria ser isolada de um termo comparativo que realçasse o fato; 4) A ascenção inesperada de um clube tido como coadjuvante está atrapalhando o fortalecimento das marcas escolhidas como protagonistas.

Não é difícil imaginar o quanto a queda de produção de times cujas imagens têm grande volume de investimento por parte da mídia e seus anunciantes incomoda o canal Sportv, mas, apesar disso, creio que o princípio da imparcialidade jornalística deveria prevalecer.

Seja por alguma das razões presumidas ou qualquer tipo de combinação entre elas, o que fica para a história é o fato de o melhor jogo da rodada não ter sido reprisado por uma das emissoras que compõem o monopólio televisivo que demonstra, através de ações como esta, ser uma das piores moléstias sociais, culturais e éticas da história brasileira.


O que atenua minha irritação é saber que, longe dos holofotes e sem fazer alarde, o Botafogo está comendo pelas beiradas. Deixa quieto...

Saudações botafoguenses!

Nota adicionada em 11/09/2011: o VT de Botafogo 4 x 0 Ceará foi transmitido às 6h do dia 11/09/2011 e será reprisado em 13/09/2011, às 10h.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Destaque do Brasileirão

(Foto: Agência Estado)

Em uma enquete feita pelo jornal O Globo, torcedores de todo o Brasil elegeram Elkeson como o destaque do Campeonato Brasileiro. Fato notável, visto que a torcida do time de Ronaldinho Gaúcho parece ser um pouco mais numerosa do que a do Botafogo e a própria imprensa trabalha intensamente para situar as luzes sobre o ex-melhor do mundo – fora o incenso que bafejam sobre Neymar e Ganso.

A este feito somam-se o pouco destaque midiático dado ao Elkeson e a notória qualidade dos competidores.

Se a imprensa forjou uma pesquisa de marketing travestida de enquete, o valor de retorno da marca Ronaldinho não se saiu bem. Se a pesquisa visava a reforçar a imagem de ídolo do craque gaúcho, o tiro saiu pela culatra.

A voz do povo foi divina ao escolher o Elkeson. Mesmo que o preço do passe do jovem jogador seja uma pequena fração do de Ronaldinho, Elkeson é, sem dúvida alguma, o most valuable player da competição.

Além de ser ótimo na distribuição de jogadas no meio campo, decisivo nas bolas paradas e nos últimos passes – algumas das características do Gaúcho –, Elkeson é melhor nos chutes de fora da área e muito superior na composição do meio de campo, quando a bola está com o adversário.

Elkeson é um rolo compressor eclético. Atua como meia e como segundo atacante, joga na esquerda e na direita e defende com velocidade e explosão. Sabe jogar coletivamente e já nos salvou de algumas decepções com jogadas individuais.

Se passamos os dois primeiros terços da competição longe da zona de rebaixamento, devemos isso ao Elkeson.

(Foto: Tom Dib)

O meia-atacante/atacante-defensor baiano [maranhense] de 22 anos é apelidado pelos companheiros de clube de ‘Ursinho’, mas ele diz que no campo vira um ‘Leão’:

“Este apelido de ursinho pegou aqui por ser uma pessoa tranquila e de boa paz. Mas em campo, se não me chamarem de leão fico bravo. Ali a coisa muda de figura.”

Elkeson é mesmo um leão em campo e parece que sabe o que fazer e o que dizer para crescer no Botafogo:

“Hoje agradeço muito ter vindo para o Botafogo. Fiz a escolha certa. Aqui tenho apoio de todos, me sinto em casa e acredito que as coisas estão acontecendo e só vão melhorar. Para isso, preciso trabalhar de maneira redobrada e dar muitas alegrias aos torcedores alvinegros. No futuro, a seleção brasileira é outro objetivo. Um passo de cada vez. Mas acredito no meu potencial e que vou chegar lá. Fica o meu agradecimento a todas as pessoas que estão me apoiando, seja pessoalmente ou nas redes sociais.”

Desejo sucesso, saúde, alegria e muita sorte ao Elkeson, um sujeito que não é feito de vento.

Saudações botafoguenses!

[Link para matéria do jornal O Globo: Destaque do Brasileiro]

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Passou na prova e com louvor


Quando propus o ‘teste das cinco partidas’ imaginava que as provas seriam mais penosas, mas a evolução tática, técnica e física do time deslanchou com uma potência tão avassaladora, que o Botafogo está fazendo os oponentes parecerem débeis, quando, de fato, não o são.

O Ceará, que em Fortaleza fez o Internacional penar para conseguir um empate e que poderia ter matado a partida na primeira etapa, foi pulverizado pelo Botafogo.

O time muito bem arrumado, e que estava brigando para encostar na parte de cima da tabela, teve suas ações anuladas pelo meio campo e defesa botafoguenses, e se tornou vítima do ímpeto ofensivo e da qualidade individual e coletiva da equipe mais forte da competição. Porque o Botafogo deste Sete de Setembro é a equipe mais forte da competição.

Se me angustiava por sentir falta de jogadas de ataque bem articuladas, que há duas rodadas finalmente começaram a surgir com alguma clareza, ontem fomos presenteados com uma obra prima, na forma do terceiro gol botafoguense.

Se me assombrava a fragilidade de nossa defesa, agora quase sinto falta das defesas espetaculares e salvadoras do Jefferson – e isso jogando com um zagueiro oficialmente tido como suplente.

O Botafogo deste Sete de Setembro parece estar querendo ‘pular de ano’ e faz meu ‘teste’ – que é coisa séria – parecer brinquedo na mão de uma criança.

(Foto: Celso Pupo)

Fomos 42 mil porque esse time inspira confiança. É certo que esperávamos a vitória, mas acho que não imaginávamos que seria tão extasiante. Quem diria antes da partida que o Botafogo seria tão Botafogo?

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos: Botafogo 4 x 0 Ceará]

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Jogo de uma só torcida


(Imagem: Botafogo x Avaí 2009, por PC Guimarães)

Assisti ao último jogo do nosso adversário de hoje e reafirmo que será a segunda boa prova do ‘teste dos cinco jogos’, para sabermos as reais intenções e possibilidades do Botafogo na competição.

O bom desempenho nas últimas partidas faz a torcida sentir firmeza no time e isso vai se refletir no comparecimento em massa no jogo de hoje.

Mas a torcida botafoguense já tentou colocar 40 mil cabeças no Engenhão em partida contra visitante de fora do Rio, no dia 12 de outubro de 2009. Infelizmente o presente que muitos dos pais botafoguenses foram forçados a dar aos seus pimpolhos naquele Dia da Criança foi mostrar o entorno do estádio, porque entrar, que é bom, nem pensar. Além dos que ficaram de fora, muitos só conseguiram acesso no segundo tempo!

No jogo contra o Fluminense não foi catastrófico como em 2009, mas torcedores enfrentaram filas quilométricas na entrada – não falo das bilheterias –, o que forçou muita gente a chegar aos seus lugares com o jogo em andamento.

Pedem o comparecimento da torcida, a torcida comparece e é tratada como lixo.

Que hoje seja diferente.

Saudações botafoguenses!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Cortês é Seleção

(Foto: Alexandre Cassiano)

Quem acompanha o blog sabe que eu sempre fiz campanha para que o Márcio Azevedo fosse o titular da vaga. Cheguei a exagerar em algumas das críticas ao Cortês.

Ando fornecendo a carne para os maiores churrascos de língua da história, refestelo que não acaba mais. Sei que a língua que queima é a minha, mas eu não reclamo.

***

Ao saber que El Loco interveio – ainda durante o Carioca – para que o Cortês fosse contratado, fico imaginando que ele sabia de algo sobre o Márcio Azevedo que eu não sei até hoje.

Seja lá o que isso for, o que importa agora é que o Cortês é ‘Seleção’. E sendo Botafogo, torço por ele.

Boa sorte, Bruno Cortês! Sucesso na sua nova empreitada!

Mas vê se não se machuca, né?

Saudações botafoguenses!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Outras anotações


Como tenho assistido às partidas locais em um boteco, o nível de concentração e a visão do jogo ficam muito prejudicados.

Depois de assistir ao VT, gostaria de fazer algumas observações.

O primeiro fato que me ocorre é a própria existência do VT, pois, antes da partida, o jogo do Botafogo não constava na grade de programação. Deduzo que nosso desempenho, o placar elástico e a subida na tabela meio que ‘forçaram’ a emissora a exibir o jogo do terceiro colocado da competição e atual ‘ex-patinho feio’.

Quanto ao jogo em si, disse que o Palmeiras tinha um “ataque insinuante”, porém, depois de rever a partida, percebi que isso não transpôs o plano das intenções. Apesar do desfalque de seu principal armador, o que realmente anulou a sequência das jogadas foi a verdadeira ‘teia de aranha’ que o meio campo botafoguense forma à frente da zaga.

Sobre esse meio, fora as atuações impecáveis da dupla Renato/Marcelo Mattos, as contribuições de Maicosuel e Elkeson sem a posse de bola são essenciais. O terceiro gol decorreu dessa disposição. Por vezes o meio campo, associado aos laterais, parece formar um vespeiro incontornável.

Falei em “esboço de algumas jogadas ensaiadas”, mas, na verdade, os três gols surgiram de jogadas bem treinadas, inclusive o primeiro, que poderia ser interpretado como uma jogada de chuveirinho na área, mas não foi.

Apesar de sentir falta de jogadas de ataque bem articuladas, vi três delas: 1) um passe para Herrera – impedido –, que flutuava em paralelo à zaga; 2) uma enfiada de bola de Abreu para Cortês – desperdiçada; 3) um passe em diagonal de Elkeson para Abreu, já no final do jogo.

Apesar da carência neste aspecto, a alternativa com jogadas de bola parada foi bem sucedida. E é importante notar que o time adversário tem a defesa menos vazada da competição, o que torna essa alternativa uma boa opção estratégica.

Quanto ao sistema defensivo “sempre com um homem na sobra” nas situações de flanco, me corrijo dizendo que a defesa não funcionou de maneira tão sistemática assim, mas, mesmo que tenha cedido alguns espaços, a dinâmica funcionou contra o adversário que tínhamos pela frente.

Saudações botafoguenses!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A primeira prova

(Foto original: Alexandre Loureiro/Lance)

Enfrentamos um adversário bem posicionado na defesa, com um meio de campo bem organizado, um ataque insinuante, com bom preparo físico e jogando com raça e determinação.

Agora sim, podemos dizer que enfrentamos um oponente competitivo, pois era um time que estava na nossa cola e que vinha de uma vitória sobre o líder da competição.

Agora sim, poderia concordar com o Abreu, se ele dissesse que o que fez a diferença foi o futebol, como disse ao comentar a vitória sobre o Fluminense. Porque o Palmeiras jogou tudo o que podia e o que sabia, mas o Botafogo dominou as ações e neutralizou todas as tentativas do adversário, que em momento nenhum ‘gostou’ do jogo.

A chuva não vingou e a superioridade técnica do Botafogo não foi afetada pelo mau tempo.

Como as articulações de ataque ainda não estão funcionando como o esperado, a vantagem inicial veio através de bolas paradas. E – quem diria? – o cruzamento à meia altura, que tanto me irritava, quando radicalizado levou ao segundo gol, em um tipo de jogada extremamente perigosa: o cruzamento rasteiro por trás da defesa. Isso é boa ideia, meus parabéns.

E – mais uma vez ‘quem diria?’ – o mesmo Herrera que não conseguiu impedir o gol adversário na partida anterior, ontem fez o dele, justo em uma jogada aérea.

Pude notar o esboço de algumas jogadas ensaiadas e o segundo gol foi além de um traçado inicial.

Aproveitando o avanço do adversário, decorrente da desvantagem no placar, uma roubada de bola de quem está com a faca entre os dentes, um lançamento perfeito para arrancada espetacular de Maicosuel, mais um gol e... “ÔÔÔÔÔÔÔ, MAICOSUEL VOLTÔ!!!”

(Foto original: Agência Estado)

(Sobre a frequência – e não ‘ausência’ – do público, estiveram presentes 9.729 torcedores, em uma quarta-feira chuvosa, no último dia do mês, em um jogo marcado para as 10 da noite e em Engenho de Dentro. Ou seja, respeitem o torcedor botafoguense!).

A subida de produção do time parece estar estreitamente ligada à de Maicosuel e a melhora no rendimento da equipe sempre é notada instantaneamente, quando a presença de Lucas não está submetida a nenhum processo de revezamento – é pública a origem do segundo gol.

A defesa esteve bem postada e coordenada e o sistema tático defensivo fechou as laterais com inteligência, sempre com um homem na sobra – agora sim, em um estilo ‘europeu’. Fábio Ferreira largou os diazepínicos e foi circunspecto. Esse é o FF que queremos, poxa! Gustavo teve bom desempenho, fez o dele e comemorou de forma super inusitada, bem à Botafogo.

Mais uma vez a equipe mostrou que pode superar uma má atuação de Cortês.

O meio de campo continua sendo fantástico, o ponto de equilíbrio do time. A dupla Renato/Marcelo Mattos é nota 10! (A propósito, aquela matada de bola do Renato junto à lateral...).

Elkeson foi o rolo compressor de sempre, mas sem o gol. Sei que é jovem, está embalado e feliz da vida – com razão e que aproveite, porque nós estamos aproveitando! –, mas quando a reta final se aproximar, precisaremos dele 100% sem firulas.

El Loco sabia o que estava fazendo quando saiu para comemorar com os reservas, no lance do gol do Lucas. Acredito que El Loco anda fazendo muito mais do que jogar e influenciar no fortalecimento do aspecto psicológico do grupo. Acho que está trabalhando em outro setor, este aqui.

Errei quando disse que os elencos do Botafogo e do Palmeiras eram parelhos: o Botafogo tem elenco superior, tanto mais quando o adversário não conta com Valdívia e Kleber. Mas acertei ao afirmar que o jogo de ontem seria um ótimo experimento para avaliar o potencial do time.

Caio Júnior está trabalhando bem para queimar minha língua e a do Biriba. Não somos faquires, mas garanto que não está doendo nada.

Saudações botafoguenses!

PS 1: Caio entrou muito bem na partida.

PS 2: Felipe Menezes entrou só para garantir que Jefferson poderia ter jogado com luvas de pelica ou de lã ou de látex, ou mesmo sem luvas.

[Link para os melhores momentos: Botafogo 3 x 1 Palmeiras]


(Homenagem às novas cores do Engenhão)

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O teste começa hoje


Conquistamos doze pontos nos últimos cinco jogos. Mas existem algumas questões que me levam a duvidar que estas partidas sejam o melhor meio para avaliar a nossa força no campeonato.

1) O Vasco entrou em campo irreconhecível, como se achasse que venceria quando quisesse. Quando acordou, já era tarde. Partida atípica;

2) O América-MG era – e ainda é – o lanterna da competição. Não posso confiar as crianças a um time que foi obrigado a virar o jogo, depois de estar perdendo por dois gols de diferença para uma equipe com o desempenho do time mineiro;

3) Contra o Internacional – quando enfrentamos uma defesa bem postada – sofremos, perdemos e saímos com um saldo de uma bola na trave e nenhuma outra chance de gol;

4) O Atlético-MG perdeu as cinco últimas partidas que disputou – sem contar mais duas, na Copa do Brasil. A despeito do histórico recente, quem assistiu à partida pôde perceber que enfrentávamos um time em frangalhos. Mesmo assim, quase sofremos um gol aos dois minutos do primeiro tempo e cedemos um aos 48 do segundo;

5) O Fluminense está atravessando uma péssima fase. Suas ações ofensivas se limitam a chuveirinhos na área e, mesmo assim, sofremos o primeiro gol.

Digo isso não para desmerecer nossa campanha e os pontos conquistados, mas para afirmar que o verdadeiro ‘teste dos cinco jogos’ começa hoje. Será uma sequência de partidas contra equipes bem arrumadas e/ou com um forte elenco.

Hoje vamos enfrentar um adversário direto na disputa por posições, um time que vem de uma vitória sobre o líder. Os elencos possuem nível técnico parelho.

Com a chuva que já está caindo, será uma partida que pode ser decidida entre Elkeson e Marcos Assunção, em uma disputa que decidirá quem é o melhor cobrador de faltas. Que evitemos cometer infrações bobas da intermediária para frente, porque as bolas altas e os chutes sempre perigosos do cobrador oficial são pontos fortes do adversário de hoje.

Depois do Palmeiras enfrentaremos o Santos, um time que conta com jogadores decisivos. Em seguida virão Ceará e Coritiba, equipes bem arrumadas, sendo que o Coxa me parece ainda mais forte que o Vovô.

E, no final da lista, o Flamengo. Atual vice-líder, o queridinho da mídia conta com um forte elenco e total apoio das arbitragens – que o diga o Vasco.

Depois dessa sequência de jogos, aí sim, teremos uma boa medida do que o Botafogo está realmente disputando.

Saudações botafoguenses!

A imprensa mente

(Torcida botafoguense no Maraca)

Escrevi sobre esse mesmo assunto no sábado passado, mas a imprensa me provoca.

No título de uma matéria – não assinada – supostamente jornalística do Lancenet lê-se o seguinte: “Botafogo ainda sofre com falta de público no Engenhão”. (A matéria está aqui).

Digo ‘supostamente’, porque a palavra ‘jornalística’ remete a jornalismo, campo no qual – supõe-se – trabalha-se para o melhor entendimento da realidade, um universo onde não é cabível o mundo da ficção.

Ao manipular dados estatísticos em um esforço para agregar coerência ao título da reportagem e à tese defendida, o jornal junta os dez últimos jogos clássicos entre os times cariocas e anuncia que o Flamengo tem uma média de público duas vezes maior que o Botafogo.

Ora, se era para deixar os botafoguenses chateados com sua própria torcida, o tiro saiu pela culatra, porque, levando-se em conta que a torcida do Botafogo é cinco vezes menos numerosa que a do Flamengo, nada melhor para o torcedor alvinegro do que ser informado que é 2,5 vezes mais assíduo que o flamenguista, pelo menos nos tais dez clássicos cariocas (números informados pelo Lancenet).

Se nos ativermos ao Campeonato Brasileiro de 2011, os dados demonstram que o torcedor botafoguense dá uma surra ainda maior no flamenguista – obviamente quanto a assiduidade.

Nossa média de público no Brasileirão é de 11.154 pagantes contra 16.383 de rubro-negros. Ou seja, os números revelam que o botafoguense é 3,4 vezes mais assíduo, mesmo sabendo-se que o Flamengo anda perto da primeira colocação há várias rodadas.

Ou seja, não sei por que estão tão preocupados com a torcida do Botafogo, se são os flamenguistas que não comparecem ao Engenhão.

Quando o jornal elenca uma série de problemas que teoricamente desestimulam o comparecimento de torcedores ao Engenhão – localização, preço dos ingressos e transporte –, em um nítido gesto de pedido por melhorias, deveria usar como exemplo a falta de assiduidade da maior torcida local e não a da nossa torcida.

Se durante anos ficaram calados sobre as dificuldades que os torcedores enfrentam para frequentar o Engenhão, agora que o Maracanã está fechado e a ‘maior torcida ausente do Brasil’ se sente incomodada, que eles sejam o exemplo da ausência.

Uma última observação, para os patrocinadores refletirem a respeito:

Se o critério de avaliação da resposta de uma torcida em relação à marca de seu clube for o comparecimento aos estádios, podemos afirmar que um botafoguense vale três vezes mais que um flamenguista.

Saudações botafoguenses!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Ferretti



O artilheiro do Campeonato Carioca de 1968 não está mais no nosso plano de existência.

Seus gols ajudaram o Botafogo a disputar a final daquele ano, jogo que revelou a minha alma botafoguense.

Obrigado, Ferretti, por ajudar a levar o Botafogo às vitórias e a me conduzir ao bom caminho.

Saudações botafoguenses!

Link para “A virada de Ferretti: Botafogo 4x3 América” (Mundo Botafogo/Estrela Solitária)

Link para “Fisher e Ferretti... Loco e Herrera” (Botafogo do Biriba)

domingo, 28 de agosto de 2011

A Virada


(Foto original: Wagner Meier/AE)

Encostamos de vez na parte de cima, é verdade. Mas, mesmo adorando ver o El Loco usar a imprensa a nosso favor e inflar a auto-estima do grupo, não concordo que foi ‘o futebol’ em si. Foi na raça mesmo e contra um adversário combalido.

Por continuar achando que a evolução tática está estacionada, credito a melhora no desempenho da equipe à recuperação gradual de Maicosuel, associada à chegada de Renato, à volta de Abreu e, ultimamente, à providencial redefinição da palavra ‘revezamento’, vendo Lucas como titular nas duas últimas rodadas do Brasileiro.

É óbvio que um só jogador não vence uma partida, mas não posso deixar de registrar que vencemos todas em que o Lucas começou jogando; foram quatro na competição. [Foram cinco partidas e perdemos do Palmeiras, na primeira rodada, com o Lucas como titular].

Um problema que parece não ter solução é a forma como as bolas são cruzadas para a área, perfeitas para um anão de jardim, mas com destino a um atacante de 1,93m.

Não sei o que leva alguém a escalar o Herrera como marcador do principal atacante adversário em lances de bolas alçadas à área, mas sei que deu no que deu.

Felizmente contamos com Elkeson do nosso lado e Márcio Rosário também, mas infiltrado em terreno inimigo. As contratações do Elkeson e do Renato são as melhores que o Botafogo fez desde a vinda do El Loco Abreu.

Depois de uma conclusão ruim e de uma decisão inexplicável de não passar a bola para o Herrera livre no meio – na primeira tentativa do Márcio Rosário em nos beneficiar –, El Loco arranca, deixa Lucas em ótima condição e o novo sentido da palavra ‘revezamento’ é a alegria da torcida alvinegra, além de garantir a virada de jogo.

Só não entendi o Abreu sair vibrando em direção ao banco, com o Lucas deixado de lado, meio cabisbaixo. Tomara que El Loco saiba o que está fazendo, o que até hoje tem provado ser verdade.

Em uma jogada aos 15 do primeiro tempo, em que chutou cruzado, e no lance do primeiro gol, ficou claro – para mim – que Elkeson deveria ser nosso segundo atacante. Aos 17 do segundo tempo me veio a certeza de que as titularidades absolutas de Cortês e Herrera são um erro. Aos 41 da mesma etapa ficamos em desvantagem numérica na defesa, o que é imperdoável – sorte nossa que o Fluminense atravessa uma péssima fase.

Caio Júnior não é um sonho, mas acertou ao colocar Felipe Menezes. (Eu lançaria o Alex para segurar os avanços dos laterais e tentar liquidar de vez com o jogo. Mas não sou técnico de futebol, sou torcedor).

Jefferson: perfeito no bloqueio à escapada do principal atacante adversário;

Lucas: é uma prova de que o Houaiss está certo em acompanhar a dinâmica da língua pátria;

Antonio Carlos: seguro, praticamente anulando o principal atacante adversário;

Fábio Ferreira: poderia tentar ser mais circunspecto e evitar o narcisismo;

Cortês: esteve péssimo, mas a equipe conseguiu superar essa deficiência;

Marcelo Mattos: incansável, concentrado, jogando simples e com ótima visão de jogo;

Renato: como sempre, dando aula de futebol;

Elkeson: tem sido a garantia do leite das crianças;

Maicosuel: aos poucos volta a boa forma (poderia ser mais rápido na troca de passes);

Herrera: com a raça de sempre e errando tudo, como vem acontecendo ultimamente;

El Loco: garçom de luxo;

Felipe Menezes: entrou para diminuir o ritmo e cumpriu com a tarefa;

Gustavo: Não teve tempo e nem trabalho;

Cidinho: entrou quando não poderia fazer mais nada e quase fez.

A vitória foi indiscutível, mas poderíamos ter sofrido menos, se as conclusões estivessem mais apuradas, as jogadas de ataque fossem melhor articuladas e se a defesa fosse menos desatenta e mais coordenada.

Agora é torcer para que o São Paulo perca e todos os outros empatem, para virar a página da tabela no G4.

Saudações botafoguenses!

PS: Cada qual com sua religião, sua cosmogonia; não me importo. O que me incomoda é quando ostentam uma suposta ligação com o divino e deixam o cotovelo no rosto de um adversário, em uma modalidade esportiva que nada tem a ver com isso.

[Link para os melhores momentos: Fluminense 1 x 2 Botafogo]Link