O placar não mente: vencemos. Passamos para a próxima fase; caso encerrado. Por enquanto...
O que mais me preocupa não é a inconstância do nível geral das atuações, mas a persistência da descoordenação defensiva e da desarticulação do ataque.
Se estivemos em perigo logo no início da partida, não foi devido a uma possível falha individual do Cortês. Se ficou no mano a mano com um adversário aos dois minutos de jogo, não foi por culpa sua, porque não é ele que monta o sistema defensivo.
Se fosse uma falha conjunta circunstancial, não teria acontecido inúmeras vezes no decorrer da partida – tanto na esquerda quanto na direita. Se fosse uma deficiência eventual, não ocorreria seguidamente na maioria dos jogos que disputamos.
Os erros de passe no meio de campo foram tantos – para os dois lados – que o compacto do jogo durou pouco mais de 30 minutos. Fora as falhas bisonhas nos passes e triangulações em espaços de uns 20 metros quadrados, a opção pelos passes mais difíceis e as bolas esticadas infrutíferas é preocupante.
Sei que um jogador com a qualidade do Renato faz muita falta, mas não acredito que uma equipe bem treinada possa se desfigurar tanto, a ponto de ser a figura horrenda que foi o meio de campo botafoguense da noite de ontem.
Mesmo não estando bem na partida, Felipe Menezes não o esteve sozinho – como já disse, o meio de campo jogou pessimamente como um todo. Precisávamos de mudanças, mas elas não deveriam ser a substituição do único armador da equipe e o sacrifício de Elkeson em uma função que não é a sua.
O setor de ataque penou com a opção por jogar sem um centroavante de ofício e a entrada de Alex no segundo tempo não remediou esse mal, pois o armador – Felipe Menezes – foi sacado e o próprio Alex esteve por muitas vezes jogando recuado ou junto às laterais do campo, com o treinador insistindo no erro de conferir a Herrera a função de centroavante.
Mas nada disso esconde o fato de não termos jogadas de ataque bem articuladas, o chuveirinho na área ser a norma e sermos salvos por lances fortuitos ou individuais.
É certo que Maicosuel vem melhorando, mas não fazer o passe para Márcio Azevedo, no lance que poderia matar o jogo, é indesculpável.
A propósito, o individualismo parece ter contaminado de vez o elenco, pois Herrera chutou a gol quando deveria tentar uma troca de passes e, na partida anterior, Cidinho concluiu de fora da área, com uns cinco companheiros bem posicionados – uns poucos de uma série de exemplos do que vêm ocorrendo durante a competição. Isso precisa ser sanado.
Sofremos, vencemos, mas não convencemos.
Saudações botafoguenses!
[Link para os melhores momentos: Botafogo 1 x 0 Atlético-MG]











