
Deu no que deu. Sem Loco Abreu e Elkeson e COM Alessandro, o Botafogo não sai do ramerrame das trocas de passe no meio de campo e sofre mais uma vez quando enfrenta um adversário bem postado em sua defesa.
A torcida do Botafogo, que nunca entendeu direito o porquê dos palmeirenses detestarem Maicosuel, agora têm excelentes aulas demonstrativas das razões para tamanha rejeição. A trapalhada entre ele e o Cortês foi cena de comédia pastelão! As jogadas param sempre que passampor ele – a verdade é que elas não têm ido adiante –, um sujeito que chegou ao cúmulo de rebolar até na hora de devolver a bola para um goleiro adversário, no fairplay mais histriônico de todos os tempos.
Maicosuel precisa urgentemente de algum tipo de assistência psicológica – ou coisa que o valha – para não jogar no lixo seu conhecido potencial. A torcida gosta dele; até eu gosto muito do Sr. Maicosuel (vejam aqui como isso é verdade).
Cortês segue demonstrando, através do conjunto da obra, que é o jogador mediano que sempre foi e nunca deixará de ser. Não é mau, um bom jogador para compor elenco, mas a torcida não pode esperar muito além do que ele apresentou na noite de quarta-feira, quando esteve um pouco abaixo de sua média.
O Herrera de 2011 é uma versão nova e piorada. Pois, se em 2010 ele jogava para o time, este ano ele corre metade do que corria, não passa a bola para ninguém e erra tudo o tenta – quando tenta, porque a oportunidade se apresentou no começo da partida e ao invés de concluir ele preferiu... preferiu fazer o quê? Não seria titular de nenhum time que ficará entre os quatro primeiros.
Alex foi o jogador que mais correu no Botafogo (segundo o aplicativo da flapress). O auto-adulatório Caio Júnior posicionou o jogador de forma a impedi-lo de estar onde um centroavante deve se posicionar – que seria, teoricamente, nas proximidades da área. Alex estava dando combate na defesa no começo do jogo! A única chance que teve durante toda a partida foi no final do segundo tempo, quando chutou na trave. Mesmo não sabendo como treinar jogadas de ataque bem articuladas que propiciem oportunidades de gol a seus atacantes, o atual técnico sabe muito bem o que fazer para queimar um jogador.
Fábio Ferreira estava marcando a si mesmo no lance do gol adversário. Parece que toma uma caixa de Diazepan antes de entrar em campo. Seu companheiro de zaga pelo menos estava na cola do adversário que desviou o cruzamento, uma pena que seja fraco no mano a mano (ou ‘cabeça a cabeça’).
O bom defensor Lucas Zen não deveria jamais tentar o último passe. Um treinador bem preparado orientaria seu jogador para que não se metesse em assunto do qual não entende.
Thiago Galhardo entrou quando o aspecto psicológico do time já estava em frangalhos. Aliás, somente o fator psicológico – quando em alta – trás algo de positivo a esse time, que taticamente é ridículo.
Colocar o Cidinho aos 40 do segundo tempo é como xingar a mãe do torcedor. Além disso, ao ver a jovem promessa desperdiçar uma jogada de ataque com um chute do meio da rua para o outro lado do quarteirão, nota-se que “orientação” é palavra que não existe no dicionário do atual técnico.
A visão do atual treinador para o futebol não é somente medíocre quanto à preparação da equipe. Ele também é fraco na hora de recomendar jogadores. Felipe Menezes é uma nulidade que leva qualquer boçal futebolístico ao constrangimento.
O porquê da volta do Alessandro ao time titular foi bem explicado pelo próprio, que informou a todos que o rodízio de jogadores é prática habitual na Europa. Então, que tente um lugarzinho no carrossel de jogadores do elenco do Jūrmala, lá na Letônia. O atual técnico afirmou – e parte da torcida inexplicavelmente concorda – que Alessandro é melhor do que Lucas no setor defensivo, mas o gol sofrido contra o Internacional – e muitos outros – prova o contrário.
Jefferson fez uma defesa espetacular, Renato mantém-se constante em sua categoria, Marcelo Mattos prova que podemos contar com ele.
Caio Júnior – que tanto cita a escola futebolística europeia –, atracado à sua “filosofia moderna de enxergar o futebol”, só não teve uma aula de como se monta um esquema defensivo sólido – esse, sim, europeu, com três jogadores fechando as laterais –, porque não tem capacidade para enxergar o óbvio.
Na noite de quarta-feira, o Júnior que vale a pena estava do outro lado.
Saudações botafoguenses!
[Link para os melhores momentos: Internacional 1 x 0 Botafogo]











