sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Um time banal


Deu no que deu. Sem Loco Abreu e Elkeson e COM Alessandro, o Botafogo não sai do ramerrame das trocas de passe no meio de campo e sofre mais uma vez quando enfrenta um adversário bem postado em sua defesa.

A torcida do Botafogo, que nunca entendeu direito o porquê dos palmeirenses detestarem Maicosuel, agora têm excelentes aulas demonstrativas das razões para tamanha rejeição. A trapalhada entre ele e o Cortês foi cena de comédia pastelão! As jogadas param sempre que passampor ele – a verdade é que elas não têm ido adiante –, um sujeito que chegou ao cúmulo de rebolar até na hora de devolver a bola para um goleiro adversário, no fairplay mais histriônico de todos os tempos.

Maicosuel precisa urgentemente de algum tipo de assistência psicológica – ou coisa que o valha – para não jogar no lixo seu conhecido potencial. A torcida gosta dele; até eu gosto muito do Sr. Maicosuel (vejam aqui como isso é verdade).

Cortês segue demonstrando, através do conjunto da obra, que é o jogador mediano que sempre foi e nunca deixará de ser. Não é mau, um bom jogador para compor elenco, mas a torcida não pode esperar muito além do que ele apresentou na noite de quarta-feira, quando esteve um pouco abaixo de sua média.

O Herrera de 2011 é uma versão nova e piorada. Pois, se em 2010 ele jogava para o time, este ano ele corre metade do que corria, não passa a bola para ninguém e erra tudo o tenta – quando tenta, porque a oportunidade se apresentou no começo da partida e ao invés de concluir ele preferiu... preferiu fazer o quê? Não seria titular de nenhum time que ficará entre os quatro primeiros.

Alex foi o jogador que mais correu no Botafogo (segundo o aplicativo da flapress). O auto-adulatório Caio Júnior posicionou o jogador de forma a impedi-lo de estar onde um centroavante deve se posicionar – que seria, teoricamente, nas proximidades da área. Alex estava dando combate na defesa no começo do jogo! A única chance que teve durante toda a partida foi no final do segundo tempo, quando chutou na trave. Mesmo não sabendo como treinar jogadas de ataque bem articuladas que propiciem oportunidades de gol a seus atacantes, o atual técnico sabe muito bem o que fazer para queimar um jogador.

Fábio Ferreira estava marcando a si mesmo no lance do gol adversário. Parece que toma uma caixa de Diazepan antes de entrar em campo. Seu companheiro de zaga pelo menos estava na cola do adversário que desviou o cruzamento, uma pena que seja fraco no mano a mano (ou ‘cabeça a cabeça’).

O bom defensor Lucas Zen não deveria jamais tentar o último passe. Um treinador bem preparado orientaria seu jogador para que não se metesse em assunto do qual não entende.

Thiago Galhardo entrou quando o aspecto psicológico do time já estava em frangalhos. Aliás, somente o fator psicológico – quando em alta – trás algo de positivo a esse time, que taticamente é ridículo.

Colocar o Cidinho aos 40 do segundo tempo é como xingar a mãe do torcedor. Além disso, ao ver a jovem promessa desperdiçar uma jogada de ataque com um chute do meio da rua para o outro lado do quarteirão, nota-se que “orientação” é palavra que não existe no dicionário do atual técnico.

A visão do atual treinador para o futebol não é somente medíocre quanto à preparação da equipe. Ele também é fraco na hora de recomendar jogadores. Felipe Menezes é uma nulidade que leva qualquer boçal futebolístico ao constrangimento.

O porquê da volta do Alessandro ao time titular foi bem explicado pelo próprio, que informou a todos que o rodízio de jogadores é prática habitual na Europa. Então, que tente um lugarzinho no carrossel de jogadores do elenco do Jūrmala, lá na Letônia. O atual técnico afirmou – e parte da torcida inexplicavelmente concorda – que Alessandro é melhor do que Lucas no setor defensivo, mas o gol sofrido contra o Internacional – e muitos outros – prova o contrário.

Jefferson fez uma defesa espetacular, Renato mantém-se constante em sua categoria, Marcelo Mattos prova que podemos contar com ele.

Caio Júnior – que tanto cita a escola futebolística europeia –, atracado à sua “filosofia moderna de enxergar o futebol”, só não teve uma aula de como se monta um esquema defensivo sólido – esse, sim, europeu, com três jogadores fechando as laterais –, porque não tem capacidade para enxergar o óbvio.

Na noite de quarta-feira, o Júnior que vale a pena estava do outro lado.

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos: Internacional 1 x 0 Botafogo]

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O retorno do presidente


Olhando pelo lado positivo, podemos dizer que a ausência de Abreu vai atenuar nossa irritação frente aos cruzamentos a meio metro de altura, perfeitos para anões de jardim. O problema é que não teremos os chutes salvadores do Elkeson, o que, para um time que joga em função de lampejos individuais e o chuveirinho na área é a norma, pode fazer muita falta.

Tomara que o Maicosuel desencante de vez e o Alex faça um partidão. Mas isso não mudará em nada o ‘mapeamento’ da diretoria ou o ‘esquema’ tático ‘europeu’ da comissão técnica, pois, jogando mal ou bem, Maicosuel não terá sua titularidade ameaçada e Alex, mesmo que faça 19 gols, nem no time reserva tem lugar garantido – vale notar que o sujeito tem média de um gol por partida.

A volta de Alessandro à lateral é a grande e terrível novidade no time que joga hoje. Quando a torcida achava que o crânio da comissão técnica havia chegado à superfície de uma vez por todas e respirava bem, eis que descobrimos que o volume de oxigênio no cérebro ainda se encontra em um nível preocupante. Se melhoramos COM o Lucas, por que mudar? Por quê? Será que a administração do Botafogo tem algum tipo de tara pelo fracasso?

Seja como for, que vença o Botafogo!

¡Vámonos!

Saudações botafoguenses!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Princípios editoriais segundo Carlos Zéfiro


Clique aqui para ver a imagem que o globoesporte.com veiculou durante a partida do Botafogo contra o América-MG.

O site se desculpa aqui.

Fico imaginando como o ambiente de trabalho deve ser divertido por lá... Para os adoradores de Onã, claro.

Saudações botafoguenses!

domingo, 14 de agosto de 2011

Feliz Dia dos Pais!


Saudações botafoguenses!

Sherwood fica longe: sorte nossa!


Sorte nossa que o esforçadaço Herrera estava gripado.

Muita sorte por não ser a torcida quem faz as substituições, o que nos evitou penar por 90 minutos com um Herrera em noite de tropeço.

Sorte nossa e do Alex, quando o inexplicável Alexandre Oliveira é ‘poupado’ para a Sul-Americana e o Caio Júnior é obrigado a ‘improvisar’, escalando um centroavante no ataque.

Muita sorte também, pois, em noite pouco inspirada, Elkeson faz o gol da rodada, na hora em que mais precisávamos.

Mesmo no azar – permeado no primeiro gol – nossa sorte se revela ao vermos que temos o goleiro que temos e o gol de empate mostra que a sorte nos deu um zagueiro ‘deslizante’, porém artilheiro.

Sortudos os torcedores de um time sem jogadas bem articuladas de ataque, mas que conta com recursos individuais decisivos.

Muita sorte por saber que o Cidinho não saiu dos planos e um empate entre Palmeiras e Vasco nos garante o quarto lugar.

Sorte nossa que, pelo menos dentro de campo, não faltou raça!

Azar do América-MG.

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos: Botafogo 4 x 2 América-MG]

sábado, 13 de agosto de 2011

Robin Hood, não!


O Botafogo tem, desde sua origem, uma história ligada à solidariedade. A expulsão de um jogador alvinegro da Liga, em 1910, não fez com que o clube perdesse um quadro: fez com que seus companheiros se unissem a Abelardo De Lamare e se retirassem da Liga, eles e o Clube – o que significava o mesmo para a turma do Largo dos Leões –, “sem outra Liga para ir”, como relatou Mário Filho.

Posto isso, gostaria que os jogadores do Botafogo de hoje entendessem que a solidariedade que norteou o grupo de 1910 era um sentimento de camaradagem ENTRE BOTAFOGUENSES. Falo aos jogadores, porque são eles a última instância, são eles que decidem em campo.

Pois então, deixem de lado a pecha de robinhoodianos e parem já com essa estória ridícula de tirar pontos dos ‘clubes ricos’, para distribuir aos ‘pobres’. Pode ser uma atitude digna no campo humanístico, mas não é boa prática no campo de jogo.

Encarem o América-MG como um adversário qualquer e não como o ‘pobre’ lanterna da competição. Não permitam que os que estão na rabeira sejam o pesadelo da torcida!

Torcida essa que ainda será obrigada a passar pelo dissabor de ver um mosaico, marca registrada da torcida flamenguista – a do “Rio-101a –, montado no NOSSO estádio e com a bênção do presidente Maurício Assumpção. Mosaico este que, situado estrategicamente no setor reservado a torcidas visitantes, evita que os botafoguenses possam cobrir a logomarca da cerveja que dava dor de cabeça objetiva e, agora, subjetiva.

Saudações botafoguenses!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

El Loco-motiva

(Foto: André Ricardo/UOL)

“Irreconhecível”. Foi isso o que o amigo Alberto ficava repetindo ontem, enquanto o time do Botafogo atropelava o Vasco da Gama de forma arrasadora, exemplar, inquestionável, espantosa. Para aqueles que acompanham o blog não será nenhuma surpresa saber que eu também não reconheci o Botafogo de ontem, não só pelo uniforme estranhíssimo, mas pela equipe em si. Se me causou espanto, ah, que espanto gostoso! Parecia até o Botafogo de Futebol e Regatas, o original, O Glorioso.

O time SEM articulações de ataque, coordenação defensiva, espírito competitivo e preparo físico ficou em outro canto para dar lugar ao oposto. Porque o Botafogo da noite de ontem foi exatamente o que não vinha sendo desde o começo da competição. Sorte nossa.

Mas sorte também teve o Vasco, porque conta com Fernando Prass e o travessão não fica meio centímetro mais acima. Poderia ter sido uma goleada histórica, mas a elegância alvinegra não permitiu que o manjar se espalhasse pela toalha e o vinho manchasse o tapete. O comedimento, senhores, o comedimento...

É bom ressaltar que o Vasco não jogava mal: foi parado por uma marcação forte e envolvido por um Botafogo extremamente eficiente.

Jefferson fez duas defesas fantásticas. Já ia lá pelos 3 x 0 e eu torcendo para alguém soltar uma bomba, só para poder aproveitar um pouco mais as defesas espetaculares do melhor goleiro do Brasil.

Queimar a língua de vez em quando faz bem, quando a alma não é pequena. Elevar o Cortês da categoria de promissor jogador mediano à de bom jogador com belo futuro pela frente me deixa muito feliz. Se considero Márcio Azevedo melhor, imaginem como ando rindo à toa por ter aquele lado esquerdo garantido, depois da sensacional atuação do Cortês.

Com Lucas finalmente temos jogadas de fundo também pela direita; A zaga estava de volta da viagem à lua; Mattos e Elkeson guerreando até o fim; Herrera ainda errando muito até seu momento final na pele de ‘Certera’; Felipe Menezes destoando do restante, mas parece que pode render mais; Renato enfim assumiu a batuta no meio campo e El Loco matador. Perfeito!

Será que todos no time andavam descontentes com a titularidade absoluta do Alessandro e se esforçaram ao máximo ao perceber que a meritocracia estava sendo reinstaurada ou a simples ausência do eterno lateral-direito fez o time melhorar 200%? Será que a péssima fase do Maicosuel atrapalha tanto assim? Será que eles adoram o Caio Júnior a ponto de dar um algo a mais para mantê-lo por mais tempo?

Mistérios do futebol, cuja investigação continuará na próxima rodada, no encontro com o lanterna do campeonato, o pior dos pesadelos.

E o sujeito que dizem por aí que só sabe cabecear – quem diria? – provou que é ‘isso’ e mais dois golzinhos. Não tomou conhecimento da ‘melhor zaga do Brasil’ e deixou Dedéckenbauer (excelente jogador, diga-se) procurando o Wally.

Não é razoável deduzir que finalmente o resultado do que vinha sendo treinado por Caio Júnior eclodiu de uma hora para outra. Acho que é a presença de Abreu que se mostra fundamental, dentro e fora do campo.

Saudações botafoguenses!

PS: As duas vezes em que o jornalista Paulo César Vasconcellos disse que o Vasco estava melhor no jogo, o Botafogo fez um gol em seguida. Como bom botafoguense, o jornalista poderia ter repetido o comentário umas dez vezes ao longo da partida, mas isso nos levaria ao excesso dos que não sabem manter a elegância frente a mesa farta e ficamos com um 4 x 0 esbelto.

[Link para os melhores momentos: Botafogo 4 x 0 Vasco]

domingo, 7 de agosto de 2011

O Júnior que vale a pena


- E o Júnior, Biriba? Cai ou não cai?
- Tomara que caia.
- Você também não gosta do sujeito, né?
- Gosto, sim.
- Ué... mas você não vive dizendo que ele não entende nada de futebol?
- Ah, ‘esse’ Júnior também precisa cair pra gente poder contratar o ‘outro’ Júnior.
- Biriba, você bebeu?
- Cachorro não bebe.
- Então explica essa estória aí.
- O Atlético já perdeu, metade do cenário já tá bem montado.
- Que conversa maluca, rapá!
- Tá se fazendo de burro ou é má vontade?
- Você vem com esse papo todo confuso e o problema é comigo?
- Não tem confusão nenhuma.
- Então explica.
- Se o Internacional vencer e a gente fizer feio contra o Vasco, a rodada pode acabar perfeita.
- Ficou mais esquisito ainda. Parece conversa de jongo!
- Luiz, é muito simples. A gente tem uma ótima oportunidade pra trocar de Júnior e respirar aliviado.
- Você endoidou de vez, mermão!
- Doido é quem não enxerga que o Júnior que presta é o Dorival.
- Ah, era só isso?
- Se você acha que isso é ‘só isso’, você deveria desistir do blog.

Saudações botafoguenses!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Alerta vermelho

(Mothra, foto de cena)

Mesmo estando em um ambiente onde não pude acompanhar a partida com muita atenção, vi o essencial: a primeira defesa do goleiro adversário aconteceu aos 46 do segundo tempo.

Poderia parar por aqui, pois esse fato é o melhor resumo do desempenho do time do Botafogo na noite de ontem, além de eu ter muito pouco a acrescentar ao que ando dizendo há 14 rodadas. Mas, em respeito à boa vontade dos meus três leitores, vamos lá.

Caio Júnior disse: “Posse de bola não ganha jogo”. Bem, isso é o óbvio que ele confessa que não via e que a torcida finge que não enxerga; o mesmo que a diretoria insiste que é bom de ser exibido e os adversários adoram assistir. José Mourinho sabia muito bem disso quando foi campeão europeu comandando a Inter de Milão, mas Caio Júnior, mesmo dizendo que sabe, fala a respeito do que não conhece. Eu já disse em outra postagem que temia que Caio Júnior conhecesse ‘parte do riscado’, mas agora me dei conta do tamanho dessa parte: um tiquinho.

Tirar Marcelo Mattos da partida – nosso esteio defensivo – só não levou a uma goleada porque o técnico do Figueirense é inteligente, conhece as qualidades e limitações de seu elenco – muito bem coordenado, diga-se – e optou por fechar seu time frente a um adversário sem nenhuma jogada consequente de ataque.

(uma pausa para Caio Júnior)

***

Contrário à maioria da torcida, penso que Cortês é um jogador mediano, ao passo que considero Márcio Azevedo um excelente lateral. Dito isso, aponto aqui duas falhas pontuais – e fatais – na partida de ontem. 1) O primeiro gol adversário se originou em uma falta desnecessária de Cortês, erro de principiante. 2) O combate ao jogador que (não) sofreu o pênalti foi feito de forma bisonha, uma vez que Cortês se posicionou entre o adversário e nosso campo de ataque, ao invés de entre o jogador e nosso gol. E – um ‘brinde’ – eis uma falha bônus: a bola atrasada à la Márcio Theodoro, que dispensa comentários.

Márcio Azevedo é muito melhor (mas muito, mesmo!) no ataque e na defesa, cruza melhor, tem melhor passe e visão de jogo mais ampla.

Vou parar de ficar dando moral para um jogador – promissor, inclusive –, se em troca acabo respaldando os negócios do empresariado futebolístico que vive atracado à carótida do Botafogo.

Márcio Azevedo já!

***

(de volta ao Caio Júnior)

Recomendar jogadores como Felipe Menezes e, principalmente, Alexandre Oliveira me deixaria, a princípio, em dúvida se é façanha de um míope futebolístico ou um ‘articulador de bastidores’. Mas quando Caio Júnior escala esses jogadores em uma partida em que estamos perdendo – ou em qualquer partida, não vou poupar gasolina! – tendo Alex e Cidinho no elenco, a dúvida se transforma na certeza de que Caio Júnior é um ‘articulador de bastidores’.

(mais Caio Júnior)

A maioria da torcida considera Alessandro um péssimo jogador. Sendo ruim ou não, o Alessandro estava jogando, na noite de ontem, o mesmo futebol que joga há quatro temporadas no Botafogo. Se o treinador achou que Lucas seria a melhor opção para o segundo tempo sem que o titular estivesse fazendo algo diferente do que sempre faz, a lógica me leva a acreditar que Lucas está na reserva por motivos no mínimo absurdos.

Agora, fugindo ao mérito dessa questão, creio que substituir um jogador no intervalo para colocar outro de mesma especialidade, sem que o substituído esteja apresentando alguma variação em seu desempenho usual, convenhamos, é uma atitude de um tremendo... deixa pra lá. Além de mau técnico, Caio Júnior dá ares de ser mau em algum aspecto de sua personalidade.

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos: Figueirense 2 x 0 Botafogo]

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Entrenamiento muy Loco


O Biriba andava meio desanimado, dizendo que não sentia firmeza no time. Hoje viu essa foto aí de cima no jornal e ficou todo contente. Esquisito. Não entendi direito o porquê.

Engraçado o efeito que uma imagem pode produzir, né?

Saudações botafoguenses!

domingo, 31 de julho de 2011

Bem-vindo, Sebastián!


Retornar fazendo o gol da vitória é coisa de quem tem estrela. Achei que o gol de Abreu ainda fosse dar uma ajuda extra ao Caio Júnior, evitando que Leo substituísse Elkeson, mas ao invés de fazer a mudança aos 12, o treinador a fez aos 18 minutos do segundo tempo, insistindo em se se agarrar ao patético. Motivo: poupar o jogador, que havia se cansado demais na partida anterior. Sem comentários.

O Botafogo só piora. E anda piorando rapidamente. O que tínhamos de melhor, a saída de bola e o bom domínio do meio campo, isso já não existe mais.

Foi interessante, apesar de irritante, ver a equipe treinada por Caio Júnior enfrentando a de Joel Santana. Joel era – justamente – contestado por montar um time sem opções de jogadas de ataque, apoiado nas bolas lançadas da intermediária para a área ou direto da defesa para o ataque, com pouca posse de bola no meio campo e excessivamente defensivo. Pois não é que Caio Júnior se revela como uma versão dissimulada de Joel Santana? E isso com peças de sobra para montar um meio campo consistente!

Caio Júnior, repito, não está à altura do elenco que o Botafogo dispõe para disputar a competição.

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Uma coisa que me intriga é a titularidade absoluta de Herrera. O sujeito erra tudo o que tenta e irrita a todos, inclusive seus companheiros de equipe, pois além de não estar jogando nada, ainda insiste em não passar a bola para ninguém. Um fominha jogando mal, a pior espécie de fominhas. Que fase, essa do Herrera... Uma pena.

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Fora o detestável futebol apresentado – o que já se tornou a norma –, o que me chamou a atenção foi o péssimo preparo físico da equipe, que anda piorando a cada rodada. Começamos a competição em ótima forma física geral e agora nos arrastamos já a partir dos 20 do segundo tempo. Um jogador de 22 anos saindo aos 18 do segundo tempo porque cansou? ‘Paulo Amaral’ neles!

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O Cruzeiro esteve muito mal na partida. Desorganizado, sem jogadas de ataque bem articuladas, ou seja, muito parecido com o Botafogo. Sorte nossa que mais uma vez conseguimos um gol através de uma iniciativa individual. Se continuarmos jogando dessa maneira, o décimo lugar estará de bom tamanho.

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Diálogo entre a repórter de campo e Alessandro, no intervalo:
Repórter: Muitos passes errados; como mudar o panorama da partida no segundo tempo?
Alessandro: Tem que caprichar mais.
Repórter: Caprichar como?
Alessandro: Ficar um pouco (mais) com a bola, parar de fazer ligação direta pro El Loco. Procurar colocar a bola no chão, trabalhar a bola pelos lados.

O primeiro passe que Alessandro fez na partida saiu pela lateral. Errou oito passes no primeiro tempo, três deles em passes ‘forçados’ (chutes para frente) e um cruzamento da intermediária. No segundo tempo errou cinco passes, sendo que um deles também foi um famigerado cruzamento feito da linha média. Esse Alessandro é ou não é um tremendo cara de pau?

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O que era impressão minha foi confirmado hoje: os laterais-esquerdos do Botafogo são orientados a ficar na defesa para que Alessandro tenha liberdade para apoiar. Não consigo imaginar coisa mais ridícula.

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos: Cruzeiro 0 x 1 Botafogo]

O reencontro


Nas duas últimas vezes que fomos a Minas enfrentar o Cruzeiro os bandeirinhas entenderam que o jogo não era em um grande estádio, o Mineirão, mas em um pardieiro, um campo de várzea onde o que vale é a lei do trabuco. No ano passado foram dois impedimentos mal marcados: em um deles, Edno ficou sozinho na frente do goleiro. Fomos roubados.

Como o jogo de hoje será disputado em Sete Lagoas por conta da maracutaia que está em andamento no Mineirão – mesmo cambalacho que está acontecendo em todo o Brasil, coisa da CBF, dos políticos e seus cúmplices travestidos sob a alcunha ‘empreiteiros’ –, espero que a linda cidade mineira proporcione um palco onde o esporte – e nada além dele – tenha abrigo.

***

O jogo de hoje marca a volta de Abreu, El Loco, ao Botafogo. Jogador que de louco não tem nada, Abreu foi responsável direto pela construção da disposição psicológica que levou o Botafogo à conquista do estadual de 2010. Que seu reencontro com o clube seja uma retomada do espírito vencedor do ano passado.

Estamos precisando disso, porque se tática e tecnicamente vamos mal e até o preparo físico já anda dando indícios de que a comissão técnica é frouxa, imaginem o aspecto psicológico.

Quando Maicosuel recebeu de presente um passe açucarado de Márcio Azevedo para fazer seu gol, preferiu dar as costas ao companheiro e correr em direção ao técnico – talvez para presentear o ‘professor’ com uma maçãzinha. Com El Loco não existe espaço para esse tipo de babaquice.

O negócio de Abreu é fechar com os companheiros em campo; é lutar até o último segundo de jogo; não se afetar com torcidas adversárias; garantir respeito por parte das arbitragens; intimidar os oponentes e deixar a imprensa de queixo caído. Que seja assim em 2011.

Bem-vindo, campeão!

Saudações botafoguenses!