domingo, 14 de agosto de 2011

Sherwood fica longe: sorte nossa!


Sorte nossa que o esforçadaço Herrera estava gripado.

Muita sorte por não ser a torcida quem faz as substituições, o que nos evitou penar por 90 minutos com um Herrera em noite de tropeço.

Sorte nossa e do Alex, quando o inexplicável Alexandre Oliveira é ‘poupado’ para a Sul-Americana e o Caio Júnior é obrigado a ‘improvisar’, escalando um centroavante no ataque.

Muita sorte também, pois, em noite pouco inspirada, Elkeson faz o gol da rodada, na hora em que mais precisávamos.

Mesmo no azar – permeado no primeiro gol – nossa sorte se revela ao vermos que temos o goleiro que temos e o gol de empate mostra que a sorte nos deu um zagueiro ‘deslizante’, porém artilheiro.

Sortudos os torcedores de um time sem jogadas bem articuladas de ataque, mas que conta com recursos individuais decisivos.

Muita sorte por saber que o Cidinho não saiu dos planos e um empate entre Palmeiras e Vasco nos garante o quarto lugar.

Sorte nossa que, pelo menos dentro de campo, não faltou raça!

Azar do América-MG.

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos: Botafogo 4 x 2 América-MG]

sábado, 13 de agosto de 2011

Robin Hood, não!


O Botafogo tem, desde sua origem, uma história ligada à solidariedade. A expulsão de um jogador alvinegro da Liga, em 1910, não fez com que o clube perdesse um quadro: fez com que seus companheiros se unissem a Abelardo De Lamare e se retirassem da Liga, eles e o Clube – o que significava o mesmo para a turma do Largo dos Leões –, “sem outra Liga para ir”, como relatou Mário Filho.

Posto isso, gostaria que os jogadores do Botafogo de hoje entendessem que a solidariedade que norteou o grupo de 1910 era um sentimento de camaradagem ENTRE BOTAFOGUENSES. Falo aos jogadores, porque são eles a última instância, são eles que decidem em campo.

Pois então, deixem de lado a pecha de robinhoodianos e parem já com essa estória ridícula de tirar pontos dos ‘clubes ricos’, para distribuir aos ‘pobres’. Pode ser uma atitude digna no campo humanístico, mas não é boa prática no campo de jogo.

Encarem o América-MG como um adversário qualquer e não como o ‘pobre’ lanterna da competição. Não permitam que os que estão na rabeira sejam o pesadelo da torcida!

Torcida essa que ainda será obrigada a passar pelo dissabor de ver um mosaico, marca registrada da torcida flamenguista – a do “Rio-101a –, montado no NOSSO estádio e com a bênção do presidente Maurício Assumpção. Mosaico este que, situado estrategicamente no setor reservado a torcidas visitantes, evita que os botafoguenses possam cobrir a logomarca da cerveja que dava dor de cabeça objetiva e, agora, subjetiva.

Saudações botafoguenses!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

El Loco-motiva

(Foto: André Ricardo/UOL)

“Irreconhecível”. Foi isso o que o amigo Alberto ficava repetindo ontem, enquanto o time do Botafogo atropelava o Vasco da Gama de forma arrasadora, exemplar, inquestionável, espantosa. Para aqueles que acompanham o blog não será nenhuma surpresa saber que eu também não reconheci o Botafogo de ontem, não só pelo uniforme estranhíssimo, mas pela equipe em si. Se me causou espanto, ah, que espanto gostoso! Parecia até o Botafogo de Futebol e Regatas, o original, O Glorioso.

O time SEM articulações de ataque, coordenação defensiva, espírito competitivo e preparo físico ficou em outro canto para dar lugar ao oposto. Porque o Botafogo da noite de ontem foi exatamente o que não vinha sendo desde o começo da competição. Sorte nossa.

Mas sorte também teve o Vasco, porque conta com Fernando Prass e o travessão não fica meio centímetro mais acima. Poderia ter sido uma goleada histórica, mas a elegância alvinegra não permitiu que o manjar se espalhasse pela toalha e o vinho manchasse o tapete. O comedimento, senhores, o comedimento...

É bom ressaltar que o Vasco não jogava mal: foi parado por uma marcação forte e envolvido por um Botafogo extremamente eficiente.

Jefferson fez duas defesas fantásticas. Já ia lá pelos 3 x 0 e eu torcendo para alguém soltar uma bomba, só para poder aproveitar um pouco mais as defesas espetaculares do melhor goleiro do Brasil.

Queimar a língua de vez em quando faz bem, quando a alma não é pequena. Elevar o Cortês da categoria de promissor jogador mediano à de bom jogador com belo futuro pela frente me deixa muito feliz. Se considero Márcio Azevedo melhor, imaginem como ando rindo à toa por ter aquele lado esquerdo garantido, depois da sensacional atuação do Cortês.

Com Lucas finalmente temos jogadas de fundo também pela direita; A zaga estava de volta da viagem à lua; Mattos e Elkeson guerreando até o fim; Herrera ainda errando muito até seu momento final na pele de ‘Certera’; Felipe Menezes destoando do restante, mas parece que pode render mais; Renato enfim assumiu a batuta no meio campo e El Loco matador. Perfeito!

Será que todos no time andavam descontentes com a titularidade absoluta do Alessandro e se esforçaram ao máximo ao perceber que a meritocracia estava sendo reinstaurada ou a simples ausência do eterno lateral-direito fez o time melhorar 200%? Será que a péssima fase do Maicosuel atrapalha tanto assim? Será que eles adoram o Caio Júnior a ponto de dar um algo a mais para mantê-lo por mais tempo?

Mistérios do futebol, cuja investigação continuará na próxima rodada, no encontro com o lanterna do campeonato, o pior dos pesadelos.

E o sujeito que dizem por aí que só sabe cabecear – quem diria? – provou que é ‘isso’ e mais dois golzinhos. Não tomou conhecimento da ‘melhor zaga do Brasil’ e deixou Dedéckenbauer (excelente jogador, diga-se) procurando o Wally.

Não é razoável deduzir que finalmente o resultado do que vinha sendo treinado por Caio Júnior eclodiu de uma hora para outra. Acho que é a presença de Abreu que se mostra fundamental, dentro e fora do campo.

Saudações botafoguenses!

PS: As duas vezes em que o jornalista Paulo César Vasconcellos disse que o Vasco estava melhor no jogo, o Botafogo fez um gol em seguida. Como bom botafoguense, o jornalista poderia ter repetido o comentário umas dez vezes ao longo da partida, mas isso nos levaria ao excesso dos que não sabem manter a elegância frente a mesa farta e ficamos com um 4 x 0 esbelto.

[Link para os melhores momentos: Botafogo 4 x 0 Vasco]

domingo, 7 de agosto de 2011

O Júnior que vale a pena


- E o Júnior, Biriba? Cai ou não cai?
- Tomara que caia.
- Você também não gosta do sujeito, né?
- Gosto, sim.
- Ué... mas você não vive dizendo que ele não entende nada de futebol?
- Ah, ‘esse’ Júnior também precisa cair pra gente poder contratar o ‘outro’ Júnior.
- Biriba, você bebeu?
- Cachorro não bebe.
- Então explica essa estória aí.
- O Atlético já perdeu, metade do cenário já tá bem montado.
- Que conversa maluca, rapá!
- Tá se fazendo de burro ou é má vontade?
- Você vem com esse papo todo confuso e o problema é comigo?
- Não tem confusão nenhuma.
- Então explica.
- Se o Internacional vencer e a gente fizer feio contra o Vasco, a rodada pode acabar perfeita.
- Ficou mais esquisito ainda. Parece conversa de jongo!
- Luiz, é muito simples. A gente tem uma ótima oportunidade pra trocar de Júnior e respirar aliviado.
- Você endoidou de vez, mermão!
- Doido é quem não enxerga que o Júnior que presta é o Dorival.
- Ah, era só isso?
- Se você acha que isso é ‘só isso’, você deveria desistir do blog.

Saudações botafoguenses!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Alerta vermelho

(Mothra, foto de cena)

Mesmo estando em um ambiente onde não pude acompanhar a partida com muita atenção, vi o essencial: a primeira defesa do goleiro adversário aconteceu aos 46 do segundo tempo.

Poderia parar por aqui, pois esse fato é o melhor resumo do desempenho do time do Botafogo na noite de ontem, além de eu ter muito pouco a acrescentar ao que ando dizendo há 14 rodadas. Mas, em respeito à boa vontade dos meus três leitores, vamos lá.

Caio Júnior disse: “Posse de bola não ganha jogo”. Bem, isso é o óbvio que ele confessa que não via e que a torcida finge que não enxerga; o mesmo que a diretoria insiste que é bom de ser exibido e os adversários adoram assistir. José Mourinho sabia muito bem disso quando foi campeão europeu comandando a Inter de Milão, mas Caio Júnior, mesmo dizendo que sabe, fala a respeito do que não conhece. Eu já disse em outra postagem que temia que Caio Júnior conhecesse ‘parte do riscado’, mas agora me dei conta do tamanho dessa parte: um tiquinho.

Tirar Marcelo Mattos da partida – nosso esteio defensivo – só não levou a uma goleada porque o técnico do Figueirense é inteligente, conhece as qualidades e limitações de seu elenco – muito bem coordenado, diga-se – e optou por fechar seu time frente a um adversário sem nenhuma jogada consequente de ataque.

(uma pausa para Caio Júnior)

***

Contrário à maioria da torcida, penso que Cortês é um jogador mediano, ao passo que considero Márcio Azevedo um excelente lateral. Dito isso, aponto aqui duas falhas pontuais – e fatais – na partida de ontem. 1) O primeiro gol adversário se originou em uma falta desnecessária de Cortês, erro de principiante. 2) O combate ao jogador que (não) sofreu o pênalti foi feito de forma bisonha, uma vez que Cortês se posicionou entre o adversário e nosso campo de ataque, ao invés de entre o jogador e nosso gol. E – um ‘brinde’ – eis uma falha bônus: a bola atrasada à la Márcio Theodoro, que dispensa comentários.

Márcio Azevedo é muito melhor (mas muito, mesmo!) no ataque e na defesa, cruza melhor, tem melhor passe e visão de jogo mais ampla.

Vou parar de ficar dando moral para um jogador – promissor, inclusive –, se em troca acabo respaldando os negócios do empresariado futebolístico que vive atracado à carótida do Botafogo.

Márcio Azevedo já!

***

(de volta ao Caio Júnior)

Recomendar jogadores como Felipe Menezes e, principalmente, Alexandre Oliveira me deixaria, a princípio, em dúvida se é façanha de um míope futebolístico ou um ‘articulador de bastidores’. Mas quando Caio Júnior escala esses jogadores em uma partida em que estamos perdendo – ou em qualquer partida, não vou poupar gasolina! – tendo Alex e Cidinho no elenco, a dúvida se transforma na certeza de que Caio Júnior é um ‘articulador de bastidores’.

(mais Caio Júnior)

A maioria da torcida considera Alessandro um péssimo jogador. Sendo ruim ou não, o Alessandro estava jogando, na noite de ontem, o mesmo futebol que joga há quatro temporadas no Botafogo. Se o treinador achou que Lucas seria a melhor opção para o segundo tempo sem que o titular estivesse fazendo algo diferente do que sempre faz, a lógica me leva a acreditar que Lucas está na reserva por motivos no mínimo absurdos.

Agora, fugindo ao mérito dessa questão, creio que substituir um jogador no intervalo para colocar outro de mesma especialidade, sem que o substituído esteja apresentando alguma variação em seu desempenho usual, convenhamos, é uma atitude de um tremendo... deixa pra lá. Além de mau técnico, Caio Júnior dá ares de ser mau em algum aspecto de sua personalidade.

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos: Figueirense 2 x 0 Botafogo]

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Entrenamiento muy Loco


O Biriba andava meio desanimado, dizendo que não sentia firmeza no time. Hoje viu essa foto aí de cima no jornal e ficou todo contente. Esquisito. Não entendi direito o porquê.

Engraçado o efeito que uma imagem pode produzir, né?

Saudações botafoguenses!

domingo, 31 de julho de 2011

Bem-vindo, Sebastián!


Retornar fazendo o gol da vitória é coisa de quem tem estrela. Achei que o gol de Abreu ainda fosse dar uma ajuda extra ao Caio Júnior, evitando que Leo substituísse Elkeson, mas ao invés de fazer a mudança aos 12, o treinador a fez aos 18 minutos do segundo tempo, insistindo em se se agarrar ao patético. Motivo: poupar o jogador, que havia se cansado demais na partida anterior. Sem comentários.

O Botafogo só piora. E anda piorando rapidamente. O que tínhamos de melhor, a saída de bola e o bom domínio do meio campo, isso já não existe mais.

Foi interessante, apesar de irritante, ver a equipe treinada por Caio Júnior enfrentando a de Joel Santana. Joel era – justamente – contestado por montar um time sem opções de jogadas de ataque, apoiado nas bolas lançadas da intermediária para a área ou direto da defesa para o ataque, com pouca posse de bola no meio campo e excessivamente defensivo. Pois não é que Caio Júnior se revela como uma versão dissimulada de Joel Santana? E isso com peças de sobra para montar um meio campo consistente!

Caio Júnior, repito, não está à altura do elenco que o Botafogo dispõe para disputar a competição.

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Uma coisa que me intriga é a titularidade absoluta de Herrera. O sujeito erra tudo o que tenta e irrita a todos, inclusive seus companheiros de equipe, pois além de não estar jogando nada, ainda insiste em não passar a bola para ninguém. Um fominha jogando mal, a pior espécie de fominhas. Que fase, essa do Herrera... Uma pena.

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Fora o detestável futebol apresentado – o que já se tornou a norma –, o que me chamou a atenção foi o péssimo preparo físico da equipe, que anda piorando a cada rodada. Começamos a competição em ótima forma física geral e agora nos arrastamos já a partir dos 20 do segundo tempo. Um jogador de 22 anos saindo aos 18 do segundo tempo porque cansou? ‘Paulo Amaral’ neles!

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O Cruzeiro esteve muito mal na partida. Desorganizado, sem jogadas de ataque bem articuladas, ou seja, muito parecido com o Botafogo. Sorte nossa que mais uma vez conseguimos um gol através de uma iniciativa individual. Se continuarmos jogando dessa maneira, o décimo lugar estará de bom tamanho.

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Diálogo entre a repórter de campo e Alessandro, no intervalo:
Repórter: Muitos passes errados; como mudar o panorama da partida no segundo tempo?
Alessandro: Tem que caprichar mais.
Repórter: Caprichar como?
Alessandro: Ficar um pouco (mais) com a bola, parar de fazer ligação direta pro El Loco. Procurar colocar a bola no chão, trabalhar a bola pelos lados.

O primeiro passe que Alessandro fez na partida saiu pela lateral. Errou oito passes no primeiro tempo, três deles em passes ‘forçados’ (chutes para frente) e um cruzamento da intermediária. No segundo tempo errou cinco passes, sendo que um deles também foi um famigerado cruzamento feito da linha média. Esse Alessandro é ou não é um tremendo cara de pau?

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O que era impressão minha foi confirmado hoje: os laterais-esquerdos do Botafogo são orientados a ficar na defesa para que Alessandro tenha liberdade para apoiar. Não consigo imaginar coisa mais ridícula.

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos: Cruzeiro 0 x 1 Botafogo]

O reencontro


Nas duas últimas vezes que fomos a Minas enfrentar o Cruzeiro os bandeirinhas entenderam que o jogo não era em um grande estádio, o Mineirão, mas em um pardieiro, um campo de várzea onde o que vale é a lei do trabuco. No ano passado foram dois impedimentos mal marcados: em um deles, Edno ficou sozinho na frente do goleiro. Fomos roubados.

Como o jogo de hoje será disputado em Sete Lagoas por conta da maracutaia que está em andamento no Mineirão – mesmo cambalacho que está acontecendo em todo o Brasil, coisa da CBF, dos políticos e seus cúmplices travestidos sob a alcunha ‘empreiteiros’ –, espero que a linda cidade mineira proporcione um palco onde o esporte – e nada além dele – tenha abrigo.

***

O jogo de hoje marca a volta de Abreu, El Loco, ao Botafogo. Jogador que de louco não tem nada, Abreu foi responsável direto pela construção da disposição psicológica que levou o Botafogo à conquista do estadual de 2010. Que seu reencontro com o clube seja uma retomada do espírito vencedor do ano passado.

Estamos precisando disso, porque se tática e tecnicamente vamos mal e até o preparo físico já anda dando indícios de que a comissão técnica é frouxa, imaginem o aspecto psicológico.

Quando Maicosuel recebeu de presente um passe açucarado de Márcio Azevedo para fazer seu gol, preferiu dar as costas ao companheiro e correr em direção ao técnico – talvez para presentear o ‘professor’ com uma maçãzinha. Com El Loco não existe espaço para esse tipo de babaquice.

O negócio de Abreu é fechar com os companheiros em campo; é lutar até o último segundo de jogo; não se afetar com torcidas adversárias; garantir respeito por parte das arbitragens; intimidar os oponentes e deixar a imprensa de queixo caído. Que seja assim em 2011.

Bem-vindo, campeão!

Saudações botafoguenses!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Triste diretoria, pobre Alex


Herrera reconhecidamente não funciona bem como centroavante, mas é esta a função que lhe atribuíram no período em que Abreu esteve de fora, mesmo tendo Alex à disposição – e ‘cheio de disposição’. Seria um problema para a diretoria se todos percebessem que temos um bom centroavante feito na base e outro problema se este jogador superasse Herrera como principal peça do ataque botafoguense? Se isso for verdade, o problema do Botafogo é a diretoria.

O ‘prêmio’ que Alex recebeu por fazer um golaço contra o Coritiba foi a volta ao banco de reservas e o ‘presente’ que o Botafogo ganhou com a ausência de Abreu não foi a afirmação de um jogador da base, mas a contratação de Alexandre Oliveira, um desconhecido atacante dispensado do conhecidíssimo Al Wasl, clube dos Emirados Árabes Unidos.

Alexandre Oliveira foi repatriado por indicação de Caio Júnior que, dentre algumas características que aprecia no jogador, o cabeceio é uma delas. Talvez por isso não tenha sido à toa que Alexandre Oliveira acertou a trave por três vezes em três partidas consecutivas – provavelmente um recorde. Alex, por outro lado, fez dois lindos gols, nos poucos minutos que atuou durante a competição.

Grande surpresa foi saber que a estreia como atacante do experiente meia-atacante Alexandre Oliveira – 32 anos – se deu na partida contra o Avaí, anteontem, graças à mente criativa de Caio Júnior. Ou seja, improvisado pela primeira vez na carreira(!) e ao lado de Herrera – ambos mal posicionados –, essa foi a dupla que começou jogando. E o pobre do Alex, assistindo do banco à lamentável apresentação do Botafogo e seu sofrível ataque.

Na ausência de Abreu, uma diretoria à altura do Botafogo teria se revelado como tal por se recusar a contratar um jogador desconhecido para desempenhar uma função da qual não é especialista e também por valorizar jogadores formados no clube, como Alex e seu companheiro de base Willian, ambos homens de área. Jamais deixaria que jogadores da base fossem ‘queimados’ em função de interesses que nada têm a ver com os do Botafogo. Assim seria se a diretoria trabalhasse pelos interesses do Botafogo, o que é perfeitamente discutível frente aos fatos.

A volta de El Loco não me alivia somente pelo fato de finalmente termos no time titular um jogador verdadeiramente de área, mas também por evitar que eu continue a ser obrigado a testemunhar o processo de ‘queima’ de talentos da base, que é o que estão fazendo com o jovem Alex e provavelmente com outros, que talvez jamais saibamos que um dia existiram.

Saudações botafoguenses!


Os dois gols de Alex na competição.

[Link para os melhores momentos: Botafogo 2 x 1 Avaí]

domingo, 24 de julho de 2011

Para trás sem precipício à frente ou 'O Precipício'?


Esperei pelo entrosamento que o treinador pediu após a primeira partida do campeonato – e primeira derrota –, apesar de considerar o pedido um descalabro, vindo depois de 30 dias de treinamento.

Fiquei intrigado com o fato de que a qualidade do futebol apresentado pela equipe não correspondesse em campo à que o elenco teoricamente tinha em potencial.

Por conta do meu desconhecimento do planejamento da comissão técnica para a preparação da equipe, dei meu voto de confiança, aliado à minha torcida para que o time deslanchasse.

Relevei as recorrentes escalações equivocadas e péssimas substituições, pois na partida contra o Grêmio as mudanças surtiram efeito positivo.

Acreditei que o aprimoramento dos setores de ataque e defesa e que a inibição da desatenção dos defensores e falta de objetividade dos atacantes fossem se dar paulatinamente, mas isso não ocorreu.

Na oitava rodada deixei sob suspeição a capacidade de Caio Júnior como treinador, pois levava em consideração que estávamos fechando o primeiro quinto da competição e a melhora ainda poderia estar por vir.

No entanto, minha torcida e minha espera foram em vão e a paciência se esgotou. O tempo revelou que nada do que esperava que acontecesse ocorreu. Pelo contrário. Nas últimas quatro partidas o Botafogo piorou em todos os aspectos que precisava melhorar. Pior: o comportamento competitivo de alguns jogadores claramente deteriorou, demonstrado pela atuação de Alessandro e Fábio Ferreira nos lances que antecederam o segundo gol do Corinthians, quando não se esforçaram minimamente para evitar um gol evitável.

Ou seja, regredimos.

Agora já não tenho mais dúvidas:

1) Caio Júnior não está à altura do elenco que o Botafogo dispõe para disputar o Campeonato Brasileiro deste ano;

2) Alessandro, Fábio Ferreira, Antonio Carlos e Herrera destoam do restante do elenco titular;

3) A diretoria conseguiu montar um ótimo meio de campo – Marcelo Mattos, Renato, Maicosuel, Elkeson, Felipe Menezes (assumo a responsabilidade pela aposta) –, nos deu três boas opções para as laterais (Lucas, Márcio Azevedo e Cortez), mas nos 'garantiu' um péssimo ataque (que entre de início o Alex, já!) e uma defesa sofrível (há opções no elenco?).

Tomando como parâmetro a tabela do campeonato de 2010, os atuais 48,5% de aproveitamento nos deixariam entre a oitava e nona posições.

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos da partida: Atlético PR 2 x 1 Botafogo]

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Mais do mesmo + Renato


O time treinado por Caio Júnior se repete. Não fossem o espírito competitivo da maioria dos jogadores – exceto Alessandro e Fábio Ferreira, em participações pífias no segundo gol adversário e Antonio Carlos, no primeiro – e a soma da evidente categoria de Renato ao time, eu faria cola de mim mesmo e repetiria tudo o que venho dizendo já há algumas rodadas.

É muito prazeroso ver Renato jogar. A primeira vez em que tocou na bola foi em uma jogada meio dividida, um rebote vindo pelo alto depois de um quique no gramado, uma bola meio desgovernada. Ele não devolveu da mesma forma que veio: 'arredondou' para o domínio de Caio – que preferiu dar um lençol no adversário, ao invés de dar continuidade à jogada. Fez parecer banal o que não é fácil, mesmo que fosse simples. Toque refinado. Está no mesmo nível da elite do futebol mundial e é uma prova de que a imprensa, o marketing e o empresariado esportivo conseguiram levar o povo brasileiro a acreditar que Emerson, Gilberto Silva, Mineiro, Josué, Lucas Leiva e congêneres são bons de bola. Triste saber que nunca defendeu o time brasileiro em uma Copa. Meus pêsames, CBF. Parabéns, diretoria!

Mas na equipe sob Caio Júnior as qualidades de Renato se somam ao ramerrame entediante de um time que coloca a bola no chão, valoriza o toque, a posse e as saídas de bola, mas não tem jogadas de ataque e coordenação defensiva. Sofremos a derrota porque o adversário as tinha.

As instruções para o ataque parecem ser "VAI LÁ!" e para a defesa "OLHA O CARA!". O famigerado e infrutífero chuveirinho voltou a ser a única jogada de ataque, camuflado por trás da posse de bola no meio de campo.

Uma bola na trave é pouco – tornou-se a especialidade do Herrera.

Agora, vocês se lembram do desastre que é o Caio fechando o lado direito do campo? Se lembram do pênalti que ele fez no campeonato passado? Viram o pênalti que ele cometeu ontem e o juiz não marcou – juiz que também preferiu fechar os olhos para o que o próprio Caio sofreu em seguida?

Pois bem, foi neste setor e em cima deste jogador que saiu o gol adversário. Nem vou me ater ao fato do lateral direito não estar participando do lance, o principal atacante adversário estar sendo marcado por nosso volante, um dos zagueiros ficar cercando o jogador que fez o passe, e o outro nem aparecer nas imagens da jogada – tenho certeza de que a culpa não foi do cinegrafista.

O segundo gol veio em decorrência da situação de jogo, mas poderia ter sido evitado (ainda tínhamos 3 minutos para lutar pelo empate, o que é pouco, mas nada é o que não é). Sobre isso gostaria de sublinhar que Márcio Azevedo, apesar de não ser aproveitado no que tem de melhor – o apoio ao ataque – era quem estava por lá. O Alessandro nem se viu – o Alessandro que não ataca e nem defende. Ou seja, queimam um sujeito que já fez muitos adversários sofrerem, para dar 'liberdade' ao Alessandro – deleite dos adversários e vergonha nossa.

O Lucas Zen no apoio ao ataque seria risível, se não jogasse no nosso time. Ponham mais essa invencionice na conta do Caio Júnior. E essa estória do Márcio Azevedo 'não render' no Botafogo está muito mal contada. Tomem nota: quando ele sair e estiver do outro lado, vocês vão saber do que estou falando. (O Cortêz é mediano, como uns 378 mil que existem por aí).

Ah, esqueci. Thiago Galhardo no lugar do Maicosuel?! O Cidinho está machucado?

Se mudanças não forem feitas, seremos coadjuvantes de menor expressão, sem sonhos ou pesadelos. Nem a Libertadores e nem o rebaixamento. Água parada.

Uma lástima, porque o elenco não é fraco.

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos da partida: Botafogo 0 x 2 Corinthians]

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O sentido olímpico

(Abebe Bikila, ouro olímpico em 1960 e 1964)

Vendo a seleção uruguaia jogar futebol, percebo que não é exatamente isso que eles fazem. Eles não 'jogam futebol', eles 'disputam uma partida de futebol'. Para os uruguaios o futebol não se trata de um 'jogo', é uma modalidade esportiva. E, neste sentido, o que importa é a disputa, o enfrentamento do adversário. Essa disposição é a célula mater do sentido olímpico, sentido este que deveria estar impregnado no espírito de qualquer sujeito que se dedique ao esporte – mas não está, infelizmente para uns, por sorte de outros.

A despeito do alto nível de inteligência que o atual time uruguaio demonstra em todas as partidas, o espírito aguerrido é fator determinante de seu sucesso, tanto nesta Copa América quanto no mundial de 2010.

O caminho que levou o Botafogo a levar os três troféus estaduais de 2010 para General Severiano foi aberto pela presença de El Loco Abreu – coração e mente –, presença que se fez notar durante toda a competição, depois de uma estreia nada gloriosa, em goleada história. Abreu contagiou o elenco com o sentido olímpico que levou sua seleção às semifinais da Copa do Mundo e à final da Copa América. O comportamento competitivo acompanhou o elenco todo o tempo, mesmo nos momentos em que a precariedade técnica se fez evidente.

A diretoria do Botafogo inexplicavelmente deixou que Abreu se afastasse do grupo botafoguense e o espírito vitorioso se deteriorou com o tempo.

Para que o time do Botafogo vá além da simples prática do futebol, deixe de ser um adversário corriqueiro e passe verdadeiramente a 'disputar' partidas e competições, é indispensável que o sentido olímpico volte a impregnar o espírito do elenco alvinegro.

Espero que nossos jogadores estejam acompanhando a campanha uruguaia na Copa América e que tenham sido contagiados pelo vírus da vitória. Se assim for, que venha o líder da competição!

Saudações botafoguenses!