(Mothra, foto de cena)
Mesmo estando em um ambiente onde não pude acompanhar a partida com muita atenção, vi o essencial: a primeira defesa do goleiro adversário aconteceu aos 46 do segundo tempo.
Poderia parar por aqui, pois esse fato é o melhor resumo do desempenho do time do Botafogo na noite de ontem, além de eu ter muito pouco a acrescentar ao que ando dizendo há 14 rodadas. Mas, em respeito à boa vontade dos meus três leitores, vamos lá.
Caio Júnior disse:
“Posse de bola não ganha jogo”. Bem, isso é o óbvio que ele confessa que não via e que a torcida finge que não enxerga; o mesmo que a diretoria insiste que é bom de ser exibido e os adversários adoram assistir. José Mourinho sabia muito bem disso quando foi campeão europeu comandando a Inter de Milão, mas Caio Júnior, mesmo dizendo que sabe, fala a respeito do que não conhece. Eu já disse em outra postagem que temia que Caio Júnior conhecesse ‘parte do riscado’, mas agora me dei conta do tamanho dessa parte: um tiquinho.
Tirar Marcelo Mattos da partida – nosso esteio defensivo – só não levou a uma goleada porque o técnico do Figueirense é inteligente, conhece as qualidades e limitações de seu elenco – muito bem coordenado, diga-se – e optou por fechar seu time frente a um adversário sem nenhuma jogada consequente de ataque.
(uma pausa para Caio Júnior)
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Contrário à maioria da torcida, penso que Cortês é um jogador mediano, ao passo que considero Márcio Azevedo um excelente lateral. Dito isso, aponto aqui duas falhas pontuais – e fatais – na partida de ontem. 1) O primeiro gol adversário se originou em uma falta desnecessária de Cortês, erro de principiante. 2) O combate ao jogador que (não) sofreu o pênalti foi feito de forma bisonha, uma vez que Cortês se posicionou entre o adversário e nosso campo de ataque, ao invés de entre o jogador e nosso gol. E – um ‘brinde’ – eis uma falha bônus: a bola atrasada à la Márcio Theodoro, que dispensa comentários.
Márcio Azevedo é muito melhor (mas muito, mesmo!) no ataque e na defesa, cruza melhor, tem melhor passe e visão de jogo mais ampla.
Vou parar de ficar dando moral para um jogador – promissor, inclusive –, se em troca acabo respaldando os negócios do empresariado futebolístico que vive atracado à carótida do Botafogo.
Márcio Azevedo já!
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(de volta ao Caio Júnior)
Recomendar jogadores como Felipe Menezes e, principalmente, Alexandre Oliveira me deixaria, a princípio, em dúvida se é façanha de um míope futebolístico ou um ‘articulador de bastidores’. Mas quando Caio Júnior escala esses jogadores em uma partida em que estamos perdendo – ou em qualquer partida, não vou poupar gasolina! – tendo Alex e Cidinho no elenco, a dúvida se transforma na certeza de que Caio Júnior
é um ‘articulador de bastidores’.
(mais Caio Júnior)
A maioria da torcida considera Alessandro um péssimo jogador. Sendo ruim ou não, o Alessandro estava jogando, na noite de ontem, o mesmo futebol que joga há quatro temporadas no Botafogo. Se o treinador achou que Lucas seria a melhor opção para o segundo tempo sem que o titular estivesse fazendo algo diferente do que sempre faz, a lógica me leva a acreditar que Lucas está na reserva por motivos no mínimo absurdos.
Agora, fugindo ao mérito dessa questão, creio que substituir um jogador no intervalo para colocar outro de mesma especialidade, sem que o substituído esteja apresentando alguma variação em seu desempenho usual, convenhamos, é uma atitude de um tremendo... deixa pra lá. Além de mau técnico, Caio Júnior dá ares de ser mau em algum aspecto de sua personalidade.
Saudações botafoguenses!
[Link para os melhores momentos: Figueirense 2 x 0 Botafogo]