
Retornar fazendo o gol da vitória é coisa de quem tem estrela. Achei que o gol de Abreu ainda fosse dar uma ajuda extra ao Caio Júnior, evitando que Leo substituísse Elkeson, mas ao invés de fazer a mudança aos 12, o treinador a fez aos 18 minutos do segundo tempo, insistindo em se se agarrar ao patético. Motivo: poupar o jogador, que havia se cansado demais na partida anterior. Sem comentários.
O Botafogo só piora. E anda piorando rapidamente. O que tínhamos de melhor, a saída de bola e o bom domínio do meio campo, isso já não existe mais.
Foi interessante, apesar de irritante, ver a equipe treinada por Caio Júnior enfrentando a de Joel Santana. Joel era – justamente – contestado por montar um time sem opções de jogadas de ataque, apoiado nas bolas lançadas da intermediária para a área ou direto da defesa para o ataque, com pouca posse de bola no meio campo e excessivamente defensivo. Pois não é que Caio Júnior se revela como uma versão dissimulada de Joel Santana? E isso com peças de sobra para montar um meio campo consistente!
Caio Júnior, repito, não está à altura do elenco que o Botafogo dispõe para disputar a competição.
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Uma coisa que me intriga é a titularidade absoluta de Herrera. O sujeito erra tudo o que tenta e irrita a todos, inclusive seus companheiros de equipe, pois além de não estar jogando nada, ainda insiste em não passar a bola para ninguém. Um fominha jogando mal, a pior espécie de fominhas. Que fase, essa do Herrera... Uma pena.
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Fora o detestável futebol apresentado – o que já se tornou a norma –, o que me chamou a atenção foi o péssimo preparo físico da equipe, que anda piorando a cada rodada. Começamos a competição em ótima forma física geral e agora nos arrastamos já a partir dos 20 do segundo tempo. Um jogador de 22 anos saindo aos 18 do segundo tempo porque cansou? ‘Paulo Amaral’ neles!
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O Cruzeiro esteve muito mal na partida. Desorganizado, sem jogadas de ataque bem articuladas, ou seja, muito parecido com o Botafogo. Sorte nossa que mais uma vez conseguimos um gol através de uma iniciativa individual. Se continuarmos jogando dessa maneira, o décimo lugar estará de bom tamanho.
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Diálogo entre a repórter de campo e Alessandro, no intervalo:
Repórter: Muitos passes errados; como mudar o panorama da partida no segundo tempo?
Alessandro: Tem que caprichar mais.
Repórter: Caprichar como?
Alessandro: Ficar um pouco (mais) com a bola, parar de fazer ligação direta pro El Loco. Procurar colocar a bola no chão, trabalhar a bola pelos lados.
O primeiro passe que Alessandro fez na partida saiu pela lateral. Errou oito passes no primeiro tempo, três deles em passes ‘forçados’ (chutes para frente) e um cruzamento da intermediária. No segundo tempo errou cinco passes, sendo que um deles também foi um famigerado cruzamento feito da linha média. Esse Alessandro é ou não é um tremendo cara de pau?
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O que era impressão minha foi confirmado hoje: os laterais-esquerdos do Botafogo são orientados a ficar na defesa para que Alessandro tenha liberdade para apoiar. Não consigo imaginar coisa mais ridícula.
Saudações botafoguenses!
[Link para os melhores momentos: Cruzeiro 0 x 1 Botafogo]











