
O time treinado por Caio Júnior se repete. Não fossem o espírito competitivo da maioria dos jogadores – exceto Alessandro e Fábio Ferreira, em participações pífias no segundo gol adversário e Antonio Carlos, no primeiro – e a soma da evidente categoria de Renato ao time, eu faria cola de mim mesmo e repetiria tudo o que venho dizendo já há algumas rodadas.
É muito prazeroso ver Renato jogar. A primeira vez em que tocou na bola foi em uma jogada meio dividida, um rebote vindo pelo alto depois de um quique no gramado, uma bola meio desgovernada. Ele não devolveu da mesma forma que veio: 'arredondou' para o domínio de Caio – que preferiu dar um lençol no adversário, ao invés de dar continuidade à jogada. Fez parecer banal o que não é fácil, mesmo que fosse simples. Toque refinado. Está no mesmo nível da elite do futebol mundial e é uma prova de que a imprensa, o marketing e o empresariado esportivo conseguiram levar o povo brasileiro a acreditar que Emerson, Gilberto Silva, Mineiro, Josué, Lucas Leiva e congêneres são bons de bola. Triste saber que nunca defendeu o time brasileiro em uma Copa. Meus pêsames, CBF. Parabéns, diretoria!
Mas na equipe sob Caio Júnior as qualidades de Renato se somam ao ramerrame entediante de um time que coloca a bola no chão, valoriza o toque, a posse e as saídas de bola, mas não tem jogadas de ataque e coordenação defensiva. Sofremos a derrota porque o adversário as tinha.
As instruções para o ataque parecem ser "VAI LÁ!" e para a defesa "OLHA O CARA!". O famigerado e infrutífero chuveirinho voltou a ser a única jogada de ataque, camuflado por trás da posse de bola no meio de campo.
Uma bola na trave é pouco – tornou-se a especialidade do Herrera.
Agora, vocês se lembram do desastre que é o Caio fechando o lado direito do campo? Se lembram do pênalti que ele fez no campeonato passado? Viram o pênalti que ele cometeu ontem e o juiz não marcou – juiz que também preferiu fechar os olhos para o que o próprio Caio sofreu em seguida?
Pois bem, foi neste setor e em cima deste jogador que saiu o gol adversário. Nem vou me ater ao fato do lateral direito não estar participando do lance, o principal atacante adversário estar sendo marcado por nosso volante, um dos zagueiros ficar cercando o jogador que fez o passe, e o outro nem aparecer nas imagens da jogada – tenho certeza de que a culpa não foi do cinegrafista.
O segundo gol veio em decorrência da situação de jogo, mas poderia ter sido evitado (ainda tínhamos 3 minutos para lutar pelo empate, o que é pouco, mas nada é o que não é). Sobre isso gostaria de sublinhar que Márcio Azevedo, apesar de não ser aproveitado no que tem de melhor – o apoio ao ataque – era quem estava por lá. O Alessandro nem se viu – o Alessandro que não ataca e nem defende. Ou seja, queimam um sujeito que já fez muitos adversários sofrerem, para dar 'liberdade' ao Alessandro – deleite dos adversários e vergonha nossa.
O Lucas Zen no apoio ao ataque seria risível, se não jogasse no nosso time. Ponham mais essa invencionice na conta do Caio Júnior. E essa estória do Márcio Azevedo 'não render' no Botafogo está muito mal contada. Tomem nota: quando ele sair e estiver do outro lado, vocês vão saber do que estou falando. (O Cortêz é mediano, como uns 378 mil que existem por aí).
Ah, esqueci. Thiago Galhardo no lugar do Maicosuel?! O Cidinho está machucado?
Se mudanças não forem feitas, seremos coadjuvantes de menor expressão, sem sonhos ou pesadelos. Nem a Libertadores e nem o rebaixamento. Água parada.
Uma lástima, porque o elenco não é fraco.
Saudações botafoguenses!
[Link para os melhores momentos da partida: Botafogo 0 x 2 Corinthians]











