terça-feira, 31 de maio de 2011

Fogo Eterno


O Biriba recomenda a leitura de uma postagem no ótimo blog Fogo Eterno. Trata-se de um teste para saber o nível de botafoguismo do torcedor alvinegro, arquitetado por Marcelo Pereira, CEO da página.

Aqui está o link: http://fogoeterno.wordpress.com/2011/05/31

Saudações botafoguenses!

domingo, 29 de maio de 2011

O sono gostoso da vitória e uma incógnita


É sempre muito bom dormir e, melhor ainda, acordar depois de uma partida em que o Botafogo sai vitorioso. Mas, pensando friamente, ainda precisamos dar um jeito na famigerada queda de produção nas segundas etapas, na falta de articulações claras no meio de campo e naquela zaga que tenta nos matar do coração, principalmente nas jogadas aéreas – que pelo menos sejam “zagueiros-artilheiros”, obrigado Fábio Ferreira.

E não é que a presença do Elkeson, mesmo com uma estreia um tanto modesta, mostrou que é pedir demais ao Maicosuel para que mantenha a bola no campo de ataque sozinho? Porque no primeiro tempo, e só nesse período, nosso setor ofensivo, mesmo claudicante e pouco articulado, não pareceu uma tabela de mesa de sinuca, que era o que estávamos acostumados a ver – mesmo que não conformados.

Arrisco dizer que a estreia do Elkeson, mesmo acanhada, repito, valeu pelo tirambaço que forçou o Aranha a explicar o apelido. Há quanto tempo não temos um sujeito assim no time? Um jogador forte na proteção à bola, com bom toque e com aquele chute que todos viram.

Com o aumento da posse de bola no campo de ataque e mais gente com quem “dialogar”, o Cortez melhorou. Até o Alessandro esteve bem no jogo.

Pela partida que fez, acho que o Marcelo Mattos quer renovar com o Botafogo.

Em um lance em que o Everton foi à linha de fundo, não era para o Alex ter partido como uma bala e marcar presença dentro da pequena área, como manda o manual do camisa 9? Acorda, rapaz! Todos nós torcemos por você!

Com a futura entrada do ótimo Renato, o Everton vai compor elenco. E acho que será uma ótima peça de reposição e mudança de paradigma. Por falar em Renato, gostaria de ter visto se ele passaria ou não no teste de “santista ou profissional”, que a partida de ontem poderia promover – apesar de não ser uma final.

E o Lucas Zen? Sem espalhafato, sem firula, sem futebol vistoso e cheio de garra e percepção tática.

O Caio já está passando da idade de “promessa”. O tempo não para...

O Cidinho precisa urgentemente do mesmo tratamento dispensado ao Maicosuel e o Thiago Galhardo sofre pênalti de verdade, diferentemente do outro Thiago.

Agora fica a pergunta: por que não apresentamos em campo um futebol compatível com o potencial técnico de razoável para ótimo do elenco? Técnica e taticamente, o Botafogo esteve mal na tarde de ontem. O problema é o Caio Júnior, os treinadores anteriores, as comissões técnicas, a gerência de futebol ou será o comando acima dessas instâncias? Por que somos tão irregulares? Por que o Botafogo não deslancha?

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos da partida: Botafogo 1 x 0 Santos]

quarta-feira, 25 de maio de 2011

CINEfoot - Festival de Cinema de Futebol


Começa nesta quinta-feira, dia 26 de maio, o CINEfoot, Festival de Cinema de Futebol.

Informações em: www.cinefoot.org

Saudações botafoguenses!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Muito pior que o esperado

(Standing horse carcass, por Sidney Nolan - 1952)

Sabíamos que o Botafogo tinha desfalques importantes e que o elenco tem deficiências. O que não sabíamos é que eles não estiveram treinando durante os 30 dias que tiveram à disposição. Porque, se treinaram, certamente vamos descobrir o que não gostaríamos de saber: ou o time já está passando a perna no técnico ou Caio Junior é fraco mesmo.

No domingo só se salvaram Jefferson (Nota 8) e Arévalo Ríos (Nota 7).

Lucas não produziu nada e recebeu um cartão amarelo antes da metade do primeiro tempo e de forma infantil. Nota 3.

Antonio Carlos errou muito nas saídas de bola e ficou batido, caído no chão, por umas duas vezes. Nota 4.

Fábio Ferreira não comprometia na defesa até fazer uma falta desnecessária, próxima à meia-lua, sabendo que jogava contra um time que conta com Marcos Assunção. Errou todas as saídas de bola. Nota 4.

Cortez não participou de nenhuma jogada de ataque, mesmo liberado para a tarefa, pois contava com a cobertura de um terceiro zagueiro. Nota 3.

Lucas Zen é limitado tecnicamente, mas é aguerrido, o que o fez salvar um possível gol no segundo tempo. No lance do gol adversário, sem cobertura, foi batido por um excelente atacante. Nota 5.

Marcelo Mattos errou duas dúzias de passes e recebeu cartão amarelo na metade do primeiro tempo, em lance violento e perigoso, pois a equipe adversária contava com um grande cobrador. O pior momento seu no jogo foi não tentar dificultar a finalização que resultou em gol, estando em posição para reagir ao lance. Nota 2.

Thiago Galhardo não foi ‘atração’ nenhuma – como a imprensa noticiara –, mas é difícil saber o que um meio-campista pode render, sem nenhum padrão de jogo no meio campo. Nota 3.

Maicosuel fez uma ótima jogada dentro de suas características, mas foi só isso. Tentava, mas, como eu disse antes, não há meios de se jogar em um meio campo que não possui padrão de jogo. Nota 4.

Caio, perdido, sofreu com seu mau posicionamento no meio da zaga adversária, não foi municiado com vantagem sobre o adversário em nenhum momento e ainda errou tudo o que tentou quando a bola chegou aos seus pés. Nota 2.

Cidinho tocou na bola umas quatro vezes em 45 minutos. Nota 3.

Bruno Thiago ‘trotou’ em campo, talvez ainda sentindo falta do ombro acolhedor do ‘papai’ que se foi. Nota 2.

Alex não recebeu nenhuma bola em condições de produzir qualquer coisa que valesse um “uuul!”. Sem nota.

Caio Junior não conseguiu provar que o time ficou treinando por cerca de 30 dias e nem mesmo que é bom técnico de futebol. Ou é isso ou tem algo de podre no reino de General Severiano (fora tudo de podre que há por lá). Nota 2.

Nota: O zagueiro Antonio Carlos teve o desplante de dizer o seguinte: “Foi melhor que o esperado. Atuamos com uma equipe que nunca jogou junto. Agora temos um jogo em casa para reverter isso.” Depois de passar um mês treinando? Um tremendo cara-de-pau!

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhroes momentos da partida: Palmeiras 1 x 0 Botafogo]

domingo, 22 de maio de 2011

Conversa pra boi dormir

(Sleepy cow plush, por Pannsie)

No dia em que o Botafogo estreia no Campeonato Brasileiro, as imagens que vejo no site esportivo brasileiro mais clicado da internet são as seguintes:

- Boneco do El Loco.
Meu comentário: Não preciso comprar um exemplar para o Daniel, o novíssimo botafoguense filho do Rodrigo e da Fabiana, porque sei que o pai já comprou. Muito bom, muito bem, nada demais.

- Preparador de goleiros ‘pé-quente’.
Meu comentário: Piada sem graça, falta de assunto. Sei que é uma materiazinha feita para encher linguiça e desviar a atenção do principal, que é o fato do elenco atual ser fraquíssimo. Fala, na verdade, da ‘sorte’ que tem o Flavio Tenius, sorte dele, pois trabalhou com Jefferson, Fábio e Julio Cesar. Seu trabalho pode ser notável, embora seja sabido que muita coisa se aprende, mas a genética é um fator determinante no esporte. Agora, convenhamos, com o Jefferson no gol, quem precisa de um pé-quente? Precisamos de time, isso sim!

- Jogadores entrando em campo (em um treino!!!) de mãos dadas.
Meu comentário: O Biriba sabe – e concorda –, quem lê o blog também sabe: Eu detesto essa estória de jogador entrar em campo de mãos dadas. A união de um grupo, no esporte, é demonstrada durante os jogos com empenho e solidariedade. Ela não se dá através de um gesto simbólico que faz homens feitos parecerem um grupo de crianças de seis anos em um passeio ao jardim zoológico. A seleção uruguaia não precisou demonstrar apreço à cultura indiana para chegar às semifinais da Copa do Mundo. Não serve para nada, demonstra infantilidade, uma imagem do ridículo ao qual a atual gestão nos expõe.

Fé cega, faca amolada


Li que o Thiago Galhardo é a atração do Botafogo para a estreia no Brasileirão (O vídeo com a matéria é bonzinho. Vejam aqui). Fez um golaço contra o América Mineiro e parece ser um sujeito gente boa. Mas não é demais jogar tanta responsabilidade nas costas de um jogador de 21 anos?

Desejo muita sorte ao Thiago, mas me agarro a um terço, benzido por Irmã Dulce que, dizem, gostava muito de futebol. Que a santa esteja ‘conosco’ e que os deuses do futebol nos abençoem com uma grata surpresa.


O Patrocinador Fortes

O grupo João Fortes Engenharia é nosso novo patrocinador ‘master’. Fortes na camisa, fracos em campo? Saberemos en un rato.

Saudações botafoguenses!

quinta-feira, 12 de maio de 2011

A Estrela Cadente


O nosso companheiro de clube, Rafael Federman, acedeu à página oficial do Botafogo no Facebook e seus comentários foram suprimidos.

Rafael garante que não escreveu palavrões nas suas mensagens nem usou expressões ofensivas. Acreditamos nisso, razão pela qual não se pode aceitar a supressão dos seus comentários, na medida em que tal atitude constitui um ato de censura.

Rafael explicou-nos a situação com as seguintes razões:

“Sobre o que eu escrevi, as últimas mensagens minhas, antes de ser bloqueado e deletado, foram duas (não sei qual o motivou da censura deles):

1. Havia uma postagem do Botafogo com a notícia de que ‘Maurício Assumpção fala que seria interessante ter dois magos no time’ – Meu comentário: ‘Mais um factóide? Nossa diretoria está virando especialista disso; ao passo que deveria ser especialista em gerenciar o clube’.

2. Outra postagem com a notícia ‘Maurício Assumpção diz pra torcida esperar time pra disputar o brasileiro’ – Meu comentário: ‘Será? Eu tô esperando ainda o ídolo de fechar aeroporto; o super-patrocínio; os jogadores de 100 mil contra os de 10; etc. Mais uma da série ‘promessas que não serão cumpridas’?’

Uma coisa que eu sempre fiz foi escrever com respeito (mesmo tendo vontade de não fazê-lo. Hahaha), justamente porque agindo assim, eu já consegui resposta deles de vez em quando. Sem agredir você consegue respostas. Sempre foi minha intenção.

Mas o que ocorre é que recebi 2 avisos de que pessoas ‘curtiram’ estes meus comentários, e quando fui ver, eles haviam sido deletados.

Se entrarem no Facebook Oficial do Botafogo agora, verão que são poucas as mensagens contrárias à diretoria (que estavam sendo ampla maioria até 1 semana atrás). Agora tá tudo ‘bom e perfeito’ nos comentários, se fomos ler. Isso que aconteceu comigo deve estar se fazendo com outros. Não querem deixar vozes dissonantes repercutir na página oficial deles pra que ninguém veja.”

Entretanto, Rafael enviou à administração da página o seguinte texto:

“Desculpe incomodá-lo, mas vi que fui deletado e bloqueado da página oficial do Botafogo por conta de minhas opiniões. Não consigo comentar ou curtir mais nada (após ter novamente adicionado como meu time de coração). O que é isso... censura? Estou completamente decepcionado com a atitude de quem comanda a página. Isso não se faz. Sempre debati de forma educada e sem acusações. A torcida tem sempre que se manifestar favoravelmente à diretoria? Não podem existir opiniões contrárias? É isso?”

Ora, os comentários de Rafael são absolutamente justos, e neste blogue essas críticas já foram feitas mais do que uma vez, o que significa que não concordamos com a supressão do texto do Rafael.

O Botafogo não é um clube qualquer nem está habituado a submissões. Nunca se habituaram a isso os seus torcedores, os seus dirigentes, os seus atletas.

Em 1911 o Botafogo abandonou a liga de futebol para não se submeter às vilezas da época, durante a ditadura nunca apoiou o regime e estudantes perseguidos em 1968 tiveram guarida em General Severiano, Afonsinho rebelou-se contra as condições de passe dos jogadores e venceu a parada na década de 1970, suportamos honradamente a perda da sede e a dificuldade de montagem de boas equipas na década de 1980, continuamos de cabeça erguida, a criticar e a apoiar sempre que necessário. O que nunca faremos é submetermo-nos a quem quer que seja.

O silêncio não gera vontades, a subserviência arrasa a inovação. A criatividade e a invenção são as raízes da liberdade, e sem ela não há debate, não há ordem, não há progresso, não há BOTAFOGO.

O que os novos arautos apregoam é uma gestão das pessoas e das coisas à boa maneira do ‘senhor do mundo’: “eu mando, vocês obedecem”.

A obediência nunca foi uma virtude e concordamos com Oscar Wilde quando afirmou que “qualquer pessoa que tenha lido a história da humanidade aprendeu que a desobediência é a virtude original do homem".

Condenamos todas as atitudes autoritárias endógenas desta diretoria, bem diferentes da firmeza democrática exógena que deveria existir, e convidamo-la a retratar-se e a promover o debate livre e democrático entre os Gloriosos torcedores botafoguenses.

Estamos dispostos a retirar todas as nossas palavras, se forem injustas. E a pedir desculpas publicamente. Mas têm que nos provar que Rafael usou palavras condenáveis quando quis apenas criticar certas ações negativas da diretoria botafoguense – no ambiente aberto e democrático das redes sociais que estão mudando o mundo.

Nós também criticamos a gestão do clube e, por isso mesmo, sublinhamos a nossa concordância em que a diretoria deveria ser especialista em gerenciar o clube em vez de meter os pés pelas mãos inúmeras vezes, pela simples razão de que em certos postos chave do clube não foram nomeadas as pessoas certas e competentes.

A diretoria não cumpriu imensas vezes e, por isso mesmo, sublinhamos o companheiro Rafael quando afirmou que foi prometido um ídolo de fechar aeroporto, um super-patrocínio, um jogador de 100 mil reais em vez de 10 jogadores de 10 mil reais. E o que temos? Nem ídolo para fechar um beco, nem sequer um infra-patrocínio, menos ainda a contratação de jogadores prometidos – o que temos é os Vinícius Colombianos e os Jean Coral, entre outros contratados que jamais jogaram ou nem sequer serviam os interesses desportivos do clube.

Não temos um plantel competitivo, não temos uma gestão de futebol feita por pessoas experientes e capazes, não temos um patrocínio honroso, não temos um estádio bem administrado, não temos o que merecemos.

Porque o que merecemos é o nosso Botafogo de volta, e o que nos dão é um Botafogo estraçalhado e sem brilho, espezinhado por arbitragens, ofendido publicamente por sindicalistas, menorizado por dirigentes federativos e confederativos, desrespeitado pela imprensa e por seus colunistas, uma diretoria de Estrela Cadente no lugar da gloriosa Estrela Solitária.

Ah!... Estávamos esquecendo: também nos dão páginas oficiais para debate em que a condição de existência é concordar sempre e discordar nunca.

NOTA: Este texto é publicado simultaneamente nos blogues Cantinho Botafoguense e Mundo Botafogo/Estrela Solitária.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Jogo avacalhado

(Chess Confusion, por Jeremy Mates)

“Gostei da virada, mas precisamos dar um jeito. Não dá para continuar jogando assim, não. Desde o ano passado que estamos jogando assim, só marcando, marcando... Todo time que nos enfrenta tem melhor toque de bola, enquanto nós vamos na correria atrás da bola. Este ano não tem surpresa, todo mundo sabe como joga o Botafogo. Temos de encontrar uma solução para jogar melhor e não passar sufoco. Com todo o respeito, mas se fosse um time mais qualificado, não dava para virar, não.” (El Loco em entrevista ao PFC)

Tenho certeza de que roupa suja se lava em casa, mas Abreu resumiu a ópera com precisão.

(Matéria na íntegra)

***

Jogo sofrível para qualquer torcedor e muito sofrimento para os botafoguenses. A vitória ao final alivia a alma, melhora o humor, garante os três pontos, mas não apaga a imagem do ridículo. Nem o sol e sua obra podem servir como desculpa.

O que todo mundo viu e Joel Santana parece querer varrer para debaixo do tapete foi um time sem preparo físico, sem saída de bola, sem triangulações no meio de campo, sem criatividade no ataque, sem coordenação na defensa, sem articulações de contra-ataques, sem cobrador de faltas, sem jogadas ensaiadas, etc. O famigerado, lamentável e aparentemente eterno chutão para frente...

O que nos salvou foi a camisa, o espírito de luta e lampejos únicos e finais de Abreu, Renato e Caio, na única jogada de ataque realmente bem articulada – muito bem articulada, diga-se. Não é o suficiente para a defesa da honra do atual campeão.

Quase perco o prazer de ver a braçadeira de capitão em braço forte, na estreia claudicante de todos os jogadores, inclusive a do próprio atual capitão e esperança de bons desempenhos, Marcelo Mattos.

Que se juntem o mais depressa possível Arévalo, Márcio Azevedo, Herrera, Éverton e que Joel treine esse time para que não pareça um amálgama derretido pelo sol de maçarico.

Saudações botafoguenses!

Tudo resolvido


(Imagens: PFC)

Como o sol resolveu partir para a violência e nenhum dos times resolvia nada, Geovane Maranhão “resolveu cair” e Marcelo de Lima Henrique resolveu marcar pênalti. Esse Marcelo ainda nos paga, mesmo que em forma de praga...

(Matéria na íntegra)

Saudações botafoguenses!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Estrela, só a do Botafogo!

Não poderia deixar passar em branco o momento e gostaria de dividir com vocês a alegria que estou sentindo em saber que o time que abre os trabalhos no Carioca terá um capitão de verdade.

Vivenciei como se fora uma era interminável o Botafogo capitaneado pelos ponderados pusilânimes Lúcio Flávio e Juninho e, na ausência de ambos e total falta de mínimo bom senso ou aversão ao ridículo por parte dos dirigentes, suportei o constrangimento de ver a liderança do grupo a cargo do inigualável entregador de jogos, o homem do semblante combalido, Leandro Guerreiro.

Marcelo Mattos me parece um sujeito bem adequado à função, seja pela inteligência e tranquilidade que demonstra através de seu futebol, pela espírito de luta e liderança ou pelo excesso de virilidade que empregou na jogada que o deixou boa parte do Brasileiro na enfermaria – de vez em quando o sangue precisa esquentar e “BOTAFOGO NISSO!”. À boa aposta que acredito ter sido feita pela comissão técnica soma-se a afirmação feita pelo novo capitão, a que dá título a este texto.

Confesso que preferia ver o fantástico El Loco Abreu comandando o time, mas talvez tenha sido boa ideia deixar a faixa com Marcelo Mattos, pois ficamos com dois capitães em campo. Enquanto Mattos chefia oficialmente, Sebastián continua liderando moralmente de forma astuta, viril, artística, mística, briosa, espetacular. Às vezes exagera na dose e, mesmo nessas horas, fecho com ele, como no episódio do jogo contra o Vasco, em que Sebastián insistia em gesticular para o árbitro vestir a camisa do adversário e acabou por chutar a bola do ataque até nossa linha de fundo. Abreu não consegue deixar de ser espetacular, mesmo na fronteira do ridículo.

A não inscrição de Márcio Azevedo demonstra que nossa diretoria não aprende e continua tratando coisa séria de forma amadorística.

Seja como for, o time é melhor do que o do ano passado e a não escalação de Fahel e Alessandro é um ótimo sinal.

Saudações botafoguenses!

sábado, 18 de setembro de 2010

A vontade e o corpo


O Botafogo que eu disse anteriormente “que deveria ser o de sempre” foi, contra o São Paulo, o que pedi. Continuamos jogando com garra e inteligência, mas os desfalques que se somaram aos de Jobson e Somália foram sentidos. Contra o Goiás tivemos a volta de Lúcio Flávio, o que é fatal: não há antídoto para remediar essa enfermidade.

Com relação às contusões, acho que não saberei jamais se foram por excesso de vontade dos jogadores ou por má preparação física associada a um departamento médico conhecidamente insatisfatório. Na verdade, uma das contusões certamente foi por excesso por parte do jogador, porque a juventude do Marcelo Mattos pesou na hora que decidiu enfiar o pé do jeito que fez, na dividida que praticamente o tirou do campeonato. Faltou experiência, sobrou garra.

Mas o que dizer de Jobson, Somália, Herrera e Marcelo Cordeiro? O médico que encabeça o setor responsável pela saúde de nossos jogadores diz ser normal que se lesionem com a agenda que cumprem. Da minha parte digo que não acredito nisso inteiramente.

Que jogadores e atletas estão sujeitos a desgaste físico e lesões ninguém duvida, mas quatro jogadores com problemas musculares adquiridos sem o contato direto com adversários não me parece ‘normal’.

Mesmo acreditando que temos problemas na preparação e na manutenção da saúde do elenco, por respeito ao pensamento humano fica a questão: Será que a vontade não está cabendo nos corpos?

Seja como for, temos um confronto direto pela colocação na tabela e um desafio contra uma equipe que vem em ascensão avassaladora. Chegou a hora de parar o Cruzeiro e tomar novo impulso.

Vontade parece não faltar ao elenco. Os corpos é que estão ficando pelo caminho. Se sobrarem onze até a última rodada, não corremos risco de perder por WO.

Nota: Que os bandeirinhas não nos usurpem como fizeram em BH, nos parando por duas vezes quando íamos direto para o gol.

Saudações botafoguenses!

domingo, 12 de setembro de 2010

O Botafogo que deveria ser o de sempre


Faz muito tempo que não apareço por aqui e a razão não era o mau futebol da equipe, salvo por lances fortuitos e intervenções individuais de Jóbson e Maicosuel, que, graças ao bom Deus, estão do nosso lado. Pior para os times que não têm esses dois. Lamentar por quê, se aqui só rezamos para o Botafogo?

Foi muito tempo e inúmeras rodadas desde o último texto, mas os comentários não haveriam de mudar muito nesse ínterim, pois o time vinha jogando da mesma forma, chutando a bola para frente quando na defesa e para dentro da área quando no campo adversário. A diferença do time de antes da chegada dos dois excepcionais é que com Jóbson e Maicosuel você pode chutar a bola para a frente e esperar que um deles resolva sozinho – muito mais o Jóbson do que o Maic, que tem que tentar ser um one man show vindo de trás.

Mas contra o Santos a coisa foi diferente: Tínhamos saída de bola. É isso mesmo, botafoguenses! Mal ou bem, errando ou acertando, o famigerado chutão para frente não era a norma, mas a exceção. O meio campo tocava a bola, fazia triangulações, o jogo fluía, os jogadores se movimentavam e se aproximavam uns dos outros e finalmente vimos um camisa dez se juntar aos onze e cuidar para que a bola ficasse em nosso domínio, se apresentando para o jogo, aparecendo quando um companheiro dele precisava. Há muito tempo não tínhamos alguém desempenhando esta função dignamente, posição crucial no futebol.

Além disso, o preparo físico parecia estar em bom estado.

Acima de tudo, o que mais me impressionou foi a garra com que o time jogou. Não sei o que aconteceu, mas o fato é que jogaram com sede de vitória, com a mesma disposição psicológica que jogaram durante o Carioca.

Será que só agora a volta de Abreu se fez notar? Não pelo gol, fantástico por sinal, mas pelo espírito de luta com que jogamos, e de forma quase obsessiva. Será que a discussão no banco de reservas, depois de sua substituição contra o Prudente, mexeu com o grupo, com o treinador, com a diretoria, com os investidores e patrocinadores? O que conversaram ou vêm conversando desde então? Seja qual for o assunto, o certo é que aparentemente o papo deu bom resultado. Pelo menos para metade do jogo contra o Grêmio e a última partida inteira.

O que faz uma equipe mudar radicalmente sua postura tática, seu preparo físico e, mesmo com a presença de Fahel, apresentar um bom futebol, tão diferente do que vinha acontecendo até então, e sem a presença do espetacular Jóbson? Acho que jamais terei certeza da resposta.

No início da competição alertei que a disposição psicológica que nos levou ao título estadual seria difícil de ser mantida durante trinta e oito rodadas. Não era uma constatação genial, e não pretendia ser, mas foi exatamente o que aconteceu. Nos arrastávamos no campeonato, arrancando vitórias com o brilho individual da dupla JM, e levando no peito e na sorte. Mas, depois da forma com que jogamos a partida de quinta-feira passada, minha atenção mudou de direção. Se até então andava preocupado com o perigo que rondava a nossa retaguarda, agora ando imaginando o Botafogo como motivo de preocupação para quem está à nossa frente.

Saudações botafoguenses!

sábado, 28 de agosto de 2010

O time que não muda ou mudar pra quê?

Se o Botafogo repetir o que fez nas cinco últimas partidas, jogaremos mal e venceremos. A grande diferença entre esses jogos e o de hoje é nível técnico do adversário, pois o Internacional tem um ótimo time e jogou bem durante a competição que privilegiou e sagrou-se campeão, enquanto os cinco últimos que enfrentamos não apresentaram um futebol que metesse medo.


Seguindo o raciocínio de que existe um padrão na forma como o Botafogo atua, diria que o Botafogo jogará assim: 1) nas saídas de bola veremos o trio de zagueiros trocando passes no campo de defesa sem que nenhum apoiador se apresente e com os laterais fincados no encontro da linha central com a lateral, até perderem a paciência, despachando a bola com um chutão para frente na esperança que os jogadores de ataque tenham sorte e habilidade suficientes para suplantar a adversidade; 2) quando a jogada se encontrar nas laterais do campo, os alas ou quem estiver por ali não terão o apoio de um terceiro jogador para que uma triangulação seja possível, restando a opção de tentar a sorte com um chute em direção ao centro da área adversária, para que Herrera ou Jóbson vejam no que dá; 3) em jogada de bola parada, lance fortuito ou uma 'trama' de dois toques, a superioridade individual de Jóbson ou Maicosuel nos garantirá um gol; 4) a defesa, amparada por um goleiro extraordinário, se livrará do pior contando principalmente com a sorte.


E que assim seja...


Saudações botafoguenses!

sábado, 14 de agosto de 2010

Beabá aritmético


Torcer por vitória botafoguense é nosso prazer e uma obrigação, mas aquelas continhas calculando os resultados que nos favorecem a subida na tabela são muito complicadas e só servem no tiro curto. Nesta fase do campeonato o melhor mesmo é sempre torcer pelo empate alheio e de preferência sem gols. Até porque torcer pela derrota dos outros consome mais energia e aumenta nossa dívida com o sobrenatural.

Seguindo esta receita e vencendo o Atlético GO, o Botafogo entra no G4. Simples assim.

Saudações botafoguenses!