
Foram várias as decepções nesta Copa. Mesmo não sendo novidade, pois é o que acontece na maioria das edições, isso não deixa de ser um fato lamentável, já que acredito que seja coisa evitável. A Itália e a França decepcionaram, o Brasil ainda não convenceu.
O técnico da Eslováquia me decepcionou por não abrir mão do nepotismo que o fez insitir na escalação do próprio filho e Fabio Capello por abrir mão de Joe Cole. Outros técnicos também me fazem imaginar que o destino de suas equipes seria outro, se não fizessem questão de deixar de fora o que de melhor tinham à disposição.
É o caso de Takeshi Okada, que não escalou Shunsuke Nakamura, o melhor jogador japonês em atividade. Nakamura certamente não é do tipo ‘marcador’, mas se a estratégia era viver de contra-ataques, ninguém melhor que ele para fazer a bola chegar com bom aspecto à área adversária.
Carlos Queiroz, o técnico português, depois da partida de ontem disputa a liderança da lista de personagens decepcionantes de 2010. Seu time jogou defensivamente, o que não seria má opção se existisse um esquema de contra-ataques bem articulado. Sem este dispositivo, atrair o adversário para seu campo de defesa é uma estratégia bisonha.
Afastou Hugo Almeida da área e isolou Cristiano Ronaldo. Encheu o meio campo com volantes e deixou Deco e Liedson no banco, dois jogadores úteis para um esquema que privilegiava os contra-ataques.
Além disso, parece não ter a confiança e nem o apoio de muitos jogadores, pois se tivesse um mínimo de ascendência sobre seus comandados não veríamos Portugal jogar como se estivesse ganhando enquanto estava atrás no placar.
Cristiano Ronaldo não infernizou os espanhois como achei que faria. Acredito ter sido extremamente constrangedor para os portugueses ver uma figura afetada e apática sustentando a braçadeira de capitão da seleção de seu país.

Agora há pouco li que o atacante declarou que quem deveria explicar a derrota era o técnico, jogando toda a responsabilidade no colo de Queiroz, como se este estivera em campo. Ora, se estava descontente com o esquema montado pelo treinador, que ao menos se esforçasse em campo ou se insubordinasse ao planejamento estabelecido, pois, afinal, era o capitão da equipe. Como um omisso se acha no direito de condenar alguém por seus atos?
Wayne Rooney pode ter decepcionado por não apresentar o bom futebol que dele se esperava, mas lutou enquanto pôde. Ronaldo andou em campo, fez caretas, distribuiu sorrisos irônicos e tocou de letra enquanto perdia, desperdiçando uma oportunidade de se apresentar como o grande jogador que é e como um líder. Mas tudo indica que nada disso pode se esperar de Cristiano Ronaldo, a maior decepção da Copa até o momento.
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Conquistando a alma da África do Sul

O Paraguai passou pela pedreira japonesa e se junta às quatro seleções sul-americanas que estão invertendo o quadro mundial de forças geopolíticas através do futebol.
O que digo é retórico? Claro que sim! Mas é gostoso ver a qualidade do material humano futebolístico da América do Sul erguendo suas bandeiras em solo africano. Só isso.
Saudações botafoguenses!











































