quinta-feira, 17 de junho de 2010

Soberba caída

(Toureiro Morto - Manet, 1864)

A empáfia e a autoconfiança exageradas dos espanhois custaram caro. Acharam que poderiam vencer a qualquer momento, jogaram com desdém e nariz empinado, e saíram de campo com o salto do escarpin quebrado.

Será que as calças apertadas dos toureiros elevam o ângulo do nariz? Se desprezaram a Suíça da forma como fizeram, imagino a altura do salto que calçarão contra Honduras.

A Suíça dorme tranquila e o Chile agradece.

E os apreciadores do bom futebol ficaram sem entender nada...

Mas ainda há tempo.

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Cachupa


(Gelson Fernandes - Foto: Alex Liveley/Getty Images)

Meus ex-colegas de faculdade cabo-verdianos devem ter vibrado – e com toda a razão e direito – com o gol do compatriota artilheiro, aquele que aplacou a Fúria. No meu caso, gostaria mesmo é de relembrar o sabor de uma boa cachupa, numa tarde de domingo, bebendo um vinho tinto, esquecido da vida e do tempo, levitando em uma rede bem arrumada.

Nota: Cachupa é um prato típico de Cabo Verde e tem fama de possuir grande valor nutritivo. Eu garanto que a fama não é infundada.

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De frente para o mar


(Cidade da Praia, Cabo Verde)

Durante a transmissão de Espanha e Suíça o comentarista Mauricio Noriega disse a Milton Leite que o jogador Gelson Fernandes “nasceu na praia” e completou ‘explicando’ que era ‘Praia’, a cidade. Leite exclamou em tom irônico: “Meu Deus!”.

Biriba não gostou da ‘brincadeira’ por considerá-la desrespeitosa e disse: – Meu Deus!

Eu, por outro lado, apesar de achar Milton Leite um bom narrador, considero ridículo um profissional de um meio de comunicação de massa brasileiro desconhecer o nome da capital de um país de língua portuguesa.

Mas cada país tem o governo, a seleção e o jornalismo que merece.

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O gol de Abreu



O técnico uruguaio definitivamente não está disposto a dar chance a Sebastián Abreu de, pelo menos, tentar se tornar o maior artilheiro da seleção de seu país. Entendo que o Cavani fecha melhor o meio de campo, mas depois dos 2 x 0 e com o Cavani não acertando nada, El Loco cairia como uma luva para segurar uns dois adversários no setor de ataque e, quem sabe, resolver sua pendência com a história do futebol uruguaio.

A Celeste está bem perto da classificação.

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Karatê e futebol



(Foto: Andrew Coultridge/Action Images)

Se por um lado a grande maioria das equipes desta edição da Copa não está presenteando o público com um bom futebol, por outro estão distribuindo botinadas aos borbotões. Enfiar as travas das chuteiras na canela dos adversários virou moda este ano.

Os jogadores da Costa do Marfim batem com os pés e com as mãos e os sul-africanos também.

Tristemente interessante foi ver uma promessa, o jovem Lodeiro, e o goleador do time australiano, Cahill, serem expulsos por deixarem a marca das travas na canela de adversários, justamente dois homens de criação, homens de frente.

A Holanda, cuja violência sempre foi escamoteada pelo futebol vistoso, agora, quando não jogou nada ou quase alguma coisa, mostrou os cascos contra a Dinamarca.

Inúmeras imagens de detalhes em câmera super-lenta, ‘lindas imagens’ de travas sendo cravadas e grama voando, expressões de dor e corpos em queda, que devem estar arrancado suspiros de quem gosta de filme de serra elétrica.

Saudações botafoguenses!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Tudo em nome da Pátria

(Chapéu de soldado: A Arte de Educar)
Quando Dunga clamou a todos para que fôssemos patriotas como ele se dizia ser, eu não havia percebido que o cidadão Carlos Caetano Bledorn Verri não se limitava ao discurso vazio daqueles que pedem que se faça aquilo que eles mesmos não se dispõem a fazer. Ele não só já havia colocado suas palavras em prática, mas foi, ele próprio, inadvertidamente, o maior patriota de todos.

Dunga foi um revolucionário em nome da pátria ao expor o nepotismo, o corporativismo, o bom-mocismo, a subserviência, a deturpação de significados, o medo da excepcionalidade, o desprezo à meritocracia, grandes males nacionais que se refletem claramente no time que formou – e da forma como o fez – para a competição.

Dunga seria um mal necessário se de algo adiantasse a exposição que deu a algumas das razões pelas quais temos o pior índice de distribuição de renda do mundo e o segundo pior em analfabetismo, na América do Sul.

Dunga não será – de todo – um mal e nem necessário, pois, ao final da Copa, na vitória ou na derrota, as bandeiras descerão dos mastros e os patriotas de ocasião, como ele, voltarão aos seus feudos, preocupados com a próxima ‘jogada’.

Saudações botafoguenses!

PS: Ainda bem que não era a ‘do Sul’.

terça-feira, 15 de junho de 2010

O Enigma de Karlos Hauser

(clique na imagem se quiser mais um pouco do mesmo)

Hoje a seleção do Dunga enfrentará a misteriosa Coreia do Norte. Não acredito que nosso adversário seja um teste eficaz para medirmos a capacidade da equipe brasileira, mas com certeza a seleção coreana fez com que Dunga sabiamente tornasse sua equipe igualmente misteriosa.

Se antes o futebol brasileiro influenciava os outros, agora somos nós que assimilamos as práticas norte-coreanas, imitando suas estratégias, os treinos secretos e o mistério. Uuuuuu... Que medo!

Eles têm um ditador? E daí? Nós temos dois! A dupla Dunga/Jorginho fará história. O mundo verá.

Só espero que não imitemos também o modo de jogar da tradicional escola futebolística norte-coreana, e que nos limitemos a sermos macacos de imitação apenas quanto aos muros altos e ao arame-farpado.

Fico imaginando que tipo de jogadas revolucionárias foram preparadas no treinamento secreto... O que será que eles estão aprontando por detrás da cidadela? Será um esquema 3-6-1? Um 6-1-1-2? Espero presenciar (pela TV, é claro) um momento histórico, espetáculo que o mundo do futebol jamais se esquecerá. Vamos deixar todos de queixo caído com as jogadas inusitadas, com um futebol surpreendente, criativo, dinâmico e de técnica refinadíssima. Vamos reinventar o futebol!

Uma única sugestão que humildemente faço: expliquem ao Felipe Melo que os coreanos não inventaram o taekwondo à toa.

Saudações botafoguenses!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Garrafadas e outras coisas


Cena transmissão Globo Argentina x Nigéria:

Arnaldo César Coelho: - Um problema de segurança!
Galvão Bueno: - O quê, Arnaldo?
ACC: - Estão consumindo bebida alcoólica no estádio! Eles estão entrando com garrafas!

Silêncio-Vertigem.

Casagrande (‘vazando’ em off): - São de plástico! Eu já peguei! Eu já–
GalvãoB corta narrando, mas o tom.. e ele balbu-quase e entrecorta aqui ali o silêncio e estranhão e o Casa: O time da Argentina é HORROROSO! Arghf!

Segue o jogo como se nada. E segue o jogo. Como se nada tivesse acontecido e estivesse acontecendo...

10 minutinhos depois ACC: Gol irregular, a falta foi clara! e: Diferente do que alegaram os comentaristas Casagrande e Caio. Surrealista de araque, ninguém falou sobre isso. Chiliquititas, mêo.

O clima ruim seguiu passando dos 90 de jogo.

(A propósito, o blog ludopédicas acredita que ‘Não se pode criticar cerveja na Globo’).

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Troca de Passes, Sportv. Luiz Carlos Júnior pergunta a Andre Rizek se houve pênalti no lance em que um jogador mexicano dá um tremendo empurrão num sul-africano dentro da área, Rizek Ah, não foi nada! Júnior pede a opinião de Telmo Zanini, que Pênalti claro! Lédio Carmona reluta mas concorda com Zanini. LCJ Pois então, André Rizek?, à maioria contra Rizek, o âncora-Redação do Sport: O futebol no Brasil é fresco e a imprensa é co-responsável! Zanini O que importa é a verdade. Rizek Os comentaristas de arbitragem (cita ACC e coisa assim blagh) concordam que os árbitros brasileiros (ele chama de ‘árbitro" essas pô!) marcam faltas demais (?!tru-uí-tu-tu-tu-tu-tu-tu?!). Zanini Esses aí também deixaram de dar muitos pênaltis claros durante suas carreiras e defendem-se uns aos outros porque são corporativistas.

Será que o Telmo Zanini está sob aviso prévio, passa por um momento ‘canto do cisne’, ou é um jornalista ético por excelência? Seja o que for, Telmo Zanini é o nota dez da rodada.

E o clima tenso nessa redação também... Será que é jet lag ou excesso de batata souté?

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Em sua introdução o Zanini já havia dito – mais ou menos assim – que as vuvuzelas eram o grito do povo sul-africano e africano em geral – já que a união dos países africanos é um conceito embutido nesta edição da Copa e que se tornou evidente na festa de abertura – em resposta à desconfiança e às ‘vozes’ dos povos ‘da parte de cima da Linha do Equador’, que insistiram em afirmar que a África do Sul não seria capaz de produzir o evento a contento. Disse que os sul-africanos foram diminuídos por sete anos, bombardeados com discursos detratores que ‘inventaram’ problemas de segurança, de violência urbana e de logística. ‘Confessou’ que já tinha a dele (a vuvuzela) e estava aprendendo a tocar, apesar de achar o som esteticamente muito desagradável, mas que simbolicamente eram notáveis.

Cornetada é assim...

Telmo Zanini não para de subir no meu ranking desnumerado.

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O técnico coreano Huh Jung-Moo bem que podia vir ao Brasil dar umas aulas de reforço aos jogadores botafoguenses, ensinando-os os fundamentos da saída de bola. Os coreanos – técnica mediana – saem tocando tranquilos toda vida – e sob pressão também. Deu uma inveja danada...

E já que nossa linha comercial com a Coreia anda intensa ultimamente, que tal promover uma troca de carecas, trazendo Cha Du-Ri e remetendo Alessandro.

Olha como a camisa 22 fica bem nele. Maluco por maluco, eu prefiro um que tenha juízo.

(Cha Du-Ri - Foto: Doug Pensinger/Getty Images)

Vencido o sorteio, o Brasil tinha prioridade nas escolhas e convocou 450 cabeças-de-área, o que limitou bastante o número máximo de inscrições para esta função. Frente a esta estratégia a Alemanha se viu obrigada a improvisar, escalando Schweinsteiger e Khedira como volantes, o que enfraqueceu a zaga da seleção australiana. (Com as novas regras competição esportiva é coisa muito confusa).

Nós vamos de Gilberto Silva e Felipe Melo. São parcialmente problemáticos, já que a um falta pernas e, ao outro, os dentes dos amiguinhos de rua. Mas problemas parciais serão supridos pelo que ambos têm de sobra: a falta de futebol.

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A embrulhada do ataque da seleção do Maradona é o craque do time não conhecer as promoções que só as Óticas do Povo oferecem, com armações a partir de R$ 1,50 e desconto de 10% nas compras à vista.

‘Óticas do Povo, morô?’


Saudações botafoguenses!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

A Copa dos Bafana

(clique na imagem para ver mais Miriam Makeba)

A solenidade demorada à la Olimpíadas aconteceu ontem, mas não pude assistir.

Acho que o Black Eyed Peas faz um pop bem interessante, talvez o mais imaginativo e ‘eclético’ do gênero na atualidade, apesar de não ser bem a minha praia. Mas a Shakira... Bem, a música da Shakira não me atrai.

O noticiário informa que Galvão Bueno observou que a Shakira estava ‘em boa forma’, como se o contrário não fosse a surpresa e contando que houvesse eufemismo elegante para ‘gostosa’. Deu vontade de criar um tumblr só para escrever vários, ‘P_, Galvão!’. Mas depois de ler que o Luciano do Vale comentou que a cantora é um ‘exemplo de vida’, desisti da empreitada. Seria passar dos meus limites criar mais de um tumblr.

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Hoje foi um espetáculo à la ‘Arte Total’ ao som de música pop majoritariamente africana, que melhor ficaria se não houvesse a ‘intrusão’ de um cafonão americano chamado R. Kelly – que me perdoem os fãs (do Kelly), mas o Cauby Peixoto é o único sujeito que aturo usando strass fora da época de carnaval.

Foi emocionante a imagem do Bispo Tutu, na maior empolgação, dançando em roupas típicas.

Nunca havia visto o Hugh Masekela em ação – apesar do Youtube – mas estava lá, mesmo que um tanto fraquinho fisicamente. É bom perceber que só um dos meus heróis, o Jimi Hendrix, morreu de overdose.

Nelson Mandela foi de certa forma forçado a ‘comparecer’ virtualmente. Estando presente ou não ele está vivendo este momento.

Não é o caso de Miriam Makeba. Senti imensamente a falta da cantora de ‘Pata Pata’, lembrança da minha infância que revivo desde uns quinze anos para cá. Ela, que passou a vida sendo um símbolo e a voz que ‘cantava’ a luta contra o apartheid não viveu o suficiente para ver seu país sediar o mais badalado evento esportivo do planeta, praticamente comemorando os vinte anos da abolição do regime segregacional – pelo menos na forma da lei. Mesmo sendo homenageada por uma fantástica Thandiswa Mazwai (de quem nunca ouvi falar, mas o nome está anotado aqui), lamento quando penso que apenas dois anos a deixaram de fora da festa que foi o retrato da essência da própria Miriam Makeba. Na verdade, foi como se ela estivesse lá... (Mas é lógico que ela estava lá!)

O jogo foi irregular tecnicamente, mas emocionante. Os Bafana Bafana foram roubados dentro de casa. Foi pênalti. Mas o gol sul-africano foi a imagem da perfeição, pois deu início aos trabalhos pelos pés dos mais indicados para a honra.

Nota 1: Por garantia confirmei na Wikipedia – ou seja, mais ou menos ‘confirmado’ – que o Femi Kuti é mesmo filho do Fela, porque não iria confiar em informações de apresentadores que não sabiam que a ‘árvore’ cenográfica era a representação de um baobá.

Nota 1.1: Com esse time do Uruguai, o El Loco vai precisar, e muito!, da nossa torcida.

Nota 1.2: Os Bafana Bafana dançam bem melhor do que os ‘Meninos da Vila’.

Saudações botafoguenses!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Ali pelo meio da tabela: menos mal que o precipício


Chegou o dia que eu gostaria que não chegasse nunca, o dia em que me sentisse aliviado por saber que tão cedo não veria o Botafogo em campo.

Será um pouco mais de um mês de descanso futebolístico, com a confortante ausência da triste imagem de um meio campo de quinta categoria. Se em 2007 o meio era um setor que dava gosto de ver jogar, o de 2010 está no mesmo nível que o do ano passado, depois da saída de Maicosuel.

Como bem disse um camarada botafoguense, Lúcio Flávio e Leandro Guerreiro ‘já deram o que tinham para dar’. E arrematou com o que também concordo, dizendo que Renato é bom jogador, mas está fora de forma, não aguentando uma partida inteira. (Como um jogador profissional não entra em forma depois de cinco meses de treinamentos é coisa que não entra na minha cabeça).

Se em cima disso ainda temos a colaboração desastrosa de um Sandro Silva, imaginem o resultado... Só deu Elias.

Não gosto de falar de adversários, mas o jogo de ontem foi exemplar por haver em campo um termo de comparação ressaltando por contraste as deficiências dos nossos jogadores de meio. Enquanto nossa posse de bola era frágil e os passes claudicantes, a bola nos pés de Elias era certeza de que as coisas dariam certo. O sujeito acerta tudo. É ágil, conserta o que chega apresentando defeito, vira em cima dos marcadores, distribui as jogadas com inteligência, prende a bola quando é preciso e a faz circular com tranquilidade. Trocaria somente ‘um’ Elias por Lúcio Flávio, Leandro Guerreiro, Alessandro, Fahel e Sandro Silva de uma só vez, economizando balaios.

O Corínthians tem uma equipe mediana, com destaques para Bruno César e Iarley. É a presença de Elias que garante a ilusão de boa equipe, camuflando a condição precária do todo com seu toque de bola e excelente visão de jogo.

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O pior que a partida de ontem me reservou foi a constatação de que o caldo desandou. Não sei se a causa foi a briguinha entre Caio e Herrera ou se o incidente foi apenas o estopim para que algum problema latente se aproveitasse da ocasião para eclodir. O certo é que temos uma ‘panela’ dentro do que antes parecia ser um grupo coeso.

Isso ficou nítido com a insistência do time em ignorar ostensivamente Marcelo Cordeiro durante toda a partida, como disse o Gil em seu comentário. Não sei se as declarações de meio de semana do MC – que revelou ter ficado muito contrariado por ter sido barrado, a ponto de pensar em rescindir seu contrato – foram mal digeridas pelo ‘grupo’, ou se a maldita panela trabalhou sistematicamente para ‘queimar’ o lateral em benefício próprio, o que é a finalidade de ‘panelas’. Por ser ‘presidida’ pelo inócuo Alessandro, que ficaria fora do time caso o MC fosse reincorporado e Somália voltasse a ocupar a direita, ‘assaram o Cordeiro’ em fogo lento.

Para agravar a situação, é sabido que o mais importante em uma panela é o conteúdo. E o que temos ‘boiando’ na panela botafoguense são jogadores medianos, gororoba de paladar desagradável.

A superioridade técnica de Cordeiro sobre Alessandro se revelou indiscutível através da puxada de contra-ataque e o passe perfeito para o ‘ingrediente principal’ da panela de sopa de sobras e rejeitos, Lúcio Flávio.

Se a mais importante fonte da força do time que venceu o Carioca era justamente a união, agora nos resta muito pouco ou quase nada.

(Não sei a que tipo de união se referia Herrera, em uma declaração que ouvi na RadioL! – Lancenet – já que foi um dos que fez questão de deixar Marcelo Cordeiro no ostracismo. Se acha que com os outros da ‘panela’ vai chegar à Libertadores, como comentou na mesma oportunidade, está redondamente enganado).

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A ausência de El Loco foi sentida em todas as partidas que perdemos ou empatamos. O time fica meio desorientado sem o Loco. Faz falta pelo seu futebol e pela liderança dentro e fora do campo. A bola desviada para o gol aos 48 teria outro destino depois da provável interceptação providencial de Abreu. Que falta nos faz o El Loco...

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Joel Santana elevou a moral de um grupo em frangalhos, organizou o que era o retrato fiel do caos, foi inteligente em inúmeras situações, mas seus últimos erros têm sido fatais.

Promover a estreia de jogadores pouco ou nada experientes em um jogo apertadíssimo não tem explicação plausível. Mesmo que argumentasse ininterruptamente por duas semanas, nenhum homo sapiens com mais de oito anos de idade e em condições normais de sobriedade cairia em sua lábia.

A falta de comando se fez notar já no incidente entre Herrera e Caio, e agora ficou mais nítida com o isolamento arquitetado e impingido à Marcelo Cordeiro.

Tudo o que Joel construiu no Carioca está se desmanchando no Brasileiro.

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Faço questão de rasurar algo que escrevi anteriormente com relação a Sandro Silva:

Se jogasse seriamente, seria disparado o melhor volante do elenco.

Depois dessa, acho que errar passou a ser desumano.

Saudações botafoguenses!

domingo, 6 de junho de 2010

A penúltima chance


Todos sabemos que hoje disputaremos a última partida antes da paralisação para a Copa do Mundo. E sabemos que o time que jogou contra o Vasco e o Atlético Paranaense não nos deixará saudades. Excetuado-se o ataque, os dois zagueiros titulares, o Somália – em qualquer parte do campo – e o Jefferson, não imagino nenhum outro jogador deste time que me deixe ansioso para ver o Botafogo voltar a campo. O que não sabemos é se a partida de hoje vai nos aliviar a angústia dilatada por trinta dias de recesso, que é o que aconteceria caso jogássemos da mesma forma que jogamos nas duas últimas rodadas.

O Botafogo eficiente do Campeonato Carioca não resistiu a um pequeno entrevero interno e às arbitragens venais – fato, este último, que se repete no Campeonato Brasileiro deste ano.

O elenco do meio campo é composto por jogadores cuja capacidade técnica se encontra entre a mediocridade e a completa inoperância, os laterais são fracos e não temos suplentes para a zaga. Uma vez que a atual diretoria é comprovadamente incompetente, esperar por boas contratações contraria a lógica.

Estando à mercê das arbitragens 'corintianas', será uma grade vitória a de hoje. Vale até cantar o hino.

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Como este cenário imaginário é o que é – imaginário – e as arbitragens continuarão a construir a história do futebol, não será surpresa alguma brigarmos para ficar na faixa intermediária da tabela, mesmo em uma competição que mostra grande equilíbrio entre as equipes, seja pela irregularidade ou pelo baixo nível técnico, com duas raras exceções até o momento: Ceará, por sua regularidade desde o início; e Fluminense, pelas quatro últimas rodadas em que apresentou regularmente um nível técnico acima da média.

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A propósito das arbitragens. Depois de rever por diversos ângulos o lance em que Lúcio Flávio é derrubado na área no último jogo contra o Vasco, o jornalista Marco Antônio Rodrigues afirmou categoricamente que Lúcio Flávio se jogou, que o zagueiro vascaíno deu um(a) ‘reladinha’. Disse que o problema do jogador brasileiro é ficar se jogando a toda hora e que isso dificulta o trabalho dos árbitros.



Como a história me leva a crer que o jornalista não é burro e nem um crápula, fico certo de que seus óculos precisam de revisão urgente, para que sua carreira não seja manchada por opiniões que possam parecer perfeitamente tendenciosas, ofuscando a isenção jornalística indispensável a qualquer profissional de imprensa que preze por boa reputação.

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Não gastar os 200 mil de multa para escalar Antonio Carlos e Edno pode ter sido um erro, pois sabemos que o primeiro fez falta em Curitiba. Jamais saberemos a falta que Edno fará, já que até hoje ainda não mostrou a que veio, apesar de ter sido mal posicionado em campo e sempre mal acompanhado em todas as vezes que atuou. Mesmo assim devemos dar os parabéns à diretoria por sua administração financeira exemplar, uma vez que poupou um bom dinheiro para honrar os salários de Wellington, Edson, Rodrigo Colombiano, Alessandro, Jancarlos, Leandro Guerreiro, Lúcio Flávio, dentre outros craques indispensáveis.

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Joel Santana não foi para o Flamengo e agora recusou proposta do Cruzeiro.

Muitos amigos botafoguenses consideram a saída do Joel uma boa notícia. Óbvio dizer que respeito suas opiniões, mas considero Joel Santana o único treinador em atividade capaz de fazer um time composto por uma grande maioria de perfeitos perebas jogar como uma equipe de futebol profissional. Arrisco dizer que, com o elenco do qual dispomos, nenhum outro seria capaz de gerar a autoconfiança, o espírito de grupo e bolar as estratégias que nos levaram ao título estadual.

Seja qual for o eleito para o cargo, ele será obrigado a escalar Fahel, Alessandro, Leandro Guerreiro e Lúcio Flávio. Quase meio time ‘de linha’ composto por jogadores sem a menor condição de fazer parte da equipe titular de qualquer time que pretenda ficar entre os quatro primeiros colocados da competição.

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O desempenho da equipe nas primeiras quatro rodadas me levou à ilusão de que tínhamos condições de brigar por uma vaga na Libertadores e inclusive pelo título. A queda de alguns desempenhos individuais, o desmoronamento do sentido coletivo, a desorganização tática e os erros estratégicos foram tão acentuados, que agora o ‘nível de stress’ sobe a cada rodada.

Espero que a situação se reverta ou terei que sair à cata de um bom cardiologista – talvez um mestre de yoga ou mesmo um psiquiatra.

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Biriba já tomou um Frontal e está com mais dois comprimidos fora da embalagem, prontos para a hora do jogo, porque sabe que a tarde de hoje não será coisa para torcedor desprevenido. Disse que vai tomar conta da casa na minha ausência e que eu fosse ao jogo despreocupado.

- Como é que eu posso ficar despreocupado com o time jogando essa ‘bolinha’?!
- Você tá muito exaltado, cara. Toma um frontalzinho...
- Não tem Frontal que dê jeito nessa arbitragem que vive de aposta clandestina!
- Que nada... Pode ir numa boa, Luiz. Eu tô tranquilo.
- Com três granadas dessas na cabeça você vai ficar pra lá de tranquilo...

Saudações botafoguenses!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Esperança... ainda?


O comportamento aguerrido e o sentido coletivo estiveram na Baixada. O Herrera não foi o ‘fominha’ das últimas duas partidas e o chutão pra frente não foi o mote de nossa saída de bola. Então, o que aconteceu ontem?

Aconteceu que a diretoria do Botafogo acredita que nossa zaga tem substitutos à altura da competição que disputamos. Pior, acreditam que Wellington é um jogador que mereça fazer parte do elenco de um time como o Botafogo e ainda devem achar que é jogador de nível compatível com a primeira divisão do Brasileiro. Também acreditam que: 1) Alessandro pode ajudar um time a disputar uma vaga na Libertadores; 2) Leandro Guerreiro é um volante confiável; 3) Fahel é um jogador de futebol; 4) Lúcio Flávio pode ser útil como titular do meio campo de uma equipe que almeja algo além de participar como coadjuvante da competição mais importante do país.

Não sabem que nada disso em que acreditam vai nos levar além da faixa intermediária da tabela. E não sabem que estão perdendo a chance de ir longe em uma edição de nível técnico medíocre, onde nenhuma equipe ainda demonstrou clara superioridade às outras, muito menos regularidade.

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Quando Leandro Guerreiro não abre passagem para o adversário, alguém da trupe dos apadrinhados toma o seu lugar, hoje ocupado por Lúcio Flávio. Mas Leandro não se conforma em ser coadjuvante no quesito ‘omissão’, o que o fez ficar observando, da marca do pênalti, Alex Mineiro chutar livremente da região do campo que dá nome à função que supostamente Guerreiro seria incumbido de desempenhar, a ‘cabeça-de-área’.

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Tenho certeza que Sandro Silva não se firma no time titular porque, além de não ser um apadrinhado como o é Leandro Guerreiro, Fahel, Lúcio Flávio e Alessandro, ainda tem o péssimo e infantil hábito de enfeitar jogadas. E parece ser um mal irremediável de Sandro. Se jogasse seriamente, seria disparado o melhor volante do elenco.

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Fábio Ferreira não poderia imaginar que o sujeito que marcava o Paulo Baier iria desistir do lance e que seu companheiro de zaga iria ficar plantado na quina da área como um poste, para depois do gol gesticular como se comemorasse um grande feito; Wellington é ridículo.

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Ver o Caio tentar virar sobre os adversários em TODAS as oportunidades em que tocou na bola me faz acreditar que é exatamente isso que Joel Santana pede que ele faça. O que me leva a esta conclusão é o fato de não existir nenhuma jogada de apoio à subida do atacante em momento nenhum do tempo em que fica em campo.

Imagino que as instruções sejam as seguintes: ‘Alessandro ou qualquer um: passa a bola pro Caio e ele que se vire’; ‘ Edno e Herrera: fiquem esperando, porque o Caio vai passar por dois marcadores, se desvencilhar do terceiro e entregar a bola de bandeja pra vocês’; ‘Caio, pega a bola, passa pelos dois que estão te marcando, pelo terceiro que chegar e cruza’.

O Caio deveria responder como o Garrincha: “Mas o senhor já combinou com eles?”

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O comentarista do jogo ficou surpreso com a disparidade entre o número de faltas cometidas pelas duas equipes, o Botafogo sendo umas quatro vezes mais faltoso que o adversário. Mas também pudera! O árbitro fez questão de não marcar pelo menos umas seis faltas a nosso favor, só no primeiro tempo e marcou várias a nosso desfavor, em lances onde não houve irregularidade alguma. A falta que levou à expulsão de Fahel teve uma réplica, mais violenta, sofrida por Caio, mas o ilustre homúnculo-Fifa preferiu inverter o lance dando falta CONTRA o Botafogo!!!

O árbitro da partida confirmou minhas expectativas, reveladas no texto anterior ao jogo através da afirmação de que ‘não merecíamos Paulo Cesar de Oliveira’.

Paulo Cesar de Oliveira se junta ao rol daqueles seres que não têm o mínimo apreço pela imagem que o mundo faz da inocente senhora sua mãe.

Saudações botafoguenses!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Ainda a esperança...


Espero que o jogo represente a volta do comportamento aguerrido e o sentido coletivo que nos garantiram em grande medida a conquista do título estadual. Também espero que mudemos a estratégia de jogo, dispensando os chutões pra frente, o que seria possível de imaginar, uma vez que já jogamos de forma diferente, articulando a saída de bola de forma coordenada e inteligente.

Outra esperança que tenho é a de ver o Herrera voltar a ser um sujeito que não só joga ‘para o time’ através da sua indiscutível raça, mas que também alie a ela um pouco de despojamento, servindo aos companheiros da mesma forma que fazia antes da ausência de El Loco.

O que não posso esperar é que a torcida local vibre com as jogadas do Caio ou o aplauda. Mas isso é o de menos, já que a torcida botafoguense se encarrega de dividir-se entre as duas manifestações.

Nota: Só não merecíamos o Paulo Cesar de Oliveira...

Saudações botafoguenses!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Já vi melhores peladas


Mesmo sem ter assistido aos outros jogos deste fim de semana, não seria uma aposta ruim dizer que a partida de ontem foi a pior da rodada.

Já faz algum tempo que o Botafogo não jogava de forma tão desorganizada e displicente e, pior, sem o espírito de luta e sentido coletivo que era a marca do time desde a chegada de Joel Santana. Se fosse a primeira rodada do campeonato não seria exagero dizer que o time está fadado a lutar até a última rodada contra o rebaixamento.

Se no jogo contra o Goiás houve um ‘apagão’ dos refletores, ontem o apagão foi do time.

O único jogador que mantém regularidade no nível de seu desempenho é o Somália. Mas como não é um ‘jogador decisivo’, daqueles que sozinhos ‘resolvem o problema, fica dependente do desempenho coletivo da equipe, equipe esta que continua sem um ‘matador’, um jogador que ponha a bola para dentro do gol. Ou seja, de nada nos adianta a regularidade do Somália quando a organização tática e o empenho coletivo são um desastre.

Ao contrário das características de equipes treinadas por Joel Santana, que têm como virtude ‘fazer a bola entrar’, o Botafogo das últimas duas partidas não tem feito nada que se pareça com isso.

Acredito que o incidente entre Caio e Herrera e seus desdobramentos públicos e internos tiveram grande influência para que o ‘ex-garoto’ tivesse uma atuação apagada. Caio parece abatido e não era de se esperar coisa diferente. Foi execrado por todos e ontem saiu vaiado por boa parte da torcida, sendo que as palmas prevaleceram no final. Respeito a disposição de quem achou por bem vaiá-lo, mas eu o aplaudi até que as vais cessassem.

Com relação ao Herrera, o jogo de ontem me fez acreditar fortemente que é um sujeito no mínimo contraditório. Ora, não é de se esperar que um homem que se dispõe a criticar veementemente um companheiro de equipe por excesso de individualismo se comporte da mesma forma como aquele a quem censura. No segundo tempo tentou um chute cruzado e depois se desculpou com Caio por não ter servido o parceiro de ataque (o que seria a decisão correta a meu ver), que fechava pela direita. Em seguida, a partir de um excelente passe de Edno, preferiu tentar o arremate de qualquer maneira ao invés de escorar a bola para Caio, que estava de frente para o gol, abrindo mão de dar sequência ao que poderia se transformar na melhor jogada de ataque da rodada.

(Apesar dos deslizes ainda sou grande admirador do Herrera, que tem muitos créditos aqui na casinha).

Este último lance também serve para ilustrar a minha insistência na tese de que nos falta um ‘homem-gol’, um ‘matador’, um homem de área para colocar a bola no fundo da rede.

A queda de produção de Herrera me leva a acreditar que os contratos de longa duração não geram bons efeitos no Botafogo, fato que deveria ser estudado pela diretoria, porque é uma questão de administração da relação que o clube tem com seus contratados.

Voltando ao jogo – brevemente, porque não vou torturar a todos com a lembrança do espetáculo de horror que foi visto na tarde de ontem –, resumo as coisas da seguinte forma: não perdemos porque o Vasco possui um elenco mediano e Celso Roth nos fez o favor de substituir seu melhor jogador em campo – Jefferson – quando mais nos incomodava.

Saudações botafoguenses!

sábado, 29 de maio de 2010

Guerreiro de araque


“Com certeza pensamos naquele jogo (contra o Vasco na Taça Guanabara). Temos que levar como motivação. Vamos entrar mais ligados para conseguir os três pontos. Aquele resultado ainda dói, ainda mais porque foi dentro do Engenhão.” Palavras de Leandro Guerreiro.

Os jogadores que ainda ficam remoendo a goleada sofrida frente ao Vasco deveriam nem entrar em campo amanhã. Melhor, não deveriam nem chegar perto do Engenhão, porque quem rumina a desgraça ocupa a mente com o que não interessa ao presente e contamina o ambiente com o peso morto do ressentimento.

Esse é o caso de Leandro Guerreiro, que bem poderia ter ido para o São Paulo quando tivemos a chance de nos livrar da maior enganação de todos os elencos, desde sua chegada ao clube.

Leandro não tem discernimento. Confunde raça com correria, careta com esforço e palavrório com brio. Leandro Guerreiro, livre de marcação, confunde chutão para o alto com seriedade.

‘Entrar ligado’ é exatamente o que Leandro Guerreiro NÃO vai fazer. Essa não é a dele.

Eu ‘estava ligado’ no jogo em que perdemos para o Vasco quando Leandro Guerreiro deixou Philipe Coutinho escapar para fazer um dos gols vascaínos. Na quarta-feira passada eu também ‘estava ligado’ quando ele repetiu a ‘não-ação’ no jogo contra o Cruzeiro, não acompanhando Thiago Ribeiro, nem que fosse para tentar atrapalhar a conclusão do adversário, o que seria de se esperar de um jogador qualquer que preste, principalmente um que é retratado como ‘guerreiro’.

Existe no Youtube uma compilação de várias falhas de Guerreiro, falhas que nos causaram grandes males, como a ‘cercadinha’ no Renato Augusto em 2007. Leandro é um especialista nisso: está ‘marcando’ um jogador (geralmente de longe), o sujeito vai e Leandro Guerreiro fica.

Espero que amanhã os adversários ‘não vão’, porque, se forem, Leandro Guerreiro certamente ‘ficará’.

O único benefício que Leandro Guerreiro traz ao torcedor botafoguense é a liberdade que dá aos adversários para o arremate de fora da área, garantindo ao espetáculo as defesas fantásticas de Jefferson.

Leandro Guerreiro como ‘Símbolo de Raça’ é a piada mais sem graça que o mundo já conheceu, desde a invenção da piada.

Saudações botafoguenses!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Três pontos fora do balaio


A opção por começar a partida em um 3-6-1 poderia ter dado certo se a arbitragem deixasse e se o Renato não fosse um cobrador de pênaltis à la Victor Simões. Começaríamos o segundo tempo jogando contra um adversário tentando obter a vitória e usando os contra-ataques que nos têm garantido bons resultados.

Mas o time não se abateu na adversidade e teve garra, determinação e organização suficientes para pressionar o adversário até o final.

Um fato que me chamou a atenção foi a declaração de Renato dizendo que teve bom rendimento nos treinamentos de cobranças de pênaltis. Como o jogador não disse que sua cobrança no jogo de ontem foi péssima, imagino que tenha sido algo semelhante ao que treina. Acreditando no que diz o jogador, concluo que Renato treina contra um boneco.

Lúcio Flávio parece ter feito escola no Botafogo, pois Renato cobrou como se fosse um legítimo Lúcio Flávio, nosso eterno capitão e perdedor de pênaltis aposentado.

Espero que Lúcio Flávio jamais volte a cobrar pênaltis pelo Botafogo, mas não esperava que abrisse mão de bater uma falta no local exato em que marcou um belo gol na partida anterior. Um time que vem jogando com jeito de vencedor não pode se dar ao luxo de ficar cultivando o azar, deixando o comando em campo aos cuidados de um jogador omisso em todos os sentidos e momentos.

Se Sandro Silva falhou, se Fahel não sabia o que fazer – pois não tinha a quem marcar individualmente –, foi Leandro Guerreiro quem desistiu de acompanhar o jogador que estava marcando, deixando-o livre para fazer o gol como bem entendesse. Sempre ele, o eternamente combativo, porém, lento, fraco, displicente, limitado e funcionário vitalício do Botafogo de Futebol e Regatas. Que me perdoem seus admiradores, mas, na minha opinião, Leandro Guerreiro é e sempre será prenúncio de más notícias.

Edno desperdiçou mais uma chance de provar que eu estava certo em apostar no seu futebol; perdi todas as fichas. Alex não se intimidou com a responsabilidade a ele confiada, mas na hora de conferir não conferiu, demonstrando ser mais um ‘carimbador de goleiros’. (Não temos um ‘matador’ no time principal e nem entre os reservas).

Jefferson não teve chances para fazer defesas espetaculares, pois o Cruzeiro esteve pouco inspirado e, não fosse uma falha tripla dos que deveriam cobrir a zaga, sairia de campo zerado.

Antonio Carlos e Fábio Ferreira continuam confiáveis.

Somália continua sendo a grata surpresa do ano e Alessandro tem correspondido dentro de suas limitações.

Marcelo Cordeiro é tão inconstante quanto Lúcio Flávio e Diguinho parece acreditar que o corte de cabelo do Ganso é o que garante o futebol do santista. Esse Diguinho é um sonhador; entrou bocejando e saiu dormindo.

Na ausência dos atacantes titulares, sinto falta de pelo menos seis jogadores realmente confiáveis.

Como os outros times dão mostra de que o nível é mediano e o elenco botafoguense demonstra disposição física e mental de vencedores, com mais uns três reforços de bom nível somados a um meia-atacante de peso, teremos uma equipe lutando pelo título.

Mas será que virão estes reforços?

Saudações botafoguenses!

Bandeira familiar


Se a partida de ontem tivesse transcorrido de maneira normal, meu prognóstico de que o Botafogo venceria no ‘photochart’ poderia estar correto. Mas como o Botafogo foi impedido pela arbitragem de ter dois gols legítimos assinalados a seu favor, o resultado oficial da partida não correspondeu ao meu palpite. Mas o ‘prognóstico’ ou palpite não tem importância, não é uma coisa que deva ser levada a sério, pois trata-se de uma brincadeira.

O que precisa ser levado a sério, e muito, é o fato de que o Botafogo ficou sem os três pontos que muito bem lhe cabiam, pois foi prejudicado sistematicamente pela arbitragem. Digo ‘sistematicamente’ porque foram dois erros idênticos, um em cada etapa da partida. Erros grosseiros, diga-se.

Por duas vezes estivemos no mano a mano com o goleiro e os ‘auxiliares’ (do árbitro principal ou do Cruzeiro?) nos impediram de converter dois gols feitos.

É fácil ter sucesso no futebol utilizando a linha de impedimento, quando os árbitros auxiliares dão uma mãzinha toda vez que a ‘linha burra’ é feita de maneira não inteligente. E também fica parecendo simples uma equipe se manter na parte de cima da tabela, quando tem o auxílio da arbitragem para impedir que um adversário marque, sempre que fique em condições claras de fazer um gol.

Se o Cruzeiro é apontado como um forte concorrente ao título, que dirá o Botafogo, que, mesmo jogando desfalcado de importantes jogadores e enfrentando um adversário com seu time titular completo e em casa, poderia muito bem ter acabado o primeiro tempo da partida em vantagem no placar, não fosse a interferência decisiva da arbitragem e a deficiência técnica do cobrador de pênaltis alvinegro.

Começando o segundo tempo em vantagem, seria o Cruzeiro a sair em busca do resultado e o Botafogo a administrar o placar, explorando os contra-ataques.

Mesmo em desvantagem o Botafogo se portou como um time que não está interessado em uma posição no meio da tabela.

Fico imaginando o tamanho da ‘tragédia’ que assolaria o Cruzeiro no caso de não vencer o Botafogo, pois os árbitros auxiliares atuaram como se estivessem realmente evitando uma hecatombe.

Saudações botafoguenses!