segunda-feira, 7 de junho de 2010

Ali pelo meio da tabela: menos mal que o precipício


Chegou o dia que eu gostaria que não chegasse nunca, o dia em que me sentisse aliviado por saber que tão cedo não veria o Botafogo em campo.

Será um pouco mais de um mês de descanso futebolístico, com a confortante ausência da triste imagem de um meio campo de quinta categoria. Se em 2007 o meio era um setor que dava gosto de ver jogar, o de 2010 está no mesmo nível que o do ano passado, depois da saída de Maicosuel.

Como bem disse um camarada botafoguense, Lúcio Flávio e Leandro Guerreiro ‘já deram o que tinham para dar’. E arrematou com o que também concordo, dizendo que Renato é bom jogador, mas está fora de forma, não aguentando uma partida inteira. (Como um jogador profissional não entra em forma depois de cinco meses de treinamentos é coisa que não entra na minha cabeça).

Se em cima disso ainda temos a colaboração desastrosa de um Sandro Silva, imaginem o resultado... Só deu Elias.

Não gosto de falar de adversários, mas o jogo de ontem foi exemplar por haver em campo um termo de comparação ressaltando por contraste as deficiências dos nossos jogadores de meio. Enquanto nossa posse de bola era frágil e os passes claudicantes, a bola nos pés de Elias era certeza de que as coisas dariam certo. O sujeito acerta tudo. É ágil, conserta o que chega apresentando defeito, vira em cima dos marcadores, distribui as jogadas com inteligência, prende a bola quando é preciso e a faz circular com tranquilidade. Trocaria somente ‘um’ Elias por Lúcio Flávio, Leandro Guerreiro, Alessandro, Fahel e Sandro Silva de uma só vez, economizando balaios.

O Corínthians tem uma equipe mediana, com destaques para Bruno César e Iarley. É a presença de Elias que garante a ilusão de boa equipe, camuflando a condição precária do todo com seu toque de bola e excelente visão de jogo.

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O pior que a partida de ontem me reservou foi a constatação de que o caldo desandou. Não sei se a causa foi a briguinha entre Caio e Herrera ou se o incidente foi apenas o estopim para que algum problema latente se aproveitasse da ocasião para eclodir. O certo é que temos uma ‘panela’ dentro do que antes parecia ser um grupo coeso.

Isso ficou nítido com a insistência do time em ignorar ostensivamente Marcelo Cordeiro durante toda a partida, como disse o Gil em seu comentário. Não sei se as declarações de meio de semana do MC – que revelou ter ficado muito contrariado por ter sido barrado, a ponto de pensar em rescindir seu contrato – foram mal digeridas pelo ‘grupo’, ou se a maldita panela trabalhou sistematicamente para ‘queimar’ o lateral em benefício próprio, o que é a finalidade de ‘panelas’. Por ser ‘presidida’ pelo inócuo Alessandro, que ficaria fora do time caso o MC fosse reincorporado e Somália voltasse a ocupar a direita, ‘assaram o Cordeiro’ em fogo lento.

Para agravar a situação, é sabido que o mais importante em uma panela é o conteúdo. E o que temos ‘boiando’ na panela botafoguense são jogadores medianos, gororoba de paladar desagradável.

A superioridade técnica de Cordeiro sobre Alessandro se revelou indiscutível através da puxada de contra-ataque e o passe perfeito para o ‘ingrediente principal’ da panela de sopa de sobras e rejeitos, Lúcio Flávio.

Se a mais importante fonte da força do time que venceu o Carioca era justamente a união, agora nos resta muito pouco ou quase nada.

(Não sei a que tipo de união se referia Herrera, em uma declaração que ouvi na RadioL! – Lancenet – já que foi um dos que fez questão de deixar Marcelo Cordeiro no ostracismo. Se acha que com os outros da ‘panela’ vai chegar à Libertadores, como comentou na mesma oportunidade, está redondamente enganado).

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A ausência de El Loco foi sentida em todas as partidas que perdemos ou empatamos. O time fica meio desorientado sem o Loco. Faz falta pelo seu futebol e pela liderança dentro e fora do campo. A bola desviada para o gol aos 48 teria outro destino depois da provável interceptação providencial de Abreu. Que falta nos faz o El Loco...

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Joel Santana elevou a moral de um grupo em frangalhos, organizou o que era o retrato fiel do caos, foi inteligente em inúmeras situações, mas seus últimos erros têm sido fatais.

Promover a estreia de jogadores pouco ou nada experientes em um jogo apertadíssimo não tem explicação plausível. Mesmo que argumentasse ininterruptamente por duas semanas, nenhum homo sapiens com mais de oito anos de idade e em condições normais de sobriedade cairia em sua lábia.

A falta de comando se fez notar já no incidente entre Herrera e Caio, e agora ficou mais nítida com o isolamento arquitetado e impingido à Marcelo Cordeiro.

Tudo o que Joel construiu no Carioca está se desmanchando no Brasileiro.

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Faço questão de rasurar algo que escrevi anteriormente com relação a Sandro Silva:

Se jogasse seriamente, seria disparado o melhor volante do elenco.

Depois dessa, acho que errar passou a ser desumano.

Saudações botafoguenses!

domingo, 6 de junho de 2010

A penúltima chance


Todos sabemos que hoje disputaremos a última partida antes da paralisação para a Copa do Mundo. E sabemos que o time que jogou contra o Vasco e o Atlético Paranaense não nos deixará saudades. Excetuado-se o ataque, os dois zagueiros titulares, o Somália – em qualquer parte do campo – e o Jefferson, não imagino nenhum outro jogador deste time que me deixe ansioso para ver o Botafogo voltar a campo. O que não sabemos é se a partida de hoje vai nos aliviar a angústia dilatada por trinta dias de recesso, que é o que aconteceria caso jogássemos da mesma forma que jogamos nas duas últimas rodadas.

O Botafogo eficiente do Campeonato Carioca não resistiu a um pequeno entrevero interno e às arbitragens venais – fato, este último, que se repete no Campeonato Brasileiro deste ano.

O elenco do meio campo é composto por jogadores cuja capacidade técnica se encontra entre a mediocridade e a completa inoperância, os laterais são fracos e não temos suplentes para a zaga. Uma vez que a atual diretoria é comprovadamente incompetente, esperar por boas contratações contraria a lógica.

Estando à mercê das arbitragens 'corintianas', será uma grade vitória a de hoje. Vale até cantar o hino.

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Como este cenário imaginário é o que é – imaginário – e as arbitragens continuarão a construir a história do futebol, não será surpresa alguma brigarmos para ficar na faixa intermediária da tabela, mesmo em uma competição que mostra grande equilíbrio entre as equipes, seja pela irregularidade ou pelo baixo nível técnico, com duas raras exceções até o momento: Ceará, por sua regularidade desde o início; e Fluminense, pelas quatro últimas rodadas em que apresentou regularmente um nível técnico acima da média.

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A propósito das arbitragens. Depois de rever por diversos ângulos o lance em que Lúcio Flávio é derrubado na área no último jogo contra o Vasco, o jornalista Marco Antônio Rodrigues afirmou categoricamente que Lúcio Flávio se jogou, que o zagueiro vascaíno deu um(a) ‘reladinha’. Disse que o problema do jogador brasileiro é ficar se jogando a toda hora e que isso dificulta o trabalho dos árbitros.



Como a história me leva a crer que o jornalista não é burro e nem um crápula, fico certo de que seus óculos precisam de revisão urgente, para que sua carreira não seja manchada por opiniões que possam parecer perfeitamente tendenciosas, ofuscando a isenção jornalística indispensável a qualquer profissional de imprensa que preze por boa reputação.

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Não gastar os 200 mil de multa para escalar Antonio Carlos e Edno pode ter sido um erro, pois sabemos que o primeiro fez falta em Curitiba. Jamais saberemos a falta que Edno fará, já que até hoje ainda não mostrou a que veio, apesar de ter sido mal posicionado em campo e sempre mal acompanhado em todas as vezes que atuou. Mesmo assim devemos dar os parabéns à diretoria por sua administração financeira exemplar, uma vez que poupou um bom dinheiro para honrar os salários de Wellington, Edson, Rodrigo Colombiano, Alessandro, Jancarlos, Leandro Guerreiro, Lúcio Flávio, dentre outros craques indispensáveis.

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Joel Santana não foi para o Flamengo e agora recusou proposta do Cruzeiro.

Muitos amigos botafoguenses consideram a saída do Joel uma boa notícia. Óbvio dizer que respeito suas opiniões, mas considero Joel Santana o único treinador em atividade capaz de fazer um time composto por uma grande maioria de perfeitos perebas jogar como uma equipe de futebol profissional. Arrisco dizer que, com o elenco do qual dispomos, nenhum outro seria capaz de gerar a autoconfiança, o espírito de grupo e bolar as estratégias que nos levaram ao título estadual.

Seja qual for o eleito para o cargo, ele será obrigado a escalar Fahel, Alessandro, Leandro Guerreiro e Lúcio Flávio. Quase meio time ‘de linha’ composto por jogadores sem a menor condição de fazer parte da equipe titular de qualquer time que pretenda ficar entre os quatro primeiros colocados da competição.

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O desempenho da equipe nas primeiras quatro rodadas me levou à ilusão de que tínhamos condições de brigar por uma vaga na Libertadores e inclusive pelo título. A queda de alguns desempenhos individuais, o desmoronamento do sentido coletivo, a desorganização tática e os erros estratégicos foram tão acentuados, que agora o ‘nível de stress’ sobe a cada rodada.

Espero que a situação se reverta ou terei que sair à cata de um bom cardiologista – talvez um mestre de yoga ou mesmo um psiquiatra.

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Biriba já tomou um Frontal e está com mais dois comprimidos fora da embalagem, prontos para a hora do jogo, porque sabe que a tarde de hoje não será coisa para torcedor desprevenido. Disse que vai tomar conta da casa na minha ausência e que eu fosse ao jogo despreocupado.

- Como é que eu posso ficar despreocupado com o time jogando essa ‘bolinha’?!
- Você tá muito exaltado, cara. Toma um frontalzinho...
- Não tem Frontal que dê jeito nessa arbitragem que vive de aposta clandestina!
- Que nada... Pode ir numa boa, Luiz. Eu tô tranquilo.
- Com três granadas dessas na cabeça você vai ficar pra lá de tranquilo...

Saudações botafoguenses!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Esperança... ainda?


O comportamento aguerrido e o sentido coletivo estiveram na Baixada. O Herrera não foi o ‘fominha’ das últimas duas partidas e o chutão pra frente não foi o mote de nossa saída de bola. Então, o que aconteceu ontem?

Aconteceu que a diretoria do Botafogo acredita que nossa zaga tem substitutos à altura da competição que disputamos. Pior, acreditam que Wellington é um jogador que mereça fazer parte do elenco de um time como o Botafogo e ainda devem achar que é jogador de nível compatível com a primeira divisão do Brasileiro. Também acreditam que: 1) Alessandro pode ajudar um time a disputar uma vaga na Libertadores; 2) Leandro Guerreiro é um volante confiável; 3) Fahel é um jogador de futebol; 4) Lúcio Flávio pode ser útil como titular do meio campo de uma equipe que almeja algo além de participar como coadjuvante da competição mais importante do país.

Não sabem que nada disso em que acreditam vai nos levar além da faixa intermediária da tabela. E não sabem que estão perdendo a chance de ir longe em uma edição de nível técnico medíocre, onde nenhuma equipe ainda demonstrou clara superioridade às outras, muito menos regularidade.

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Quando Leandro Guerreiro não abre passagem para o adversário, alguém da trupe dos apadrinhados toma o seu lugar, hoje ocupado por Lúcio Flávio. Mas Leandro não se conforma em ser coadjuvante no quesito ‘omissão’, o que o fez ficar observando, da marca do pênalti, Alex Mineiro chutar livremente da região do campo que dá nome à função que supostamente Guerreiro seria incumbido de desempenhar, a ‘cabeça-de-área’.

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Tenho certeza que Sandro Silva não se firma no time titular porque, além de não ser um apadrinhado como o é Leandro Guerreiro, Fahel, Lúcio Flávio e Alessandro, ainda tem o péssimo e infantil hábito de enfeitar jogadas. E parece ser um mal irremediável de Sandro. Se jogasse seriamente, seria disparado o melhor volante do elenco.

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Fábio Ferreira não poderia imaginar que o sujeito que marcava o Paulo Baier iria desistir do lance e que seu companheiro de zaga iria ficar plantado na quina da área como um poste, para depois do gol gesticular como se comemorasse um grande feito; Wellington é ridículo.

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Ver o Caio tentar virar sobre os adversários em TODAS as oportunidades em que tocou na bola me faz acreditar que é exatamente isso que Joel Santana pede que ele faça. O que me leva a esta conclusão é o fato de não existir nenhuma jogada de apoio à subida do atacante em momento nenhum do tempo em que fica em campo.

Imagino que as instruções sejam as seguintes: ‘Alessandro ou qualquer um: passa a bola pro Caio e ele que se vire’; ‘ Edno e Herrera: fiquem esperando, porque o Caio vai passar por dois marcadores, se desvencilhar do terceiro e entregar a bola de bandeja pra vocês’; ‘Caio, pega a bola, passa pelos dois que estão te marcando, pelo terceiro que chegar e cruza’.

O Caio deveria responder como o Garrincha: “Mas o senhor já combinou com eles?”

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O comentarista do jogo ficou surpreso com a disparidade entre o número de faltas cometidas pelas duas equipes, o Botafogo sendo umas quatro vezes mais faltoso que o adversário. Mas também pudera! O árbitro fez questão de não marcar pelo menos umas seis faltas a nosso favor, só no primeiro tempo e marcou várias a nosso desfavor, em lances onde não houve irregularidade alguma. A falta que levou à expulsão de Fahel teve uma réplica, mais violenta, sofrida por Caio, mas o ilustre homúnculo-Fifa preferiu inverter o lance dando falta CONTRA o Botafogo!!!

O árbitro da partida confirmou minhas expectativas, reveladas no texto anterior ao jogo através da afirmação de que ‘não merecíamos Paulo Cesar de Oliveira’.

Paulo Cesar de Oliveira se junta ao rol daqueles seres que não têm o mínimo apreço pela imagem que o mundo faz da inocente senhora sua mãe.

Saudações botafoguenses!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Ainda a esperança...


Espero que o jogo represente a volta do comportamento aguerrido e o sentido coletivo que nos garantiram em grande medida a conquista do título estadual. Também espero que mudemos a estratégia de jogo, dispensando os chutões pra frente, o que seria possível de imaginar, uma vez que já jogamos de forma diferente, articulando a saída de bola de forma coordenada e inteligente.

Outra esperança que tenho é a de ver o Herrera voltar a ser um sujeito que não só joga ‘para o time’ através da sua indiscutível raça, mas que também alie a ela um pouco de despojamento, servindo aos companheiros da mesma forma que fazia antes da ausência de El Loco.

O que não posso esperar é que a torcida local vibre com as jogadas do Caio ou o aplauda. Mas isso é o de menos, já que a torcida botafoguense se encarrega de dividir-se entre as duas manifestações.

Nota: Só não merecíamos o Paulo Cesar de Oliveira...

Saudações botafoguenses!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Já vi melhores peladas


Mesmo sem ter assistido aos outros jogos deste fim de semana, não seria uma aposta ruim dizer que a partida de ontem foi a pior da rodada.

Já faz algum tempo que o Botafogo não jogava de forma tão desorganizada e displicente e, pior, sem o espírito de luta e sentido coletivo que era a marca do time desde a chegada de Joel Santana. Se fosse a primeira rodada do campeonato não seria exagero dizer que o time está fadado a lutar até a última rodada contra o rebaixamento.

Se no jogo contra o Goiás houve um ‘apagão’ dos refletores, ontem o apagão foi do time.

O único jogador que mantém regularidade no nível de seu desempenho é o Somália. Mas como não é um ‘jogador decisivo’, daqueles que sozinhos ‘resolvem o problema, fica dependente do desempenho coletivo da equipe, equipe esta que continua sem um ‘matador’, um jogador que ponha a bola para dentro do gol. Ou seja, de nada nos adianta a regularidade do Somália quando a organização tática e o empenho coletivo são um desastre.

Ao contrário das características de equipes treinadas por Joel Santana, que têm como virtude ‘fazer a bola entrar’, o Botafogo das últimas duas partidas não tem feito nada que se pareça com isso.

Acredito que o incidente entre Caio e Herrera e seus desdobramentos públicos e internos tiveram grande influência para que o ‘ex-garoto’ tivesse uma atuação apagada. Caio parece abatido e não era de se esperar coisa diferente. Foi execrado por todos e ontem saiu vaiado por boa parte da torcida, sendo que as palmas prevaleceram no final. Respeito a disposição de quem achou por bem vaiá-lo, mas eu o aplaudi até que as vais cessassem.

Com relação ao Herrera, o jogo de ontem me fez acreditar fortemente que é um sujeito no mínimo contraditório. Ora, não é de se esperar que um homem que se dispõe a criticar veementemente um companheiro de equipe por excesso de individualismo se comporte da mesma forma como aquele a quem censura. No segundo tempo tentou um chute cruzado e depois se desculpou com Caio por não ter servido o parceiro de ataque (o que seria a decisão correta a meu ver), que fechava pela direita. Em seguida, a partir de um excelente passe de Edno, preferiu tentar o arremate de qualquer maneira ao invés de escorar a bola para Caio, que estava de frente para o gol, abrindo mão de dar sequência ao que poderia se transformar na melhor jogada de ataque da rodada.

(Apesar dos deslizes ainda sou grande admirador do Herrera, que tem muitos créditos aqui na casinha).

Este último lance também serve para ilustrar a minha insistência na tese de que nos falta um ‘homem-gol’, um ‘matador’, um homem de área para colocar a bola no fundo da rede.

A queda de produção de Herrera me leva a acreditar que os contratos de longa duração não geram bons efeitos no Botafogo, fato que deveria ser estudado pela diretoria, porque é uma questão de administração da relação que o clube tem com seus contratados.

Voltando ao jogo – brevemente, porque não vou torturar a todos com a lembrança do espetáculo de horror que foi visto na tarde de ontem –, resumo as coisas da seguinte forma: não perdemos porque o Vasco possui um elenco mediano e Celso Roth nos fez o favor de substituir seu melhor jogador em campo – Jefferson – quando mais nos incomodava.

Saudações botafoguenses!

sábado, 29 de maio de 2010

Guerreiro de araque


“Com certeza pensamos naquele jogo (contra o Vasco na Taça Guanabara). Temos que levar como motivação. Vamos entrar mais ligados para conseguir os três pontos. Aquele resultado ainda dói, ainda mais porque foi dentro do Engenhão.” Palavras de Leandro Guerreiro.

Os jogadores que ainda ficam remoendo a goleada sofrida frente ao Vasco deveriam nem entrar em campo amanhã. Melhor, não deveriam nem chegar perto do Engenhão, porque quem rumina a desgraça ocupa a mente com o que não interessa ao presente e contamina o ambiente com o peso morto do ressentimento.

Esse é o caso de Leandro Guerreiro, que bem poderia ter ido para o São Paulo quando tivemos a chance de nos livrar da maior enganação de todos os elencos, desde sua chegada ao clube.

Leandro não tem discernimento. Confunde raça com correria, careta com esforço e palavrório com brio. Leandro Guerreiro, livre de marcação, confunde chutão para o alto com seriedade.

‘Entrar ligado’ é exatamente o que Leandro Guerreiro NÃO vai fazer. Essa não é a dele.

Eu ‘estava ligado’ no jogo em que perdemos para o Vasco quando Leandro Guerreiro deixou Philipe Coutinho escapar para fazer um dos gols vascaínos. Na quarta-feira passada eu também ‘estava ligado’ quando ele repetiu a ‘não-ação’ no jogo contra o Cruzeiro, não acompanhando Thiago Ribeiro, nem que fosse para tentar atrapalhar a conclusão do adversário, o que seria de se esperar de um jogador qualquer que preste, principalmente um que é retratado como ‘guerreiro’.

Existe no Youtube uma compilação de várias falhas de Guerreiro, falhas que nos causaram grandes males, como a ‘cercadinha’ no Renato Augusto em 2007. Leandro é um especialista nisso: está ‘marcando’ um jogador (geralmente de longe), o sujeito vai e Leandro Guerreiro fica.

Espero que amanhã os adversários ‘não vão’, porque, se forem, Leandro Guerreiro certamente ‘ficará’.

O único benefício que Leandro Guerreiro traz ao torcedor botafoguense é a liberdade que dá aos adversários para o arremate de fora da área, garantindo ao espetáculo as defesas fantásticas de Jefferson.

Leandro Guerreiro como ‘Símbolo de Raça’ é a piada mais sem graça que o mundo já conheceu, desde a invenção da piada.

Saudações botafoguenses!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Três pontos fora do balaio


A opção por começar a partida em um 3-6-1 poderia ter dado certo se a arbitragem deixasse e se o Renato não fosse um cobrador de pênaltis à la Victor Simões. Começaríamos o segundo tempo jogando contra um adversário tentando obter a vitória e usando os contra-ataques que nos têm garantido bons resultados.

Mas o time não se abateu na adversidade e teve garra, determinação e organização suficientes para pressionar o adversário até o final.

Um fato que me chamou a atenção foi a declaração de Renato dizendo que teve bom rendimento nos treinamentos de cobranças de pênaltis. Como o jogador não disse que sua cobrança no jogo de ontem foi péssima, imagino que tenha sido algo semelhante ao que treina. Acreditando no que diz o jogador, concluo que Renato treina contra um boneco.

Lúcio Flávio parece ter feito escola no Botafogo, pois Renato cobrou como se fosse um legítimo Lúcio Flávio, nosso eterno capitão e perdedor de pênaltis aposentado.

Espero que Lúcio Flávio jamais volte a cobrar pênaltis pelo Botafogo, mas não esperava que abrisse mão de bater uma falta no local exato em que marcou um belo gol na partida anterior. Um time que vem jogando com jeito de vencedor não pode se dar ao luxo de ficar cultivando o azar, deixando o comando em campo aos cuidados de um jogador omisso em todos os sentidos e momentos.

Se Sandro Silva falhou, se Fahel não sabia o que fazer – pois não tinha a quem marcar individualmente –, foi Leandro Guerreiro quem desistiu de acompanhar o jogador que estava marcando, deixando-o livre para fazer o gol como bem entendesse. Sempre ele, o eternamente combativo, porém, lento, fraco, displicente, limitado e funcionário vitalício do Botafogo de Futebol e Regatas. Que me perdoem seus admiradores, mas, na minha opinião, Leandro Guerreiro é e sempre será prenúncio de más notícias.

Edno desperdiçou mais uma chance de provar que eu estava certo em apostar no seu futebol; perdi todas as fichas. Alex não se intimidou com a responsabilidade a ele confiada, mas na hora de conferir não conferiu, demonstrando ser mais um ‘carimbador de goleiros’. (Não temos um ‘matador’ no time principal e nem entre os reservas).

Jefferson não teve chances para fazer defesas espetaculares, pois o Cruzeiro esteve pouco inspirado e, não fosse uma falha tripla dos que deveriam cobrir a zaga, sairia de campo zerado.

Antonio Carlos e Fábio Ferreira continuam confiáveis.

Somália continua sendo a grata surpresa do ano e Alessandro tem correspondido dentro de suas limitações.

Marcelo Cordeiro é tão inconstante quanto Lúcio Flávio e Diguinho parece acreditar que o corte de cabelo do Ganso é o que garante o futebol do santista. Esse Diguinho é um sonhador; entrou bocejando e saiu dormindo.

Na ausência dos atacantes titulares, sinto falta de pelo menos seis jogadores realmente confiáveis.

Como os outros times dão mostra de que o nível é mediano e o elenco botafoguense demonstra disposição física e mental de vencedores, com mais uns três reforços de bom nível somados a um meia-atacante de peso, teremos uma equipe lutando pelo título.

Mas será que virão estes reforços?

Saudações botafoguenses!

Bandeira familiar


Se a partida de ontem tivesse transcorrido de maneira normal, meu prognóstico de que o Botafogo venceria no ‘photochart’ poderia estar correto. Mas como o Botafogo foi impedido pela arbitragem de ter dois gols legítimos assinalados a seu favor, o resultado oficial da partida não correspondeu ao meu palpite. Mas o ‘prognóstico’ ou palpite não tem importância, não é uma coisa que deva ser levada a sério, pois trata-se de uma brincadeira.

O que precisa ser levado a sério, e muito, é o fato de que o Botafogo ficou sem os três pontos que muito bem lhe cabiam, pois foi prejudicado sistematicamente pela arbitragem. Digo ‘sistematicamente’ porque foram dois erros idênticos, um em cada etapa da partida. Erros grosseiros, diga-se.

Por duas vezes estivemos no mano a mano com o goleiro e os ‘auxiliares’ (do árbitro principal ou do Cruzeiro?) nos impediram de converter dois gols feitos.

É fácil ter sucesso no futebol utilizando a linha de impedimento, quando os árbitros auxiliares dão uma mãzinha toda vez que a ‘linha burra’ é feita de maneira não inteligente. E também fica parecendo simples uma equipe se manter na parte de cima da tabela, quando tem o auxílio da arbitragem para impedir que um adversário marque, sempre que fique em condições claras de fazer um gol.

Se o Cruzeiro é apontado como um forte concorrente ao título, que dirá o Botafogo, que, mesmo jogando desfalcado de importantes jogadores e enfrentando um adversário com seu time titular completo e em casa, poderia muito bem ter acabado o primeiro tempo da partida em vantagem no placar, não fosse a interferência decisiva da arbitragem e a deficiência técnica do cobrador de pênaltis alvinegro.

Começando o segundo tempo em vantagem, seria o Cruzeiro a sair em busca do resultado e o Botafogo a administrar o placar, explorando os contra-ataques.

Mesmo em desvantagem o Botafogo se portou como um time que não está interessado em uma posição no meio da tabela.

Fico imaginando o tamanho da ‘tragédia’ que assolaria o Cruzeiro no caso de não vencer o Botafogo, pois os árbitros auxiliares atuaram como se estivessem realmente evitando uma hecatombe.

Saudações botafoguenses!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Edno e Alex ou 3-6-1?

(Jovial Colt, dirigido por J. Ventura; Foto: Roberto Micka - brasilturfe.com.br)

Acho que Joel vai de Edno e Alex.

Renato já demonstrou que sabe chegar ao ataque e Lúcio Flávio era bom nisso não faz muito tempo. Seria má ideia jogar com um monte de gente ocupando o meio, apostando e esperando que os laterais estejam em noite inspirada?

Se for realmente utilizar o jovem da base, seria teoricamente melhor lançá-lo aos leões logo de começo ao invés de no decorrer da partida?

Optando por lançá-lo de início ficaríamos sem a opção da ‘mudança aos 30 do segundo tempo’, a não ser que o Júnior esteja no banco e/ou o Marcelo Cordeiro entre com disposição de final de campeonato, o que não é novidade para o MC. Isso muda o sabor da vitória?

Bem, quem decide é o treinador e os que entrarem em campo vestindo A Camisa terão meu apoio e a torcida de sempre.

Acredito em uma vitória no ‘photochart’, apesar de achar que o empate é bom negócio.

Saudações botafoguenses!

O mais jovem ‘boi de piranha’ da história



As declarações de Joel Santana sobre a troca de empurrões entre Caio e Herrera foram no mínimo lamentáveis (veja as imagens originais aqui). Pode-se concluir através da entrevista que nosso treinador fez o papel de porta-voz do clube.

Ele atribuiu a culpa pelo incidente a Caio – e supostamente seu excesso de individualismo – e omitiu a evidente responsabilidade que caberia à diretoria e a todos que administram a gerência de futebol do clube, além de eximir de culpa a si mesmo e Herrera. Não só isentou como também elogiou este último – um sujeito certamente digno de elogios entusiasmados, diga-se! –, mas que foi co-protagonista no episódio.

Joel Santana diz que Caio não é um ‘garoto’, que insistem em tratá-lo desta forma, mas que já é um ‘homem’. Ora, não foi a imprensa ou a torcida que forjou o conceito de Caio como um ‘garoto’, mas, sim, o próprio treinador, que o paparicou e o blindou desde o começo chamando-o de ‘filho’, ‘xodó’ e, inclusive, ‘garoto’.

A acentuação do individualismo de Caio foi notada desde a primeira partida como titular e, como não houve mudança ou comentário oficial a respeito, tudo indicava que nada havia sido feito para reverter esta situação, o que me fazia pensar que os responsáveis pela preparação da equipe não consideravam um problema essa disposição do Caio.

Mas o meu entendimento sobre o desdobramento dos fatos mudou radicalmente desde que nosso treinador veio a público dizer que já havia ‘avisado’ ao Caio (suponho obviamente que trata-se aqui de ‘alertar’ sobre o excesso de individualismo).

Se era um problema já detectado pelos responsáveis pela preparação da equipe e que incomodava o grupo e o ambiente de treinamentos de forma tão acentuada a ponto de levar a uma troca de desaforos e empurrões, porque ninguém hierarquicamente superior aos jogadores interveio para que não chegássemos ao lamentável desfecho?

Será que Herrera é retratado na entrevista como um sujeito ‘firme’ e ‘direto ao assunto’ por ter feito dentro de campo o que os dirigentes não tiveram pulso ou coragem para fazer fora dele, ou porque tem um contrato de quatro anos assinado com o clube? Ou será que foi por ambos os motivos? Ou, talvez, somado a tudo isso teria pesado o fato de a torcida ter ficado ao seu lado e contra o Caio, o que possivelmente teria levado à uma opção oportunista da diretoria por ‘jogar para a torcida’ ao invés de encarar a situação de forma justa?

Além disso, por que só agora Caio passa ‘instantaneamente’ a ser considerado um homem?

Precisavam de um cidadão imputável? Precisavam de um ‘homem’ apto a responder pelos próprios atos para servir de bode expiatório, encobrindo a falta de comando que não evitou o pior? Era isso?

Precisavam ser tão covardes e dissimulados para resolver um problema disciplinar? A que tipo de expedientes recorrerão quando se depararem com questões mais graves que uma troca de empurrões?

Acredito que entre Caio e Herrera as coisas não passarão de um punhado de palavrões e um empurrão de lá e cá. São jovens e creio que tenham bom senso e inteligência suficientes para superar o desgaste. Entre ambos e o grupo também acho que o fato já foi digerido.

Mas entre Caio e o Botafogo, entre o ‘filho’ e o ‘papai’, nunca mais a relação será a mesma.

***

Deixando o ‘romantismo’ de lado, arrisco dizer que a relação entre um clube e um jogador com quatro anos de contrato não é a mesma que existe entre outro que tenha muito menos tempo de vínculo.

Quando achava que Caio deixaria o Botafogo ao final do ano, nem imaginei enxergar a janela de meio de ano tão escancarada quanto enxergo agora.

Saudações botafoguenses!

PS: As declarações de Anderson Barros sobre o caso não foram dignas de comentário porque o Sr. Anderson Barros não é digno de comentários meus.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Combate e mais três pontos

Caio se apaixona pelo mundo dos rings:
"Se eu soubesse que era tão bom, teria ficado com ela (a bola) só pra mim..."


("Vou me agarrar a essa chance. Se entrar desde o começo, ninguém me tira desse time!")

Caio é um driblador, um jogador cujos atributos individuais, sua habilidade e velocidade, são o que o diferenciam e fazem dele o que é: um sujeito que cria jogadas de grande perigo, um jogador que ‘fura’ defesas. Prender a bola faz parte do repertório de jogadores com estas características.

E o Caio nunca enganou ninguém. Além de ser um driblador ele sempre foi um individualista convicto, tendo sua natureza contida enquanto lutava por uma vaga no time titular.

A saída de El Loco serviu para que seu individualismo nato aflorasse ainda mais e o jogador, que já desperdiçava oportunidades de servir ao conjunto desde sua estreia como profissional, começou a desperdiçá-las mais e mais, até o momento em que o obsessivamente devotado Herrera não suportou mais e explodiu.

Herrera já havia indicado que era um jogador que trabalha coletivamente e não admitia postura diferente desta ao se enfurecer por não ter recebido um passe de Renato, num jogo em que perdíamos por 6 x 0.

Se ao prender demais a bola, perder oportunidades de contra-ataques e tentar marcar ‘o seu’ em uma partida com o resultado aparentemente definido Caio parecia ‘estar exagerando’ aos olhos de Herrera e parte da torcida, que estes não exagerassem na intensidade da reprimenda.

Mas como pedir a Herrera que não exagere? Porque, para o bem ou para o mal, Herrera exagera e será sempre um exagerado!

Apesar da reação de Herrera ser desmedida e a troca de empurrões, inaceitável, a bronca veio em boa hora.

Primeiro, porque o jogo estava ganho e mais adiante na competição o excesso de individualismo de Caio poderia acabar nos prejudicando em um momento decisivo.

Segundo, porque estamos no começo da competição e o episódio serve para sabermos se o elenco está unido o suficiente para ser capaz de superar atritos internos como o de ontem, enquanto ainda há tempo para se reestruturar ou reconstruir o fator psicológico se necessário.

E, terceiro, para observarmos a forma como a diretoria lida com problemas disciplinares e de relacionamento.

A diretoria acertou ao reagir com presteza, mas acho que erraram na dose ou no ‘remédio’. Considero a aplicação de multa uma falácia, uma vez que suponho ser ilegal, ou seja, parte de uma encenação. Sinceramente, não sei quais deveriam ser as punições, uma vez que, no meu entender, a extensão do prejuízo nos imputado pela arbitragem é muito maior do que o deslize dos jogadores.

Acredito que dê para saber como o episódio afetou o ambiente do grupo já neste próximo jogo. Meu palpite é que o elenco está bem unido e a ‘briguinha’ entre os dois acaba por reforçar o pacto entre os jogadores, e travar um pouco o possível ‘estrelismo’ da ainda promessa, Caio.

A relação entre os dois deve ficar estremecida, mesmo que Caio tenha declarado o contrário, e acho que só melhora de verdade com a volta de Sebastián Abreu.

* * *

Espero que não convençam o Caio a passar todas as bolas de primeira, mas também espero que ele entenda que estamos em terceiro lugar porque o Avaí tem melhor saldo de gols.

Ao Herrera pediria que pense duas vezes antes de ‘explodir’, colocando o Botafogo em risco como fez na final do Carioca e agora, ao nos desfalcar contra o Cruzeiro.

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Discordo da decisão por expulsar os jogadores. No meu entender, Caio e Herrera não se agrediram e também não percebi atitude antiesportiva grave.

Considero a arbitragem no Brasil excessivamente impressionável com relação a desavenças ‘com bola parada’. Um exemplo disso foram as duas primeiras expulsões no segundo jogo das finais do Campeonato Paulista, perfeitamente inaceitáveis. No futebol europeu empurrões se dão aos montes e discussões idem, mas não vejo os árbitros expulsando jogadores por isso. Um cartão amarelo para o Herrera ficaria de bom tamanho.

* * *

Sobre a partida, o que me causou grande surpresa positivamente foi o rendimento físico da equipe e o rendimento técnico de Lúcio Flávio. A equipe continua mantendo a pegada característica, mas Jefferson sempre é forçado a ser uma peça fundamental, pois é posto constantemente à prova por um sistema de proteção à zaga perfeitamente débil. Mas a vitória não pode ser contestada. Afinal, o goleiro que fecha o gol é o nosso.

* * *

Não concordo com as vaias da torcida ao Caio em um jogo que ganhávamos por 3 x 0 e ele, mal ou bem - muito mais pro lado do 'bem' do que o contrário -, participou ativamente do jogo e de todas as jogadas que levaram aos nossos gols. Vejo o episódio das vaias como uma manifestação surgida no calor da hora, portanto precipitada, pois, se pensada, demonstraria falta de compreensão e de visão de jogo.

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Acho que a possível vinda do Jobson está diretamente ligada a uma provável ida do Caio, na janela do meio do ano.

* * *

Debuts: Somália faz seu primeiro gol pelo Botafogo; Lúcio Flávio joga bem depois de sua volta; Caio foi vaiado pela torcida.

Saudações botafoguenses!

sábado, 22 de maio de 2010

O método do Biriba


- E o jogo de hoje?
- Não tô animado, não.
- Tá com medo da chuva?
- Não sei , não...
- A gente joga bem com o campo molhado.
- Não tem nada a ver com isso.
- Teu joelho que dói em dia que a gente ganha jogo não tá doendo hoje?
- Ele não tá doendo, mas isso não tem nada a ver...
- Depois que você quebrou o outro, ferrou com o teu ‘partidômetro’, né? Dói tudo...
- Deixa de ser cínico, Biriba!
- Cínico, nada. Foi só você quebrar esse joelho que a gente se livrou do rebaixamento e papou o estadual.
- Que conversa fiada.
- Que fiada, que nada. Agora que teu joelho que quebrou tá mais ferrado que o outro, a gente não para de ser feliz.
- Para de rir da desgraça alheia, Biriba!
- Não é desgraça, não. Quer ver?
- ...
- Sempre que o teu joelho bichado antigo doía, a gente ganhava, não é mesmo?
- É.
- O joelho bichado novo dói mais que outro?
- Não, mas dói com mais freqüência.
- .,.,.,.,.,.,.,.,.,.,.,.,.,.,.,.,.,... Isso quer dizer o quê?
- Quer dizer que passa mais tempo doendo.
- Então!
- Então o quê?
- Então que agora que o teu joelho bichado novo passa mais tempo doendo que o antigo, a gente anda ganhando mais!
- E o que você quer dizer com isso?
- Eu quero dizer que eu quero que você quebre aquele joelho antigo de novo pra doer igual ao joelho bichado novo, que aí não tem erro: Fogão, campeão brasileiro!!!
- Ficou maluco? E a minha dor?
- O que é um joelho quebrado comparado com a alegria de ver o Fogão campeão, Luiz?
- Você tomou o seu Frontal, hoje?
- Que Frontal, que nada!
- ?!
- EU VOU QUEBRAR ESSE JOELHO É AGORA!!!
- SAI DE PERTO DE MIM, SEU MALUCO!
- NÃO VAI DOER NADA!
- LARGA ESSA CADEIRA, CACHORRO DESGRAÇADO!
- GRRRRRRR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


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- Agora como é que eu vou ao jogo com esse braço quebrado?
- Era pra quebrar o joelho, você botou o braço na frente porque quis.
- Você precisa ser internado...
- Se de perna quebrada você ia a jogo, esse bracinho engessado aí tá parecendo desculpa pra não pegar chuva.
- Afff!
- Tá nervoso?
- &#$%@*&%$@&!!!!!!!!

Saudações botafoguenses!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Simples assim...


“O Goiás é um adversário difícil e perigoso”, declarou Joel Santana ao globoesporte.com.

Joel qualifica todos os adversários como ‘perigosos’. Parece simples e é. Porque não existe adversário que não o seja. Se não fosse assim, não seria adjetivado desta maneira.

“Quando nosso time relaxa, pode perder para qualquer adversário”, ensina o treinador.

Felizmente esta forma de encarar os adversários e a si próprios está enraizada no time. Tanto é que Alessandro já sabe o que fazer e explica dizendo que “Precisamos entrar em campo com bastante atenção para não sermos surpreendidos”. Simples, não é mesmo?

E isso não demonstra uma maneira medrosa de encarar os desafios, muito pelo contrário. É a postura esportiva encontrada por Joel para que seus jogadores superem os adversários, vencendo-os com disciplina mental e inteligência literalmente pura e simples.

Porque Joel também afirma que “Quando estamos bem, enfrentamos todos de igual para igual”. Simples e fundamental.

Acabou o tempo dos treinadores que diziam coisas do tipo “Nós não podíamos perder essa partida” e “Um time que leva um gol desses não merece ser campeão”, dois absurdos ditos por Cuca depois da derrota por 1 x 0, na primeira partida das finais do Carioca de 2008. Simples, improducente e, no final das contas, ridículo.

Desde sua chegada Joel Santana consegue fazer com que nosso limitado elenco (limitado como um todo e que se supera formando um conjunto coeso a partir deste mesmo ‘todo’) se supere a cada partida, e também me livra circunstancialmente de uma saudade do futuro.

* * *


Para o time titular só nos faltam quatro jogadores... Que o Maicosuel seja um deles.

Saudações botafoguenses!