
Saí de casa para aplaudir o Botafogo, o Campeão Carioca, mas cheguei praticamente em cima da hora do jogo e não vi grande parte das homenagens. Mas a minha intenção principal era me juntar aos que fossem ao Engenhão mostrar gratidão pelos que lutaram para nos garantir mais um troféu nas prateleiras do Salão e acho que consegui um pouco disso durante a partida. Era só isso mesmo: gritar ‘É Campeão’, ao invés de ‘Gol!’, como noticiou o aparelho de propaganda urubu.
Como era dia de festa, eu podia mudar de lugar o quanto quisesse sem gastar superstição à toa. Mas acabei ficando do mesmo lado, garantindo nossa defesa no primeiro tempo e secando o gol corinthiano no segundo.
Para o meu paladar vaiar é bom, mas aplaudir é que é gostoso. Ou seja, infernizar o Souza não é mau, mas aplaudir e gritar o nome dos nossos é muito melhor. E não faltou oportunidade.
O jogo teve vários momentos de tensão, apesar de ser um ‘amistoso’. Os homens de frente cumpriram sua função e Jefferson garantiu o placar.
A arbitragem não deixou El Loco marcar pela segunda vez e o Caio fazer o seu. Mas, cá entre nós, seria deselegante meter cinco gols num convidado, que trouxe um time mixto para prestigiar nossa festa. Ficou de bom tamanho.
Agora é voltar ao batente e pensar no Brasileiro, porque o caminho é longo e todos sabem que o time chegou no seu limite, que é a divisa do Estado do Rio.
Que o coração do Maicosuel volte a bater deste lado do oceano.
* * *
Acho que estou me habituando demais às defesas espetaculares do Jefferson – ou foi o efeito de ser um amistoso –, pois eu torcia para que um adversário acertasse um tirambaço só pra ver ‘A Parede’ em ação. E ontem o Jefferson não deixou de fazer das suas.
* * *
A torcida parece mais apegada ao fato de o Joel ter sido um dos protagonistas da campanha vencedora e de ter acabado do nosso lado – até o momento –, do que às declarações pouco felizes.
* * *
Estou aliviado pelo fato de saber que Lúcio Flávio se recuperou da grave lesão em seu dedo mínimo a tempo de jogar o amistoso e de erguer a Taça no domingo passado sem a necessidade de um curativo que enfeiasse a foto.
* * *
O uniforme ‘engraçado’, quem diria?, acabou iniciando e fechando os trabalhos, pois foi com ele que fomos ao fundo do poço e comemoramos o final feliz. Falei tão mal do coitado, chamei de roupa de palhaço, mas agora quero uma camisa daquelas como recordação. Até porque se algum torcedor quiser uma camisa igual a que foi usada durante a campanha, ou, para ‘facilitar’, a que foi usada na final – ou no final, porque não houve ‘uma’ final, não é mesmo? –, até o momento vai ficar mesmo é na vontade.
É assim que se fazem bons negócios segundo a cartilha do Presidente Assumpção.
Nota: Fico devendo, por enquanto, as fotos do Renan, Alex, Júnior e Jorge Luís, na montagem/homenagem.
Saudações alvinegras!












