
Só agora posso saudar o time pela vitória de segunda-feira. Vitória dentro de campo, porque fora dele perdemos um dos nossos, grandiosa figura.
Apesar de o Boavista não ter sido um adversário que representasse um real teste para a evolução da equipe, podemos dizer que o time jogou bem. O toque de bola no meio campo continua com um bom nível, e criamos tramas de ataque mais variadas. Estão de parabéns!
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Primeiro tempo ‘preguiçoso’, apesar de algumas oportunidades não aproveitadas. Chega a ser repetitivo.
As saídas de bola ainda arranham um pouco, principalmente quando Fahel é acionado para cumprir esta função e afoitamente despacha a bola para frente sem necessidade. Mas acredito que até isso vá melhorar.
O espírito de luta continua sendo um elemento fundamental para a regularidade da equipe.
Parece até que Leandro Guerreiro – um símbolo deste espírito de luta desde o ano passado – leu minha crítica em relação a ele, pois se apresentou como se realmente quisesse ser campeão, jogando com ‘sede de vitória’. O problema é quando precisamos dele em momentos decisivos no setor defensivo. Se foi ótimo ao fazer uma jogada de fundo perfeita para o nosso terceiro gol, na hora do mano a mano revelou ainda ser o Leandro Guerreiro que não me inspira confiança.
A saída de Somália foi exemplar para sabermos o quanto o lado direito cai de rendimento com a sua ausência. Sandro Silva sempre fará melhor figura toda vez que se concentrar em apenas jogar futebol, deixando de lado as firulas desnecessárias.
Com a regularidade de um relógio, a entrada de Caio, seja no lugar de quem for ou em qualquer momento da partida, melhora a equipe, e as oportunidades de gol, quando não aumentam em quantidade, tornam-se mais efetivas.
Para os que acham que Edno só pode jogar no ataque, o terceiro gol botafoguense serve como exemplo da ótima visão de jogo do excelente reforço.
Destaque para o golaço de Marcelo Cordeiro, que muito oportunamente homenageou o já saudoso mestre do jornalismo brasileiro, o ilustre botafoguense, Armando Nogueira. Esse MC Cordeiro é esperto toda vida...
Este gol serve como exemplo para qualidades do elenco que vez por outra têm destaque por aqui, que são o espírito de luta de Herrera e sua ótima participação nas transições e a visão de jogo de Loco Abreu, que muitos consideram ser apenas um perna-de-pau que sabe cabecear. Mesmo com uma técnica ‘terrestre’ bastante sofrível, diga-se, Loco Abreu sempre participa das partidas de maneira inteligente, tanto no alto quanto nas jogadas pelo chão, fora a sua presença de espírito e comportamento astuto.
Mais três pontos e o direito de estar entre os quatro semifinalistas da Taça.
Mais uma vez, parabéns a todos!
Saudações botafoguenses!
PS: Na torcida para que a atual diretoria não resolva fazer uma boquinha com o ‘co-irmão’ da vez.