(Foto: Paulo Sérgio, Lancenet)
O atual campeão carioca caiu diante do Botafogo, que, de virada, derrubou o império do amor e continua na disputa pela Taça Guanabara. Mas isso é o óbvio.
Extraordinário, mesmo, foi os onze jogadores do Botafogo conseguirem vencer os habituais catorze que jogam do outro lado. E para conseguir essa façanha foram muito espertos: não encostaram em nenhum jogador flamengo dentro da área, deixando o show por conta de Jefferson e suas defesas espetaculares. (Quase que ele pega a bolinha que entrou... Culpa da luva).
Na verdade eram doze, porque somente o índio do apito, o comanche, estava jogando contra. Sem oportunidade para marcar um penaltizinho que fosse, o índio estadunidense foi à loucura, marcou um monte de faltinhas perto da nossa área – o que não acontecia do outro lado – e acabou inventando uma expulsão para o Fahel. Mas o guarani que estava na lateral do campo consertou tudo. O Cone Sul é uma maravilha!
E quê torcida é essa? É lógico que é a torcida do Botafogo! Aquela que em muito menor quantidade ficou noventa minutos ao lado do time. Isso é qualidade. O que não é nenhuma novidade.
Os jogadores estão de parabéns pelo espírito de luta e o Joel por conseguir fazer oito amadores em potencial jogarem como profissionais.
Só gostaria de saber até quando um zagueiro irá jogar como meia e os melhores continuarão no banco.
(Foto: Cleber Mendes, Lancenet)Solicitações e agradecimentos:
- Fabio Ferreira: Meu camarada, por favor, simplifique.
- Marcelo Cordeiro: Se empolgue, vibre, isso é natural. Afinal, você fez um gol em jogo decisivo. Estufou a rede! Mas o gol que você fez começou com um lançamento do Lucio Flavio, uma escorada do Loco Abreu e um tirambaço do Herrera. Então, por favor, comemore com seus companheiros de time antes de homenagear a histórica camisa de número seis, que já vestiu um titular da seleção mundial de todos os tempos e outro, da seleção dos melhores jogadores da Copa do Mundo de 1978. Estamos todos torcendo por você, e os seus camaradas em campo vão gostar de serem os primeiros a comemorar seus gols contigo.
- Caio, moleque bom! Continue assim, que o povo agradece.
- Herrera e Loco Abreu: Muchisísimas Grácias! O blog, que tinha diagramação rigorosamente em preto e branco, agora tem links azul celeste. Isso porque é um prazer tê-los conosco.
- Renato: Calma meu irmão. Você ainda será o titular da camisa dez.
- Jefferson, ‘A Parede’: Desde 2007 o que pesou a nosso desfavor nas decisões foi a disparidade entre os goleiros. Agora isso não existe mais. Mas troca essa luva aí, Jefferson! Ou então dê um jeito naquela costura em que a bola resvalou, no lance do gol flamengo. Você e todos nós merecíamos aquela defesa também.
- Joel Santana: O senhor é que sabe, seu Joel. O senhor conseguiu instaurar o celibato no império do amor. Não vou fazer nenhuma sugestão a um sujeito que acabou com o tesão de uma nação arquirrival. Ah, e obrigado por ter chamado o juiz de ‘covarde’. Deixa que eu chamo o cara de ladrão; não pegaria bem o senhor ter esse tipo de atitude e sei que isso contou para sua sábia decisão.
(Foto: Paulo Sérgio, Lancenet)- O botineiro de meia tigela, Juan, disse, ao final da partida, que o time do Flamengo era superior, mas o Botafogo jogou com inteligência e acabou vencendo. Eu prefiro o raciocínio do El Loco Abreu, que ensina: “Futebol é assim: é jogado, não é falado.”
- Só se fala por aí no toque de mão do El Loco. Mas a botinada que o Juan deu no Caio, e que originou a falta que levou ao gol, não foi motivo pra cartão. O empurrão que jogou o Caio pra fora do campo pela linha de fundo nem falta foi, na ótica do comanche. O pontapé que Leonardo Moura aplicou em Caio – sempre ele – se tornou um arremesso lateral em favor do time do índio – um caso notável de um comanche ajudando um moicano. Alessandro recebeu cartão amarelo por uma falta igualzinha a que fez Álvaro – trinta segundos depois – em Loco Abreu, e que não motivou o segundo cartão pro zagueiro flamengo. Toró, ‘o cadeirudo’, deu uma cotovelada em Marcelo Cordeiro e só faltou o juiz comanche abrir contagem de dez, felicitar o agressor e pedir um autógrafo. Ou seja, esse comanche é um índio ladrão, que coloca a própria mãe em desgraça na boca do povo. Se cai nas mãos dos xavantes...
- Os bandeirinhas estão de parabéns: marcaram os impedimentos corretamente e não inventaram nenhum contra nós. São guaranis.
- O Andrade pode continuar dormindo tranquilo, porque só verá o El Loco no próximo turno. (Com todo o respeito ao Andrade, a quem admiro, mas o Biriba insistiu pra que eu relembrasse a facilidade que o treinador flamengo tem para pegar no sono).
- O zagueiro Álvaro, antes da partida de ontem, declarou o seguinte:
“Adoro jogar contra equipes que tem esse tipo de jogo (aéreo) forte. Me doutrinei no futebol assim. Você joga no futebol europeu e aprende o quanto isso é importante.” Parece que a doutrina não foi bem assimilada por Álvaro. (o grifo é nosso).
- Agora resta à flapress colocar a culpa no carnaval, na cachaça ou nos aditivos não mencionáveis. E por mencionar o não mencionável, uma perguntinha: teve exame antidoping para a turma do camarote da Brahma?
Mas o fato a ser novamente destacado é que o Botafogo está na final. E é isso o que interessa.
Saudações botafoguenses!
(‘Peguei’ essa foto lá no Fogo Eterno.
Nem pedi permissão ao Marcelo Pereira,
mas acho que ele não vai se chatear com isso.
Não dava pra deixar esse negócio de fora)."É o samba-love, meu irmão!"