domingo, 7 de fevereiro de 2010

Primeiro jogo decisivo de 2010


O Botafogo é um clube de contrastes. Não é à toa que nossas cores são o preto e o branco: o cúmulo do contraste. Nosso time é craque em revelar craques, mas de vez em quando nos vem um Marcio Teodoro, um Emerson...

Hoje, por exemplo, teremos no mesmo time: de um lado, Jefferson, Loco Abreu, Caio e Fábio Ferreira – estou dando uma força pro cara, porque não é fácil andar com morcego e acordar no prumo e ele tem feito isso; do outro, Wellington, Alessandro, Fahel, Leandro Guerreiro, Eduardo, Marcelo Cordeiro e Lucio Flavio.

Comparando as qualidades de cada um em separado, e dando notas de um a dez, ficaria mais ou menos assim (vou incluir o Herrera, pra elevar o nível um tantinho):

1) Técnica:
- Jefferson: 10
- Fahel: 0

2) Virilidade:
- Fabio Ferreira: 10
- Wellington: 0

3) Visão de jogo:
- Loco Abreu: 10
- Leandro Guerreiro: 0

4) Espírito de luta e brio:
- Herrera: 10
- Lucio Flavio: 0

5) Velocidade, objetividade e capacidade de raciocínio:
- Caio: 10
- Alessandro + Marcelo Cordeiro + Eduardo: 0

Não é um universo de contrastes?

* * *

- Tava crente que você ia falar de yin e yang, da natureza do universo, de forças opostas complementares. Falar de contrastes em um outro nível...
- Que conversa mole do cacete, Biriba! Me admira você.
- Você é que vem com esse papo de contrastes e monta um esqueminha idiota de comparações inúteis.
- Queria o que?
- Você podia falar que o Resende também tem uma estrela, que é preta, e que eles se inspiraram no Botafogo. É como se fosse a outra face da mesma moeda!
- Ih, caramba... Você não tá bem, não, cara.
- O seu papo é que não leva a nada. É pura retórica.
- Retórica? Ih, o cara... Você tá estranho hoje, meu irmão.
- Eu tava era pensando.
- No que?
- Por que você escreve essas besteiras?
- Que besteiras?
- Começa com um papo de contrastes, faz uma tabelinha, dá notinhas...
- Falta do que fazer.
- Arruma um serviço, então, cara!
- Já estou trabalhando demais.
- Então é isso: falta do ócio criativo.
- Pode ser. Mas você não acha que o time é muito desigual?
- Acho.
- Então por que tá reclamando do que eu escrevi?
- Não é reclamação, é outra coisa.
- Que coisa, Biriba? Hoje é dia de jogo e você com esse papo de ‘outra coisa’, yin e yang, de ‘outra face da mesma moeda’!
- A ‘outra coisa’ é o jogo de hoje, mesmo.
- E o quê que tem?
- Ando meio preocupado.
- Com o que?
- É o primeiro jogo decisivo do ano.
- E dái?
- Daí que o time tá uma droga.
- Mas o time deles também é uma droga.
- O problema é esse.
- ?...

* * *

- Eu acho que o Loco Abreu vai desencantar de vez, Biriba.
- Por que?
- Porque a soma dos dígitos da data de hoje dá 19.
- Mas esse é o número da camisa do Herrera!
- Ih... É mesmo.
- Você é muito burro, mesmo, hein!

Saudações alvinegras!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

O Professor


Não fiquei pra ver o jogo do Fluminense na rodada dupla do Maraca, porque o horário não permitia, já que tinha compromisso no dia seguinte pela manhã. Acabei perdendo a zoação muito esperta e bem humorada da Loucos pelo Botafogo pra cima do Fluminense, que soube através do amigo Francisco Lima, numa seção de comentários do Cantinho Botafoguense.

Mas foi ótimo ter ‘sucumbido’ à responsabilidade profissional, pois encontrei um amigo que vejo raramente, o que também me garantiu uma carona pra casa. Ou seja, a volta foi muito agradável.

O jogo nem tanto.

* * *

Os defeitos do time continuam os mesmos. Apesar disso, dá pra perceber que a mão de Joel Santana é bem comandada, porque aparentemente todos os problemas táticos foram diminuídos.

A defesa estava menos desguarnecida e o meio-campo tocava melhor a bola, que chegou mais vezes ao ataque, e de forma mais ‘clara’ para os atacantes.

E mesmo assim, ainda estamos muito mal.

* * *

Já disse anteriormente que considero o Joel um craque em analisar jogadores e tirar o melhor de cada um. Pois ele fez isso direitinho.

Pro Fahel deve ter dito:
- Meu filho, você vai marcar o camisa nove. Só faça isso, tá?
- E se o Leandro já estiver marcando o cara?
- Aí você marca o oito.

Fahel fez o que Joel pediu e não ficou com a cabeça virando de um lado pro outro sem saber pra onde ir.

Pro Leandro Guerreiro deve ter dito:
- Meu filho, você cola no número oito. Só faça isso, tá?
- Mas e se o Fahel já estiver marcando o oito?
- Aí você marca o nove.

E seguiu, instruindo um a um, seus jogadores:

- Fabio, você fica na sobra.
- Na sobra de quem professor?
- Não importa, vai sempre sobrar pra você.
- Tá certo, professor – responde baixinho, resignado, mas confiando no mestre e percebendo ali a proposta de um pacto de cavalheiros.
- Antonio Carlos, você dá o primeiro combate.
- E se eu perder o lance?
- Já combinei tudo com o Fabio.
- Entendi.
- Alessandro e Marcelo, venham cá, meus filhos.
- Quer falar com a gente, professor? Quer falar sobre o jogo?
- ...
- O quê que é?
- Bem, vocês atacam, mas tentem voltar – orienta Joel, evitando que notasssem que esfolava-se com cacos de telha.
- E se a gente não conseguir voltar? – perguntam Alessandro e Marcelo Cordeiro em uníssono.
- Tudo bem. Todo mundo já tá sabendo disso.
- Ah, tá...
- Lucio Flavio, meu rapaz, você é o dez do time.
- Eu sei, professor.
- Mas você também sabe que não tem o Zé Roberto nem o Jorge Henrique pra virar pra cima dos marcadores.
- Eu sei, professor.
- Então, quando a bola chegar, você toca pra trás ou pro lado. Não tente virar e partir pro ataque, porque essa não é a sua.
- Eu sei, professor.
- Quando dominar a bola e tiver uma chance, nem tente acertar o passe, porque você já tá de saco cheio dessa estória de jogar futebol e o passe não vai sair legal.
- Eu sei professor.
- Já que você parece um cara sabido, vou te ensinar um segredo: Quando a jogada estiver na direita, vá para a esquerda. Tente se esconder atrás do adversário e sempre dificulte o passe do companheiro que estiver em dificuldade, porque isso você vai fazer muito bem.
- Eu sei professor.
- Quando você já tiver errado tudo e estiver se arrastando em campo, eu te substituo. Você sai aplaudido, porque a torcida reconhece o seu valor.
- Disso eu já não sei, professor.
- Mas vai ficar sabendo.
- Eu sei professor.
- Caio, meu filho, quando eu te colocar em campo, você faz um gol, tenta fazer outro e dá um passe pro Loco, que o cara merece.
- Só isso, professor?
- Só.
- Jefferson, Herrera e Abreu.
- Sim.
- Sin.
- Si.
- Já expliquei tudo pra eles.
- Valeu, professor.
- Obridado, Roel.
- Gracias, maestro.

Saudações alvinegras!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Como é o nome disso, mesmo?


Thiago Pinheiro revelou através do blog do Movimento Carlito Rocha, que seu ingresso não constava no borderô da partida contra o Tigres. (A matéria, na sua íntegra, está aqui).

No jogo contra o América a diferença entre o número de torcedores para o público pagante foi de cerca de 6 mil pessoas. O locutor e o comentarista chegaram a se espantar com a quantidade de gente que entrou sem pagar. (Ou a quantidade de dinheiro não computado – fica a seu critério, ilustres leitores).

No lamentável jogo contra o Vasco* cheguei em cima da hora e nem deu pra apreciar a estátua do Garrincha na chegada.

Das dezenas de roletas da entrada, a única que estava ‘aberta’ estava na realidade (ou supostamente) ‘quebrada’. Uma horda de torcedores entregava seus bilhetes nas mãos de um sujeito que não conferia absolutamente nada e assim a banda tocou.

Se os bilhetes retornavam às mãos dos cambistas, se entraram pessoas com ingressos emitidos por uma HP Deskjet qualquer ou feitos à mão mesmo, isso eu não sei. Mas desconfio, como desconfiou uma senhora que entrava na mesma leva, que ali tinha uma coisa errada acontecendo.

Um ponderado cidadão de bem sabe que não se deve acusar ninguém sem que se tenha provas do crime ou delito.

Me considero um cidadão de bem, apesar de saber que a ponderação não é o meu forte. Mesmo assim, mesmo sem ter provas materiais de que tenha acontecido alguma irregularidade, afirmo que andaram roubando o dinheiro dos clubes e o nome disso é ‘evasão de renda’.

Não sei na conta de quem foi parar esse dinheiro, mas, com certeza, na do Biriba é que não foi.

Nota: Segundo o blog do MCR, o botafoguense Fernando Lôpo protocolou denúncia sobre o caso do borderô (está aqui).

Saudações alvinegras!

* Meu primo, o Paulinho, vascaíno que jogou muita bola e entende do riscado, me disse que o jogo não foi um acontecimento normal. Ele disse que “o Vasco podia até ganhar”, “porque é melhorzinho, mas acha que os jogadores do Botafogo fizeram corpo mole – “Só o argentino corria!”. Finalmente ouvi alguém dizer o que considero ser uma das coisas que aconteceram naquele dia horrível, coisa que não ouço dizerem por aí.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

É difícil ser humano?

Estava lendo os comentários de uma postagem do Cantinho Botafoguense e um amigo leitor, o Gustavo, nos passou um link para o blog de Rica Perrone, no qual o jornalista assina um texto muito afetuoso ao Botafogo e muito inteligente em relação ao futebol.

Vejam só como vale a pena de vez em quando se esticar na casinha e dar um cochilo...

Segue em itálico, mas tentando reproduzir a diagramação do autor, que publicou sua versão de uma foto da bandeira alvinegra e sua inseparável Estrela Solitária.


É por ti, Fogo!
By RicaPerrone


Noventa minutos podem parecer muita coisa, principalmente se neles o seu time é humilhado. Em noventa minutos o seu ego vai ao chão ou ao céu, afinal de contas, é o “seu” time, é a “sua” camisa, a “sua vitória e a “sua” derrota. Isso faz do futebol especial.

Mas, perto de 100 anos, noventa minutos se tornam absolutamente nada. Infelizmente hoje em dia a história vale os 90 minutos para muitos torcedores e parte da mídia. Mas não é assim, nunca será. O que aconteceu no Engenhão domingo não reflete o “fim dos tempos”, nem sequer justifica a atitude desesperada e imbecil daquele torcedor.

O Botafogo é um dos mais importantes clubes da história deste país. E isso nenhuma goleada vai mudar.

Claro, dói. Eu sei que dói. O meu já tomou de 7 do mesmo Vasco, e pior, da Portuguesa.

Eu só não aceito o oportunismo de usar uma semana ruim para tentar desmerecer ou destruir uma história. Pois amanhã, se o Botafogo for campeão brasileiro, os mesmos que hoje insinuam o “time pequeno” estarão exaltando a história e a grandeza do Fogão.

Incoerencia faz parte do futebol. O erro grotesco do torcedor ao queimar o manto sagrado de um clube não se justifica de forma alguma. Porém, é capaz de se perdoar.

Ele é um senhor. Viu tudo que o Botafogo teve de melhor, e de repente não consegue mostrar aos seus filhos o tal “super Botafogo” que tanto exaltou. É complicado, absurdo, mas compreensivel.

Ao menos, pediu desculpas. Notou seu erro.

O problema é que ele queimou a camisa e todos viram. O que me preocupa são os que queimam o clube dentro de si, o que é bem pior.

Esquece a derrota pro Vasco, foi só mais um jogo em cem anos de história.

Dizem que o Botafogo está diminuindo, se tornando pequeno.

E eu digo, sem medo algum de estar errado: Jamais!

Bato nessa tecla até o último dia da minha vida. Nos 12 grandes, ninguém mexe. E o Botafogo é um deles.

Com mais torcida que Liverpool e Arsenal, o time tem valor comercial. Basta uma administração competente e ambiciosa a médio prazo que tudo se resolve.

É impossível o São Caetano se tornar gigante, porque sem torcedores você não é nada. Tão impossível quanto imaginar que o clube que fez frente ao Santos de Pelé um dia terá sua historia diminuida ou apagada.

“Mas só tem um Brasileiro”, dizem.

E desde quando o mundo começou em 1971?

Time grande tem essa vantagem. Com camisa, se vai longe em pouco tempo.
Basta uma administração competente, um time montado e 2 anos de projeto. O Botafogo pode ir ao Mundial de Clubes que ninguém vai achar absurdo. E isso se chama grandeza.

Para um pequeno conseguir isso, precisa de alguem pagando tudo por trás, sorte, um baita time e a certeza de que amanhã, quando acabar o investimento, volta a ser pequeno. Ao contrário do Botafogo, que pode passar mais 30 anos perdendo tudo, não deixará de ser grande.

Como um dia me disse, brilhantemente, Pedro Bial: “O que são 100 anos pro Fluminense?”.

O mesmo se aplica ao Botafogo.

Sua torcida, estimada em mais de 3 milhões, está cansada. E qualquer um cansa ao ver um gigante se portar como um qualquer durante anos. Mas, são fases. O que são os últimos 20 anos para o Botafogo?

Quando você abre a boca pra falar sobre a história do futebol brasileiro em sua formação, o maior do mundo, você passa obrigatoriamente pelo Botafogo. Mas, note, curiosamente, não passa pelo clube que hoje mais vence no país, o SPFC.

Isso não diminui o Tricolor, nem o Botafogo.

São fases, e estamos apenas encerrando o primeiro centenário deste ciclo.

Hoje lá em cima, amanhã lá em baixo, e assim segue o futebol.

Vai chover gente dizendo: “Não ganha nada!”, “Não tem CT”, “Não é grande”, etc, etc, etc.

O SPFC, até 1989, não tinha nada também. Estava na “série B” do estadual. E hoje é o que é.

O Flamengo, até 2009, vivia esperando o Brasileirão que nunca vinha. Devia, brigava pra não cair. Hoje é o campeão, mais falado do país e novamente o de maior exposição nacional.

O Palmeiras ficou 20 anos na fila. Depois ganhou tudo, foi a Toquio.

O Corinthians ficou 20 anos na fila. E ganhou tudo.

Vinte ou trinta anos não representam uma história completa, mas sim uma fase dela.
O Botafogo está, há anos, em baixa. Isso é fato.

O que, no meu entender, e acho que no dos 3 milhões de torcedores do clube também, não diminui em nada o tamanho e a importancia deste gigante do futebol brasileiro.

Dias melhores virão. Hoje ou daqui 20 anos, virão.

Estejam certos disso, e jamais ousem rabiscar algumas das mais belas páginas da história do nosso futebol em virtude de tropeços e fases ruins.

abs,
RicaPerrone

A publicação original está aqui > http://www.ricaperrone.com.br/2010/01/e-por-ti-fogo/

* * *

O Gustavo me disse que o autor é são-paulino. Imaginem se todos os torcedores, ou melhor, se todas as pessoas fossem como o Perrone. Que mundo bom de se viver, hein?

Nota: Retirem o ponto de interrogação do título - da minha postagem - e brinquem com uma vírgula. Pode ser divertido por um tempinho.

Saudações alvinegras!

domingo, 31 de janeiro de 2010

Pra sempre o Maravilha!


Parabéns pelos 900 gols, Túlio! Você nos deu muitas alegrias e jamais deixará de estar nos corações botafoguenses. Desejamos a você muita saúde e paz de espírito, porque enquanto o Túlio estiver em campo, gols não vão lhe faltar, meu velho! (Não encrenca com o ‘velho’, não, tá?)

Nota: Sobre este assunto, leiam também - por enquanto - Faltam 100..., no Cantinho Botafoguense; ‘TRIBUTO AO ÍDOLO PELO GOL Nº 900’, por Fernando Gonzaga; “Túlio ‘Maravilha’: 900º gol!”, no Mundo Botafogo / Estrela Solitária; ‘alegria e preocupação: o gol 900 e a zaga do glorioso’, no snoopy em preto e branco.

Saudações alvinegras!

Time de lesmas


(Vou falar muito pouco sobre o jogo de ontem, porque foi tão parecido com os jogos contra o Tigres, o Macaé e o Friburguense, que basta você ler a postagem, 'Saco de gatos'. Isso me poupa o trabalho de escrever tudo novamente, o que me garante um tempinho extra pra jogar Fifa Soccer. Já que nada mudou até agora, poupo o fôlego e a paciência de vocês, que já devem estar de saco cheio desse bando de pernas-de-pau contratados por Anderson Barros, e os já conhecidos titulares absolutos que nosso gerente de futebol obriga os técnicos a escalar).

* * *


Hoje pela manhã assisti a um jogo do Santos. A velocidade dos jogadores, o preparo físico, a articulação das jogadas de ataque, a marcação e posicionamento do meio campo me fizeram achar que eles disputam uma liga acima da que joga o Botafogo. E mais, o time que enfrentaram – o Oeste –, o qual a equipe santista simplesmente ‘não viu jogar’, é muito mais organizado taticamente e tem uma disposição física muito superior à do Botafogo. (Acho que porque treinam enquanto nossos jogadores vão à praia).

Os jogadores do Botafogo se arrastam em campo, não conseguem fazer nada além de dar chutões pra frente, errar passes. Não dominam, perdem a posse e tentam se desvencilhar o mais rápido possível da bola, que parece um estorvo nos pés desses caras.

Mas isso é porque não treinam. Ruim ou melhorzinho, o fato é que qualquer jogador de futebol tem que treinar (a não ser que seja o Romário jogando no Brasil). Mas nossos jogadores simplesmente não treinam!

Fomos massacrados pelo América, que só não nos goleou porque não tem jogadores com qualidade suficiente para botar a bola dentro do gol. Foi assim em todas as partidas que vencemos até agora e não percebo nenhum traço de melhora.

Enquanto tivermos indolentes vestindo nosso uniforme, vai ser isso aí. Livrar a cara de perder para os ‘pequenos’ e ser goleado pelos ‘grandes’.

Saudações alvinegras!

Menos de meio time presta


- Ainda faltam sete jogadores.
- O quê que você disse?
- O time tá uma droga!
- Mas nós vencemos.
- Isso todo mundo sabe.
- Mas é o que importa.
- Mais ou menos...
- Como assim?
- Só não levamos uma goleada porque o Bebeto não tava em campo.
- Você reclama de tudo, Biriba!
- Eu reclamei do Renan?
- Não.
- Reclamei do Renato?
- Também não.
- Falei mal do Herrera, do Loco Abreu, ou do Caio?
- Não, pô! Mas e então?
- Então pega o resto, ensaca e joga fora!
- O Marcelo Cordeiro fez um gol na estreia...
- É um Alessandro piorado.
- Mas e o Fabio Ferreira?
- Como é que eu vou saber? Ele não tava mal acompanhado por vontade própria, tava?
- É... E o Diguinho.
- Não boto fé.
- O cara só jogou um tempo...
- Mas quando teve a chance de dar um passe bom pro Herrera, preferiu dar um peteleco ridículo pro gol. Não sei não... Tem o jeito de quem acha que tem um rei na barriga.
- E o Somália?
- Só entra no final, pô! Por quê que não põem esse cara pra jogar de início? Pelo menos ele treina. Teve até que engordar...
- Mas os outros não treinam?
- Claro que não! Um bando de preguiçosos! Fizeram corpo mole pra queimar o Estevam!
- Quê isso, cara...
- Quê isso é o escambau!
- A gente tá bem na tabela.
- O Gil me disse que seria melhor se a gente nem se classificasse, e eu concordo.
- Mas que ideia mais maluca!
- Loucura é tomar mais não sei quantas goleadas dos rivais!
- Não exagera.
- Com esse time de parasitas?
- Faz sentido...
- Joel, bota essa cambada de vagabundos pra correr, raposão!
- É! Bota os caras pra treinar, Joel!
- Para de repetir o que eu falo, cara!

Saudações alvinegras!

sábado, 30 de janeiro de 2010

Mundo Botafogo Urgente!

Aos botafoguenses que se sentem desanimados e/ou revoltados com o resultado do jogo contra o Vasco – e eu me incluo moderadamente neste grupo –, e em especial aos meus novos camaradas de transporte via vans, o pessoal da Loucos pelo Botafogo-Niterói/São Gonçalo – que me parecem muito abatidos ultimamente – , transcrevo aqui o texto e tento reproduzir a diagramação original de um artigo escrito pelo amigo Rui Moura, responsável pela criação e administração do blogue Mundo Botafogo / Estrela Solitária.

Não satisfeito com apenas uma amostra de sangue, transcrevo em seguida outro texto importantíssimo dentro do momento atual, momento este em que o Sr. Carlos Augusto Montenegro faz uso de uma goleada sofrida pelo NOSSO Botafogo, para tirar proveito político em SEU benefício. A referida matéria é também assinada por Rui Moura.


O GLORIOSO!

por Rui Moura

botafogo escudo animado

Permitam-me os leitores que eu expresse o que penso de tanta coisa que li, ouvi e vi em apenas três dias após o Vasco da Gama ganhar ao Botafogo por 6x0.

Desde os botafoguenses dizerem que o Botafogo foi o Glorioso e agora é o Vergonhoso, até à queima da bandeira preta-e-branca que em tantas glórias esvoaçou livre ao vento, aconteceu de tudo um pouco.

Nenhum de nós está satisfeito; mas o treinador foi embora e creio que Anderson Barros não durará muito tempo. Um dia também André Silva sairá do cargo e Maurício Assumpção será esquecido para sempre. Os jogadores mudarão. Mas o Botafogo lá estará, sempre a postos para novas glórias, tal como estarão para o mesmo efeito o Vasco da Gama, o Fluminense, o Flamengo, o Santos, o São Paulo, o Cruzeiro, o Grêmio, o Boca Juniors, o Sporting, a Internazionale, o Arsenal, o Ajax, o America do México, etc., etc., etc.

Em competições europeias oficiais, em 2009, muitas foram as goleadas (iguais ou superiores a 4 gols). Cito de memória: o Benfica foi goleado por espanhóis e gregos e goleou os ingleses do Everton; o Bayern goleou o Sporting e foi goleado pelo Barcelona; o Porto foi goleado pelo Arsenal e o Liverpool foi goleado já não me lembro por quem; a Juventus foi goleada pelo Vilarreal. O Sporting goleou o Benfica há alguns anos por 7x1 e acabou em 2º lugar no campeonato atrás do goleado; o Botafogo já foi goleado pelo Fluminense por 8x0 e ganhou-lhe duas decisões por 6x1 e 6x2; já fomos derrotados nesta década por 7x0 pelos vascaínos, mas já ganhámos ao Flamengo por 6x0 e depois o Flamengo desforrou-se com outro 6x0; e já esmagámos o Santos e o Flamengo, ambos por 9x2, e fomos destroçados pelo America por… 11x2!!!

Claro que estamos doridos - e sobretudo revoltados contra esta imperdoável diretoria mentalmente esfarrapada -, mas o mundo não terminou para ninguém. Haveremos de ser novamente goleados, e haveremos de golear os nossos goleadores. Às vitórias e derrotas sucedem-se alegrias e dores. Por vezes seguem-se decisões drásticas para tornarmos a ser os melhores. Apenas e nada mais.

Este disparate todo a que tenho assistido (no nosso caso devido à dor e no caso dos cathartiformes devido à inexistência de volume cerebral intelectivo suficiente) é porque os homens e as mulheres deixaram de saber viver a vida e o desporto como algo saudável que procura sempre o lema mais elevado de ‘Citius, Altius, Fortius’; não um lema para humilhar e gozar os outros, nem para servir de chacota alheia ou de auto-flagelação – e sim para nos superarmos como humanos no campo físico e espiritual.

‘Citius, Altius, Fortius’ não é para o que os cathartiformes – cujas princípios de espiritualidade lhes são completamente estranhos – gostam mais de fazer aos outros, por serem incapazes de desfrutar o mundo dentro de si mesmos; o lema sempre foi implicitamente acompanhado de outro: “Vencer com galhardia, perder com fidalguia”.

Vencer e perder é necessariamente o que acontecerá em cada uma das competições desportivas que por todo o mundo se realizam, desde a pelada até à final da Champions ou da Copa do Mundo, desde o futebol ao cricket passando pela bocha. Então, porquê tanto banzé, tanto disparate saído das bocas dos humanos a propósito de uma derrota, ou de uma goleada, ou de um título perdido?...

Acreditem, amigos botafoguenses, e outros não botafoguenses, que na semana a seguir ao Botafogo ganhar ao Flamengo, ou ao Vasco da Gama, ou ao Fluminense, ou a quem quer que seja, nunca postei nenhum comentário nos seus blogues, porque não vivo da dor dos outros e respeito a sua tristeza pela derrota, ao contrário, por exemplo, dos imbecis cathartiformes que vêm a este blogue somente e apenas quando perdemos, para achincalhar um clube que sempre foi muito maior do que o deles – não em títulos, claro, porque desses são acionistas vitalícios os Josés Robertos Wright, Djalmas Beltrami e Marcelos de Lima Henrique.

Meus amigos, quando a luta é por igual, importa saber vencer com galhardia e perder com fidalguia. Quando o Glorioso tiver uma gestão finalmente moderna e souber projetar o seu futuro com um grupo de dirigentes de elite – que não tem há décadas –, então muitos de nós perceberão que uma verdadeira paixão não se pode abater seja pelo que for. Muito menos por uma simples goleada – daquela que já tomámos muitas vezes e outras tantas vezes infringimos.

Naturalmente que os acontecimentos funestos exigem que sejam tomadas as medidas devidas, mas depois temos aí o futuro no nanossegundo seguinte. O passado, bom e mau, é vivido apenas na memória e não mudará; o futuro pode-se conquistar. Discutamos o novo treinador, os esquemas táticos, os modos de derrubar a diretoria, as vitórias e as derrotas em busca de novos caminhos...

Ah!... E gostei muito do novo desenho da camisa envergada pelo Glorioso!... Aliás, em termos de cores, é até das mais discretas – mantendo a tradição. Por exemplo, em Portugal, o Sporting verde e branco cada vez mais se apresenta verde e amarelo; o Benfica vermelho e branco, cada vez mais se apresenta de preto e vermelho. As cores e os desenhos do mundo atualizam-se. As cores e os desenhos das camisas também.

Mas, acreditem, o Botafogo de Futebol e Regatas será sempre o GLORIOSO – porque nada mudará 1910, e os nossos filhos, talvez mesmo os nossos netos, também são botafoguenses!

Link para a postagem original: http://mundobotafogo.blogspot.com/2010/01/o-glorioso.html

* * *


Que cara de pau, companheiro!

por Rui Moura

Carlos Augusto Montenegro lançou uma candidatura em 2008 contra Bebeto de Freitas visando evitar um candidato próximo do ex-presidente. O tiro saiu-lhe pela culatra porque escolheu alguém que poderia estar envolvido em algo menos legítimo.

Então, recuou e ele próprio se candidatou para baralhar tudo de novo, e quando acabara de baralhar, retirou a sua candidatura e ELE PRÓPRIO lançou a candidatura de Maurício Assumpção. Agora, candidamente, vem afirmar:

“Eles disseram que fariam um Botafogo totalmente diferente da gestão do Bebeto de Freitas. Isso realmente aconteceu. Hoje é um clube sem comando, entregue na mão de empresários. Um clube que não sabe contratar e que não respeita a tradição quando usa aquela camisa esdrúxula. Um time sem patrocínio que joga num campo esburacado.”

E acrescenta:

“Não vejo a seriedade para mudar esse estado de coisas. É preciso fazer uma faxina agora, uma revisão geral aproveitando que a temporada terá uma pausa para a Copa do Mundo. E não me venham com desculpa de folha de pagamento. Ela continua enorme, mas o problema é que não estão sabendo contratar e, por isso, acabam ficando na mão de empresários.”

E aponta o dedo a Anderson Barros:

“Foram oferecidos jogadores mais baratos dos que os que lá estão, mas o gerente não quis. Hoje esses jogadores estão bem em outros clubes. O contrato do Loco Abreu é o dobro do que Dodô pediu. Além disso, tiraram dinheiro de um fundo de investimento que tem a função de contratar jovens para trazer atleta de 33 anos.”

Claro que o ´presidente campeão’ está falando – como ‘político’ que é – exatamente o que o povo botafoguense pensa. Mas eu acrescento:

FOI MONTENEGRO QUE NOS TROUXE ASSUMPÇÃO!


Quer redimir-se, ‘presidente campeão’?... Então coloque as suas influências a funcionar e priorize a demissão de Maurício Assumpção!

Como sabe, companheiro, a verdadeira faxina é por aí! Eis as palavras de Rotenberg, que assistiu ao jogo ao seu lado:

“Nunca tive dúvidas de que alguém que é um nada passaria a ser alguém de uma hora para outra. Pode ter dado certo para ele, mas não para o clube, em hipótese alguma.”

Exatamente: “alguém que é um nada”. Então, faxina nele!

Fonte: Globoesporte.com

Link para a postagem original: http://mundobotafogo.blogspot.com/2010/01/que-cara-de-pau-companheiro.html

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O não-herói

(A Adoração do Bezerro de Ouro - Nicolas Poussin c. 1634 - fonte: Web Gallery of Art)

Lucio Flavio afirmou que “O jogador só é herói na vitória”. Discordo inteiramente. Na vitória o herói tem maiores chances de se tornar um ídolo, mas o heroísmo não tem nada a ver com resultados e nem com a idolatria.

Na verdade, a derrota pode revelar com mais evidência o espírito heróico do que a vitória. É na derrota que o caráter do sujeito tem suas cores realçadas.

Um exemplo disso foi a atuação de Herrera na partida contra o Vasco. O brio, o espírito de luta, a não-resignação deste jogador foi uma espécie de atenuante para meu abatimento com a goleada. Enquanto seus companheiros se mostravam entregues, aceitando a derrota quando esta parecia inevitável e depois que já era um fato consumado, Herrera disputava cada jogada como se fosse a última de sua vida.

A imagem-símbolo da disposição do ‘combatente’ argentino foi um lance, já no final da partida, em que Renato preferiu tentar o chute a gol ao invés de fazer o passe para um Herrera livre, na cara do gol. O placar já era 6 x 0. O gesto de indignação do jogador, com os braços estendidos para o alto, esbravejando como se perdêramos a chance de um gol de título, me deu uma certeza instantânea e definitiva de que estava diante de um guerreiro dos bons. Aquela imagem quase patética, dadas as circunstâncias da partida, me levou à sensação de que meu clube de coração tinha um bravo radicalmente obstinado defendendo nossa camisa. Herrera foi meu herói naquela hora e tudo indica que não fui o único a perceber sua excepcionalidade, pois a torcida parece também ter gostado de seu espírito de luta, seu comportamento olímpico.

Enquanto Herrera foi até o final de forma heróica, Lucio Flavio nem ao fim chegou. Se arrastou até onde pôde, e da forma trivial de sempre. Ao final da partida deu uma declaração ponderada como de costume, aparentou um traço tênue de abatimento. E só.

Quando vi a entrevista com Lucio Flavio fiquei revoltado, mas logo me aquietei, pois não era culpa sua. O acomodamento é matéria integrante do seu espírito.

Lucio Flavio pode se tornar um ídolo como muitos, porque ídolos podem ser criados por motivos circunstanciais. Herói, Lucio Flavio jamais será, na derrota ou na vitória, porque isso não é da sua natureza.

Saudações alvinegras!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O Tigres arranhou, e quase tira sangue


Joel terá um tremendo trabalho para acertar a equipe do Botafogo.

O problema no setor defensivo não é apenas de entrosamento, colocação e recomposição. A deficiência começa antes da bola chegar próximo à nossa área e continua quando já está por ali, pois todos os jogadores responsáveis diretos pelo setor são limitados tanto na técnica, quanto na esperteza. Alessandro, Antonio Carlos, Wellington, Marcelo Cordeiro, Fahel e Leandro Guerreiro dificilmente formarão um esquema defensivo confiável, pois quando não lhes falta futebol, falta lucidez.

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Apesar de jogarmos ainda muito mal, o jogo, além de nos garantir mais três pontinhos, serviu para observarmos melhor Renato e perceber que sua entrada melhorou muito o toque de bola no meio de campo. É um jogador técnica e fisicamente superior a Lucio Flavio: é mais habilidoso, protege muito melhor a bola, chega ao ataque com maior perigo, toma decisões mais rapidamente e tem maior precisão no passe, o que o faz arriscar lances mais incisivos.

O único problema – grave – de Renato é que me pareceu um tanto vaidoso, enfeitando desnecessariamente algumas jogadas. Uma decisão equivocadíssima sua, foi tentar o arremate, não passando a bola para Herrera, no finalzinho do jogo contra o Vasco. O resultado do jogo já estava decidido, mas é nessas horas que se identificam as personalidades. Enquanto Renato preferiu o mais difícil para tentar fazer um gol ‘seu’ – num jogo perdido, há de se levar isso em consideração –, Herrera ficou desesperado, com os braços erguidos, porque dava 100% do que tinha para a equipe que estava defendendo, e fez isso até o ultimo minuto, não importando o resultado.

Torço para que isso mude em Renato, porque me pareceu um bom jogador, um sujeito com recursos. Quanto ao Herrera, não preciso pedir nada além de ser quem é e o que é.

Saudações alvinegras!

O Rei dos Nulos


Considerava Fahel um jogador inútil, mas, depois do jogo de hoje, percebi que estava errado. Vejam o tamanho do meu engano:

Em um lançamento que ia certeiro à cabeça de Loco Abreu, que escorou com categoria para Herrera, perto da marca do pênalti, Fahel estava colado(!) a Abreu, somente para fazer uma falta desnecessária no zagueiro – que já havia perdido o lance – e invalidar a jogada. Em seguida, em outro cruzamento que ia direto para o cabeceio de Herrera, Fahel cabeceou antes do argentino e garantiu mais uma defesa para o currículo do goleiro do Tigres. Mais adiante, numa bola alta no meio de campo, sozinho, Fahel escorou de cabeça na direção exata de um adversário, que iniciou um ataque.

No segundo tempo, nosso camisa oito (camisa que já vestiu Didi e Gerson) pega uma sobra na linha da grande área e, sem o combate de ninguém, adianta a bola, perde o lance e chuta um adversário, presenteando o Tigres com uma falta perigosa na meia-lua e consegue, inclusive, receber um cartão amarelo (a torcida gritou “Expulsa, expulsa!”, demostrando grande lucidez). Quando tocávamos a bola para garantir o resultado e poupar energia, ele combina com Alessandro, seu parceiro de empreitada, e fica em impedimento, de costas(!) para o gol adversário.

Como vocês podem perceber, meu equívoco foi enorme e agora me prontifico a corrigir o erro afirmando: Fahel não é um jogador inútil. Ele é um tremendo reforço pro adversário.

Saudações alvinegras!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O Rei do Rio


Joel Santana é um técnico inteligente. É conhecido por montar equipes competitivas com plantéis de nível técnico teoricamente mediano e de cultivar um ótimo relacionamento com os jogadores. Sabe vencer jogos com os rabiscos de sua prancheta, descobrindo os pontos vulneráveis dos adversários com incrível perspicácia. Mas o que mais gosto em Joel e considero sua melhor qualidade é sua capacidade de identificar as características de cada jogador e tirar o melhor rendimento individual e coletivo de seus comandados.

Além de admirar o trabalho de Joel Santana, eu simpatizo com o sujeito, o que é ótimo em qualquer relação. E ele foi campeão pelo Botafogo! Se o deixarem trabalhar em paz, o que significa escalar quem bem entenda, acredito que, com o velho Joel, vergonha não passaremos.

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O que me intriga é: Joel Santana vem sabendo que será obrigado a escalar Alessandro, Wellington, Fahel, Eduardo e Lucio Flavio, ou vem porque garantiram a ele que agora o esquema é outro? Ele sabe que não terá em mãos jogadores vibrantes e de muita fibra – características dos plantéis em que teve sucesso no passado – e que não encontrará jogadores inteligentes, capazes de entender e pôr em prática seus esquemas táticos e as jogadas ensaiadas que traça na prachetinha, ou apresentou uma lista de jogadores para encabeçar os setores do campo que estão desguarnecidos? (Na visão do blog, só o gol e o ataque estão bem defendidos).

Joel Santana tem um currículo capaz de lhe dar poder suficiente para estipular regras para a melhor condução de seu trabalho – trunfo que Estevam Soares não tinha. Resta saber se os dirigentes cumprirão o prometido ou darão ao Rei do Rio um ‘três quartos sem vaga na garagem’ – aqui em Niterói – daqui a um mês, e assim poderem continuar com as lambanças, e sossegados.

Saudações alvinegras!

Pra quê seguro desemprego, quando se têm bons amigos?

(Imagem: Vaguely Artistic)

O vice Silva declarou na coletiva de imprensa, após a partida contra o Vasco, que o técnico não corria risco de ser demitido. Estevam Soares sabia que iria trabalhar com pessoas que não cumprem o que prometem? Isso não importa, pois tinha contrato assinado e com isso não se brinca. Sai carregando uma maleta com 350 mil Reais da multa rescisória, o que dava pra comprar um pequeno apartamento bem ajeitadinho, completo e mobiliado, aqui no meu bairro.

Gastaram 350 mil para não serem injustos com o sujeito que foi até o fim do Brasileiro ou porque era um bom negócio para ‘ambas’ as quatro partes do ‘Conselho de Futebol’? Deixa pra lá...

Saudações alvinegras!