domingo, 15 de novembro de 2009

Método confuso

(Bobos da corte em manuscrito do século XII - BBC Hulton Picture Library)

Em homenagem ao Quinze de Novembro, destaco um trecho retirado do livro ‘História do Brasil pelo método confuso’, de Mendes Fradique.





Saudações alvinegras!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Ganhar todas as divididas

"Apesar da elasticidade, chamar o Diego de Van Damme só podia ser frescura do Victor Simões, mesmo." (Biriba)

“O Diego é assim mesmo. Com ele não tem coletivo ou rachão.” (Estevam Soares, em entrevista ao Globoesporte.com).

Pra quem vem penando faz tempo com zagueiros que perdem divididas, que não se empenham nos treinos e nem mesmo durante as partidas, a vinda de Diego é um alívio.

O cara chegou desacreditado e com motivos de sobra para isso. Era reserva no Barueri e vinha para jogar improvisado; a torcida já estava mais do que desconfiada das contratações de desconhecidos e indicações de técnicos, sendo que estas últimas ainda foram agravadas com a chegada do ‘quase em tudo’ Ricardinho, do ‘sabe-se-lá-quem-é-esse’ Marquinhos e do Rodrigo Fuska-Paulista. Tudo nos induzia a crer que fosse mais um pereba para se juntar ao circo dos horrores do Dr. Ney Frank.

Para a alegria dos botafoguenses, Diego demonstrou ser um sujeito que joga sério e que se empenha até o último minuto dos jogos. É inteligente, entende suas funções táticas e responde bem à variação dos momentos das partidas. Mesmo não possuindo uma técnica apurada, tem sido uma excelente opção de ataque por ser esperto, impetuoso e oportunista, além de ter uma boa visão de jogo. Participou de oito partidas desempenhando função defensiva e recebeu somente um cartão amarelo.

Por essas e outras*, acredito que Diego devia ser contratado para 2010, COM multa rescisória intimidadora.

O jogador complementa: “Eu sou zagueiro de origem e quero ganhar todas as divididas”.

Valeu, Diego! Que os moloides te ouçam!

Saudações alvinegras!

* Não é jogador do Eduardo Uran, da Traffic, da Ability; não jogou com Adriano nas divisões de base do Flamengo; tem mais de 23 anos, ou seja, não serve para que a MFD nos ferre.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Coração pequeno


A faixa de protesto, "Lucio Flavio e Juninho, fora amarelões!", parece ter prazo de validade com duração de uma só partida. Passado o efeito, a dupla de ‘amarelões’ incorrigíveis volta à sua habitual letargia, como pôde ser verificado no jogo em que fomos eliminados pelo Cerro Porteño.

Mas pra tudo nessa vida há uma solução.

Já escrevi – concordando com uma tese do amigo Alberto – que considerava a Copa Sul-Americana deste ano um grande problema para o Botafogo, pois andávamos mal no Brasileiro e, dividindo esforços entre duas competições, poderíamos prejudicar nosso desempenho no campeonato mais importante do país.

Engano meu. Na verdade, seria do interesse dos torcedores alvinegros – não da diretoria e da torcida paga, que pouco se importam se ganhamos ou perdemos – que tivéssemos partidas decisivas de outras competições intercaladas aos jogos do Brasileirão. Seria uma forma dos eternos perdedores se aliviarem de sua ânsia pelo gosto do fracasso, saciarem sua sede de derrota e disputarem a partida seguinte com o coração pequeno em paz e com o ânimo renovado.

Uma eliminaçãozinha no meio da semana a cada rodada me deixaria tranquilo, na certeza de que os molengas jogariam com raça, e que até o Lucio Flavio perderia o medo de enfiar o pé na bola, como manda a cartilha dos que tem sangue nas veias e é o que demanda o número da camisa com a qual permitem que o trivial jogador entre em campo.

Saudações alvinegras!

PS: Análises sobre o jogo de domingo em: Cantinho Botafoguense, Fogo Eterno, Mundo Botafogo/ Estrela Solitária e snoopy em preto e branco.

Prometido e cumprido: Uma lição para a diretoria alvinegra


O blogueiro botafoguense, Fernando Gonzaga, passou as duas últimas semanas deixando os amigos frequentadores de seu blog na espera, mas é homem de palavra. Prometeu que ia entrevistar Túlio Maravilha e cumpriu a promessa. Confira o resultado de sua façanha: “Finalmente, a entrevista com Túlio Maravilha”

Saudações alvinegras!

MCR convoca

(Recorte sobre foto de Alexandre Cassiano)

Hoje, o Movimento Carlito Rocha (MCR) está promovendo uma REUNIÃO ABERTA para que torcedores botafoguenses discutam, primeiramente e em regime de urgência, sobre as ações lesivas aos interesses do clube que estão sendo tomadas pela atual diretoria em relação à exploração comercial do Estádio João Havelange, o Engenhão.

É uma data que pode representar a inauguração de uma experiência inédita na história do Botafogo FR e do próprio futebol carioca. Está sendo proposto que torcedores se unam para a formação de um pacto de luta organizada em oposição às ações político-administrativas que estão levando nosso clube de coração a um processo de encolhimento. Este processo, se não interrompido, levaria à consequente exclusão do BFR do conjunto de grandes clubes do futebol brasileiro, o que representaria sua extinção.

Faz-se indispensável e urgente a participação de todos os alvinegros que percebem o Botafogo de Futebol e Regatas como um clube merecedor de glórias e conquistas, com um passado brilhante e um futuro promissor, e que não admitem que esta instituição seja vilipendiada em consequência de interesses externos, apoiados por uma administração incompetente e irresponsável. Seja participando ativamente das discussões ou demonstrando apoio através de suas presenças, o importante é que os torcedores botafoguenses atendam ao chamado daqueles que lutam para garantir ao nosso clube de coração a grandeza que muitos tentam subtrair. Juntemo-nos para fortalecer esta manifestação de legítimo compromisso com a defesa dos interesses do Glorioso.

Serviço:
Sindicato dos Bancários
Avenida Presidente Vargas 502, 21º andar, Centro
Data: 9/11/2009
Horário: 19h
Link: http://www.movimentocarlitorocha.com/2009/11/reuniao-aberta-do-mcr-hoje.html

Saudações alvinegras!

domingo, 8 de novembro de 2009

In Jefferson we trust!


O Botafogo sempre joga mal quando é obrigado a tomar a iniciativa nas partidas, tendo como única exceção a esta regra, neste campeonato, o último jogo contra o Atlético Mineiro. Como nosso* ataque é inofensivo e o setor de criação está entregue aos cuidados da nulidade futebolística que atende pelo nome de Lucio Flavio, o melhor é se encolher – postura que Lucio conhece muito bem – e torcer para que o pusilânime, ególatra, sonso e lerdo Juninho, o Capitão Penico, faça um gol de falta. Qualquer coisa que fuja a este modelo será obra do acaso.

Minha convicção com relação a isso aumenta ao saber que corremos o risco de que o ilusionista Victor Simões – o homem que transforma material esportivo em material de construção – pode ser escalado e ficar por ali ciscando, se esforçando para alterar o formato da bola e atrapalhar Reinaldo, na hora que o 'craque' tentar carimbar o goleiro, como é o costume de ambos.

Somado a estas várias limitações, o talentoso rubronegro Jônatas será obrigado a assistir – sem dar um pio, porque se reclamar apanha – à subtração de seu quinhão na meia cancha pelo indolente, omisso, arrogante, amiguinho pessoal do indescritível vice Silva e protegido de Marcio ‘Punhos de Aço’ Touson, Lucio Flavio.

Alessandro será sempre motivo de assombro, Leandro Guerreiro está à meia-bomba, Renato é atleticano e o soldado Wellington se juntou a um grupo de desertores.

A esperança está nas mãos de Jefferson, apesar de que a estatueta de nosso herói – que encomendei a um artesão especializado em esculturas feitas com aglomerado de arruda – ainda não tenha ficado pronta. Mas, mesmo assim, in Jefferson we trust!

Que minha análise dê errado, que minha língua se junte ao borralho, que o time dê um passeio no Coritiba, que vocês zombem de mim no final. Afinal, sou botafoguense e o que importa, neste momento, é a vitória.

Nota: A esperança extra recairia sobre Diego – um jogador que sofre pênalti muito bem –, mas como a reza para que o cobrador converta deveria ter começado conjuntamente a um jejum, a partir das seis da tarde de sexta-feira, esta opção não conta.

Saudações alvinegras!

* Entende-se por ‘nosso’, algo ‘que nos pertence’. Mas como o presidente Assumpção considera a concessão do Engenhão um direito conquistado pelo Botafogo para ser usufruído de graça por outros clubes, o significado da palavra ‘nosso’ sofre uma alteração radical quando associada ao clube de General Severiano, que naturalmente tem sua imagem misturada à figura do presidente, para nossa infelicidade.

No presente caso, ‘nosso ataque’ pode significar outra coisa, como, por exemplo, ‘ataque flamenguista’.

Assumpção poderia ser mais tímido, limitando-se a nos envergonhar somente por presidir nosso clube de coração, deixando de lado sua investida no campo da semântica.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Política Concreta


O Botafogo do Biriba faz sete meses de existência e não poderia ser presenteado de forma mais... Difícil adjetivar. O que segue é simples e autoexplicativo.

- Obrigado, pessoal!
- Tá querendo aparecer? Eu já agradeci.
- Não agradeceu, não.
- Foi como se tivesse agradecido.
- Tudo bem então. Mas eu não posso agradecer também, não?
- Pode, cara, mas o post é sobre uma reunião do MCR e você tá deturpando...
- É, tão sempre dizendo que eu me comporto que nem um animal!
- Mas você é u...
- Tá falando o quê, Luiz? Vai me chamar de cachorro também?
- Não, eu ia dizer q...
- Vai! Fala o que tava pensado!
- Não é nad...
- Nada o quê?
- É que você é um... que você é um amigo e...
- Para com isso, rapaz!
- Desculpa se eu... eu não queria...
- Rá! Te peguei gaguejando.
- Qual é, Biriba! Todo mundo vendo isso...
- Vendo o quê? Você catando eufemismo pra me chamar de 'cachorro'?
- Não é bem assim...
- Gente, esquece esse cara. O Luiz tem mania de chamar cachorro de cão. Tremenda cachorrada!
- Eu não te chamei de cão...
- Mas pensou, cachorrão!

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1ª reunião aberta do MCR na segunda, dia 09/11 Pessoal, na segunda-feira às 19h, o Movimento Carlito Rocha realizará uma reunião aberta com toda a torcida para discutir os rumos do Botafogo de Futebol e Regatas. Todos estão convidados. A reunião será na sede do Sindicato dos Bancários, na Avenida Presidente Vargas 502, 21º andar. Não é necessário ser associado ao clube para participar. ____________________________


Saudações alvinegras!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Se queriam mesmo vencer, não sei, mas sei que fui enganado


O primeiro tempo do jogo de ontem me fez lembrar a segunda partida das finais do Carioca de 2007. Naquela ocasião o time passou toda a primeira etapa tocando a bola de um lado a outro de forma acanhada e claudicante, como se o empate fosse um bom resultado. Desta vez não foi muito diferente disso até o cronômetro passar dos 40 minutos, quando a equipe assumiu outra postura, mostrando o ímpeto ofensivo que naturalmente se espera de um time cujo único resultado que representa sua sobrevida na competição é a vitória.

A escalação, que teoricamente remetia a uma equipe ofensiva e que supostamente buscaria o gol desde o primeiro minuto, me enganou, pois o que se viu foi um time com postura acomodada e inexplicavelmente tímida.

(Suspeitei da ‘enganação’ quando, momentos antes do início da partida, Reinaldo disse que “temos que ter equilíbrio, calma, tocar a bola e não ir pra cima de cara”, algo assim. Em suma, uma declaração bem articulada para camuflar o que no fundo não passa de ‘conversa de perdedor’. Me lembrou instantaneamente a ‘máxima’ ridícula ouvida por aí, que afirma que ‘o gol acontece naturalmente’, como se o gol fosse algo comezinho. Muito pelo contrário, o gol é o que muda a ordem natural das coisas: o gol é algo extraordinário).

Os últimos cinco minutos do primeiro tempo e o começo do segundo serviram para provar que a pasmaceira futebolística apresentada pelo Botafogo durante os 40 minutos iniciais nada mais era do que a materialização de uma vontade. Se foi uma decisão íntima ou institucional, individual ou coletiva, tomada pela comissão técnica ou pelos jogadores, isso não importa agora – talvez sirva como lição mais adiante.

O que importa saber é que a despeito do acaso futebolístico, antes mesmo que a indeterminância imposta pela vida tomasse conta da partida, uma decisão equivocada já havia contaminado a equipe com o espírito débil dos perdedores. Uma vez contagiado pelo vírus do fracasso, 45 minutos podem não ser suficientes para purificar o sangue. Da mesma forma que a desgraça de 2007 começou antes do apito inicial, ontem a equipe já entrou em campo derrotada.

O humor dos abatidos envenena o corpo e exala seu cheiro; os cães reagem a isso. Pode não ser percebido conscientemente, mas a Natureza se encarrega de sua eliminação e se expressa através da bola que não entra, do adversário que salva na linha, do gol-feito perdido, da punição inicial, do turvamento dos sentidos e do golpe fatal.

Mesmo começando a partida com jogadores sem o brilho nos olhos que carregam os verdadeiros vencedores, nossa equipe poderia ter lutado desde o primeiro minuto contra o adversário e também contra aquela deficiência incorrigível porquanto inerente. Mas preferiu o comedimento dos medíocres. Quando acordou, já era tarde e foi acachapada pelo ímpeto sanitário da Natureza.

Coisas da vida.

(foto: Ricardo Cassiano/Lancenet)

Vale destacar o fato de que o Botafogo passou 90 minutos insistindo pelo meio contra um adversário retrancado? Certo que sim. Faça uma visita ao Cantinho Botafoguense. Está lá.

Vale comentar que Fahel é uma nulidade perdida em campo e ainda é o ‘homem de referência no sistema defensivo’? Vale, sim. Leia sobre isso no Fogo Eterno.

Vale dizer que o técnico é refém de uma panelinha de intocáveis que tomou General Severiano de assalto? Claro que sim. O blog do Movimento Carlito Rocha fala sobre esta mazela.

Vale lembrar que atuamos mal quando precisamos tomar a iniciativa do jogo? Sim, sim. O Mundo Botafogo/Estrela Solitária fala sobre isso aqui e também nesta outra postagem.

Vale falar sobre a falta de inteligência de nossos jogadores? Lógico! Está lá no snoopy em preto e branco.

Saudações alvinegras!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Ao ataque!


A escalação divulgada leva a crer que o técnico Estevam Soares vai pro tudo ou nada contra o Cerro Porteño: vamos com Jefferson, Alessandro, Juninho, Diego e Gabriel; Fahel, Jônatas, Lúcio Flávio e Renato; Reinaldo e André Lima.

A zaga ganhou força e explosão com a escalação de Diego – que substitui Wellington –, mas perdeu em estatura. Se Diego não tiver uma impulsão quase à Daniel Passarela, estaremos vulneráveis ao jogo aéreo, já que não há faixa de protesto na torcida que dê jeito na deficiência de Juninho em jogadas pelo alto. (Qual é o problema com o Teco?).

Se Alessandro normalmente não tem cobertura, o que será daquele setor do campo sem Leandro Guerreiro? E o que será da proteção à zaga, se Fahel será nosso único volante, uma vez que Jônatas como defensor é o mesmo que nada? É bom lembrar que o Cerro tem jogadores habilidosos, que exploram bem o trecho entre a intermediária e a meia-lua.

Ao chegar ao Gabriel já saímos da defesa e estamos reforçando o poder ofensivo, já que o nosso/deles – do Botafogo e do Fundo – jovem talento é um ala, que praticamente não conta como peça defensiva, a não ser em jogadas aéreas.

A escalação de Jônatas, Lúcio Flávio e Reinaldo indica uma tendência a reforçar o setor de criação. Parece que Estevam joga suas fichas no conceito de que a melhor defesa é o ataque, o que é perigoso. Mas sua coragem poderá ser louvada – tudo depende do resultado.

A presença de Renato no time, jogador com retrospecto razoavelmente positivo em jogadas aéreas, me leva a arriscar o palpite de que uma grande quantidade de bolas serão alçadas à área, explorando o cabeceio do atleticano, de Reinaldo e de André Lima. Resta saber quem vai cruzar essas bolas.

Considero esperta a decisão de Estevam em deixar Jóbson como opção para o segundo tempo, contando com a movimentação e velocidade do atacante, associadas ao provável desgaste da equipe visitante.

Enquanto a ‘linha’ de defesa está teoricamente enfraquecida, atrás dela temos o Jefferson. Acho que Estevam conta com nosso craque do gol para cortar bolas levantadas na área, chutes por cima, por baixo e pelos lados. Na verdade, todos estamos contando com isso. Salve, Jefferson!

Se a intenção de Estevam é nos matar do coração, escolheu a torcida errada. “O Botafoguense é, antes de tudo, um forte.” (Euclides ‘Alvinegro’ da Cunha).

Saudações alvinegras!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Falácia pouca não é bobagem

(Imagem: djustino)

Ao final da partida de ontem, algum assessor de imprensa ou um amigo pessoal que viajou com a comissão técnica e que tem permissão para dar palpites, soprou no ouvido do presidente Assumpção e de seu vice de futebol que fossem dar entrevistas a um repórter da Band, que devia estar por ali dando sopa, enchendo linguiça para tapar buraco na grade de programação.

Assumpção, declarou o seguinte: “Os jogadores têm demonstrado atitude no dia-a-dia. Esse fator é o que faz a diferença nesse momento decisivo. Eles têm um comprometimento grande com o Botafogo e me deixam muito confiante em uma permanência na 1º Divisão.”

Ora bolas, por que não fizeram isso desde o começo? Por que esperar o enxovalhamento do escudo do clube para então reagir e se comportar dignamente, tendo à disposição a competição mais importante do país como oportunidade de demonstrar sua galhardia e comprometimento? Não engulo esse blá-blá-blá.

Em seguida, ao se referir ao fato dos jogadores cantarem o hino do clube no vestiário após a partida, disse: “Nunca vi isso antes”. Também pudera, não é do ramo. Nunca trabalhou em um clube de futebol profissional ou mesmo teve atuação expressiva dentro do Botafogo, como torcedor, que o fosse. Que experiência teria ele para saber dessas coisas?

Falando ao repórter, em meio a declarações naturalmente entusiasmadas, o vice Silva pediu à torcida que não vaiasse o time ‘no começo do jogo’.

Confesso que as vaias da torcida no começo das partidas me irritam também, já comentei sobre isso aqui no blog. Mas uma coisa é um torcedor, que é o meu caso, pedir à minha própria torcida, nossa torcida, que dê uma ‘aliviada’, que não pegue pesado logo de início, evitando fazer do Engenhão um quintal do adversário. Esse não é o caso do vice Silva.

Como responsável direto pela montagem do plantel de um time que se arrastou por toda a competição na parte baixa da tabela, creio que o vice de futebol não tenha o direito de pedir absolutamente nada à torcida. Se preferiu dar lugar a amigos pessoais e indicados de parceiros não confiáveis ao invés de montar uma equipe competitiva que honrasse as cores do clube e que fosse motivo de alegria para os torcedores, então que mantenha a compostura e evite a visibilidade e o exagero. Até porque só aparece nos momentos vitoriosos, da mesma forma que o presidente Assumpção.

Um pouco de comedimento poderia também evitar que seu arroubo midiático me fizesse passar pelo constrangimento de ver o repórter dizer, após nosso vice se afastar da câmera: “Esse foi o André... André, o... dirigente do Botafogo que...”

Que se agarrem ao comprometimento e ao empenho, e que se desapeguem do falatório.

Saudações alvinegras!

PS: Dos jogadores ‘titulares’ – salvo os que chegaram depois da janela de transferência –, Leandro Guerreiro, Alessandro e os goleiros são as únicas exceções à regra, que foi a de completa falta de comprometimento com o clube. Esta postura nos conduziu à situação em que nos encontramos no momento, postura esta que parece ter sofrido uma salutar e providencial mudança radical. Que perdure até a última rodada.

(Clique na imagem para melhor visualizá-la)

domingo, 1 de novembro de 2009

A Parede


Jogo confuso, difícil de analisar. Vou deixar o trabalho de destrinchar o emaranhado futebolístico que foi essa partida a cargo de parceiros blogueiros. Estão nos links que seguem: Cantinho Botafoguense, Fogo Eterno, Mundo Botafogo/Estrela Solitária e snoopy em preto e branco.

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Acredito que a partida tenha demonstrado que o maior mérito de Estevam Soares foi despertar nos jogadores um espírito de luta que andava adormecido durante a gestão de seu antecessor.

Mas não se resume a isso a contribuição de nosso atual treinador. Os gritos na lateral do campo também funcionam, porque mesmo sendo obrigado a escalar a dupla Fahel – que fez um pênalti – e Leo Silva – que quase caiu na tentação por duas vezes, mas conseguiu se conter e não fazer pênaltis, além de jogar bem; a vida tem seus mistérios –, conseguiu, aos berros, fazer seu time manter uma certa tranquilidade ao retomar a posse de bola e tocá-la no campo de defesa, quando os jogadores mostravam já estar na iminência de dar um chutão pra frente. Parece que os berros de Estevam fazem parte da equipe e que os jogadores que temos só funcionam no grito.

Se faltou inteligência e saúde a André Lima, sobrou empenho à equipe e sorte ao Botafogo, que conseguiu segurar o ímpeto colorado até o final.

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Mas o que realmente me levou a escrever hoje, no mesmo dia da partida – que não é do meu feitio –, foi a vontade de declarar meu voto para melhor goleiro do campeonato ao Jefferson. É a forma que encontro para agradecê-lo por estar ao lado do Botafogo ou, mais precisamente, garantindo a retaguarda.

São Jefferson, A Parede, Campo de Força, O Coisa... Chamem do jeito que quiserem e seja lá como for, não será exagero.

Jefferson é a única presença extraordinária no elenco desde a saída de Maicosuel. E arrisco dizer que se Jefferson estivesse presente, não teríamos perdido três títulos consecutivos. Porque mesmo com vários outros elementos desfavoráveis, nas finais do estadual um fator importante, e que desnivelou a balança, foi a enorme desigualdade entre os goleiros.

Que Jefferson fique pra sempre entre nós. E que o presidente Assumpção guarde um agradecimento individual e lágrimas exclusivas para Jefferson, que está sendo muito mais importante para nossa salvação da degola do que qualquer outra peça do elenco. Justiça seja feita.

Saudações alvinegras!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O pênalti aconteceu, não há o que discutir

(Imagem do Sportv mostra o momento do pênalti)

Chuveirinho da linha média sem nenhuma movimentação articulada para aproveitar esse tipo de jogada – que já foi abolida até pela seleção inglesa e hoje em dia só é utilizada com algum sucesso pelo sobrevalorizado Muricy Ramalho – não pode dar bom resultado, principalmente com o agravante de não termos nenhum jogador que saiba verdadeiramente o que significa a palavra ‘cruzamento’.

Triangulações pelo meio, sem jogadores habilidosos e com oito adversários atrás da linha da bola, não pode dar em nada.

Um atacante improvisado como meia nem sempre dá certo.

Um meia sem outro meia é metade de um meio-de-campo criativo.

Se o único meia escalado não consegue render bem por 90 minutos em boa companhia, o que pode-se antever quando sabe-se que será condenado a passar boa parte desse tempo ao lado de Leo Silva?

Uma defesa comandada pelo capitão Juninho e reforçada pelo soldado Wellington, que inexplicavelmente aderiu ao ideal de mediocridade comungado por seu superior – coitado, um jovem suscetível –, é garantia de fortes emoções terríveis.

Os chutes a gol de Victor Simões são tão desgovernados, que o cinegrafista que estava rente à linha de fundo precisou recuar a câmera pra tentar enquadrar o resultado das tentativas do atacante flamenguista.

Sorte nossa que Diego é inteligente e tem presença de espírito. Salvou o time, mesmo com Juninho se empenhando para nos arrastar pro fundo mais uma vez.

Maior sorte ainda foi termos repatriado Jefferson.

Por que Rodrigo Dantas não começa jogando ao lado de Jônatas? Por que Lúcio Flávio tem que voltar como titular no próximo jogo? Por que Fahel tem que jogar? Por que Teco fica no banco? Por que Diego não joga na zaga? Por que Gabriel e Wellington Jr não são relacionados? Por onde anda Alex Lopes? Por que a diretoria resolveu aumentar o preço dos ingressos? Por que André Silva e Anderson Barros ainda trabalham no clube?

Bem, deve ser porque Mauricio Assumpção é um sádico que pensa que a torcida é masoquista.

***

Uma demonstração de que a torcida não é masoquista está estampada na faixa de protesto anexada abaixo. É de iniciativa do Danilo, que escreve o blog Botafoguismo, e está amparada por botafoguenses com sangue nas veias, dentre eles o meu amigo Gil, que aparece junto ao ângulo direito da faixa.


Saudações alvinegras!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Ao E$tádio!


A diretoria pela primeira vez acertou no que diz respeito a medidas para aumentar o público no Engenhão quando diminui o preço dos ingressos e promoveu a gratuidade da entrada para crianças no jogo contra o Avaí. O resultado por um lado foi desastroso, pois não souberam administrar o aumento da demanda de público e as consequências são do conhecimento de todos. Por outro, o sucesso foi estrondoso, com o comparecimento em massa do torcedor alvinegro ‘superlotando’ o Engenhão.

Fato lamentável numa ponta, espetáculo notável de público na outra.

Ao se apresentar publicamente – e pela primeira vez, o que fez de sua ‘aparição’ uma dupla-apresentação –, se desculpando/explicando/complicando/enrolando, o diretor de marketing do Botafogo não deixou dúvidas de que estamos entregues a um consórcio infindável de incompetentes. Quando achamos que já conhecemos toda a trupe, descobrimos que o elenco de incapazes é ainda maior do que imaginávamos, o que pode levar, a depender do estado de espírito do torcedor-pensante, a divagações sombrias onde piores vultos surgem com dizeres igualmente tortuosos e presenças plasticamente lamentáveis, e todos na pele de porta vozes oficiais do Botafogo!

Após a ‘aparição e manifestação’ de nosso diretor de marketing, veio a certeza – pelo menos para os maiores de sete anos – de que coisas piores estavam sendo preparadas.

Foi deixar escapar dois dias sem comentar sobre a completa falta de visão comercial e de marketing que resultou no desastre de público do ‘clássico regional’, Botafogo x Flamengo, e lá me vêm os gênios do marketing de GS a surpreender-me – desta vez não somente pela incompetência, mas pela presteza – com o aumento do preço dos ingressos para a partida de hoje.

Não posso supor que não seja de conhecimento dos responsáveis pela boa administração do clube a posição em que o time se encontra na tabela do campeonato, que estamos a poucas rodadas do final e que o clube visitante é adversário direto na briga para escapar do rebaixamento. Ou será que além de alertá-los sobre estas circunstâncias devo também juntar a isso a informação de que hoje é uma quarta-feira e que o jogo está marcado para as sete e meia da noite?

Mas como o presidente Assumpção (“Por que ela – a torcida – lotou o João Havelange contra o Avaí e foi em pequeno número contra o Flamengo?”) não desconfia que um dos motivos que fizeram o público de domingo ser três vezes inferior ao do jogo contra o Avaí pode ter sido o valor dos ingressos (seis vezes mais caros), de que vale falar sobre isso?

Saudações alvinegras!

PS: “É preciso entender a importância de os nossos torcedores estarem ao lado do time em todos os momentos.” (Maurício Assumpção)

Não disse que o presidente Assumpção ia pedir o comparecimento da torcida, mesmo depois de aumentar o preço dos ingressos? O presidente é previsível como Lúcio Flávio ao escolher o canto que vai cobrar um pênalti.