domingo, 8 de novembro de 2009

In Jefferson we trust!


O Botafogo sempre joga mal quando é obrigado a tomar a iniciativa nas partidas, tendo como única exceção a esta regra, neste campeonato, o último jogo contra o Atlético Mineiro. Como nosso* ataque é inofensivo e o setor de criação está entregue aos cuidados da nulidade futebolística que atende pelo nome de Lucio Flavio, o melhor é se encolher – postura que Lucio conhece muito bem – e torcer para que o pusilânime, ególatra, sonso e lerdo Juninho, o Capitão Penico, faça um gol de falta. Qualquer coisa que fuja a este modelo será obra do acaso.

Minha convicção com relação a isso aumenta ao saber que corremos o risco de que o ilusionista Victor Simões – o homem que transforma material esportivo em material de construção – pode ser escalado e ficar por ali ciscando, se esforçando para alterar o formato da bola e atrapalhar Reinaldo, na hora que o 'craque' tentar carimbar o goleiro, como é o costume de ambos.

Somado a estas várias limitações, o talentoso rubronegro Jônatas será obrigado a assistir – sem dar um pio, porque se reclamar apanha – à subtração de seu quinhão na meia cancha pelo indolente, omisso, arrogante, amiguinho pessoal do indescritível vice Silva e protegido de Marcio ‘Punhos de Aço’ Touson, Lucio Flavio.

Alessandro será sempre motivo de assombro, Leandro Guerreiro está à meia-bomba, Renato é atleticano e o soldado Wellington se juntou a um grupo de desertores.

A esperança está nas mãos de Jefferson, apesar de que a estatueta de nosso herói – que encomendei a um artesão especializado em esculturas feitas com aglomerado de arruda – ainda não tenha ficado pronta. Mas, mesmo assim, in Jefferson we trust!

Que minha análise dê errado, que minha língua se junte ao borralho, que o time dê um passeio no Coritiba, que vocês zombem de mim no final. Afinal, sou botafoguense e o que importa, neste momento, é a vitória.

Nota: A esperança extra recairia sobre Diego – um jogador que sofre pênalti muito bem –, mas como a reza para que o cobrador converta deveria ter começado conjuntamente a um jejum, a partir das seis da tarde de sexta-feira, esta opção não conta.

Saudações alvinegras!

* Entende-se por ‘nosso’, algo ‘que nos pertence’. Mas como o presidente Assumpção considera a concessão do Engenhão um direito conquistado pelo Botafogo para ser usufruído de graça por outros clubes, o significado da palavra ‘nosso’ sofre uma alteração radical quando associada ao clube de General Severiano, que naturalmente tem sua imagem misturada à figura do presidente, para nossa infelicidade.

No presente caso, ‘nosso ataque’ pode significar outra coisa, como, por exemplo, ‘ataque flamenguista’.

Assumpção poderia ser mais tímido, limitando-se a nos envergonhar somente por presidir nosso clube de coração, deixando de lado sua investida no campo da semântica.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Política Concreta


O Botafogo do Biriba faz sete meses de existência e não poderia ser presenteado de forma mais... Difícil adjetivar. O que segue é simples e autoexplicativo.

- Obrigado, pessoal!
- Tá querendo aparecer? Eu já agradeci.
- Não agradeceu, não.
- Foi como se tivesse agradecido.
- Tudo bem então. Mas eu não posso agradecer também, não?
- Pode, cara, mas o post é sobre uma reunião do MCR e você tá deturpando...
- É, tão sempre dizendo que eu me comporto que nem um animal!
- Mas você é u...
- Tá falando o quê, Luiz? Vai me chamar de cachorro também?
- Não, eu ia dizer q...
- Vai! Fala o que tava pensado!
- Não é nad...
- Nada o quê?
- É que você é um... que você é um amigo e...
- Para com isso, rapaz!
- Desculpa se eu... eu não queria...
- Rá! Te peguei gaguejando.
- Qual é, Biriba! Todo mundo vendo isso...
- Vendo o quê? Você catando eufemismo pra me chamar de 'cachorro'?
- Não é bem assim...
- Gente, esquece esse cara. O Luiz tem mania de chamar cachorro de cão. Tremenda cachorrada!
- Eu não te chamei de cão...
- Mas pensou, cachorrão!

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1ª reunião aberta do MCR na segunda, dia 09/11 Pessoal, na segunda-feira às 19h, o Movimento Carlito Rocha realizará uma reunião aberta com toda a torcida para discutir os rumos do Botafogo de Futebol e Regatas. Todos estão convidados. A reunião será na sede do Sindicato dos Bancários, na Avenida Presidente Vargas 502, 21º andar. Não é necessário ser associado ao clube para participar. ____________________________


Saudações alvinegras!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Se queriam mesmo vencer, não sei, mas sei que fui enganado


O primeiro tempo do jogo de ontem me fez lembrar a segunda partida das finais do Carioca de 2007. Naquela ocasião o time passou toda a primeira etapa tocando a bola de um lado a outro de forma acanhada e claudicante, como se o empate fosse um bom resultado. Desta vez não foi muito diferente disso até o cronômetro passar dos 40 minutos, quando a equipe assumiu outra postura, mostrando o ímpeto ofensivo que naturalmente se espera de um time cujo único resultado que representa sua sobrevida na competição é a vitória.

A escalação, que teoricamente remetia a uma equipe ofensiva e que supostamente buscaria o gol desde o primeiro minuto, me enganou, pois o que se viu foi um time com postura acomodada e inexplicavelmente tímida.

(Suspeitei da ‘enganação’ quando, momentos antes do início da partida, Reinaldo disse que “temos que ter equilíbrio, calma, tocar a bola e não ir pra cima de cara”, algo assim. Em suma, uma declaração bem articulada para camuflar o que no fundo não passa de ‘conversa de perdedor’. Me lembrou instantaneamente a ‘máxima’ ridícula ouvida por aí, que afirma que ‘o gol acontece naturalmente’, como se o gol fosse algo comezinho. Muito pelo contrário, o gol é o que muda a ordem natural das coisas: o gol é algo extraordinário).

Os últimos cinco minutos do primeiro tempo e o começo do segundo serviram para provar que a pasmaceira futebolística apresentada pelo Botafogo durante os 40 minutos iniciais nada mais era do que a materialização de uma vontade. Se foi uma decisão íntima ou institucional, individual ou coletiva, tomada pela comissão técnica ou pelos jogadores, isso não importa agora – talvez sirva como lição mais adiante.

O que importa saber é que a despeito do acaso futebolístico, antes mesmo que a indeterminância imposta pela vida tomasse conta da partida, uma decisão equivocada já havia contaminado a equipe com o espírito débil dos perdedores. Uma vez contagiado pelo vírus do fracasso, 45 minutos podem não ser suficientes para purificar o sangue. Da mesma forma que a desgraça de 2007 começou antes do apito inicial, ontem a equipe já entrou em campo derrotada.

O humor dos abatidos envenena o corpo e exala seu cheiro; os cães reagem a isso. Pode não ser percebido conscientemente, mas a Natureza se encarrega de sua eliminação e se expressa através da bola que não entra, do adversário que salva na linha, do gol-feito perdido, da punição inicial, do turvamento dos sentidos e do golpe fatal.

Mesmo começando a partida com jogadores sem o brilho nos olhos que carregam os verdadeiros vencedores, nossa equipe poderia ter lutado desde o primeiro minuto contra o adversário e também contra aquela deficiência incorrigível porquanto inerente. Mas preferiu o comedimento dos medíocres. Quando acordou, já era tarde e foi acachapada pelo ímpeto sanitário da Natureza.

Coisas da vida.

(foto: Ricardo Cassiano/Lancenet)

Vale destacar o fato de que o Botafogo passou 90 minutos insistindo pelo meio contra um adversário retrancado? Certo que sim. Faça uma visita ao Cantinho Botafoguense. Está lá.

Vale comentar que Fahel é uma nulidade perdida em campo e ainda é o ‘homem de referência no sistema defensivo’? Vale, sim. Leia sobre isso no Fogo Eterno.

Vale dizer que o técnico é refém de uma panelinha de intocáveis que tomou General Severiano de assalto? Claro que sim. O blog do Movimento Carlito Rocha fala sobre esta mazela.

Vale lembrar que atuamos mal quando precisamos tomar a iniciativa do jogo? Sim, sim. O Mundo Botafogo/Estrela Solitária fala sobre isso aqui e também nesta outra postagem.

Vale falar sobre a falta de inteligência de nossos jogadores? Lógico! Está lá no snoopy em preto e branco.

Saudações alvinegras!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Ao ataque!


A escalação divulgada leva a crer que o técnico Estevam Soares vai pro tudo ou nada contra o Cerro Porteño: vamos com Jefferson, Alessandro, Juninho, Diego e Gabriel; Fahel, Jônatas, Lúcio Flávio e Renato; Reinaldo e André Lima.

A zaga ganhou força e explosão com a escalação de Diego – que substitui Wellington –, mas perdeu em estatura. Se Diego não tiver uma impulsão quase à Daniel Passarela, estaremos vulneráveis ao jogo aéreo, já que não há faixa de protesto na torcida que dê jeito na deficiência de Juninho em jogadas pelo alto. (Qual é o problema com o Teco?).

Se Alessandro normalmente não tem cobertura, o que será daquele setor do campo sem Leandro Guerreiro? E o que será da proteção à zaga, se Fahel será nosso único volante, uma vez que Jônatas como defensor é o mesmo que nada? É bom lembrar que o Cerro tem jogadores habilidosos, que exploram bem o trecho entre a intermediária e a meia-lua.

Ao chegar ao Gabriel já saímos da defesa e estamos reforçando o poder ofensivo, já que o nosso/deles – do Botafogo e do Fundo – jovem talento é um ala, que praticamente não conta como peça defensiva, a não ser em jogadas aéreas.

A escalação de Jônatas, Lúcio Flávio e Reinaldo indica uma tendência a reforçar o setor de criação. Parece que Estevam joga suas fichas no conceito de que a melhor defesa é o ataque, o que é perigoso. Mas sua coragem poderá ser louvada – tudo depende do resultado.

A presença de Renato no time, jogador com retrospecto razoavelmente positivo em jogadas aéreas, me leva a arriscar o palpite de que uma grande quantidade de bolas serão alçadas à área, explorando o cabeceio do atleticano, de Reinaldo e de André Lima. Resta saber quem vai cruzar essas bolas.

Considero esperta a decisão de Estevam em deixar Jóbson como opção para o segundo tempo, contando com a movimentação e velocidade do atacante, associadas ao provável desgaste da equipe visitante.

Enquanto a ‘linha’ de defesa está teoricamente enfraquecida, atrás dela temos o Jefferson. Acho que Estevam conta com nosso craque do gol para cortar bolas levantadas na área, chutes por cima, por baixo e pelos lados. Na verdade, todos estamos contando com isso. Salve, Jefferson!

Se a intenção de Estevam é nos matar do coração, escolheu a torcida errada. “O Botafoguense é, antes de tudo, um forte.” (Euclides ‘Alvinegro’ da Cunha).

Saudações alvinegras!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Falácia pouca não é bobagem

(Imagem: djustino)

Ao final da partida de ontem, algum assessor de imprensa ou um amigo pessoal que viajou com a comissão técnica e que tem permissão para dar palpites, soprou no ouvido do presidente Assumpção e de seu vice de futebol que fossem dar entrevistas a um repórter da Band, que devia estar por ali dando sopa, enchendo linguiça para tapar buraco na grade de programação.

Assumpção, declarou o seguinte: “Os jogadores têm demonstrado atitude no dia-a-dia. Esse fator é o que faz a diferença nesse momento decisivo. Eles têm um comprometimento grande com o Botafogo e me deixam muito confiante em uma permanência na 1º Divisão.”

Ora bolas, por que não fizeram isso desde o começo? Por que esperar o enxovalhamento do escudo do clube para então reagir e se comportar dignamente, tendo à disposição a competição mais importante do país como oportunidade de demonstrar sua galhardia e comprometimento? Não engulo esse blá-blá-blá.

Em seguida, ao se referir ao fato dos jogadores cantarem o hino do clube no vestiário após a partida, disse: “Nunca vi isso antes”. Também pudera, não é do ramo. Nunca trabalhou em um clube de futebol profissional ou mesmo teve atuação expressiva dentro do Botafogo, como torcedor, que o fosse. Que experiência teria ele para saber dessas coisas?

Falando ao repórter, em meio a declarações naturalmente entusiasmadas, o vice Silva pediu à torcida que não vaiasse o time ‘no começo do jogo’.

Confesso que as vaias da torcida no começo das partidas me irritam também, já comentei sobre isso aqui no blog. Mas uma coisa é um torcedor, que é o meu caso, pedir à minha própria torcida, nossa torcida, que dê uma ‘aliviada’, que não pegue pesado logo de início, evitando fazer do Engenhão um quintal do adversário. Esse não é o caso do vice Silva.

Como responsável direto pela montagem do plantel de um time que se arrastou por toda a competição na parte baixa da tabela, creio que o vice de futebol não tenha o direito de pedir absolutamente nada à torcida. Se preferiu dar lugar a amigos pessoais e indicados de parceiros não confiáveis ao invés de montar uma equipe competitiva que honrasse as cores do clube e que fosse motivo de alegria para os torcedores, então que mantenha a compostura e evite a visibilidade e o exagero. Até porque só aparece nos momentos vitoriosos, da mesma forma que o presidente Assumpção.

Um pouco de comedimento poderia também evitar que seu arroubo midiático me fizesse passar pelo constrangimento de ver o repórter dizer, após nosso vice se afastar da câmera: “Esse foi o André... André, o... dirigente do Botafogo que...”

Que se agarrem ao comprometimento e ao empenho, e que se desapeguem do falatório.

Saudações alvinegras!

PS: Dos jogadores ‘titulares’ – salvo os que chegaram depois da janela de transferência –, Leandro Guerreiro, Alessandro e os goleiros são as únicas exceções à regra, que foi a de completa falta de comprometimento com o clube. Esta postura nos conduziu à situação em que nos encontramos no momento, postura esta que parece ter sofrido uma salutar e providencial mudança radical. Que perdure até a última rodada.

(Clique na imagem para melhor visualizá-la)

domingo, 1 de novembro de 2009

A Parede


Jogo confuso, difícil de analisar. Vou deixar o trabalho de destrinchar o emaranhado futebolístico que foi essa partida a cargo de parceiros blogueiros. Estão nos links que seguem: Cantinho Botafoguense, Fogo Eterno, Mundo Botafogo/Estrela Solitária e snoopy em preto e branco.

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Acredito que a partida tenha demonstrado que o maior mérito de Estevam Soares foi despertar nos jogadores um espírito de luta que andava adormecido durante a gestão de seu antecessor.

Mas não se resume a isso a contribuição de nosso atual treinador. Os gritos na lateral do campo também funcionam, porque mesmo sendo obrigado a escalar a dupla Fahel – que fez um pênalti – e Leo Silva – que quase caiu na tentação por duas vezes, mas conseguiu se conter e não fazer pênaltis, além de jogar bem; a vida tem seus mistérios –, conseguiu, aos berros, fazer seu time manter uma certa tranquilidade ao retomar a posse de bola e tocá-la no campo de defesa, quando os jogadores mostravam já estar na iminência de dar um chutão pra frente. Parece que os berros de Estevam fazem parte da equipe e que os jogadores que temos só funcionam no grito.

Se faltou inteligência e saúde a André Lima, sobrou empenho à equipe e sorte ao Botafogo, que conseguiu segurar o ímpeto colorado até o final.

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Mas o que realmente me levou a escrever hoje, no mesmo dia da partida – que não é do meu feitio –, foi a vontade de declarar meu voto para melhor goleiro do campeonato ao Jefferson. É a forma que encontro para agradecê-lo por estar ao lado do Botafogo ou, mais precisamente, garantindo a retaguarda.

São Jefferson, A Parede, Campo de Força, O Coisa... Chamem do jeito que quiserem e seja lá como for, não será exagero.

Jefferson é a única presença extraordinária no elenco desde a saída de Maicosuel. E arrisco dizer que se Jefferson estivesse presente, não teríamos perdido três títulos consecutivos. Porque mesmo com vários outros elementos desfavoráveis, nas finais do estadual um fator importante, e que desnivelou a balança, foi a enorme desigualdade entre os goleiros.

Que Jefferson fique pra sempre entre nós. E que o presidente Assumpção guarde um agradecimento individual e lágrimas exclusivas para Jefferson, que está sendo muito mais importante para nossa salvação da degola do que qualquer outra peça do elenco. Justiça seja feita.

Saudações alvinegras!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O pênalti aconteceu, não há o que discutir

(Imagem do Sportv mostra o momento do pênalti)

Chuveirinho da linha média sem nenhuma movimentação articulada para aproveitar esse tipo de jogada – que já foi abolida até pela seleção inglesa e hoje em dia só é utilizada com algum sucesso pelo sobrevalorizado Muricy Ramalho – não pode dar bom resultado, principalmente com o agravante de não termos nenhum jogador que saiba verdadeiramente o que significa a palavra ‘cruzamento’.

Triangulações pelo meio, sem jogadores habilidosos e com oito adversários atrás da linha da bola, não pode dar em nada.

Um atacante improvisado como meia nem sempre dá certo.

Um meia sem outro meia é metade de um meio-de-campo criativo.

Se o único meia escalado não consegue render bem por 90 minutos em boa companhia, o que pode-se antever quando sabe-se que será condenado a passar boa parte desse tempo ao lado de Leo Silva?

Uma defesa comandada pelo capitão Juninho e reforçada pelo soldado Wellington, que inexplicavelmente aderiu ao ideal de mediocridade comungado por seu superior – coitado, um jovem suscetível –, é garantia de fortes emoções terríveis.

Os chutes a gol de Victor Simões são tão desgovernados, que o cinegrafista que estava rente à linha de fundo precisou recuar a câmera pra tentar enquadrar o resultado das tentativas do atacante flamenguista.

Sorte nossa que Diego é inteligente e tem presença de espírito. Salvou o time, mesmo com Juninho se empenhando para nos arrastar pro fundo mais uma vez.

Maior sorte ainda foi termos repatriado Jefferson.

Por que Rodrigo Dantas não começa jogando ao lado de Jônatas? Por que Lúcio Flávio tem que voltar como titular no próximo jogo? Por que Fahel tem que jogar? Por que Teco fica no banco? Por que Diego não joga na zaga? Por que Gabriel e Wellington Jr não são relacionados? Por onde anda Alex Lopes? Por que a diretoria resolveu aumentar o preço dos ingressos? Por que André Silva e Anderson Barros ainda trabalham no clube?

Bem, deve ser porque Mauricio Assumpção é um sádico que pensa que a torcida é masoquista.

***

Uma demonstração de que a torcida não é masoquista está estampada na faixa de protesto anexada abaixo. É de iniciativa do Danilo, que escreve o blog Botafoguismo, e está amparada por botafoguenses com sangue nas veias, dentre eles o meu amigo Gil, que aparece junto ao ângulo direito da faixa.


Saudações alvinegras!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Ao E$tádio!


A diretoria pela primeira vez acertou no que diz respeito a medidas para aumentar o público no Engenhão quando diminui o preço dos ingressos e promoveu a gratuidade da entrada para crianças no jogo contra o Avaí. O resultado por um lado foi desastroso, pois não souberam administrar o aumento da demanda de público e as consequências são do conhecimento de todos. Por outro, o sucesso foi estrondoso, com o comparecimento em massa do torcedor alvinegro ‘superlotando’ o Engenhão.

Fato lamentável numa ponta, espetáculo notável de público na outra.

Ao se apresentar publicamente – e pela primeira vez, o que fez de sua ‘aparição’ uma dupla-apresentação –, se desculpando/explicando/complicando/enrolando, o diretor de marketing do Botafogo não deixou dúvidas de que estamos entregues a um consórcio infindável de incompetentes. Quando achamos que já conhecemos toda a trupe, descobrimos que o elenco de incapazes é ainda maior do que imaginávamos, o que pode levar, a depender do estado de espírito do torcedor-pensante, a divagações sombrias onde piores vultos surgem com dizeres igualmente tortuosos e presenças plasticamente lamentáveis, e todos na pele de porta vozes oficiais do Botafogo!

Após a ‘aparição e manifestação’ de nosso diretor de marketing, veio a certeza – pelo menos para os maiores de sete anos – de que coisas piores estavam sendo preparadas.

Foi deixar escapar dois dias sem comentar sobre a completa falta de visão comercial e de marketing que resultou no desastre de público do ‘clássico regional’, Botafogo x Flamengo, e lá me vêm os gênios do marketing de GS a surpreender-me – desta vez não somente pela incompetência, mas pela presteza – com o aumento do preço dos ingressos para a partida de hoje.

Não posso supor que não seja de conhecimento dos responsáveis pela boa administração do clube a posição em que o time se encontra na tabela do campeonato, que estamos a poucas rodadas do final e que o clube visitante é adversário direto na briga para escapar do rebaixamento. Ou será que além de alertá-los sobre estas circunstâncias devo também juntar a isso a informação de que hoje é uma quarta-feira e que o jogo está marcado para as sete e meia da noite?

Mas como o presidente Assumpção (“Por que ela – a torcida – lotou o João Havelange contra o Avaí e foi em pequeno número contra o Flamengo?”) não desconfia que um dos motivos que fizeram o público de domingo ser três vezes inferior ao do jogo contra o Avaí pode ter sido o valor dos ingressos (seis vezes mais caros), de que vale falar sobre isso?

Saudações alvinegras!

PS: “É preciso entender a importância de os nossos torcedores estarem ao lado do time em todos os momentos.” (Maurício Assumpção)

Não disse que o presidente Assumpção ia pedir o comparecimento da torcida, mesmo depois de aumentar o preço dos ingressos? O presidente é previsível como Lúcio Flávio ao escolher o canto que vai cobrar um pênalti.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Botafogômetro


Partidas contra o Flamengo me são úteis como um filtro que separa os que 'servem' dos que 'não servem' para representar em campo o Botafogo de Futebol e Regatas. Se o sujeito fica nervoso, 'abaixa a cabeça', não entra firme, tem desempenho abaixo do que normalmente apresenta, faz jogadas estranhamente bisonhas, titubeia nos momentos decisivos, um sinal de alerta se acende em meu painel mental, indicando que o cidadão 'não serve'. Diferente desses, o jogador que 'serve' não se abate frente à camisa rubronegra. Pelo contrário, os jogadores com os quais podemos contar 'crescem’ e suas qualidades se amplificam. Ser ou não tecnicamente bem provido pouco importa para meu sistema de filtragem, pois o que está em avaliação é a capacidade que tem um jogador de não se afetar negativamente por fatores extra-campo, que sempre serão desfavoráveis ao Glorioso.

No jogo de ontem meu 'filtro' indicou o seguinte:

Jefferson 'SERVE': Continua sendo e será, sempre que envergar o uniforme glorioso, um digno representante da tradição botafoguense de contar com grandes goleiros. A defesa espetacular em chute à queima-roupa no final da partida foi digna dos melhores do ramo e não reprisá-la é uma prova de sua qualidade, pois demonstra o esforço por parte da imprensa em não criar um termo de comparação ao tão badalado goleiro da equipe oponente. A diretoria deveria tentar assinar um contrato de no mínimo três anos com o jogador, mas é formada pela mesma turma que o mandou embora depois de demonstrar ser um goleiro extremamente promissor – o que não causa surpresa, pois é uma turma formada por masoquistas que estão a fazer de tudo para destruir o Botafogo.

Alessandro 'SERVE': Alessandro não pode ser considerado um supra-sumo em nenhum aspecto técnico do futebol, mas esportivamente é impecável. Seu espírito de luta, sua determinação inabalável, o ímpeto com que defende as cores do clube destoam da maioria que por ali passaram nos últimos anos e ainda mancham a história alvinegra. A disposição de Alessandro ganha força quando joga contra o Flamengo. Melhor um mediano confiável do que um melhorzinho acabrunhado.

Juninho ‘NÃO SERVE’: É fraco fisicamente, tecnicamente, intelectualmente, psicologicamente. Seu perfil pode ser sintetizado pela forma débil e amadorística com que deu combate a Adriano no lance do gol e a Zé Roberto, nas duas vezes em que este último conseguiu concluir – cerca, cerca e deixa chutar. Juninho é o melhor exemplo de um jogador que ‘não serve’ para jogar no Botafogo FR.

Wellington ‘NÃO SERVE’: Tive uma ótima impressão deste jogador nas primeiras vezes que atuou pelo time e o defendi entusiasticamente. A forma como deu o primeiro combate ao jogador Adriano e foi vencido, como tentou claudicantemente se recuperar e, posteriormente, sua associação a Juninho para formarem o vão do ‘arco do triunfo do imperador’, no lance que culminou em gol, me levaram a incluí-lo no rol dos jogadores com os quais não podemos contar.

Diego ‘SERVE’: Conhece bem suas limitações técnicas e joga no limite de suas aptidões. É inteligente taticamente, aguerrido, não considera nenhum lance como ‘perdido’ e possui o atrevimento indispensável aos jogadores que ‘servem’.

Leandro Guerreiro ‘NÃO SERVE’: Aguerrido, Leandro Guerreiro é um lutador incansável até o último minuto de todas as partidas, mas treme quando enfrenta o Flamengo, o que é um indicador determinante de que é jogador que ‘não serve’. Nos momentos decisivos demonstra fragilidade mental para tomar decisões cruciais. Estava ‘marcando’ Renato Augusto quando o jogador chutou e marcou na decisão de 2007; não reagiu a um drible de Juan que culminou em gol de Obina, em 2008; nesta última partida foi driblado da mesma forma – de maneira um pouco mais desmoralizante – por um jovem zagueiro flamenguista, em jogada que poderia representar grande perigo. Um perdedor nato, daqueles que a diferença entre vitória e derrota tem maior significado ortográfico do que semântico.

Batista (o ‘filtro’ não indicou alteração): Um jogador voluntarioso e aguerrido, dispersivo e inconstante, alterna momentos de lucidez e lances de completa dissociação da realidade.

Reinaldo ‘SERVE’: Não se sabe se vai voltar à forma, deixar de frequentar assiduamente o dep. médico, conseguir manter uma constância na qualidade de suas atuações, jogar uma partida inteira. Mas não há dúvidas de que é um profissional que veste a camisa do clube que defende e não se intimida quando enfrenta o time que o revelou para o futebol. Marcou um gol numa final de campeonato e se manteve obstinado na tentativa de ajudar o time a chegar a um resultado favorável até sua inexplicável substituição. Quando ‘inteiro’, pode-se contar com ele.

Lúcio Flávio ‘NÃO SERVE’: Bem educado e ponderado, um sujeito de formação humana acima da média, um gentleman. Como jogador – e especialmente contra o Flamengo, que é o cenário de ensaio propício ao uso do ‘filtro’ – não se apresenta quando se depara com situações difíceis, some quando dele mais precisamos. Quando aparece, falha na hora decisiva. Em toda a partida fez apenas uma boa jogada, quando deixou André Lima em ótima posição para o arremate, no finalzinho da partida. No lance do pênalti ficou a impressão de que a cobrança foi ‘ensaiada’ à exaustão e que o goleiro adversário já sabia de antemão todas as ‘marcas’ do script ‘engessado’ de Lúcio Flávio. Um jogador que revela ter escolhido o canto para bater uma penalidade máxima e não tem a capacidade de alterar esta escolha, mesmo que o momento apresentasse uma situação clara, óbvia, demorada, ou seja, extremamente fácil para a reversão do que foi previamente estipulado, não pode ser cobrador oficial de nenhum time do planeta. Lento, acanhado e previsível.

Jobson ‘SERVE’: Não se impressionou com ‘a camisa’ adversária e tentou o que pode dentro de suas limitações. Foi marcado individualmente durante toda a partida e as pífias opções táticas de ataque não o colocavam em condições de ameaçar o gol adversário, sobretudo por seu posicionamento afastado da área, o situando mais como armador do que como atacante.

André Lima ‘SERVE ou NÃO SERVE’? (o monitor do ‘filtro’ ficou cravado em 50%): Não ‘abaixou a cabeça’ e não deixou de ‘entrar firme’ e buscar o jogo, mas esteve o tempo todo nervoso, com o desempenho abaixo do que normalmente apresenta, fazendo jogadas estranhamente bisonhas e titubeando nos momentos decisivos. Os dois chutes ridículos que ‘disparou’ sem ângulo para a linha de fundo – meio de canela, meio de tornozelo – o renderia um lugar no rol dos grandes perebas da história do futebol, não fosse o ‘fator Flamengo’ o grande culpado por seu desempenho atípico. Quando teve uma ótima chance de arrematar com perigo, chutou a bola para o setor Sul, onde vândalos se digladiaram para se agarrar a um brinde para levar pra casa, junto a algumas cadeiras e um punhado de equipamento sanitário. Estava visivelmente desestabilizado emocionalmente e perdeu uma grande chance de provar que é um jogador que ‘serve’.

Renato (o ‘filtro’ não indicou alteração): Um jogador que justifica uma noitada declarando estar pouco se importando com o Botafogo por ser atleticano, de saída já não merece meu respeito ou análise.

Victor Simões ‘NÃO SERVE E NÃO SERVIRÁ JAMAIS’: Um autêntico rubronegro. Chutou ‘reto’ pra fora de dentro da área, na final da Taça Rio; cobrou um pênalti nas mãos de Bruno, na final do Carioca. Domingo, arrematou diretamente no pé do goleiro em chance claríssima de gol. Além de ser um péssimo jogador, não consegue conter seu amor pelo Flamengo, deixando aflorar o flamenguista que tem dentro de suas entranhas e, sem que tenha controle sobre isso, cobrou um escanteio diretamente a um ‘parceiro’ de torcida. Precisamos nos livrar deste flamenguista o quanto antes.

Jônatas ‘SERVE’: O jogador tido como um flamenguista incorrigível por muitos, inclusive eu, não parece se afetar por estar jogando contra seu ex-clube. Entrou com a lucidez, a técnica e a disposição que faltou ao meia, Lúcio Flávio. Os disciplinadores de General Severiano deveriam reavaliar seus métodos de preparação psicológica e os responsáveis pelo futebol, sua conduta moral. Estes senhores sacrificam o Botafogo impingindo a titularidade inabalável de um jogador que não teria espaço em nenhum clube da primeira divisão brasileira, que é o caso de Lúcio Flávio, em detrimento da possibilidade de se valer do talento ainda não explorado ou verdadeiramente avaliado de Jônatas, por uma simples questão de amizade!

Estevam Soares: Não conseguiu montar um sistema ofensivo capaz de articular jogadas que furassem o bloqueio adversário. Sofre com a praga contraída a partir da posse da atual diretoria, que montou um plantel medíocre e hipertrofiado, mantém uma relação subserviente com o empresariado futebolístico, além de privilegiar as carreiras de jogadores ‘amigos pessoais’ em detrimento do sucesso do clube. Mesmo assim, Estevam ainda consegue motivar a maioria dos jogadores, o que tem feito grande diferença no comportamento da equipe desde sua chegada.

Arbitragem: Não marcou um pênalti claro em Lúcio Flávio quando a partida ainda estava empatada; deixou de marcar outro pênalti quando um jogador do Flamengo colocou a mão na bola; marcou um pênalti duvidoso a nosso favor: ‘NÃO SERVE’.

Nota: O sistema de filtragem utilizado pelo blog para separar o joio do trigo não avalia a qualidade do grão. Simplesmente identifica o joio, que desde a antiguidade é conhecido por não prestar para nada, a não ser atrapalhar a colheita nos trigais.

Nota 10: Túlio Souza atingiu o índice máximo no meu botafogômetro, com seu desempenho na segunda partida das finais do Campeonato Carioca.

Saudações alvinegras!

sábado, 24 de outubro de 2009

Agora é tarde, Assumpção

(Clique na imagem para melhor visualizá-la)

O presidente Assumpção se lamentou pelo fato da diretoria 'coirmã' ter incentivado seus torcedores a comprar ingressos para os setores do estádio destinados aos botafoguenses.

"Se isso realmente acontecer, será um ato de irresponsabilidade, que vai gerar um conflito desnecessário ao espetáculo. Fizemos a divisão, concordamos em compartilhar pela metade o espaço entre Botafogo e Flamengo. Mas se houver problemas no domingo, passaremos a ceder apenas 10% dos lugares a partir do ano que vem. E como o estádio é nosso, será um problema para as outras equipes. Além disso, o Estádio Olímpico tem o benefício de impedir que haja o encontro de torcidas na parte de dentro, o que não acontece no Maracanã."

Após mais uma infeliz demonstração de incompetência e falta de pulso por parte do presidente Assumpção para 'administrar' o mando de campo , além desta falaciosa e fantasiosa declaração, só me restam perguntas:

Por que cederam ao apelo da direção flamenguista? Por que aceitaram passivamente a intervenção direta da Ferj, quando tínhamos o regulamento da competição a nos garantir o direito de ceder somente 10% dos ingressos à torcida visitante? Por que optar por dividir o estádio justamente após uma demonstração perfeita de que nossa torcida tem condições de lotar nosso Engenhão com enorme margem de sobra? Por que aumentaram o preço dos ingressos, afastando do estádio as famílias? Por que o Botafogo padece com gente tão incompetente, omissa, irresponsável e débil em seu comando? Quem ganha com isso? Quem se beneficia com estas artimanhas?

Não tenho respostas para estas perguntas, mas tenho para outra que segue.

Imaginando a que ponto chegará a audácia destes dirigentes quando mais adiante precisarem do incentivo dos torcedores, indago e repondo em seguida:

Será esta diretoria descarada o suficiente para pedir mais uma vez que os torcedores compareçam depois de protagonizar este episódio de falta de visão comercial e de marketing, respeito à torcida e ao clube e submissão aos adversários? Óbvio que sim, companheiros. Pois se por um lado a inteligência lhes foi concedida com parcimônia, por outro, a falta de princípios lhes foi dada em abundância.

Nota: Sobre matéria correlata leiam um excelente artigo postado no blog Botafoguismo, intitulado O excesso da falta de inteligência. Cliquem no link sem temor.

Saudações alvinegras!

Um baderneiro chamado Marcos Braz

(Clique na imagem para melhor visualizá-la)

A torcida botafoguense foi provocada por um flamenguista chamado Marcos Braz. Pau-mandado de Kléber Leite (o malandro que posa na foto acima da “cernelha” desse calhorda), este cidadão tenta intimidar nossos torcedores se esforçando para criar um clima de insegurança, chamando sua própria torcida de arruaceira e violenta, como se anunciasse a invenção da roda.

Não se intimidem, companheiros botafoguenses. Se não estivesse me recuperando de uma fratura iria ao jogo com muito gosto e confiança, pois acredito que não sobre tempo nem energia para a torcida do time da gávea ameaçar torcedores de outros clubes, depois de brigar entre si à exaustão. São autoconsumíveis.

Outra coisa. As torcidas estarão separadas e brigas geralmente ocorrem entre os próprios brigões, sobrando resvalões para os dispersos e os dispersivos. Compareçam ao estádio em grupo e observem com atenção a movimentação à sua volta. E, por favor, não deixem que tomem o Engenhão de assalto (com trocadilho).

Saudações alvinegras!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Botafogo impedido por bandeirinha Smurf


O maior destaque da atual fase do Botafogo é, sem dúvidas, o goleiro Jefferson, nosso esteio. Faço uso da máxima que já se tornou notório clichê: "Se contássemos com a ‘Barragem Jefferson' desde o início das inundações, não estaríamos fugindo das águas." Por pouco nosso salvador não conseguiu impedir que o adversário fizesse um golzinho.

O sistema defensivo também se mostra mais organizado e sofre menos ainda com a ausência de Juninho.

Mas a pergunta de hoje é: Por que mudar, Estevam?

Podem achar que a ação de anti-inflamatórios esteja me comprometendo o juízo, uma vez que o esquema com três atacantes não foi alterado. Mas na prancheta os esquemas escondem o que de fato aconteceu nas últimas três partidas.

A escalação de Reinaldo sugere a presença de um terceiro atacante, o que é uma verdade, mas em campo Reinaldo – bem contra o Atlético MG e mal contra o Avaí – funcionou como um meia com aptidões ofensivas. Isto se exemplifica com algumas ótimas chegadas ao ataque e finalizações, uma boa distribuição de jogadas e, principalmente, a manutenção da posse de bola no campo adversário. Era um 4-4-2 camuflado.

Ao substituir um jogador que possui habilidade, experiência e visão de jogo por outro que não reúne nenhum destes atributos, o técnico Estevam Soares criou um esquema de jogo completamente diferente do que atuou de forma brilhante contra o Atlético MG.

Victor Simões desperdiça contra-ataques, pois, apesar de ser veloz, tem o raciocínio lento; não contribui com a distribuição de jogadas e se movimenta de maneira equivocada, uma vez que a deficiência de seu passe e a visão míope do esporte que pratica o impossibilita de entender o desdobramento das ações e reagir satisfatoriamente; não contribui para a garantia da posse de bola, por seu controle da mesma se mostrar medíocre ou inexistente. Ou seja, ao escalar Victor Simões, Estevam Soares não garantiu ao Botafogo o poder ofensivo que aliviou nossa defesa nos jogos em que contamos com Jobson e Reinaldo, ao mesmo tempo que promoveu o enfraquecimento do meio-de-campo.

Mesmo assim, a velocidade de Jobson e a presença de André Lima conseguiram dar trabalho à defesa adversária.

Os erros de Estevam:
- Acreditou que Victor Simões poderia cumprir a função que Reinaldo exerceu contra o Atlético MG. (Não temos no plantel um jogador que possa desempenhar essa função, que é a de armar jogadas, cadenciar o jogo, se apresentar na articulação de tramas de ataque e finalizar bem);
- Não escalou um meia capaz de armar e distribuir jogadas, deixando um vácuo no meio-de-campo. Esta função poderia ter sido desempenhada por Rodrigo Dantas ou Jônatas;
- Optou pelo inócuo, Fahel, na proteção da zaga, tendo Batista à sua disposição;
- Ao invés de apostar na velocidade de Laio ou na visão de jogo e bom toque de bola de Jônatas e Rodrigo Dantas, optou inexplicavelmente por escalar Victor Simões.

Acertos de Soares:
- Montou um sistema de defensa eficiente que, se não beira à perfeição, também não nos assusta como o que tínhamos anteriormente. (quando não sofremos com as limitações de Juninho, lá está Emerson a nos assombrar);
- A saída de bola continua razoavelmente eficaz pelas laterais do campo;
- Melhorou o aspecto psicológico e moral da equipe, conseguindo fazer com que os jogadores se mantenham empenhados, mesmo nas partidas em que a equipe não consegue jogar seu melhor futebol.

O Flamengo pode se tornar uma vítima das melhorias conseguidas por Estevam Soares, no comando alvinegro.

Nota: Não fosse mais um erro de arbitragem, ao invés de sofrermos um gol, poderíamos ter assumido a vantagem na partida, já que a jogada que culminou no gol adversário teve origem em impedimento mal assinalado. Foram três impedimentos marcados erroneamente (contra o Botafogo) durante a partida. Difícil saber se a lei do impedimento é uma norma, ou impedir que o Botafogo faça gols é a regra.

Saudações alvinegras!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

No fundo, no fundo...


Talvez eu seja um dos últimos a comentar sobre o que ontem foi noticiado pelo site globoesporte.com: 40% dos direitos econômicos de Gabriel, Luís Guilherme e Rodrigo Dantas foram vendidos - os três - por um total 1 milhão de dólares (cerca de de 1,7 milhões de Reais) para a CPE (Companhia de Participações Esportivas), apresentada aos botafoguenses através do apetitoso apelido, “Fundo de Investimentos”.

Ou seja, pouco investem no clube e ainda tomam o que de melhor o Botafogo produz. Pouco contribuem e muito dilapidam.

Sobre este assunto, leiam o artigo intitulado 'Revelada a função do fundilho', por Bernardo Santoro, publicado no site Canal Botafogo.

Saudações alvinegras!