sexta-feira, 9 de outubro de 2009

A torcida


Durante uma partida de futebol são vários os elementos que se somam para a configuração do resultado. (Não vou me ater a fatores inanimados, circunstanciais e aos aspectos imorais, que são: condições do gramado, climáticas e atuações da arbitragem, nesta ordem).

Os atores principais estão dentro de campo: os jogadores. Rente à linha, o técnico também tem papel decisivo através das orientações e modificações que faz no decorrer do jogo. Mas existe um terceiro elemento que, mesmo fora de campo e um pouco mais distante que o treinador, tem participação fundamental no esforço de uma equipe em busca pela vitória: a torcida.

Uma das vantagens do ‘mando de campo’ é o clube poder contar com seus torcedores. Estão em maioria e a influência de seu apoio é um fator importante para a motivação e estabilidade emocional dos jogadores da equipe pela qual torcem e suas manifestações podem e devem ter uma influência negativa sobre a equipe visitante.

Sei que o botafoguense é um torcedor diferenciado, mas os alvinegros vinham se portando de maneira esdrúxula. A torcida botafoguense – principalmente as organizadas, contando com o apoio de torcedores ‘não-organizados’ mas suscetíveis ao apelo da maioria –, vinham ultimamente se comportando de forma inesperada, ou seja, se manifestando como se fossem torcedores do outro time. Ao menor deslize de um jogador iniciavam uma perseguição implacável e por vezes se incumbiam de vaiar mais de um jogador, quando não, toda a equipe.

Na partida contra o Vitória, em que o Botafogo jogou de maneira imperdoavelmente apática, posso entender o comportamento da torcida, pois o ânimo geral da equipe esteve muito abaixo do razoável. Pode ser, inclusive, que sua manifestação tenha mexido positivamente com o brio dos jogadores, pois nas duas últimas partidas a equipe demonstrou uma disposição e um espírito de luta completamente diferentes do que vínhamos observando até então. (Um fato, um detalhe enorme me deixou perplexo nesta partida: a torcida vaiou nosso único gol. Vaiar gol? Estranho, não é mesmo?).

Mas e nas outras partidas, quando não vínhamos atuando bem e a torcida acabou por afundar de vez o barco?

Credito a este comportamento da torcida o fato do time vir jogando regularmente de maneira acanhada, no Engenhão. Parecia que jogavam preocupados com a reação da torcida e a timidez e falta de confiança tomavam conta do espírito dos jogadores, com raríssimas exceções. Creio que o time tinha com medo de sua própria torcida.

Não estou aqui fazendo uma censura à vaia, pois acho legítimo vaiar. Mas, no meu entender, eram sempre vaias precipitadas e que só levavam os jogadores a maior dispersão mental, desequilíbrio emocional e abatimento, o que inevitavelmente resultava em queda do rendimento geral.

Faço críticas, grito e xingo muito nos jogos. O que não consigo entender é a sistemática falta de apoio que a torcida reservava ao Botafogo, e quando ele mais precisava. Falo do Botafogo e não àqueles que estão cobertos com a camisa mais bonita do mundo.

Ontem o que se viu no Engenhão foi algo completamente oposto ao quadro inusitado que é o de um torcedor ‘jogando contra o próprio patrimônio’. A torcida – as organizadas e os torcedores em geral –, apoiaram a equipe do início ao fim da partida. No segundo tempo houve uma certa acomodação, reflexo da diminuição do ritmo de jogo, o que é natural. Mas o que vale aqui ressaltar é que apoiaram e o time certamente sentiu positivamente esta manifestação. A equipe estava rendendo bem e, quem sabe, pode ter se animado e rendido melhor ainda. O resultado não poderia ser melhor, saíram todos contentes e a festa foi uma beleza.

Que seja sempre assim. Parabéns, torcida!

Saudações alvinegras!

Créditos: Foto de Pedro Kirilos, 'arrastada' do Arquiba Botafogo. (Paulo Roberto, não resisti. A foto é fantástica!!!)

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

A nova dupla de ataque


Finalmente parece que temos uma dupla de ataque eficiente. Pode-se argumentar que jogamos contra um Goiás desfalcado de um jogador e que, mesmo em desvantagem numérica, partiu corajosamente para o ataque, deixando brechas em sua defesa.

Numa destas brechas bobeou como bobeavam as defesas montadas por Cuca e deixou um desconhecido, um tal de Jobson dominar a bola sem problemas e concluir justo antes que os zagueiro chegassem em sua cola. A torcida alvinegra agradece.

A nova dupla de ataque só será realmente testada quando enfrentarmos um adversário que se feche na defesa – provavelmente o Atlético MG será este simulador. Com as qualidades que Jobson a princípio parece possuir, Lúcio Flávio estará em companhia de um jogador à altura de sua inteligência e com velocidade e habilidade suficientes para furar defesas com jogadas de flanco. E André Lima agora tem um companheiro que sabe passar e cruzar bolas na área e que também aproveita as oportunidades oferecidas.

Se tivéssemos André Lima e Jobson desde o começo do ano, vocês imaginam como seria o time do Botafogo no Carioca, com Maicosuel e tudo? Mas isso é coisa do passado e não vamos ficar aqui nos remoendo com saudades do futuro do pretérito.

Nossa nova dupla de ataque tem ingredientes excelentes para que dê certo. (Vou entrar no terreno da obviedade, mas é inevitável). As características de ambos são complementares. Por um lado temos André Lima, um sujeito de porte físico avantajado e grande envergadura, que sabe desempenhar a função de pivô e é bom no jogo aéreo. Por outro, uma promessa de jogador veloz, rápido nas conclusões e com boa visão de jogo. E ainda possuem em comum o fato de municiarem bem e ‘com gosto’ os companheiros. O passe de André para o primeiro gol contra o Goiás e o primoroso lançamento de Jobson para Victor Simões comprovam a tese. Ou seja, podemos imaginar cenários em que Jobson invade pelos flancos e cruza/passa para a conclusões de André; Lima escora a zaga e abre espaço para finalizações de Jobson pelo meio.

Obviamente é cedo para falar o que possa vir a nos proporcionar esta nova dupla de ataque, pois ainda não passou da fase de testes. Mas André Lima e Jobson têm tudo para se tornarem uma dupla eficiente, uma vez que é possível imaginar que façam o que o inepto Victor Simões e o eternamente em recuperação, Reinaldo, não fizeram no Brasileiro: incomodar as defesas adversárias. Para terror alheio e alegria da torcida botafoguense.

Saudações alvinegras!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Botafogo x Goiás, finalmente


Pois bem, a partida de domingo provou que o Botafogo joga melhor enfrentando ‘bichos-papões’, fora de casa e contra uma legítima torcida adversária.

Ao jogo e sem cronômetro preciso:

4 min – Lúcio Flávio bateu falta numa posição do campo favorável a cobranças de Juninho. (Por quê?)
7 min – Leo Silva faz uma pixotada e perde a bola. (Nenhuma surpresa)
9 min – Lúcio Flávio domina a bola lindamente, mas a lentidão matou a jogada. (Sem comentários)
9 ½ min – Victor Simões fica impedido. (Mais do mesmo)
10 ½ min – Diego cobra um lateral diretamente para um jogador do time verde. (Ih...)
15 ½ min – Victor Simões força o terceiro amarelo pra não ser vaiado no Engenhão. (Tem algo dentro da cabeça, menos o tino para o futebol)
16 min – Boa recuperação de Diego! (Ih, estou gostando do cara)
17 min – Victor Simões tenta assassinar a bola com a canela. (Mais do mesmo)
18 min – Juninho parece que desaprendeu a única coisa que sabe fazer no futebol. (Sem seu chute, Juninho não serve pra nada)
20 min – Victor Simões tenta ser expulso, mas o juiz não podia prejudicar o Botafogo. (Mais do mesmo por parte de VS e comprovada a tese de que não seremos prejudicados pela arbitragem em jogos contra times que possam incomodar a trajetória dos paulistas em busca do ouro falso)
21 ½ min – Diego cobra um lateral diretamente para um jogador do time verde. (Será que ainda não se adaptou às novas cores do uniforme?)
24 min – Victor Simões perde a bola e estraga um contra-ataque. (Mais do mesmo)
24 ½ min – Jefferson prova que agora temos goleiro. (Obrigado, diretoria!)
28 min – Victor Simões estraga mais um contra-ataque. (Mais do mesmo)
30 min – Diego faz ótima jogada pela esquerda. (Ih, o cara não ruim, não!)
32 min – Leo Silva tenta um chapéu no campo de defesa, desperdiça um contra-ataque e cria uma jogada ofensiva para o adversário. (Nenhuma surpresa)
34 min – Victor Simões fica mais uma vez impedido. (Mais do mesmo)
34 ½ min – Wellington leva um cartão porque quis. (Até tu, Wellington?)
36 min – Leo Silva cruza uma bola para um amigo de infância que estava assistindo ao jogo nas arquibancadas. (Nenhuma surpresa)
39 ½ min – Leo Silva faz um lançamento pro amigo de infância que estava assistindo ao jogo nas arquibancadas. (Nenhuma surpresa)
44 min – Jefferson prova mais uma vez que agora temos goleiro. (Obrigado mais uma vez, diretoria!)
45 min – Leônidas, O Inventor da Bicicleta; Pelé, O Inventor da Paradinha; Reinaldo, O Inventor do Chuteleco. (_)

Segundo tempo:

2 min – O futebol de Leo Silva fala por si só. (Nenhuma surpresa)
4 min – Jobson não é ‘carimbador de goleiro’ e é o que nos falta desde a primeira rodada do Campeonato Carioca. Grande passe de André Lima. Se dependesse de Victor Simões, a bola não chegaria ao Jobson nem na semana que vem. Victor Simões não vibrou com o gol, parecia lamentar-se do fato. Não veste a camisa, é um bonde desgovernado, não é útil ao Botafogo. (Victor Simões e Reinaldo são banco, a não ser que a segundona seja a meta)
6 min – Ah, André Lima! (Pra quê que eu fui defender o cara?)
6 ½ min – Falta não marcada dentro da meia-lua. (O juiz está tentando disfarçar)
7 min – Leandro Guerreiro tenta entregar entregando. (Não era final de campeonato, tudo bem)
8 min – Wellington entrega o ouro e Jefferson mostra sua maior deficiência. (Para de firular, Jefferson!)
11 min – Leo Silva perde mais uma bola de forma bisonha. (Nenhuma surpresa)
12 min – Leo Silva faz mais uma falta. (Nenhuma surpresa)
14 ½ min – Leo Silva dá um chute em direção ao amigo de infância que estava assistindo ao jogo nas arquibancadas. (Nenhuma surpresa)
16 min – Leo Silva perde mais uma bola. (Nenhuma surpresa)
17 min – Jobson faz tudo certinho, Victor Simões erra o chute e o goleiro dá um pulo pra que a bola possa entrar no gol. Só assim mesmo. Jobson é o que estava faltando. (Jobson e Jefferson são as duas únicas boas notícias que a diretoria nos deu desde a contratação de André Lima)
18 min – Fahel continuou garantindo a coleção de bolas que o amigo de infância de Leo Silva levou pra casa depois do jogo de domingo. (Surpresa nenhuma)
19 ½ min – André Lima desencanta, faz linda jogada e, inspirado por Jobson, não carimba o goleiro. (Acho que com a chegada de Jobson, André Lima vai reaprender o que desaprendeu na convivência com Victor Simões e Reinaldo)
19 ½ + min – Comentarista da Band: “Esse é o verdadeiro Botafogo!” (Garoto bom, esse!)
21 ½ min – Fahel tenta armar um contra-ataque do Goiás, mas é mal sucedido. (A ruindade de Fahel não tem limites e é democrática: não serve a um nem a outro. Surpresa nenhuma)
23 min – Fahel ‘pensa’: “Deixa que eu deixo pra eles”. (Mais uma vez mal sucedido, pra sorte nossa; surpresa nenhuma)
24 min – Victor Simões é um pastiche de simulacro de representação de algo que se assemelha a um jogador de futebol, só porque anda fantasiado com calção, meião e chuteira. A jogada mais ridícula do campeonato é nossa, graças ao Hello Kitty que veio da Gávea – de onde nunca deveria ter saído. E graças a este _ (não sei como qualificar) não devolvemos a goleada na conta certa. (Mais do mesmo)
27 ½ min – Na hora de decidir, Lúcio Flávio é Lúcio Flávio. (E ainda conseguiu um cartãozinho pra André Lima. Na verdade, não dá pra saber na conta de quem colocar aquele cartão: se na de Lúcio Flávio – por ficar congelado contemplando o rebote – ou na do perturbadíssimo juiz, que mostrou um cartão inexplicável – por quê, mesmo? Ah, a vontade do juiz é dar! Distribua cartões, então...)
28 min – Jefferson! (Chega de agradecimentos)
30 ½ min – Victor Simões estraga um contra-ataque. (Mais do mesmo)
32 min – André Lima foi solidário quando não deveria e deixou pra Lúcio Flávio 'decidir'. (_)
35 min – Victor Simões confirma sua fama de zero à esquerda. (Mais do mesmo)
36 ½ min – 15 segundos de um ‘close’ de Zé Carlos, pra torturar a torcida alvinegra, talvez. (Ah, imprensa sacana...)
39 min – O locutor falou “Fogão”, ao se referir ao Glorioso. (Não saio mais da Band. Eles descobriram como fazer pra chamar o público alvinegro pro seu lado: vieram pro nosso. Tem quem acredite...)
39 ½ – Jefferson! (O melhor goleiro do mundo!)
40 min – Estevam Soares fala: “Calma, calma, calma!” (É tão bom ouvir nosso técnico com este linguajar...)
41 ½ min – Fahel finalmente conseguiu armar um contra-ataque para o adversário. (Surpresa nenhuma)
42 ½ min – De raiva, a bola covardemente bate em Fahel pelas costas. Temos que dar um desconto à bola: às vezes o revide é inevitável. Salve, bola! (Surpresa nenhuma)
44 min – Lúcio Flávio tenta uma jogada inteligente, mas Fahel não acompanhou. (Surpresa nenhuma)

Valeu, Jefferson! Temos goleiro.

Valeu, Jobson! Mostrou que chute de atacante é no canto e não no meio do peito do goleiro. Entrou pra incomodar o adversário e mexer com o ânimo dos companheiros de ataque, que estavam mortinhos. Parece que a camisa sete não será tão maltratada assim, daqui pro final do campeonato.

Golaço de André Lima, passe pra outro gol, pênalti sofrido. (Se fosse contra o Palmeiras vocês acham que o juiz marcaria? Rá! Pode esquecer...) Boa, André!

Saudações alvinegras!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Transformando crise em sucesso


“Momentos de crise são ótimas oportunidades para que você demonstre sua capacidade de superar as expectativas. Aproveite para ir além de seus limites!”

A afirmação acima faz parte de um texto que os sócios da consultoria de processos seletivos Steer Recursos Humanos elaboraram para o portal InfoMoney, no qual dispõem oito dicas para que um profissional evite que a crise financeira mundial afete sua carreira.

Muitos poderiam pensar que o Botafogo do Biriba descambou para a área de consultoria profissional ou de auto-ajuda, mas o assunto principal do blog continua sendo o Botafogo de Futebol e Regatas, como de costume.

A citação acima é apenas um elemento de reforço para a argumentação seguinte.

Que o Botafogo está em crise não é novidade. ‘Como’ vai enfrentar esta crise é o que não sai da cabeça de todos os botafoguenses, que esperam por ações que revertam o quadro negativo.

São vários os elementos que constituem esta crise:

- Estamos na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro;
- Um dirigente (Márcio Touson) agrediu fisicamente seu subordinado durante o intervalo de uma partida;
- Temos dois atletas afastados por indisciplina (Michael e Jônatas);
- Um atleta (Eduardo) foi afastado por insurgir-se em defesa de um companheiro que sofria uma agressão por contestar ter sido substituído;
- Existe a possibilidade de que este mesmo atleta tenha sido afastado a pedido de líderes de torcidas organizadas;
- A gerência de futebol não foi capaz de mobilizar os jogadores para que defendessem o clube de maneira obstinada e não soube evitar a formação de grupos antagônicos dentro do plantel;
- O vice-presidente e o gerente de futebol foram incapazes de montar uma equipe competitiva – o primeiro por inexperiência, o segundo por incompetência e ambos por negligência.

Vários outros problemas assolam o clube de General Severiano, mas acredito que a maioria das questões pontuais que precisam ser urgentemente solucionadas, são as que estão dispostas acima.

Seguindo o conceito do postulado que encabeça este texto, a crise por que passa o Botafogo pode ser uma grande oportunidade para o presidente Maurício Assumpção demonstrar sua capacidade para lidar com situações adversas e reverter este quadro com atitudes enérgicas e corajosas.

A distância geográfica que mantém de General Severiano desde sua viagem com a delegação para o Equador e a permanência junto ao grupo até o momento, podem ser indícios de que esteja querendo acompanhar de perto os problemas que envolvem os jogadores e a comissão técnica e, de longe, buscar o isolamento necessário para meditar sobre as importantes decisões que precisará tomar quando estiver de volta ao quartel general.

Das decisões:

1) Os senhores André Silva e Anderson Barros evidentemente não podem continuar à frente da administração de futebol do Botafogo, por haverem provado não ter condições de montar uma equipe competitiva, manter a disciplina e a coesão corporativa do grupo.

2) O coordenador de futebol Márcio Touson deve ser afastado imediatamente, pois sua agressão a um subordinado demonstra não ser um profissional a altura do cargo que ocupa, uma vez que não tem ascendência sobre seus comandados e é incapaz de manter a compostura no cumprimento de suas funções.

3) Os jogadores insurgentes devem ser mantidos afastados, pois o comportamento do grupo na partida contra o Goiás demonstrou que a decisão foi acertada e teve desdobramento positivo.

Existe um nome que pode substituir ambos os responsáveis pelos desmandos que nos levaram ao quadro crítico de falência da equipe. Colaborou para a volta do clube à primeira divisão do Campeonato Brasileiro, elaborou a montagem de equipes que se sustentaram na série A – mesmo atravessando uma fase de reestruturação financeira delicada –, esteve à frente da equipe campeã carioca de 2006 e conhece muito bem a estrutura do Botafogo. Este nome é Manoel Renha.

Saudações alvinegras!

PS: Comento o jogo amanhã, pois o momento é de concentração nas decisões que devem ser tomadas na reunião de hoje.

sábado, 3 de outubro de 2009

Time Grande x Time Grande


A atual equipe do Botafogo só joga de igual para igual e razoavelmente bem contra adversários que são tidos como ‘bichos-papões’. Foi assim contra Palmeiras, Corínthians e Grêmio, partidas que empatamos por força desumana de arbitragens criminosas. Quando achamos que a equipe não é expressiva, jogamos pior do que os piores.

Estou torcendo fervorosamente para que o Goiás contrarie as intenções dos times do apito, mas amanhã a torcida é outra.

Que o Botafogo encare o Goiás como o ‘bicho-papão’ da vez e jogue como time grande, da forma que fez contra aqueles três acima citados.

Vou de chute agora e afirmo: Amanhã não seremos roubados. Preciso explicar o porquê?

Saudações alvinegras!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Capitão Penico


O jogador Juninho sempre foi de meu total desagrado. Suas qualidades atléticas são inexpressivas e sua postura esportiva, uma lástima.

Esta sempre foi minha opinião, mas o defendi em uma postagem intitulada Deixem o artilheiro em paz, na qual rebati uma declaração do então técnico Ney Franco, que afirmara ser o zagueiro o responsável por dois gols sofridos em partida contra o Coritiba, o que, diga-se, não era mentira. Mas minha intervenção era, na verdade, um ataque ao ex-treinador, pois achava que o responsável pelas inevitáveis falhas de Juninho era aquele que o escalava na zaga. Se jogasse do meio-de-campo pra frente, os erros não ocorreriam no campo defensivo – uma defesa do óbvio, para atacar aquele que me parecia ser o grande problema do Botafogo: o técnico Ney Franco.

Mas o ataque ao ex-treinador não era meu único propósito. Como Juninho é um protegido da diretoria e jamais teria sua titularidade ameaçada, a única opção que havia era a de se tentar encontrar para o péssimo zagueiro e exímio cobrador de faltas uma colocação em campo que fosse menos nociva à equipe. Ou seja, defendia uma questão de ordem prática, que nos aliviasse de uma imposição obtusa da diretoria.

Dito isto, gostaria de relembrar aos leitores do blog o que penso a respeito do referido jogador.

As deficiências atléticas de Juninho são inúmeras: não têm velocidade, explosão, impulsão, envergadura e é débil fisicamente, o que o impede de suportar a contento situações de impacto corporal. Sobre este elenco de impedimentos atléticos de natureza física assenta-se o terrível fato de que é intelectualmente mediano.

Estas insuficiências são agravadas por sua postura esportiva, ou melhor, não-esportiva: é indolente, apático e um ególatra exibicionista (cuja síntese encontra-se no jargão esportivo representada pela gíria ‘mascarado’).

Fora de um contexto elucidativo, a enumeração destes vários atributos como integrantes de uma só pessoa faria qualquer leitor minimamente atento ao texto que lê, supor não ser possível tratar-se de um atleta, um jogador de futebol profissional. Mas não é o caso de Juninho. Por possuir um chute violentíssimo, consegue sobrevida no mundo futebolístico empurrando sua carreira com a barriga e com as cobranças de falta.

Suas amizades e contatos dentro do Botafogo o trouxeram para a temporada de 2009 e, apesar das constantes falhas gravíssimas que nos levaram pontos importantes, não tem sua condição de titular contestada pelos responsáveis pela direção botafoguense.

Não bastasse garantir a titularidade absoluta a um péssimo zagueiro, a direção de futebol do clube, em comum acordo com os técnicos que por ali passam, insiste em confiar a Juninho o cargo de capitão do time. Ou seja, deixam a liderança do grupo nas mãos de um sujeito indolente, apático, ‘mascarado’ e intelectualmente mediano.

Sofro duplamente sempre que vejo Juninho vestindo a linda camisa alvinegra: por saber que estaremos desguarnecidos frente ao ataque adversário e por imaginar que nossa liderança está nas mãos de um autômato sem ânimo.

O que eu não imaginava é que este sujeito fosse capaz de chegar ao extremo da baixeza de caráter, da imoralidade esportiva, da falta de bravura que o levou a pedir a um adversário para que não mais o atacasse.

Joga-se a toalha no boxe e bate-se no solo em várias lutas esportivas, mas somente quando a integridade física do atleta está ameaçada. No futebol este expediente é inaceitável.

O Botafogo já foi vilipendiado por arbitragens criminosas, por dirigentes que tentaram arruinar sua história e espoliar seu patrimônio, pela imprensa que insiste em tratá-lo com menosprezo, por jogadores que não honram sua tradição e as cores do clube. Já fomos goleados, mas caímos sem pedir piedade.

Quando Juninho curvou-se diante do adversário e clamou para que se compadecessem de sua equipe, juntou o Botafogo à sua covardia e falta de dignidade. Foi ao chão como se implorasse de joelhos por misericórdia, sem que sua vida estivesse em jogo, e acabou por arrastar o espírito de luta da instituição a qual representava em campo para o mundo dos que não tem sangue nas veias.

O Botafogo e sua torcida não precisam de pusilânimes como Juninho.

Os torcedores que se esforçaram para erguer uma estátua em homenagem ao jogador mais botafoguense da história do Glorioso, deveriam juntar as mesmas forças para arrancar Juninho de General Severiano.

O Sr. Nílton dos Santos não merecia este episódio abominável, justamente no dia da belíssima homenagem à sua história de lutas, vitórias e derrotas, nas quais nunca lhe faltou garra.

Saudações alvinegras!

terça-feira, 29 de setembro de 2009

0, 0 e 0

O dever me levou a honrar compromissos profissionais, deixando de postar minhas impressões sobre a partida de domingo e acontecimentos paralelos a ela. Peço desculpas aos amigos leitores.
___

Apesar de extremamente decepcionado com o resultado da partida, com a péssima escalação e as inexplicáveis substituições de Estevam Soares, da completa desorganização tática e a falta de técnica e inteligência da imensa maioria dos nossos jogadores, o que mais me impressionou negativamente e me deixou completamente arrasado foi a postura indolente e descompromissada dos ‘atletas’ alvinegros.

Se tem coisa que me irrita mais do que bicicleta em calçada e buzina em sinal fechado, essa coisa chama-se ‘falta de empenho’.

Pela TV vê-se um quadro, um recorte da realidade que se situa justamente no espaço onde a bola encontra-se, ou seja, no local onde os envolvidos diretamente no jogo estão, mal ou bem, agindo. Fora deste ‘recorte’, porém dentro do campo visual de quem está no estádio, enxerga-se a letargia e a morosidade dos jogadores que estão relativamente afastados do lance, o que revela a completa falta de espírito de luta dos jogadores ‘botafoguenses’.

Tanto para reaver a bola, quanto para movimentar-se em busca de melhor posicionamento quando o time parte para o campo de ataque, a disposição é a do descompromisso.

Arrisco dizer que somente dois jogadores não se comportam desta maneira: o útil, Leandro Guerreiro e o inócuo, Victor Simões.

Uma equipe de futebol profissional que conta com apenas um jogador - uma vez que dentre os dois que lutam, apenas um pode ser levado em consideração - está fadada ao fracasso. Se Estevam Soares não conseguir motivar seus comandados, serão mínimas as nossas chances de recuperação.

Isto porque não podemos esperar mais nada de um vice de futebol que se reúne serelepe com chefes de torcida após uma derrota, um gerente de futebol que contrata de forma irresponsável, uma comissão técnica que permite que um dirigente se estapeie com um jogador no intervalo de uma partida, um departamento médico inoperante, preparadores físicos despreparados, torcidas organizadas que decidem sobre o afastamento de jogadores e um presidente que ‘foge’ para o Equador.

Estevam Soares terá que, sozinho, descobrir uma forma de reverter o quadro criado por todos aqueles acima citados, e que estão muito abaixo do que o Botafogo representa para o futebol, por serem incapazes de garantir ao Glorioso boa fama no presente, que é o que está em jogo. A glória do passado ainda é indiscutível, mas pode ser apagada da história, se essa gente que comanda o BFR continuar trabalhando para a morte de uma estrela.

Saudações alvinegras!

PS: Houve momentos em que achei, sinceramente, que o Jefferson parecia estar morrendo de vontade de partir pro ataque. Se não fosse o nosso esteio defensivo, daria a camisa dez a ele.

sábado, 26 de setembro de 2009

Bate-papo com Biriba


- Fala aí sobre a arbitragem, que garfou pela segunda vez o Cruzeiro em favor do Palmeiras.

- O Snoopy já escreveu sobre isso.

- Mas foram três pênaltis não marcados!

- Eu sei, mas o Snoopy já escreveu sobre isso.

- No jogo de ida um jogador do Palmeiras deu uma pernada num cruzeirense dentro da área e o juiz fingiu que não viu nada.

- Putz, é mesmo. E o Cruzeiro tava ganhado o jogo... Quatro pênaltis em duas partidas?

- São pelo menos quatro pontos, Luiz.

- É mesmo... Mas o Snoopy já escreveu sobre arbitragem, hoje.

- Eu sei, você leu pra mim.

- Então...

- Ah, escreve aí que contra o Botafogo o juiz palmeirense foi bonzinho e só deixou de marcar um penaltizinho a nosso favor... Rá! Nós demos é muita sorte, Luiz!

- Para de cachorrice...

- Você acha que eles inventaram essa de pontos corridos pra encobrir e aumentar a roubalheira?

- Mais respeito, Biriba! Que linguajar é esse?

- Tudo bem. Aventas a possibilidade de que forjaram um meio para diluir a contundência da constatação de iniquidades e potencializaram a consecução de seus vilíssimos anelos?

- Uau! Tá querendo aparecer no Elio Gaspari?

- Tão roubando pros paulistas.

- Calma, Biriba. Não é bem assim.

- Como você chamaria o que fizeram com o Santo André?

- Mas o Santo André também é paulista.

- Ô loco, meu! Eu tô falando de paulista-paulista! Us cara que masca chiclê, que chama biscoito de bolacha e leva as mina pra um rolê nu shop. Os surfista du Tietê. Us mala da Praça da Sé, manô! Us trombadinha du Brasileirão! Us cara que deram um lero no juiz pra detoná u Santo André!

- É, realmente houve dolo.

- Dolo? E o empurrão dentro da área no Lúcio Flávio, no Morumbi? Você quer que eu diga que o árbitro se imbuiu de espírito velhaquesco e sucumbiu ao apelo currutivo do poder econômico?

- Para de cinismo, cara.

- Cínico, eu? Cínico são eles e a corja televisiva que apoia e encoberta essa canalha!

- O futebol paulista é mais organizado...

- Organizado? Você perdeu a cabeça, Luiz? No Brasil organização no futebol é sinônimo de organização criminosa!

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Queria também falar sobre a contratação do Jóbson, o ‘caso Michael’ e a possível volta de Dodô, mas o Fábio mais uma vez se antecipou a mim, me deixando sem pauta.

Ou seja, se quiserem saber o que eu postaria aqui no dia de hoje, leiam o blog snoopy em preto e branco, que reflete o que penso sobre estes assuntos. Vocês não vão se arrepender.

Saudações alvinegras!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Botafoguense não é trouxa


Quando indagado sobre o programa sócio-torcedor, em entrevista publicada pelo Lancenet no dia 2 de julho deste ano, o presidente Assumpção declarou o seguinte:

“A questão do sócio-torcedor é um pouco mais delicada porque o apelo fundamental é o sócio contribuir. Isso acontece normalmente em situação de fundo de poço, como estávamos em 2003. Ou o Vasco hoje, que na Segunda Divisão tem a torcida presente, participando do sócio-torcedor. Estamos em posição delicada no campeonato, o que pode comprometer. Temos de saber bem em que momento lançar. É um projeto diferenciado, o torcedor estará colaborando com aquilo que de mais importante faremos no Botafogo, a divisão de base. O projeto já vinha em mudanças. O que aconteceu é que podemos agregar parte vitoriosa do Inter com o nosso, com a chegada do Josué Tissot. O Internacional bate a casa dos 90 mil sócios, o que é a meta que qualquer um precisa atingir. Imagina 90 mil sócios pagando R$ 30 por mês?”

Confesso que a grande maioria das falas do presidente Assumpção me parecem um tanto desconexas e nebulosas, sempre me arrastando para uma certa confusão mental. Mas uma coisa merece destaque nesta aqui de cima, e que transcrevo encharcado de plerplexidade: “Isso (o sócio contribuir) acontece normalmente em situação de fundo de poço, como estávamos em 2003, ou o Vasco hoje, que na Segunda Divisão tem a torcida presente, participando do sócio-torcedor”. Ou seja, mesmo que o enevoado pensamento de nosso líder não colabore para a compreensão da totalidade de sua fala, pode-se perfeitamente deduzir, através da leitura do trecho destacado, que o presidente Assumpção acredita que disputar a segunda divisão do campeonato mais importante do país é uma ótima oportunidade para que o programa sócio-torcedor seja um grande sucesso.

O presidente Assumpção cita apenas o Vasco, mas poderia deixar sua eloquência ainda mais musculosa, incluindo no bolo o Grêmio e o Corínthians, cujos programas sócio-torcedor andam de vento em popa. Mas existe um clube que não dispus como termo desta equação mórbida, porque não recorreu ao coma para recuperar a vida: o Sport Club Internacional.

O Colorado – cujo número de associados contribuindo para seu programa sócio-torcedor gira em torno de100 mil cidadãos –, nunca teve por hábito frequentar a parte baixa da tabela do Campeonato Brasileiro. Em 2002, quando a luz amarela se acendeu para os gaúchos – temporada na qual ultrapassamos o sinal vermelho e acordamos no inferno da sarjeta –, eles se mobilizaram e no ano seguinte começaram a implantar gradativamente seu programa, que hoje é um sucesso indiscutível e produz uma renda invejável.

A segunda divisão nunca fez parte dos planos dos dirigentes colorados, que garantiram não somente a distância que os grandes devem manter do chão, mas também conquistaram cinco campeonatos gaúchos (não contando o de 2002), uma Libertadores da América, um título mundial, uma Copa do Brasil e vão muito bem no Campeonato Brasileiro.

Que não se enganem, senhores dirigentes de General Severiano, pois a torcida não apoiará sua gestão numa empreitada suicida. Com o perfil que constroem através de ações que beiram as raias do ridículo, os senhores não conseguirão criar um cenário favorável à produção da credibilidade necessária para produzir mobilização por parte dos torcedores, o que é vital para a reestruturação de um clube via rebaixamento. Para levar a efeito o sinistro plano, se fariam necessários um quadro diretor composto por profissionais competentes e bem articulados, um plano estratégico com objetivos definidos e bem fundamentados e um programa sócio-torcedor convidativo. Em suma, uma série de quesitos e atributos que sua diretoria não possui e jamais será capaz de produzir.

Se os senhores não conseguem nem ao menos se comunicar de forma inteligível, como farão para reverter a imagem de completa incompetência, que é exatamente o que representam publicamente e o que inviabiliza de forma fulminante o seu plano funesto?

Saudações alvinegras!

domingo, 20 de setembro de 2009

O Botafogo não está na globo


Não pude assistir ao jogo, pois o jornal O Globo informou que o Sportv – empresa do mesmo grupo ao qual pertence o diário – iria transmitir a partida, mas na hora H resolveu por bem ou por maldade transmitir para o público do Rio de Janeiro um jogo do Corínthians, jogo este em que o clube paulista levou uma saraivada de 4 a 1 do Goiás, dentro do Pacaembu. Bem feito.

Ao assistir aos lances mais importantes da partida do Botafogo, que era a que me interessava, a impressão que ficou foi a de que o jogo deve ter servido principalmente para nos garantir que agora temos um goleiro. É uma sensação de alívio, depois de quase três anos sem saber o que isso significa.

Não é uma falta de respeito sem tamanho a não transmissão da partida para o estado de origem do Botafogo? O que os dirigentes têm a dizer sobre isso? Deixa pra lá... Eles nunca têm nada a dizer a respeito de coisa alguma e ninguém tem o mínimo respeito pelo Botafogo justamente por causa deles.

Saudações alvinegras!

PS: Vocês viram o pênalti escandaloso que o árbitro fez questão de não marcar contra o São Paulo? É o time do apito ou não é? Assim fica fácil.

sábado, 19 de setembro de 2009

Para onde for Estevam, vai o Botafogo


Seja qual for o resultado da partida deste domingo, a manutenção do técnico Estevam Soares à frente da preparação técnica da equipe Botafogo é nossa única chance de não sermos rebaixados. Ainda não conseguimos uma vitória sob a batuta de Estevam no Brasileirão, mas estivemos muito perto.

1) Contra o Palmeiras estávamos ganhando por 1 X 0, Lúcio Flávio foi claramente derrubado dentro da área e o juiz, que estava a uns cinco metros do lance, estendeu os braços para a frente e talvez tenha pensado: “Sim, eu vi, mas segue o jogo porque o presidente deste clube foi ministro de estado e pode conseguir coisas boas pros meus familiares.” E ainda poderíamos ter saído com a vitória, se André Lima e Fahel não perdessem os gols feitos que perderam.

2) Contra o Corínthians tivemos um pênalti não marcado a nosso favor; um impedimento ‘quilometricamente’ mal assinalado – que mais pareceu um gol anulado, pois André Lima entrava livre para marcar; sofremos um gol originado numa falta inexistente e outro através de um pênalti cometido de forma grotesca por um jogador que já está definitivamente barrado; sofremos novamente com a marcação de um pênalti que não ocorreu.

3) Contra o Grêmio sofremos um gol em que o passe final foi feito com a bola a aproximadamente meio metro fora do campo de jogo; não tivemos um pênalti claríssimo marcado a nosso favor e um tal de Ricardinho ainda perdeu o gol mais feito do mundo.

São três empates dos quais poderíamos ter saído com a vitória, se não fosse a intervenção explícita dos árbitros. Somados os seis pontos que nos tiraram acintosamente, poderíamos estar com um total de trinta pontos, seis à frente do décimo sexto colocado e com chances de ficarmos dois pontos acima do décimo quarto, se o resultado deste domingo for favorável.

Ou seja, a contratação do Sr. Estevam Soares foi a melhor coisa que aconteceu para o bem do Botafogo no Campeonato Brasileiro. A melhora do rendimento é visível e a recuperação do time na competição é provável. E ainda conduziu o clube a uma nova fase na Copa Sul-Americana. Seria um erro gigantesco pensar em dispensar um treinador que está motivando uma equipe que antes de sua chegada parecia um cortejo fúnebre.

Senhores dirigentes, por favor, não derrubem o treinador. Pois se ele cair, o Botafogo vai pelo mesmo caminho.

Saudações alvinegras!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Que não seja a única, meu Santo Expedito!


Está decidido: nos dias de partidas do Botafogo, não haverá postagens por aqui, nem para colocar o lindo escudo do Glorioso ou a fantástica Estrela Solitária. Não se mexe em time que está ganhando.

* * *

E por falar em time que está ganhando, por um lado Estevam Soares mexeu no time, mudando a escalação da zaga, mas por outro manteve a formação defensiva que é nossa única chance de recuperação no Campeonato Brasileiro: a famigerada linha de três zagueiros.

Mas, como nada é perfeito, na zaga montada para a partida de ontem dois terços eram praticamente inúteis e o terço utilizável ainda não se recuperou psicologicamente da incrível falha no jogo contra o Grêmio. Seja como for e jogue quem jogar, repito, o certo é que a única chance que temos de escapar do pior é uma defesa com três zagueiros.

* * *

Um primeiro tempo lamentável. Na única chance clara de gol que tivemos, Gabriel não deu sorte e a bola resvalou em seu calcanhar, numa ótima tentativa, que resultaria em grande jogada. Ele poderia tentar finalizar logo que a bola chegou aos seus pés, mas dentro do Engenhão a torcida deixa a todos inseguros, pois era evidente que estava com medo de errar.

Por sinal, a grande protagonista do primeiro tempo foi a torcida, que começou a vaiar Alessandro antes dos vinte primeiros minutos de partida – o nome da TO deveria ser 'Fogo Amigo'. Estavam pedindo Carlos Alberto Torres? Não, era um apelo por Thiaguinho. Ah, dá um tempo! Se não quer ajudar, que não atrapalhe!

'Manitas de Isopor' Castillo já deveria ser considerado terceiro reserva.

O juiz ignorou um pênalti claro em Reinaldo e várias faltas pro nosso lado durante todo o jogo. Um lance em que o jogador adversário levantou o pé acima da cabeça de Lúcio Flávio – e nada foi marcado – levou nosso bom moço a revidar, quase acertando um chuteirada em cheio no rosto de um atleticano. As más arbitragens irritam os jogadores, irritam a torcida e eu, irritado, pensei: é isso mesmo, revida! Vá entender...

Obrigado trave, por ter encolhido a barriga na hora certa.


Voltamos para a segunda etapa com Thiaguinho no lugar de Alessandro e não sei se ele satisfez a vontade da torcida levando um baile de Wesley, que só foi contido quando Estevam Soares posicionou um jogador na sobra do primeiro combate ao bom jogador atleticano. (O que aconteceu ao Thiaguinho que chegou ao Botafogo jogando direitinho? Foi abduzido e trocaram sua alma? Desaprendeu com o convívio com Victor Simões?) Errou menos que o Alessandro? Certamente que não. Mas foi esperto no lance de nosso segundo gol e tão brioso quanto o primeiro.

Para nossa sorte e a de Estevam Soares também, Gabriel foi mais rápido que o treinador – que estava prestes a substituí-lo – e mais eficiente que André Lima, Reinaldo e um-bonde-chamado-Victor Simões juntos. Mesmo meio sem jeito, conscientemente colocou a bola no canto em que o goleiro não estava. (A comissão técnica deveria obrigar nossos atacantes a ficar assistindo horas a fio a um loop deste gol).

Mas quem tem Castillo, tem emoção garantida ou um infarte fulminante.

Sugiro à comissão técnica que também faça um DVD com as imagens do segundo gol do Atlético PR e que sente Leandro Guerreiro ao lado dos atacantes durante as sessões diárias de reforço visual, pra ver se aprende a se integrar à zaga, acompanhando a linha de impedimento.

A ‘patinada e queda’ do Emerson foi tão ridícula, que se ele tivesse um mínimo respeito a si próprio, teria caminhado dali mesmo em direção aos vestiários sem a necessidade de voltar a campo.

Wellington, mesmo meio sem jeito e de canela/joelho colocou a bola no canto em que o goleiro não estava. (A comissão técnica poderia...). Melhor: por que não dão a 7 e a 9 pra esses dois, que são uma prova de que nossos atacantes são uns tremendos carimbadores de goleiro?

Quando Victor Simões ‘dominou’ a bola livre-livre, gritei: “Duvido que esse ***** faça o gol!” E houve tempo suficiente para que um sujeito me dissesse que eu torcia contra, para que eu respondesse "Então olha!", para que o cara fizesse um muxoxo, para que eu dissesse que ele não driblaria o goleiro e para que eu exclamasse "Rá!", antes mesmo da bola bater na trave.

Tudo indica que Estevam Soares é um bom psicólogo não-diplomado, porque parece que o Jônatas está começando a gostar de jogar bola. E joga bem, o garoto.

Viva a vitória! Viva a classificação para a próxima fase! Mas, por favor, inscrevam o Jefferson!

Saudações alvinegras!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Livrai-nos do mal, presidente


Em entrevista ao Lance!Net do dia 2 de julho deste ano, o presidente Maurício Assumpção, dentre uma série de declarações, disse o seguinte:

“A situação em que estamos ninguém aqui imaginava, pois o time tem capacidade para estar em posição muito melhor. Mas, em termos de futebol, fizemos a metade do que poderíamos ter feito. Ainda temos a possibilidade de trazer reforços. Esse é o momento mais fácil para fazer besteira, precisamos de cabeça no lugar para fazer contratações. Temos certeza de que vamos mudar este quadro.” (nosso grifo)

A situação não mudou em dois meses e continuamos na zona de rebaixamento como estávamos à época da entrevista do presidente.

Assumpção revela que fizeram “a metade do que poderiam ter feito”, o que me deixa intrigado, por não haver meios que me levem a entender o que os fez abrir mão de conseguir a tal outra metade, que o próprio presidente afirma que fora possível. Se havia meios, por que a diretoria não os usou para fazer o que de melhor estivesse a seu alcance em benefício do Botafogo?

Como não conseguirei chegar a uma solução para esta questão perfeitamente paradoxal, sigo em frente e faço uma sugestão ao presidente Assumpção:

Esqueça os reforços, presidente. Estamos a duas curvas da reta final e a melhor coisa que podemos fazer é nos livrar do peso extra. Se a sua diretoria já afastou um técnico e apostou na renovação, dispensou um jogador por indisciplina e parece estar empenhada firmemente em não deixar que o pior aconteça ao nosso amado Botafogo, aproveitem as mangas arregaçadas e continuem dando prosseguimento ao processo de purgação, livrando-se dos responsáveis pelas péssimas contratações e da medíocre gestão de futebol do clube.

Não é hora de juntar mais peso à caravana, é tempo de tirar o que nos rouba forças e anda emperrando nossos eixos, nos deixando para trás.

Saudações alvinegras!