
O jogador Juninho sempre foi de meu total desagrado. Suas qualidades atléticas são inexpressivas e sua postura esportiva, uma lástima.
Esta sempre foi minha opinião, mas o defendi em uma postagem intitulada
Deixem o artilheiro em paz, na qual rebati uma declaração do então técnico Ney Franco, que afirmara ser o zagueiro o responsável por dois gols sofridos em partida contra o Coritiba, o que, diga-se, não era mentira. Mas minha intervenção era, na verdade, um ataque ao ex-treinador, pois achava que o responsável pelas inevitáveis falhas de Juninho era aquele que o escalava na zaga. Se jogasse do meio-de-campo pra frente, os erros não ocorreriam no campo defensivo – uma defesa do óbvio, para atacar aquele que me parecia ser o grande problema do Botafogo: o técnico Ney Franco.
Mas o ataque ao ex-treinador não era meu único propósito. Como Juninho é um protegido da diretoria e jamais teria sua titularidade ameaçada, a única opção que havia era a de se tentar encontrar para o péssimo zagueiro e exímio cobrador de faltas uma colocação em campo que fosse menos nociva à equipe. Ou seja, defendia uma questão de ordem prática, que nos aliviasse de uma imposição obtusa da diretoria.
Dito isto, gostaria de relembrar aos leitores do blog o que penso a respeito do referido jogador.
As deficiências atléticas de Juninho são inúmeras: não têm velocidade, explosão, impulsão, envergadura e é débil fisicamente, o que o impede de suportar a contento situações de impacto corporal. Sobre este elenco de impedimentos atléticos de natureza física assenta-se o terrível fato de que é intelectualmente mediano.
Estas insuficiências são agravadas por sua postura esportiva, ou melhor, não-esportiva: é indolente, apático e um ególatra exibicionista (cuja síntese encontra-se no jargão esportivo representada pela gíria ‘mascarado’).
Fora de um contexto elucidativo, a enumeração destes vários atributos como integrantes de uma só pessoa faria qualquer leitor minimamente atento ao texto que lê, supor não ser possível tratar-se de um atleta, um jogador de futebol profissional. Mas não é o caso de Juninho. Por possuir um chute violentíssimo, consegue sobrevida no mundo futebolístico empurrando sua carreira com a barriga e com as cobranças de falta.
Suas amizades e contatos dentro do Botafogo o trouxeram para a temporada de 2009 e, apesar das constantes falhas gravíssimas que nos levaram pontos importantes, não tem sua condição de titular contestada pelos responsáveis pela direção botafoguense.
Não bastasse garantir a titularidade absoluta a um péssimo zagueiro, a direção de futebol do clube, em comum acordo com os técnicos que por ali passam, insiste em confiar a Juninho o cargo de capitão do time. Ou seja, deixam a liderança do grupo nas mãos de um sujeito indolente, apático, ‘mascarado’ e intelectualmente mediano.
Sofro duplamente sempre que vejo Juninho vestindo a linda camisa alvinegra: por saber que estaremos desguarnecidos frente ao ataque adversário e por imaginar que nossa liderança está nas mãos de um autômato sem ânimo.
O que eu não imaginava é que este sujeito fosse capaz de chegar ao extremo da baixeza de caráter, da imoralidade esportiva, da falta de bravura que o levou a pedir a um adversário para que não mais o atacasse.
Joga-se a toalha no boxe e bate-se no solo em várias lutas esportivas, mas somente quando a integridade física do atleta está ameaçada. No futebol este expediente é inaceitável.
O Botafogo já foi vilipendiado por arbitragens criminosas, por dirigentes que tentaram arruinar sua história e espoliar seu patrimônio, pela imprensa que insiste em tratá-lo com menosprezo, por jogadores que não honram sua tradição e as cores do clube. Já fomos goleados, mas caímos sem pedir piedade.
Quando Juninho curvou-se diante do adversário e clamou para que se compadecessem de sua equipe, juntou o Botafogo à sua covardia e falta de dignidade. Foi ao chão como se implorasse de joelhos por misericórdia, sem que sua vida estivesse em jogo, e acabou por arrastar o espírito de luta da instituição a qual representava em campo para o mundo dos que não tem sangue nas veias.
O Botafogo e sua torcida não precisam de pusilânimes como Juninho.
Os torcedores que se esforçaram para erguer uma estátua em homenagem ao jogador mais botafoguense da história do Glorioso, deveriam juntar as mesmas forças para arrancar Juninho de General Severiano.
O Sr. Nílton dos Santos não merecia este episódio abominável, justamente no dia da belíssima homenagem à sua história de lutas, vitórias e derrotas, nas quais nunca lhe faltou garra.
Saudações alvinegras!