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Apesar de extremamente decepcionado com o resultado da partida, com a péssima escalação e as inexplicáveis substituições de Estevam Soares, da completa desorganização tática e a falta de técnica e inteligência da imensa maioria dos nossos jogadores, o que mais me impressionou negativamente e me deixou completamente arrasado foi a postura indolente e descompromissada dos ‘atletas’ alvinegros.
Se tem coisa que me irrita mais do que bicicleta em calçada e buzina em sinal fechado, essa coisa chama-se ‘falta de empenho’.
Pela TV vê-se um quadro, um recorte da realidade que se situa justamente no espaço onde a bola encontra-se, ou seja, no local onde os envolvidos diretamente no jogo estão, mal ou bem, agindo. Fora deste ‘recorte’, porém dentro do campo visual de quem está no estádio, enxerga-se a letargia e a morosidade dos jogadores que estão relativamente afastados do lance, o que revela a completa falta de espírito de luta dos jogadores ‘botafoguenses’.
Tanto para reaver a bola, quanto para movimentar-se em busca de melhor posicionamento quando o time parte para o campo de ataque, a disposição é a do descompromisso.
Arrisco dizer que somente dois jogadores não se comportam desta maneira: o útil, Leandro Guerreiro e o inócuo, Victor Simões.
Uma equipe de futebol profissional que conta com apenas um jogador - uma vez que dentre os dois que lutam, apenas um pode ser levado em consideração - está fadada ao fracasso. Se Estevam Soares não conseguir motivar seus comandados, serão mínimas as nossas chances de recuperação.
Isto porque não podemos esperar mais nada de um vice de futebol que se reúne serelepe com chefes de torcida após uma derrota, um gerente de futebol que contrata de forma irresponsável, uma comissão técnica que permite que um dirigente se estapeie com um jogador no intervalo de uma partida, um departamento médico inoperante, preparadores físicos despreparados, torcidas organizadas que decidem sobre o afastamento de jogadores e um presidente que ‘foge’ para o Equador.
Estevam Soares terá que, sozinho, descobrir uma forma de reverter o quadro criado por todos aqueles acima citados, e que estão muito abaixo do que o Botafogo representa para o futebol, por serem incapazes de garantir ao Glorioso boa fama no presente, que é o que está em jogo. A glória do passado ainda é indiscutível, mas pode ser apagada da história, se essa gente que comanda o BFR continuar trabalhando para a morte de uma estrela.
Saudações alvinegras!
PS: Houve momentos em que achei, sinceramente, que o Jefferson parecia estar morrendo de vontade de partir pro ataque. Se não fosse o nosso esteio defensivo, daria a camisa dez a ele.















