O quê que deu em você, Estevam?
Quando a defesa parecia estar se encontrando, você vai e muda tudo!
Estávamos jogando com 3 zagueiros, a coisa vinha melhorando e o que faz você? Desloca o Wellington para a esquerda e confia na ideia de que o Juninho é um zagueiro.
Quando pensei que as invencionices tinham se acabado com a demissão do ex-técnico, lá vem você e me ferra de preto e branco. Ah, Estevam, que papelão!
* * *
É óbvio dizer que a vida é surpreendente. Mas também é óbvio saber que uma zaga que tem Juninho em sua formação não é prenúncio de boa coisa. E poderíamos tentar evitar o pior, se Estevam Soares fizesse o óbvio e desse continuidade ao que vinha fazendo desde sua estreia como treinador do Botafogo: jogar com a famigerada linha de três zagueiros.
Não estou com isso querendo afirmar que a culpa pelo mau resultado tenha sido a presença de Juninho como primeiro zagueiro e Wellington ‘torto’ pela esquerda. O que quero com essas divagações é revirar as coisas na minha cabeça pra tentar entender que tipo de processo mental faz uma pessoa mudar um procedimento que, se não trouxe vitórias até agora, só o fez por conta exclusiva de más arbitragens, com uma única exceção, que foi o caso do jogo contra o Santo André.
Então pergunto: Por que mudar? E a resposta não me vem.
* * *
No jogo de ontem entramos em campo dormindo, como afirmou acertadamente o técnico Estevam Soares, e saímos moribundos, como me disse o Biriba. Estevam Soares subestimou o Sport e colocou seu time em campo como se fosse jogar uma pelada de domingo, num sábado.
* * *
Numa bola não dominada(!!!) por Alessandro – lance em que Fahel demonstrou sempre estar pensando em coisas que não têm relação alguma com uma partida de futebol – o time adversário aproveitou um vácuo gigantesco em nossa defesa e abriu o placar com facilidade.
Em outra bola perdida, porém lá no campo de ataque, o jogador que vinha sendo marcado por Leandro Guerreiro é lançado, mas Leandro Guerreiro preferiu desistir da jogada antes de sua conclusão, provando que o que interessa mesmo é o contrato já assinado, garantia de sua aposentadoria pelo Botafogo. Quem não tem ambição, que venha jogar no Botafogo, onde encontrará seus pares na diretoria e em parte do plantel.
* * *
Flávio fez uma ótima defesa e foi enganado por um chute que saiu todo errado, de um pereba que fez bonito por um dia, e teve seus 10 minutos de fama, e justo frente ao Botafogo.
Alessandro é o que é e sendo o que é, não será jamais aquilo que gostaríamos que fosse. (Silogismo do grego medíocre).
Juninho é um grande batedor de faltas, além de ser um péssimo zagueiro; tudo em um só homem de média estatura.
No primeiro tempo, Wellington andou perdido por o largarem em uma estação da Linha Auxiliar, sendo que ele só conhece a Central/Santa Cruz. No segundo... Nem me lembro, porque o Sport só jogou até os 10 do primeiro tempo, quando fez seu segundo gol, desistindo do jogo a partir de então.
Thiaguinho corre, corre e corre, acaba cansado de tanto correr e eu cansado de vê-lo jogar.
Eduardo se empolgou por estar sendo preterido e ter voltado à reserva, e se empenhou, jogando sério. Ou seja, é um masoquista, péssimo traço de personalidade para alguém que ganha a vida competindo, principalmente um zagueiro – a não ser que o torcedor também seja masoquista.
Leandro Guerreiro corre, sofre, se dedica, sua a camisa, se entrega e na hora do vamos ver, entrega.
Michael tenta, tenta e tenta e eu acabo por aqui pra não encher o saco de vocês mais do que esse cara enche o de todo mundo.
Jônatas seria um grande jogador se gostasse de jogar futebol. Como é obrigado a fazer aquilo que detesta, faz de má vontade.
Lúcio Flávio tenta, mas fica pelo caminho. Falta um 'quê' de jogador decisivo. Se fosse permitido jogar futebol com doze jogadores, dois Lúcios Flávios seriam um grande jogador.
Victor Simões chuta em gol como um bêbado chuta uma latinha de cerveja amassada dando sopa na calçada. Domina e controla a bola como um bêbado domina e controla suas reações. Cabeceia como um bêbado ao encontrar um meio-fio com o crânio. Um desperdício de tempo, dinheiro e paciência.
André Lima é extraordinário. Tem canelas que se estendem do joelho até às unhas dos pés. Está há tempo demais em companhia de Victor Simões e parece estar piorando por osmose.
Ricardinho quase recebeu uma bola, quase se apresentou para o jogo, quase fez uma boa jogada, quase deu um drible desconcertante, quase enganou todo mundo. Ricardinho quase provou não ser um ‘quase’.
Estevam Soares tem aversão ao óbvio útil.
Sálvio Spindola não marcou uma falta na entrada da área logo após marcarmos nosso primeiro gol, uma prova de que é realmente um juiz de futebol, ou seja, uma figura abjeta.
- Ih, esqueci do Fahel.
- É melhor assim, Luís. Ele não vale a pena.
- Será que foi um ato falho?
- Não sei o que é isso, mas sei que ele falha o tempo todo e esquecer esse cara só vai melhorar nosso domingo.
Saudações alvinegras!