segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Uma campanha II


O Cantinho Botafoguense promove outra campanha, que tem total apoio do Botafogo do Biriba. Rodrigo Federman exige a demissão do vice-presidente de futebol André Silva e do gerente de futebol Anderson Barros.

Os dois são igualmente danosos ao clube, mas diferem em alguma medida. Se por um lado André Silva não deveria ter sido nomeado para o cargo por conta de sua total inexperiência, por outro, Anderson Barros não poderia jamais ser cogitado para assumir a gerência de futebol, uma vez que possui um currículo de arrepiar a própria Morte. É um profissional do futebol que coleciona um longo repertório de fracassos e sua contratação é uma irresponsabilidade inexplicável.

Pedimos encarecidamente ao Presidente Maurício Assumpção, que assuma de vez o comando e mude de rumo enquanto há tempo, porque a água já está a um palmo do convés.

Nota: Para saber mais sobre a brilhante carreira desastrosa de Anderson Barros leiam Anderson Barros é uma fraude e os títulos subsequentes, na postagem O planejamento deu certo.

Saudações alvinegras!

domingo, 6 de setembro de 2009

A falta que faz o óbvio


O quê que deu em você, Estevam?

Quando a defesa parecia estar se encontrando, você vai e muda tudo!

Estávamos jogando com 3 zagueiros, a coisa vinha melhorando e o que faz você? Desloca o Wellington para a esquerda e confia na ideia de que o Juninho é um zagueiro.

Quando pensei que as invencionices tinham se acabado com a demissão do ex-técnico, lá vem você e me ferra de preto e branco. Ah, Estevam, que papelão!

* * *

É óbvio dizer que a vida é surpreendente. Mas também é óbvio saber que uma zaga que tem Juninho em sua formação não é prenúncio de boa coisa. E poderíamos tentar evitar o pior, se Estevam Soares fizesse o óbvio e desse continuidade ao que vinha fazendo desde sua estreia como treinador do Botafogo: jogar com a famigerada linha de três zagueiros.

Não estou com isso querendo afirmar que a culpa pelo mau resultado tenha sido a presença de Juninho como primeiro zagueiro e Wellington ‘torto’ pela esquerda. O que quero com essas divagações é revirar as coisas na minha cabeça pra tentar entender que tipo de processo mental faz uma pessoa mudar um procedimento que, se não trouxe vitórias até agora, só o fez por conta exclusiva de más arbitragens, com uma única exceção, que foi o caso do jogo contra o Santo André.

Então pergunto: Por que mudar? E a resposta não me vem.

* * *

No jogo de ontem entramos em campo dormindo, como afirmou acertadamente o técnico Estevam Soares, e saímos moribundos, como me disse o Biriba. Estevam Soares subestimou o Sport e colocou seu time em campo como se fosse jogar uma pelada de domingo, num sábado.

* * *

Numa bola não dominada(!!!) por Alessandro – lance em que Fahel demonstrou sempre estar pensando em coisas que não têm relação alguma com uma partida de futebol – o time adversário aproveitou um vácuo gigantesco em nossa defesa e abriu o placar com facilidade.

Em outra bola perdida, porém lá no campo de ataque, o jogador que vinha sendo marcado por Leandro Guerreiro é lançado, mas Leandro Guerreiro preferiu desistir da jogada antes de sua conclusão, provando que o que interessa mesmo é o contrato já assinado, garantia de sua aposentadoria pelo Botafogo. Quem não tem ambição, que venha jogar no Botafogo, onde encontrará seus pares na diretoria e em parte do plantel.

* * *

Flávio fez uma ótima defesa e foi enganado por um chute que saiu todo errado, de um pereba que fez bonito por um dia, e teve seus 10 minutos de fama, e justo frente ao Botafogo.

Alessandro é o que é e sendo o que é, não será jamais aquilo que gostaríamos que fosse. (Silogismo do grego medíocre).

Juninho é um grande batedor de faltas, além de ser um péssimo zagueiro; tudo em um só homem de média estatura.

No primeiro tempo, Wellington andou perdido por o largarem em uma estação da Linha Auxiliar, sendo que ele só conhece a Central/Santa Cruz. No segundo... Nem me lembro, porque o Sport só jogou até os 10 do primeiro tempo, quando fez seu segundo gol, desistindo do jogo a partir de então.

Thiaguinho corre, corre e corre, acaba cansado de tanto correr e eu cansado de vê-lo jogar.

Eduardo se empolgou por estar sendo preterido e ter voltado à reserva, e se empenhou, jogando sério. Ou seja, é um masoquista, péssimo traço de personalidade para alguém que ganha a vida competindo, principalmente um zagueiro – a não ser que o torcedor também seja masoquista.

Leandro Guerreiro corre, sofre, se dedica, sua a camisa, se entrega e na hora do vamos ver, entrega.

Michael tenta, tenta e tenta e eu acabo por aqui pra não encher o saco de vocês mais do que esse cara enche o de todo mundo.

Jônatas seria um grande jogador se gostasse de jogar futebol. Como é obrigado a fazer aquilo que detesta, faz de má vontade.

Lúcio Flávio tenta, mas fica pelo caminho. Falta um 'quê' de jogador decisivo. Se fosse permitido jogar futebol com doze jogadores, dois Lúcios Flávios seriam um grande jogador.

Victor Simões chuta em gol como um bêbado chuta uma latinha de cerveja amassada dando sopa na calçada. Domina e controla a bola como um bêbado domina e controla suas reações. Cabeceia como um bêbado ao encontrar um meio-fio com o crânio. Um desperdício de tempo, dinheiro e paciência.

André Lima é extraordinário. Tem canelas que se estendem do joelho até às unhas dos pés. Está há tempo demais em companhia de Victor Simões e parece estar piorando por osmose.

Ricardinho quase recebeu uma bola, quase se apresentou para o jogo, quase fez uma boa jogada, quase deu um drible desconcertante, quase enganou todo mundo. Ricardinho quase provou não ser um ‘quase’.

Estevam Soares tem aversão ao óbvio útil.

Sálvio Spindola não marcou uma falta na entrada da área logo após marcarmos nosso primeiro gol, uma prova de que é realmente um juiz de futebol, ou seja, uma figura abjeta.

- Ih, esqueci do Fahel.
- É melhor assim, Luís. Ele não vale a pena.
- Será que foi um ato falho?
- Não sei o que é isso, mas sei que ele falha o tempo todo e esquecer esse cara só vai melhorar nosso domingo.

Saudações alvinegras!

sábado, 5 de setembro de 2009

600 pontos


A partida de hoje, segundo Estevam Soares, é um “jogo de 600 pontos”. Reúne vários elementos pra que seja um jogo extremamente difícil: os jogadores provavelmente estarão ansiosos por uma vitória e pelo jogo representar uma possível saída da zona de rebaixamento; a arbitragem que até então demonstra prejudicar sistematicamente o Botafogo; a situação do time adversário na tabela, que faz com que a ansiedade tome conta dos 22 em campo; o clima de guerra criado pelas declarações irresponsáveis do presidente do Sport no decorrer da semana.

Seja como for, acredito que o Botafogo vá fazer uma boa partida, porque tem apresentado uma evolução gradativa e sistemática em todos os aspectos de jogo e, principalmente, na parte psicológica.

Um grande problema que surge para esta partida é a presença de Juninho formando dupla de zaga num esquema 4-4-2. O esquema de jogo é o de minha predileção, mas Juninho é um zagueiro que reúne todas as deficiências que um zagueiro jamais poderia ter: é baixo, é lento, não tem impulsão, não tem explosão, não tem vigor para enfrentar situações de impacto; se posiciona mal, não faz uso da regra do impedimento, demora pra tomar decisões e não simplifica quando deveria.

Espero que Estevam Soares tenha projetado e treinado um sistema tático levando em consideração os atributos negativos do jogador Juninho. E pelo resultado do trabalho que tem feito até o momento, acredito que nosso treinador nos reserva uma equipe que tem todas as condições de sair de Recife com os tais 600 pontos nas algibeiras.

Avante!

Saudações alvinegras!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Que o presidente não pare de reagir


Escrevi aqui sobre a iniciativa do presidente Maurício Assumpção em investir nos estudos e se capacitar para melhor dirigir o nosso Botafogo, ingressando no curso de gestão esportiva da Trevisan Escola de Negócios.

Confesso que escrevi bastante irritado. Não pelo fato do nosso dirigente se empenhar em adquirir conhecimento, o que é louvável, mas porque não consigo entender o motivo que leva uma pessoa a se lançar ao desafio de comandar um clube da grandeza do Botafogo de Futebol e Regatas, sem ter uma parca noção do que isso significa na prática.

Passada parcialmente a irritação, gostaria de dizer que apoio a iniciativa e vejo alguma movimentação por parte de Assumpção, um presidente que se mostrava totalmente apático e omisso durante sua gestão até o momento.

E foi exatamente esse lampejo de movimentação recente que me chamou a atenção para a figura do presidente e é o que pode levar a uma possível salvação de seu mandato.

A primeira ação foi a tardia demissão do técnico Ney Franco, que visivelmente não conseguia montar uma equipe minimamente organizada e obviamente não obtinha bons resultados. A segunda ação foi a já citada no começo deste texto. A terceira foi sua surpreendente reação - mesmo que mais uma vez tardia -, contra os constantes erros de arbitragem que têm prejudicado enormemente o Botafogo.

Espero que o esboço de reação, em contraposição à sua até então letargia, faça com que Assumpção se empolgue e se apegue a essa postura mais dinâmica e participativa que tem demonstrado ultimamente.

Torço para que isso se traduza em mais ações construtivas, a começar pelo apoio ao trabalho do atual treinador - que inegavelmente transformou um bando em um grupo. E que se desenvolva além disso, passando à demissão dos responsáveis pela ineficiência em contratar jogadores, em gerenciamento de futebol e na preservação da saúde do plantel.

Só assim, a reputação do presidente Maurício Assumpção se afastará do rol de biografias indignas de dirigentes que levaram o Botafogo à segunda divisão do campeonato mais importante do país e por pouco não o levaram a desaparecer do cenário futebolístico nacional.

Saudações alvinegras!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Finalmente um plano


A partida de ontem revelou que Estevam Soares já tem um bom conhecimento do elenco a seu dispor e que, principalmente, projeta estratégias inteligentes tanto de jogo, quanto de planejamento.

Sua opção por escalar um time misto serviu para poupar os jogadores que vão disputar a próxima partida do Brasileirão – competição em que estamos em situação perigosa – e pra fazer algumas observações, testes e aproveitar o jogo como prática de preparação física:

1) Testou as condições de jogo do zagueiro Teco e uma formação ofensiva baseada em jogadas de velocidade, flanco e contra-ataque, com dois jogadores velozes (Victor Simões e Ricardinho, com Laio como opção), apoiados por um meia com boa capacidade de aproveitamento dos espaços (Jônatas);
2) Testou um sistema de cobertura das laterais baseado na escalação de um terceiro zagueiro – por falta de laterais de ofício e por saber que Gabriel não é eficiente como defensor;
3) Observou o rendimento de Gabriel no apoio ao ataque, bolando jogadas pra que isso pudesse ser efetivado;
4) ‘Tentou’ manter o horripilante trio neyfranquista, Emerson, Fahel e Leo Silva, com ritmo de jogo;
5) Usou o jogo como prática de preparação física para Jônatas e o rastejante Renato, não os substituindo quando já estavam nitidamente à espera de exumação.

* * *

O técnico teve excelente atuação.

Conseguiu montar um sistema defensivo bem articulado, mesmo sendo obrigado a conviver com a existência de Emerson e com a máscara de Eduardo.

Deu a braçadeira de capitão a Jônatas, o que parece ter produzido bom resultado psicológico, fazendo com que o jogador se empenhasse mais e assumisse a responsabilidade da distribuição das jogadas. (A visão de jogo e o bom passe de Jônatas livraram o meio-de-campo da desgraça, uma vez que as presenças de Fahel e Leo Silva são um aceno à mediocridade).

Posicionou Renato no campo ofensivo. Infelizmente o jogador não conseguiu transformar-se naquilo que não é e tudo o que produziu foi colaborar para manter a posse de bola no campo de ataque nos primeiros 45 minutos, o que parece ter sido a intenção do técnico.

Explorou bem as características individuais de Victor Simões. Apesar de ter um domínio de bola sofrível, o que faz com que percamos várias oportunidades de manter a bola no campo de ataque, demonstrou bom discernimento para desempenhar a função tática de terceiro homem de meio-de-campo, quando o adversário retoma a posse de bola. Seu vigor físico e empenho o fazem uma peça extremamente útil para barrar a transição da equipe oponente.

A opção por uma estratégia baseada em jogadas de velocidade foi potencializada com a presença de um jogador ágil e de certa habilidade. A dúvida quanto ao Ricardinho é saber se ele será um jogador realmente útil ou mais uma enganação semelhante a Jean Carioca. Ele tem tudo pra ser uma grata surpresa, ao mesmo tempo que pode se revelar um jogador do tipo “quase”. Quase faz gol, quase acerta o drible, o passe, o chute... Ficamos na torcida pra que não seja um “quase”.

Escalar o goleiro Flávio também foi um acerto, pois além de não lançar Milton Raphael numa competição de mata-mata, testou as possibilidades do terceiro reserva, que fez uma defesa brilhante.

Mudou bem ao detectar o risco de Leo Silva ser expulso, quando o técnico adversário deslocou um atacante mais habilidoso para explorar nosso lado direito. Achei que demorou pra lançar Laio, mas a opção de Estevam Soares por esperar até um momento de maior exaustão do adversário se mostrou eficaz, num lance em que o atacante perdeu uma chance clara de gol, revelando que não é a revelação que esperávamos que fosse. (Quando o ímpeto adversário é parado por nossa defesa, o ataque também não colabora).

Saldo positivo, mas poderia ter sido melhor. Agora é vencer em casa ou um abraço. O mais importante, no meu entender, é que fica a impressão de que temos um planejamento lúcido e coerente. Se vai dar certo ou não, só o futuro dirá.

Nota: A zaga se comporta infinitamente melhor sem a presença do Juninho.

Saudações alvinegras!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Escorrem pelas mãos


Na postagem de ontem falei sobre a possível atuação dos goleiros da base. Pois bem, o Rodrigo Federman, do Cantinho Botafoguense, me alertou que o Luís Guilherme não foi inscrito na competição, sendo que Milton Raphael estará no banco na partida de logo mais.

Não inscrever o jovem talento, destaque da seleção brasileira sub-17, é mais uma prova clara da falta de interesse por parte da diretoria em valorizar os jogadores formados no próprio clube.

No jogo de hoje poderíamos ver quem são esses jogadores, os quais Luizinho Rangel, técnico dos juniores, e seu colega, o técnico da seleção sub-17, elogiam com entusiasmo.

No gol poderíamos ver um dos dois jovens goleiros. Para a zaga temos Alex Lopes e no meio-de-campo, Jougle e Rodrigo Dantas. No ataque Laio e Júnior.

Aceito a ideia do treinador Estevam Soares de dar ritmo de jogo aos que não estão atuando como titulares, mas insisto em dizer que gostaria de ver os que foram formados em Marechal Hermes, mesmo que seja só pra acalmar minha aflição, por acreditar que não veremos jogar com o uniforme alvinegro o que de melhor surgiu nas bases do Botafogo num futuro próximo, ou mesmo nunca.

Saudações alvinegras!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Brasil antes, América depois


A Copa Sul-Americana seduz por ser uma competição internacional, mas não gera retorno financeiro expressivo. Se tivéssemos um departamento de marketing eficiente, poderíamos aproveitar um capital de outra natureza, explorando a visibilidade e o prestígio que uma boa campanha agregaria à marca Botafogo de Futebol e Regatas. Mas não temos.

Além disso, o momento pelo qual passa o Botafogo no Campeonato Brasileiro não é o mais adequado para que apostemos muitas fichas na Sul-Americana, dividindo forças com uma competição em que estamos em situação extremamente delicada.

Mas é uma boa oportunidade para que jogadores que não estão atuando ganhem ritmo de jogo e para os jovens da base adquirirem mais experiência. E também será ótimo para a torcida poder ver os dois goleiros, Milton Raphael e Luís Guilherme, atuando no time principal, já que é incerto o destino destes novos talentos, dentro do Botafogo.

("Muitas vezes eu imagino estar jogando e fazendo grandes defesas pelo Botafogo", diz Luís Guilherme, em entrevista ao site Olheiros).

Outra vantagem de se jogar com um time misto ou reserva é a possibilidade de se criar termos de comparação entre os que frequentam a equipe titular e o banco de reservas, em contraposição aos que nem como suplentes são relacionados.

Se a opção por um time formado por jogadores reservas e da base gerar chiadeira entre os titulares, o tal termo de comparação pode produzir efeito positivo já na próxima partida do Brasileirão.

Nota: Escrevi sobre o mesmo assunto em texto intitulado Sul-Americana, na postagem Malvada Matemática. (Para acessá-lo, clique aqui).

ERRATA: O Rodrigo 'Cantinho Botafoguense' Federman me corrigiu em seu comentário, informando que o Luís Guilherme não está inscrito para a competição.

Saudações alvinegras!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Lugar de juiz ladrão é o Inferno


Cheguei ao Engenhão muito atrasado e ao passar em frente ao portão principal o som a torcida anunciou o gol. Já cheguei com os braços erguidos, comemorando de cara. “Estou com sorte hoje”, pensei.

Não deu tempo nem de chegar às arquibancadas e já sofremos o empate.

Quase voltei dali mesmo sem nem ver o gramado. Como saber se o problema não seria a minha presença?

Como não sou supersticioso, não acredito que uma só pessoa – das arquibancadas e sem o auxílio de um fuzil com mira telescópica – possa interferir no resultado de uma partida. E como estava munido com meu meião preto e não havia tocado em nenhum objeto de coloração azulada durante o dia, me tranquilizei.

Eis que no comecinho do segundo tempo, para meu total espanto, o trivial Victor Simões conseguiu ganhar uma e, mesmo fazendo de tudo pra carimbar o goleiro como de costume, muda o placar. Vibrei muito, mas logo a prudência me fez voltar ao prumo: isso está muito esquisito, pensei.

De onde estava não pude ver o que gerou as reclamações veementes de Lúcio Flávio e Estevam Soares, mas pelo telefone fui informado que a bola tinha saído ‘meio metro’, como assim me disse o botafoguense do outro lado da antena.

- Juiz safado, esse!
- ‘Guenta’ a mão, Biriba. Deixa eu acabar de escrever.
- Mas então escreve isso aí, cara!

Num período da partida em que o Botafogo pouco ou nada agredia, Thiaguinho cria uma situação de perigo, tenta cruzar, mas o zagueiro adversário corta com o braço e...

O juiz não marcou nada! NA-DA!!! Bem à minha frente, a uns vinte e poucos metros. Dispensaria a mira telescópica dali.

- Você não vai escrever que esse juiz é um ladrão safado que foi levado pra adoção ainda bebê, depois de ser encontrado na porta de um prostíbulo?
- Olha o linguajar, Biriba.
- Eu falei prostíbulo.
- É bom manter a compostura...
- Que ‘ura’ o quê! Você tá é ficando frouxo.
- Frouxo é quem não reclamou do roubo contra o time da Gávea, contra o Aflitos, contra o Santo André, o Atlético PR, o Palestra...
- Você sempre cria um artifício pra me forçar a concordar contigo. Você é irritante, cara!

Acreditava ingenuamente que o repertório do larápio terminara por ali, mas eis que o biltre inverte uma falta e a “defesa” alvinegra ‘deixa’ a bola entrar, para a alegria de uma colônia de smurfs que se agitava azuladamente lá do outro lado. Parecia uma jogada de pelada de perebas no Aterro.

- Quê que o Castillo ficou esbravejando depois do frango?
- Acho que foi “¿Vamos a compartir este pollo, Wellingtón?”.

(Tinha gente indo embora, mas a resignação não é do meu feitio. Pra mim, um jogo só termina quando um monstro acopla seu instrumento de heresias a um apito e desfere um som estridente e fatídico).

Estava perto da linha de fundo sendo entretido por um coro de gaiatos que xingavam o goleiro, quando Leandro Guerreiro deu um chute. A bola resvala, sobe e voa toda esquisita. Mas veio chegando, marota, traçando uma curva, caindo lentamente. A torcida paralisada implorando quase de joelhos pra ver aquela bola indecisa entrar. E ela vem caindo e chegando, o tempo parado, o coração na mão, apertado, até que a rede confirma com um balanço o que a torcida esperava em silêncio de monge, liberando o grito da galera. Uma explosão demorada.

Parecia que tinham-se passado eras entre o momento do chute e o gol. Mas a alma foi paciente e viveu um resquício denso de justiça.

Fui pra casa com uma estranha mistura de frustração e alívio no peito, certo de que as superações a que o Botafogo têm sido obrigado a realizar são um sinal de que o pior não vai se abater sobre nós.

Saudações alvinegras!

domingo, 30 de agosto de 2009

O preto e o branco


Não olhem para o céu e afastem-se do mar. Evitem objetos da cor azul. Aos que têm os olhos desta cor, sugiro o uso de lentes de contato na tonalidade castanho-escuro.

Hoje é dia de guerra e o preto e branco nos identifica. Nuances que se afastem do cinza serão consideradas inimigas. Qualquer desvio a este padrão espectral será considerado ato hostil.

Vamos ao Engenhão enfrentar os oponentes e espantar o fantasma do rebaixamento.

AVANTE!

Experiência mal sucedida gera experiência

Três pontos interessam, um ponto interessa, meio ponto também interessa; um terço, um quarto... Nunca o rebaixamento!

É tempo de raspar o tacho, juntar o restolho, catar as migalhas.

É o desespero, senhores. Chegamos onde achávamos que não chegaríamos e estamos fazendo contas à cata de pontinhos que nos livrem do pior. E podemos avançar até ao inimaginável vexatório ultrajante inconcebível rebaixamento.

O que dirá agora o Sr. Maudício Assumpção? Que o Botafogo será campeão da segundona?

Que reforços prometerá à torcida o Sr. André Silva – o torcedor que confessou ignorar e não possuir as atribuições necessárias para o bom desempenho das funções inerentes ao cargo que ocupa e que não teve a dignidade de renunciar?

A que tipo de DVDs o Sr. Anderson Barros irá assistir depois de conduzir um clube ao mesmo destino que reservou ao Figueirense no ano passado? Qual seria a intenção de uma diretoria ao contratar um sujeito que comandou a gerência futebolística de um clube até o seu rebaixamento, e justamente no ano seguinte a esta façanha desastrosa?

* * *

Àqueles que apoiaram um neófito sem nenhuma experiência profissional que respaldasse sua indicação para a presidência de um clube de futebol profissional da grandeza do Botafogo de Futebol e Regatas, Biriba diz o seguinte:

"Senhoras e senhores botafoguenses de boa índole e grande amor ao clube.

Os senhores foram enganados por gente que não gosta do Botafogo e tampouco dispõe de qualidades necessárias para constituir a elaboração de um projeto que vise à reestruturação de um clube de história grandiosa. Equivocaram-se ao confiar em pessoas que veem o Botafogo pelo prisma do cifrão e que pecam pela falta de ambição épica.

Hoje estamos aí, os torcedores, aqueles que realmente amam o Botafogo implorando por um pontinho qualquer, limpo ou sujo, e totalmente desprovidos de uma governança que trace um bom rumo para nosso amado Botafogo.

Vamos sair dessa, senhores. Mas que valha como experiência. Porque no futuro, mesmo que devidamente expulsos como serão de General Severiano, esses mercenários travestidos de botafoguenses tentarão retornar, buscando reforços da mesma laia, se reagrupando. Mas a experiência adquirida há de prevalecer e o destino dessas pessoas será o devido exílio absoluto e permanente"

Saudações alvinegras!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Futebol falado, melhor do que o jogado


A noite de ontem teria terminado de maneira deprimente não fosse meu encontro in loco com os amigos online, Gil e Fábio, este do snoopy em preto e branco. De lambuja ainda me apresentaram ao Paulo Marcelo, do Arquiba Botafogo.

A boa companhia dá conforto emocional, fazendo o desalento unívoco ser dividido e a cada um caber um quarto da angústia. E o papo entrecortava a atenção na partida, dando trégua à visão da constante luta de vinte dois contra uma bola indefesa.

Posso estar exagerando quanto à pobreza técnica da partida. Talvez a cessão do empate, que poderia ter sido evitado, ou a expressão desfaçada da segundona acenando como se fosse amiga íntima devem ter mexido com meu escrutínio.

Seja pelo motivo que for, cheguei em casa achando que seria melhor termos ficado num barzinho qualquer do Engenho de Dentro, bebendo uma gelada ou um caldo de cana, conversando sobre futebol. Porque pra quem gosta do futebol, ficar presenciando seu martírio não faz bem ao espírito.

Vai o Gil pra sua casa e voltamos, eu e o Fábio, de carona com o Paulo. No caminho, em meio à conversa, me veio a certeza de que devo chegar um pouco mais cedo da próxima vez e procurar pelo tal barzinho. Tomara que não precisemos de refúgio no domingo que vem, mas só por garantia vou conhecer melhor as redondezas do Engenhão.

Nota: Comentários sobre o jogo podem ser lidos em snoopy em preto e branco, Fogo Eterno e Arquiba Botafogo.

Nota zero: Fahel ultrapassa Emerson e lidera a corrida para o grande prêmio de pior jogador do Brasileirâo, e com dois cavalos de vantagem.

Saudações alvinegras!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Acabaram-se os problemas



Amigos e amigas botafoguenses, agora já podemos ficar tranquilos. A melhor notícia, e pela qual jamais poderíamos esperar, chegou. O amigo botafoguense, Alberto, acaba de me informar que o presidente Maurício Assumpção matriculou-se no curso de especialização em gestão esportiva da Trevisan Escola de Negócios!

O site da Faculdade Trevisan informa que a aula inaugural do curso será ministrada pelo presidente do Avaí FC. Ou seja, o Sr. Maurício Assumpção terá a chance de aprender com seu colega, e mestre por um dia, como fazer pra que um time formado por jogadores medianos esteja, no momento, entre os quatro clubes que disputarão a Taça Libertadores da América do ano que vem, no mesmo campeonato em que o Botafogo de Maurício tenta desesperadamente escapar de um vexatório rebaixamento.

Mesmo que não aprenda de uma só tacada como gerir com sucesso uma instituição futebolística profissional, o que não é de se esperar, ao final de dezoito meses o Dr. Assumpção, além de cirurgião dentista renomado, será também um especialista em Marketing Esportivo lato sensu, o que o tornará, com certeza, um exímio administrador do desporto.

Nosso até então Omisso Omissão será num futuro próximo conhecido como Maurício Ascensão, uma vez que seu vindouro profundo conhecimento dos meandros futebolísticos há de livrar nosso time de coração da série B do campeonato mais importante do país, que é pra onde o ainda não-especialista o está conduzindo.

- Você falou “conhecimento profundo”.
- Mas não é, Biriba? O cara está se especializando.
- Mas é um curso lato sensu.
- E o quê que tem?
- Putz, deixa pra lá. Já é um começo...

Nota: Biriba, ao contrário do que possa parecer, é um entusiasta da busca por conhecimento e esclarece que este texto tem somente o propósito de tentar oganizar os fatos de uma maneira que o leitor possa chegar ao entendimento das razões que levam um sujeito a assumir o comando de uma aeronave e sair à cata de um brevê de piloto após a decolagem. Infelizmente o texto não obteve o sucesso esperado. E Maurício Assumpção consegue ser ainda mais esquisito do que esta nota explicativa.

Saudações alvinegras!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Botafogo vai ao pardieiro e tem carteira afanada


Os jogadores do Botafogo estão de parabéns pelo espírito de luta que os levou a um empate dentro do pardieiro do adversário. Não fosse a intervenção do inominável árbitro da partida, o delinquente que sua pobre mãe chama por, Arilson da Anunciação, a equipe alvinegra sairia do jogo com três merecidos pontinhos nas algibeiras.

O “mensalão do apito” começou a funcionar no primeiro tempo, quando Michael foi lançado e cruzou com precisão exemplar para conclusão de André Lima, que nem fez menção de demonstrar ao público o gol certo, porque já sabe do esquema venal armado para favorecer o time do Lula. Um impedimento inventado de maneira acintosa e tão escandalosamente gritante, que nem a emissora do apito teve como maquiar no photochart.

O segundo “empurrãzinho” da turma do apito veio com um empurrãozão sofrido por Victor Simões dentro da área, imagem manipulada de todas as formas para tentar encobrir o esquema criminoso de favorecimento ao time do presidente da república.

No segundo tempo, uma falta inexistente para o time dos confrades resultou em gol. Um pênalti igualmente inventado lhes dá mais um. (Ressalto que o mesmo 'auxiliar' que praticamente anulou um gol botafoguense marcando um impedimento inexistente, levantou a bandeira por uma suposta movimentação irregular de nosso goleiro, que não ocorreu. Tinha visivelmente a intenção de garantir o gol após a defesa do goleiro, no caso do juiz invalidadar a conclusão após o rebote. Além de delinquente, também ignora as regras do jogo que arbitra. Um perfeito idiota).

Mesmo com tudo conspirando contra, o Botafogo não se deu por vencido em um jogo de cartas marcadas.

A primorosa cobrança de falta de Lúcio Flávio não estava nos planos do juiz sem juízo, o que deve ter 'contribuído' para que a gratificação extra de Arilson Bispo da Anunciação tenha sido reduzida provavelmente à sua (dele) metade, ou seja: zero. Não sobrou aquele dinheirinho a mais para que Arilson pudesse dar um presentinho a sua boa progenitora, que o povo injustamente pensa tratar-se de uma mulher de vida fácil.

Senhora, desculpe a má lingua do povo. É tudo culpa do Arilson.

Nota: Análises do jogo recomendadas por Biriba podem ser encontradas em Cantinho Botafoguense, snoopy em preto e branco, Mundo Botafogo e Fogo Eterno.

Segunda nota: Não incluí no texo da postagem que no cômputo final, tirando-se os erros de arbitragem, o placar poderia ter sido Curíntia 1 x 4 Botafogo, porque isso é assunto para uma nota em separado.

A Confraria do Apito

(Al Capone: mentor da Comissão de Arbitragem da CBF)

Se fizermos um levantamento da quantidade de erros de arbitragem que favorecem um ou outro clube, vamos perceber que o time campeão do ano passado foi o que mais se beneficiou com “falhas” de arbitragem. Usando o meu “chutômetro”, posso aventar a possibilidade de que no ano retrasado tenha sido a mesma coisa. O SP é há muitos anos o mestre mais influente da Confraria do Apito

Em 2009 o time do apito é o Curíntia. É um clube adorado pela imprensa marqueteira, é o time de coração do presidente da república e clube em que joga o Ulisses da Odisséia Brasiliensis, Ronaldo. Seu presidente tornou-se o mestre mor da Confraria, nos acordos de bastidores feitos pelos mafiosos do futebol.

Só que os chefões do submundo futebolístico esqueceram-se de combinar direitinho com o time do Curíntia. Não adianta só soprar apito pro lado deles, porque alguma coisa o time tem que fazer dentro de campo. Mas a equipe do Curíntia é formada por uma cambada de pernas-de-pau tão horripilante, que não consegue vencer nem com a ajuda dos gatunos contratados por seus confrades contraventores.

Saudações alvinegras!

domingo, 23 de agosto de 2009

A defesa da defesa


O jogo defensivo não é minha opção preferencial em um cardápio de iguarias futebolísticas, mas diante da escalação da equipe do Botafogo para o jogo de hoje , sou obrigado a optar para que preparem o prato principal “con serratura doppia e al dente”.

Tendo Fahel, Emerson e Juninho jogando no mesmo time, é bom que se projete uma estratégia de jogo levando em consideração esta confluência de fatores desfavoráveis. Como Juninho é um péssimo zagueiro, Emerson não pode ser considerado um jogador de futebol profissional e Fahel é uma nulidade futebolística, seria prudente e razoável que o Sr. Estevam Soares posicionasse sua equipe da mesma forma que o fez no jogo contra o time do Palestra.

E se for revelado que esse grupo de jogadores que formam o plantel alvinegro e o Sr. Estevam Soares só apresentam bom desempenho jogando “como time pequeno” – fechado e explorando os contra-ataques –, que assim seja até o final da competição.

Até porque voltei a estudar e pago meia-entrada. Não vou me lamentar por assistir a espetáculos medianos.

Nota: Volto a insistir que Victor Simões tem que explorar jogadas de ponta, mesmo que dê chutes laterais no lugar de cruzamentos. Vai que ele acerta na canela de alguém e a bola entra! O domingo melhora para todos os botafoguenses e Biriba para de roer o pé do sofá da sala.

Outra nota: Uma pena o Ronaldo não jogar. Quem vai puxar o cabelo do Fahel pra ver se é peruca?

Mais uma nota: Encontrei uma matéria jornalística que vale a pena ser lida. Foi publicada no Jornal dos Sports.com e demonstra como o jornalismo esportivo pode se livrar da superficialidade informativa e do marketing inevitavelmente tendencioso. O texto é bem articulado, simples, curto, direto, informativo e ainda opina com lisura. Para ler a matéria do jornalista Júlio Gracco clique aqui.

Saudações alvinegras!