Já manifestei por aí minha opinião de que Luizinho Sodré, técnico das divisões de base do Botafogo, seria minha primeira opção para substituir o ex-técnico. Continua valendo a estima pelo sujeito e a admiração por seu trabalho. Mas uma novidade mudou um pouco o rumo das coisas dentro de minha cabeça, pois agora há pouco li no Lancenet o seguinte:
"A estrutura do Barueri é sensacional, mas tem alguns momentos que a gente precisa fazer um upgrade na carreira. Não podemos dispensar uma chance de trabalhar no Botafogo." (Foi o que disse Estevam Soares numa entrevista ao Sportv).
Que Estevam Soares é um bom técnico muitos já sabiam, inclusive eu. O que não sabia é que o homem iria dizer exatamente o que eu queria ouvir. Não acho que seja mais um falastrão político e retórico, mas sim um sujeito que enxerga o Botafogo como time grande. Só isso. E é o que basta pra que eu feche com ele e deseje que acerte logo os termos do contrato e que a diretoria não me venha com Waldemares ou Cucas numa hora dessas.
Ele ainda esclareceu que sua saída do Alphaville seria pela porta da frente: "Eu sempre tive o objetivo de trabalhar no Rio de Janeiro. Acho que podemos ir bem no Botafogo, tenho sonho de título, acho que seria um grande desafio para minha carreira, caso a gente chegue a um acordo. No Barueri, a coisa vai bem até o final do ano. Tiveram alguns problemas internos, mas já estão resolvidos."
Ou seja, tudo indica que, além de técnico extremamente promissor, mau caráter ele certamente não é. Fico na torcida.
Parabéns a todos os bons pais que se empenharam e se empenham para dar sobrevivência à humanidade com seus esforços individuais e dedicaram e, mais uma vez, dedicam suas vidas à geração e boa formação de seus descendentes.
Um dia como o de hoje merece reflexão superior. Gostaria de levantar questões profundas sobre as implicações da paternidade e suas consequências para os filhos.
Listarei o que me inquieta nesta tarde de domingo:
- O que pensam de seus pais os filhos dos jogadores do Botafogo, ao vê-los fazendo o que fazem e da forma como fazem para ganhar a vida?
- Como devem cuidar da saúde de suas famílias os responsáveis pelo departamento médico de General Severiano?
- Como será o desenvolvimento corporal das proles que vivem sob a tutela dos responsáveis pela preparação física dos jogadores de nosso clube?
- Que tipo de formação moral podem dar a seus descendentes, os dirigentes do Glorioso?
- Como organiza a casa que dá a seus filhos, o técnico do clube da Estrela Solitária? Que tipo de escolhas faz para que tenham as melhores condições de vida e oportunidades, o Sr. Ney Franco da Silveira Júnior?
- Que tipo de legado deixarão ao mundo, através de sua descendência, os responsáveis pela atual situação do Botafogo de Futebol e Regatas?
O jogo de ontem foi um festival de mediocridade de todas as formas, tamanhos e cores.
De pantera Victor Simões não tem nem o pelo. Podia pelo menos botar uma pelúcia preta na cabeça e sair rugindo, pra demonstrar mais empenho na enganação. Perdeu um gol que minha avó faria. Só serve pra jogadas de ponta-esquerda, mas NF não sabe como criar situações táticas e muito menos como aproveitar as particularidades de seus jogadores.
Lúcio Flávio com a braçadeira de capitão é uma piada que vivemos por 2 anos e que foi reeditada ontem. Não importa qual dos dois seja incumbido da função, porque sendo Juninho ou Lúcio Flávio estaremos sempre sem voz de comando.
Alessandro e Batista lutam muito, mas não conseguem acertar um cruzamento sequer. De que adianta tentar? Seria melhor tocar pro lado ou pra trás, do que desperdiçar a posse de bola.
Leandro Guerreiro corre e se esforça muito, mas não tem frieza pra jogar na adversidade, e nesta situação sua visão de jogo fica restringida ao que veem presidiários numa solitária.
Fahel é o segundo pior jogador do campeonato.
Jônatas é a única cabeça que pensa e articula algo de inteligível no meio de campo. Joga futebol de forma lúcida e inteligente. Parece que ainda não teve tempo de desaprender o que sabia, na ilha dos horrores do professor Ney Franco.
Eduardo parecia ter sido vítima de um “boa noite cinderela”.
Wellington pode amanhecer de cabeça pra baixo, porque quem anda com morcego...
Castillo não foi ameaçado. Parece que a sorte estava do seu lado, quando se contundiu.
De Leo Silva nada de bom pode-se esperar, pois erra tudo, mesmo quando acerta.
Tony continua jogando o belo futebol que o fez se destacar no campeonato com juiz e tudo do Aterro.
Flavio, quem diria, pode ser a esperança para o gol. Apesar de começar com o pé esquerdo, voou certinho na bola e sua mão alcançou a última gaveta, no único chute que o obrigou a se esforçar. E no lance do gol quase se recuperou do desvio da bola. Vamos ver se o acaso volta a favorecer o Botafogo.
Elogiei o André Lima pela raça que tem, mas não sabia sobre o seu lado de estrela. Sempre soube que não é um jogador técnico, mas não imaginava que ele conseguiria furar ridiculamente por duas vezes numa mesma partida. Seria bom que alguém explicasse a ele que um herói não é aquele que aproveita uma oportunidade em causa própria, mas sim aquele que supera adversidades em nome de uma causa que pertence a todos. (Auto-ajuda, mas sou eu que estou precisando de alento depois desse desastre).
Ney Franco quer explorar o jogo aéreo, mas seus jogadores não treinam cruzamentos. Quer que seus comandados obedeçam o que é estipulado, mas tem como representante dentro de campo um jogador sem voz de comando. Vê partidas supostamente mais fáceis como uma oportunidade de colocar seus pupilos pra jogar e entrega três pontos de bandeja com Fahel e Leo Silva em campo. Sua equipe parece um estouro de uma boiada de touros vendados. Ney Franco está para o futebol assim como um vírus está para a saúde.
Num elenco que prima pela falta de brio, a apatia, e a resignação frente ao fracasso, André Lima é um elemento destoante. Quando ficou de fora da partida contra o time da garoa – por conta de um cartão amarelo injustamente aplicado, numa nítida tendência da arbitragem em facilitar as coisas pro time paulista, coisa recorrente – ele lamentou o fato por entender que era muito importante jogar contra seu ex-clube. Uma clara demonstração de que o sujeito é emotivo e estava mordido por acontecimentos durante sua passagem pelo clube SP do apito.
Se por um lado André Lima é brioso e leva a emoção como um ingrediente para suas atuações, por outro, Ney Franco é fraco também neste aspecto e demonstrou isso repreendendo as declarações do jogador.
Ney Franco não digere uma derrota da mesma forma que André Lima. Para Ney Franco o fracasso desce pela garganta sem a necessidade da ajuda nem mesmo de um copinho d’água, enquanto que para André, nem antiácido, Estomasil, chá verde ou de camomila resolvem. Ele precisa de muito mais que isso pra conseguir purgar um insucesso.
O que falta ao time do Botafogo como um todo é o que André Lima tem de sobra: brio.
É óbvio que a braçadeira de capitão deveria ser envergada por ele, um jogador que tem sangue quente nas veias. Mas como quem dita as regras é um treinador apático que, assim como toda a diretoria do clube, tem sangue de barata, a braçadeira certamente estará nas mãos de um cordial, afável e indolente, Lúcio Flávio.
Torço para que o comportamento de André Lima, Alessandro e Batista contagie os companheiros e o Botafogo entre em campo como deveria fazer qualquer grupo ou indivíduo ao desenvolver qualquer atividade humana: com brio.
Nota: Excelente postagem sobre o mesmo assunto no blog Fogo Eterno.
Quando não é um, é o outro
À toda oportunidade que tem, o péssimo técnico futebolístico, Ney Franco, dá seu jeito de empurrar goela abaixo do torcedor alvinegro um de seus queridos pupilos. Do trio de patetas formado por Emerson, Fahel e Leo Silva, hoje é dia de Emerson.
Na falta de Juninho, o genial estrategista não muda seu esquema de jogar com três zagueiros e acha indispensável a presença na equipe, do pior jogador do campeonato brasileiro, o débil, Emerson.
As debilidades de Emerson são uma fieira de inúmeras cocorocas que, ao final, dão um trabalho enorme para o sistema digestivo da torcida. Dentre elas, segue aí uma dúzia:
1) Se posiciona mal; 2) É fraco fisicamente; 3) Toma decisões equivocadas; 4) Marca mal; 3) Não tem explosão; 4) É inútil no jogo aéreo; 5) Não tem poder de recuperação; 6) Tem um passe ruim; 7) Sai jogando mal; 8) Não tem visão de jogo; 9) Chuta mal; 10) Não tem raça; 11) Fala bobagens; 12) Faz gol contra em decisão.
Sei que relacionei algumas debilidades que são causa ou efeito de outras e ali ainda estão deficiências complementares. Pode ser pura retórica, ou um jeito de formar a dúzia necessária pra que o leitor faça uma analogia aos conhecidos “Doze Trabalhos de Hércules”, para deleite ou lamento neste sábado. Seja lá como for – e se as tintas foram-se aos borbotões – o que interessa é que as insuficiências técnicas, físicas e psicológicas – que configuram o quadro grotesco que Emerson representa para o futebol –, o levariam a desenvolver algum trabalho em outra área das atividades humanas, se não fosse por pessoas que pensam e agem como Ney Franco e que acreditam que este cidadão possa ser considerado um jogador de futebol profissional.
No álbum que Ney Franco criou para os torcedores botafoguenses completarem em 2009, Emerson é uma figura indispensável . Mas se dependesse da torcida, no espaço que ocuparia essa figurinha vestindo a camisa do Botafogo, ficaria um pequeno retângulo vazio. Mas Emerson é figurinha fácil, daquelas que sempre vêm no pacotinho quando você não precisa.
O que o Botafogo jogou ontem até ceder o empate foi uma exceção à regra, uma vez que a equipe demonstrou estar taticamente bem montada, ter um meio-de-campo com “pegada” e acertando passes, e criando jogadas claras de ataque, com Lúcio Flávio - cáspite! - fazendo belo gol com chute de fora da área.
Voltando à regra, a equipe montada por Ney Franco nos certifica de que os erros estão aí para ficar e são recorrentes.
Leandro Guerreiro e Eduardo estavam marcando quem, na jogada em que Hugo (postei erradamente, pensando que fosse Borges) cavou o pênalti? Quem prepara o goleiro Castillo, que novamente saiu quando não deveria pra fazer o pênalti bisonho que fez? Foi uma saída idêntica a que fez no jogo passado e que Juninho salvou à frente do gol. Uma dica: Castillo, a estrela que importa é a que está no lindo escudo pregado à camisa que você veste.
Recuso-me a comentar o lance que originou o segundo gol do time da garoa. Eduardo fez a pior partida de sua carreira e nada pode explicar o que aconteceu com esse sujeito na noite de ontem, a não ser o firme propósito de prejudicar o clube. Se a política de apadrinhamento de Emerson, queima de Alex Lopes e a contratação de um zagueiro desconhecido vindo de um clube que vai disputar a série D do campeonato o afetou, dane-se. Um homem digno não faz o que Eduardo fez na noite de ontem. Por mim sairia já e sem retorno. Sobre a jogada como um todo vale a pena dar uma olhada na movimentação ridícula de Leandro Guerreiro, fazendo a cobertura, mas dando o bote pro lado errado. Uma lástima.
Onde o erro é a regra, uma dupla de zagueiros não consegue dar combate a um atacante que está ao seu lado e nem deixá-lo em impedimento. Se são dois zagueiros e usar a linha do impedimento não faz parte do cardápio, por que um não fica na sobra?
Lá no império dos equívocos e da mediocridade comandado por Ney Franco, colocar Jean Coral no lugar de um meio-campista soa como ideia brilhante. Mas de volta ao mundo de seres capazes de distinguir um dromedário de uma pulga, escalar Jean Coral pra uma partida do Campeonato Brasileiro, contratá-lo ou mesmo considerá-lo um jogador de futebol profissional, serão sempre erros grotescos e imperdoáveis.
É preciso comentar que quando as coisas não vão bem Lúcio Flávio some?
É preciso comentar sobre o porquê de Renato se contundir depois de dar um “pique” aos trancos e barrancos pra tentar ganhar um lance?
É preciso comentar que Laio ou o fraquinho toda vida, Tony, não estavam relacionados, preteridos para dar lugar a um dos piores jogadores do campeonato, Jean Coral?
É preciso comentar que Ney Franco é o pior treinador da competição?
É preciso comentar que a diretoria considera o pior treinador da competição o melhor para o Botafogo?
Lógico que é preciso comentar sobre estas coisas, mas certamente alguém já o fez no mundo dos blogs botafoguenses e não vou repetir o que já está feito.
Quem adota a repetição como método é a diretoria, o departamento médico, a comissão técnica, ou seja, todos os que colaboram para a efetivação do erro como regra absoluta e inabalável em General Severiano.
Sei que a curiosidade a respeito do destino do craque Maicosuel é grande e não é só minha. Pois bem, encontrei no Youtube o compacto da partida de estreia do melhor jogador do Campeonato Carioca de 2009.
Na reportagem do globoesporte.com, Maicosuel declarou o seguinte: “Minha adaptação está sendo boa e o entrosamento com os companheiros melhora a cada dia.” Pode até ser, mas pelo que vi nas imagens seu futebol não estava alegre e ousado como o que conhecemos e ele não comemorou o belo gol que marcou. Sejam lá quais foram as razões que o levaram a isso, torço pra que tenha sucesso em seu novo time e continue honrando a camisa de número sete, que foi a que deram muito oportunamente a ele.
Observem a timidez com que devolveu uma bola que recebeu na entrada da área, em uma situação que poderia facilmente ter resolvido ele mesmo a questão.
Antes mesmo de seu gol, numa jogada ensaiada, deu um chute que tinha endereço certo e que foi desviado por um companheiro de time, quase na linha do gol.
O locutor pareceu entusasmado com a chegada do craque à Bundesliga (meu progresso no idioma alemão anda de vento em popa!).
Ah, e ele ainda chupa o dedinho na comemoração.
Preparem o alemão.
Saudações alvinegras!
(Neste compacto está incluído chute certeiro do craque, em jogada ensaiada)
“Botafogo vence o Alphaville, soma três pontos e não depende de resultado algum para começar a semana fora da zona de rebaixamento.”
Ótima notícia, fato inquestionável, mas não revela o que de mais importante aconteceu no jogo contra o time de Alphaville.
É óbvio dizer que ganhar três pontos é boa coisa, não sou derrotista. Mas o que de mais importante o jogo de ontem representa, é o fato de ter se tornado a prova mais clara e incontestável, até o momento, de que o técnico Ney Franco é um profissional medíocre. Um treinador que tem em mãos Wellington, Juninho, Eduardo, Leandro Guerreiro, Lúcio Flávio e Batista não pode alegar que a falta de jogadores tecnicamente capacitados o fez adotar o chutão pra frente como a melhor alternativa para o time sair do campo de defesa para o de ataque.
Um dos fatos que sustentam a tese de que o chutão pra frente é a regra e não uma exceção circunstancial dentro da estratégia futebolística de Ney Franco, é a percepção clara de que até o goleiro Castillo foi orientado a dar uma porrada na bola, assim que a tivesse sob seu controle, presumivelmente na direção de uma área do campo em que Victor Simões estaria colocado – e obviamente marcado –, na suposta intenção de que o jogador consiga se livrar do marcador pra iniciar uma jogada de ataque.
Esse dispositivo está para o futebol como a clave de madeira está para o Homem. Assim jogávamos eu e meus colegas quando tínhamos entre 6 e 8 anos de idade, mas aos 10 essa prática já havia sido definitivamente abolida. As equipes dirigidas por Ney Franco são orientadas a jogar como se fossem formadas por indivíduos pré-púberes.
Do outro lado tínhamos um termo de comparação. Uma equipe que, ao contrário do que se via do lado botafoguense, demonstrava ter um sistema tático definido e eficiente, e que perdeu o jogo por conta do acaso, num dos poucos lampejos de brilho individual de três jogadores do Botafogo.
0 0 0
O gol do time de Alphaville foi idêntico ao que deu o empate ao Coxa. A defesa estava toda na mesma linha da bola, não tendo absolutamente ninguém cobrindo o centro da área, pra uma eventual chegada de um homem de trás. Só que desta vez não veio um “homem de trás”, porque o sujeito que fez o gol ficou plantado na entrada da área, isolado do mundo, como uma estátua no centro de uma praça. Revendo o lance, fica clara a falta coordenação defensiva, pois três jogadores tentam deter Fernandinho e um deles, Alessandro, ao invés de marcar o sujeito que fez o gol, se dirige inutilmente em direção à jogada de origem. E falta inteligência aos jogadores do Botafogo, pois Batista está dentro da área, mas se movimenta inexplicavelmente em direção contrária ao espaço em que se davam as ações, como se estivesse se deslocando no campo de ataque. Fernandinho produziu uma réplica da jogada que Juan fez em cima de Leandro Guerreiro, no lance que resultou em gol de Obina, na final do Carioca do ano passado.
Se o acaso fosse um sistema, eu começaria a torcer pro Botafogo jogar sempre mal. Porque no jogo de ontem o Botafogo conseguiu o melhor resultado, jogando da pior forma possível.
Notas biribenses:
Castillo: Fez duas ótimas defesas, mas novamente teve um surto de exibicionismo numa saída de bola. Saiu pessimamente em lance que Eduardo foi batido por um adversário e Juninho salvou na posição em que o goleiro deveria estar. E saiu mal no lance do gol. Nota: 6
Wellington: Quando estava marcando Fernandinho, o excelente atacante pouco produziu. Boas saídas de bola. Não se antecipou para fazer a cobertura de Leandro Guerreiro no lance que deu origem ao gol barueriense e foi envolvido pelo atacante numa jogada no segundo tempo, embora lhe faltasse, indesculpavelmente, um companheiro para lhe dar cobertura. Nota: 7
Juninho: No mano a mano pode esquecer. É mal aproveitado, pois o time não cria situações em que ele possa finalizar com a bola rolando, o que aconteceu somente uma vez durante toda a partida. Uma pena que o time também não seja orientado e treinado para cavar faltas no campo de ataque. Nota: 5
Eduardo: Quando joga sério é muito eficiente na defesa e sobe muito bem para o ataque. Num único lance foi batido por um adversário, resultando em perigo de gol. Nota: 6
Alessandro: A disposição de sempre, sem o bom desempenho das quatro últimas partidas. Nota: 4
Leandro Guerreiro: Três chutes bisonhos a gol. Se não treina este fundamento, que não o aplique. Sacrificado por um esquema com somente um volante e um vácuo entre a defesa e o ataque. A não antecipação no lance que resultou no gol da equipe adversária comprometeu muito sua atuação. Nota 4
Batista: Muita disposição e muitos cruzamentos risíveis. No lance do gol do time de Alphaville parecia mais um atacante adversário procurando um espaço para ser lançado, que um defensor propriamente dito. Deveria ser aproveitado como segundo volante. Nota: 5
Lúcio Flávio: Dois petelecos e um chute razoável ao gol. Não conseguiu ainda ser o meio-campista articulador que foi no passado. Nota: 4
Renato: Mesmo com a implicância que tenho com esse emérito atleticano, acho que pode ser aproveitado. Nota: 4
Victor Simões: Dominar e proteger a bola parecem um suplício. Já ironizei uma declaração sua em que dizia ser um ponta. Quebrei a cara, porque ele é realmente um bom ponta-esquerda. Fez excelente jogada de flanco que quase resultou em gol. Nota: 5
Reinaldo: Errou quase tudo o que tentou, saindo com bola e tudo pela lateral por duas vezes. Sua redenção veio com a jogada que resultou no gol da vitória: Nota 6
Thiaguinho: Entrou com a disposição de sempre, porém perdidão, o que demonstrou estar em sintonia com uma equipe desnorteada. Nota: 5
Jônatas: A lucidez com que criou a jogada do gol faria dele titular absoluto no lugar de Renato, mas o treinador chama-se Ney Franco. Nota 7
André Lima: O nome do jogo. O torcedor não nota, mas os zagueiros adversários notam. Quando precisamos dele, lá está André Lima fazendo os gols com a marca do artilheiro. A melhor contratação do ano. Disse que foi abençoado. Abençoado seja! Nota: 9
Ney Franco: A defesa não usa a regra do impedimento. A recomposição defensiva é lenta. A proteção da área é feita por um homem apenas. Existe um vácuo entre a meia lua e o círculo central, fazendo com que a maioria dos rebotes fique nos pés dos adversários. O meio de campo não consegue trocar passes e manter a posse de bola. Os fundamentos básicos aparentemente não são treinados: os jogadores cruzam mal, chutam mal, dominam mal a bola e o passe é uma lástima. A equipe não tem jogadas de linha de fundo e o “chuveirinho” é praticado de antes da linha da área adversária, senão de frente pra ela. A substituição de Alessandro por Thiaguinho foi um jogo de escravos de Jó. Não substituir André Lima e promover as entradas de Reinaldo e Jônatas foram seus únicos acertos. Seja por sorte, acaso ou intervenção divina isso influenciou no resultado. Nota: 1
Homo Erectus: A Evolução
- Por mim o campeonato acabava agora. - Tá maluco, Biriba! A gente ganhou o jogo. - Foi sorte. - Mas a sorte não conta? - A única sorte que conta, é a sorte de campeão. - E o que que é sorte de campeão? - É ter Túlio e Wágner no mesmo time. - Você vive do passado, não tá vendo a evolução do time? - Depois do jogo de ontem, a evolução do time é que virou coisa do passado. - Mas não salva nada? - Dá a 7, a 8, a 10 e a 11 pro Castillo, pro Wellington, pro Juninho e pro Eduardo e pede pra salvar. - E a 9? - O André Lima vai jogar sem camisa?
Ontem pela manhã ouvi na Rádio CBN que o técnico Ney Franco declarou que o culpado pelos 2 gols do Coritiba teria sido o zagueiro Juninho. O repórter comentou que não era do feitio do treinador revelar publicamente os autores de falhas individuais, o que é a mais pura verdade, uma vez que Ney Franco possui comportamento dissimulado, do qual é difícil extrair-se as reais intenções escondidas por detrás de suas declarações aparentemente pontuais, porém evasivas.
Não sou fã do Juninho. Mas já faz algum tempo que ando mudando a forma que vejo este jogador. Juninho merece uma defesa, apesar de uma “defesa” não merecer um Juninho.
(Vários companheiros de conversas em botequins sobre futebol acham um absurdo eu passar a elogiar alguém depois de ter metido o pau no sujeito. Mas essa intransigência intelectual faz parte do mundo e não vou ficar aqui reclamando da vida).
Dentre seus defeitos, o que mais me irritava – e ainda está lá, dando sinais de sobrevida – é a falta de brio, que considero a pedra fundamental de sustentação de um jogador de futebol. Outra é a vaidade, que dentro de campo se configura no que é chamado, no idioma do futebol, de “máscara”. A falta de raça e humildade de Juninho me irritam mais que bicicleta em calçada e buzina em sinal fechado. O que Alessandro tem de sobra, Juninho não tem de berço.
Mas são qualidades negativas que podem ser revertidas ou atenuadas, e percebo que ele vem apresentando uma “melhora” gradativa, demonstrando um comportamento bem diferente do que tinha no passado, quando essas fraquezas de caráter eram gritantes.
Já outras deficiências suas são de ordem diferente, uma vez que seu corpo o restringe a ser o que é. Seu físico só lhe permite ser um indivíduo sem “explosão”, lento, com pouca impulsão e débil em situações de impacto. Disso Juninho não tem como escapar: é da sua natureza. Um homem não pode ser condenado por algo pelo qual não é responsável.
O que interessa é que Juninho mudou. Ao se dedicar a praticar um futebol bem mais aguerrido e de parar de ficar desnecessariamente enfeitando jogadas, suas aptidões naturais começaram a se destacar, numa evolução vertiginosa. O bom toque e a saída de bola, a aproximação do ataque e o chute violento e certeiro vêm se tornando cada vez mais elementos essenciais para a melhora de seu rendimento individual e da equipe, além de cruciais para o resultado das partidas.
Então vão dizer: “Mas ele também é decisivo quando ‘entrega o ouro’ na hora H.”
Sim, concordo e é a partir dessa constatação que faço minha defesa.
Já que Juninho é reconhecidamente lento e não tem a explosão necessária para situações de mano a mano, não tem a impulsão e o vigor físico necessários a jogadas aéreas e de impacto, este jogador deveria desempenhar funções que não sejam decisivas para o bom rendimento do setor defensivo. Se Juninho tem um bom passe, se aproxima bem dos atacantes e tem um chute fulminante, ele deveria ter a incumbência de participar de jogadas de armação, de articulações de ataque e finalização. Um típico líbero.
Mas o técnico do Botafogo tem outra visão da realidade. Ao invés de aproveitar as aptidões individuais de cada jogador, ele monta seu time com um violinista tocando tímpano e um trombonista se esforçando ao oboé. Ele posiciona Juninho de forma a deixá-lo em situações e posições defensivas decisivas. Insiste em incumbir da marcação individual de adversários o zagueiro Wellington, um sujeito muito mais afeito ao combate final, fazendo com que saia da área de defesa – chegando por vezes ao campo do adversário, “colado” a um determinado jogador – e deixando Juninho no mano a mano, ou seja, expondo o sistema defensivo aos ataques adversários. Isso não é culpa de Juninho.
A falha de Juninho no primeiro gol do Coritiba pode lhe ser atribuída por estar numa posição em que dava condição de jogo ao adversário, sem estar marcando absolutamente ninguém. Mas isso é uma falha individual do jogador ou é uma deficiência no treinamento de situações defensivas? Quantos gols o Botafogo já não cedeu por falta de coordenação da linha de impedimento? Ou melhor, vocês já viram a defesa do Botafogo fazer claramente uso da tal linha de impedimento?
A “explicação” de Ney Franco para a segunda falha de Juninho é peça a ser reunida às maiores idiotices futebolísticas de todos os tempos, para que seja jogada na cratera de um vulcão ativo, e junto com seu autor. Já foi comentada no Cantinho Botafoguense e me limito a fazer um complemento.
Fala de Ney Franco: “Tínhamos uma falta a nosso favor. Não sei se era necessário o Juninho ir lá cobrar. Ele poderia ter ficado mais atrás. Não podemos tomar gols assim.”
Minha fala: A partida estava aos 44 minutos do segundo tempo. O Botafogo ganhava por 2 x 1. Sendo ou não uma boa decisão de Juninho ir cobrar uma falta a essa altura do jogo e com o placar a favor, o que as imagens do gol coritibano mostram é um quadro final composto por 5 jogadores do Botafogo e 5 do Coritiba dentro da área (fora o goleiro). Estão lá: Juninho dando o primeiro combate (imagem que contradiz a fala de Ney Franco); Fahel chegando atrasado na cobertura e dando as costas pro cruzamento (tinha acabado de entrar, esse inútil!); Eduardo fechando o setor por onde entrava um adversário; Wellington perdendo contato com o Batata; Alessandro no seu setor marcando um adversário; e Lúcio Flávio não acompanhando o cara que fez o gol (não conta pq nem entrou na área). O que estavam fazendo aos 44 minutos do segundo tempo os outros QUATRO jogadores da equipe montada, treinada e supostamente orientada por Ney Franco? Onde estavam Batista, Renato, Reinaldo e Victor Simões, que não saíram na foto do gol que tirou 2 pontos das mãos do Botafogo?
Se é pra culpar alguém, esse alguém chama-se Ney Franco.
É triste concordar com Ney Franco, mas não posso fazer coisa diferente do que dizer que o Botafogo fez sua melhor partida no Brasileirão, na noite deste sábado. Todas as melhoras que o Biriba pedia aqui nesta casinha, e que também eram ansiadas pelos blogueiros afins e torcedores descontentes com a temporada de atuações bisonhas do time, aconteceram em gradações diferentes, mas em todos os aspectos que a equipe se mostrava deficiente.
O mesmo já havia ocorrido nos primeiros 20 minutos do jogo contra o time dos Aflitos, esquema que foi desmontado a partir do primeiro gol, quando o técnico Ney Franco inexplicavelmente optou por recuar a equipe, num jogo em que tínhamos o adversário sob total domínio.
Das melhoras que a torcida tanto esperava ver, e que aconteceram em grande medida na noite de ontem, considero as decisões de Ney Franco o componente que menos evoluiu e que o Botafogo ainda tem de pior no momento. Quando o time sai em vantagem e demonstra maior volume de jogo que o adversário – como nos jogos contra o time da Gávea e o dos Aflitos, dentre tantos outros, por exemplo –, o treinador cisma em recuar a equipe, criando uma espécie de treino de ataque contra defesa, que geralmente resulta na perda de pontos preciosos. Na noite de ontem, o treinador rubro, quer dizer, alvinegro demonstrou ter tido uma certa melhora deste “quadro obsessivo", mas não está de todo curado. Outro problema é sua deficiência em analisar taticamente o jogo, o que o levou a enfrentar dificuldades no segundo tempo, quando não soube ajustar a equipe à mudança de esquema tático do adversário. Suas substituições, como sempre, me pareceram absurdas. Mas, para nossa alegria, Ney Franco acabou dando sorte no final.
Mesmo apresentando algum avanço, a preparação física ainda parece ser o segundo ponto mais fraco do time, perdendo apenas para a inépcia do treinador. Na metade do segundo tempo das partidas a equipe perde o controle do meio de campo e ainda teve, neste jogo no Engenhão, um jovem de 21 anos de idade sofrendo com câimbras.
Ainda que a dupla de ataque não consiga demonstrar bom entrosamento entre si e uma envolvente troca de passes com os jogadores que chegam de trás, a parte ofensiva pôde contar, na noite de ontem, com jogadas de linha de fundo e com a exploração da função de pivô. Se intensificarem o treinamento de cruzamentos à área e da aproximação dos meio-campistas – em especial as escoradas do pivô para finalizações de Juninho –, o time pode evoluir ainda mais neste setor.
O meio de campo finalmente apresentou alguma articulação, errou menos passes, chegou relativamente bem ao ataque, criou jogadas pelas laterais e melhorou muito com a presença de Leandro Guerreiro e Batista – este pela lateral – e, principalmente, com a ausência de Fahel e Leo Silva. Lúcio Flávio não reencontra seu futebol e os torcedores ficam procurando por ambos em campo. E não adianta o Renato escorar de cabeça, dar carrinho, fazer gol e o escambau, que ele nunca vai me convencer de que tenha o direito de vestir a camisa do Botafogo, seja no banco de reservas, em casa, na boate ou no supermercado e muito menos que possa ser titular do time. Mesmo com os incuráveis chutões, o meio de campo melhorou muito.
Apesar de Juninho e Eduardo terem ficado imperdoavelmente congelados à espera da marcação de um impedimento no segundo gol do time adversário, a defesa esteve bem postada e parecia saber o que fazer para anular as jogadas de ataque do time Colorado. Destaque para o zagueiro Wellington, que se mostrou seguro no mano a mano e excelente nas saídas de bola. Eduardo demonstra que quando é escalado na zaga joga com mais seriedade e, por incrível que pareça, faz as melhores jogadas típicas de uma meia-atacante. Juninho, quando em boa companhia não chega a atuar de maneira medíocre como defensor e evidentemente é o melhor cobrador de faltas de longa e média distância desde a aposentadoria de Nelinho – acho que deveria jogar como líbero, chegando com muito mais frequência ao ataque e nunca ser deixado no mano a mano como último homem.
Mas o grande destaque da noite foi o espírito de luta com que o Botafogo jogou os 90 minutos. Desde que a bola começou a rolar, todos pareciam estar calçando a boa e velha chuteira preta e brigaram até o último minuto, honrando a camisa que vestiam.
Parabéns!
(Imagens: PFC)
Wellington não é titular porque...
(Primeiro gol do Botafogo. Foto: Marcio Alves - jornal O Globo)
Não sei. Assim como vocês, também não sei o porquê desse cara não ser o titular na zaga.
No meu entender foi o destaque do jogo pelo bom nível e regularidade na marcação e saídas de bola; pela frieza, simplicidade e categoria com que concluiu para o gol – coisa que Victor Simões ontem, por contraste, provou definitivamente não ter nenhuma destas qualidades – e, mais uma vez, pela frieza, simplicidade e categoria com que colocou André Lima na cara do gol, em lance de gol mal anulado.
Se as atuações que teve nos dois últimos jogos não fizerem de Wellington titular absoluto da posição, fica provada a tese de que Ney Franco e Emerson têm algum tipo de acordo extracampo, que dá a este último a titularidade inabalável e sem mérito algum para tanto.
w w w
Uma perguntinha: Por que podemos encontrar imagens e declarações de Alessandro, André Lima, Juninho, Leandro Guerreiro e Ney Franco na imprensa online e nada do Wellington?
Já que não encontrei na internet nenhuma imagem ou declaração do zagueiro relacionadas a esta última partida, aí vai mais uma outra foto do jogador – que provou não ser apenas uma promessa –, junto a uma declaração sua ao Globoesporte.com, em 29/1/2008:
"Estou achando bom o interesse. Se eu for, vou ficar muito feliz. No Cruzeiro, a concorrência está complicada. Eu acho que tenho mais chances de jogar indo para o Botafogo."
Putz, o Wellington não sabia a roubada em que estava se metendo.
Biriba encucado
- Será que o blog tava dando azar, Luís?
- A gente estreou com o 4 x 0 no time da Colina.
- E a eliminação contra o Americano?
- A culpa foi da trave.
- Mas e a final da Taça Rio?
- A gente não foi a almoço brindar com adversário antes de jogo.
- E a primeira partida da final?
- Tem juiz de futebol aqui?
- E o segundo jogo?
- Eu bati algum pênalti?
- Então tá. Continua escrevendo aí, que a gente não tem nada a ver com a má fase.
Peço desculpas aos amigos visitantes, pelo fato do blog ter de ficar temporariamente fora de atividade, assim como Teco, Michael e, "Deus seja louvado!", Fahel, o Rei dos Nulos. Voltaremos em breve.
O Botafogo amargou mais um empate nos minutos finais de uma partida contra seu atual arquirrival, o time da Gávea. Não soube administrar o resultado e deixou sua torcida sem o sabor da vitória em mais um jogo em que a equipe, apesar do espírito de luta, demonstra que é mal treinada e não tem preparo físico para manter o mesmo ritmo de jogo a partir da metade do segundo tempo das partidas.
0 0 0
"Um bom time começa com um bom goleiro" é um clichê futebolístico que bem se aplica ao que vem acontecendo ao Botafogo nos últimos tempos. Por 3 anos os goleiros continuam sendo o detalhe decisivo dos jogos contra o time da Gávea. Mesmo não cometendo falta, Castillo saiu de maneira ridícula e irresponsável no lance que deu origem ao primeiro gol adversário. Um goleiro experiente não poderia ter tido decisão tão histriônica e exibicionista. E não me convenço de que o segundo gol saiu de chute indefensável e nem o primeiro – uma cabeçada da marca do pênalti. Como me disse um amigo, o Castillo tem braços curtos, "braços de tartaruga". Duvido que do outro lado essas bolas entrassem.
Mas não posso considerar Castillo o culpado pela derrota – pra mim, esse é o gosto que fica –, pois não faltaram erros durante a partida e que levaram o Botafogo a amargar mais um mau resultado no Brasileirão.
0 0 0
Com a saída por contusão de Emerson – e que Deus se manifeste operando um milagre para que este traste fique de fora indefinidamente – o embuste travestido de técnico de futebol, Ney Franco, inventa mais uma de suas excrescências futebolísticas e ao invés de colocar um zagueiro no lugar de outro, lança um meia, recuando Leandro Guerreiro para a zaga.
Se não fosse o suficiente, ainda deixa a cargo do próprio Leandro Guerreiro a função de marcar Adriano, um notório bom cabeceador corpulento, sendo que Leandro Guerreiro é jogador de antecipação e sobra (por mais esquisito que isso possa parecer, é assim que ele rende. Nunca no mano a mano, vide gol de Renato Augusto em 2007 e de Obina em 2008).
Não deu outra, depois do Botafogo sair na frente através da única jogada clara de ataque que possui – cobrança de faltas por Juninho –, onde Alessandro em impedimento aproveita o rebote, lá está Leandro Guerreiro, estático a observar Adriano treinar cabeceadas em pleno Maracanã. Vale ressaltar que o Botafogo já havia tido um gol mal anulado, na única boa trama de ataque do jogo entre Victor Simões e André Lima.
No segundo tempo, embora desorganizado, o Botafogo estava melhor em campo que o adversário. Chegou ao segundo gol através de uma cobrança de escanteio e, numa falha da defesa vermelhopretista, o irregular, Renato, marcou de cabeça.
Quando o Botafogo começou a perder o controle do meio de campo por falta de preparo físico e inépcia individual, Ney Franco teve outra oportunidade de criar mais uma de suas aberrações futebolísticas e substituiu um meia por um atacante fora de forma. Ou seja, não ganhou poder ofensivo e nem de marcação.
Inexplicavelmente, ao invés de orientar sua equipe para congestionar o meio de campo e tocar a bola com tranquilidade e inteligência no intuito de garantir o resultado, Ney Franco lançou o time para jogar no contra-ataque. O resultado disto foram contra-ataques desperdiçados – por não contarem com jogadas bem treinadas ou por deficiências individuais –, num momento do jogo em que não precisávamos nos valer deste expediente.
Numa destas investidas perdemos a bola no campo de ataque e deu no que deu.
0 0 0
Notas.
Emerson: Saiu aos 12 do primeiro tempo, mas se continuasse em campo seria pior: nota zero
Lúcio Flávio: Uma nulidade na criação, uma nulidade no combate, uma nulidade na cobrança de faltas. Por soberba, vaidade, falta de virilidade, burrice ou tudo isso junto tentou proteger uma bola que era pra ser chutada de qualquer forma, na jogada que resultou no gol de empate: nota zero
Castillo: Não tinha nada que sair da área no lance que originou o primeiro gol. Se fosse um grande goleiro não sofreríamos nenhum dos dois gols: nota 3
Thiaguinho: Muita luta e poucos resultados: nota 4
Leandro Guerreiro: Não se pode esperar de Leandro Guerreiro que marque Adriano com eficiência. Na verdade, Leandro Guerreiro não é um bom marcador. Destaca-se pelo já conhecido espírito de luta, antecipação e boa colocação: nota 4
Eduardo: Algumas firulas, mas nada que comprometesse a defesa: nota 5
André Lima: Fez um golaço que foi mal anulado. Assim como acontecia com Victor Simões antes de sua contratação, a bola não chega a área e pouca ou nenhuma jogada de fundo é criada, pra que sua especialidade – o jogo aéreo – seja melhor explorada: nota 5
Juninho: O de sempre. Bate faltas como ninguém e teve a sorte de não ficar no mano a mano com nenhum dos atacantes adversários. Inexplicavelmente aceitou mais uma vez que outro jogador cobrasse uma falta em seu luga: nota 6
Batista: Mal posicionado – por culpa do treinador –, sua aproximação do ataque é inconsequente. O espírito de luta é um destaque em todos os jogos: nota 6
Victor Simões: Muita disposição e poucos resultados: nota 6
Renato: Por incrível que pareça, o atleticano, Renato, foi razoavelmente bem enquanto durou. Criou boa oportunidade para conclusão de Victor Simões e de duas boas cabeceadas, uma entrou. Pela declaração infeliz que fez ao torcedor alvinegro numa noitada em BH, perde um ponto: nota 6
Alessandro: O incontestável espírito de luta com que veste a camisa alvinegra e a pancada sensacional que estufou a rede no lance de seu gol fazem dele o destaque alvinegro. Vejam a que ponto chegamos: nota 8
Wellington: Pouco pôde demonstrar, mas parece ser um zagueiro seguro e que joga sério: sem nota
Reinaldo: Fora de forma, entrou num equívoco do treinador: sem nota
Ney Franco: Suas equipes são mal escaladas, o esquema tático, quando definido, se mostra equivocado. Colocou o time pra jogar no contra-ataque quando não deveria. Os jogadores são mal posicionados, substitui mal. Em suma, sua preparação técnica e suas decisões durante a partida são um fiasco: nota zero
Péricles Bassols: Marcou uma falta inexistente de Victor Simões, anulando um gol legítimo. Seu auxiliar auxiliou o Botafogo não assinalando impedimento de Alessandro, fazendo justiça pela anulação do gol legítimo. Inventou uma falta de Castillo no lance que originou o primeiro gol do time da Gávea. Não marcou pênalti em Reinaldo: nota zero
Clique nas fotos e conheça personagens históricos.
Luiz Caldas
O "Almirante"
Flávio Ramos
Presidente-fundador
Mimi Sodré
O "Velho Lobo"
Paulo Azeredo
Oito vezes campeão
Carlito Rocha
O Mito
Neném Prancha
O "Filósofo da Bola"
João Saldanha
O "João Sem Medo"
Tarzan
O Torcedor-símbolo
Emil Pinheiro
O Nome de 89
Botafogo em Copas do Mundo
O Botafogo cedeu jogadores para 16 edições de Copas do Mundo, das 22 disputadas, somando um total de 48 convocações.
Nílton Santos
1950-1954-1958-1962
Garrincha
1958-1962
Didi
1958-1962
Jairzinho
1966-1970-1974
Zagallo
1962
Amarildo
1962
Paulo Cesar Lima
1970
Roberto Miranda
1970
Gérson
1966
Bebeto
1998
130 jogadores convocados
O Botafogo é considerado pela Fifa o 12º melhor time do século XX. Mas o Botafogo também tem seu nome gravado na história do futebol brasileiro e mundial, por ser o clube que mais cedeu jogadores à Seleção Brasileira.
Jefferson
2014
Gonçalves
1998
Mauro Galvão
1990
Alemão
1986
Josimar
1986
Paulo Sérgio
1982
Gil
1978
Rodrigues Neto
1978
Dirceu
1974
Marinho Chagas
1974
Manga
1966
Rildo
1966
Martim Silveira
1934-1938
Nariz
1938
Patesko
1938
Perácio
1938
Zezé Procópio
1938
Carvalho Leite
1930-1934
Ariel
1934
Áttila de Carvalho
1934
Germano
1934
Heitor Canalli
1934
Octacílio Guerra
1934
Roberto Gomes Pedrosa
1934
Waldyr
1934
Benedicto Menezes
1930
Nilo Braga
1930
Pamplona
1930
Botafogo em campo pelo Brasil
Além dos 39 que defenderam o Brasil em Copas do Mundo, formando um total de 48 convocações, outros 17 jogadores do Glorioso estiveram em campo pela seleção e mais 38 fizeram parte da equipe nacional em competições e partidas oficiais.