O mesmo já havia ocorrido nos primeiros 20 minutos do jogo contra o time dos Aflitos, esquema que foi desmontado a partir do primeiro gol, quando o técnico Ney Franco inexplicavelmente optou por recuar a equipe, num jogo em que tínhamos o adversário sob total domínio.

Das melhoras que a torcida tanto esperava ver, e que aconteceram em grande medida na noite de ontem, considero as decisões de Ney Franco o componente que menos evoluiu e que o Botafogo ainda tem de pior no momento. Quando o time sai em vantagem e demonstra maior volume de jogo que o adversário – como nos jogos contra o time da Gávea e o dos Aflitos, dentre tantos outros, por exemplo –, o treinador cisma em recuar a equipe, criando uma espécie de treino de ataque contra defesa, que geralmente resulta na perda de pontos preciosos. Na noite de ontem, o treinador rubro, quer dizer, alvinegro demonstrou ter tido uma certa melhora deste “quadro obsessivo", mas não está de todo curado. Outro problema é sua deficiência em analisar taticamente o jogo, o que o levou a enfrentar dificuldades no segundo tempo, quando não soube ajustar a equipe à mudança de esquema tático do adversário. Suas substituições, como sempre, me pareceram absurdas. Mas, para nossa alegria, Ney Franco acabou dando sorte no final.

Mesmo apresentando algum avanço, a preparação física ainda parece ser o segundo ponto mais fraco do time, perdendo apenas para a inépcia do treinador. Na metade do segundo tempo das partidas a equipe perde o controle do meio de campo e ainda teve, neste jogo no Engenhão, um jovem de 21 anos de idade sofrendo com câimbras.

Ainda que a dupla de ataque não consiga demonstrar bom entrosamento entre si e uma envolvente troca de passes com os jogadores que chegam de trás, a parte ofensiva pôde contar, na noite de ontem, com jogadas de linha de fundo e com a exploração da função de pivô. Se intensificarem o treinamento de cruzamentos à área e da aproximação dos meio-campistas – em especial as escoradas do pivô para finalizações de Juninho –, o time pode evoluir ainda mais neste setor.
O meio de campo finalmente apresentou alguma articulação, errou menos passes, chegou relativamente bem ao ataque, criou jogadas pelas laterais e melhorou muito com a presença de Leandro Guerreiro e Batista – este pela lateral – e, principalmente, com a ausência de Fahel e Leo Silva. Lúcio Flávio não reencontra seu futebol e os torcedores ficam procurando por ambos em campo. E não adianta o Renato escorar de cabeça, dar carrinho, fazer gol e o escambau, que ele nunca vai me convencer de que tenha o direito de vestir a camisa do Botafogo, seja no banco de reservas, em casa, na boate ou no supermercado e muito menos que possa ser titular do time. Mesmo com os incuráveis chutões, o meio de campo melhorou muito.
Apesar de Juninho e Eduardo terem ficado imperdoavelmente congelados à espera da marcação de um impedimento no segundo gol do time adversário, a defesa esteve bem postada e parecia saber o que fazer para anular as jogadas de ataque do time Colorado. Destaque para o zagueiro Wellington, que se mostrou seguro no mano a mano e excelente nas saídas de bola. Eduardo demonstra que quando é escalado na zaga joga com mais seriedade e, por incrível que pareça, faz as melhores jogadas típicas de uma meia-atacante. Juninho, quando em boa companhia não chega a atuar de maneira medíocre como defensor e evidentemente é o melhor cobrador de faltas de longa e média distância desde a aposentadoria de Nelinho – acho que deveria jogar como líbero, chegando com muito mais frequência ao ataque e nunca ser deixado no mano a mano como último homem.
Mas o grande destaque da noite foi o espírito de luta com que o Botafogo jogou os 90 minutos. Desde que a bola começou a rolar, todos pareciam estar calçando a boa e velha chuteira preta e brigaram até o último minuto, honrando a camisa que vestiam.
Parabéns!
Wellington não é titular porque...
Não sei. Assim como vocês, também não sei o porquê desse cara não ser o titular na zaga.
No meu entender foi o destaque do jogo pelo bom nível e regularidade na marcação e saídas de bola; pela frieza, simplicidade e categoria com que concluiu para o gol – coisa que Victor Simões ontem, por contraste, provou definitivamente não ter nenhuma destas qualidades – e, mais uma vez, pela frieza, simplicidade e categoria com que colocou André Lima na cara do gol, em lance de gol mal anulado.
Se as atuações que teve nos dois últimos jogos não fizerem de Wellington titular absoluto da posição, fica provada a tese de que Ney Franco e Emerson têm algum tipo de acordo extracampo, que dá a este último a titularidade inabalável e sem mérito algum para tanto.
Uma perguntinha: Por que podemos encontrar imagens e declarações de Alessandro, André Lima, Juninho, Leandro Guerreiro e Ney Franco na imprensa online e nada do Wellington?
Já que não encontrei na internet nenhuma imagem ou declaração do zagueiro relacionadas a esta última partida, aí vai mais uma outra foto do jogador – que provou não ser apenas uma promessa –, junto a uma declaração sua ao Globoesporte.com, em 29/1/2008:
"Estou achando bom o interesse. Se eu for, vou ficar muito feliz. No Cruzeiro, a concorrência está complicada. Eu acho que tenho mais chances de jogar indo para o Botafogo."
Putz, o Wellington não sabia a roubada em que estava se metendo.

Biriba encucado
- Será que o blog tava dando azar, Luís?
- A gente estreou com o 4 x 0 no time da Colina.
- E a eliminação contra o Americano?
- A culpa foi da trave.
- Mas e a final da Taça Rio?
- A gente não foi a almoço brindar com adversário antes de jogo.
- E a primeira partida da final?
- Tem juiz de futebol aqui?
- E o segundo jogo?
- Eu bati algum pênalti?
- Então tá. Continua escrevendo aí, que a gente não tem nada a ver com a má fase.
Saudações alvinegras!


























