Vamos para a nona rodada do Campeonato Brasileiro de 2009. Isso significa que restam 29 partidas para conhecermos o campeão, os três clubes que se juntarão a ele para disputar a Libertadores da América do ano que vem, os oito times com direito de competir pelo título da Copa Sul-americana e os quatro “perebas” destinados ao descenso.
Como o rendimento do Botafogo permanece estável, com índice de aproveitamento entre 20 e 30% desde a terceira rodada (25% no momento), eu e o Biriba calculamos que nosso time de coração atinja um total de cerca de 30 pontos ao final do campeonato, com o Glorioso fazendo parte do quarteto dos piores de 2009, passando o ano de 2010 lutando para voltar à "elite" do futebol.
Mas os dirigentes afirmam que não há motivo para mudanças, que não vão alterar o "planejamento", o que dá a entender que trata-se da peça mais importante na engrenagem projetada pela atual gestão, um elemento que está "dando certo". Gostaria que a diretoria fizesse planejasse melhor sua estadia no inferno.
Anderson Barros é uma fraude

“Toda contratação é delicada, posso dizer que falta uma ou outra peça. Trouxemos agora Teco e Jean Carioca. Um estava na final da Libertadores e outro é um garoto que foi bem no ano passado. Temos de ter esse equilíbrio na hora de contratar.” (Palavras de Anderson Barros. Fonte: Lancenet, 7/1/2009)
Anderson Barros, gerente de futebol do Botafogo, especialista em contratações de peso e contradições abismais, produziu esta pérola da pilantragem futebolística em janeiro deste ano.
Estas contratações tiveram como resultado um jogador que ficou cinco meses aos cuidados do Departamento de Medicina Legal de General Severiano e outro que apresenta rendimento técnico irrisório. E ambos não sentam nem no banco de reservas do time.
Anderson Barros faz mal à saúde
Resta à torcida acreditar que um clube que não disputa a Libertadores da América precise de mais de 33 jogadores no plantel.
“(...) O que a gente não pode perder é fugir àquilo que nós acreditamos... (ininteligível) ...o nosso planejamento, pra que a gente possa atingir nossos objetivos (...)”
Se o “nosso” planejamento e os “nossos” objetivos são a última colocação e a disputa da série B em 2010, não há o que mudar.
“A responsabilidade é de todos (...) a responsabilidade é da gerência de futebol, do comando técnico e dos atletas que hoje aí estão.”
Sobrou para os “atletas”. Obviamente que levamos uns seis gols nas últimas duas partidas por falhas individuais. Mas eram indivíduos que estavam em campo por decisão do treinador e foram contratados pela diretoria da qual faz parte o “verbo-disléxico”, Anderson Barros.
“ (...) A gente pode analisar os jogos que nós fizemos nas últimas rodadas e nós temos a consciência que nós poderíamos estar numa condição melhor (do) que nós estamos hoje (...)”
Se ao falar “últimas rodadas” o gerente de futebol do Botafogo quis fazer referência às duas últimas partidas, pode-se deduzir que a “consciência” de Anderson Barros é semelhante à capacidade de abstração de uma bactéria.
Na verdade a semelhança entre Anderson Barros e um micróbio maligno não se limita ao rendimento intelectual de ambos.
Bactérias sobrevivem detectando pontos fracos em organismos vivos, explorando estas deficiências. Agem patologicamente e podem levar o hospedeiro à morte, se nenhuma providência for tomada para a aniquilação destes seres nocivos.
Anderson Barros – o dirigente rubronegro que atualmente “gerencia” o futebol do Botafogo – age da mesma forma. Alimenta-se das forças que subtrai de clubes que por fragilidade financeira e fraqueza de comando deixam-se infectar por organismos usurpadores. Isto pode ser confirmado pela torcida do Figueirense, à qual Anderson Barros legou o rebaixamento para a segunda divisão do Campeonato Brasilero de 2009.
O Botafogo precisa urgentemente de tratamento intensivo para extirpar Anderson Barros de seu quadro diretor, pois trata-se de um agente de moléstia fatal. Ou General Severiano se cura deste microrganismo hipertrofiado, ou essa doença mata o Botafogo.
O caminho dos ratos
Publico abaixo declarações de Anderson Barros após demitir-se do cargo de gerente de futebol do Figueirense Futebol Clube, em matéria de Michele Cardoso, publicada em 11 de dezembro de 2008 no site clicRBS.
“Agora é oficial. Eu só tenho que agradecer, pedir desculpas principalmente aos funcionários do clube por não ter conseguido manter o time na Primeira Divisão, o que dá a eles uma segurança maior; pedir desculpas aos funcionários do futebol que se dedicaram e se entregaram ao máximo para que as coisas acontecessem. Ao torcedor, que eles tenham confiança que o Figueirense irá voltar para o lugar que ele merece estar, porque há trabalho, há dedicação e eu não tenho dúvida de que as coisas acontecerão.”
Vem da cultura popular a crença de que os ratos são os primeiros a abandonar o navio em caso da iminência de um naufrágio. Mas isto não se aplica ao caso de Anderson Barros. Como um rato, ele drena os depósitos dos clubes que infesta, mas, diferentemente daqueles prodigiosos roedores, só “abandona o barco” quando o naufrágio já se consumiu.
Parece que o trabalho de Anderson Barros tem como objetivo o próprio desastre e, por força de seu perfeccionismo, o “cartola” fica até o último instante, para certificar-se de que a vida de sua vítima já se expirou, como um facínora desempenhado a função de matador profissional, a conferir o sucesso da empreitada.
“Sou profissional, acredito no meu trabalho, tenho confiança nos resultados, tenho confiança nos números que normalmente eu apresento, acho que isso é o mais importante.”
Júlio Santana, um assassino de aluguel que matou 492 pessoas, também considerava-se um profissional, acreditava em seu trabalho e tinha confiança nos resultados.
Leslie D. Murdock confiava nos números que normalmente apresentava e achava isso o mais importante. Mas os investidores, que perderam cerca de 40 milhões de dólares em seu esquema fraudulento, não pensam da mesma forma.
Se Anderson Barros se acha um profissional, acredita em seu trabalho e acha que é isso o que importa, pensa sob os parâmetros de um delinquente. O que o torcedor botafoguense espera é que o presidente Maurício Assumpção tome as rédeas do clube e ponha esse incompetente no olho da rua.
O legado de Anderson Barros

(Este texto foi postado anteriormente e deslocado para este espaço para que se incorporasse ao vasto dossié – prontuário? – de Anderson Barros, o "Arquiteto da Destruição")
O diretor de futebol da atual gestão desgovernada do Botafogo, encabeçada por Maurício Assumpção, merece mais espaço – inclusive, por uma simples questão de adequação arquitetônica.
O jornalista Marcelo Damato escreveu em seu blog, Além do Jogo, no Lancenet, texto intitulado "Há coisas que só acontecem...", que ilustra bem o sujeito que ocupa um cargo de grande importância no Botafogo. Segue a matéria na íntegra:
"A nova diretoria do Botafogo parece que está realmente decidida a eclipsar a do Vasco no quesito das besteiras. O clube anunciou Anderson Barros como novo gerente de futebol.
O rapaz tem as seguintes qualidades:
Trabalhou dez anos no Flamengo. Começou pelo futsal, depois passou ao futebol de base. Em 2005, finalmente chegou a gerente de futebol profissional e fez besteiras a rodo. Foi um dos piores anos do Flamengo nos últimos tempos. O time até levou goleada do Olaria. Terminou a Taça Guanabara em último lugar no seu grupo. Foi eliminado da Copa do Brasil pelo Ceará e terminou o Brasileiro em 15º lugar.
No meio do ano, o clube vendeu Ibson por cerca de 1 milhão de Euros. Depois da venda, passou um tempo imenso viajando atrás de reforços e voltou de mãos abanando.
É autor de uma das frases mais desatinadas que ouvi na vida. Não me lembro mais o que ele falou. Mas não me esqueço de que estava indo para o aeroporto com o rádio ligado. Estava dirigindo sobre uma das pontes mais movimentadas de São Paulo e por pouco não causo um acidente, em cima do rio Pinheiros.
Nos últimos três anos, esteve no Figueirense. No começo até que foi bem, mas desandou. No início do campeonato de 2008, disse que o time disputaria vaga na Libertadores e acabou rebaixado.
No meio do ano, já arrumava confusão depois de tomar as seguintes atitudes:
1) Obrigou o então técnico Guilherme Macuglia a realizar treinos secretos, contrariando a vontade da torcida, dos jornalistas e, pior, do próprio técnico.
2) Nas entrevistas, proibiu os jornalistas de fazer mais de uma pergunta cada um.
É claro que no fim do ano, ninguém mais o aguentava.
Por fim, segundo li, é primo de primeiro grau da MFD, empresa que controla grande parte dos jogadores do clube.
Como diz, o Eduardo, a volta da “quinta força” está mais perto do que se pensava.” (Nosso grifo ao longo de todo o texto)
Preciso acrescentar algo?
(O jornalista Marcelo Damato certamente ganhou mais um leitor).
Saudações alvinegras!













