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sábado, 24 de abril de 2010
Caderno de esportes de um só time
Por que o Botafogo não aparece na capa?
O caderno de esportes de um só time, que vem dentro do jornal de maior circulação do país, teve a infelicidade de publicar a palavra ‘vice’, na capa da edição que se seguiu à conquista do título carioca pelo Botafogo. Na manchete lia-se ‘Vice é...’.
Algum gênio do jornalismo achou de bom tom ‘homenagear’ o título botafoguense fazendo referência a uma expressão chula, usando um termo pouco apreciado pela torcida botafoguense e ainda fez questão de se esquecer da palavra ‘Botafogo’.
O simples e o apropriado não fazem parte do idioma dos que se contorcem pra parecerem geniais e ‘inovadores’.
Acho que pensam que faltaria criatividade a uma manchete onde lê-se ‘O Botafogo é campeão’. ‘O Rio já conhece seu campeão’, nem pensar, pois seria coisa ‘ultrapassada’.
Se era pra ‘apostar na inovação’ e parecerem ‘sinistros’, ou melhor, ‘hip’, usando uma expressão ouvida nos estádios, poderiam escrever ‘Botafogo nisso!’, ou ‘É por ti, Fogo’, ‘Não para, não para, não para‘, ‘Pra cima, Fogão’, ou mesmo, ‘Perder pra ninguém’ (uma vez que ganhamos de todos nas semifinais e nas finais). Mas estas provavelmente seriam consideradas clichês, cafonas, ou alguma coisa que desvalorizasse a ‘sagacidade’ do autor ou ‘sobrevalorizasse’ o feito alvinegro.
A ‘obra’ feita através do que dizem com palavras, uma escrita que dispensou o nome do clube campeão, poderia ser considerada uma simples grosseria ou falta de discernimento, se as imagens esclarecessem que era uma capa ‘dedicada’ ao Botafogo de Futebol e Regatas. Muito pelo contrário, o discurso imagético deixa clara a má intenção da editoria, uma vez que não há um só símbolo que faça referência direta ao Campeão Carioca.
Não estão lá imagens do time e de nenhum jogador, nem o escudo ou o uniforme. Nem mesmo uma estrela de cinco pontas. O Botafogo simplesmente não existe na capa.
O que se vê é uma amálgama de algo parecido com uma chuva de confetes e uma taça preenchendo a capa quase por completo. Acho que é isso: publicaram a imagem da Taça bem grande pra poderem ver de perto o que gostariam muito de ver nas mãos do time deles.
Mas não adianta, foi o Botafogo, o Campeão Carioca, que levou AS TRÊS TAÇAS pra General Severiano.
* * *
Para corrigir o ‘ofuscamento’ dos fatos, que é a finalidade do caderno de esportes de um só time, estampo uma capa e um ‘miolo’ descentes na postagem de hoje.
Saudações botafoguenses!
O caderno de esportes de um só time, que vem dentro do jornal de maior circulação do país, teve a infelicidade de publicar a palavra ‘vice’, na capa da edição que se seguiu à conquista do título carioca pelo Botafogo. Na manchete lia-se ‘Vice é...’.
Algum gênio do jornalismo achou de bom tom ‘homenagear’ o título botafoguense fazendo referência a uma expressão chula, usando um termo pouco apreciado pela torcida botafoguense e ainda fez questão de se esquecer da palavra ‘Botafogo’.
O simples e o apropriado não fazem parte do idioma dos que se contorcem pra parecerem geniais e ‘inovadores’.
Acho que pensam que faltaria criatividade a uma manchete onde lê-se ‘O Botafogo é campeão’. ‘O Rio já conhece seu campeão’, nem pensar, pois seria coisa ‘ultrapassada’.
Se era pra ‘apostar na inovação’ e parecerem ‘sinistros’, ou melhor, ‘hip’, usando uma expressão ouvida nos estádios, poderiam escrever ‘Botafogo nisso!’, ou ‘É por ti, Fogo’, ‘Não para, não para, não para‘, ‘Pra cima, Fogão’, ou mesmo, ‘Perder pra ninguém’ (uma vez que ganhamos de todos nas semifinais e nas finais). Mas estas provavelmente seriam consideradas clichês, cafonas, ou alguma coisa que desvalorizasse a ‘sagacidade’ do autor ou ‘sobrevalorizasse’ o feito alvinegro.
A ‘obra’ feita através do que dizem com palavras, uma escrita que dispensou o nome do clube campeão, poderia ser considerada uma simples grosseria ou falta de discernimento, se as imagens esclarecessem que era uma capa ‘dedicada’ ao Botafogo de Futebol e Regatas. Muito pelo contrário, o discurso imagético deixa clara a má intenção da editoria, uma vez que não há um só símbolo que faça referência direta ao Campeão Carioca.
Não estão lá imagens do time e de nenhum jogador, nem o escudo ou o uniforme. Nem mesmo uma estrela de cinco pontas. O Botafogo simplesmente não existe na capa.
O que se vê é uma amálgama de algo parecido com uma chuva de confetes e uma taça preenchendo a capa quase por completo. Acho que é isso: publicaram a imagem da Taça bem grande pra poderem ver de perto o que gostariam muito de ver nas mãos do time deles.
Mas não adianta, foi o Botafogo, o Campeão Carioca, que levou AS TRÊS TAÇAS pra General Severiano.
* * *
Para corrigir o ‘ofuscamento’ dos fatos, que é a finalidade do caderno de esportes de um só time, estampo uma capa e um ‘miolo’ descentes na postagem de hoje.
Saudações botafoguenses!
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Megafoto
O Gil descobriu no site UOL Esporte uma tal de ‘megafoto’. Sensação engraçada essa de se avistar no meio de uma multidão. Tudo bem que a definição não é lá essas coisas, mas o brinquedinho é interessante – isso se você não se ativer à ideia do ‘Big Brother’ do Orwell.
Pra brincar de ‘onde está o torcedor no Maraca’ clique aqui e veja como funciona.
Saudações botafoguenses!
Adicionado em 24-4-2010: Todo mundo conhecia a megafoto, menos eu. Pelo menos a minha ignorância me valeu o gostinho da descoberta.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Caio Canedo
Na primeira oportunidade que teve, Caio mostrou ao que vinha e me levou a escrever o seguinte: ‘Apesar da ótima abertura para Lúcio Flávio, no lance do primeiro gol, a opção número um para o ataque não é Jorge Luiz. Esse Caio parece ser um jogador veloz e audacioso, o tipo de sujeito que muda o rumo de partidas difíceis.’
Não profetizei nada. Foi uma simples constatação do talento em potencial de um jovem jogador, talento que se revelava de maneira muito clara.
Sendo titular ou não, é inegável que o Caio entrava para incendiar o jogo e instaurar pânico no lado adversário.
Sua presença foi decisiva para o resultado de várias partidas, seja através de seus gols, de seus passes, da abertura de brechas que se formavam devido à preocupação das defesas com o perigo que ele representava – e representa –, ou criando situações que levaram adversários à expulsão algumas vezes.
A pecha de ‘Talismã’ tem seu charme e é carinhosa, mas acho que o Caio é mais do que isso. Um jogador veloz, de ótima técnica, um grau de maturidade acima da média do padrão de sua idade e tem comportamento esportivo agressivo – apesar do corpo de menino –, uma qualidade que aprecio no futebol.
Houve momentos em que o excesso de individualismo prejudicou sua contribuição para o bem da equipe, mas trata-se de um jovem que estreou como profissional há quase exatos três meses do dia em que se sagrou campeão carioca. Acredito que isso deva ser levado em consideração.
Acho pouco dizer que o Caio tem tudo pra ‘arrebentar’, porque chegou como um raio, arrasando todos os que tentaram impedir sua passagem.
Valeu, Caiô!
Saudações botafoguenses!
PS: Vale lembrar que a existência de Caio fez com que o espiritualmente minúsculo e futebolisticamente limitado, Juan, corresse do pau no dia da decisão.
terça-feira, 20 de abril de 2010
A camisa de 2010

Inventei um intervalo no trabalho e dei uma saidinha. Não precisava ir ao banco ou à padaria e nem sentia necessidade de tomar um pouco de ar, porque gosto do meu ambiente de trabalho, uma sala fechada.
Saí simplesmente pra dar um passeio com ‘a camisa’.
Foi sair portão afora e já avistei ‘um semelhante’, uma pessoa vestindo a camisa do Botafogo.
Era uma moça de uns 15 anos. Percebi que ela me viu à distância e, meio retraída, balançou o olhar pro lado e depois pra baixo, talvez insegura se deveria me dirigir o olhar, o que me fez achar que ela estava encabulada. Deve ter pensado: “E agora? Esse cara vindo na minha direção com uma camisa ‘igual’ à minha...”
Não poderia deixar de cumprimentar o primeiro alvinegro – no caso, alvinegra – que encontrava no dia, mas, percebendo o aparente desconforto da minha desconhecida camarada botafoguense, fiquei eu também meio constrangido.
Sorri. O que mais? Ela pareceu aliviada – “não foi tão ruim assim”, deve ter pensado – e sorriu também. Parecia feliz da vida e com todo o direito e toda a razão.
Logo em seguida vieram mais dois botafoguenses e mais expressões de felicidade.
Uma botafoguense atravessou a rua.
O sinal abriu, e um motoqueiro botafoguense acelerou cruzando a imagem de um botafoguense no calçadão lá do outro lado do asfalto. Ele estava conversando com o guarda do bairro, o cabo Paulo César, o ‘PC’, que é vascaíno.
O sinal fechou, atravessei a rua e dei a volta na pracinha.
O trajeto me valeu um encontro com um casal de jovens botafoguenses – fiz um sinal de ok e fui respondido da mesma forma e sem afetações – e outro, com um grandalhão torcedor do América e que é botafoguense em segundo plano, que ao me avistar bradou: “Eu não te disse? É, campeão!”
Dei uma esticadinha até quase metade do quarteirão porque me lembrei das frutas-de-conde da manhã de domingo, que comprei na banca do Jorge.
Um botafoguense de barba branca bebia um chopp no boteco da esquina. O garçom do boteco é vascaíno: “Valeu! Me vingaram a roubalheira.”
O Jorge vende frutas há trocentos anos no mesmo lugar, numa banca de madeira chinfrim toda vida que, entra ano e sai ano, um desembargador nosso vizinho proíbe que os fiscais, o secretário de posturas, o de saúde e o prefeito da vez tirem dali.
A balconista da lanchonete japonesa que fica em frente à banca do Jorge – e não o contrário –, e que vende uns cones caros pra danar que a minha sobrinha me obriga a comprar gritou “mengo!” Eu disse: “Meus parabéns”. A colega da balconista disse: “Cala a boca, mané!” Eu repeti o que tinha dito antes.
Da farmácia do outro lado da rua saiu um casal de fisiculturistas botafoguenses com umas camisas bem apertadas. O tecido dos uniformes de hoje em dia é muito resistente.
O Jorge é tricolor e os mais velhos dizem que jogou um bolão “na areia”; “e de chuteira também!” Não tenho certeza, mas acho que ele jogou nos aspirantes do Fluminense.
O Jorge é conhecido como ‘o cara que deu um lençol no Gérson’.
O desembargador também torce pro Fluminense e deve ser por isso que não tiram a barraca do Jorge de lá.
O fruteiro é um sujeito ótimo, agradável inclusive quando bebe uns traçados bem servidos no bar Jóia. Me vendeu as frutas-de-conde e me ‘empurrou’ meia dúzia de caquis. Não gosto muito de caqui, mas ele disse que fazia pela metade do preço. Não vou recusar um ótimo negócio num ano que começou tão bem. Me deu os parabéns. “Ah, botafoguense... Lavou a alma.”
Na volta vi mais um botafoguense. Ele saía do prédio da Reitoria. Nos 50 metros finais foi só este último que vi e cheguei a estranhar a pouca quantidade.
Entrei e não sacaneei o porteiro, mesmo sabendo que era flamenguista.
Não imaginava que eram tantos os botafoguenses em Niterói. Uma camisa pode revelar muita coisa.
Da próxima vez que saírem de casa, meus amigos e amigas botafoguenses, vistam a camisa. Isso garante mais saudações e sorrisos do que de costume. Aproveitem o bom momento.
O Botafogo agradece e eu agradeço ao Botafogo.
Saudações botafoguenses!
segunda-feira, 19 de abril de 2010
A Democracia agradece
O estado de direito está restabelecido: o império foi derrubado.
Fico imaginando o locutor falando: “Acabou! O Botafogo é o campeão!” Eu gosto de ouvir a verdade, principalmente quando ela vem de mãos dadas com a justiça.
Não poderia ser melhor: arquibancada botafoguense lotada; torcida incendiando o estádio 200% do tempo de jogo; todos jogando com raça, sangue e ‘jeito’ de campeão; ‘A Parede’ defendendo pênalti em momento decisivo; Herrera e El Loco mostrando que não se perde pênalti em final de campeonato e transformando o ‘pegador de pênaltis’ em gandula de baliza; Somália, ‘O Republicano’, afirmando que não põe tapete para imperador passar; ‘pedaladinhas’ do Edno na hora certa; Caio infernizando o ‘joão’ da vez; o tetracampeonato será nosso para sempre; e um irresponsável perfeitamente brioso para mandar o juiz, ladrão ou não, às favas!
O Botafogo venceu sem a ajuda da arbitragem, sem o oba-oba da imprensa, sem o rolo compressor do poder econômico. Jogou contra tudo e contra todos.
Se a ‘roubadinha’ do Caio tivesse entrado – com o cara que gosta de bater em mulher se rastejando atrás da bola –, o mundo poderia ser considerado um paraíso, o que não faz bem ao espírito. Ou seja, foi na medida.
Parabéns aos jogadores que estiveram em campo e a todo o elenco, ao Joel Santana e sua comissão técnica!
PARABÉNS A TODOS OS BOTAFOGUENSES ESPALHADOS PELO BRASIL E PELO MUNDO!!!
Saudações botafoguenses!
Fico imaginando o locutor falando: “Acabou! O Botafogo é o campeão!” Eu gosto de ouvir a verdade, principalmente quando ela vem de mãos dadas com a justiça.
Não poderia ser melhor: arquibancada botafoguense lotada; torcida incendiando o estádio 200% do tempo de jogo; todos jogando com raça, sangue e ‘jeito’ de campeão; ‘A Parede’ defendendo pênalti em momento decisivo; Herrera e El Loco mostrando que não se perde pênalti em final de campeonato e transformando o ‘pegador de pênaltis’ em gandula de baliza; Somália, ‘O Republicano’, afirmando que não põe tapete para imperador passar; ‘pedaladinhas’ do Edno na hora certa; Caio infernizando o ‘joão’ da vez; o tetracampeonato será nosso para sempre; e um irresponsável perfeitamente brioso para mandar o juiz, ladrão ou não, às favas!
O Botafogo venceu sem a ajuda da arbitragem, sem o oba-oba da imprensa, sem o rolo compressor do poder econômico. Jogou contra tudo e contra todos.
Se a ‘roubadinha’ do Caio tivesse entrado – com o cara que gosta de bater em mulher se rastejando atrás da bola –, o mundo poderia ser considerado um paraíso, o que não faz bem ao espírito. Ou seja, foi na medida.
Parabéns aos jogadores que estiveram em campo e a todo o elenco, ao Joel Santana e sua comissão técnica!
PARABÉNS A TODOS OS BOTAFOGUENSES ESPALHADOS PELO BRASIL E PELO MUNDO!!!
Saudações botafoguenses!
sábado, 17 de abril de 2010
Revistinha pra embrulhar tainhas

A flapress ‘saiu do armário’ e inaugurou uma revista vermelhopretista no centro de seu jornal de maior circulação, ex-simpatizante de Fernando Collor de Mello. Chama-se ‘Esportes’, simples assim, e pode ser encontrada em qualquer banca de jornal do bairro.
Uma pena que não venha com um brinde, quem sabe um chaveirinho vermelho e preto com um rabisco no meio, para que eu pudesse presentear uma grande amiga rubro-negra, em retribuição a dois chaveiros lindos que ela me deu, que têm detalhes em preto e branco e uma estrela de cinco pontas.
A capa da primeira edição da revista do Flamengo, que vem embrulhada no jornal O Globo – sem direito a meia dúzia de sardinhas no pacote – estampa uma foto de capa inteira de um jogador vestindo uma camisa com cores de despacho brabo e tasca a manchete: ‘Sempre eles!’
A manchete inevitavelmente faz referência ao fato do Botafogo mais uma vez disputar uma final com o time da moda, mas não menciona que é a 12ª final disputada pelo Botafogo em cinco anos. Mas isso era de se esperar, uma vez que se trata de uma revista especializada em um único clube de futebol.
Foram obrigados a mencionar o Botafogo, pois a imagem faz referência exclusivamente ao time patrocinador ou patrocinado pelo jornal, não a tornando capaz de sustentar por si só a ‘notícia’, o que seria, com certeza, o desejo dos idiotas que gostariam de ver somente um time participando de uma competição esportiva.
Na verdade acho que não seria má ideia uma partida entre ‘Flamengo do A’ contra ‘Flamengo do B’ se enfrentando em campo e, fora dele, sua torcida se esbofeteando antes, durante e depois da partida, como de costume.
Ainda bem que o Botafogo aparece timidamente nesta nova publicação, pois não seria boa coisa ver imagens nossas embrulhando meio quilo de tainhas.
Saudações botafoguenses!
domingo, 11 de abril de 2010
Menos um no caminho
Foram cinco os gols da partida, o que faria qualquer um pensar que os ataques estavam em noite inspirada. Mas não foi nada disso: as defesas é que não jogaram nada.
O empenho geral da equipe foi o destaque do time e a atuação de Antonio Carlos daria um capítulo exclusivo, para explicar a aspirantes a zagueiro o que não fazer para se tornarem bons na profissão que pretendem abraçar.
Não vou discutir se foi bola na mão ou mão na bola. O que interessa é que Leandro Guerreiro sempre aparece na foto nos momentos ruins. Como bem descreveu Marcelo Pereira em seu blog, Fogo Eterno, Leandro Guerreiro é O homem que sempre está lá.
O providencial gol de Fahel foi digno do protégé da diretoria: que chutinho maroto!... Seja da como ou da forma for, obrigado, Fahel, o gol veio em momento crucial.
Com impedimento ou não, com ajeitadinha ou sem ela, o certo é que estamos garantidos em mais uma final de turno, que, no nosso caso, todos sabem que pode significar sairmos do Maraca no domingo que vem com aquelas faixas com purpurina suficiente para deixar o carnaval encabulado.
Meu receio é que o Antonio Carlos volte a derrapar na reta e continue ‘marcando’ a dois metros de distância os jogadores adversários que entram na nossa área. Quando pensei que a ida de Juninho levaria junto este expediente, vem o Antonio Carlos me lembrar que na vida nada é perfeito.
Mas o que me mete medo, mesmo, é a possibilidade de que o pessoal da atual diretoria sinta aquela fomezinha incontrolável e caia na desgraça de almoçar com os ‘co-irmãos’.
Saudações botafoguenses!
PS 1: Estamos combinados que nosso meio de campo é Caio, Edno e mais dois?
PS 2: (Conselho do Biriba). – Caio, para de dançar com o Antonio Carlos porque você pode acabar escorregando.
PS 3: O relógio que continua marcando certinho é o do Joel Santana ou o do Caio?
(Foto: Cleber Mendes, Lancenet)
O empenho geral da equipe foi o destaque do time e a atuação de Antonio Carlos daria um capítulo exclusivo, para explicar a aspirantes a zagueiro o que não fazer para se tornarem bons na profissão que pretendem abraçar.
Não vou discutir se foi bola na mão ou mão na bola. O que interessa é que Leandro Guerreiro sempre aparece na foto nos momentos ruins. Como bem descreveu Marcelo Pereira em seu blog, Fogo Eterno, Leandro Guerreiro é O homem que sempre está lá.
O providencial gol de Fahel foi digno do protégé da diretoria: que chutinho maroto!... Seja da como ou da forma for, obrigado, Fahel, o gol veio em momento crucial.
Com impedimento ou não, com ajeitadinha ou sem ela, o certo é que estamos garantidos em mais uma final de turno, que, no nosso caso, todos sabem que pode significar sairmos do Maraca no domingo que vem com aquelas faixas com purpurina suficiente para deixar o carnaval encabulado.
Meu receio é que o Antonio Carlos volte a derrapar na reta e continue ‘marcando’ a dois metros de distância os jogadores adversários que entram na nossa área. Quando pensei que a ida de Juninho levaria junto este expediente, vem o Antonio Carlos me lembrar que na vida nada é perfeito.
Mas o que me mete medo, mesmo, é a possibilidade de que o pessoal da atual diretoria sinta aquela fomezinha incontrolável e caia na desgraça de almoçar com os ‘co-irmãos’.
Saudações botafoguenses!
PS 1: Estamos combinados que nosso meio de campo é Caio, Edno e mais dois?
PS 2: (Conselho do Biriba). – Caio, para de dançar com o Antonio Carlos porque você pode acabar escorregando.
PS 3: O relógio que continua marcando certinho é o do Joel Santana ou o do Caio?
(Foto: Cleber Mendes, Lancenet)
sábado, 10 de abril de 2010
Túlio Souza é um Homem
No ano passado, quando o Botafogo chegou à penúltima rodada da Taça Rio ameaçado pelos dois pontos que o Madureira tinha de vantagem, Túlio marcou o gol da vitória aos 48 minutos e 50 segundos da etapa final (contra o próprio Madureira), colocando o Botafogo em vantagem na tabela e provando que gosta de flertar com o improvável.
Na encenação intitulada ‘final da Taça Rio de 2009’, o inqualificável Ney Franco ‘lança’ Túlio aos 44 do segundo tempo, creio que para não dar chance ao azar. Vai que o Túlio entra aos 23 e atrapalha a digestão do almoço com os ‘co-irmãos’!
No primeiro jogo das finais, Túlio não entrou em campo. Como não foi escalado de saída poderia ao menos ter sido o substituto de Eduardo (ameaçado de expulsão pelo salteador com um apito), ou de Maicosuel ou Reinaldo, que se contundiram. Mas, infelizmente, Túlio foi obrigado a assistir a Victor Simões perder pênalti e às entradas inócuas de Renato, Gabriel e Jean Carioca, vendo estes dois últimos desperdiçarem, por individualismo infantil, duas chances claras de deixar um companheiro na cara do gol.
Na segunda partida, Túlio teve a incumbência imponderável de substituir Maicosuel. Ora, Túlio não poderia fazer coisas próprias do Sr. Maicosuel, mas podia fazer ‘das dele’. Sofreu pênalti ao ser chutado no rosto pelo zagueiro adversário – que a figura mais abjeta do futebol mundial, José Roberto Wright, ‘interpretou’ (ao modo de ator, não de jornalista) como ‘não-intencional’ por parte do zagueiro.
Pouco mais tarde Túlio acertou a trave ao cobrar falta com inteligência, quando percebeu que o goleiro adversário estava adiantado na expectativa de uma bola lançada à área.
Para praticamente finalizar sua participação no jogo – uma vez que seu gás acabou pouco depois – Túlio fez um gol de quem não perde oportunidade em final de campeonato, coisa de homem que não se intimida frente a desafios. Túlio não ‘amarela’.
Se dentro do ‘planejamento’ de Maurício Assumpção e seus associados flamenguistas o empate com o Madureira e a derrota na final eram boa coisa, para o Túlio – preterido desde sua chegada ao clube – isso não fazia parte dos seus planos. Muito pelo contrário.
Não contem com Túlio para levar a cabo planos em que a derrota seja o destino do Botafogo. Túlio não chafurda nessa lama. Túlio não é um rato.
Saudações botafoguenses!
Na encenação intitulada ‘final da Taça Rio de 2009’, o inqualificável Ney Franco ‘lança’ Túlio aos 44 do segundo tempo, creio que para não dar chance ao azar. Vai que o Túlio entra aos 23 e atrapalha a digestão do almoço com os ‘co-irmãos’!
No primeiro jogo das finais, Túlio não entrou em campo. Como não foi escalado de saída poderia ao menos ter sido o substituto de Eduardo (ameaçado de expulsão pelo salteador com um apito), ou de Maicosuel ou Reinaldo, que se contundiram. Mas, infelizmente, Túlio foi obrigado a assistir a Victor Simões perder pênalti e às entradas inócuas de Renato, Gabriel e Jean Carioca, vendo estes dois últimos desperdiçarem, por individualismo infantil, duas chances claras de deixar um companheiro na cara do gol.
Na segunda partida, Túlio teve a incumbência imponderável de substituir Maicosuel. Ora, Túlio não poderia fazer coisas próprias do Sr. Maicosuel, mas podia fazer ‘das dele’. Sofreu pênalti ao ser chutado no rosto pelo zagueiro adversário – que a figura mais abjeta do futebol mundial, José Roberto Wright, ‘interpretou’ (ao modo de ator, não de jornalista) como ‘não-intencional’ por parte do zagueiro.
Pouco mais tarde Túlio acertou a trave ao cobrar falta com inteligência, quando percebeu que o goleiro adversário estava adiantado na expectativa de uma bola lançada à área.
Para praticamente finalizar sua participação no jogo – uma vez que seu gás acabou pouco depois – Túlio fez um gol de quem não perde oportunidade em final de campeonato, coisa de homem que não se intimida frente a desafios. Túlio não ‘amarela’.
Se dentro do ‘planejamento’ de Maurício Assumpção e seus associados flamenguistas o empate com o Madureira e a derrota na final eram boa coisa, para o Túlio – preterido desde sua chegada ao clube – isso não fazia parte dos seus planos. Muito pelo contrário.
Não contem com Túlio para levar a cabo planos em que a derrota seja o destino do Botafogo. Túlio não chafurda nessa lama. Túlio não é um rato.
Saudações botafoguenses!
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Vestibular para trouxas

Não consegui assistir à partida mas, pelo compacto que vi, me pareceu que entra e sai jogador e o sistema defensivo continua uma lástima. Acho que o Bangu perdeu mais chances que nós.
Uma vez que aqueles que jogaram a partida não eram profissionais, mas adolescentes pleiteando vaga em algum curso superior de jogadores que farão parte do plantel do Botafogo no Brasileiro, não há por que se preocupar.
Saudações botafoguenses!
domingo, 4 de abril de 2010
A voz das arquibancadas
Transcrevo aqui um comentário feito pelo meu amigo Gil, comentário este que é o apelo de um torcedor apaixonado, torcedor desesperado com a situação calamitosa em que o Botafogo se encontra, torcedor que não se ilude com o direito conquistado pelo Botafogo de ser finalista de uma competição local. Segue em itálico a fala do Gil:
Grande Luiz,
Grande Biriba,
Que a mão de Deus acorde os conselheiros, beneméritos e oposição!
Como todo Botafoguense, estou atordoado e sem rumo.
É triste escrever isso, mas dei graças a Deus não conseguir falar contigo, poucas horas antes do jogo. Queria um motivo e companhia para ir na catástrofe.
Luiz; O que faz o CD (Conselho Deliberativo)? O que fazem os beneméritos e oposição? Aguardam qual desgraça para tomar a direção do clube?
É balela acreditar que não se pronunciam para não tumultuar o ambiente. Tumultuar ou prejudicar mais o que? Vão aguardar a falência financeira e do clube para alguma atitude! Será tarde e é questão de tempo que isso aconteça.
Conselheiros, beneméritos, oposição, façam algo antes que acabem com o nosso BOTAFOGO! Não há mais tempo!
Conselheiros, beneméritos, oposição, não aguentamos mais as chacotas com o nosso BOTAFOGO!
Conselheiros, beneméritos, oposição; QUEREMOS O NOSSO BOTAFOGO DE VOLTA!
NÃO DÁ PARA ESPERAR 2012!
Abs e Sds, BOTAFOGUENSES!!!
sábado, 3 de abril de 2010
A Mão de Deus

Alessandro foi dispensado de suas obrigações profissionais porque precisava se recuperar de um baque psicológico aparentemente incontornável. Lúcio Flávio se afastará dos gramados para fazer uma cirurgia ortopédica na mão.
Não engulo nem uma nem outra.
Não vou comentar sobre o ocorrido com Alessandro e parto direto para a mão de Deus, quer dizer, de Lúcio Flávio.
Acreditando no parecer do médico do Botafogo – provavelmente o Dr. Luiz Fernando Medeiros Kevorkian –, que afirmou ser uma FRATURA GRAVE, algumas perguntas me vieram à cabeça:
- Por que Lúcio Flávio não acusou a lesão na hora que atribuem ter sido o momento da contusão?
- Como uma pessoa que sofreu uma FRATURA GRAVE não pede socorro médico durante o intervalo?
- Como uma pessoa passa uma hora com uma FRATURA GRAVE em sua mão e não aparenta desconforto?
- Por que o Globoesporte.com se esmerou em produzir uma imagem ‘científica’ (que reproduzo no alto desta postagem), que prontamente estava publicada às 11:44h, umas doze horas após à partida?
Não quero as respostas para estas perguntas. O que quero é que acelerem a ‘produção’ de crises psicológicas e ‘fraturas graves’ para Leandro Guerreiro, Fahel, Eduardo, Maurício Assumpção, André Silva e Anderson Barros. Pra começar...
* * *
Junto minha preocupação à do Rui Moura, do Mundo Botafogo, quando leio que o médico afirmou que Lúcio Flávio “...de repente tem chance para o segundo jogo da final”.
‘Segundo jogo da final’? Então é verdade que o encontro gastronômico já está marcado, e tudo acertado para a reedição de mais uma palhaçada criminosa e antiesportiva. Além de incompetentes e frouxos, são também estelionatários.
Mas tudo dependeria de uma goleada estrondosa a nosso favor na primeira partida, para diminuirem os riscos de ter Lúcio Flávio no papel de estrela ridícula em um jogo final. E mesmo diminuída a margem de risco, por maior que fosse a vantagem, com Lúcio Flávio em campo seria fácil para qualquer adversário reverter o pior dos resultados.
Saudações botafoguenses!
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Ao Mestre com amor

Só agora posso saudar o time pela vitória de segunda-feira. Vitória dentro de campo, porque fora dele perdemos um dos nossos, grandiosa figura.
Apesar de o Boavista não ter sido um adversário que representasse um real teste para a evolução da equipe, podemos dizer que o time jogou bem. O toque de bola no meio campo continua com um bom nível, e criamos tramas de ataque mais variadas. Estão de parabéns!
* * *
Primeiro tempo ‘preguiçoso’, apesar de algumas oportunidades não aproveitadas. Chega a ser repetitivo.
As saídas de bola ainda arranham um pouco, principalmente quando Fahel é acionado para cumprir esta função e afoitamente despacha a bola para frente sem necessidade. Mas acredito que até isso vá melhorar.
O espírito de luta continua sendo um elemento fundamental para a regularidade da equipe.
Parece até que Leandro Guerreiro – um símbolo deste espírito de luta desde o ano passado – leu minha crítica em relação a ele, pois se apresentou como se realmente quisesse ser campeão, jogando com ‘sede de vitória’. O problema é quando precisamos dele em momentos decisivos no setor defensivo. Se foi ótimo ao fazer uma jogada de fundo perfeita para o nosso terceiro gol, na hora do mano a mano revelou ainda ser o Leandro Guerreiro que não me inspira confiança.
A saída de Somália foi exemplar para sabermos o quanto o lado direito cai de rendimento com a sua ausência. Sandro Silva sempre fará melhor figura toda vez que se concentrar em apenas jogar futebol, deixando de lado as firulas desnecessárias.
Com a regularidade de um relógio, a entrada de Caio, seja no lugar de quem for ou em qualquer momento da partida, melhora a equipe, e as oportunidades de gol, quando não aumentam em quantidade, tornam-se mais efetivas.
Para os que acham que Edno só pode jogar no ataque, o terceiro gol botafoguense serve como exemplo da ótima visão de jogo do excelente reforço.
Destaque para o golaço de Marcelo Cordeiro, que muito oportunamente homenageou o já saudoso mestre do jornalismo brasileiro, o ilustre botafoguense, Armando Nogueira. Esse MC Cordeiro é esperto toda vida...
Este gol serve como exemplo para qualidades do elenco que vez por outra têm destaque por aqui, que são o espírito de luta de Herrera e sua ótima participação nas transições e a visão de jogo de Loco Abreu, que muitos consideram ser apenas um perna-de-pau que sabe cabecear. Mesmo com uma técnica ‘terrestre’ bastante sofrível, diga-se, Loco Abreu sempre participa das partidas de maneira inteligente, tanto no alto quanto nas jogadas pelo chão, fora a sua presença de espírito e comportamento astuto.
Mais três pontos e o direito de estar entre os quatro semifinalistas da Taça.
Mais uma vez, parabéns a todos!
Saudações botafoguenses!
PS: Na torcida para que a atual diretoria não resolva fazer uma boquinha com o ‘co-irmão’ da vez.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Que honra!
Emprestar o Engenhão para um ‘co-irmão’ jogar no domingo e estrear a ilustre rodada de segunda-feira em São Januário.
É melhor nem colocar alguma imagem que faça referência ou comente o papel ridículo que a atual diretoria permite que o Botafogo faça.
Saudações botafoguenses!
É melhor nem colocar alguma imagem que faça referência ou comente o papel ridículo que a atual diretoria permite que o Botafogo faça.
Saudações botafoguenses!
sábado, 27 de março de 2010
Enquetes no ar

Como o debate em torno da escalação de Caio como titular do Botafogo é um assunto que não pode fugir da pauta alvinegra do momento, criei duas enquetes para saber quem os leitores acham que deveria sair do time para dar lugar a ‘o cara’.
A primeira pesquisa se baseia na ideia de que Lúcio Flávio, Fahel e Leandro Guerreiro são titulares absolutos, que é a forma como percebo o sistema imposto pela atual diretoria e seus parceiros empresários.
A segunda pesquisa é, no meu entender, uma forma de tentar nos distanciar da dura realidade que é conviver com a ideia de que quem escala o time são os ‘parceiros’, com o aval da atual diretoria. Ou seja, podemos votar ‘livremente’ em qualquer jogador, porém limitados ao que parece ser a equipe titular, baseada nas que iniciaram os últimos jogos.
Que a voz do povo seja a voz de Deus.
Saudações botafoguenses!
sexta-feira, 26 de março de 2010
Mais uma vez por um triz e mais 3 pontos

Ontem assisti a apenas meia hora do primeiro tempo da partida. Sobre o pouco que vi posso dizer que ambas as equipes pareciam preguiçosas.
Não dá para esperar muito de uma saída de bola a cargo de Fahel.
Sandro Silva – de quem defendi a escalação e considero bom jogador – andou inventando umas firulas (já no primeiro tempo!) que eu qualificaria como coisa de gente boba. E ele é um homem feito, poxa! Um cara que vem fazendo boas partidas e fez excelente jogada de fundo deveria pensar duas vezes antes de comprometer o todo de sua atuação com esse tipo de gaiatice.
Somália andou bem durante o tempo que vi da partida e os cabeceios de Loco Abreu estavam saindo tortos.
Lúcio Flávio se livra espetacularmente de um punhado de adversários, entra na área, tem tempo e espaço de sobra para desenvolver a jogada e entrega candidamente a bola nas mãos do goleiro adversário. Não me surpreendeu nem um pouco.
Acompanhei parcialmente o segundo tempo através de um desses sites que publicam notas ‘em tempo real’. A primeira nota foi mais ou menos isso: ‘Começa o segundo tempo. Lento.’
Quando informaram que o Caio estava se aquecendo já passava dos 20. Fiquei chateado com aquela estória de o Joel esperar quase meia hora para fazer o que a torcida queria que fosse feito desde o início da segunda etapa, que é colocar o Caio para incendiar o jogo. Melhor ainda: o Caio como titular.
Mais uma vez, como um relógio, o time de Joel ganhou mais uma partida por um triz, contando com a velocidade, a visão de jogo, a inteligência, o senso de oportunismo, a técnica e, por que não, a estrela de Caio.
Muitos amigos, companheiros botafoguenses, a torcida em geral, andam criticando Joel Santana, pois nosso treinador não escala o Caio desde o início das partidas e, quando o lança, o faz tardiamente.
Eu mesmo escalaria Caio desde o início das partidas pelo simples fato de que o time joga melhor com ele em campo.
Mas acho que entendo o porquê do Joel insistir em repetir – como um relógio – a entrada de Caio por volta da metade da segunda etapa. Nosso treinador se repete porque este dispositivo está dando certo. Só isso.
Parece ridículo de tão banal, parece tacanho de tão simples que é. Mas é isso que Joel fará. Ele irá ignorar a lógica racional e seguirá até o fim com sua própria lógica, massacrando nossos corações e matando a muitos de raiva, porque Joel Santana não vai mudar o que está dando certo, mesmo que algumas vitórias, como a de ontem, tenham sido conquistadas por um triz.
E eu fico na minha, porque, mesmo discordando de suas escalações, o que eu quero é o que o Joel quer nos dar.
Saudações botafoguenses!
quinta-feira, 25 de março de 2010
O Relógio

Joel modifica o time de forma tão paulatina, que parece estarmos jogando com o mesmo time desde sempre, mas não estamos.
As novidades desde a chegada do atual treinador são as seguintes: Danny Moraes, Sandro Silva e Somália (o Caio não entra na conta, pois é opção para uma mudança de rumo no decorrer das partidas).
No início do campeonato, pelas minhas contas, faltavam oito jogadores. Antonio Carlos, que já estava jogando naquele time, parece ter se encontrado com a bola, o que, somado aos três que se encaixaram bem à equipe, nos deixou carentes de apenas quatro jogadores.
Ainda faltarem quatro jogadores é muito, mas é metade do que faltava.
Se conseguimos vencer o primeiro turno com um déficit de uns 70%, podemos presumir – teoricamente e se assim quisermos – que nos faltar uns 35% não chega a ser grande coisa.
Não poderei assistir à parte da partida de hoje – porque esse horário é uma piada sem graça mal contada –, mas acredito que, se estivermos em boa vantagem quando eu chegar para assistir ao tempo de jogo que restar, vou ter a oportunidade de ver mais alguma ‘novidade’ no time.
E assim vamos, pisando com cuidado e lutando para garantir o título já no segundo turno, se a gula da diretoria não fizer o Botafogo parar em um restaurante qualquer, para fazer uma boquinha com o ‘co-irmão’ do momento.
Saudações botafoguenses!
quarta-feira, 24 de março de 2010
Divagando com os amigos

A postagem intitulada 1 bom sinal gerou uma série de comentários que publico agora, editando e comentando de leve. Vale lembrar que o tema do texto era o jogo contra o São Raimundo. Segue o clipping:
Rodrigo Federman, do Cantinho Botafoguense, disse: “Luiz, a coisa tá feia, amigo...”
Não há como não concordar com a síntese perfeita do Rodrigo, pois o time não jogou absolutamente nada naquela partida. (O tempo parece estar fazendo bem ao time. Espero que a boa apresentação no último clássico se consolide e não desague em um entusiasmo infrutífero dos jogadores)
* * *
Álan Leite, do Fogoblog, escreveu: “Acredito em melhoras, e que elas venham de forma urgente, afinal piorar não dá.”
Putz! ‘Piorar não dá’... Vejam a que ponto chegamos. Dói, mas sou obrigado a concordar. Por outro lado, concordo tranquilamente com o Álan no que diz respeito a acreditar que o time vá se ajustar. (Por uma vez já se ajustou. Que continue bem ajustado).
* * *
O Gustavo, leitor que comenta em vários blogs botafoguenses, escreveu um comentário extenso analisando a equipe e a partida. Nesta minha edição deixo aqui sua sugestão para a escalação da equipe: Jefferson (A Parede), Alessandro ou Jancarlos, Danny Morais, Fábio Ferreira e Marcelo Cordeiro; Sandro Silva, Leandro Guerreiro ou Fahel, Lúcio Flávio e Edno; Herrera e Loco Abreu. (Faltou ao Gustavo e a todos nós sabermos que o Somália pode ser a solução à direita de Jefferson).
Mesmo não concordando com alguns dos nomes escolhidos, fecho com o 4-4-2, pelo menos no papel. Acho que é um sistema que facilita as saídas de bola.
* * *
O Gil, assíduo comentarista dos blogs alvinegros, sugeriu o aproveitamento de Rodrigo Dantas e Wellington Junior, que são jogadores do meu agrado, principalmente o WJ.
Mas o que considero mais importante no seu comentário é a referência ao grupo do flamenguista Anderson Barros, que realmente é um mal incontornável enquanto não for expelido.
* * *
O SPECTRE produziu um ‘comentário visual’ muito interessante, que reproduzo aqui, na íntegra:
http://www.employmentblawg.com/wp-content/uploads/2008/07/blind-man.jpg
EIS O RETRATO DO TORCEDOR DO BOTINHA 2010 !
http://rajatgupta.files.wordpress.com/2006/06/fifa2.jpg
NOSSOS (AI,AI,AI) "CRACKS" ESTÃO JOGANDO "BONITO" ...
http://www.students.stedwards.edu/okajoin/the-3-monkeys.jpg
CONCLUSÃO:
MANEIRA + CORRETA DE ASSITIR E TORCER PARA O BOTINHA 2010 !
Esse acho que não deva ser comentado, somente apreciado.
Nota: O SPECTRE deixou um comentário nos mesmos moldes, só que muito mais extenso, no blog Zé Fogareiro de ontem.
* * *
Lannes Jr ensina: “Calma, muita calma nessa hora! Joel sabe o que faz. Chegaremos lá como sempre...”
É uma afirmação que me induz ao silêncio e me lega a paz de espírito.
* * *
Rui Moura, do Mundo Botafogo/Estrela Solitária, se antecipando ao meu comentário sobre o jogo contra o Olaria, disse: “(...) gostei do pós-dilúvio com a aparente extinção do ‘pássaro’ dodô.”
Ah, Rui! Que maldade... rs
* * *
Enfim, vale ou não a pena escrever um blog? Aprendo me divertindo, e me divirto aprendendo.
Saudações botafoguenses!
segunda-feira, 22 de março de 2010
Só falta não dar chance ao azar

Posso acreditar que estamos definitivamente rumo ao título, se me disserem que Somália foi efetivado como titular da lateral-direita;
- Se me convencerem que Leandro Guerreiro não atrapalhou a intervenção de Jefferson no lance do primeiro gol adversário;
- Se me explicarem direitinho o porquê do Fahel inicialmente se distanciar de Adriano antes de tentar a reaproximação quando já era tarde, não evitando o empurrãozinho que levou do artilheiro flamengo;
- Se me levarem a acreditar que todas as tramas de contra-ataque durante os 2 a 1 deram errado em decorrência do não cumprimento ou má aplicação de jogadas exaustivamente ensaiadas durante os treinamentos;
- Se me fizerem compreender porquê um ‘maestro/capitão’ não consegue conduzir seu time a tocar a bola e ele mesmo insista em tentar lançamentos tresloucadamente inócuos;
- Se me enfiarem na cabeça a ideia de que a responsabilidade pela ‘falta de malandragem’ nos minutos finais não recai sobre o comando que estava no banco de reservas, uma vez que uma falta no exato local da que originou o gol de empate foi feita poucos minutos antes daquela, e tudo em decorrência da não instrução básica para que o time mantivesse a posse de bola que vinha garantindo o resultado até o ‘evitável’ recuo e o consequente sufoco final.
Já que ninguém vai perder tempo tentando convencer um pobre cachorro de que seu time de coração não dá chance ao azar, a partida deste domingo me fez acreditar que agora estamos finalmente disputando de igual para igual com os outros, e que o simples e importante fato de já sermos finalistas nos coloca em vantagem. E isso não é pouco.
Porque finalmente vi a equipe jogar uma partida como se fora um time de futebol profissional e organizado, o que antes não era observado.
Parabéns ao time!
Nota: resenhas e análises sugeridas pelo blog: Cantinho Botafoguense, Fernando Gonzaga, Fogo Eterno, Fogoblog, MCR, Mundo Alvinegro, Mundo Botafogo/Estrela Solitária, snoopy em preto e branco.
Saudações botafoguenses!
(Foto: Paulo Sérgio, Lancenet)
segunda-feira, 15 de março de 2010
A seca, a chuva e o dilúvio
No ‘período da seca’ da partida foram poucas as oportunidades criadas pelo Botafogo, pois continuamos com problemas na transição para o campo adversário e no municiamento ao ataque. Não por acaso, o gol se originou em mais uma ótima jogada individual de Caio, concluída em arremate de cabeça certeiro de Antonio Carlos.
O meio de campo do Olaria – do nosso conhecido, Dé – tocou a bola muito mais acertadamente e a chegada ao ataque contava com variações de jogadas, o que não acontecia do nosso lado. Não fosse a precipitação e miopia de seus jogadores e a presença de Jefferson em um momento decisivo, poderíamos ter saído em desvantagem da fase seca da partida.
No ‘período de chuvas’ chegamos ao segundo gol através de uma jogada – típica de um camisa dez – de Caio, que se livra de um adversário e lança Gabriel, para marcar após duas tentativas (a chuva certamente dificultou o arremate do jovem lateral, porém fiquei na dúvida se ele tentou o chute ou um passe no primeiro lance).
Depois veio o ‘tempo do dilúvio’ e sinto dificuldade em analisar as imagens difusas deste período do jogo. Não consegui identificar exatamente o que se passava; se era campo ou um charco, se era futebol ou polo aquático...
O que posso dizer é que algumas características de comédia pastelão podiam ser percebidas: sequências de erros e escorregões, roupas lambuzadas e um objeto sendo atirado de um lado pro outro. Mas, infelizmente, sem o elemento principal, que é a graça.
– O meio de campo do Botafogo melhorou com a entrada de Sandro Silva, mas ainda carece de um jogador de transição; não tem o apoio dos laterais para suprir essa deficiência, pois nenhum dos quatro já testados tem um bom passe e velocidade suficiente para cumprir essa função;
– A insistência em encarregar Leandro Guerreiro dos combates pelas laterais pode nos levar ao pior em jogos decisivos, pois perde a maioria dos duelos neste espaço do campo, o que é recorrente em todas as partidas e me força a ser repetitivo.
– Danny Morais é o mais veloz dentre os zagueiros já testados, mas é prejudicado por um sistema de proteção deficiente, tanto pelos flancos quanto pelo meio;
– Antonio Carlos é relativamente lento, mas também sofre com a incapacidade do meio campo de proteger a zaga;
– Jancarlos, que tem como atributo a força do chute, só deu um chute a gol desde que entrou no time;
– Gabriel substituiu Marcelo Cordeiro sem que nenhuma mudança significativa tenha sido notada;
– No ataque a ausência de Herrera não foi notada, pois o setor foi pouco acionado, fazendo com que sua falta fosse mais sentida na criação e no combate à saída de bola adversária;
– El Loco deve estar guardando aquele gol providencial, e Caio tirou mais uma da manga;
– Virou moda darem cotoveladas no nosso centroavante?!
– Edno, Eduardo e Junior entraram quando já era disputada uma modalidade esportiva exótica;
– O árbitro da partida, o bandoleiro Grazianni Maciel Rocha, foi orientado pela Comissão de Arbitragem a coibir a violência ou a tirar Loco Abreu da partida contra o Flamengo?
Seja como for, somamos mais três pontos e continuamos na luta pela conquista do segundo turno, a não ser que a diretoria tenha em mente ‘almoçar’ com o ‘co-irmão’ da vez.
Saudações botafoguenses!
quarta-feira, 10 de março de 2010
Oportunidade e necessidade de mudança

Já ressaltei em comentários passados que uma das qualidades que mais me agradam em Joel Santana é sua ótima leitura de jogo, o que o capacita a mudar ou preservar o rumo dos acontecimentos através de substituições e mudanças na organização tática das equipes sob seu comando.
Se na partida contra o Fluminense Joel não conseguiu se valer desta qualidade que o destaca em seu ramo profissional, que se valha agora de outra capacidade sua, que é a de encontrar as melhores peças para a formação de equipes competitivas dentro dos elencos que lhe são postos à disposição. Porque no plantel atual temos nomes para isso.
Não é momento para o esmorecimento, mas também não podemos nos enganar achando que, por estarmos com ‘a entrada garantida para a festa final’ – como bradava um botafoguense aqui do bairro –, as coisas estão indo na direção certa.
Não concordo com nosso técnico quando afirma que não é momento para mudanças, pois a necessidade se apresenta, revelada através do péssimo desempenho da equipe na última partida, quando a derrota evidenciou ainda mais a precariedade do time, que até agora não apresentou um futebol verdadeiramente consistente em momento algum da competição.
Não nos iludamos com nossa última conquista, pois este time não é forte. Mas pode melhorar, e muito.
Reforços se incorporaram ao plantel e temos jogadores que podem suprir as deficiências nos setores de defesa e meio de campo, que é onde reside nossa grande fraqueza.
Temos todo o segundo turno do Carioca para fazer testes e ajustes visando à própria conquista do título, mas também ao preparo da equipe para o Brasileiro, que é a competição mais importante do país.
Mas, sem desmerecer o time adversário, acredito que contra o São Raimundo teremos uma oportunidade ímpar de lançar – e já no time principal – alguns dos jogadores que tiveram bom desempenho em um passado recente; Edno teve boa temporada na Portuguesa, Renato na Ponte Preta, Somália no América de Natal e Wellington Junior na Seleção Brasileira Sub-20. Há de se incluir também o jovem zagueiro Danny Morais, que não teve oportunidade em seu clube, o Internacional, por disputar vaga com jogadores de bom nível técnico. Outro reforço, Sandro Silva, chega depois de ser muito criticado pela torcida palmeirense, sendo que é a mesma torcida que vaiava incansavelmente, Maicosuel.
Esta última derrota pode ser a chance que Joel Santana precisava para reforçar uma equipe que venceu o primeiro turno pela conta do chá.
A oportunidade e a urgência se associam para que nosso treinador faça as mudanças necessárias para que tenhamos uma equipe competitiva, que não é o caso de nosso atual time titular.
E só Joel – e mais ninguém em General Severiano – pode armar nosso time da melhor maneira possível, usando as peças que melhor se adequem ao seu estilo de jogo, dentre as que dispõe.
Da mesma forma que nos levou ao título do primeiro turno, o destino do Botafogo na temporada está nas mãos de Joel Santana.
Saudações botafoguenses!
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