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terça-feira, 15 de abril de 2014

Canoa furada

(a partir de foto de Alexandre Loureiro/Lance)

Em resposta a declarações do presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, o ex-presidente Bebeto de Freitas escreveu o seguinte texto no blog do jornalista Renato Mauricio Prado:

“Renato,

Gostaria de agradecer a primeira oportunidade de falar, no Rio de Janeiro, sobre o Botafogo, pois há alguns anos, por motivos particulares, afastei-me do esporte como um todo.

Antes, porém, de adentrar no mérito da questão, não posso deixar de comentar as situações levantadas pelo atual Presidente do Botafogo e que causaram em mim tremendo espanto por sua falta absoluta de compromisso com a verdade.

A primeira deve-se a afirmativa feita pelo Ilmo. Sr. Presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, de que eu teria abandonado o clube nos últimos meses de meu mandato como presidente. Esclareço que tal situação jamais ocorreu e que, meu último ato praticado a frente da presidência do Botafogo foi justamente, estar reunido com o atual presidente no dia 26 ou 27/12/08. Esta reunião foi agendada pelo novo Vice-Presidente Financeiro de então, que por acaso, foi o único a não comparecer.

De modo que não me esquivei em momento algum de estar à frente do clube do início ao fim da vigência do meu mandato.

Quanto às alegações sobre salários de empregados do clube, reafirmo que os deixei devidamente quitados, inclusive com antecipação de 13º. salário.

No que tange as demais obrigações do Botafogo e ao pagamento dos atletas, nego veementemente que não havia condições para pagamento dos mesmos, pois havia recursos para tal provenientes em parte do contrato da Liquigás e em parte por adiantamentos que seriam recebidos referentes aos direitos de televisão.

Se não conseguimos utilizá-los foi em face da grave crise financeira mundial que ocorreu no segundo semestre de 2008.

Cabe esclarecer que ainda no início de 2008, quando se fez o orçamento para aquele exercício, a decisão de utilizar os recursos acima mencionados foi orientada pelo Vice-Presidente Financeiro da minha gestão, o qual veio a ser o mesmo que permaneceu como Vice-Presidente Financeiro no primeiro ano de mandato da gestão do atual Presidente. Logo, nada há que se falar que desconheciam esses e outros compromissos, inclusive porque, este foi um dos assuntos abordados na nossa última reunião, no dia 27/12/08.

Em breve retrospectiva, recordo que ao chegar ao clube, a situação era de tal ordem caótica que durante o período de dois anos não tínhamos os documentos do clube sob o argumento de que teriam sido furtados juntamente com os computadores. Meu primeiro ato como presidente do Botafogo foi ir à delegacia e registrar essa informação.

Assim, gastamos longo tempo levantando a real situação quando, enfim, nos foram devolvidos os referidos documentos ao que constatamos que existia uma enorme diferença entre o que nos era apresentado e o que fora realmente apurado.

Não havia direitos televisivos a receber, pois o clube em 2001 teve adiantados os direitos televisivos sobre os anos 2003, 2004 e 2005, justamente os primeiros anos da nossa gestão.

Em razão do rebaixamento do Botafogo, os direitos televisivos foram reduzidos à 50%, de acordo com a regra estabelecida pelo Clube dos Treze. Como havia sido adiantado um valor sobre esses direitos, no primeiro ano da nossa administração ficamos trabalhando com somente 25% do montante e, após retornarmos a primeira divisão, voltamos a ter os 50%.

Como se não bastasse, o Botafogo estava sem campo para treinar e, somente graças ao Zico, por ironia, tivemos o empréstimo das instalações do CFZ para os treinos. Basta dizer que no dia da minha posse, em 31/01/03 ganhamos 20 anos de direito a utilizar o estádio Caio Martins e nem chegamos a comemorar, pois na mesma hora fui surpreendido com a perda das instalações de base do Botafogo em Marechal Hermes só vindo a reavê-la, em fins de 2006.

Sem falar nas dívidas trabalhistas, nas sucessivas penhoras e em outras dívidas de toda ordem quando os recursos para fazer frente a elas eram muito escassos.

A solução foi entrar em vários REFIS e firmar o Ato Trabalhista logo de início, sem o que, não teríamos condições de administrar o Botafogo. Sem isso o Botafogo de Futebol e Regatas fecharia, acabaria…

Os problemas eram de tal magnitude que não seria possível em poucos mandatos resolvê-los todos, todavia, conseguimos tirar o clube do caos.

Logo, o Sr. Maurício Assumpção sabe que não deixamos a ele o Manchester United ou o Bayern de Munique, mas sim o Botafogo de Futebol e Regatas.

Quanto à alegação mentirosa de que havia somente três jogadores no clube, cumpre esclarecer que houve uma inversão de responsabilidades por parte da atual administração, pois na verdade, o Sr. Maurício Assumpção pagou somente aqueles a quem interessava ao Botafogo que continuassem no clube e aos demais, alegou falta de recursos.

Sobre a TIMEMANIA o atual presidente quer atribuir equivocadamente a minha gestão o não equacionamento da dívida financeira. Ocorre que a mesma não estava equacionada em função do próprio Governo que ainda não havia consolidado a Divida do Clube. Diga-se: dívida esta relativa ao TIMEMANIA.

Enquanto o Governo Federal não apresentava os valores finais, fazíamos um pagamento mínimo mensal.

Quando o Sr. Maurício Assumpção fala da situação que recebeu o ENGENHÃO, cabe lembrar que a o contrato feito com a empresa EBN, empresa esta especializada em venda ingressos, responsável pela venda dos ingressos do sambódromo, foi negociada pelo Vice Presidente Financeiro de então, que veio a ser o mesmo do primeiro ano de gestão da nova presidência e contou com o aval do setor jurídico do clube e de outros interessados. A EBN foi a empresa contratada para vender os ingressos do Engenhão e nos adiantou cinco milhões de reais à época.

Por motivos alheios tivemos que rescindir esse contrato e devolver o valor recebido à longo prazo, sem qualquer prejuízo ao clube que já tinha destinado o valor recebido ao pagamento de outros encargos. Cabe ressaltar que tudo foi feito sob a orientação da atual diretora jurídica do Botafogo que era a mesma diretora jurídica da minha gestão. Obviamente que eu não fui avalista desse compromisso de recursos utilizados pelo Botafogo.

Quanto ao alvará de funcionamento demos início a todo o processo de regularização que deveria findar na administração seguinte.

Sobre a sede de GENERAL SEVERIANO, basta olhar na contabilidade para ver o que foi gasto em General Severiano, além da liberação de valores pela Petrobrás para a reforma desta Sede.

Já em relação à sede de VENCESLAU BRÁZ, deixamos um contrato da Petrobrás onde previa a liberação de cerca de R$ 1.600.000,00 para o término da sede.

Por fim, quero dizer que entendo que o último ano de mandato a frente do clube não é fácil para qualquer um em razão da política reinante em General Severiano, porém, se hoje o Botafogo enfrenta situação de extrema dificuldade, tal situação deve ser desassociada do meu nome, pois tais dificuldades decorrem do simples fato de que a atual direção do clube, dita moderna e participativa, escolheu inadimplir ao ATO TRABALHISTA acarretando assim a exclusão do Botafogo do ato por sonegação.

Preocupante, sobretudo o aumento da dívida do clube nas alegadas atualizações das mesmas. Esse fato deve ser observado com atenção. Resta levantar se o clube está também inadimplente no que concerne as dívidas fiscais uma vez que vem apostando num suposto perdão da dívida por parte do Governo Federal que até o presente momento, diga-se, não veio.

Claro que mesmo tendo sido durante a minha gestão, a adesão ao ato trabalhista, em certos momentos tivemos dificuldades de pagá-la, mas ao final, não deixamos de arcar com o compromisso com previsão de recursos para assim continuar a fazê-lo a nova administração. Tanto que a não renovação do ato, conforme sentença do TRT, cuja íntegra envio-lhe em anexo menciona o inadimplemento/sonegação referente aos anos de 2009, 2010 e 2011.

Resta claro que esta decisão da moderna administração do Sr. Maurício Assumpção, a qual eu não entendo, pois sou do tempo em que 2+2 = 4, não se deveu a uma impossibilidade financeira, nem tampouco a uma mera expiração de prazo para sua renovação.

A causa da não renovação do ato, conforme declarações do próprio presidente do Botafogo, “Não interessava ao Botafogo discutir a dívida de forma judicial naquele momento…“ demonstra que se tratou de uma decisão deliberada, de uma escolha intencional, ou de uma aposta equivocada e imprudente da atual administração. Se é certo que o Sr. Maurício contou com a orientação de pessoas de notório saber para chegar a essa conclusão, se tivessem planejado o enterro do clube não teria dado tão certo.

Porém, o que mais me salta aos olhos, são os valores envolvidos no montante de R$ 627.191.242,50 segundo o calculista do Juízo Trabalhista.

Conforme sentença judicial, o Botafogo teria que pagar a quantia de R$ 125.438.248,50, porém somente arcou com o montante de R$ 30.344.015,87. Desta forma, restou inadimplente, e como consequência, não obteve a renovação do ato.

Ou seja, a atual gestão recebeu três vezes mais em quatro anos do que a gestão anterior em seis anos.

O valor que o clube recebeu de mais de seiscentos milhões de reais dariam, certamente, para acabar com a dívida trabalhista do Botafogo, as antigas e as novas que poderiam ser, inclusive, negociadas. Se tivesse priorizado o pagamento das dívidas que sufocavam o Botafogo, hoje o Sr. Maurício Assumpção não precisaria vir à imprensa dizer que o clube está totalmente penhorado.

E ainda, cabe esclarecer que as dívidas herdadas não foram feitas sob o meu mandato.

Só para se ter melhor noção, durante a nossa administração o clube renegociou todas as suas dívidas federais e trabalhistas através do ato e o grande problema do clube seria começar o ano de 2009 com dois milhões e meio de reais para o pagamento dos refinanciamentos. Para que se fizesse frente a essas dívidas todos os contratos do Engenhão estavam liberados.

Pela sentença do TRT tivemos comprovado que a arrecadação feita pela atual direção foi suficiente para investir na dívida.

Além da vantagem extra que seria ter o Engenhão como o único estádio em funcionamento no Rio de Janeiro e Botafogo teria a oportunidade única ao firmar o ato trabalhista e administrar essa dívida, contando com a receita proveniente desse estádio, já que o Maracanã ficaria fechado.

Essa oportunidade jamais se repetirá com o Maracanã funcionando.

Se o atual presidente tivesse priorizado o clube, teria investido essa receita extra no pagamento da dívida e hoje a situação seria muito outra.

A atual administração jogou no lixo todos os esforços feitos pelo Botafogo para salvar o clube da insolvência!

Ressalto que vejo com muita pena toda essa problemática a que foi levado o Botafogo, mas penso que a torcida precisa saber da verdade.

Como ex-presidente do clube, ex-atleta e torcedor eterno do Botafogo tenho o direito de saber para onde foram destinados esses quase seiscentos e trinta milhões de reais recebidos, conforme apuração apontada na sentença do TRT.

Considero que como ex-presidente do clube, não tenho mais nada a explicar sobre a minha gestão. Ressalto que jamais me locupletei do Botafogo. Caso alguém pense diferente disso, há caminhos para averiguar.

Também durante mandato como presidente não me filiei a partido político me valendo da bandeira do clube. Assim sendo, sugiro que desassociem meu nome do que ocorre atualmente, pois sei perfeitamente bem o clube que deixei e, o Sr. Maurício Assunção, sabe o clube que recebeu.

No momento, cabe ao atual presidente esclarecer aos Botafoguenses onde foram aplicados os milhões sonegados, conforme matérias publicadas e a sentença do TRT.

Espero que ele responda a torcida, a imprensa que denunciou o fato na pessoa da jornalista Marluce Martins do Jornal Extra, pois através dessa matéria tomei conhecimento do que ocorria no clube, ao blog Mais Botafogo e ao blog FalaGlorioso.com e a quem mais de direito e, não somente a mim.

Gostaria ainda de deixar claro que não tenho a intenção de candidatar-me a qualquer cargo no Botafogo e que não mantenho compromisso com qualquer candidato a quem desejo sorte.

Por fim, esclareço que não mantenho qualquer vínculo com os blogs apontados acima.

Bebeto de Freitas.”

[Link para o texto original: http://oglobo.globo.com/esportes/rmp/posts/2014/04/15/a-treplica-de-bebeto-de-freitas-531180.asp]

Saudações botafoguenses!

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Mundo Botafogo esclarece

O amigo Rui Moura publicou em seu blog Mundo Botafogo mais um comentário estarrecedor sobre fatos que envolvem o fechamento do Engenhão. Segue o texto em itálico.
 
O laudo do Engenhão é ilegal?!?!?!

por Canagé Vilhena
arquiteto e urbanista

Laudo pericial sobre segurança estrutural é serviço de Engenharia.

O laudo aceito pela prefeitura do Rio é de uma empresa alemã.

É necessário contratar estrangeiros para ver que a estrutura está podre?

Esta empresa tem registro no CREA-RJ para exercer a Engenharia no Brasil?

Ela fez Anotação de Responsabilidade Técnica – ART para o laudo pericial?

A Lei 5.194/66 proíbe a contratação de serviços de Engenharia produzidos por pessoas não registradas no Brasil:

Art. 6- Exerce ilegalmente a profissão de engenheiro ou engenheiro-agrônomo:

a) a pessoa física ou jurídica que realizar atos ou prestar serviços público ou privado reservados aos profissionais de que trata esta lei e que não possua registro nos Conselhos Regionais; (…)

Art. 13. Os estudos, plantas, projetos, laudos e qualquer outro trabalho de engenharia e de agronomia, quer público, quer particular, somente poderão ser submetidos ao julgamento das autoridades competentes e só terão valor jurídico quando seus autores forem profissionais habilitados de acordo com esta lei. (…)

Art. 15. São nulos de pleno direito os contratos referentes a qualquer ramo da Engenharia ou da Agronomia, inclusive a elaboração de projeto, direção ou execução de obras, quando firmados por entidade pública ou particular com pessoa física ou jurídica não legalmente habilitada a praticar a atividade nos termos desta lei.

Nota de Mundo Botafogo: Perante os argumentos de Canagé Vilhena, é necessário confirmar a ilegalidade do laudo acolhido pelo prefeito. A ser ilegal, a torcida deve, por todos os meios, encontrar forma de concretizar manifestações públicas que exijam um comportamento digno da diretoria e, quiçá, estudar a possibilidade de mover uma ação popular contra a ilegalidade cometida pela prefeitura ou apelar ao Ministério Público para que intervenha o mais rapidamente possível num caso que prejudica um clube que é património da cidade do Rio de Janeiro e do País.

OUSEMOS LUTAR, OUSEMOS VENCER!

[Link para a publicação original no blog Mundo Botafogo]

Saudações botafoguenses!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Morre Eduardo Paes

Prefeito do Rio é fulminado por destroços do Engenhão

Eduardo Paes dava a volta olímpica em comemoração pelo título do Vasco da Gama, quando foi trucidado por um enorme gancho que se desprendeu da estrutura metálica da cobertura do estádio botafoguense. O pesado objeto foi lançado a esmo pela força de um furacão com ventos fortíssimos de 65 km/h.

O gancho, de fabricação da Fergs Ltd (Forjas Emergenciais Rapinantes e Gatunos Sem Limites), não resistiu à fragilidade da conexão sustentada por um prego de má qualidade – fornecido pela inglesa Bennett & Sons – e por uma estrutura não confiável e desgastada da Rizek & Globe SA, empresa de capital “junto e misturado”, e de origem nebulosa.

Os jogadores do clube cruzmaltino, que carregavam Eduardo Paes nos ombros, nada sofreram além de derrotas e uma eliminação vergonhosa. A Delta, a OAS e a Odebrecht, no entanto, se livraram por completo do prejuízo, que foi totalmente absorvido pelo finado prefeito e seu governo muito vivo.

Saudações botafoguenses! (no 1º de abril...)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Não dá pra sentir firmeza



Do diretor executivo do Botafogo, Sergio Landau, a respeito da não exibição de nenhuma partida do Botafogo pela Rede Globo: “Estamos demandando que seja mudado. Não existe contrato. Eles têm o direito a transmissão, mas não a obrigação. Se não querem transmitir os nossos jogos, que liberem o Botafogo para fazer contrato com outras emissoras. Contratamos o Seedorf e mexemos com o Rio, mas tratam o Botafogo como time de segunda categoria”.

“(...) liberem o Botafogo para fazer contrato com outras emissoras”. É isso mesmo que se lê ou ele se expressou mal? Bem, vamos aos fatos.

Quando vários clubes da primeira divisão se reuniram para negociar em conjunto as cotas de transmissão por TV, cogitando abrir concorrência entre a Globo e a Record, o presidente Maurício Assumpção liderou – em direção a desgraça ele lidera – um movimento contrário tanto à negociação em conjunto, quanto à proposta de concorrência. O Corinthians e o Flamengo adoraram o desfecho, pois foram os únicos que saíram efetivamente no lucro com isso. E o Botafogo saiu enormemente desgastado deste episódio e antipatizado por muito mais gente do que os históricos desafetos, além de ainda mais detestado por estes (encabeçados pelo SPFC, desta vez com toda a razão).

Há duas semanas, quando o time da gávea teve sua goleada contra o “poderoso” Friburguense reprisada 16 vezes (DEZESSEIS VEZES!!!) pelo Sportv na mesma rodada em que o Seedorf comeu a bola contra o Resende – jogo que foi reprisado somente uma vez, e às 2h da manhã seguinte à partida –, nenhum dirigente do Botafogo se manifestou.

Ao sair – aparentemente – em defesa de bandeiras que nunca defendeu com afinco (a visibilidade e/ou valorização da marca, o respeito pela entidade) a atual diretoria dá indícios de que por trás deste gesto existe uma manobra para desviar a atenção do principal: salários atrasados, a contratação de rejeitos incompetentes, salários incompatíveis com o nível de rendimento de vários jogadores, a valorização de jogadores vinculada a interesses de empresários em detrimento dos oriundos da base, a permanência de um treinador inepto e a manutenção do alto preço dos ingressos – o que afasta a torcida, diminuindo a visibilidade do clube e, por conseguinte, desvalorizando a marca.

Dá pra levar a sério?

Saudações botafoguenses!

[Debate sobre este assunto no Cantinho Botafoguense e no
Mundo Botafogo]

sábado, 21 de abril de 2012

Opinião minoritária

(a partir de Trivial 228, por NightPhotographer)

Pode parecer absurdo, mas acho que seria melhor se enfrentássemos o Vasco na semifinal. Eles estão sintonizados na Libertadores e não vão investir todas as fichas no Carioca, o que significa menos ímpeto nas divididas.

O Bangu poderia teoricamente ‘tremer nas bases’ se fosse uma final, mas na semi, sei não... Apesar de o Botafogo ter um elenco individualmente superior, o Bangu vem leve para esta fase. A escapada do rebaixamento garantiu uma traquilidade extra na alma e eles já cumpriram sua meta principal. O que vier é lucro.

A pressão acabou caindo do nosso lado, pois quem tem a obrigação de vencer somos nós. Seja qual for o resultado, o time do Bangu já está tirando onda.

Saudações botafoguenses!

domingo, 18 de março de 2012

Pelada no Engenhão


O Engenhão foi alugado para uma ‘pelada’ promovida pelo Canal Premiere. Segundo Sergio Landau, responsável pela administração do estádio – e que credita ao sobrenatural os apagões de energia elétrica –, o Botafogo (?) ganha mais dinheiro com esse tipo de atividade do que com clássicos do Estadual (!!!).

Das duas uma: Ou alugaram o campo para algum xeique perdulário ou os ‘co-irmãos’ são sócios do negócio. Seja uma ou outra coisa, fato é que a administração do Botafogo é débil, perdedora e motivo de piada.

Saudações botafoguenses!

domingo, 25 de setembro de 2011

Lacan é o escambau!


- Quer dizer que o seu teste não serviu pra tirar nenhuma conclusão, né?
- Futebol é assim...
- Assim como?
- Imprevisível.
- Mas você já sabia disso, né não?
- Sabia.
- Se você sabia que é imprevisível, fez o teste pra quê?
- Pra tentar chegar a uma conclusão, quer dizer, tentar entender o que...
- Embromando de novo?
- Que embromando, nada!
- Embromando, sim! Esse teste é só um jeito que você encontrou pra se desviar do principal.
- Que principal?
- A sua dúvida.
- Que dúvida?
- Você não sabe se torce ou se analisa.
- Mas eu torço e analiso!
- Tá aí a causa do teu problema.
- Ué... Então eu não posso torcer e analisar?
- Pode.
- Então qual é o problema, seu cachorro maluco?!
- É muito simples. Você pode torcer e pode analisar, mas não pode fazer as duas coisas ao mesmo tempo.
- E por que não?
- Porque você não consegue aceitar o torcedor e o analista como partes integrantes do seu Id multifacetado e acaba projetando o impulso de um no outro e vice versa.
- Que estrovenga desgraçada! Quem disse que eu não me aceito como torcedor?
- Ôpa! Ó o Lacan aí, gente!
- Lacan é o escambau!
- Então quer dizer que o Luiz analista não passa de um Luiz torcedor sublimado, um cachorro louco e fanático sendo racionalizado à fórceps, né?
- Que nada! A campanha maluca do Botafogo é uma maquininha de fazer neurótico e sou eu o desajustado?
- Pura resistência...
- Que resistência que nada, Biriba! Pode me encher o saco, seu prego! No final, cachorro não entra no estádio, quem vai ao jogo sou eu e você fica aí roendo o pé do sofá, mané!
- Hum... Tá melhorando. Liberando as pulsões...
- Pô, Biriba, desculpa aí. Passei dos limites. Quer um osso?
- Êita! Começou a expiação...

(Engenhão em preto e branco - foto original: Claudio Lara)

Faz uma canja de galinha e toma um Targifor C. Veste uma jaqueta bem forrada e não esquece o guarda-chuva. Se você for um precavido mórbido, junta um bote inflável, um colete salva-vidas e um punhado de sinalizadores no porta-malas, mas não deixa de ir ao estádio. Porque domingo é dia de Botafogo!

Vamos lotar o Engenhão, cachorrada!

Saudações botafoguenses!

PS: Ingressos à venda até as 13h de hoje, em General e no Caio Martins.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Jogo de uma só torcida


(Imagem: Botafogo x Avaí 2009, por PC Guimarães)

Assisti ao último jogo do nosso adversário de hoje e reafirmo que será a segunda boa prova do ‘teste dos cinco jogos’, para sabermos as reais intenções e possibilidades do Botafogo na competição.

O bom desempenho nas últimas partidas faz a torcida sentir firmeza no time e isso vai se refletir no comparecimento em massa no jogo de hoje.

Mas a torcida botafoguense já tentou colocar 40 mil cabeças no Engenhão em partida contra visitante de fora do Rio, no dia 12 de outubro de 2009. Infelizmente o presente que muitos dos pais botafoguenses foram forçados a dar aos seus pimpolhos naquele Dia da Criança foi mostrar o entorno do estádio, porque entrar, que é bom, nem pensar. Além dos que ficaram de fora, muitos só conseguiram acesso no segundo tempo!

No jogo contra o Fluminense não foi catastrófico como em 2009, mas torcedores enfrentaram filas quilométricas na entrada – não falo das bilheterias –, o que forçou muita gente a chegar aos seus lugares com o jogo em andamento.

Pedem o comparecimento da torcida, a torcida comparece e é tratada como lixo.

Que hoje seja diferente.

Saudações botafoguenses!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A imprensa mente

(Torcida botafoguense no Maraca)

Escrevi sobre esse mesmo assunto no sábado passado, mas a imprensa me provoca.

No título de uma matéria – não assinada – supostamente jornalística do Lancenet lê-se o seguinte: “Botafogo ainda sofre com falta de público no Engenhão”. (A matéria está aqui).

Digo ‘supostamente’, porque a palavra ‘jornalística’ remete a jornalismo, campo no qual – supõe-se – trabalha-se para o melhor entendimento da realidade, um universo onde não é cabível o mundo da ficção.

Ao manipular dados estatísticos em um esforço para agregar coerência ao título da reportagem e à tese defendida, o jornal junta os dez últimos jogos clássicos entre os times cariocas e anuncia que o Flamengo tem uma média de público duas vezes maior que o Botafogo.

Ora, se era para deixar os botafoguenses chateados com sua própria torcida, o tiro saiu pela culatra, porque, levando-se em conta que a torcida do Botafogo é cinco vezes menos numerosa que a do Flamengo, nada melhor para o torcedor alvinegro do que ser informado que é 2,5 vezes mais assíduo que o flamenguista, pelo menos nos tais dez clássicos cariocas (números informados pelo Lancenet).

Se nos ativermos ao Campeonato Brasileiro de 2011, os dados demonstram que o torcedor botafoguense dá uma surra ainda maior no flamenguista – obviamente quanto a assiduidade.

Nossa média de público no Brasileirão é de 11.154 pagantes contra 16.383 de rubro-negros. Ou seja, os números revelam que o botafoguense é 3,4 vezes mais assíduo, mesmo sabendo-se que o Flamengo anda perto da primeira colocação há várias rodadas.

Ou seja, não sei por que estão tão preocupados com a torcida do Botafogo, se são os flamenguistas que não comparecem ao Engenhão.

Quando o jornal elenca uma série de problemas que teoricamente desestimulam o comparecimento de torcedores ao Engenhão – localização, preço dos ingressos e transporte –, em um nítido gesto de pedido por melhorias, deveria usar como exemplo a falta de assiduidade da maior torcida local e não a da nossa torcida.

Se durante anos ficaram calados sobre as dificuldades que os torcedores enfrentam para frequentar o Engenhão, agora que o Maracanã está fechado e a ‘maior torcida ausente do Brasil’ se sente incomodada, que eles sejam o exemplo da ausência.

Uma última observação, para os patrocinadores refletirem a respeito:

Se o critério de avaliação da resposta de uma torcida em relação à marca de seu clube for o comparecimento aos estádios, podemos afirmar que um botafoguense vale três vezes mais que um flamenguista.

Saudações botafoguenses!

sábado, 27 de agosto de 2011

Maurício Assumpção mente


O presidente mentiu ao dizer que o contrato de concessão impedia que as cadeiras do Engenhão fossem das cores do Botafogo, o que associaria o estádio aos símbolos do clube. O fato de uma empresa fabricante de cerveja haver criado um mosaico com as cores de sua logomarca em um setor do estádio é uma prova de que Maurício Assumpção não falava a verdade.

Maurício Assumpção mente ao dizer que “isso (cadeiras com as cores do Botafogo) é inviável para os patrocinadores do estádio e futuro naming rights, pois ‘isso’ não impediu que a Etihad Airways injetasse cerca de R$ 1 bilhão no Manchester City e nem forçou o clube a se maquiar com as cores da empresa (vejam aqui e aqui, e leiam aqui). O mesmo pode-se dizer das parcerias entre Shalke-04 e Veltins, Borussia Dortmund e Signal Iduna, VfB Stuttgart e Mercedes-Benz, dentre muitas outras – somente no universo da liga alemã, onde este tipo de marketing gera um investimento em torno de R$ 98 milhões.

Maurício Assumpção forja publicamente informação inverídica ao afirmar constantemente que a torcida do Botafogo não comparece aos jogos, pois dados oficiais revelam o contrário: os botafoguenses garantiram a sexta maior média de público do Campeonato Brasileiro de 2010 (leiam aqui). Batemos várias torcidas muito mais numerosas, como São Paulo, Palmeiras, Vasco, Grêmio, Internacional, Cruzeiro, Atlético-MG e ficamos a apenas 217 cabeças atrás da “maior torcida calada do Brasil”. (E apoiando um time que terminou na sexta colocação).

A torcida do Flamengo é – no Rio de Janeiro – em torno de cinco vezes mais numerosa que a do Botafogo (vejam aqui). No entanto, no Campeonato Brasileiro deste ano os botafoguenses vêm somando um total de 65,5% da média de público dos flamenguistas (vejam aqui). Este fato demonstra que o botafoguense é acima de três vezes mais assíduo do que o flamenguista – a despeito do rubronegro estar disputando a primeira colocação há várias rodadas.

Somente um sujeito com um gigantesco apreço à invencionice pode afirmar que a torcida do Botafogo não comparece aos estádios.

Por fim, Maurício Assumpção mente – em dobro!!! – ao declarar que “Se comparecerem (os torcedores) em massa ao Engenhão, ninguém verá cadeiras vermelhas”, quando, na verdade, o Setor Sul é destinado a torcidas visitantes; uma afirmação patética, cretina e absurda.

Firmando parcerias que geram – ou não – receita para o clube, gostando ou não de nossas cores, a verdade é simples, clara e cruel: O Botafogo é presidido por um mentiroso.

Saudações botafoguenses!

PS: A partir de hoje os links na cor azul, que eram uma homenagem a Sebastián El Loco Abreu e a Herrera, serão substituídos pelas cores do Botafogo.

domingo, 5 de junho de 2011

Cospe no prato em que come


O narrador esportivo Luís Roberto, da flaflupress, assistindo a um lance de uma partida disputada na tarde de hoje no Engenhão, disse que o gramado do estádio botafoguense era uma vergonha comparado ao do estádio Olímpico de Porto Alegre. E se perguntou o que acontece ao gramado do Engenhão, que não se mantém em boas condições.

Ora, o que acontece é que, no Rio de Janeiro, existem dois clubes que não possuem um estádio de futebol – o que dirá um estádio olímpico, como é o caso do Engenhão. São os 'sem-estádio'. E são clubes que se consideram 'grandes'! Esses dois clubes não se sentem acanhados por pedir emprestado o estádio dos outros para disputar as partidas sob seu mando de campo, tanto no Estadual quanto em qualquer competição que disputam.

Mas isso faz parte da vida. Pedir não é indigno.

O que me enoja é a falta de cerimônia e a desfaçatez de um sujeito – que certamente não é botafoguense – que reclama do sofá da casa alheia, quando é o único reduto a acolher o sono leve dos que não têm consciência e nem estádio, mas muita empáfia, falta do que fazer e a língua solta.

Saudações botafoguenses!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Festa no Engenhão


Saí de casa para aplaudir o Botafogo, o Campeão Carioca, mas cheguei praticamente em cima da hora do jogo e não vi grande parte das homenagens. Mas a minha intenção principal era me juntar aos que fossem ao Engenhão mostrar gratidão pelos que lutaram para nos garantir mais um troféu nas prateleiras do Salão e acho que consegui um pouco disso durante a partida. Era só isso mesmo: gritar ‘É Campeão’, ao invés de ‘Gol!’, como noticiou o aparelho de propaganda urubu.

Como era dia de festa, eu podia mudar de lugar o quanto quisesse sem gastar superstição à toa. Mas acabei ficando do mesmo lado, garantindo nossa defesa no primeiro tempo e secando o gol corinthiano no segundo.

Para o meu paladar vaiar é bom, mas aplaudir é que é gostoso. Ou seja, infernizar o Souza não é mau, mas aplaudir e gritar o nome dos nossos é muito melhor. E não faltou oportunidade.

O jogo teve vários momentos de tensão, apesar de ser um ‘amistoso’. Os homens de frente cumpriram sua função e Jefferson garantiu o placar.

A arbitragem não deixou El Loco marcar pela segunda vez e o Caio fazer o seu. Mas, cá entre nós, seria deselegante meter cinco gols num convidado, que trouxe um time mixto para prestigiar nossa festa. Ficou de bom tamanho.

Agora é voltar ao batente e pensar no Brasileiro, porque o caminho é longo e todos sabem que o time chegou no seu limite, que é a divisa do Estado do Rio.

Que o coração do Maicosuel volte a bater deste lado do oceano.

* * *

Acho que estou me habituando demais às defesas espetaculares do Jefferson – ou foi o efeito de ser um amistoso –, pois eu torcia para que um adversário acertasse um tirambaço só pra ver ‘A Parede’ em ação. E ontem o Jefferson não deixou de fazer das suas.

* * *

A torcida parece mais apegada ao fato de o Joel ter sido um dos protagonistas da campanha vencedora e de ter acabado do nosso lado – até o momento –, do que às declarações pouco felizes.

* * *

Estou aliviado pelo fato de saber que Lúcio Flávio se recuperou da grave lesão em seu dedo mínimo a tempo de jogar o amistoso e de erguer a Taça no domingo passado sem a necessidade de um curativo que enfeiasse a foto.

* * *

O uniforme ‘engraçado’, quem diria?, acabou iniciando e fechando os trabalhos, pois foi com ele que fomos ao fundo do poço e comemoramos o final feliz. Falei tão mal do coitado, chamei de roupa de palhaço, mas agora quero uma camisa daquelas como recordação. Até porque se algum torcedor quiser uma camisa igual a que foi usada durante a campanha, ou, para ‘facilitar’, a que foi usada na final – ou no final, porque não houve ‘uma’ final, não é mesmo? –, até o momento vai ficar mesmo é na vontade.

É assim que se fazem bons negócios segundo a cartilha do Presidente Assumpção.

Nota: Fico devendo, por enquanto, as fotos do Renan, Alex, Júnior e Jorge Luís, na montagem/homenagem.

Saudações alvinegras!

domingo, 21 de março de 2010

Limitações da contemporaneidade

Jornal online não serve pra embrulhar peixe


O Lancenet/Lancepress! distorce a realidade ao afirmar, em matéria sobre a segurança no Engenhão (leia aqui), que ‘(...) a polícia teve trabalho para controlar a violência DAS TORCIDAS (...)’ (referindo-se ao jogo do ano passado entre Botafogo e Flamengo).

Ora, não foi bem assim. O sistema de policiamento funcionou a contento, garantindo segurança aos torcedores que foram ao estádio com a intenção de assistir a uma partida de futebol.

Agora, não há sistema de segurança – a não ser o banimento – capaz de conter integrantes de ‘torcidas organizadas de um mesmo clube’ dispostos a se agredir mutuamente, que foi o ocorrido entre torcedores flamenguistas, na ocasião, dentro e fora do estádio.

O problema na gestão de qualquer tipo de atividade é não identificar o nível de importância do objeto com o qual se está lidando. Deram a um ‘foca’ – presume-se, por ser um texto não assinado – a incumbência de escrever uma matéria sobre temas extremamente importantes no âmbito do futebol carioca: a substituição temporária do Maracanã; e do brasileiro: a segurança nos estádios.

Por estarem mal informados ou mal intencionados, juntam os torcedores botafoguenses – que foram ao estádio e voltaram às suas casas tranquilamente – às torcidas organizadas e torcedores independentes do Flamengo, conhecidos ‘ícones’ da violência nos estádios.

Da forma como as ‘informações’ estão dispostas na matéria do Lancenet, fica parecendo que ninguém sabe quem são os notórios baderneiros e que o Lancepress não passa de um jornaleco.

Nota: O Globoesporte.com, como de costume, também não fica de fora da manipulação da realidade. Em matéria correlata (está aqui) o periódico omite o fato de que os torcedores envolvidos em brigas e confrontos com a polícia estavam exclusivamente do ‘lado flamenguista da força’. Se tivessem algum compromisso com a verdade, escreveriam: ‘POLICIAIS E TORCEDORES DO FLAMENGO ENTRARAM EM CONFLITO’.

Saudações botafoguenses!

Não se preocupem: hoje não seremos roubados

Caio diz que o Engenhão “é nossa casa, quem manda é o Botafogo. Temos que entrar mordendo, precisamos impor nosso jogo”. E completa: “Gosto de pressão, estádio cheio. Jogando no Botafogo nós temos que estar preparados para este tipo de situação”.

Então está ótimo! Um sujeito corajoso e impetuoso, que manda um recado claro para o adversário, de que não vai se esconder do jogo. Resta saber se a arbitragem será tão parcial quanto foi a do jogo passado.

Porque de nada valerá estarmos na ‘nossa casa’ se o Caio partir pra dentro, for caçado em campo e ninguém sair punido, como quis o inqualificável Luiz Antônio Silva dos Santos, conhecido pela alcunha de ‘Índio’.

Na verdade, como não é uma partida eliminatória, é possível que as faltas sejam corretamente marcadas e que não se inventem pênaltis e impedimentos contra nós. Porque a coisa é bem arquitetada, e os criminosos são pacientes, sabem a hora de delinquir.

Fica assim: O futebol é uma tremenda roubalheira, mas não é uma bagunça.

Saudações botafoguenses!

domingo, 10 de janeiro de 2010

Biriba Business

- O Botafogo vai alugar o Engenhão por cinco mil.
- É, eu sei. Legal, né?
- Como é que você acha isso bom?
- Isso é ótimo! O Snoopy já tá juntando uma galera pra jogar lá no 'Stadium' todo último sábado do mês.
- Eu tô falando sério, Biriba!
- Eu também. Se não tá sabendo, vai lá no blog do cara e se atualiza, meu irmão.
- Mas aquilo é uma piada do Fábio.
- Piada é essa diretoria! Eu mesmo já tô montando meu próprio esquema com um amigo, dono de agência de turismo. O negócio é oferecer um pacote pra turista que curte futebol. A maioria, né?
- Quê pacote?
- Visitar o Engenhão por 60 pratas e assistir a uma pelada de amadores.
- Quem vai pagar 60 Reais pra ver uma cambada de pernas-de-pau jogar, se pode pagar 20 pra ver um jogo de verdade?
- Perna-de-pau uma vírgula, cara-pálida! É gente que bate um bolão. Você que pagou pra ver um Fahel da vida, um Victor Simões que ninguém quer, e uma cambada de perebas o ano todo, pode me garantir que tava vendo jogo de verdade? Quem é você pra ditar quem é bom ou quem deixa de ser? Você não pode falar nada, né não?
- Mas isso não vem ao caso.
- Não vem mesmo. Deixa eu te explicar direitinho...
- Tudo bem, fala aí.
- Por 60 pratas o cara vai ter direito a conhecer todos os setores, tirar fotos dentro de campo, visitar os vestiários. Entendeu a diferença?
- Você tá maluco.
- Maluco? Se eu colocar duzentas cabeças lá dentro são 12 mil. E pra começar.
- Como assim, ‘pra começar’?
- Andando aquilo tudo por lá o cara ainda fica com uma baita fome e 80% do que for consumido é nosso.
- 80%?!
- É o que tão dizendo por aí. E, não sendo jogo oficial, a gente pode vender cervejinha, caipifruta, whisky... Uma covardia! Acho que dá pra conseguir mais uns oitinho aí, o que paga o aluguel dos otários e ainda sobram uns três paus.
- Tá começando a fazer sentido.
- Começando? Rá! Você ainda não viu nada.
- Ah, é? Fala o que eu não tô vendo.
- Ainda dá pra faturar vendendo 10 minutos de Fifa Soccer por 20 Euros.
- Quem vai pagar por uma besteira dessas, se o cara joga esse troço de graça à hora que quiser?
- É, mas ele nunca jogou Fifa Soccer na tribuna de um puta estádio, e vendo o joguinho no telão!
- Mas quem vai te deixar entrar na tribuna?
- Se eu aluguei o estádio com tudo...
- Mas isso é loucura!
- Loucura nada. Cobre o custo do transporte e são mais outros três mil de sobra.
- E como é que você vai pagar os peladeiros?
- Que pagar o quê... Eu escolho uma galera boa que racha ali por perto. Uns caras ali da área em volta do estádio, faço uma seleçãozinha. Convido pra bater uma bola no Engenhão e pimba! Não precisa nem gastar com passagem.
- Isso é exploração, Biriba.
- Que exploração, que nada! Eu ofereço um puta campo de verdade, os caras vão jogar de uniforme oficial, chuteira, com juiz pra xingar e plateia pra se exibir. E ainda garanto duas latinhas por cabeça! Isso é exploração aonde?
- Você mudou, cara, virou capitalista.
- Mudei nada! Capitalismo é o sistema que rola. Se eles me dão uma mamata, eu entendo e aceito. Não tô roubando ninguém.
- Quem diria...
- Quem diria digo eu, vendo meu time comandado por esses trouxas.
- Humm...
- E acabei de ter uma ideia agora mesmo.
- Ideia?
- É. O plano 'VIP-120'.
- Que p_ é essa, Biriba?
- “Visita ‘i’ paga 120” pra jogar também.
- Como assim?
- O cara paga o dobro dos outros e compra o direito de jogar dez minutos com os caras da pelada. Botando três pra cada lado, dá pra encaixar setenta e duas cabeças num jogo. 8.500 contos só aí.
- Pagar pra jogar com uma galera peladeira do Engenho de Dentro...
- Mais respeito, meu caro! Se você não sabe, não fala. Eu conheço o subúrbio e sei que os caras batem o maior bolão. Os turistas vão ficar babando. Jogar bola com brasileiros de verdade. Povão. Turismo cultural de raiz. Você não sabe de nada! Fica aí na frente do computador, sabe o que rola nas Ilhas Fiji, mas não sabe o que tem no Brasil.
- Esse relaxante muscular tá afrouxando a sua mente...
- Faz as contas pra ver se eu não saio de lá com uns 20 mil no bolso! Isso é coisa de miolo mole?
- Putz, é mesmo. Acho que quem tem miolo mole é a diretoria.
- Chiu... não espalha, cara. Quer acabar com meu negócio?
- E os 40% do estacionamento que vai pro clube?
- Vou estacionar os ônibus na área aberta. Acha que eu vou entrar naquela poeirada nojenta e manchar a imagem do Brasil?

Saudações alvinegras!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

À torcida alvinegra


Faltou pouco para a torcida botafoguense lotar de cabo a rabo o Engenhão e talvez lotasse, se houvesse a venda online de ingressos e se a diretoria emanasse um mínimo de credibilidade para que os torcedores tivessem a certeza de que não dariam com os burros n’água, como ocorreu no Dia da Criança.

A torcida que compareceu ao estádio no domingo passado é a mesma que apoiou o time de perebas formado por uma diretoria ridícula, e o fez em diversas ocasiões. Esteve presente no jogo contra o São Paulo, colocou 70 mil no Maracanã numa final contra o Resende e superlotou o Engenhão – com uma ‘sobra’ de uns 20 mil fora do estádio – na partida contra o Avaí.

Os torcedores comuns como eu, que não fazem parte de torcidas organizadas, foram ao Engenhão em grande número num momento em que o Botafogo estava com a ponta da faca encostada na garganta. Foram assistir a um belo espetáculo de futebol (isso é uma pergunta), a uma exibição fantástica de uma equipe bem montada e confiável, um time aguerrido e brioso e formado por jogadores decisivos, com nomes de destaque, que se empenham até o último minuto de uma partida, que vestem a camisa como se fosse um uniforme de guerra e dão o sangue pelo clube que defendem? Não. Porque o time que ia entrar em campo disfarçado com camisas do Botafogo não correspondia a nenhuma destas qualidades enumeradas e nunca as terá, nem que vivam por 200 anos! E aqueles 39 mil pagantes sabiam disso.

“Então por que foram?”, perguntariam aqueles que não conhecem o torcedor botafoguense. Biriba responde: “Foram apoiar seu time de coração na hora que ele mais precisava e danem-se os pusilânimes que vestissem as camisas gloriosas. Se o recheio não é bom, que salvemos a boa massa pra uma próxima ocasião.”

O Biriba, assim como muitos torcedores esclarecidos, sabe muito bem que a imensa maioria da torcida botafoguense não gosta de porcaria, não apoia time ruim, não aplaude perebas, detesta a mediocridade.

Está provado: À torcida botafoguense não falta amor àquela estrela no escudo. A inteligência que sobra na hora de poupar energia e dinheiro em ocasiões constrangedoras e deprimentes, é a mesma que a faz gastar ambos, e com vontade, nos momentos cruciais. Mesmo quando esses momentos são inevitavelmente constrangedores e potencialmente deprimentes.

Parabéns à torcida alvinegra! É uma honra estar com vocês.

Saudações alvinegras!

Nota A: Faço aqui uma ressalva e tiro da lista de indolentes os jogadores Jefferson, Jobson, Leandro Guerreiro, Diego e Alessandro.

Nota Z: Não mencionei a inexistência de um programa de sócio-torcedor convidativo e de um sistema que facilite o acesso ao estádio, porque isso seria pedir demais para a diretoria que temos, que não consegue nem ao menos vender ingressos pela internet.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A estrela de Jóbson


Um jogo com cinco gols não pode ser considerado um espetáculo feio. Isso não implica em que eu ache que foi uma bela partida. Mas um jogo que vencemos o líder do campeonato, de revirada e com um ‘gol de artilheiro’ aos 45 do segundo tempo, mesmo não sendo uma linda partida, com certeza foi um jogo ótimo de se ver.

O sol de rachar o crânio com certeza massacrou quem esteve em campo e vale relevar uma aparente 'moleza' aqui e ali.

As tramas de ataque botafoguenses não se mostraram muito claras e as são-paulinas foram barradas pelo meio-de-campo e defesa alvinegros. Acho que as condições climáticas extremas contribuíram para que todos tivessem o desempenho individual comprometido.

O dois gols são-paulinos resultaram de falhas defensivas, enquanto os nossos foram fruto de jogadas individuais. Ou seja, nossa defesa continua um fiasco e nosso ataque depende do brilho de algum jogador.

Do lado alvinegro um dos destaques negativos foi Wellington, que em todas as jogadas contra Washington deixou seu marcador proteger a bola e virar. No segundo tempo isso aconteceu duas vezes em uma mesma jogada. No lance do primeiro gol ficou prostrado olhando o são-paulino cabecear livremente e, no segundo, ficou dançando com os bracinhos para o alto, como se dançasse ao som de um trio-elétrico.

Outro ponto negativo de nossa equipe foi Fahel, inexplicável existência no meio futebolístico. Roubou algumas bolas, mas por descuido adversário. Sua completa falta de noção tática e visão de jogo compromete a todos. No primeiro gol sofrido não marcava ninguém. Vaga a esmo durante o desenrolar da jogada e nem mesmo se aproxima de Marlos, quando este perde o lance. Sua má leitura do jogo, em conjunto com Reinaldo, deixou Junior Cesar livre para fazer o cruzamento. No segundo gol, não se desloca para o lance crítico, não ‘cola’ em Hernanes – que estava na entrada da área –, em suma, nada faz.

Junte-se a estes Alessandro, Juninho, Lucio Flavio e Reinaldo. Em ordem: por não se empenhar 200%, sendo que é a única qualidade que tem; por serem os dois amarelões que sempre serão; por ser a empulhação do ano (com o risco de uma renovação de contrato).

Leandro Guerreiro, apesar de cumprir muito bem a função de anular a origem das jogadas adversárias, mostrou-se, como sempre, deficiente nos momentos decisivos, afrouxando o combate numa jogada claramente perigosa, e que resultou no segundo gol do São Paulo.

De bom, além do empenho de todo o grupo – com destaque para de Leandro Guerreiro neste quesito –, a boa disposição tática de Diego e Renato deu consistência ao meio-de-campo, mesmo que tenham errado algumas jogadas (Renato mais do que Diego).

Jefferson continua sendo nossa garantia defensiva (uma defesa incrível), mas Jóbson foi o herói da partida. A torcida já estava fazendo muxoxo depois do atacante perder alguns lances – ai, ai, ai, torcida. Mas, frente à inexistência de tramas ofensivas, suas jogadas individuais eram o que nos restava, além de parecer ser o que o treinador estipulou para ele.

De uma ‘sobra’ deu início à jogada que resultou num golaço. Envolveu o marcador e ainda aproveitou o rebote – sorte nossa que Victor Simões fechou os olhos e errou a bola –, deixando Renato livre para marcar. No terceiro gol fez o que um ‘artilheiro’, um ‘matador’, um legítimo ‘homem-gol’ deve fazer e deixou Miranda um pouco mais distante da Copa e o Botafogo um pouco mais próximo da salvação.

Ganhamos com a raça e com o brilho da estrela de Jóbson. Salve, Jóbson!


Gol da vitória aos 45 pode levar à morte, mas aos 48 morreria feliz da vida

Nos dias que antecederam a partida de domingo estive à cata de um meio para ir ao jogo, mas não conseguia nada. Já estava psicologicamente preparado para enfrentar ônibus e trem, munido de um par de muletas. (Para quem não frequenta o blog, explico que estou me recuperando de uma fratura na perna).

Andar com muletas pode ser doloroso e, dependendo da distância, uma tortura passo a passo. A disposição para enfrentar ônibus e trem e mais a caminhada, deixava a coisa toda com jeito de ideia de maluco, mas enfiei na cabeça que tinha que ir àquele jogo.

Já tinha despistado as pessoas de casa dizendo que ia assistir ao jogo na casa de uns amigos, quando às duas da tarde toca o telefone. O sobrinho de um amigo – que estava tentando conseguir uma vaga numa dessas vans – ligou dizendo que alguém havia desistido e que eu tinha meia hora para me arrumar. Voei para o ponto de encontro e parti para o Engenhão com uma galera de jovens botafoguenses, gente muito boa.

Já no estádio, o pessoal se dispersou. A maioria ia para o setor Inferior Leste e eu queria ir lá para cima, me encontrar com o amigo Gil. Mas o elevador estava parado (!!!).

Fiquei um tempo olhando as rampas e concluí que enfrentar a subida seria heroísmo demais. Dei um jeito de me deixarem ficar lá por baixo, me esgueirando do sol no espaço reservado aos cadeirantes.

Vi o primeiro golaço do Jóbson meio que por baixo do braço de um feliz torcedor, que estava de pé, involuntariamente ‘quase’ na minha frente. Na emoção do gol, me levanto de supetão e a muleta crava no pé do sujeito, ‘quase’ involuntariamente.

Assisti ao time recuar, ao juiz acrescentar o tempo exato necessário para que o São Paulo empatasse, tendo ao meu lado um sessentão botafoguense, gente boníssima, que detestava Juninho, Alessandro, Lucio Flavio, Renato e Reinaldo, e que só gostava do Jefferson, do Diego e do Jóbson. Achei tudo muito estranho e troquei de lugar para o segundo tempo.

Fiquei no sol mesmo, porque a sombra estava descendo, ficava mais perto para xingar o Rogério Ceni (faz parte do jogo) e não gosto de proximidade com torcida alheia.

A virada veio como uma facada, mas por algum motivo eu estava muito confiante. Tinham uns flamenguistas por perto (meu ‘sensor alvinegro’ tem dessas coisas) e, por algum outro motivo, isso também parecia um bom sinal.

No meio da confusão da jogada que levou ao gol de empate eu já estava com as muletas pro alto e gritei 'gol!' antes do Renato enfiar a cabeça na bola. Passei mal com o pulo de uma perna só e voltei rápido para a cadeira, restabelecendo os sentidos.

Achava que dava para ganharmos a partida. O São Paulo perdia ótimas chances, estava com um jogador a menos, mas nossas jogadas pareciam confusas. Foi quando Juninho deu um carrinho digno de um troglodita lobotomizado, que me veio a certeza como um raio: a vitória era certa. (É bom registrar que isto não é do meu feitio).

Quando a bola sobrou para o Jóbson no mano a mano com Miranda, àquela altura do jogo, o gol não podia esperar pelo próximo lance. O herói da tarde deixou o zagueiro ‘de seleção’ dançando tipo um ‘cartoon’ e estufou a rede! Explosão total, Engenhão roncando no último volume, vdo no vermelho. Revirada! E a torcida com a expressão que deveria ser a de sempre.

Voltando à van, um camarada botafoguense, o único quarentão como eu, confessou que passou mal e teve que se deitar por um tempo, quando o juiz soprou o apito final. Contei a ele que minha pressão baixou na comemoração do gol de empate. Conversamos sobre jogadores dos anos 70 e concordamos que já estávamos numa idade perigosa para emoções muito fortes.

É certo que a carcaça já não aguenta o mesmo tranco, mas morrer ganhando é melhor.

Saudações alvinegras!

PS: Acho que o pessoal da van me considera um pé-quente, mas, pra mim, sorte é estar bem acompanhado. Salve, o transporte solidário!

(Arte 'covertida para o preto e branco': Kevin Whitlark)


quarta-feira, 19 de agosto de 2009

É vencer ou vencer?


Tudo pode acontecer numa partida de futebol, mas isso não se aplica ao jogo de hoje. Não me interessam o novo técnico, o fato de jogarmos em casa, a torcida à favor, o adversário em crise, a umidade do ar, a direção do vento, a curva do biorritmo, o momento astrológico. O que interessa hoje é a vitória. É vencer ou vencer!
. . .

Bem, espero que ninguém da comissão técnica ou algum jogador leia o parágrafo acima, porque o que o time menos precisa hoje é de pressão psicológica. É certo que a vitória é o que interesa, mas os bons resultados surgem como fruto de bons trabalhos técnicos e físicos, e de uma boa conversa durante os treinamentos, na preleção e no decorrer das partidas (aos berros!).

Os jogadores precisam estar concentrados no jogo, mas sem aquele besourinho angelical a lhes perturbar os ouvidos dizendo: “Tem que ganhar, tem que ganhar!” Se o objetivo é vencer, que se jogue com raça e determinação, mas com tranquilidade e sem atropelos. E sem perder gol feito.

É importante também que os jogadores não acreditem que o gol é uma "consequência natural do jogo", como muitos treinadores dizem por aí. De consequência natural de seja-lá-o-que-for o gol não tem nada: o gol é um fato excepcional. E, naturalmente, é o que decide uma partida.

Pontos favoráveis

- A volta de Victor Simões, que segundo previsão de Biriba, vai atuar como um legítimo ponta-esquerda. Dentro da área e nas finalizações Victor Simões é sofrível. Tomara que hoje seja diferente.

- A presença de Michael jogando como meia (está relacionado como lateral, mas acredito que vá cumprir outra função, caindo pelo meio), dando velocidade e força ao ataque, concentrando no lado esquerdo da equipe a maioria das jogadas ofensivas.

- Uma chance para ver o time jogar sem Lúcio Flávio e com um meia qualificado desempenhando sua função. Na verdade, acho que as características de Lúcio Flávio serão divididas entre Jônatas (distribuição de jogo) e Michael (último passe).

- Batista de volta à proteção da zaga. Acho que a aproximação de Leandro e Batista vai melhorar a saída de bola e o começo da transição para o ataque.

- Um novo teste para o goleiro Flávio – apesar de acreditar que o substituto do Manga (brincadeirinha) é o Luís Guilherme, que já está em idade pra ser testado entre os titulares.

- Novamente não ver Renato começando uma partida.

- A ausência de Fahel, que corresponde a uns 40% de ganho à qualidade da equipe.

* * *

A volta de Alessandro no lugar de Thiaguinho pouco muda, se é que altera alguma coisa. Acho que o lado direito vai ficar mais fechado, pra não dar chances ao azar, já que o Emerson estará jogando por ali.

Avante!

Saudações alvinegras!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Balanço de mentirinha

(Time Spiral por Strange Wax)

O volume de postagens e também o de pesquisa para alimentar as pautas deste blog diminuiu nas últimas semanas devido ao acúmulo de trabalho lá na minha casinha.

Chegou a tal ponto a disputa por tempo entre a minha vida profissional e a de blogueiro, que agora me sinto forçado a fechar por alguns dias, ao que chamarei eufemisticamente de "balanço trimestral".

Sigo com amenidades e piadas, dentro do possível e a partir de quinta-feira que vem espero que o ritmo tenha voltado ao normal.

$ $ $

Para não passar o dia em branco, farei breves comentários sobre as notícias do dia de hoje.

Notícia boa, primeiro


“Depois de treinar nesta sexta-feira com o restante do time, o atacante André Lima tem grandes chances de atuar entre os titulares do Botafogo contra o Avaí.” (Jornal dos Sports.com, 10/7/2009).

Ótimo. Um jogador tecnicamente limitado, mas que não tem o defeito de chutar justamente onde o goleiro está. E não torce pro time da Gávea, como a decepção ambulante, Victor Simões, o Hello Kitty da lagoa. Finalmente um centroavante botafoguense vestirá o uniforme mais bonito do mundo.

Técnico farsante e demagogo de verdade

(Roberto Benigni em Pinóquio)

“Acho que vai ser um jogo mais difícil. Nossa responsabilidade é maior. Semana passada escutamos de todo mundo que o favoritismo era do Atlético-MG. Tivemos maior tranquilidade. Agora já é um confronto mais estudado.” (Declarações de Ney Franco, Jornal dos Sports.com, 10/7/2009).

Ney Franco é uma farsa e um especialista em discursos bem arrumados para enganar trouxas. Antecipa uma justificativa para um possível mau resultado, na tentativa de criar a iludusão de que a equipe encontrará maiores dificuldades enfrentando o penúltimo colocado do que o primeiro da tabela. Pode até ser que o Botafogo encontre um time mais bem arrumado e inspirado que o adversário do jogo passado, mas aos meus ouvidos isso sôa como lábia de um vigarista.

Gripe da toupeira louca - "so hip"

(John Brinkley, notório charlatão norteamericano)

“O zagueiro Juninho é o sétimo jogador do time afastado por conta de uma gripe que vem tomando conta de General Severiano. Mesmo assim, Ney foi muito franco ao dizer que não está preocupado com a 'onda' do momento.” (Jornal dos Sports.com, 10/9/2009).

Segundo o gênio do futebol, Ney Frãncus, o Departamento Médico Legal do Botafogo, conhecido por sua comprovada incompetência, entrou agora em uma nova “onda”. Ficaram mais “mudernos” e estão acompanhando a “tendência do momento”, que é essa tal gripe alvinegrária. Devem estar também usando camisas bem apertadinhas e topetinho à la Juninho.

E Ney Franco "não está preocupado". Lógico: perca ou ganhe, leve o Botafogo ao rebaixamento ou não, ele não está ameaçado de perder o cargo, segundo afirma, resoluta, a ilibada diretoria que se encastela em General Severiano.

O INSS é aqui


“Teco é um excelente profissional. Fizemos um acordo em que ele aceitou uma redução de salário para continuar no Botafogo.” (Declaração de André Silva, Jornal dos Sports.com, 10/9/2009).

O Botafogo continuará pagando o salário de um jogador que veio bichado, continua bichado e que, baseando-se na declaração do dirigente, pode-se aventar que continuará fora de condições de jogo sabe-se lá por quanto tempo, senão para sempre. A boa notícia que André Silva dá ao torcedor - a redução do salário/auxílio do jogador/pensionista - deixa um cheiro no ar de que o clube está pagando uma aposentadoria por invalidez.

Assim sendo, uma vez que o clube de General Severiano parece colaborar com tanto empenho com o Governo Federal, tornando-se evidentemente um parceiro, é de se esperar - já que fez para o Coríntia - que o Presidente Lula também indique alguma empreiteira para assessorar a atual diretoria no projeto de demolição do Engenhão.

Treinar pra quê?

(clique na imagem para ampliá-las)

“Um dia após a apresentação de André Lima e Jônatas como novos reforços do Botafogo, os dois jogadores já participaram do primeiro rachão com os novos companheiros de equipe. O rachão foi disputado na manhã desta sexta-feira em General Severiano.”

- Ele falou “rachão”?
- Falou.
- Mas eles não tiveram folga na segunda e só treinaram na terça?
- Isso mesmo.
- E jogaram uma pelada na véspera do jogo!
- É...
- Cambada de @%¨$#!!!!
- Olha o nível, Biriba!
- Grrrrrrrrr

Saudações alvinegras!