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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

A jogada-fractal

(Abstract Orderism Fractal XL, por G. Stolyarov II)

No futebol – por vezes uma metáfora da vida – nos deparamos com acontecimentos que detêm em si uma síntese perfeita do todo, e que nos permitem antever os fatos ao modo de um insight. Prenúncios que se mostram incontornáveis como previsão de oráculo. No jogo de ontem houve um desses.

O jogador Andrezinho cobrou uma falta a 5 metros da linha do meio de campo. A bola foi alçada à área; uma bola alta, lenta, preguiçosa. ‘Bola rifada’, um ‘balão japonês’. O tipo de jogada que se vê, geralmente perto do final de uma partida, quando um time tenta um último esforço, em desespero, para reverter um resultado adverso, buscando no acaso o que não conseguiu por meios ordenados, durante os 90 minutos em que buscou aplicar algum tipo de método racional. No entanto, na tarde de ontem, a equipe treinada por Oswaldo de Oliveira se valeu deste expediente aos 25 minutos do primeiro tempo (!!!).

Estava ali, diante de todos os que acompanhavam a partida, a ‘jogada-fractal’. Não era preciso mais nada, nenhuma pista adicional, nem mesmo um milionésimo de segundo dedicado a profunda reflexão, para se concluir, com certeza, que o repertório do Botafogo sob Oswaldo de Oliveira é uma ruminação de grunhidos. E a mediocridade se desdobrou repetidamente, como esperado – ou previsto –, por mais 70 minutos torturantes.

Estou longe de conhecer os pormenores do contrato do atual treinador com o clube, mas me permito afirmar que, seja qual for o valor da multa rescisória, a dispensa de Oswaldo de Oliveira é, sem dúvida alguma, o melhor investimento a curto prazo que o Botafogo vislumbra neste começo de temporada. Pois o elenco tem potencial para avançar além da pasmaceira exibida ontem à tarde, pasmaceira que os ‘fractais futebolísticos’ indicam ser a tendência, caso não haja mudança no comando técnico.

É importante notar que a maioria dos torcedores botafoguenses já percebeu que as qualidades de Oswaldo de Oliveira estão aquém das do grupo contratado e já se manifestou, ironicamente, gritando o nome de El Loco Abreu (leiam aqui um excelente texto sobre o assunto). Ou seja, Oswaldo definitivamente não “está no meio de nós” – Amém!!! –, apesar da presença física.

Falo por falar, talvez, pois sei há muito que pode tratar-se de uma ilusão esperar decisões ágeis e acertadas da atual diretoria, que tem apreço por delongas. Espero que neste caso não fiquem a observar impassíveis mais um fracasso regional e os vários prováveis fiascos subsequentes – o passado recente comprova – para, só então, quando não houver mais chance de um recobro, “aceitar” o “pedido de demissão” do treinador medíocre do momento e ainda louvar o “‘excelente trabalho’ prestado ao clube”, contribuindo mais uma vez para o constrangimento de uma torcida apaixonada, porém entristecida pelas recorrentes provas de inércia do presidente Assumpção e sua cúpula.

Mas a esperança ainda vive...

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos: Bangu 0 x 0 Botafogo]

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Estreia 2013

(a partir de foto de Celso Pupo/Fim de Jogo)

Até agora eu não havia tido tempo para escrever que a primeira etapa do Botafogo foi boa, apesar do fraco futebol apresentado pelo Duque de Caxias. Não sinto muito por isso, até porque, há de se convir, apesar da superioridade evidente no meio campo nossos gols surgiram a partir de jogadas ensaiadas de bola parada e de uma sobra na entrada da área. Quero dizer com isso que a falta de triangulações de ataque mais efetivas e um maior poder de penetração me incomodam, e isso não é de hoje.

O que a demora em escrever me deixou um pouco chateado foi por não ter podido elogiar mais cedo o estreante Gilberto, que é a melhor surpresa do ano até o momento. Com Márcio Azevedo e o reforço da base, as laterais tomam jeito de ponto forte.

Gilberto foi corajoso e ousado, arriscou e acabou acertando a grande maioria das tentativas. Sabe cruzar, foi bem na marcação e tem visão de jogo – se colocando bem para formar a linha de impedimento. Além disso mostrou seriedade, sem nem um pouco de formalismo burocrático maçante.

(a partir de foto de Thales Soares/Globoesporte)

Sobre outro estreante, digamos que a furada na cara do gol foi espetacular. Mas seria injusto avaliar o Henrique justo por um erro, mesmo que bizarro, pois a bola pouco chegou – talvez isso confirme minha observação anterior sobre a objetividade da criação no campo de ataque.

O excelente futebol do Lodeiro – que era uma das “promessas” da seleção quarta colocada da última Copa do Mundo e que hoje é “realidade” – não foi novidade para mim, que o considero titular absoluto, sem ninguém fazendo sombra no elenco atual.

Andrezinho, sempre cadenciando o jogo e sortudo toda vida, é um dos melhores jogadores do futebol brasileiro para segurar resultado favorável no segundo tempo. Fellype Gabriel é o motorzinho super inteligente de sempre, mas com aquele joelho que o diabo beijou. Exemplo perfeito de falta de sorte – nossa e dele.

Renato parece ter ficado para a história. Marcelo Mattos me agrada, mas com restrições. Prefiro o Gabriel, pois MM falha em momentos cruciais e parece que ou não consegue girar para a direita ou é da patota do Lucas (leia-se: Eduardo Uran). Sendo uma coisa ou outra, volante que falha em jogada não forçada, não gira ou pertence a ‘panelinha’ não pode barrar um jogador como o Gabriel, que é o contrário disso tudo.

A zaga com Antonio Carlos será sempre fraca, mesmo contra times de menor investimento. Mas sobre nossa defesa, o mais importante para atingirmos algum sucesso em 2013 é que o recém contratado Bolívar nunca mais tente uma firula grotesca como a daquele lance para lá de histriônico, pura máscara. Peço a todos os botafoguenses e às mães e avós de alvinegros – mesmo as de outra bandeira, porque mandinga de mãe e avó é muito poderosa – que roguem em qualquer fé ou crença para que o Bolívar seja o jogador do gol, da boa colocação e dos desarmes precisos, jamais o último-homem-tentando-passe-de-letra-na-meia-lua, ao feitio de zagueiro não confiável. Vamos combinar o seguinte: o Bolívar esquece o salto alto nos bastidores da noite da estreia e nós fingimos que não vimos o brilho do scarpin. E caso abafado.

As contusões em primeiro jogo preocupam, mas poderão dar espaço para as voltas de Jadson e Dória, o que é bom.

Super Jefferson, obrigado pela estadia continuada.

Apesar do meu incômodo em ver um time com Lodeiro e dois laterais ofensivos somados a uma série de meio-campistas no mínimo razoáveis não criar muitas articulações de ataque bem definidas e nitidamente provenientes de bom treinamento, o time parece ter potencial para crescer. Que não seja o “suflê” dos últimos anos.

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos: Botafogo 3x 0 Duque de Caxias]

sábado, 19 de janeiro de 2013

Cuidado com a carteira!!!


O presidente da Comissão de Arbitragem da FFERJ, Jorge Rabello, declarou o seguinte:

“As pessoas, a mídia, os dirigentes e os técnicos, assim como têm uma paciência incrível com jogadores jovens, precisam também entender que às vezes está ali um árbitro jovem, que vai errar. Infelizmente, sofremos com essa incompreensão. Quando um jogador mais novo erra, todos entendem. ‘Subiu agora dos juniores, é novo, vai aprender’. O árbitro, todos já querem que seja um Carlos Eugênio Simon, um Marcelo de Lima Henrique, logo no início. E não funciona assim. Assim como um técnico precisa botar um jogador em campo para saber seu potencial, nós temos que escalar o árbitro. Infelizmente, uns irão seguir e outros não, assim como acontece no futebol.”

Eis o ‘apito’ inicial...

Saudações botafoguenses!