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quinta-feira, 1 de setembro de 2011
A primeira prova
Enfrentamos um adversário bem posicionado na defesa, com um meio de campo bem organizado, um ataque insinuante, com bom preparo físico e jogando com raça e determinação.
Agora sim, podemos dizer que enfrentamos um oponente competitivo, pois era um time que estava na nossa cola e que vinha de uma vitória sobre o líder da competição.
Agora sim, poderia concordar com o Abreu, se ele dissesse que o que fez a diferença foi o futebol, como disse ao comentar a vitória sobre o Fluminense. Porque o Palmeiras jogou tudo o que podia e o que sabia, mas o Botafogo dominou as ações e neutralizou todas as tentativas do adversário, que em momento nenhum ‘gostou’ do jogo.
A chuva não vingou e a superioridade técnica do Botafogo não foi afetada pelo mau tempo.
Como as articulações de ataque ainda não estão funcionando como o esperado, a vantagem inicial veio através de bolas paradas. E – quem diria? – o cruzamento à meia altura, que tanto me irritava, quando radicalizado levou ao segundo gol, em um tipo de jogada extremamente perigosa: o cruzamento rasteiro por trás da defesa. Isso é boa ideia, meus parabéns.
E – mais uma vez ‘quem diria?’ – o mesmo Herrera que não conseguiu impedir o gol adversário na partida anterior, ontem fez o dele, justo em uma jogada aérea.
Pude notar o esboço de algumas jogadas ensaiadas e o segundo gol foi além de um traçado inicial.
Aproveitando o avanço do adversário, decorrente da desvantagem no placar, uma roubada de bola de quem está com a faca entre os dentes, um lançamento perfeito para arrancada espetacular de Maicosuel, mais um gol e... “ÔÔÔÔÔÔÔ, MAICOSUEL VOLTÔ!!!”
(Sobre a frequência – e não ‘ausência’ – do público, estiveram presentes 9.729 torcedores, em uma quarta-feira chuvosa, no último dia do mês, em um jogo marcado para as 10 da noite e em Engenho de Dentro. Ou seja, respeitem o torcedor botafoguense!).
A subida de produção do time parece estar estreitamente ligada à de Maicosuel e a melhora no rendimento da equipe sempre é notada instantaneamente, quando a presença de Lucas não está submetida a nenhum processo de revezamento – é pública a origem do segundo gol.
A defesa esteve bem postada e coordenada e o sistema tático defensivo fechou as laterais com inteligência, sempre com um homem na sobra – agora sim, em um estilo ‘europeu’. Fábio Ferreira largou os diazepínicos e foi circunspecto. Esse é o FF que queremos, poxa! Gustavo teve bom desempenho, fez o dele e comemorou de forma super inusitada, bem à Botafogo.
Mais uma vez a equipe mostrou que pode superar uma má atuação de Cortês.
O meio de campo continua sendo fantástico, o ponto de equilíbrio do time. A dupla Renato/Marcelo Mattos é nota 10! (A propósito, aquela matada de bola do Renato junto à lateral...).
Elkeson foi o rolo compressor de sempre, mas sem o gol. Sei que é jovem, está embalado e feliz da vida – com razão e que aproveite, porque nós estamos aproveitando! –, mas quando a reta final se aproximar, precisaremos dele 100% sem firulas.
El Loco sabia o que estava fazendo quando saiu para comemorar com os reservas, no lance do gol do Lucas. Acredito que El Loco anda fazendo muito mais do que jogar e influenciar no fortalecimento do aspecto psicológico do grupo. Acho que está trabalhando em outro setor, este aqui.
Errei quando disse que os elencos do Botafogo e do Palmeiras eram parelhos: o Botafogo tem elenco superior, tanto mais quando o adversário não conta com Valdívia e Kleber. Mas acertei ao afirmar que o jogo de ontem seria um ótimo experimento para avaliar o potencial do time.
Caio Júnior está trabalhando bem para queimar minha língua e a do Biriba. Não somos faquires, mas garanto que não está doendo nada.
Saudações botafoguenses!
PS 1: Caio entrou muito bem na partida.
PS 2: Felipe Menezes entrou só para garantir que Jefferson poderia ter jogado com luvas de pelica ou de lã ou de látex, ou mesmo sem luvas.
[Link para os melhores momentos: Botafogo 3 x 1 Palmeiras]
domingo, 28 de agosto de 2011
A Virada
Encostamos de vez na parte de cima, é verdade. Mas, mesmo adorando ver o El Loco usar a imprensa a nosso favor e inflar a auto-estima do grupo, não concordo que foi ‘o futebol’ em si. Foi na raça mesmo e contra um adversário combalido.
Por continuar achando que a evolução tática está estacionada, credito a melhora no desempenho da equipe à recuperação gradual de Maicosuel, associada à chegada de Renato, à volta de Abreu e, ultimamente, à providencial redefinição da palavra ‘revezamento’, vendo Lucas como titular nas duas últimas rodadas do Brasileiro.
É óbvio que um só jogador não vence uma partida, mas não posso deixar de registrar que
Um problema que parece não ter solução é a forma como as bolas são cruzadas para a área, perfeitas para um anão de jardim, mas com destino a um atacante de 1,93m.
Não sei o que leva alguém a escalar o Herrera como marcador do principal atacante adversário em lances de bolas alçadas à área, mas sei que deu no que deu.
Felizmente contamos com Elkeson do nosso lado e Márcio Rosário também, mas infiltrado em terreno inimigo. As contratações do Elkeson e do Renato são as melhores que o Botafogo fez desde a vinda do El Loco Abreu.
Depois de uma conclusão ruim e de uma decisão inexplicável de não passar a bola para o Herrera livre no meio – na primeira tentativa do Márcio Rosário em nos beneficiar –, El Loco arranca, deixa Lucas em ótima condição e o novo sentido da palavra ‘revezamento’ é a alegria da torcida alvinegra, além de garantir a virada de jogo.
Só não entendi o Abreu sair vibrando em direção ao banco, com o Lucas deixado de lado, meio cabisbaixo. Tomara que El Loco saiba o que está fazendo, o que até hoje tem provado ser verdade.
Em uma jogada aos 15 do primeiro tempo, em que chutou cruzado, e no lance do primeiro gol, ficou claro – para mim – que Elkeson deveria ser nosso segundo atacante. Aos 17 do segundo tempo me veio a certeza de que as titularidades absolutas de Cortês e Herrera são um erro. Aos 41 da mesma etapa ficamos em desvantagem numérica na defesa, o que é imperdoável – sorte nossa que o Fluminense atravessa uma péssima fase.
Caio Júnior não é um sonho, mas acertou ao colocar Felipe Menezes. (Eu lançaria o Alex para segurar os avanços dos laterais e tentar liquidar de vez com o jogo. Mas não sou técnico de futebol, sou torcedor).
Jefferson: perfeito no bloqueio à escapada do principal atacante adversário;
Lucas: é uma prova de que o Houaiss está certo em acompanhar a dinâmica da língua pátria;
Antonio Carlos: seguro, praticamente anulando o principal atacante adversário;
Fábio Ferreira: poderia tentar ser mais circunspecto e evitar o narcisismo;
Cortês: esteve péssimo, mas a equipe conseguiu superar essa deficiência;
Marcelo Mattos: incansável, concentrado, jogando simples e com ótima visão de jogo;
Renato: como sempre, dando aula de futebol;
Elkeson: tem sido a garantia do leite das crianças;
Maicosuel: aos poucos volta a boa forma (poderia ser mais rápido na troca de passes);
Herrera: com a raça de sempre e errando tudo, como vem acontecendo ultimamente;
El Loco: garçom de luxo;
Felipe Menezes: entrou para diminuir o ritmo e cumpriu com a tarefa;
Gustavo: Não teve tempo e nem trabalho;
Cidinho: entrou quando não poderia fazer mais nada e quase fez.
A vitória foi indiscutível, mas poderíamos ter sofrido menos, se as conclusões estivessem mais apuradas, as jogadas de ataque fossem melhor articuladas e se a defesa fosse menos desatenta e mais coordenada.
Agora é torcer para que o São Paulo perca e todos os outros empatem, para virar a página da tabela no G4.
Saudações botafoguenses!
PS: Cada qual com sua religião, sua cosmogonia; não me importo. O que me incomoda é quando ostentam uma suposta ligação com o divino e deixam o cotovelo no rosto de um adversário, em uma modalidade esportiva que nada tem a ver com isso.
[Link para os melhores momentos: Fluminense 1 x 2 Botafogo]
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Alerta vermelho
Mesmo estando em um ambiente onde não pude acompanhar a partida com muita atenção, vi o essencial: a primeira defesa do goleiro adversário aconteceu aos 46 do segundo tempo.
Poderia parar por aqui, pois esse fato é o melhor resumo do desempenho do time do Botafogo na noite de ontem, além de eu ter muito pouco a acrescentar ao que ando dizendo há 14 rodadas. Mas, em respeito à boa vontade dos meus três leitores, vamos lá.
Caio Júnior disse: “Posse de bola não ganha jogo”. Bem, isso é o óbvio que ele confessa que não via e que a torcida finge que não enxerga; o mesmo que a diretoria insiste que é bom de ser exibido e os adversários adoram assistir. José Mourinho sabia muito bem disso quando foi campeão europeu comandando a Inter de Milão, mas Caio Júnior, mesmo dizendo que sabe, fala a respeito do que não conhece. Eu já disse em outra postagem que temia que Caio Júnior conhecesse ‘parte do riscado’, mas agora me dei conta do tamanho dessa parte: um tiquinho.
Tirar Marcelo Mattos da partida – nosso esteio defensivo – só não levou a uma goleada porque o técnico do Figueirense é inteligente, conhece as qualidades e limitações de seu elenco – muito bem coordenado, diga-se – e optou por fechar seu time frente a um adversário sem nenhuma jogada consequente de ataque.
(uma pausa para Caio Júnior)
***
Contrário à maioria da torcida, penso que Cortês é um jogador mediano, ao passo que considero Márcio Azevedo um excelente lateral. Dito isso, aponto aqui duas falhas pontuais – e fatais – na partida de ontem. 1) O primeiro gol adversário se originou em uma falta desnecessária de Cortês, erro de principiante. 2) O combate ao jogador que (não) sofreu o pênalti foi feito de forma bisonha, uma vez que Cortês se posicionou entre o adversário e nosso campo de ataque, ao invés de entre o jogador e nosso gol. E – um ‘brinde’ – eis uma falha bônus: a bola atrasada à la Márcio Theodoro, que dispensa comentários.
Márcio Azevedo é muito melhor (mas muito, mesmo!) no ataque e na defesa, cruza melhor, tem melhor passe e visão de jogo mais ampla.
Vou parar de ficar dando moral para um jogador – promissor, inclusive –, se em troca acabo respaldando os negócios do empresariado futebolístico que vive atracado à carótida do Botafogo.
Márcio Azevedo já!
***
(de volta ao Caio Júnior)
Recomendar jogadores como Felipe Menezes e, principalmente, Alexandre Oliveira me deixaria, a princípio, em dúvida se é façanha de um míope futebolístico ou um ‘articulador de bastidores’. Mas quando Caio Júnior escala esses jogadores em uma partida em que estamos perdendo – ou em qualquer partida, não vou poupar gasolina! – tendo Alex e Cidinho no elenco, a dúvida se transforma na certeza de que Caio Júnior é um ‘articulador de bastidores’.
(mais Caio Júnior)
A maioria da torcida considera Alessandro um péssimo jogador. Sendo ruim ou não, o Alessandro estava jogando, na noite de ontem, o mesmo futebol que joga há quatro temporadas no Botafogo. Se o treinador achou que Lucas seria a melhor opção para o segundo tempo sem que o titular estivesse fazendo algo diferente do que sempre faz, a lógica me leva a acreditar que Lucas está na reserva por motivos no mínimo absurdos.
Agora, fugindo ao mérito dessa questão, creio que substituir um jogador no intervalo para colocar outro de mesma especialidade, sem que o substituído esteja apresentando alguma variação em seu desempenho usual, convenhamos, é uma atitude de um tremendo... deixa pra lá. Além de mau técnico, Caio Júnior dá ares de ser mau em algum aspecto de sua personalidade.
Saudações botafoguenses!
[Link para os melhores momentos: Figueirense 2 x 0 Botafogo]
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