sábado, 14 de junho de 2014

Temos craque, não temos técnico

(Foto: Jorge Aguiar)

Pra melhorar, o Brasil precisa mudar (pré-candidatura? huam...). Esse futebolzinho mequetrefe da estreia, sendo assim, podem esquecer a taça.

Essa seleção da cbf finge que só conta com um talento individual e a mídia inventa que o melhor que o mingau de território Tupi produziu são esses 11 que saem jogando.

No meu time saem Daniel Alves, Paulinho, Hulk e Fred, Scolari e Parreira, entram Maicon, Ramires, William, Jô, João Saldanha e Didi.

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De Carrossel à Moinho Holandês. A Espanha triturada. Acachapante! Achei o placar excepcional, apesar de não deixar dúvidas.

Que estão bem preparados, têm um técnico de alto nível (coisa que a seleção da cbf não tem) e vieram com a faca entre os dentes, isso não se discute. Sabemos que estão voando. Falta saber a quantidade de combustível que carregam nas asas do avião movido a caipirinha.

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O Chile, parecia que ia, não foi.

Os chilenos quase se complicam diante da fraca mas aguerrida Austrália.

Botei a maior fé em Aránguiz, Valdívia, Vargas e Sanches, mas o jogo perdeu a graça: quando achava que o Chile tinha tudo pra dar o troco na Espanha: nada.

[Corte time travel: Há quatro anos perderam de 2 x1 jogando com dez desde o primeiro tempo e estavam dando o maior sufoco nos espanhóis até tomarem o primeiro, uma pixotada do presepeiro goleiro.].

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Será que já rolou de o primeiro gol de uma copa ser um gol contra? Isso não entra pro Guinness por ser um feito negativo, porque insuperável não é: pode perder 1) pro relógio, 2) quantidade na mesma partida, 3) quantidade na competição. (não vêm ao presente caso os critérios de desempate)

Seja como for, o Marcelo é um dos melhores laterais por aí e não teve culpa no lance.

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O goleiro da Croácia é um frangueiro. Fosse o Jefferson, empate garantido. E isso porque o Jeff tem o péssimo hábito de escolher canto em cobrança de pênalti.

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Quem vaia o Diego Costa é o mesmo pessoal que aplaude o Scolari e o Parreira. Os contraditórios por conveniência, ignorância ou ___________.

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Um amigo escreveu o seguinte no face:

“O cara que pagou milhares de reais por ingresso, camisa, cerveja superfaturada, figurinha e, ao chegar ao estádio, puxa coro de EI DILMA VAI TOMAR NO **, definitivamente não entendeu nada”.

E o outro, que compartilhou o recado, comentou:

“A elite brasileira nunca me surpreende... nunca... só fica comprovado que o governo tem que investir em educação mesmo... rsrsrs”

De longe mas em boa companhia.

Saudações botafoguenses!

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Os Grupos - o ‘grupo’

É hoje. Tem jogo do Brasil e tal... Pra cima deles, Verde-Amarelos!!!

(Imagem: A Clil to Climb)

À primeira olhada fiquei surpreso com a composição dos grupos da primeira fase. Desconhecia os critérios aplicados ao sorteio, mas, fossem quais fossem, me pareceu não pertencerem a nenhum universo conhecido – pelo menos dentre os universos que eu conheço.

O título de uma matéria que fala sobre o assunto (aqui), publicada antes do sorteio, já afirma que ele beneficiaria a França. Não deu outra.

Não vou entrar no mérito da formulação dos critérios escolhidos (até porque o próprio secretário-geral da FIFA, Jerome Valcke, afirmou que “Não é fácil de explicar, mas espero que todos entendam no fim.”), vou direto ao resultado. Pois bem:

Bósnia, Irã e Nigéria (Grupo E); Equador, Honduras e Suíça (Grupo F). Alguém arriscaria dizer que uma dessas seleções tem estofo pra ser considerada uma “segunda” cabeça-de-chave? A França com certeza se deu muito bem – como deduziram os jornalistas responsáveis pela matéria. E a dificuldade (facilidade?) que a Argentina enfrentará pra avançar às oitavas como primeira colocada vai depender da Nigéria, uma eterna incógnita, com seu histórico de picuinhas e vaidades, “panelinhas” e problemas extracampo. Tomara que os nigerianos embalem e provem que ser campeão africano seja algo relevante no cenário mundial – mesmo cansado de seguidas frustrações, ainda deposito esperanças nos nigerianos.

Juntar Inglaterra, Itália e Uruguai no mesmo grupo é avacalhar com a “competição”. São sete títulos mundiais em uma só chave! Resta saber quem NÃO TEM “cara” de cabeça-de-chave aí. Seria o país semifinalista de 2010, o que já venceu 4 mundiais ou o inventor do futebol?

Apesar de achar que a Rússia e, principalmente, a Bélgica são amplamente superiores à Coreia do Sul e à Argélia, não as considero cabeças-de-chave no sentido “clássico”, mesmo levando em consideração a boa fase de ambas. Que trocassem uma das duas últimas por qualquer uma das três ex-campeãs mundiais do Grupo D. A história (clássica) do futebol mundial iria agradecer, mas já era. (E para alívio dos brasileiros, o Uruguai encurralado logo de saída).

Outra solução para a trapalhada do Grupo D estaria no Grupo C. Existe alguma seleção que possa ser considerada cabeça-de-chave por ali? Se fosse uma prova de múltipla escolha, acho que todas as opções estariam erradas. Passando qualquer uma das 4, nada pode ser considerado uma surpresa. Colômbia, Costa do Marfim, Grécia ou Japão não serão zebras: zebra é o outro equino pintado de listras, o sujeito que inventou o “critério”. Meu chute: a Colômbia avança.

Espero que a falta de critérios “conservadores” leve a resultados inusitados além da composição esdrúxula dos grupos.

Torcendo muito para a Colômbia desbancar um “grandão” nas oitavas; e que o Uruguai rompa o curral.

Saudações botafoguenses!

quarta-feira, 11 de junho de 2014

À FIFA, com amor

(A partir de imagem do game Monster Warlord)

Começa amanhã a Copa do Mundo de 2014, a Copa que vai ter o “Não vai ter Copa”.

Aconteça o que acontecer, sejam mega manifestações rechaçadas pelo aparato policial através de balas de borracha, gás, spray de pimenta e cacetadas à esmo – o de costume – ou mini manifestações de torcedores e seus humorados cartazes do tipo “VAI TER COPA, MAS EU PREFIRO COZINHA”, o fato inescapável é que tudo indica que teremos uma quantidade enorme de jogos espalhados pelo Brasil... e que o país vai parar.

Tudo bem, “parar” pode ser um exagero. Mas mesmo que não seja uma freada brusca, clássica de motorista de ônibus “arrumando a carga”, o ritmo dos negócios vai diminuir para aqueles que não têm empreendimentos diretamente ligados ao evento – a maioria da população, eu incluso. Ou seja, aos empreendedores excluídos dos negócios “padrão FIFA” nos resta ficar “meio de férias” ou, pior, “meio sem trabalho”.

Menos raiva para aqueles que, da mesma forma que eu, não pretendem (ou pretendiam) vender produtos nos arredores dos estádios ou lucrar com as aglomerações em torno dos telões, coisas do gênero. Apesar de ser um calo alheio, me apoquenta a interdição das atividades dos ambulantes e dos comerciantes locais: os primeiros, “barrados no baile” e os últimos, temporariamente “desapropriados” de suas posses, por estarem proibidos de abrir seus estabelecimentos em dias de jogos(!!!).

A FIFA (Federação de Ilicitudes e Falcatruas Atrozes) conseguiu, sob o beneplácito do governo brasileiro, instaurar um regime de exceção em tempos de democracia. Fabuloso!

Pelo lado positivo, acredito que a ingerência da FIFA revela quem somos, ao colocar o brasileiro no “seu devido lugar” (ou no lugar que merece): fora da própria terra.

Aviltando Rita Lee: “Mas nada disso importa/Vou abrir a porta/Pra você entrar/Calar minha boca/Até me expulsar/É gol!!!

Saudações botafoguenses!

PS: Vou comentar a Copa (mas do jeito que der...).

PS 2: Cadê o meu ingresso pra final?! :-(