quarta-feira, 30 de abril de 2014

Salvador, não: Sheik

(Foto: Vitor Silva/SSPress)

“Cada um tem sua responsabilidade, não sou salvador da pátria. (...) Cada um que entrar em campo tem que dar sua parcela. Não tem essa de ser referencia. É futebol, não é tênis. (...) Quando individualiza, não funciona. Não vejo futuro quando a palavra ‘eu’ entra, vejo futuro quando entra a palavra ‘nós’.” Declarações de Emerson ao UOL Esporte.

Nada a acrescentar.

Saudações botafoguenses!

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Botafogo 2 x 2 Internacional

Brilha o Sheik – Mancini, O Vizir Sagaz

(A partir de Bedouin Warrior, University of Newcastle/Flickr)

De início dois acertos, um erro “por inversão” e uma insistência equivocada.

Mancini acertou nas escalações de Emerson e Zeballos, mas errou ao inverter a substituição na lateral.

Acredito que o que deveria ter sido feito seria substituir um Júlio César em péssima fase por Junior César, ao invés de trocar a força, o chute, a raça e a visão de jogo do Edilson pelo perfil burocrático do Lucas.

Além disso, Lodeiro não vem jogando absolutamente nada desde o Carioca do ano passado e piorou este ano. Uma titularidade absoluta imperdoável, uma tortura de 90 minutos jogo após jogo, amenizada pelo indiscutível empenho. Até quando? Haja paciência... ou coração.

Durante o intervalo, um acerto somado a um acerto “incompleto”.

Mancini foi bem ao colocar Junior César e a entrada do promissor Daniel é sempre uma tacada certeira. Mas o que poderia ser um acerto por completo foi comprometido, pois abriu mão das finalizações, cobranças de falta e visão de jogo de Jorge Vagner para deixar em campo Lodeiro e seus erros de passe bisonhos e finalizações interplanetárias. (Coloco em questão esta última colocação, pois perdemos em técnica, mas ganhamos em força e fôlego no meio de campo).

No entanto, ao acionar Edilson, Mancini acerta na mosca em duas frentes: 1) sacou Airton já perigosamente “amarelado”; 2) criou uma novidade interessante com a “invenção” de Edilson no meio, mudança que se mostrou efetiva, chegando a um empate com claríssima participação do novo técnico.

A articulação defensiva continua péssima como um todo, apresentando o mesmo desempenho amadorístico que foi a tônica desde o começo da temporada. E mais gols com bobeadas: a “viradinha” infantil do Júlio César no primeiro; a “furada” do Lucas somada à “sei-lá-o-quê” do Bolívar, à patinada do Dória e à displicência do Júlio César (mais uma participação infeliz) no segundo.

E o Sheik Emerson calou minha boca. Fez toda a diferença, superando dois zagueiros ao aproveitar um balãozinho maroto do Lucas e fazendo o cruzamento mortal que levou ao empate. Fora a raça...

Os jogadores deixaram de lado as apáticas exibições de 2014 numa partida em que mostraram muita garra, honrando o compromisso que têm com o clube. Resta saber se a diretoria vai honrar o compromisso que tem com os jogadores.

Nota: A escalação do Lucas pode ser decorrente da influência que seu empresário, Eduardo Uram, tem dentro de General Severiano, ou uma forma de coibir disciplinarmente o recorrente comportamento desequilibrado do Edilson, ou mesmo um “jeito” pra testar o lateral no meio de campo. Seja por um, pela combinação de alguns ou pelos três motivos, deu certo.

Nota 2: A manutenção do Júlio César pode ter sido a forma que Mancini encontrou pra barrar de vez o Júlio. (Uma pena que o Júlio César não esteja rendendo absolutamente nada e comprometendo de forma determinante alguns resultados, pois tenho grande admiração por seu futebol).

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos: Botafogo 2 x 2 Internacional]

domingo, 27 de abril de 2014

Sheik Emerson - versão 2014

(a partir de foto de Sean Gallup/Getty Images)

Pela fisionomia descontraída imagino que nosso novo homem-gol esteja feliz da vida por defender o escudo que carrega no peito.

A seca de gols é de 36 partidas?!

No domínio da matemática isso indica que a probabilidade de que ele faça um gol aumenta conforma aumenta a escassez. Já no âmbito da sabedoria popular (distorcida): “De onde menos se espera, é dali mesmo que não sai nada”.

Na torcida pra que a ciência vença o dito.

Saudações botafoguenses!

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Mestre e servo

(Terence Rigby (Pozzo) e Richard Dormer (Lucky) em Esperando Godot)

Lendo por aí, aprendi que o empresário Eduardo Uram emprestou dinheiro ao Botafogo pra “manter salários em dia” (está aqui).

Já andava furioso por saber do quadro de falência ao qual a atual diretoria levou o Botafogo, mas me espanta e também intriga o fato de andarem recorrendo a empréstimos de fontes atípicas.

Ora, Eduardo Uram é um homem de negócios que usa seu capital para gerar lucro, ou seja, ninguém no mundo vai me convencer que o empresário tenha emprestado dinheiro pra satisfazer um impulso filantrópico íntimo. Além disso, por se tratar juridicamente de uma “pessoa física”, portanto diferente de uma instituição financeira habilitada legalmente a praticar empréstimo mediante pagamento de juros, Uram estaria cometendo o crime de agiotagem, caso se metesse com esse tipo de operação.

Como é sabido que o empresário uruguaio não é um ingênuo, o que exatamente estaria sendo oferecido a Uram em compensação pelo empréstimo?

Garanto que não é um título de sócio honorário, nem uma promessa pra fazer parte da turma da praia. A não ser que a turma da praia seja uma entidade que visa ao lucro.

Saudações botafoguenses!

domingo, 20 de abril de 2014

São Paulo 3 x 0 Botafogo - começamos mal, mas temos técnico


Quinze minutos de intervalo foram suficientes para Mancini fazer o Botafogo jogar muito melhor do que o time treinado durante 3 meses pelo Eduardo Húngaro. Pelo menos isso.

O início do segundo tempo criou uma esperança que durou pouco. Pena.

Todos os gols foram fruto de bobeadas: 1) um erro na saída de bola e mais uma falha do Dória; 2) descaso do Wallyson; 3) um cochilo geral na escapada do Ganso.

Tive vontade de desligar a TV quando o Mancini resolveu trocar o Edilson pelo Lucas – o técnico acertou em cheio nas mudanças do intervalo, mas essa eu não entendi. A minha esperança era um chute do Edilson, que tinha sido a única conclusão “profissional” até aquele momento. O resto foram petelecos bisonhos e bolas isoladas de forma ridícula. Eu entenderia se fosse do outro lado, porque o Julio não vem produzindo nada e ainda compromete na defesa.

Por falar de pouca produção, o Lodeiro erra muito mais do que acerta e conclui como um verdadeiro pereba. O chute ridículo no primeiro tempo deu vontade de me entregar à cachaça e desistir da vida. O futebol do Lodeiro acabou junto com o Carioca do ano passado.

É, o Mancini vai ter trabalho. Meu pitaco: troca o Lodeiro pelo Bolatti e arruma um lugar pro Zeballos.

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos: São Paulo 3 x 0 Botafogo]

Começou mais uma


O estigma do casmurro paranoico que atribuem ao botafoguense cola porque os goebbelianos midiáticos insistem em transformar o futebol e um telecatch para as massas e fazem hora extra nas redações, na tentativa de fazer do Botafogo um “escada” dos times que eles pretendem vender como boa coisa. Na verdade transformam em lixo tudo aquilo que promovem.

Mas o botafoguense é antes de tudo um forte e não esmorece. Mostrou isso na campanha da Libertadores, uma campanha que revelou a distância que existe entre a qualidade da torcida e a da atual diretoria, quando ficou provado que o Botafogo tinha torcida mas não tinha time – dá uma olhada aqui.

Lendo por aí pude constatar que alguns jornalistas esportivos já apontam o Botafogo como candidato ao rebaixamento (a prova de que não estou inventando coisas está aqui). E o campeonato ainda nem começou! Isso é uma das muitas provas de que não é paranoia achar que existe um ataque real à imagem do nosso clube, com a intenção de afastar a torcida do time. Esforço inútil, já que está mais do que provado que somos imunes ao veneno.

Vamos de técnico e comissão novos, atacante novo, e a velha e boa torcida, renovada pela experiência da Libertadores. E o Bolívar voltou, né?

***

A comissão técnica que foi dispensada era de auto nível. Todos sabem disso. Mas Vágner Mancini vem de uma campanha no Brasileiro em que seu time superou todas as limitações técnicas do elenco através de um excelente preparo físico. Ou seja, se os jogadores não ficarem no chinelinho, a turma do novo treinador sabe o que fazer pra deixar o elenco bombado.

Sobre o novo atacante Sheik Emerson, desejo boa sorte a nós, porque sorte é tudo o que não falta a ele, que foi vencedor em todo canto onde jogou. E não vive debruçado na sorte: o sujeito tem qualidade.

Estreia contra o time da cartolagem, contra a imprensa imunda e a massa de fantoches imbecilizados por ela.

É torcer ou torcer. O resultado... isso depende do que o dinheiro mandar.

Saudações botafoguenses!

terça-feira, 15 de abril de 2014

Canoa furada

(a partir de foto de Alexandre Loureiro/Lance)

Em resposta a declarações do presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, o ex-presidente Bebeto de Freitas escreveu o seguinte texto no blog do jornalista Renato Mauricio Prado:

“Renato,

Gostaria de agradecer a primeira oportunidade de falar, no Rio de Janeiro, sobre o Botafogo, pois há alguns anos, por motivos particulares, afastei-me do esporte como um todo.

Antes, porém, de adentrar no mérito da questão, não posso deixar de comentar as situações levantadas pelo atual Presidente do Botafogo e que causaram em mim tremendo espanto por sua falta absoluta de compromisso com a verdade.

A primeira deve-se a afirmativa feita pelo Ilmo. Sr. Presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, de que eu teria abandonado o clube nos últimos meses de meu mandato como presidente. Esclareço que tal situação jamais ocorreu e que, meu último ato praticado a frente da presidência do Botafogo foi justamente, estar reunido com o atual presidente no dia 26 ou 27/12/08. Esta reunião foi agendada pelo novo Vice-Presidente Financeiro de então, que por acaso, foi o único a não comparecer.

De modo que não me esquivei em momento algum de estar à frente do clube do início ao fim da vigência do meu mandato.

Quanto às alegações sobre salários de empregados do clube, reafirmo que os deixei devidamente quitados, inclusive com antecipação de 13º. salário.

No que tange as demais obrigações do Botafogo e ao pagamento dos atletas, nego veementemente que não havia condições para pagamento dos mesmos, pois havia recursos para tal provenientes em parte do contrato da Liquigás e em parte por adiantamentos que seriam recebidos referentes aos direitos de televisão.

Se não conseguimos utilizá-los foi em face da grave crise financeira mundial que ocorreu no segundo semestre de 2008.

Cabe esclarecer que ainda no início de 2008, quando se fez o orçamento para aquele exercício, a decisão de utilizar os recursos acima mencionados foi orientada pelo Vice-Presidente Financeiro da minha gestão, o qual veio a ser o mesmo que permaneceu como Vice-Presidente Financeiro no primeiro ano de mandato da gestão do atual Presidente. Logo, nada há que se falar que desconheciam esses e outros compromissos, inclusive porque, este foi um dos assuntos abordados na nossa última reunião, no dia 27/12/08.

Em breve retrospectiva, recordo que ao chegar ao clube, a situação era de tal ordem caótica que durante o período de dois anos não tínhamos os documentos do clube sob o argumento de que teriam sido furtados juntamente com os computadores. Meu primeiro ato como presidente do Botafogo foi ir à delegacia e registrar essa informação.

Assim, gastamos longo tempo levantando a real situação quando, enfim, nos foram devolvidos os referidos documentos ao que constatamos que existia uma enorme diferença entre o que nos era apresentado e o que fora realmente apurado.

Não havia direitos televisivos a receber, pois o clube em 2001 teve adiantados os direitos televisivos sobre os anos 2003, 2004 e 2005, justamente os primeiros anos da nossa gestão.

Em razão do rebaixamento do Botafogo, os direitos televisivos foram reduzidos à 50%, de acordo com a regra estabelecida pelo Clube dos Treze. Como havia sido adiantado um valor sobre esses direitos, no primeiro ano da nossa administração ficamos trabalhando com somente 25% do montante e, após retornarmos a primeira divisão, voltamos a ter os 50%.

Como se não bastasse, o Botafogo estava sem campo para treinar e, somente graças ao Zico, por ironia, tivemos o empréstimo das instalações do CFZ para os treinos. Basta dizer que no dia da minha posse, em 31/01/03 ganhamos 20 anos de direito a utilizar o estádio Caio Martins e nem chegamos a comemorar, pois na mesma hora fui surpreendido com a perda das instalações de base do Botafogo em Marechal Hermes só vindo a reavê-la, em fins de 2006.

Sem falar nas dívidas trabalhistas, nas sucessivas penhoras e em outras dívidas de toda ordem quando os recursos para fazer frente a elas eram muito escassos.

A solução foi entrar em vários REFIS e firmar o Ato Trabalhista logo de início, sem o que, não teríamos condições de administrar o Botafogo. Sem isso o Botafogo de Futebol e Regatas fecharia, acabaria…

Os problemas eram de tal magnitude que não seria possível em poucos mandatos resolvê-los todos, todavia, conseguimos tirar o clube do caos.

Logo, o Sr. Maurício Assumpção sabe que não deixamos a ele o Manchester United ou o Bayern de Munique, mas sim o Botafogo de Futebol e Regatas.

Quanto à alegação mentirosa de que havia somente três jogadores no clube, cumpre esclarecer que houve uma inversão de responsabilidades por parte da atual administração, pois na verdade, o Sr. Maurício Assumpção pagou somente aqueles a quem interessava ao Botafogo que continuassem no clube e aos demais, alegou falta de recursos.

Sobre a TIMEMANIA o atual presidente quer atribuir equivocadamente a minha gestão o não equacionamento da dívida financeira. Ocorre que a mesma não estava equacionada em função do próprio Governo que ainda não havia consolidado a Divida do Clube. Diga-se: dívida esta relativa ao TIMEMANIA.

Enquanto o Governo Federal não apresentava os valores finais, fazíamos um pagamento mínimo mensal.

Quando o Sr. Maurício Assumpção fala da situação que recebeu o ENGENHÃO, cabe lembrar que a o contrato feito com a empresa EBN, empresa esta especializada em venda ingressos, responsável pela venda dos ingressos do sambódromo, foi negociada pelo Vice Presidente Financeiro de então, que veio a ser o mesmo do primeiro ano de gestão da nova presidência e contou com o aval do setor jurídico do clube e de outros interessados. A EBN foi a empresa contratada para vender os ingressos do Engenhão e nos adiantou cinco milhões de reais à época.

Por motivos alheios tivemos que rescindir esse contrato e devolver o valor recebido à longo prazo, sem qualquer prejuízo ao clube que já tinha destinado o valor recebido ao pagamento de outros encargos. Cabe ressaltar que tudo foi feito sob a orientação da atual diretora jurídica do Botafogo que era a mesma diretora jurídica da minha gestão. Obviamente que eu não fui avalista desse compromisso de recursos utilizados pelo Botafogo.

Quanto ao alvará de funcionamento demos início a todo o processo de regularização que deveria findar na administração seguinte.

Sobre a sede de GENERAL SEVERIANO, basta olhar na contabilidade para ver o que foi gasto em General Severiano, além da liberação de valores pela Petrobrás para a reforma desta Sede.

Já em relação à sede de VENCESLAU BRÁZ, deixamos um contrato da Petrobrás onde previa a liberação de cerca de R$ 1.600.000,00 para o término da sede.

Por fim, quero dizer que entendo que o último ano de mandato a frente do clube não é fácil para qualquer um em razão da política reinante em General Severiano, porém, se hoje o Botafogo enfrenta situação de extrema dificuldade, tal situação deve ser desassociada do meu nome, pois tais dificuldades decorrem do simples fato de que a atual direção do clube, dita moderna e participativa, escolheu inadimplir ao ATO TRABALHISTA acarretando assim a exclusão do Botafogo do ato por sonegação.

Preocupante, sobretudo o aumento da dívida do clube nas alegadas atualizações das mesmas. Esse fato deve ser observado com atenção. Resta levantar se o clube está também inadimplente no que concerne as dívidas fiscais uma vez que vem apostando num suposto perdão da dívida por parte do Governo Federal que até o presente momento, diga-se, não veio.

Claro que mesmo tendo sido durante a minha gestão, a adesão ao ato trabalhista, em certos momentos tivemos dificuldades de pagá-la, mas ao final, não deixamos de arcar com o compromisso com previsão de recursos para assim continuar a fazê-lo a nova administração. Tanto que a não renovação do ato, conforme sentença do TRT, cuja íntegra envio-lhe em anexo menciona o inadimplemento/sonegação referente aos anos de 2009, 2010 e 2011.

Resta claro que esta decisão da moderna administração do Sr. Maurício Assumpção, a qual eu não entendo, pois sou do tempo em que 2+2 = 4, não se deveu a uma impossibilidade financeira, nem tampouco a uma mera expiração de prazo para sua renovação.

A causa da não renovação do ato, conforme declarações do próprio presidente do Botafogo, “Não interessava ao Botafogo discutir a dívida de forma judicial naquele momento…“ demonstra que se tratou de uma decisão deliberada, de uma escolha intencional, ou de uma aposta equivocada e imprudente da atual administração. Se é certo que o Sr. Maurício contou com a orientação de pessoas de notório saber para chegar a essa conclusão, se tivessem planejado o enterro do clube não teria dado tão certo.

Porém, o que mais me salta aos olhos, são os valores envolvidos no montante de R$ 627.191.242,50 segundo o calculista do Juízo Trabalhista.

Conforme sentença judicial, o Botafogo teria que pagar a quantia de R$ 125.438.248,50, porém somente arcou com o montante de R$ 30.344.015,87. Desta forma, restou inadimplente, e como consequência, não obteve a renovação do ato.

Ou seja, a atual gestão recebeu três vezes mais em quatro anos do que a gestão anterior em seis anos.

O valor que o clube recebeu de mais de seiscentos milhões de reais dariam, certamente, para acabar com a dívida trabalhista do Botafogo, as antigas e as novas que poderiam ser, inclusive, negociadas. Se tivesse priorizado o pagamento das dívidas que sufocavam o Botafogo, hoje o Sr. Maurício Assumpção não precisaria vir à imprensa dizer que o clube está totalmente penhorado.

E ainda, cabe esclarecer que as dívidas herdadas não foram feitas sob o meu mandato.

Só para se ter melhor noção, durante a nossa administração o clube renegociou todas as suas dívidas federais e trabalhistas através do ato e o grande problema do clube seria começar o ano de 2009 com dois milhões e meio de reais para o pagamento dos refinanciamentos. Para que se fizesse frente a essas dívidas todos os contratos do Engenhão estavam liberados.

Pela sentença do TRT tivemos comprovado que a arrecadação feita pela atual direção foi suficiente para investir na dívida.

Além da vantagem extra que seria ter o Engenhão como o único estádio em funcionamento no Rio de Janeiro e Botafogo teria a oportunidade única ao firmar o ato trabalhista e administrar essa dívida, contando com a receita proveniente desse estádio, já que o Maracanã ficaria fechado.

Essa oportunidade jamais se repetirá com o Maracanã funcionando.

Se o atual presidente tivesse priorizado o clube, teria investido essa receita extra no pagamento da dívida e hoje a situação seria muito outra.

A atual administração jogou no lixo todos os esforços feitos pelo Botafogo para salvar o clube da insolvência!

Ressalto que vejo com muita pena toda essa problemática a que foi levado o Botafogo, mas penso que a torcida precisa saber da verdade.

Como ex-presidente do clube, ex-atleta e torcedor eterno do Botafogo tenho o direito de saber para onde foram destinados esses quase seiscentos e trinta milhões de reais recebidos, conforme apuração apontada na sentença do TRT.

Considero que como ex-presidente do clube, não tenho mais nada a explicar sobre a minha gestão. Ressalto que jamais me locupletei do Botafogo. Caso alguém pense diferente disso, há caminhos para averiguar.

Também durante mandato como presidente não me filiei a partido político me valendo da bandeira do clube. Assim sendo, sugiro que desassociem meu nome do que ocorre atualmente, pois sei perfeitamente bem o clube que deixei e, o Sr. Maurício Assunção, sabe o clube que recebeu.

No momento, cabe ao atual presidente esclarecer aos Botafoguenses onde foram aplicados os milhões sonegados, conforme matérias publicadas e a sentença do TRT.

Espero que ele responda a torcida, a imprensa que denunciou o fato na pessoa da jornalista Marluce Martins do Jornal Extra, pois através dessa matéria tomei conhecimento do que ocorria no clube, ao blog Mais Botafogo e ao blog FalaGlorioso.com e a quem mais de direito e, não somente a mim.

Gostaria ainda de deixar claro que não tenho a intenção de candidatar-me a qualquer cargo no Botafogo e que não mantenho compromisso com qualquer candidato a quem desejo sorte.

Por fim, esclareço que não mantenho qualquer vínculo com os blogs apontados acima.

Bebeto de Freitas.”

[Link para o texto original: http://oglobo.globo.com/esportes/rmp/posts/2014/04/15/a-treplica-de-bebeto-de-freitas-531180.asp]

Saudações botafoguenses!

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Eu gosto do Sheik


In Zappa we trust. In Emerson... maybe.

***

- Que que você acha do Sheik?

- Eu adoro esse disco! Sou fanzão do Zappa.

- Não! O papo aqui é sobre outro Sheik.

- O Sheik de Agadir? Pô, essa novela é do meu tempo. O elenco era enorme e o Rato levou um tempão pra matar todo mundo. Não acabava nunca... um saco!

- Pô, Biriba! Eu tô falando do jogador de futebol, cara.

- Ah, aquele cara que assovia o hino do mash-quirídu na concentração?

- É, o falso Sheik, o urubulento que querem contratar.

- “Flalou” “flalso”, “flalou” tudo. Mas querem contratar o Emerson ou o Marcio?

- Como assim?!

- É que o Emerson tem uns 32 anos e o Marcio tem 35. Isso faz toda a diferença. No caso dessa diretoria aí, isso pode levar a um contrato de 5 ou um de 25 anos, sei lá.

- Você tá falando um absurdo.

- Não existe no universo absurdo que se compare ao fato de Maurício Assumpção ser presidente do Botafogo.

Saudações botafoguenses!

domingo, 13 de abril de 2014

Onde está o Wally?


(a partir de foto de Marcelo Theobald/Globo - clique na imagem para ampliar)

Saudações botafoguenses!

sábado, 12 de abril de 2014

A Hungria de 54 não merecia isso

Se o Puskás fosse vivo, ficaria furioso com a falsidade ideológica do Eduardo Húngaro. (Biriba)

Saudações botafoguenses!

Capitão Assumpção I

(Foto: William Howard)

Saudações botafoguenses!