quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Atlético-MG 2 x 2 Botafogo – Passamos bem sem Vitinho

(A partir de foto de Cristiane Mattos/Futura Press)

Ouviu-se muito durante as transmissões os narradores e comentaristas das duas partidas fazendo contas: “Agora o Atlético precisa de dois gols...”; “Porque no Independência o Atlético virou não sei quantos jogos e a diferença era a mesma...”; “Porque o Atlético isso, o Atlético aquilo...” e por aí foram e no caminho ficaram.

É lógico que não foi uma tarefa qualquer eliminar o excelente time do atual campeão da Libertadores. No entanto, o mais importante é que fique bem claro o seguinte: O Botafogo era o time a ser batido e não o contrário, como fizeram parecer os narradores e comentaristas, “admiradores” ostensivos do clube mineiro.

Um time que aos 48 do segundo tempo sairia do Maracanã com um placar de 4 x 1 a seu favor – e de virada!!! – era o time errado para o Atlético-MG – e seus entusiastas da mídia – achar que faria o que fez com seus outros adversários no Independência. Não fez e nem chegou perto de fazer, pois dois gols de diferença em jogos decisivos de ida e volta não deixam dúvidas: o Botafogo era o time a ser batido.

A atual equipe do Botafogo vem demonstrando, desde a campanha do Carioca, que é um time que sabe o que quer. Treina com empenho, tem ótima percepção das nuances de uma partida, cultiva um espírito coletivo inabalável, sabe como lidar com o sucesso, gosta de ser feliz – mas não “rebola” –, portanto, um time muito difícil de ser batido.

Estão tão unidos que me deixam indeciso entre o plural e o singular; se falo de “jogadores” ou se falo de “time”; malhas de um só tecido. O fato é que “deu liga”. Fundaram um grupo muito coeso, formado por indivíduos moldados para a ação em conjunto, suficientemente despojados de individualismos fúteis, o que lhes permite manter um alto nível de competitividade tanto na ausência do seu jogador-símbolo, Seedorf, quanto na saída do potencialmente excepcional Vitinho.

E seguem – optei pela concordância com o indivíduo, que é a matéria primordial de um grupo – superando os esperados obstáculos naturais (e os “artificiais” também) dentro das quatro linhas e as enormes e já conhecidas dificuldades inesperadas (porém muito bem articuladas para nosso prejuízo) extra-campo. Seguem em frente, não se abatem com o infortúnio, estão prontos para o que der e vier.

(Foto de Cristiane Mattos/Futura Press)

Passando ou não para as semifinais da Copa do Brasil, esse grupo é digno de aplausos e continua sendo “o time a ser batido”.

Nota: Os jogadores botafoguenses têm sofrido sistematicamente com a violência dos adversários – sob o beneplácito de vários árbitros –, o que levou ao afastamento de Lucas por força de uma fratura em função de uma entrada criminosa de Zé Roberto, que não foi punido sequer com um cartão amarelo. Ontem, os mesmo atleticanos que reclamavam pateticamente da arbitragem – quando deveriam manter a compostura que se espera de campeões das Américas –, fizeram questão de esquecer a entrada violentíssima de Jô em Gabriel, que levaria o atleticano à expulsão em qualquer estádio do mundo civilizado. No entanto, foi o Botafogo que saiu de campo com 6 (seis!!!) cartões amarelos, sem ter cometido absolutamente nenhuma falta violenta.

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Leiam também:

- Classificação heróica (Cantinho Botafoguense)

- Atlético-MG 2 x 2 Botafogo: Coisas nossas (Fogo Eterno)

- Botafogo 2x2 Atlético Mineiro (Mundo Botafogo)

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Saudações botafoguenses!

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Vão-se os anéis, fica o ouro

No blog Fogo Eterno, Marcelo Pereira escreveu sobre a venda de Vitinho. Segue, em itálico, o esplêndido texto:

O adeus de um símbolo
por Marcelo Pereira

Não é apenas pelos dez milhões de euros da multa paga pelo CSKA.

Não é apenas pelo fato de o time perder boa parte de seu potencial de definição ofensiva.

Não é apenas pelo fato de Vitinho ser a maior revelação do Botafogo nos últimos anos, talvez décadas.

Não é tampouco somente pelo fato de que Vitinho estava em fase iluminada, que certamente o levaria à Seleção Brasileira e nos ajudaria a garantir, no mínimo, uma vaga na Libertadores.

A saída de Vitinho nesse momento representa, para toda uma geração de jovens alvinegros, a perda de um espelho: uma referência que não se intimidava com traumas do passado. Pelo contrário, driblava todas as nossas cicatrizes e partia em direção ao gol, em busca da felicidade ampla, geral e irrestrita, sem senões nem reticências. Vitinho chutava, chutava e chutava. Ele era a representação daquela frase clássica: “Por não saber que era impossível, foi lá e fez”.



 
Vitinho representava um Botafogo abusado, impetuoso e destemido.

Vitinho simbolizava um Botafogo renascido.

Vitinho sintetizava o presente e o futuro.

Perder a sua maior revelação na última semana de janela aberta para transferências internacionais: isso, sim, é tomar um gol nos acréscimos.

Vamos em frente.

Até porque, felizmente, o Botafogo não é apenas Vitinho.

E, se os deuses quiserem (e, dessa vez, eles vão querer), em dezembro poderemos afirmar, admirando uma foto gloriosa: “Olha só a festa que você perdeu, Vitinho!”

[Publicação original: Fogo Eterno]

Saudações botafoguenses!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Botafogo 1 x 1 Goiás – O homem que não estava lá

(Montagem a partir de foto de cena do filme O Homem que não estava lá – de Joel Coen – e foto de Alexandre Cassiano/O Globo)

Sempre que tivermos em campo o outrora excelente Renato, nosso meio de campo perderá a batalha contra a maioria dos adversários.

Nota: O Andre Bahia poderia ter sido poupado de jogar com um curativo que visivelmente atrapalhava sua visão. Mas isso, caso fosse substituído por qualquer um, menos o Antonio Carlos, lógico.

Sobre o jogo, leiam:

- Mais dois pontos perdidos (Cantinho Botafoguense)

- Botafogo 1 x 1 Goiás: Um time, um grupo (Fogo Eterno)

- Botafogo 1x1 Goiás (Mundo Botafogo)

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[Link para os melhores momentos: Botafogo 1 x 1 Goiás]

Saudações botafoguenses!