sábado, 23 de fevereiro de 2013

Antonio Carlos perde chance



Deu no Globoesporte.com: “Ex-jogadores mudam de profissão e disputam campeonato de porteiros” (aqui).

Além de perder a posição para o excelente Dória, o simulacro de zagueiro Antonio Carlos, o ‘Soneca’, acaba de ser barrado no time de porteiros. Ele não poderá seguir o caminho de vários de seus ex-colegas de trabalho, como explica o ex-jogador João Firmino:

– Pra ser porteiro, não pode dormir no ponto.

Saudações botafoguenses!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Não dá pra sentir firmeza



Do diretor executivo do Botafogo, Sergio Landau, a respeito da não exibição de nenhuma partida do Botafogo pela Rede Globo: “Estamos demandando que seja mudado. Não existe contrato. Eles têm o direito a transmissão, mas não a obrigação. Se não querem transmitir os nossos jogos, que liberem o Botafogo para fazer contrato com outras emissoras. Contratamos o Seedorf e mexemos com o Rio, mas tratam o Botafogo como time de segunda categoria”.

“(...) liberem o Botafogo para fazer contrato com outras emissoras”. É isso mesmo que se lê ou ele se expressou mal? Bem, vamos aos fatos.

Quando vários clubes da primeira divisão se reuniram para negociar em conjunto as cotas de transmissão por TV, cogitando abrir concorrência entre a Globo e a Record, o presidente Maurício Assumpção liderou – em direção a desgraça ele lidera – um movimento contrário tanto à negociação em conjunto, quanto à proposta de concorrência. O Corinthians e o Flamengo adoraram o desfecho, pois foram os únicos que saíram efetivamente no lucro com isso. E o Botafogo saiu enormemente desgastado deste episódio e antipatizado por muito mais gente do que os históricos desafetos, além de ainda mais detestado por estes (encabeçados pelo SPFC, desta vez com toda a razão).

Há duas semanas, quando o time da gávea teve sua goleada contra o “poderoso” Friburguense reprisada 16 vezes (DEZESSEIS VEZES!!!) pelo Sportv na mesma rodada em que o Seedorf comeu a bola contra o Resende – jogo que foi reprisado somente uma vez, e às 2h da manhã seguinte à partida –, nenhum dirigente do Botafogo se manifestou.

Ao sair – aparentemente – em defesa de bandeiras que nunca defendeu com afinco (a visibilidade e/ou valorização da marca, o respeito pela entidade) a atual diretoria dá indícios de que por trás deste gesto existe uma manobra para desviar a atenção do principal: salários atrasados, a contratação de rejeitos incompetentes, salários incompatíveis com o nível de rendimento de vários jogadores, a valorização de jogadores vinculada a interesses de empresários em detrimento dos oriundos da base, a permanência de um treinador inepto e a manutenção do alto preço dos ingressos – o que afasta a torcida, diminuindo a visibilidade do clube e, por conseguinte, desvalorizando a marca.

Dá pra levar a sério?

Saudações botafoguenses!

[Debate sobre este assunto no Cantinho Botafoguense e no
Mundo Botafogo]

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Do dia pra noite

(a partir de foto de Alexandre Loureiro/Lance)

Manchete do Globoesporte.com: “Rafael Marques já é visto como boa opção por parte relevante da torcida” (aqui).

Primeiramente, é bom que fique bem claro que qualquer um que considere Rafael Marques uma boa opção é, indubitavelmente, irrelevante.

Segundo. Por que justamente na reta final da competição – e de uma hora para outra – foram se lembrar de um atacante cuja memorável marca é não ter feito nenhum gol em 17 partidas disputadas?

Em terceiro lugar, o mais importante. Um disparate de tal ordem destacado em título leva a crer que só pode ser matéria paga pelos interessados na contratação, no alto custo salarial e, consequentemente, na longa permanência de Rafael Marques em General Severiano. São eles: Oswaldo Oliveira, a atual diretoria, o empresário do jogador e, obviamente, o próprio Rafael Marques.

Ah, me esqueci de gente muito interessada na lembrança do inofensivo e “irrelevantíssimo” Rafael Marques: as defesas adversárias.

[Adicionado em 22/02/2013: Hoje o segmento sobre o Botafogo no Globo Esporte da Rede Globo/Rio de Janeiro foi inteiramente dedicado ao Rafael Marques, com direito a uma pra lá de constrangedora “participação especial” de Andrezinho. Ou seja, os interessados na contratação, no alto custo salarial e na longa permanência de Rafael Marques em General Severiano investiram pesado para enfiar este embuste goela abaixo do torcedor botafoguense. Sugestão do Biriba: Não paguem para ver este cidadão em campo!] 

[Adicionado em 22/02/2013: De acordo com um comentário do amigo Rui Moura, do fantástico Mundo Botafogo/Estrela Solitária, no Globoesporte.com 78% dos internautas são a favor de nova chance a R. Marques. Sem dúvida nenhuma, são torcedores de clubes adversários querendo ver nossa desgraça e a história do clube achincalhada.]

[Link para debate sobre este assunto: Cantinho Botafoguense]

Saudações botafoguenses!

PS: Andrezinho, o eterno-titular-que-seria-reserva-em-qualquer-clube-da-primeira-divisão-que-se-preze, e que o jornalismo do UOL chamou de “líder”, veio a público defender RM: “Pedimos que a torcida apoie ele e jogue junto com o time” (aqui). Se isso fosse possível, pobre da torcida, que teria que correr por ela e por esse chupa-sangue do Andrezinho.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Botafogo 0 x 1 Flamengo - um louvor à incompetência


 (A partir de foto de Alexandre Loureiro/Lance)

Sem nenhum volante de ofício, com a presença do limitadíssimo Julio Cesar e do frágil Fellype Gabriel, e isso somado à inexplicável titularidade do péssimo Antonio Carlos, o sistema defensivo do Botafogo estava fadado a ser presa fácil para qualquer adversário competente, coisa que o Flamengo demonstrou não ser.

O repórter de campo lançou a pergunta que não queria calar: Por que improvisar com Julio Cesar, tendo no elenco o já testado e aprovado Jadson? O comentarista Lédio Carmona contemporizou de forma patética, dizendo que era uma “aposta” de Oswaldo Oliveira, complementando ao dizer que foi uma aposta que não deu certo. Ora, não foi aposta coisa nenhuma, pois tratava-se de uma escolha, como a própria indagação revelava. Caso fosse uma aposta, seria a “escolha” da pior aposta possível, ao modo de “todas as fichas em um dois de paus”, pois Julio Cesar é reconhecidamente um péssimo marcador, fundamento básico para um volante. (É um mistério o motivo que leva jornalistas esportivos atualmente consagrados, como Lédio Carmona, a se curvarem para defender o indefensável – caso a dobra não doa, o mistério está desfeito.).

Não satisfeito com a exibição de completa incompetência individual através da escalação da equipe, Oswaldo Oliveira substituiu o único atacante escalado por outro, ainda no intervalo, e perdendo a partida!!! Seguindo seu “Manual dos Maiores Calhordas do Futebol e Perdedores em Tudo”, o atual técnico do Botafogo trocou o meia-atacante Vitinho por Cidinho – que evidentemente tem menor poder de penetração –, e justo em um momento em que o adversário claramente se postava fechado no campo de defesa.

No entanto, o mesmo sujeito que substituiu com presteza o promissor Bruno Mendes já no intervalo, enfraquecendo o poder de reação da equipe que supostamente defende, esperou pacientemente Fellype Gabriel não apresentar mais condições de jogo para, só então, substituí-lo. Mas isso não pode ser interpretado como uma escolha circunstancial ou “aposta” do treinador, porque qualquer terráqueo sabe de antemão que Fellype Gabriel se arrasta em todas as segundas etapas, e isso quando não sucumbe por completo. (A escalação de Fellype Gabriel no time principal implica na perda de uma das três substituições previstas no regumanento, seja por motivos táticos, técnicos ou por contusão).

O destino do Botafogo sob Oswaldo Oliveira se revela de várias formas, e o oráculo da vez foi o Jefferson. Na saída de campo nosso goleiro foi indagado sobre uma reação de desagrado de Seedorf a um “chutão pra frente”. (É importante ressaltar que, no lance, a bola estava totalmente dominada por Jefferson e todos os jogadores adversários se encontravam no campo de defesa.). Pois bem, Jefferson disse o seguinte: “Não é ele quem tem que querer. É o Oswaldo. Se der para a gente sair jogando, a gente sai.”

Quando um jogador com a importância que o goleiro Jefferson tem dentro do atual elenco e cuja influência, dada sua importância, é fator de peso para tomadas de decisões, fala o que falou, está aí a revelação de que não precisamos de nenhum profeta a nos alertar sobre o abismo a meio passo.

O lado bom da fala de Jefferson é restringir o leque de opções do torcedor não afeito à mediocridade: Ou torce-se pela morte de Oswaldo Oliveira, ou para que aqueles que apoiam sua estada nos poupem de ouvir louvores à incompetência.

Saudações botafoguenses!

PS 1: Se alguém puder, por gentileza me esclareça por que não foi Botafogo x Flamengo, mas o contrário.

PS 2: Meu amigo Gil se indignou (e com razão) ao constatar que mais uma vez o vestiário “da casa” foi cedido ao visitante.

[Link para os melhores momentos: Flamengo 1 x 0 Botafogo]

[Adicionado em 19/02/2012: Pode ser que minha interpretação esteja equivocada, pois as declarações do Jefferson apontam diretamente para nosso maior problema atual: Oswaldo Oliveira.]