quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Audax 0 x 4 Botafogo - Lodeiro, nosso 11

(A partir de foto de Alexandre Loureiro/Lance)

O marasmo habitual foi quebrado por Lodeiro, aos 21 do primeiro tempo. Fica a impressão de que os planos do Lodeiro não coincidem com os do péssimo Oswaldo de Oliveira, que abraça a mediocridade de igual para igual.

Bruno Mendes volta a marcar, completando jogada ‘furiosa’ de Vitinho. Ótimo, pois quebra o gelo de vez.

E o Bolívar, hein? Não sei se trouxe uma estrela na bagagem, se se entendeu com a Estrela Solitária... Três gols em quatro partidas! Sei que qualquer botafoguense mais atento fica receoso com essa estória de zagueiro-artilheiro, com a lembrança de Antonio Carlos, Fabio Ferreira e Juninho. Mas Bolívar tem demonstrado bom futebol como defensor e isso interessa mais do que os 3 gols, mesmo que isso possa parecer conversa de lunático.

Já que falo dos que fizeram gols, Fellype Gabriel entra na pauta. Bem, gosto do jogador, tanto da técnica quanto da personalidade, mas sua condição física me faz acreditar que não é jogador para começar as partidas.

Nem a escalação bem sucedida de Vitinho salva o treinador, porque mesmo na vitória Oswaldo de Oliveira não se furta de revelar o crápula que sempre foi, chamando de vagabundos os torcedores que estavam em Moça Bonita. A diretoria não pode continuar apoiando um sujeito que, além de demonstrar a cada partida seu despreparo técnico para a função que desempenha, revela reiteradamente ser uma figura abjeta e, pior, hostil para com o torcedor botafoguense.

Será que Oswaldo de Oliveira precisa morrer para deixar o Botafogo e sua torcida em paz? Se for isso, então, que morra!

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos: Audax 0 x 4 Botafogo]

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Botafogo 1 x 1 Fluminense - Seedorf/Jefferson/Bolívar + Lodeiro

(A partir de foto de Cleber Mendes/Lance)

Sobre o empate de ontem eu ia escrever que o Botafogo deve mais uma ao Jefferson, em primeiro lugar, e ao Seedorf, em segundo. Isso porque a possibilidade de um empate começou muito antes da entrada do nosso craque ‘norte-sulamericano’, quando o outro craque já havia feito duas espetaculares defesas consecutivas, e isso quando já houvera “operado” uma saída decisiva, também. Revi na edição, pois, se em uma partida o que vale é a soma dos 90 minutos, em um time o que importa é a soma dos esforços. (Mas isso é retórica para evitar o banho de água fria que seria não colocar a jogada do gol de empate na primeira página de segunda-feira).

O gol, além do empate, garantiu ao Botafogo mais uma participação em momentos de futebol de alto nível e reforça a ideia de que o Seedorf ainda tem muito para jogar. Não vou descrever o que foi visto (redundância do c*), mas não custa lembrar que a sequência de lances que culminaram no gol começou com uma cobrança de falta do holandês, que levou ao escanteio.

Destaco no lance a participação do Lodeiro, que simples e inteligentemente – como de costume – devolveu a bola de primeira para o passe final, e sem ‘penteadinhas’, ‘reboladinhas’, ‘lacinhos de fita’. Ou seja, pensamento rápido e lúcido somado a comportamento austero.

O gol foi uma pintura de várias assinaturas, pois a penetração e o chute cruzado do Vitinho criaram o primeiro baque no adversário e o arremate do Bolívar (sempre ele?!) foi preciso.

Ao contrário da maioria que viu superioridade no futebol do Botafogo, entendo que o maior tempo de posse de bola do lado de cá não esconde a falta de efetividade do ataque, que continua sem articulações envolventes, eternamente baseado no ‘chuveirinho’, esteja a bola onde estiver. (Que ficasse o El Loco, então!).

A equipe sob Oswaldo de Oliveira é previsível e monótona, mesmo que transpareça ser dinâmica. Porque as movimentações são desarticuladas e pouco objetivas, em suma, inofensivas – as participações apagadas de Bruno Mendes neste domingo e de Henrique, na partida anterior, são um reflexo dessa carência, que é crônica.

A não escalação de um atacante ou meia veloz é muito sentida pelo time. Marcio Azevedo e/ou/com Lodeiro fizeram o primeiro estágio das transições, mas falta parceria para que a bola chegue no ponto de arremate.

Gilberto pouco fez, porque tudo indica que não existem jogadas de flanco criadas e exercitadas durante os treinamentos.

Inexplicavelmente Jadson foi o escolhido para a entrada do Seedorf, quando tínhamos em campo Andrezinho e Fellype Gabriel, que deixam o time lento e são frágeis nas finalizações e na marcação.

A entrada de Vitinho adicionou o vigor, a velocidade e o elã que Andrezinho jamais terá. Vitinho pode não ser craque e obviamente não posso saber o destino que terá no "mundo do 'futebol profissional'". Mas Vitinho é abusado, tenta a jogada inesperada, é aguerrido. Ou seja, Vitinho tem a cara do Botafogo histórico.

O jogo de ontem deu a impressão de que o Botafogo jogou melhor do que no meio da semana. Mas será que o que levou à essa impressão não foram o ótimo estado do gramado, o nível técnico da equipe adversária e, principalmente, a presença do Seedorf?

Bem, o empate me serviu para definir e defender a escalação de uma equipe titular, coisa que acredito nunca ter feito aqui no blog. Segue: Jefferson; Gilberto, Bolívar, Dória e Marcio Azevedo; Gabriel, Jadson, Seedorf e Lodeiro; Vitinho e Bruno Mendes.

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos: Botafogo 1 x 1 Fluminense]

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

A jogada-fractal

(Abstract Orderism Fractal XL, por G. Stolyarov II)

No futebol – por vezes uma metáfora da vida – nos deparamos com acontecimentos que detêm em si uma síntese perfeita do todo, e que nos permitem antever os fatos ao modo de um insight. Prenúncios que se mostram incontornáveis como previsão de oráculo. No jogo de ontem houve um desses.

O jogador Andrezinho cobrou uma falta a 5 metros da linha do meio de campo. A bola foi alçada à área; uma bola alta, lenta, preguiçosa. ‘Bola rifada’, um ‘balão japonês’. O tipo de jogada que se vê, geralmente perto do final de uma partida, quando um time tenta um último esforço, em desespero, para reverter um resultado adverso, buscando no acaso o que não conseguiu por meios ordenados, durante os 90 minutos em que buscou aplicar algum tipo de método racional. No entanto, na tarde de ontem, a equipe treinada por Oswaldo de Oliveira se valeu deste expediente aos 25 minutos do primeiro tempo (!!!).

Estava ali, diante de todos os que acompanhavam a partida, a ‘jogada-fractal’. Não era preciso mais nada, nenhuma pista adicional, nem mesmo um milionésimo de segundo dedicado a profunda reflexão, para se concluir, com certeza, que o repertório do Botafogo sob Oswaldo de Oliveira é uma ruminação de grunhidos. E a mediocridade se desdobrou repetidamente, como esperado – ou previsto –, por mais 70 minutos torturantes.

Estou longe de conhecer os pormenores do contrato do atual treinador com o clube, mas me permito afirmar que, seja qual for o valor da multa rescisória, a dispensa de Oswaldo de Oliveira é, sem dúvida alguma, o melhor investimento a curto prazo que o Botafogo vislumbra neste começo de temporada. Pois o elenco tem potencial para avançar além da pasmaceira exibida ontem à tarde, pasmaceira que os ‘fractais futebolísticos’ indicam ser a tendência, caso não haja mudança no comando técnico.

É importante notar que a maioria dos torcedores botafoguenses já percebeu que as qualidades de Oswaldo de Oliveira estão aquém das do grupo contratado e já se manifestou, ironicamente, gritando o nome de El Loco Abreu (leiam aqui um excelente texto sobre o assunto). Ou seja, Oswaldo definitivamente não “está no meio de nós” – Amém!!! –, apesar da presença física.

Falo por falar, talvez, pois sei há muito que pode tratar-se de uma ilusão esperar decisões ágeis e acertadas da atual diretoria, que tem apreço por delongas. Espero que neste caso não fiquem a observar impassíveis mais um fracasso regional e os vários prováveis fiascos subsequentes – o passado recente comprova – para, só então, quando não houver mais chance de um recobro, “aceitar” o “pedido de demissão” do treinador medíocre do momento e ainda louvar o “‘excelente trabalho’ prestado ao clube”, contribuindo mais uma vez para o constrangimento de uma torcida apaixonada, porém entristecida pelas recorrentes provas de inércia do presidente Assumpção e sua cúpula.

Mas a esperança ainda vive...

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos: Bangu 0 x 0 Botafogo]

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

30 anos sem Garrincha - Garrincha pra sempre!


Botafogo do Biriba não se acanha com a falta de timing e republica a coluna Megafone - Deixa Falar, da revista Carta Maior. [Link para publicação original].
 * (Uma dica da minha amiga Beth).

Trinta anos sem o gênio Mané Garrincha

No dia 20 de janeiro de 1983, há exatos 30 anos, morria Manuel Francisco dos Santos, o Mané Garrincha, no Rio de Janeiro. Por causa disso, "Deixa Falar: o megafone do esporte" sai em edição extraordinária para lembrar Mané e uma de suas criações - o "olé" - através de um texto clássico de João Saldanha, à época (1958) técnico do lendário time do Botafogo.
Raul Milliet Filho

“OLÉ” NASCEU NO MÉXICO

(Texto extraído do livro Os Subterrâneos do Futebol, de João Saldanha, lançado em 1963 pela editora Tempo Brasileiro)

O Estádio Universitário ficou à cunha. Cem mil pessoas comprimidas para assistir ao jogo. É muito alegre um jogo no México. É o país em que a torcida mais se parece com a do Rio de Janeiro. Barulhenta, participa de todos os lances da partida. Vários grupos de “mariaches” comparecem. Estes grupos, que formam o que há de mais típico da música mexicana, são constituídos de um ou dois “pistões” e clarins, dois ou três violões, harpa (parecida com a das guaranias), violinos e marimbas. As marimbas são completamente de madeira, mas não vão ao campo de futebol, sendo substituídas por instrumentos pequenos. O ponto alto dos “mariaches” é a turma do pistão, do clarim e o coro, naturalmente. No campo de futebol, os grupos amadores de “mariaches” que comparecem ficam mais ativos em dois momentos distintos: ou quando o jogo está muito bom e eles se entusiasmam, ou, inversamente, quando o jogo está chato e eles “atacam” músicas em tom gozador. No jogo em que vencemos ao Toluca, que estava no segundo caso, os “mariaches” salvaram o espetáculo.

O time do River era, realmente, uma máquina. Futebol bonito e um entendimento que só um time que joga junto há três anos pode ter. Modestamente, jogamos trancados. A prudência mandava que isto fosse feito. De fato, se “abríssemos”, tomaríamos um baile.

Foi um jogo de rara beleza. E não foi por acaso. De um lado estavam Rossi, Labruña, Vairo, Menéndez, Zarate, Carrizo. De outro, estavam Didi, Nilton Santos, Garrincha etc. Jogo duro e jogo limpo. Não se tratava de camaradagem adquirida em quase um mês no mesmo hotel, mas sim da presença de grandes craques no gramado. A torcida exultava e os “mariaches” atacavam entusiasmados.

Estava muito difícil fazer gol. Poucas vezes vi um jogo disputado com tanta seriedade e respeito mútuos. Mas houve um espetáculo à parte. Mané Garrincha foi o comandante. Dirigiu os cem mil espectadores. Fazendo reagirem à medida de suas jogadas. Foi ali, naquele dia, que surgiu a gíria do “Olé”, tão comumente utilizada posteriormente em nossos campos. Não porque o Botafogo tivesse dado “Olé” no River. Não. Foi um “Olé” pessoal. De Garrincha em Vairo.

Nunca assisti a coisa igual. Só a torcida mexicana com seu traquejo de touradas poderia, de forma tão sincronizada e perfeita, dar um “Olé” daquele tamanho. Toda vez que Mané parava na frente de Vairo, os espectadores mantinham-se no mais profundo silêncio. Quando Mané dava aquele seu famoso drible e deixava Vairo no chão, um coro de cem mil pessoas exclamava: “Ôôôôô”! O som do “olé” mexicano é diferente do nosso. O deles é o típico das touradas. Começa com um ô prolongado, em tom bem grave, parecendo um vento forte, em crescendo, e termina com a sílaba “lé” dita de forma rápida. Aqui é ao contrário: acentua-se mais o final “lé”: “Olééé!” – sem separar, com nitidez, as sílabas em tom aberto.

Verdadeira festa. Num dos momentos em que Vairo estava parado em frente a Garrincha, um dos clarins dos “mariaches” atacou aquele trecho da Carmem que é tocado na abertura das touradas. Quase veio abaixo o Estádio Universitário.

Numa jogada de Garrincha, Quarentinha completou com o gol vazio e fez nosso gol. O River reagiu e também fez o dele. Didi ainda fez outro, de fora da área, numa jogada que viera de um córner, mas o juiz anulou porque Paulo Valentim estava junto à baliza. Embora a bola tivesse entrado do outro lado, o árbitro considerou a posição de Paulinho ilegal. De fato, Paulinho estava “off-side”. Havia um bolo de jogadores na área, mas o árbitro estava bem ali. E Paulinho poderia estar distraindo a atenção de Carrizo.

O jogo terminou empatado. Vairo não foi até o fim. Minella tirou-o do campo, bem perto de nós no banco vizinho. Vairo saiu rindo* e exclamando: “No hay nada que hacer. Imposible” – e dirigindo-se ao suplente que entrava, gozou:

– Buena suerte muchacho. Pero antes, te aconsejo que escribas algo a tu mamá.

O jogo terminou empatado e uma multidão invadiu o campo. O “Jarrito de Oro”, que só seria entregue ao “melhor do campo” no dia seguinte, depois de uma votação no café Tupinambá, foi entregue ali mesmo a Garrincha. Os torcedores agarraram-no e deram uma volta olímpica carregando Mané nos ombros. Sob ensurdecedora ovação da torcida. No dia seguinte, os jornais acharam que tínhamos vencido o jogo, considerando o tal gol como válido. Mas só dedicaram a isto poucas linhas. O resto das reportagens e crônicas foi sobre Garrincha.

As agências telegráficas enviaram longas mensagens sobre o acontecimento e deram grande destaque ao “Olé”. As notícias repercutiram bastante no Rio e a torcida carioca consagrou o “Olé”. Foi assim que surgiu este tipo de gozação popular, tão discutido, mas que representa um sentimento da multidão.

Já tentaram acabar com o “Olé”. Os árbitros de futebol, com sua inequívoca vocação para levar vaias, discutiram o assunto em congresso e resolveram adotar sanções. Mas como aplicá-las? Expulsando a torcida do estádio? Verificando o ridículo a que estavam expostos, deixam cada dia mais o assunto de lado. É melhor assim. É mais fácil derrubar um governo do que acabar com o “Olé”.

Não poderia ter havido maior justiça a um jogador que a que foi feita pelos mexicanos a Mané Garrincha. Garrincha é o próprio “Olé”.

Dentro e fora de campo, jamais vi alguém tão desconcertante, tão driblador. É impossível adivinhar-se o lado por onde Mané vai “sair” da enrascada. Foi a coisa mais justa do mundo que Garrincha tivesse sido o inspirador do “Olé”.

Saudações botafoguenses!

***

* As pessoas já foram mais espirituosas ou talvez o senso de humor, menos egocêntrico. Acho que o mundo pode ter sido um lugar mais divertido quando ser cool não era moda. Fora a expressão ridícula dos que se esforçam para ‘representar’ o tempo todo, com medo de serem flagrados por cameretas de celular e expostos em praça ‘youtúbica’ com o cabelo ‘mal desarrumado’ e rindo. Mas como colocar essa tese à prova sem se expor ao que o senso comum contemporâneo comportadinho considera ridículo, estando-se sob o jugo da ‘era da incerteza caretaça blasé’? Dane-se o ridículo! Feliz de quem ri de si mesmo, se diverte com o brilho alheio e, claro, o próprio, enquanto autor da piada.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Estreia 2013

(a partir de foto de Celso Pupo/Fim de Jogo)

Até agora eu não havia tido tempo para escrever que a primeira etapa do Botafogo foi boa, apesar do fraco futebol apresentado pelo Duque de Caxias. Não sinto muito por isso, até porque, há de se convir, apesar da superioridade evidente no meio campo nossos gols surgiram a partir de jogadas ensaiadas de bola parada e de uma sobra na entrada da área. Quero dizer com isso que a falta de triangulações de ataque mais efetivas e um maior poder de penetração me incomodam, e isso não é de hoje.

O que a demora em escrever me deixou um pouco chateado foi por não ter podido elogiar mais cedo o estreante Gilberto, que é a melhor surpresa do ano até o momento. Com Márcio Azevedo e o reforço da base, as laterais tomam jeito de ponto forte.

Gilberto foi corajoso e ousado, arriscou e acabou acertando a grande maioria das tentativas. Sabe cruzar, foi bem na marcação e tem visão de jogo – se colocando bem para formar a linha de impedimento. Além disso mostrou seriedade, sem nem um pouco de formalismo burocrático maçante.

(a partir de foto de Thales Soares/Globoesporte)

Sobre outro estreante, digamos que a furada na cara do gol foi espetacular. Mas seria injusto avaliar o Henrique justo por um erro, mesmo que bizarro, pois a bola pouco chegou – talvez isso confirme minha observação anterior sobre a objetividade da criação no campo de ataque.

O excelente futebol do Lodeiro – que era uma das “promessas” da seleção quarta colocada da última Copa do Mundo e que hoje é “realidade” – não foi novidade para mim, que o considero titular absoluto, sem ninguém fazendo sombra no elenco atual.

Andrezinho, sempre cadenciando o jogo e sortudo toda vida, é um dos melhores jogadores do futebol brasileiro para segurar resultado favorável no segundo tempo. Fellype Gabriel é o motorzinho super inteligente de sempre, mas com aquele joelho que o diabo beijou. Exemplo perfeito de falta de sorte – nossa e dele.

Renato parece ter ficado para a história. Marcelo Mattos me agrada, mas com restrições. Prefiro o Gabriel, pois MM falha em momentos cruciais e parece que ou não consegue girar para a direita ou é da patota do Lucas (leia-se: Eduardo Uran). Sendo uma coisa ou outra, volante que falha em jogada não forçada, não gira ou pertence a ‘panelinha’ não pode barrar um jogador como o Gabriel, que é o contrário disso tudo.

A zaga com Antonio Carlos será sempre fraca, mesmo contra times de menor investimento. Mas sobre nossa defesa, o mais importante para atingirmos algum sucesso em 2013 é que o recém contratado Bolívar nunca mais tente uma firula grotesca como a daquele lance para lá de histriônico, pura máscara. Peço a todos os botafoguenses e às mães e avós de alvinegros – mesmo as de outra bandeira, porque mandinga de mãe e avó é muito poderosa – que roguem em qualquer fé ou crença para que o Bolívar seja o jogador do gol, da boa colocação e dos desarmes precisos, jamais o último-homem-tentando-passe-de-letra-na-meia-lua, ao feitio de zagueiro não confiável. Vamos combinar o seguinte: o Bolívar esquece o salto alto nos bastidores da noite da estreia e nós fingimos que não vimos o brilho do scarpin. E caso abafado.

As contusões em primeiro jogo preocupam, mas poderão dar espaço para as voltas de Jadson e Dória, o que é bom.

Super Jefferson, obrigado pela estadia continuada.

Apesar do meu incômodo em ver um time com Lodeiro e dois laterais ofensivos somados a uma série de meio-campistas no mínimo razoáveis não criar muitas articulações de ataque bem definidas e nitidamente provenientes de bom treinamento, o time parece ter potencial para crescer. Que não seja o “suflê” dos últimos anos.

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos: Botafogo 3x 0 Duque de Caxias]

sábado, 19 de janeiro de 2013

Cuidado com a carteira!!!


O presidente da Comissão de Arbitragem da FFERJ, Jorge Rabello, declarou o seguinte:

“As pessoas, a mídia, os dirigentes e os técnicos, assim como têm uma paciência incrível com jogadores jovens, precisam também entender que às vezes está ali um árbitro jovem, que vai errar. Infelizmente, sofremos com essa incompreensão. Quando um jogador mais novo erra, todos entendem. ‘Subiu agora dos juniores, é novo, vai aprender’. O árbitro, todos já querem que seja um Carlos Eugênio Simon, um Marcelo de Lima Henrique, logo no início. E não funciona assim. Assim como um técnico precisa botar um jogador em campo para saber seu potencial, nós temos que escalar o árbitro. Infelizmente, uns irão seguir e outros não, assim como acontece no futebol.”

Eis o ‘apito’ inicial...

Saudações botafoguenses!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

2013 Caliente


O cineasta Ivan Cardoso escreveu no Facebook que queria que o “presidentista” Maurício Assumpção ateasse fogo às próprias vestes ao modo do já saudoso Jorge Selarón e completou dizendo que gostaria que o sargento Zero-Zero Oswaldo de Oliveira fosse assassinado nas escadarias imortalizadas pelo artista chileno.

Ivan é mestre do “terrir”: nos faz rir através do horror ficcional. Os dois funestos futuros defuntos citados nos trazem a tristeza, o constrangimento e a ira, pois são mestres em criar horrores reais.

(a partir de foto de cena de O Bandido da Luz Vermelha, de Rogério Sganzerla) 

Não rogo praga para ninguém, mas não vou perder a oportunidade de passar uma – no caso, duas – adiante, ainda mais quando o assunto é “sanear” General Severiano, um local sagrado que anda sendo profanado por gente destinada a repousar eternamente no Inferno.

Aos amigos mais comedidos e ponderados peço desculpas pelo cheiro de bílis, mas abro os trabalhos de 2013 com as travas da chuteira.

Saudações botafoguenses!