quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Atlético-MG 2 x 2 Botafogo – Passamos bem sem Vitinho

(A partir de foto de Cristiane Mattos/Futura Press)

Ouviu-se muito durante as transmissões os narradores e comentaristas das duas partidas fazendo contas: “Agora o Atlético precisa de dois gols...”; “Porque no Independência o Atlético virou não sei quantos jogos e a diferença era a mesma...”; “Porque o Atlético isso, o Atlético aquilo...” e por aí foram e no caminho ficaram.

É lógico que não foi uma tarefa qualquer eliminar o excelente time do atual campeão da Libertadores. No entanto, o mais importante é que fique bem claro o seguinte: O Botafogo era o time a ser batido e não o contrário, como fizeram parecer os narradores e comentaristas, “admiradores” ostensivos do clube mineiro.

Um time que aos 48 do segundo tempo sairia do Maracanã com um placar de 4 x 1 a seu favor – e de virada!!! – era o time errado para o Atlético-MG – e seus entusiastas da mídia – achar que faria o que fez com seus outros adversários no Independência. Não fez e nem chegou perto de fazer, pois dois gols de diferença em jogos decisivos de ida e volta não deixam dúvidas: o Botafogo era o time a ser batido.

A atual equipe do Botafogo vem demonstrando, desde a campanha do Carioca, que é um time que sabe o que quer. Treina com empenho, tem ótima percepção das nuances de uma partida, cultiva um espírito coletivo inabalável, sabe como lidar com o sucesso, gosta de ser feliz – mas não “rebola” –, portanto, um time muito difícil de ser batido.

Estão tão unidos que me deixam indeciso entre o plural e o singular; se falo de “jogadores” ou se falo de “time”; malhas de um só tecido. O fato é que “deu liga”. Fundaram um grupo muito coeso, formado por indivíduos moldados para a ação em conjunto, suficientemente despojados de individualismos fúteis, o que lhes permite manter um alto nível de competitividade tanto na ausência do seu jogador-símbolo, Seedorf, quanto na saída do potencialmente excepcional Vitinho.

E seguem – optei pela concordância com o indivíduo, que é a matéria primordial de um grupo – superando os esperados obstáculos naturais (e os “artificiais” também) dentro das quatro linhas e as enormes e já conhecidas dificuldades inesperadas (porém muito bem articuladas para nosso prejuízo) extra-campo. Seguem em frente, não se abatem com o infortúnio, estão prontos para o que der e vier.

(Foto de Cristiane Mattos/Futura Press)

Passando ou não para as semifinais da Copa do Brasil, esse grupo é digno de aplausos e continua sendo “o time a ser batido”.

Nota: Os jogadores botafoguenses têm sofrido sistematicamente com a violência dos adversários – sob o beneplácito de vários árbitros –, o que levou ao afastamento de Lucas por força de uma fratura em função de uma entrada criminosa de Zé Roberto, que não foi punido sequer com um cartão amarelo. Ontem, os mesmo atleticanos que reclamavam pateticamente da arbitragem – quando deveriam manter a compostura que se espera de campeões das Américas –, fizeram questão de esquecer a entrada violentíssima de Jô em Gabriel, que levaria o atleticano à expulsão em qualquer estádio do mundo civilizado. No entanto, foi o Botafogo que saiu de campo com 6 (seis!!!) cartões amarelos, sem ter cometido absolutamente nenhuma falta violenta.

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Leiam também:

- Classificação heróica (Cantinho Botafoguense)

- Atlético-MG 2 x 2 Botafogo: Coisas nossas (Fogo Eterno)

- Botafogo 2x2 Atlético Mineiro (Mundo Botafogo)

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Saudações botafoguenses!

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Vão-se os anéis, fica o ouro

No blog Fogo Eterno, Marcelo Pereira escreveu sobre a venda de Vitinho. Segue, em itálico, o esplêndido texto:

O adeus de um símbolo
por Marcelo Pereira

Não é apenas pelos dez milhões de euros da multa paga pelo CSKA.

Não é apenas pelo fato de o time perder boa parte de seu potencial de definição ofensiva.

Não é apenas pelo fato de Vitinho ser a maior revelação do Botafogo nos últimos anos, talvez décadas.

Não é tampouco somente pelo fato de que Vitinho estava em fase iluminada, que certamente o levaria à Seleção Brasileira e nos ajudaria a garantir, no mínimo, uma vaga na Libertadores.

A saída de Vitinho nesse momento representa, para toda uma geração de jovens alvinegros, a perda de um espelho: uma referência que não se intimidava com traumas do passado. Pelo contrário, driblava todas as nossas cicatrizes e partia em direção ao gol, em busca da felicidade ampla, geral e irrestrita, sem senões nem reticências. Vitinho chutava, chutava e chutava. Ele era a representação daquela frase clássica: “Por não saber que era impossível, foi lá e fez”.



 
Vitinho representava um Botafogo abusado, impetuoso e destemido.

Vitinho simbolizava um Botafogo renascido.

Vitinho sintetizava o presente e o futuro.

Perder a sua maior revelação na última semana de janela aberta para transferências internacionais: isso, sim, é tomar um gol nos acréscimos.

Vamos em frente.

Até porque, felizmente, o Botafogo não é apenas Vitinho.

E, se os deuses quiserem (e, dessa vez, eles vão querer), em dezembro poderemos afirmar, admirando uma foto gloriosa: “Olha só a festa que você perdeu, Vitinho!”

[Publicação original: Fogo Eterno]

Saudações botafoguenses!

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Botafogo 1 x 1 Goiás – O homem que não estava lá

(Montagem a partir de foto de cena do filme O Homem que não estava lá – de Joel Coen – e foto de Alexandre Cassiano/O Globo)

Sempre que tivermos em campo o outrora excelente Renato, nosso meio de campo perderá a batalha contra a maioria dos adversários.

Nota: O Andre Bahia poderia ter sido poupado de jogar com um curativo que visivelmente atrapalhava sua visão. Mas isso, caso fosse substituído por qualquer um, menos o Antonio Carlos, lógico.

Sobre o jogo, leiam:

- Mais dois pontos perdidos (Cantinho Botafoguense)

- Botafogo 1 x 1 Goiás: Um time, um grupo (Fogo Eterno)

- Botafogo 1x1 Goiás (Mundo Botafogo)

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[Link para os melhores momentos: Botafogo 1 x 1 Goiás]

Saudações botafoguenses!

domingo, 21 de julho de 2013

Botafogo 2 x 0 Náutico

As Olimpíadas de 2016 começaram ontem

(A partir de fotos de Wagner Meier/Agif e Vitor Silva/Botafogo Oficial)

Desta vez não houve um gol do Seedorf, como nas duas rodadas anteriores, apesar do sujeito ter jogado o fino da bola. Mas o Seedorf guardava uma surpresa para a noite de ontem e que não tinha nada a ver com o alto nível de seu futebol e nem com um gol ou golaço, nem mesmo uma declaração bem articulada e justa ou coisa parecida. O presente que o Seedorf estava prestes a dar ao mundo do esporte era um tiro de 60 metros para salvar o Botafogo de sofrer um gol iminente.

Ora, falo de um jogador dono de uma carreira brilhante e cheia de vitórias. Um jogador sem a menor necessidade de provar seja o que for e a quem quer que seja, um cara consagrado mundialmente. E foi esse jogador que, aos 37 anos de idade, com o currículo que tem, adorado pelas torcidas dos clubes que defendeu e respeitado e admirado por torcedores adversários, que se deu ao trabalho de vencer um oponente numa corrida de um lado a outro do campo, lutando até o último instante em defesa do seu clube atual, o Botafogo de Futebol e Regatas.

Gostaria de acreditar que o Seedorf não faria o mesmo por outro clube, mas seria um ingênuo, agarrado a um ciúme fútil e inconsequente. Não é um privilégio do Botafogo o fato do Seedorf tê-lo defendido até a última passada. O privilégio do Botafogo é o Seedorf ser um dos nossos.

(Mas o Botafogo é grande e generoso, e retribui ao Seedorf com outro privilégio, que é entrar para a história do futebol brasileiro se juntando a um hall da fama povoado por Nílton Santos, Garrincha, Didi, Gerson, Jairzinho, PC Caju e uma lista enorme de craques celebrados mundialmente.).

Seedorf não precisou ser brilhante ou se valer de sua técnica refinada. Usou seu corpo vigoroso – cultivado e preservado com dedicação e inteligência – para seguir o adversário até o momento do desarme. Mas acredito que vocês imaginem que meu interesse aqui não seja tratar de aspectos físicos, técnicos ou táticos. Pois bem, não é nada disso mesmo.

Esta fala nada mais é do que uma forma mal-ajambrada de louvar e agradecer o Seedorf por seu caráter e espírito esportivo extraordinários. O Seedorf, assim como outros craques da história do Botafogo de Futebol e Regatas, está muito além do futebol. O Seedorf é Olímpico!

Saudações botafoguenses!

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Sobre a partida, leiam:

- Volta (provisória) à liderança (Cantinho Botafoguenses)

- Botafogo 2 x 0 Náutico: Muitos pontos, poucas vozes (Fogo Eterno)

- Botafogo 2x0 Náutico (Mundo Botafogo)

[Link para os melhores momentos: Botafogo 2 x 0 Náutico]

terça-feira, 9 de julho de 2013

Botafogo 1 x 0 Fluminense

Um ano com o craque Seedorf:
Mais um gol decisivo


Na liderança do campeonato, o Botafogo comemora um ano da chegada do Seedorf.

A vinda do Seedorf é o melhor fato botafoguense desde a conquista de 95. Importante, simples e fácil de entender, assim como o craque holandês.

Sobre a partida de domingo, leiam:

- Líder isolado (Cantinho Botafoguense)

- Botafogo 1 x 0 grenás: O fator Seedorf (Fogo Eterno)

- E A LIDERANÇA É NOSSA! (Mundo Botafogo)

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos: Botafogo 1 x 0 Fluminense]

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Dino da Costa - Botafogo pelo Mundo

O amigo Rui Moura faz campanha para que o botafoguense Dino da Costa entre para o Hall da Fama da Roma (Associazione Sportiva Roma) e nós aqui apoiamos a oportunidade para que se faça justiça a um craque brasileiro de renome mundial, revelado pelo Botafogo de Futebol e Regatas

Segue a publicação em Mundo Botafogo:

Dino da Costa: no Hall da Fama da A.S. Roma


Dino da Costa foi uma das mais importantes revelações da década de 1950 no Botafogo: Dino esteve no clube da Estrela Solitária entre 1948 e 1955, tendo atuado na equipa principal nos últimos quatro anos.

Durante uma excursão à Europa o jogador destacou-se e foi negociado para o futebol italiano. O dinheiro obtido serviu para reforçar a equipa principal, que viria a consolidar-se em 1957 com a aquisição de Didi, o ‘Príncipe Etíope’.

Desde aí Dino jogou sempre no futebol italiano, tendo-se consagrado ídolo da A.S. Roma entre 1955 e 1961, encerrando a carreira em 1968 no Ascoli.


Atualmente com 81 anos, Dino foi o co-autor, com Carlo Matteo Mossa, de um livro sobre si próprio intitulado Quel tredicesimo gol… Io e il derby: come divenni l’incubo dei laziali, publicado em Roma, em 1912, pela Roma Libreria, Sportiva Eraclea. O blogue Mundo Botafogo colaborou com dados sobre Dino da Costa durante a elaboração do livro.

Entretanto, a A.S. Roma decidiu criar o seu ‘Hall da Fama’, e Dino da Costa não poderia deixar de estar presente.

Por isso, o clube promove atualmente uma sondagem pública entre os internautas: - Quem é o seu jogador favorito na categoria “A Era dos Pioneiros, 1927-1961”?


Aceda ao endereço http://www.asroma.it/it/team/sondaggiohall.html e vote em Dino da Costa para o 'Hall da Fama' da A.S. Roma.

Além de Dino da Costa ser brasileiro e botafoguense, foi o 1º brasileiro artilheiro do campeonato italiano e ainda é o maior artilheiro do clássico da capital italiana, Associazione Sportiva Roma versus Società Sportiva Lazio, tendo assinalado 12 gols em 13 jogos.

Também pode aceder à biografia de Dino da Costa em http://mundobotafogo.blogspot.pt/2009/07/dino-da-costa-revelacao-botafoguense_29.html

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[Publicação original no blog Mundo Botafogo]

VOTE EM DINO DA COSTA!!!

Saudações botafoguenses!

domingo, 9 de junho de 2013

Ponte Preta 0 x 2 Botafogo - superando o elo fraco


(Foto: Miguel Schincariol/Lance)

Não comentei o jogo passado por falta de tempo, mas muito mais por falta de equilíbrio emocional.

Ver o Vitinho querendo levar a bola para a casa, o Renan entregando o outro e o Fellype Gabriel dando passe de trivela cheio de pompa para atacante adversário também contribuíram para a minha inquietação do espírito, mas o fator decisivo para me tirar completamente do sério foi a usualmente patética e, portanto, inexplicável e enlouquecedora atuação do ‘lexotônico’ Antonio Carlos.

A imagem de Antonio Carlos com a camisa do Botafogo me faz pensar em um botão imaginário que o retire de campo em um só toque: Clic... ZAPT!!!

Porque além de possuir péssima visão de jogo, de ser lento e preguiçoso, AC é manhoso. Deixa companheiros e o time em má situação, seja por deficiência técnica ou por força de sua personalidade pouco confiável. Como exemplo disso, assistam ao clipe com os melhores momentos da partida pela 4ª rodada para vê-lo dando um passe claramente “maldoso” para Seedorf.

Sua participação nos dois gols do Bahia – mesmo enquanto coadjuvante – é flagrante. No primeiro gol adversário nem fez menção de dar o bote no jogador que chutou para o rebote e ainda tirou o corpo da trajetória da bola; No segundo tempo dá condições de jogo a Fernandão, em lance extremamente perigoso, e mais adiante deixa o mesmo adversário chegar na cara de Renan, que salva.


(Foto: Luciano Claudino/Globoesporte)

As diferenças entre a partida de quarta-feira e a de ontem consistem no resultado – o que é óbvio –; na postura geral da nossa equipe; e no baixíssimo nível do time da Ponte Preta, um bando de trogloditas sanguinários – creio que a torcida da Macaca mereça coisa melhor.

Quanto à Antonio Carlos, o mesmo de sempre. “Marcando” de longe, com os bracinhos voltados para trás e desviando-se dos chutes com uma arqueada de coluna ridícula, à la Pee Wee Herman. Sua debilidade cognitiva e seu espírito de areia movediça amaldiçoam um time inteligente e de caráter sólido.

Notem que as duas únicas derrotas do Botafogo na temporada contaram com a presença de Antonio Carlos. Sem Antonio Carlos jogamos quatro finais sem levar um gol sequer!

Bolívar e Dória formam sem dúvida alguma uma das melhores duplas de zaga da competição. Na falta do excelente Dória, que efetivem André Bahia, que se porta à altura do restante do time, ao contrário de Antonio Carlos, que destoa claramente. Com André Bahia, ontem, mantivemos o resultado; com AC, na quarta, tomamos uma virada.

Antonio Carlos é inútil para o Botafogo e ótimo para os adversários.

Saudações botafoguenses!

Nota: É, não falei sobre a partida de ontem e não citei o gol do AC. Mas isso porque estou pouco me lixando para essa estória de zagueiro-artilheiro e, mais importante que a vitória, no momento, é trabalhar para conseguir mais vitórias. Para isso é preciso saber que Antonio Carlos é o elo fraco dessa corrente robusta, este Botafogo de 2013.

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Sobre a partida de ontem, leiam:

- Dormindo na liderança (Cantinho Botafoguense)

- Ponte Preta 0 x 2 Botafogo: E o que temos? (Fogo Eterno)

- Botafogo 2x0 Ponte Preta (Mundo Botafogo)

[Link para os melhores momentos: Ponte Preta 0 x 1 Botafogo]

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Sobre a partida de quarta-feira:

- Estranha apatia (Cantinho Botafoguense)

- Bahia 2 x 1 Botafogo: Duplo desperdício (Fogo Eterno)

- Robin Hood FC 1x2 EC Bahia (Mundo Botafogo)

[Link para os melhores momentos: Bahia 2 x 1 Botafogo]

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Mundo Botafogo esclarece

O amigo Rui Moura publicou em seu blog Mundo Botafogo mais um comentário estarrecedor sobre fatos que envolvem o fechamento do Engenhão. Segue o texto em itálico.
 
O laudo do Engenhão é ilegal?!?!?!

por Canagé Vilhena
arquiteto e urbanista

Laudo pericial sobre segurança estrutural é serviço de Engenharia.

O laudo aceito pela prefeitura do Rio é de uma empresa alemã.

É necessário contratar estrangeiros para ver que a estrutura está podre?

Esta empresa tem registro no CREA-RJ para exercer a Engenharia no Brasil?

Ela fez Anotação de Responsabilidade Técnica – ART para o laudo pericial?

A Lei 5.194/66 proíbe a contratação de serviços de Engenharia produzidos por pessoas não registradas no Brasil:

Art. 6- Exerce ilegalmente a profissão de engenheiro ou engenheiro-agrônomo:

a) a pessoa física ou jurídica que realizar atos ou prestar serviços público ou privado reservados aos profissionais de que trata esta lei e que não possua registro nos Conselhos Regionais; (…)

Art. 13. Os estudos, plantas, projetos, laudos e qualquer outro trabalho de engenharia e de agronomia, quer público, quer particular, somente poderão ser submetidos ao julgamento das autoridades competentes e só terão valor jurídico quando seus autores forem profissionais habilitados de acordo com esta lei. (…)

Art. 15. São nulos de pleno direito os contratos referentes a qualquer ramo da Engenharia ou da Agronomia, inclusive a elaboração de projeto, direção ou execução de obras, quando firmados por entidade pública ou particular com pessoa física ou jurídica não legalmente habilitada a praticar a atividade nos termos desta lei.

Nota de Mundo Botafogo: Perante os argumentos de Canagé Vilhena, é necessário confirmar a ilegalidade do laudo acolhido pelo prefeito. A ser ilegal, a torcida deve, por todos os meios, encontrar forma de concretizar manifestações públicas que exijam um comportamento digno da diretoria e, quiçá, estudar a possibilidade de mover uma ação popular contra a ilegalidade cometida pela prefeitura ou apelar ao Ministério Público para que intervenha o mais rapidamente possível num caso que prejudica um clube que é património da cidade do Rio de Janeiro e do País.

OUSEMOS LUTAR, OUSEMOS VENCER!

[Link para a publicação original no blog Mundo Botafogo]

Saudações botafoguenses!

domingo, 2 de junho de 2013

Botafogo 2 x 1 Cruzeiro - vitória esperta


(Foto: Paulo Sergio/Lance)

Foi uma das muitas partidas em que a inteligência e eficiência do atual time do Botafogo ficaram evidentes.

Ao sentir que jogávamos contra uma equipe com preparo físico semelhante ao nosso, porém mais forte fisicamente, o Botafogo desacelerou a típica marcação impetuosa e adiantada que implementa usualmente desde os primeiros minutos das partidas e se resguardou na defesa bem postada; esperou o provável desgaste adversário e, por volta dos 20 do segundo tempo, pôde equilibrar o volume de marcação à do Cruzeiro – superando-a, inclusive –, administrando o jogo quando mais uma vez abriu vantagem, pois foi mais competente no aproveitamento das oportunidades de gol.

Mais 3 pontos contra adversário de peso e ainda longe do Engenhão.

 
(Foto: Paulo Sergio/Lance)
 
Lamentáveis foram os comentários de Roger Flores, que enquanto comentarista não passou de um torcedor cruzeirense ‘microfonado’.

No campo de jogo, também foi uma vitória conseguirmos absorver as ausências – sentidas, diga-se – de Fellype Gabriel, Dória e Jefferson. (Lodeiro é o próximo).

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Sobre o jogo, insisto que leiam:

- Líder 2 x 1 Cruzeiro (Mundo Botafogo)

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[Link para os melhores momentos: Botafogo 2 x 1 Cruzeiro]

Saudações botafoguenses!

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Botafogo 2 x 1 Santos - Um bom presságio


(Foto: Alexandre Loureiro/Lance)

Parece que jamais saberei se o potencial do jovem Jeferson vai se tornar tudo aquilo que eu acho que vai, pelo menos durante o período em que ainda “parece ser” jogador do Botafogo. Uma pena, pois precisamos urgentemente encontrar alguém para ocupar a vaga do Seedorf quando nosso principal jogador não puder estar em campo, como aconteceu nesta quarta.

Apesar de Seedorf ser atualmente insubstituível, a alternativa com Andrezinho é certeza de um Botafogo menor e, somada – com um sinal de menos do lado esquerdo – à presença de Antonio Carlos, somos 50% do que realmente somos. Passes errados, menor poder de marcação, chutões para a frente e dar condição de jogo no lance do gol adversário são o resultado dessa combinação mórbida.

O toque de bola, o empenho, o conceito estavam presentes, mas o Botafogo sem Seedorf – e Dória! – e com Andrezinho e Antonio Carlos é meio Botafogo. Abaixo de 50%, inclusive, a partir da saída do fiel escudeiro Fellype Gabriel – injustamente esquecido naquela premiação mequetrefe dos melhores do Carioca. Boa notícia saber que Renato ainda quer; querendo, Renato tem o que dizer.

Ótimo vencermos sendo metade do que podemos ser, o que serve para imaginar o que esperar da medida total. Também é muito bom descobrirmos que Rafael Marques é sortudo – a sorte, esse bem inestimável.


(Foto: Alexandre Loureiro/Lance)

Além da vitória, que é a melhor palavra do dicionário de um time de futebol, vencer jogando mal é um excelente presságio.

Saudações botafoguenses!

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Leia também:

- Poderia ser mais tranquilo (Cantinho Botafoguense)

- Botafogo 2 x 1 Santos: Voando baixo (Fogo Eterno)

- Botafogo 2 x 1 Santos (Mundo Botafogo)

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[Link para os melhores momentos: Botafogo 2 x 1 Santos]

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Corínthians 1 x 1 Botafogo - Impressionante



Fiquei impressionado com o poder de marcação que simplesmente para o adversário da ocasião, que desta vez foi o atual campeão da Libertadores. E continuam me impressionando o preparo físico e a inteligência dos nossos atuais jogadores, esta última que permite implementar um futebol coletivo envolvente e por isso contundente.

No entanto o que mais me impressionou foi o profissionalismo deste grupo que, depois de nota de própria autoria expondo atraso salarial – assunto explorado à exaustão pela “facção” tendenciosa da imprensa esportiva (uma maioria nefasta) –, não se afastou um traço sequer do empenho absoluto que fez a campanha estadual se tornar avassaladora.

O caráter destes jogadores botafoguenses bem que serviria de exemplo a influenciar a formação das futuras gerações, não fosse o boicote que se revela através da tentativa de ofuscação da postura brilhante deste grupo de cidadãos, que revive a ideia de que o esporte molda o caráter humano.

Um boicote que fica evidente na constante diminuição que a referida imensa maioria da imprensa busca impingir ao brilho que o comportamento impecável do time botafoguense emana a cada partida.

Além disso, na esfera política oficial, a muito mal explicada interdição do nosso estádio – evidenciada por estudos que contestam frontalmente o laudo ligeiro (não)apresentado pelo prefeito do Rio de Janeiro – debilita nossa pujança e põe em risco a própria sobrevivência do clube, levando a reboque o fracasso da propagação de um comportamento digno e exemplar, exatamente o que os atletas botafoguenses exibem claramente em campo.

É evidente que o exemplo alvinegro, através de seus jogadores, está em desacordo com o que é praticado pela grande maioria dos políticos brasileiros e por muitas empresas privadas com ligações estreitas com o erário público, o que talvez seja o motivo que leva a esta flagrante tentativa de inibir a exposição e a valorização da dignidade, honestidade e incorruptibilidade que o time do Botafogo expõe em cada partida disputada.

Ontem foi um empate em campo, mas, além das quatro linhas, mais uma vitória acachapante de um perfeito exemplo de dignidade.

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Sobre a partida, leiam:

- Estreia com empate (Cantinho Botafoguense)

- Corinthians 1 x 1 Botafogo: Bola e honra (Fogo Eterno)

 - Botafogo 1x1 M. Mattos (Mundo Botafogo)

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[Para os melhores momentos: Corínthians 1 x 1 Botafogo]

Saudações botafoguenses!

domingo, 12 de maio de 2013

Feliz Dia das Mães!



Um imenso beijo em todas as mães do universo!

E, em especial, à minha mãezinha, se recuperando de um baque violento, mas que já já estará de volta ao lar que gerou.

Saudações botafoguenses!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Botafogo, campeão pelo mundo


(Tríplice Coroa: Mario Alberto/Lancenet/Mundo Botafogo)

Rui Moura diz:

“Quando o Botafogo ganha há magia. Nunca é um título qualquer, é sempre algo muito especial: ou sofrido e arrancado no último instante quando somos favoritos ou avassalador e incontestável quando começamos um campeonato como azarão.

E Seedorf, estou em crer, nunca havia conseguido tanto com uma equipa desarticulada como a do Glorioso 2012. Era a mesma equipa, mas Seedorf ainda não ganhara a autoridade que hoje tem. Lentamente e 'cerebralmente', tomou conta da equipa e provavelmente pela primeira vez na vida se sentiu numa família futebolística agregada por si. Porque não tenho dúvidas que esse Glorioso é sobretudo obra das orientações de Seedorf, e Oswaldo está aprendendo com ele. O treinador não explicitou porquê, mas em entrevista pós jogo disse que estava muito emocionado e aprendendo muito.

Há coisas que só acontecem ao Botafogo.

Abraços Gloriosos!”

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E publica:

- Botafogo campeão carioca 2013

- E ninguém cala esse nosso amor!

- A melhor torcida do mundo!

- Botafogo campeão: imprensa nacional após o título

- Botafogo campeão: imprensa internacional após o título

- Vozes na conquista do campeonato estadual

- A Tríplice Coroa

- Capas de jornais: o dia seguinte


(A Pegada...: Mario Alberto/Lancenet/Mundo Botafogo)

[Seleção de postagems do blog Mundo Botafogo, administrado pelo amigo Rui Moura] 

Saudações botafoguenses!

Botafogo de Futebol e Regatas - Campeão Carioca de 2013


(Foto: Daniel Ramalho/Terra)

Manhã de temporal para lavar a alma do torcedor botafoguense, que vê o Botafogo se sagrar campeão carioca após nove vitórias consecutivas.

O melhor time da competição foi campeão da Taça Guanabara desbancando seus oponentes com duas vitórias consecutivas em partidas decisivas, quando os adversários tinham a vantagem do empate. Venceu todas as partidas da Taça Rio e dispensou a vantagem do empate que conquistou para as finais.

E fez três vice-campeões em uma única competição: Vasco, vice da Taça Guanabara; Fluminense, vice da Taça Rio; e Flamengo, vice geral. Ou seja, um campeão democrático que não deixa dúvidas e nem fomenta disputas entre os rivais.


(Foto: Satiro Sodré/Agif)

Os mais desavisados podem achar que o placar da partida de ontem foi apertado. No entanto, um fato pitoresco prova que são desavisados. Pois bem, antes da partida, quando soube que o árbitro seria Marcelo de Lima Henriques, pensei: “Vamos precisar fazer uns três gols para sair com um 1 x 0.” Não deu outra.


(Foto: André Durão/Globoesporte)

Além das duas taças conquistadas na tarde de ontem, o Botafogo livrou o torcedor carioca do constrangimento de assistir a mais duas partidas decisivas no simpático Raulino de Oliveira, estádio cujo padrão de qualidade se assemelha à gestão do prefeito do Rio de Janeiro.

Com os ventos do temporal desta manhã, a estrutura metálica da cobertura do Engenhão deve estar pairando sobre o gabinete do alcaide, como símbolo da nossa resistência. Vencemos ali também.



Vitinho, Gabriel e Dória brilharam e mostraram que a base é forte, com direito a Jadson, Sassá, Cidinho e Renan no banco.


Fellype Gabriel e Marcelo Mattos revelaram a nova cara de um departamento médico renovado e competente – além do excelente futebol que jogaram.



Bolívar e Julio Cesar provaram que é possível fazer excelentes contratações, o que Bruno Mendes voltará a atestar mais adiante.



Rafael Marques – “O Centroavante Que Não Marca”(va) – mete dois gols em uma decisão – sendo um deles mal anulado – e se torna o símbolo da mais surpreendente volta por cima do futebol mundial.


(Foto: Satiro Sodré/Agif)

Oswaldo de Oliveira se juntou humilde e inteligentemente a Seedorf para criar um modelo de jogo competitivo e forjar o espírito vitorioso que faltava a um time tido como quarta força, calando e valorizando as minhas críticas – situação inusitada, tipicamente botafoguense.



Lodeiro foi pulmão, coração e alma durante cada minuto de todas as partida que diputou.



Jefferson continua sendo o melhor goleiro do Brasil, não obstante o péssimo discernimento do comando da seleção da CBF.



E Clarence Seedorf, craque renomado internacionalmente, veste o manto alvinegro para fazer história, se juntando ao rol de ídolos gloriosos.


(Foto: Satiro Sodré/Agif)

Jogadores e comissão técnica estão de parabéns pela campanha vitoriosa em todos os âmbitos onde a luta foi travada. Fomos técnica, física e psicologicamente superiores a todos, dentro e fora do campo. Vencemos. E vencemos com sobra!

E o torcedor botafoguense provou mais uma vez que é o mais assíduo do Rio de Janeiro.


(Foto: Daniel Ramalho/Terra)

É isso aí, minha gente.

É CAMPEÃO!!!

É CAMPEÃO!!!

É CAMPEÃO!!!



Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos: Botafogo 1 x 0 Fluminense]

[Link para declarações finais de Clarence Seedorf, campeão pelo Botafogo]

terça-feira, 16 de abril de 2013

Botafogo 4 x 1 Nova Iguaçu - Baila comigo



Não vou me aprofundar na análise sobre o jogo deste domingo (links seguem abaixo). O que gostaria de ressaltar aqui é o preparo físico do atual elenco do Botafogo.

Há muito tempo não temos um time tão bem preparado fisicamente como este Botafogo de 2013. Desde 2009 sofremos neste quesito, além de sermos obrigado a conviver com um departamento médico muito abaixo da mediocridade, que inclusive protagonizou momentos de extremo ridículo, vide o caso do diagnóstico e tratamento do problema físico do jogador Reinaldo.

O gramado encharcado de Moça Bonita fez feio e não seria o melhor laboratório para a observação deste aspecto. No entanto, o adversário, este sim, era um elemento prefeito para um teste comparativo. Digo isto porque tive a oportunidade de ver o Nova Iguaçu literalmente engolir o Vasco no meio da semana e o preparo físico da equipe laranja saltou aos olhos, sendo um dos fatores decisivos para a vitória. Parecia que jogavam contra um time de veteranos.

Neste domingo foi diferente. Não só foram dominados por uma equipe que soube ditar as variações do ritmo de jogo, mas também sofreram até o último minuto por enfrentarem um grupo com ‘gás’ suficiente para enfiar um quarto gol quando o resultado já estava definido e o Botafogo nitidamente administrava o resultado. E vejam que a definição da jogada veio através do Vitinho, já contundido!

O novo departamento médico – que recuperou Marcelo Mattos para deixá-lo na melhor condição física desde sua chegada ao clube e vem mostrando competência para manter o elenco principal à disposição do treinador – e os atuais responsáveis pela preparação física são elementos fundamentais para a fase de sucesso botafoguense. E não posso deixar de fora os próprios jogadores, pois sem os esforços individuais nada se constrói.

É preciso também fazer justiça citando o Seedorf. Em entrevista, Fellype Gabriel declarou que os treinamentos foram intensificados para se adequarem às demandas do Seedorf. Ou seja, a contribuição do craque holandês não se limita aos aspectos técnicos, táticos, psicológicos e de imagem pública. Um viva ao Botafogo ‘sarado’ de 2013!

Nota: Volto a repetir que é muito importante nesta rodada final que nossa vantagem seja mantida e que o prosseguimento desta vantagem não se transforme em acomodação. No entanto, o atual elenco do Botafogo tem inspirado tamanha confiança quanto à sua postura profissional e psicológica, que minha recomendação se torna meramente protocolar.

Leituras recomendadas:

- Botafogo 4 x 1 Nova Iguaçu

- Botafogo 4 x 1 Nova Iguaçu: Mané Clarêncio

Saudações botafoguenses!

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Botafogo 3 x 1 Friburguense – Vâmu qui vâmu!



Não pude assistir à partida de ontem e ao que tudo indica não assistirei, porque não será reprisada – monopólio dos meios de comunicação e abuso do poder econômico dão nisso.

Matematicamente classificado para as semifinais da Taça Rio e dependendo de si mesmo para garantir a vantagem de jogar pelo empate, tanto nas semi quanto em uma possível final do Carioca, tudo o que o Botafogo precisa é não deixar que um único ponto acima do Fluminense na tabela se transforme em acomodação.

Sobre a partida, sigam os links:

- Mundo Botafogo: Botafogo: chapa três outra vez

- Cantinho Botafoguense: Matematicamente garantido

Saudações botafoguenses!

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Botafogo 3 x 0 Olaria - O Lodeiro de sempre, o Vitinho como nunca


(Fotos: Fabio Castro/Agif e Gazetapress)

Botafogo vence o Olaria e segue na liderança, e com um jogo a menos.

O importante no momento é manter a postura aguerrida, a autoestima revigorada, o bom preparo físico e a seriedade que o elenco tem demonstrado, para que terminemos em primeiro lugar no cômputo geral, garantindo a vantagem dos empates. E é vital que sejam mantidas as escalações das duplas Bolívar/Dória e Marcelo Mattos/Gabriel, que têm ligação direta com a subida de rendimento da equipe, principalmente no setor defensivo.

O time se comportou bem no geral, apesar de Marcelo Mattos não estar em tarde inspirada – acredito que por cansaço. A participação de Vitinho foi extraordinária, Fellype Gabriel supriu a ausência de Seedorf em alto nível e Lodeiro continua se destacando tecnicamente, juntamente com seu já conhecido espírito de luta, apreciadíssimo pela torcida.

A equipe fez um primeiro tempo burocrático, mas tomou gosto pelo jogo na segunda etapa. No entanto ainda carece de jogadas de ataque bem articuladas, uma grave precariedade quando se apresentarem situações em que o adversário seja de nível semelhante ao nosso ou tenha um sistema defensivo bem montado. Os três gols são exemplos da escassez de jogadas coletivas bem treinadas.

Sobre o jogo, sugiro a leitura das seguintes análises:

- Mundo Botafogo: Botafogo 3x0 Olaria

- Fogo Eterno: Uma tarde de golaços

- Cantinho Botafoguense: Na ponta do grupo

Saudações botafoguenses!

 
(Foto: Fabio Castro/Agif)

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Vasco 0 x 3 Botafogo - mais que uma vitória


(A partir de fotos de Bruno Lima e Cleber Mendes/Lancenet)

A vitória sobre o Vasco, além de ser inquestionável em qualquer aspecto esportivo do futebol, é uma vitória que ultrapassa a pouca relevância de uma rodada de campeonato local e excede de forma extraordinária o resultado da partida, a importância dos três pontos, a iminência da nossa classificação e da desclassificação de um rival. Esta vitória sobre o Vasco também supera a satisfação do torcedor botafoguense em ver um time aguerrido, fisicamente muito bem preparado, unido, circunspecto, psicologicamente forte, e motivado talvez pela inevitável imagem de uma taça sendo erguida ao final da empreitada.

Porém o mais importante, e que destaco como essência desta partida, é o fato de que esta vitória de quarta-feira traduziu no campo de jogo a derrota dos que maquinaram contra o nosso sucesso, aqueles que apostaram suas muitas e pesadas fichas na crença tola de que não superaríamos os baques que foram a perda de nosso melhor jogador e a ameaça de sua suspensão prolongada, além da incerteza quanto ao cumprimento de nossos compromissos financeiros imediatos e o entravamento de contratos já em andamento e futuros – fruto da interdição oportunista e mal explicada do nosso estádio, um golpe multimilionário.

Derrotamos os “senhores do poder” e ainda revertemos a direção do ataque. Pois seus esquemas acabaram por revelar para nossos jogadores, nossos dirigentes e nossa torcida, que o Botafogo não se limita ao grande Seedorf e que tem força suficiente para frustrar, dentro de campo, os interesses dos que dominam as ações da comissão de arbitragem, as canetas dos políticos da ocasião e os teclados dos donos da mídia.

O tiro dos conluiados saiu violentamente pela culatra. Forjou no espírito deste grupo que entra em campo e do torcedor que o apoia das arquibancadas, o revigoramento da confiança e da auto-estima indispensáveis para transpor um sucesso de 90 minutos e uniu nossa torcida na certeza de que o Engenhão é nosso maior bem material e que o estádio não pode ser devolvido ao locador em hipótese alguma.

O Botafogo foi muito Botafogo nesta quarta-feira, transformando uma única e simples vitória em uma conquista múltipla e abrangente.

O campeonato segue, mas essa vitória fica.

***

Nota A.1: Esperamos que fora das quatro linhas nossos dirigentes mostrem a mesma capacidade de superação do time e reajam de forma contundente aos ataques que já estão nos prejudicando com restrições econômicas gravíssimas.

Nota A.2: Leiam também: Botafogo voando e goleando… sem Seedorf! e Botafogo 3 x 0 vasco: Tripla vitória.

[Adicionado em 5/4/2013: O conteúdo das declarações dadas na manhã de hoje pelo presidente Maurício Assumpção demonstram que o corpo gestor do Botafogo está no caminho certo, senão o único, para lidar com a interdição do Engenhão. Torcemos para que o presidente e sua equipe sejam capazes de encontrar meios para fazer com que os responsáveis pelos danos causados cubram o nosso prejuízo e que o Botafogo não deixe de utilizar um equipamento de valor inestimável para o futuro do clube.]

Saudações botafoguenses!
 
(Foto: Cleber Mendes/Lancenet)

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Morre Eduardo Paes

Prefeito do Rio é fulminado por destroços do Engenhão

Eduardo Paes dava a volta olímpica em comemoração pelo título do Vasco da Gama, quando foi trucidado por um enorme gancho que se desprendeu da estrutura metálica da cobertura do estádio botafoguense. O pesado objeto foi lançado a esmo pela força de um furacão com ventos fortíssimos de 65 km/h.

O gancho, de fabricação da Fergs Ltd (Forjas Emergenciais Rapinantes e Gatunos Sem Limites), não resistiu à fragilidade da conexão sustentada por um prego de má qualidade – fornecido pela inglesa Bennett & Sons – e por uma estrutura não confiável e desgastada da Rizek & Globe SA, empresa de capital “junto e misturado”, e de origem nebulosa.

Os jogadores do clube cruzmaltino, que carregavam Eduardo Paes nos ombros, nada sofreram além de derrotas e uma eliminação vergonhosa. A Delta, a OAS e a Odebrecht, no entanto, se livraram por completo do prejuízo, que foi totalmente absorvido pelo finado prefeito e seu governo muito vivo.

Saudações botafoguenses! (no 1º de abril...)

quarta-feira, 27 de março de 2013

A expulsão do Seedorf não pertence ao mundo do Botafogo

Seedorf foi expulso de uma partida por se recusar (a princípio) a sair pelo lado do campo que o árbitro da partida exigia que saísse para ser substituído, quando NÃO ESTAVA SENDO SUBSTITUÍDO, e DEPOIS DE OCORRER A SUBSTITUIÇÃO QUE SUPOSTAMENTE SERIA A SUA. O absurdo se avoluma, chegando às raias do surrealismo, quando, no final das contas, somos levados a concluir que, caso a substituição de fato ocorrera, o jogador ANDRE BAHIA SUBSTITUIU UM JOGADOR EXPULSO.

Transcrevo texto do amigo Rui Moura sobre a expulsão mais esdrúxula da história do futebol mundial, fato que coloca o Brasil em posição de destaque como uma potência incontestável em estupidez e torpeza.

Da pequenez deles à nossa superioridade

 

Quando o Botafogo se encaminha para uma fase boa, eis que os servidores da injustiça e leais esbirros do poder do futebol carioca tratam de aparecer. Não bastaram os “15 minutos de fama” do juiz, agora é o tribunal desportivo a querer brilhar em cima de Seedorf.

Assim mata-se «dois coelhos de uma cajadada só»: brilha-se em cima do Seedorf e desestabiliza-se a equipa. Foi assim com Loco Abreu, quando a imprensa lançou o atleta contra o Botafogo constantemente. Acabaram por ganhar. Esperam ganhar novamente.

A solução é simples: na medida em que quando voamos cada vez mais alto os terrestres vêem-nos cada vez mais pequenos, mantenhamos essa superioridade e façamos que todos os esbirros engulam um sapo muito grande mantendo a calma durante a semana e aumentando a pegada em campo.

Dirigentes, comissão técnica e atletas: é hora de sabermos quanto valem como homens. Não se deixem vencer e vergar, porque não devemos jamais esquecer que “tudo o que é necessário para o triunfo do mal, é que os homens do bem nada façam”.

É hora de juntarmos o proveito à fama, isto é, se nos acusam de altivos, sejamo-lo. Com tranquilidade e rigor durante os treinos e esbanjando categoria nos estádios de futebol. Se formos muito superiores, não há dirigente federativo, juiz de tribunal, jornalista da flapress, que trave a nossa fúria de vencer.

AVANTE, BOTAFOGO! NÓS TE AMAMOS!

Texto de Rui Moura (blogue Mundo Botafogo)

[Publicação original aqui]

Nota 1: Duas dicas de leitura sobre o assunto, garimpadas por Rui Moura:

Lancenet: http://www.lancenet.com.br/botafogo/Divulgacao-responde-duvidas-expulsao-Seedorf_0_889111264.html

Bate-bola Alvinegro: http://globoesporte.globo.com/platb/torcedor-botafogo/2013/03/25/cereja-do-bolo

Nota 2: Introdução inspirada no artigo de Caio Araujo e em comentário de Rivaldo Santos.

Saudações botafoguenses!

sexta-feira, 15 de março de 2013

O Botafogo do Beckenbauer


Franz Beckenbauer admira o Botafogo pelo futebol que viu em campo, no tempo em que o marketing ainda não havia chegado aos gramados.

Ninguém é obrigado a gostar do Botafogo. Nem o Beckenbauer. Mas negar uma história de futebol de alto nível é flertar com a idiotice. (O “Kaiser” não precisa desta informação).

Saudações botafoguenses!

quarta-feira, 13 de março de 2013

Desenterrando ossos - fatos reais no Cemitério do Caju



Segunda-feira vesti uma camisa que eu entendia conter uma sutil alusão ao Botafogo, pois estava trabalhando em local público e não queria que alguma referência ao futebol interferisse no andamento das tarefas. Vocês sabem como é: uns contentes, outros nem tanto.

Não adiantou, pois os funcionários do local avistaram a estrela – sempre ela, inconfundível, o símbolo de clube mais marcante do futebol mundial. E começaram os comentários à minha revelia, eu me esgueirando como se não estivesse escutando, pois, como já disse, estava em expediente e qualquer intervenção minha seria ainda mais desastrosa do que o equívoco quanto à sutileza de uma estrela de cinco pontas sobre uma camisa preta de mangas brancas com uma pintura estilizada de uma torcida alvinegra numa arquibancada de estádio iluminado com gramado ao fundo.

Falou-se que o Botafogo levou a Taça; que mereceu; que não mereceu, nada; que o Flamengo foi que “deixou” (típico); que o Vasco se acovardou; que não era chororô “porque isso é coisa de botafoguense”, mas que aquilo foi pênalti, isso foi! (eu rindo por dentro, baixinho...); que isso era conversa de flamenguista que não sabe perder; que o Vasco é um eterno vice; que se o Vasco fosse um perdedor não teria não sei quantos Brasileiros e uma Libertadores; que flamenguista quando chora diz que é cisco no olho... E por aí ia, até que um senhor de uns setenta disse que só existiam três times grandes no Rio, e começou a lista pelo Fluminense. Eu sabia onde ele queria chegar e não faltou vírgula para saber que era tricolor.

Eu queria me manifestar, mas quanto mais a situação parecia sair de controle, mais eu respirava fundo e me escondia. Porque o aumento da confusão geral apontava na direção da minha camisa e eu estava a trabalho, deveria ser prudente, pensar nas consequências das minhas decisões – o que era de se esperar de mim, que fui contratado justamente por conta do meu suposto discernimento. Um impasse.

Porque o Flamengo conquistou isso e aquilo e o Vasco aquilo outro; e o Fluminense tem 30 Estaduais e tantos Brasileiros!; o botafoguense fica feliz com qualquer coisa; que não é time de tradição... seguia o velho tricolor.

Quando meu estômago já não aguentava mais, embrulhado com o que voltava da garganta fechada, forçando idas e vindas entre o duodeno e o cérebro – “Seu ídolo é o Rivelino, seu ídolo é o Rivelino!” – , eis que uma voz ressoou salvadora: “Pode não ter 30 ‘carioquinhas’, mas dizer que não é time de tradição é coisa de velho caquético. Eu sou flamenguista, mas não sou maluco!”

Quem diria, em uma discussão sobre futebol, ser salvo por um flamenguista! Que não se conteve: “E Libertadores? Tem?”

Alguns segundos intrigado, querendo saber o motivo de tanto ódio, quando um sujeito, que esteve calado durante toda a conversa, se aproxima nas encolhas e diz baixinho: “Ele grita é de tristeza; a felicidade acalma. Vamos aproveitar uma semana tranquila, porque ainda não acabou. Por enquanto está ótimo.”

Veio um quase insight, que escapou na fala: “Será que foi o Paulo Valentim? Ele ficou desse jeito por causa do Paulinho Valentim... É esse o motivo da mágoa!”, no que o botafoguense rebateu: “Deve ser. Cinco gols numa final de campeonato?! Ah, isso é ferida que não sara!” E foi saindo, lento, com um sorriso sereno.

E eu sosseguei.

Saudações botafoguenses!

terça-feira, 12 de março de 2013

Botafogo – Campeão da Taça Guanabara 2013


(Foto: Bruno Lima/Lancenet!press)
[Clique na imagem para ampliá-la]

A perfeita eficácia do time botafoguense ficou evidente na disputa de domingo, pois o Botafogo jogou para vencer e venceu, enquanto o Vasco jogou para não perder e acabou perdendo.

Era vencer ou vencer e foi isso o que o Botafogo fez. E este ‘isso’ não foi pouco, pois venceu ‘E’ venceu, já que o regulamento dava a vantagem do empate para os adversários dos dois jogos decisivos, o que nos obrigava a vencer de forma consecutiva. E vencemos sem precisar garantir resultado através de disputa por pênaltis.

A Taça Guanabara de 2013 foi para a sede do clube que conta com os jogadores que mais mereceram o título, seja pela capacidade técnica, concentração, inteligência ou pela ‘raça’ com que jogaram as duas partidas decisivas.

Parabéns aos mais obstinados jogadores da competição! Vocês superaram a desvantagem de possíveis empates, o descrédito e a torcida contrária do setor ‘jornalístico’ especializado em propaganda rubro-negra e a marcação dura dos adversários batidos.

Parabéns, Botafogo! Parabéns, torcida alvinegra!

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos: Vasco 0 x 1 Botafogo]

quarta-feira, 6 de março de 2013

Segunda-feira de lágrimas


(Foto original: Ivo Gonzales/Globo)

Comentários no blog do jornalista Mauro Beting, no Lancenet.com, em 4/3/2013 (aqui):

Regys: “(…) o exelente(sic) juis(sic) do botafogo, que permitiu tudo, eu falei tudo… aqui comenta um torcedor sem chororo(sic) (…) comenta aí, que o zagueio virou goleiro, e que cabeça de área virou lutador de mma, e juiz finje(sic) que nao(sic) viu nada!!!”
Regys é um “torcedor sem chororo”, chorando feito um bebê.

Fabiano Santos: “COMO BEM DITO NO FANTÁSTICO, ONTEM, O FLAMENGO TEVE DE JOGAR CONTRA O BOTAFOGO E CONTRA O JUÍZ. UMA VERGONHA ESSA ARBITRAGEM. O JUIZ DEVIA TER UMA CAMISA DO FOGUINHO POR DEBAIXO DA DELE. AINDA NÃO GANHARAM NADA. SOMOS OS REIS DO RIO.”
Fabiano Santos, um chorão “globalizado”, com um rei de baralho furado na barriga.

Roger: “Eu queria ver se fosse o contrário, hoje seria um chororo(sic) só, uma comoção na imprensa, mas contra o Flamengo ninguém fala nada, uma vergonha o que aconteceu ontem, não tem mérito algum o fraco time do Botafogo, agora quem inventoui aquele juizinho de ontem? quando foi que apitou alguma partida importante? muito, mas muito suspeita a escalação dele.”
Roger, um sujeito que curiosamente chora sem saber que está chorando.

João Marcos: “Fora o penalty que o Sr. Juizao, literalmente de amarelo, não deu (…)”
João Marcos, mais um chorão fantasiado de entidade de macumba avessa à cor amarela.

Prubro Negro: “(…) já sei aprenderam o MMA viram muitas lutas do Anderson Silva, Cigano, Zé Aldo, só que a federação do Rio esqueceu de escalar um juiz do UFC. (...) Aos Rubros Negros como eu, não vamos Chorar, pois é coisa de botafoguense” (Não consigo parar de rir depois dessa..).
Prubro Negro, outro chorão chorando e teimando que não chora.

Marcus: “Erros de arbitragem existem em qualquer lugar, porem o engraçado e que se fosse contra o Botafogo, hoje seria uma comoçao geral, todos os canais repetindo o lance uma choradeira geral, fariam dvd para levar para Fifa, arbitro seria suspenso etc. Mas como o erro prejudicou o Flamengo tudo bem.”
Marcus, um selenita chorão e ponderado que não viu o Fantástico, o Bem Amigos e o Globoesporte.

Smith: “Botafoguense é um torcedor sui-generis. Agora quer elevar Cidinho, vitinho, Sassá, lodeiro e outros razoáveis jogadores a categoria de Craque! Eles são muito engraçados. Pênaltis claríssimos agora é bola-na-mão.”
Smith, torcedor chorão do + quirídu e fã do craque Rafinha.

Fayfay: “colocaram um cego para apitar o jogo”
Fayfay ‘Pacarai’, chorão sintético.

***

Eu sei que foi a primeira vez que o time da gávea foi derrotado pelo Botafogo no Engenhão.

Sei que quebramos uma invencibilidade de 17 jogos.

Também sei que a derrota representou a eliminação na Taça Guanabara.

Além disso, não só eu, mas muitos torcedores do time da gávea e inclusive alguns da Udinese sabem que foi uma tremenda ‘água no chopp’ da festinha preparada durante toda a semana para o aniversário de 60 anos do maior ídolo do clube.

Mas, cá entre nós, é muito chororô pra uma semifinal de primeiro turno de estadual, né não? Imagina se fosse um amistoso no Japão!!!

Saudações botafoguenses!

O Carimbo Botafogo volta a atacar



Desta vez foi a ‘água no chopp’ da comemoração dos 60 anos do maior ídolo da gávea.

A ‘flapress’ passou a semana inteira preparando a festinha, mas o Botafogo estava em horário de trabalho.

Saudações botafoguenses!

terça-feira, 5 de março de 2013

A história de uma vida



O Aqipossa revela o que a imprensa nunca nos contou sobre a vida do Galinho, como forma de homenagear os 6x0, ou melhor, os 60 anos do maior herói da urubuzada.

Sigam os links e leiam Zico: A História de uma vida.

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

Parte 6

Nota 10: O Aqipossa é um blog que revela as artimanhas que a ‘flapress’ usa para distorcer os fatos e ‘escrever’ a história em benefício do ‘seu’ amado time da gávea.

Nota 0: A ‘flapress’ é discípula de Goebbels.

Saudações botafoguenses!

segunda-feira, 4 de março de 2013

Fomos no coração



Não são as regras do jogo, os aspectos técnicos, físicos ou táticos; não é o clube e nem mesmo sua torcida, e muito menos as competições, as federações, as empresas esportivas ou os investidores associados: o principal elemento do futebol é o jogador. E foram eles que neste domingo fizeram prevalecer um lado sobre o outro e conquistaram para o Botafogo a oportunidade de estar na final da Taça Guanabara.

Parabéns ao grupo de jogadores que colocou o coração na ponta das chuteiras e derrubou o jejum de vitórias contra o time da gávea! Parabéns aos finalistas!

Leia também:

- Botafogo 2x0 CRZ: Domingo glorioso: Fogo Eterno
- Botafogo 2x0 Flamengo: Mundo Botafogo
- Vozes - a minha coletânea de sábado à segunda: Mundo Botafogo
- Imagens - a minha coletânea gloriosa: Mundo Botafogo
- Vozes 'deles': Mundo Botafogo
 
Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos: Flamengo 0 x 2 Botafogo]

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Antonio Carlos perde chance



Deu no Globoesporte.com: “Ex-jogadores mudam de profissão e disputam campeonato de porteiros” (aqui).

Além de perder a posição para o excelente Dória, o simulacro de zagueiro Antonio Carlos, o ‘Soneca’, acaba de ser barrado no time de porteiros. Ele não poderá seguir o caminho de vários de seus ex-colegas de trabalho, como explica o ex-jogador João Firmino:

– Pra ser porteiro, não pode dormir no ponto.

Saudações botafoguenses!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Não dá pra sentir firmeza



Do diretor executivo do Botafogo, Sergio Landau, a respeito da não exibição de nenhuma partida do Botafogo pela Rede Globo: “Estamos demandando que seja mudado. Não existe contrato. Eles têm o direito a transmissão, mas não a obrigação. Se não querem transmitir os nossos jogos, que liberem o Botafogo para fazer contrato com outras emissoras. Contratamos o Seedorf e mexemos com o Rio, mas tratam o Botafogo como time de segunda categoria”.

“(...) liberem o Botafogo para fazer contrato com outras emissoras”. É isso mesmo que se lê ou ele se expressou mal? Bem, vamos aos fatos.

Quando vários clubes da primeira divisão se reuniram para negociar em conjunto as cotas de transmissão por TV, cogitando abrir concorrência entre a Globo e a Record, o presidente Maurício Assumpção liderou – em direção a desgraça ele lidera – um movimento contrário tanto à negociação em conjunto, quanto à proposta de concorrência. O Corinthians e o Flamengo adoraram o desfecho, pois foram os únicos que saíram efetivamente no lucro com isso. E o Botafogo saiu enormemente desgastado deste episódio e antipatizado por muito mais gente do que os históricos desafetos, além de ainda mais detestado por estes (encabeçados pelo SPFC, desta vez com toda a razão).

Há duas semanas, quando o time da gávea teve sua goleada contra o “poderoso” Friburguense reprisada 16 vezes (DEZESSEIS VEZES!!!) pelo Sportv na mesma rodada em que o Seedorf comeu a bola contra o Resende – jogo que foi reprisado somente uma vez, e às 2h da manhã seguinte à partida –, nenhum dirigente do Botafogo se manifestou.

Ao sair – aparentemente – em defesa de bandeiras que nunca defendeu com afinco (a visibilidade e/ou valorização da marca, o respeito pela entidade) a atual diretoria dá indícios de que por trás deste gesto existe uma manobra para desviar a atenção do principal: salários atrasados, a contratação de rejeitos incompetentes, salários incompatíveis com o nível de rendimento de vários jogadores, a valorização de jogadores vinculada a interesses de empresários em detrimento dos oriundos da base, a permanência de um treinador inepto e a manutenção do alto preço dos ingressos – o que afasta a torcida, diminuindo a visibilidade do clube e, por conseguinte, desvalorizando a marca.

Dá pra levar a sério?

Saudações botafoguenses!

[Debate sobre este assunto no Cantinho Botafoguense e no
Mundo Botafogo]

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Do dia pra noite

(a partir de foto de Alexandre Loureiro/Lance)

Manchete do Globoesporte.com: “Rafael Marques já é visto como boa opção por parte relevante da torcida” (aqui).

Primeiramente, é bom que fique bem claro que qualquer um que considere Rafael Marques uma boa opção é, indubitavelmente, irrelevante.

Segundo. Por que justamente na reta final da competição – e de uma hora para outra – foram se lembrar de um atacante cuja memorável marca é não ter feito nenhum gol em 17 partidas disputadas?

Em terceiro lugar, o mais importante. Um disparate de tal ordem destacado em título leva a crer que só pode ser matéria paga pelos interessados na contratação, no alto custo salarial e, consequentemente, na longa permanência de Rafael Marques em General Severiano. São eles: Oswaldo Oliveira, a atual diretoria, o empresário do jogador e, obviamente, o próprio Rafael Marques.

Ah, me esqueci de gente muito interessada na lembrança do inofensivo e “irrelevantíssimo” Rafael Marques: as defesas adversárias.

[Adicionado em 22/02/2013: Hoje o segmento sobre o Botafogo no Globo Esporte da Rede Globo/Rio de Janeiro foi inteiramente dedicado ao Rafael Marques, com direito a uma pra lá de constrangedora “participação especial” de Andrezinho. Ou seja, os interessados na contratação, no alto custo salarial e na longa permanência de Rafael Marques em General Severiano investiram pesado para enfiar este embuste goela abaixo do torcedor botafoguense. Sugestão do Biriba: Não paguem para ver este cidadão em campo!] 

[Adicionado em 22/02/2013: De acordo com um comentário do amigo Rui Moura, do fantástico Mundo Botafogo/Estrela Solitária, no Globoesporte.com 78% dos internautas são a favor de nova chance a R. Marques. Sem dúvida nenhuma, são torcedores de clubes adversários querendo ver nossa desgraça e a história do clube achincalhada.]

[Link para debate sobre este assunto: Cantinho Botafoguense]

Saudações botafoguenses!

PS: Andrezinho, o eterno-titular-que-seria-reserva-em-qualquer-clube-da-primeira-divisão-que-se-preze, e que o jornalismo do UOL chamou de “líder”, veio a público defender RM: “Pedimos que a torcida apoie ele e jogue junto com o time” (aqui). Se isso fosse possível, pobre da torcida, que teria que correr por ela e por esse chupa-sangue do Andrezinho.