quinta-feira, 31 de maio de 2012

Matheus Dória

(Imagem: Fernando Soutello/Agif)

Hoje o jornalista Marcos Penido – que cobre o Botafogo para O Globo – escreveu um artigo sobre o Dória, intitulado “A nova esperança para a zaga”, onde diz que “Ele fez um gol contra com 30 segundos de jogo (...)”. A matéria é elogiosa, mas, convenhamos, aquilo não foi gol contra nem aqui e nem no Paraná. Ô, Penido, dá um tempo!

***

Dória estreou muito bem como profissional, ajudando o Botafogo a quebrar uma invencibilidade de 10 meses do Coritiba no Couto Pereira. Matheus Dória Macedo, niteroiense de 17 anos, 1.87m de altura, canhoto, ainda não tem nem mesmo um punhado de linhas na Wikipédia, como seu parceiro, o Vitor Júnior.

Curioso constatar que no site oficial ele não aparece entre os jogadores do elenco – o que é preocupante, seja pelo fato em si, que indica uma certa indecisão, ou pela lerdeza em se formatar uma página de um site. Quem aparece por lá é um outro Matheus, o Matheus Menezes Jácomo – que o Rodrigo Federman (Cantinho Botafoguense) nos informa que está contundido.

Não sei nada sobre o futebol deste outro Matheus, mas descobri que seu DNA pode não ser dos melhores, uma vez que o sobrenome Menezes liga dois irmãos: o Matheus e o Felipe Menezzzes (os ‘zês’ são de autoria do Marcelo Pereira, do blog Fogo Eterno). A esperança reside na possibilidade de que a diferença ‘genético-futebolística’ entre esses irmãos seja a mesma que havia entre o Tulio e o Telvio.

Voltando ao Matheus que interessa. Não tenho dúvida de que Matheus Dória é melhor jogador que Fábio Ferreira, mesmo com a idade que tem. Salve Dória, ‘nova esperança para a zaga’!

(Mas ainda precisamos de um quinto zagueiro, apesar de o Cantinho Botafoguense também nos esclarecer que Vinícius, jogador da base – e do Benfica (?!?!) –, já se juntou ao grupo).

Saudações botafoguenses!

terça-feira, 29 de maio de 2012

Vitor Júnior - Obrigado, Senhor, digo eu!

(Foto: Satiro Sodré/UOL)

“Vitor Silva Assis de Oliveira Júnior, mais conhecido como Vitor Júnior (Porto Alegre, 15 de setembro de 1986), é um futebolista brasileiro que atua como meia. Atualmente, joga pelo Botafogo.”


Esse é o resumo do Vitor Júnior na Wikipédia. Mas será que algum botafoguense sente falta de uma vírgula ou precisa de mais alguma explicação, depois de ver o que esse cara vem fazendo dentro de campo?

Acho que é o sangue gaúcho que faltava.

Saudações botafoguenses!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Coritiba 2 x 3 Botafogo – Futebol Coletivo

(Bebê a bordo)

Para um leigo soa como uma tremenda redundância dizer que um time de futebol jogou de forma coletiva. Mas para os que curtem uma boa pelada e sabem do que estou falando, ver uma equipe profissional usar o aspecto coletivo para superar outra, que também se organizava de forma coletivista, leva ao prazer da experiência do predomínio da inteligência e do espírito coletivo.

Ambas equipes jogaram assim: coletivamente e com grande empenho. O Botafogo saiu com a vitória. Sorte nossa, mas com méritos.

 (VJ Maná - a partir de foto da AGIF)

Vitor Júnior, Marcio Azevedo e Herrera continuam sendo os destaques do time. A velocidade, visão de jogo, a força e o ímpeto do meia e do lateral, associados à movimentação e à combatividade do atacante argentino – e tudo isso reforçado pelo espírito coletivo predominante – deram outro rumo ao desempenho da equipe, sendo Herrera o responsável direto pelo primeiro e terceiro gols e essencial para o segundo.

Jadson se afirma positivamente a cada partida, mas precisa controlar a temperatura do sangue, que lembra o destempero ocasional de Marcelo Mattos. Renan esteve muito bem. Brinner está no mesmo nível que Antonio Carlos, mas é mais sério e atento. Dória é superior ao fraquíssimo Fabio Ferreira, mesmo estreando aos 17 anos sob a presão de um jogo altamente disputado – o time do Coritiba sistematicamente usou de força exagerada na maioria das disputas de bola. Lucas Zen entrou muito bem na partida.

Arrisco dizer que, com a volta de Jefferson, os que venceram o Coritiba são o melhor time que o atual elenco pode oferecer, se o Maicosuel voltar a jogar futebol

Lucas protagonizou os melhores momentos da tarde e demonstrou ótima visão de jogo, compreensão tática, além de muita frieza e categoria nas finalizações – fora os gols, o chute na trave também revelou uma movimentação inusitada que se mostrou envolvente.

 (El Increíble - a partir de foto de Giuliano Gomes/AE)

O primeiro gol revelou um indício de que o treinamento de jogadas de ataque está nos tirando da mesmice previsível, e o terceiro também me pareceu fruto deste tipo de prática. O segundo gol nos deu o gostinho que qualquer botafoguense não se esquece de querer provar: a traquinice pelas pontas, a linha de fundo. Além disso, os gols revelaram um ataque em bloco – tivemos sempre três jogadores para tentar a conclusão –, com ótima movimentação e variação de jogadas, coisa que não víamos há muito tempo, com a estratégia infrutífera do isolamento de Abreu.

Com o placar favorável o time manteve o equilíbrio e investiu o quanto pôde na manutenção da posse de bola no campo de ataque, com Cidinho mostrando maturidade e bom entendimento da proposta.

Cinco minutos de acréscimo?! Tudo bem, concordo, mas está anotado no meu caderninho...

Os pontos negativos continuam sendo a inexplicável queda vertiginosa de rendimento de Fellipe Gabriel, a falta de brilho no então fantástico futebol de Renato, a não continuidade das jogadas quando chegam aos pés de Maicosuel e a miopia da diretoria, que não reforçou a zaga e parece não perceber que não iremos além das posições intermediárias, com apenas quatro zagueiros à disposição.

Sobre Elkeson, sorte nossa que ao não dar sequência a uma jogada pela esquerda (coisa costumeira e irritante) ele tenha encontrado uma solução através da ótima virada de jogo que levou ao gol da vitória. Elkeson é o melhor meia-atacante do elenco, mas é uma pena que não possamos chamá-lo de ‘nosso jogador’.

(Marcio Speedy Azevedo)


Hora de curtir a liderança, pois nunca se sabe o que os interesses de bastidores nos reservam para além da 23ª rodada.

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos: Coritiba 2 x 3 Botafogo]

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Cinefoot 2012


Começa amanhã a terceira edição do Festival de Cinema de Futebol (Cinefoot).

Link para o site: www.cinefoot.org

Saudações botafoguenses!

terça-feira, 22 de maio de 2012

Botafogo 4 x 2 São Paulo - O inusitado Botafogo em: "Música pra quê?"


Quando anunciaram o Herrera para iniciar o segundo tempo no lugar do El Loco, será que o torcedor que estava satisfeito em não ser obrigado a ver o Elkeson com um lindo escudo no peito mas irritado com a falta de tesão do time – exceto o Vitor Júnior – poderia imaginar o que estava para acontecer? Porque todos sabemos que o Herrera é a personificação do espírito de luta, mas está longe de ser o que se pode chamar de ‘homem-gol’ – o apelido ‘Quase-gol’ não surgiu do nada.

No entanto, o Herrera da partida de ontem esbanjou a já conhecida garra e, ao invés de perder chances claras, foi decisivo ao aproveitar as poucas oportunidades que surgiram, além de sofrer o pênalti que converteu. Vale destacar que o primeiro dos três gols marcados por Herrera foi um golaço, uma cabeçada precisa, que curiosamente não teve a repercussão que merecia na mídia – o que não surpreendeu nenhum botafoguense.

A apatia do time do primeiro tempo se foi instantaneamente com a entrada do Herrerinha e chego a desconfiar de algo estranho nos bastidores envolvendo a figura de Abreu – estou cismado com isso –, que mais uma vez esteve apagado, muito diferente do conhecido El Loco. Outro que esteve especialmente mal foi o Fellipe Gabriel, que pode estar sentindo que seus dias de titularidade estão contados, com a chegada do mais contundente Vitor Júnior.

Sobre este jogador, confesso que me enganei na primeira impressão, quando achei que fosse mediano. Parece ser um jogador veloz, com boa visão de jogo e disposto a mostrar serviço. Sua arrancada oportuna no primeiro tempo merecia terminar em gol. (Eu manteria o time de ontem na próxima partida, inclusive com o Jadson, e deixaria Andrezinho e Marcelo Mattos no banco).

(Foto: Celso Pupo/Fim de Jogo)

Mesmo com a vitória, os velhos problemas continuam. Não é só a pouca movimentação de Abreu que nos inibe a construção de jogadas de ataque. O problema é que estas jogadas não existem ou são mesmices previsíveis, com passagens clássicas dos laterais, sem variações das movimentações nas proximidades da área.

A defesa continua medíocre e nada indica que vá haver melhora, pois são os mesmos e treinados pelo mesmo. Jefferson nos salvou com uma das defesas mais espetaculares que já vi, mas no segundo gol adversário acho que a bola era do goleiro.

O jeito é torcer como sempre, mas confesso que não estou otimista com relação à capacidade de Oswaldo de Oliveira para fazer o Botafogo ir além do que apresentou até o momento.

Seja como for, por ora...

A vitória de virada foi sensacional! A pixotada do time pseudosuperior do ‘Leãozinho Miau-miau’ foi um gozo; a estreia de Vitor Júnior no Brasileiro foi convincente; Jadson mostrou que é uma ótima revelação.

Mas o surpreendente desfecho que deu um nó na cabeça do jornalista não tem preço: “Música pra quê?”

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores lances: Botafogo 4 x 2 São Paulo]

terça-feira, 15 de maio de 2012

A autópsia da estrela

(Starfish Skeleton, por Visual Photos)

Quando anunciaram a entrada do Herrera para iniciar o segundo tempo no lugar de Elkeson, o torcedor que nunca perdoou as mãozinhas na cintura do Oswaldo de Oliveira ficou certo de que o jogo estava perdido. Na verdade, o torcedor que não engoliu e jamais esquecerá as afrontas de Oswaldo de Oliveira à torcida botafoguense sabia de antemão que Elkeson nem mesmo deveria ter sido escalado, pois é um jogador cuja fraqueza de caráter não condiz com o conhecido espírito de luta botafoguense, e muito menos em se tratando de uma partida decisiva como o jogo de ontem. No entanto, esse torcedor sabe que o problema do Botafogo não é o Elkeson, sua metrosexualidade, sua ‘máscara’ gigantesca e suas indecifráveis caretas, apesar de não entender o porquê da escolha do Herrera, que não é e nunca será a solução quando o problema é a falta de gols, o que deveria ser do conhecimento do treinador.

O torcedor que percebe a falsa ponderação na fala mansa de Oswaldo de Oliveira, que esconde uma obviedade vulgar e um espírito arrogante, sabia que a escalação e posterior substituição do detestável Elkeson não passavam de um truque para dissimular a construção de uma derrota, um fracasso cultivado muito antes do início da partida. Porque o torcedor que não admite que um técnico ultrapassado e de pensamento previsível fale o que bem entende da nossa torcida sabe que o fracasso botafoguense não é fruto do acaso e tem pouca relação com a índole leviana do Elkeson e com as besteiras ditas e feitas por Oswaldo de Oliveira.

Esse mesmo torcedor que vaia o indefensável futebol de Felipe Menezes sabe que as duas derrotas para o Fluminense e a eliminação frente a um adversário que acabou de ser promovido à série B não têm nada a ver com o topete do Elkeson e nem com a marca dos jeans do Oswaldo de Oliveira. Porque sabe que os responsáveis pela manutenção de Elkeson e sua fraqueza de caráter, de Oswaldo de Oliveira e seus esquemas ultrapassados, e de um bando de jogadores sem nenhum compromisso com o clube que deveriam defender são aqueles que os contrataram.

O torcedor que se sentiu constrangido com a figura particularmente ridícula do presidente do clube levantando a taça antes dos jogadores sabe que a disposição pusilânime do time atual não acontece à revelia dos eternamente incompetentes Anderson Barros, Andre Silva e Mauricio Assumpção.

O torcedor avesso à repugnante empáfia estrambólica de Oswaldo de Oliveira não será iludido pelas várias camadas de comando que encobrem Mauricio Assumpção, Andre Silva e Anderson Barros, os verdadeiros responsáveis por nossos recentes fracassos no estadual e na Copa do Brasil, pela sequência de sete derrotas na reta final do Brasileiro de 2011 e pela transformação do Botafogo em um time de covardes, coisa que historicamente nunca fomos.

Esse tipo de torcedor se angustia por saber que nada pode fazer diante da realidade inescapável que nos impõe Mauricio Assumpção, Andre Silva e Anderson Barros como os administradores de nossa inevitável desgraça no Brasileiro, na Sul-Americana e em qualquer competição por vir. Pois são eles os que contratam figuras abjetas como Oswaldo de Oliveira e Caio Junior, e os permite e incentiva a afrontar a torcida da forma que bem entenderem, em uma clara indicação de que não se interessam pela preservação do maior patrimônio do clube, sua torcida. São esses três senhores e seus correligionários sócios e conselheiros os responsáveis por uma lista enorme de jogadores perfeitamente inúteis como Elkeson, Antonio Carlos, Fabio Ferreira e Felipe Menezes, somados a toda sorte de medíocres tímidos a exemplo de Andrezinho, legando um rastro de destruição ao clube que deveriam por obrigação proteger.

Com esses três no comando, o torcedor que os tem como inimigos do Botafogo não precisa de um oráculo para prever os futuros fracassos alvinegros: começam pela próxima competição, continuam na seguinte e prosseguem nas subsequentes, até o fim do mandato.

Não há fogo que aguente...

Saudações botafoguenses!

domingo, 13 de maio de 2012

Feliz Dia das Mães!


Saudações botafoguenses!

Menos um problema

(Foto: Satiro Sodré/Agência Estado)

Antonio não joga nada
Porém, Antonio está em voga
Xerife de araque da zaga
Que sorte! Hoje Antonio não joga!

Saudações botafoguenses!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Deve ser culpa da torcida

Se algo de positivo a derrota humilhante de ontem pode legar para a temporada, sem dúvida que foi a bendita quebra da maldita invencibilidade. Pena que chegou justo na hora em que não deveria e da forma vergonhosa como aconteceu. Caímos de quatro e as chances de recuperação existem, porém devem ser medidas a partir da vírgula à direita de um zero.

Se me perguntarem o que houve na tarde de ontem, repasso a questão aos gurus de unicelulares, os homens dos discursos vazios, das falas vulgares, os mesmos que se juntarão ao pequeno grupo de botafoguenses que acredita na tese idiota que atribui a série de fracassos das últimas temporadas às vaias da torcida.

Foi a torcida que recuou covardemente o time depois de sair em vantagem no marcador? Somos nós os que deveriam estar marcando os adversários em QUATRO oportunidades? Seria nossa a culpa pelo despreparo psicológico ou pela falta de inteligência dos jogadores? Foi um torcedor que “ficou rezando” para a chegada da parada técnica e mesmo assim não reorganizou o time para absorver a perda de um jogador? Fomos nós que deslocamos o “melhor jogador do Botafogo” – segundo Oswaldo de Oliveira – para levar um baile na lateral? Somos nós que deveríamos responder o porquê das despropositais entradas de Herrera e Caio, completamente perdidos em campo? Deveríamos aplaudir um jogador totalmente desprovido de caráter como Elkeson? Era nosso o sangue de barata que corria nas veias daquele time que perdeu de 4 x 1 na tarde de ontem?

E agora, senhor treinador, senhores diretores, botafoguenses de araque? Respondam vocês.

Saudações botafoguenses!

[Link para os ‘melhores momentos’: Fluminense 4 x 1 Botafogo]

domingo, 6 de maio de 2012

Nossa Senhora da Chuteira

(Ball Worship)

É óbvio que um sujeito não precisa de chuteiras pretas pra jogar com seriedade. Aliás, levar-se a sério em demasia pode embaçar a graça do espírito e empurrar o sisudo na direção do tropeço na divisa do ridículo. No entanto, existem momentos em que o faceiro deveria abaixar o pescoço da alma e levantar a cabeça de osso. No esporte isso pode ser muito útil.

Se Antonio Carlos e Fabio Ferreira jogarem com a humildade, a seriedade e a atenção que apresentaram na partida contra o Vasco, estaremos no caminho da vitória. Podemos até nos dar ao luxo de falhar em alguns arremates, porque o fator de decisão está ali: a zaga confiável que tivemos no domingo passado.

Caso queiram fazer o papel do vaidoso que fizeram no jogo de quarta-feira, que Deus proteja suas almas e os acolha na hora final, quando uma mera confissão sincera resolveria a pendenga. Para a história escrita, isto não serviria de nada.

Saudações botafoguenses!

A História Real


Saudações botafoguenses!

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Medo de mulher

A direção do Fluminense não suportou a saudade e voltou a se agarrar ao velho ‘tapetão’. Faz pressão fora das quatro linhas e ainda tem o topete de dizer que o futebol deve ser decidido dentro de campo. Logo quem...

“Na última quarta-feira, nós estivemos na Federação e registramos nossa preocupação. Nossa preocupação é natural de que o jogo seja decidido dentro das quatro linhas. Qualquer tipo de relação de quem vai estar lá, deve haver uma isenção. Nós vamos infelizmente jogar no Engenhão, que é o estádio do Botafogo, mas tenho certeza que a Federação vai tentar tornar esse ambiente isento”, afirmou ao site FoxSports, Rodrigo Caetano, diretor executivo do Fluminense.

Biriba diz:

“Infelizmente” uma ova! Vindo de um dirigente de um clube que não tem estádio compatível com as exigências da federação e usa o Engenhão para jogar suas partidas, essa afirmação soa, no mínimo, como uma tremenda grosseria.

“Não acredito que os atletas não possam ser os protagonistas e termos que admitir que pessoas de fora sejam os protagonistas. Nossa tranquilidade é que isso aconteceu antes da final. Vocês da imprensa vão nos ajudar a fiscalizar isso. Tivemos a oportunidade de levantar todo e qualquer tipo de imagem e situações que deram destaques ao gandula”, finalizou Caetano.

Biriba diz:

Será que criaram um dossiê para encriminar a Fernanda Maia?! Seja como for, o que importa é que estão fazendo pressão extracampo, coisa típica de cartola pistoleiro do século passado, gente que pagava para ganhar no grito. E isso não pega bem. Vai que o povo confunde as coisas, começa a pensar bobagem, espalhar que tem conchavo, que é marmelada...

E olha que eu nem sabia que o Botafogo estava metendo esse medo todo por aí.

Saudações botafoguenses!

PS: Justo o Rodrigo Caetano, que eu acreditava ser de uma nova safra de dirigentes esportivos ligados à renovação e consequente extinção das antigas e detestáveis práticas de conduta esportiva, principalmente ‘fora das quatro linhas’.

[Charge a partir de imagem da Agência Yahoo].

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Vitória 1 x 1 Botafogo

(a partir de imagem original da Agifpress)

O atual comando do Botafogo parece ter gostado do empate em 1 a 1 contra o Vitória. Pelo menos é o que transparece na fala do capitão em exercício, o zagueiro Antonio Carlos: “O importante foi fazer um gol aqui”. Não é de se espantar que o zagueiro tenha se lembrado do gol, porque evocar suas falhas individuais seria uma confissão da própria incompetência.

Apesar do gol adversário ter origem em uma falha tripla, já que a bola era do goleiro e o atacante estava sendo marcado pelo inconfundível Fábio Ferreira, Antonio Carlos deu mais uma mostra de não estar em um nível compatível com o de um zagueiro titular de time que pretenda algo além de uma taça estadual. E ainda fomos obrigados a escutar o comentarista André Lofredo falar o seguinte sobre outra falha bisonha, que por sorte não deu em gol: Ele foi driblado pela bola. Pura verdade.

Uma compilação das falhas e pixotadas ridículas de Antonio Carlos, só neste ano, comporia um filminho – porém longo – de trapalhadas, desses que nos divertem enquanto perdemos tempo útil de vida navegando no Youtube. Uma vergonha! No entanto, acredito que o maior constrangimento seja ver um zagueiro desse nível empunhando a faixa de capitão.

***

O comportamento soberbo – o ridículo salto alto – em jogadores de futebol me irrita. Pois ontem mesmo meio time esteve fazendo jogadinhas de efeito, uma delas iniciando o ataque que resultou em gol adversário. Será que a vitória sobre o Vasco fez com que eles de uma hora para outra se achassem craques? Como esperar que respeitem um time que tem Antonio Carlos como capitão, Felipe Menezes vestindo a camisa 10, e mais um punhado de bailarinos com máscara de carnaval e salto alto? Sorte nossa que o Fluminense não está nem aí pro Carioca.

Enquanto nos sobra a fragilidade do salto alto, nos falta a solidez da objetividade – ou obviedade – das chuteiras pretas. Precisamos urgentemente resgatar o pensamento de Neném Prancha: “Quem pede tem preferência, quem se desloca recebe”. Não foi ontem que começaram com a idiotice de afunilar jogadas quando um companheiro se desloca pelos flancos, oferecendo a opção mais viável.

Ao ver o Caio em Salvador e sabendo que o Alex está em Santa Catarina, concluí que a diretoria é péssima em geografia. Além disso, colocar o William aos 40 é desaforo, porque nem o pior torcedor do mundo merece ver o Herrera como centroavante por mais de 15 minutos – Herrera é homem de flanco e estamos conversados.

O lado bom: O Jadson é bola e dez minutos de Vitinho são mais úteis que uma semana de Felipe Menezes. No entanto, como todo lado bom tem seus limites, é triste intuir que é a vez do promissor Jeferson Paulista ser a brasa que queima na fogueira que aquece os bolsos dos parceiros empresários, como foi o Renato Cajá em 2010.

Por essas e outras sempre ficamos no meio do caminho. Se por um lado o Jadson é o nosso futuro, por outro o Antonio Carlos é o nosso presente, um presente sonolento.

Saudações botafoguenses!