segunda-feira, 30 de abril de 2012

Botafogo Campeão - Taça Rio 2012

(a partir de foto de Paulo Sergio/Lance)

O placar não deixa dúvidas e poupa palavras: 3 x 1.

Parabéns ao time mais audacioso, mais aplicado, mais coletivista, mais determinado, mais competente, mais talentoso, mais competitivo... o melhor!

Saudações botafoguenses!

terça-feira, 24 de abril de 2012

Messi desabafa

(Charge de Hélio de La Peña)

Saudações botafoguenses!

[Postagem original em Blog de La Peña]

domingo, 22 de abril de 2012

Bangu 2 x 4 Botafogo

(a partir de foto de Cleber Mendes/Lancenet)

O Botafogo sempre foi propenso ao espetáculo. E a equipe que venceu a semifinal de ontem se esmerou em manter a tradição. O coração do torcedor que aguente!

Jogo perfeito para ser chamado de ‘perfeito’, mas roteiro sem reviravoltas gera filme modorrento. Temos um engenhoso roteirista imaginário a criar seus personagens imperfeitos.

As bolas alçadas na área, nossa principal jogada desde a contratação de Abreu, foram determinantes para o resultado final. O manjado cruzamento com desvio na primeira trave foi executado com precisão para o primeiro gol e Abreu se antecipou em cruzamento que tinha as mãos do goleiro como destino certo para ampliar em 2 x 0.

Jogo aparentemente controlado, em que a disposição impetuosa e organização tática fizeram com que a superioridade técnica da equipe botafoguense prevalecesse, e eis que o roteirista imaginário resolve inventar peripécias.

Na primeira, nosso esteio defensivo volta a revelar sua única precariedade: a saída do gol. Com ampla visão do campo à sua frente, ao invés de orientar o lateral Lucas – que obviamente não tinha como saber o que se passava atrás de si –, sai do gol desnecessariamente e a bola entra preguiçosa, resvalando na trave. [Um amigo me garantiu que viu o Jefferson gesticulando para o Lucas, reclamando pelo lateral não ter seguido sua orientação. Ou seja, apesar de eu continuar achando que a saída do gol tenha sido desnecessária, o Jefferson gritou um "É minha!"] E o coração aperta...

Maicosuel faz passe açucarado para El Loco marcar pela terceira vez, mas logo em seguida a displicência do Mago conecta um contra-ataque adversário e Jefferson sai atrasado, não conseguindo corrigir um dos muitos erros de posicionamento e falta de atenção de nossa defesa, que é fraquíssima.

(imagem: Paulo Sergio/Lancenet)

Lucas, que protagonizara o gol contra, se redime e participa de mais outra reviravolta, desta vez positiva, sofrendo pênalti claro – tão claro quanto a imagem do braço de um zagueiro desviando a trajetória da bola dentro da área, que o juiz inexplicavelmente optou por ignorar.

O fantástico El Loco Abreu, que já garantira seu espetacular hat trick, pôs uma pequena mancha em sua atuação – que poderia ser considerada irretocável –, ao perder o sexto pênalti das sete últimas tentativas. Sobre isso, apesar de ser impossível imaginar o porquê de sua escalação para a cobrança, o fato não deixa de evidenciar a falta de comando ou de coerência – ou ambas – fora das quatro linhas.

Maicosuel, que já se estabelecera tanto como herói quanto vilão, sela o resultado aproveitando bom passe de Márcio Azevedo.

(a partir de foto de Fabio Castro/Agif)

Quatro gols marcados, um hat trick em jogo decisivo, ímpeto e garra de vencedores, muitas chances criadas e várias desperdiçadas, inconsistência defensiva, erros bisonhos de passe, falhas grotescas, reviravoltas e muita emoção.

O Botafogo e seus heróis imperfeitos de um prodigioso e mordaz roteirista imaginário continuam garantindo espetáculos imprevisíveis e, portanto, emocionantes. O próximo episódio será a final da Taça Rio, a quinta que disputamos nos últimos seis anos.

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos: Bangu 2 x 4 Botafogo]

sábado, 21 de abril de 2012

Opinião minoritária

(a partir de Trivial 228, por NightPhotographer)

Pode parecer absurdo, mas acho que seria melhor se enfrentássemos o Vasco na semifinal. Eles estão sintonizados na Libertadores e não vão investir todas as fichas no Carioca, o que significa menos ímpeto nas divididas.

O Bangu poderia teoricamente ‘tremer nas bases’ se fosse uma final, mas na semi, sei não... Apesar de o Botafogo ter um elenco individualmente superior, o Bangu vem leve para esta fase. A escapada do rebaixamento garantiu uma traquilidade extra na alma e eles já cumpriram sua meta principal. O que vier é lucro.

A pressão acabou caindo do nosso lado, pois quem tem a obrigação de vencer somos nós. Seja qual for o resultado, o time do Bangu já está tirando onda.

Saudações botafoguenses!

A flapress é multimarcas

Na véspera da semifinal do turno saio em busca de notícias sobre o Botafogo e descubro que o site do UOL fez do alvinegro um coadjuvante no espaço que o próprio site criou e promove como sendo dedicado ao nosso time.

A imagem principal deve ser um tipo de provocação, pois contêm uma foto do ‘estimado’ Dodô. Em seguida lê-se a ‘manchete’: “Time da pipa, Bangu vai à semi com estrutura de várzea: varal caseiro e R$ 150 mil/mês”.

E a coisa continua com uma entrevista em que Oswaldo de Oliveira revela ter torcido contra o Botafogo na final de 1967 (importante notar-se a escolha do “contra o Botafogo” ao invés de “a favor do Bangu”).

Dispostos a avacalhar de vez o espaço alvinegro os jornalista do UOL estamparam uma foto de um jogador banguense ilustrando matéria em que Elkeson “pede atenção especial ao ‘amigo’ e ex-botafoguense Thiago Galhardo”.

Hoje, dia do primeiro jogo do quadrangular final, está lá a foto de um goleiro banguense aposentado intitulada “Ex-goleiro lembra confusão com gol anulado em 2002 e espera final feliz para Bangu”. Somente lendo a matéria é que se obtém a informação de que o gol foi mal anulado nos acréscimos da última semifinal disputada pelo Bangu e, mais importante, sabe-se também que foi uma partida contra o Fluminense. Eis um exemplo perfeito de nítida e desavergonhada manipulação de informações em prejuízo do Botafogo, pois associam o Botafogo a uma situação da qual o clube nem mesmo participou; um contorcionismo retórico de jornalismo de sarjeta.

Mas essa afronta da imprensa acontece quando um clube é gerido por pessoas despreparadas para os cargos que ocupam e/ou pouco comprometidas com a instituição que em tese administram.

Deixando de lado o UOL sem graça e a risível diretoria alvinegra, o lamento do ex-goleiro, o time de coração do OO, o orçamento banguense e sem subestimar o potencial de Thiago Galhardo, digo que existe, sim, um ex-botafoguense que merece ser muito bem vigiado no jogo de hoje. O nome do sujeito é Almir, que está jogando o que Felipe Menezes e Andrezinho jamais jogarão, nem que somassem o futebolzinho mixuruca que têm.

***

Oráculo: O gol da vitória sairá de uma jogada espetacular pela esquerda.

Saudações botafoguenses!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

O paladar de Oswaldo


Quando soube que Oswaldo de Oliveira considera Felipe Menezes o jogador mais técnico do atual elenco do Botafogo, me veio um desânimo instantâneo. Foi como se tivessem me intimado a assistir à queimada da última plantação de pistaches do planeta.

Ao ler a notícia concluí que, se nada mudar, 2012 será um ano de muito sofrimento para os botafoguenses, principalmente se a opinião do treinador não fosse uma impressão equivocada. Além de ser mais uma declaração que evidencia o baixo nível de entendimento futebolístico do treinador cujo currículo de vitórias no futebol desafia as regras da lógica, a afirmação revela que é o nível técnico de Felipe Menezes o patamar a ser atingido e ainda levanta suspeitas sobre a forma como a equipe é escalada. Ora, como explicar o fato do ‘jogador mais técnico do elenco’ não ser titular da vaga?

Sem entrar no mérito sobre o nível técnico do futebol do Felipe Menezes – um Lúcio Flávio muito piorado –, o fato a ser destacado é que o elenco, apesar de não ser ‘galáctico’, é mal administrado, pois o atual comando não consegue potencializar as características individuais e o jogo coletivo não progride.

Como considero o Campeonato Carioca uma competição a serviço de experiências para a formação e preparação da equipe para as competições nacionais e internacionais, o Botafogo parece ter mais uma vez perdido tempo. Gastou mais da metade do primeiro semestre sem testar suficientemente jogadores como Cidinho, Jeferson, Jadson, William, Brinner e Gabriel, não evoluiu tática e nem fisicamente e não buscou reforços para as laterais, miolo de ataque e zaga, o setor mais débil. Isso foi notado no jogo de domingo, com o time repleto de ‘estreantes’, mas justamente na última rodada da competição.

Boavista 1 x 1 Botafogo levanta mais dúvidas do que esclarece questões. Das duas uma: ou o Botafogo de Oswaldo de Oliveira chegou ao seu ponto máximo de evolução, o que seria uma tragédia, ou talvez o atual treinador esteja guardando um trunfo para uma cartada final – mas esta última é uma suspeita de um otimista radicalmente delirante.

Acho que o Campeonato Brasileiro de 2012 vai me forçar a aumentar o estoque de pistaches e de vinhos de boa cepa.

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos: Boavista 1 x 1 Botafogo]