domingo, 30 de dezembro de 2012

FELIZ ANO NOVO!



Um magnífico 2013 para todos e, em especial, para o Botafogo!!!

Saudações botafoguenses!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Feliz Nata!

(O Noel com a bola de futebol mais bonita do mundo)

Saudações botafoguenses!

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

O fracasso como meta

(Foto: Agif)

Se o atual comando técnico do Botafogo tivesse o mérito como fundamento para a tomada de suas decisões, o Jadson não sairia do time para a entrada do outrora excelente jogador Renato.

O Renato de hoje em dia – e que infelizmente jogará amanhã – não tem nada a ver com o jogador do Santos e do Sevilla e seu rendimento atual não se parece nem mesmo com o bom futebol que apresentou no período inicial de seu contrato com o Botafogo. Até sua sombra se envergonha de representar a silhueta do jogador burocrático, apático e modorrento que Renato se tornou, e que tem em seus ‘lençoizinhos’ um complemento bisonho para o constrangimento da torcida.

A volta de Renato ao time principal demonstra claramente que o objetivo da atual diretoria não é o sucesso. E já que a mediania é a meta, que barrem também o Dória, que é a melhor revelação do ano, para que o jovem talento siga o mesmo caminho do já saudoso Jadson. E, para completar a façanha, por que não se livrar também do ótimo Gabriel, completando com precisão a sabotagem do time e a desvalorização das revelações do clube?

Uma décima colocação faria justiça ao empenho em busca do fracasso.

Saudações botafoguenses!

[Adendo em 8/10/2012]: Nem foi necessária a presença de Renato, pois tínhamos Oswald'Oliveira a escalar Elkeson no comando de ataque, Fellype Gabriel sem condições de jogo, Andrezinho para atravancar a ascensão de Jeferson, Vitor Jr e sua correria inútil e o inexplicável Rafael Marques a 5 minutos do fim. Ou seja, a atual diretoria contratou um técnico perfeito para acabar com a esperança do torcedor, pois o Botafogo demonstra que entrou na competição mais importante do futebol brasileiro para disputar vaga na Copa Sul-Americana.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

sábado, 8 de setembro de 2012

Cruzeiro 1 x 3 Botafogo - A força que vem da base

(Foto: Gabriel Castro/Observatório do Esporte)

Foi terminar o jogo contra o Cruzeiro e um sujeito logo me perguntou se tinha algum botafoguense no mundo que esperasse por aquela vitória. Eu respondi que isso poderia valer para qualquer um, com exceção de mim e do Biriba.

Por aqui vemos o futebol, e em especial o Botafogo, por um prisma que não é o do senso comum. Por exemplo: não compactuamos com a ideia da diretoria e do fraquíssimo treinador – ideia esta alardeada pela imprensa com estranha preocupação e patética consonância – de que os tais oito desfalques (Jefferson, Antonio Carlos, Renato, Amaral, Lucas Zen, Marcelo Mattos, Lodeiro e Rafael Marques) eram um grande problema. Na verdade, o que eles chamam de ‘desfalques’ para nós eram reforços – se não a solução – em pelo menos quatro casos.

Nós aqui do blog só lamentamos mesmo as ausências do Lodeiro e do Jefferson. Quanto a Antonio Carlos, Amaral e Renato, foi motivo de imensa alegria saber que não jogariam. E essa alegria se somou à certeza de que teríamos um time no mínimo competitivo, quando soubemos que essas três nulidades seriam substituídas por Dória, Jadson e Gabriel. (Marcelo Mattos e Lucas Zen não são titulares dos sonhos, porém não são nulidades, longe disso).

No final das contas o jogo serviu para confirmar nossa certeza e o resultado ampliou a alegria.

Sobre o jogo e o Seedorf, bastam os fatos como comentário. Quanto à substituição de um centro-avante por um zagueiro, nem a vitória espetacular esconde a má intenção e os interesses escusos da diretoria, aplicados tacitamente pelo arremedo de treinador.

O péssimo Oswaldo Oliveira se escorou em um placar relativamente seguro para tirar de William a possibilidade de se mostrar como boa opção de ataque, coisa que incomodaria os planos desonestos de um treinador que nos ‘presenteou’ com Rafael Marques e de uma diretoria e empresários sanguessugas que insistem na forjadura de Elkeson como homem-gol.

Quanto aos três da base que iniciaram a partida, jogaram o fino da bola.

(Foto: Pedro Vilela/Dom Total)

Jadson confirmou sua versatilidade, premiada com o belo gol. Sua velocidade e competência na marcação, sua garra e determinação se somaram a essas mesmas características que o jovem Gabriel também possui. Ambos sabem tanto destruir quanto construir e são a melhor opção que temos no elenco para o setor de proteção à zaga e saída de bola.

(Foto: Mauro Pimentel/Terra)

Gabriel possui um senso de colocação incomum, tem personalidade forte e espírito competitivo notável. Também se destaca pela frieza e inteligência com que reage a provocações – e não foi ontem a primeira vez que provou isso –, qualidades que Jadson não possui, pois é impulsivo e adora dar uma ‘beliscada’ aqui e ali: são complementares.

(Foto: Pedro Vilela/Dom Total)

Já o Dória, muito menos testado que os outros dois, foi a melhor surpresa do trio. Arrisco dizer que tem tudo para ser um zagueiro de alto nível. Possui explosão e velocidade, se coloca bem, é técnico – abrindo mão das firulas ridículas de Antonio Carlos – e seu passe parece ser muito bom, inclusive o de longa distância

Enfim, existiam botafoguenses que acreditavam na vitória (mesmo que forçada a ser ‘de virada’ pelo sempre ‘perigoso’ Fabio Ferreira, que deu condição de jogo ao jogador adversário, quase ao mesmo tempo que deixou de cortar o lançamento que originou o gol do Cruzeiro). Porque por aqui acreditamos que esses da base são superiores tecnicamente que os ditos titulares, estão em melhores condições físicas e, principalmente, ‘vestem a camisa’ da forma que o torcedor espera e que o clube merece. O jogo e a vitória só vieram a confirmar ostensivamente o que acreditávamos em teoria.

Com Brinner e Dória na zaga, Gabriel e Jadson na proteção e saída de bola, só falta o Jeferson se juntar a Fellype Gabriel/Lodeiro e Seedorf na armação e último passe para termos um time competitivo, mesmo com a invencionice descabida de Elkeson no comando de ataque.

Nota 1: É lamentável que Fellype Gabriel tenha um problema crônico no joelho e Vitor Jr seja um boêmio inveterado.

Nota 0: Mais lamentável ainda é saber que o Botafogo esteja entregue a uma cadeia de comando que possui Mauricio Assumpção, Anderson Barros e Oswaldo Oliveira nos patamares superiores.

Nota 0.2: Lamento dizer que quando Antonio Carlos, Renato e Amaral tiverem condições de jogo, os três excelentes jogadores, formados na base do Botafogo, darão lugar ao disparate.

Nota 10: É ótimo assistir à exposição da prova de que o elenco do Botafogo tem recursos, apesar de sabermos que este potencial será constrangido pelo que está descrito na “Nota 0”.

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos: Cruzeiro 1 x 3 Botafogo]

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Fico no Fogo Eterno, Oswaldo vai pro Inferno

Se a intenção da atual diretoria do Botafogo era afastar nossa torcida deste time medonho, mal montado, mal treinado, mal preparado, mal escalado, apático e pouco inspirado, com certeza tiveram enorme êxito. Mas, por se tratar de uma diretoria formada por gente que entrará para a história do futebol como perdedores em tudo, nenhuma surpresa aí, pois a tragédia é o sucesso dos incompetentes convictos.

Na base do 'copiar/colar', segue um texto do Marcelo Pereira, editor do excelente blog Fogo Eterno. Traduz perfeitamente o que pensamos por aqui.

Portuguesa 1 x 1 Botafogo: OK, você venceu

Ok, Oswaldo, você venceu.

Ao barrar o Seedorf e deixar o holandês assistindo no banco a uma pelada no Canindé, você conseguiu tirar o meu último motivo concreto para torcer por um time tão desorganizado, inoperante, inofensivo, irritante.

Agora que não tenho mais nem a garantia que o holandês vai jogar, a minha motivação para assistir a um jogo desse Botafogo que você armou é praticamente nula. Vai ainda na base da camisa, da tradição, do retrato na parede, na esperança tênue de reviver uma mística que há muito não nos visita, que os deuses venham a nos revisitar. Eu esperava, enfim, que, com a chegada do mais importante reforço dos últimos anos, pudesse assistir à seedorfização do Botafogo.

Não, o que tenho visto é a banalização do Seedorf, a mediocrização da mais bela das camisas do futebol brasileiro, o apequenamento de um time glorioso.

Chega.

Só uma pergunta final, Oswaldo: Nesse domingo, no Canindé, não havia pressão da torcida. Por que você não entrou em campo com o atacante que você indicou?

Pobre Rafael Marques, o único cara que deveria confiar nele demonstrou que também não confia nele.

Pobre de nós.

Pobre Botafogo.

[Postagem original: http://fogoeterno.wordpress.com/2012/08/12/portuguesa-1-x-1-botafogo-ok-voce-venceu/]

Saudações botafoguenses!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Oswaldo, "O Gênio"

Oswaldo de Oliveira reinventa o futebol com esquema tático revolucionário.

O Botafogo jogará a próxima partida com um novíssimo esquema bolado pelo genial Oswaldo de Oliveira: o 5-5x0. A escalação será a seguinte: Jefferson; Gabriel, Zero, Zero e Márcio Azevedo; Jadson, Zero, Fellype Gabriel, Zero e Seedorf; Zero (isolado no ataque).


- Tá sabendo que o novo esquema do Oswaldo de Oliveira é o 5-5x0?
- Pirou de vez, Biriba? Esse esquema não existe.
- Não existia, porque é coisa que o Oswaldo inventou especialmente pro Botafogo.
- Mas como é que funciona?
- É simples: você escala cinco jogadores pra jogar com cinco nulidades e pronto!
- Ah, tá...

Saudações botafoguenses!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

O losango do quadrado

(A partir de foto de Satiro Sodré/Agif)

O site Globoesporte noticia: “Oswaldo de Oliveira faz mudança radical no Bota (...)”. A tal mudança consiste na entrada de um atacante de ofício no lugar de um meia-atacante, trocando Vitor Júnior por Rafael Marques.

Era de se esperar que Rafael Marques fosse posicionado como figura central, trabalhando como pivô e ‘homem de referência’ no centro da área, pela pouca mobilidade que apresentou em cerca de 30 minutos que jogou até o momento, e também pela estatura. Mas não foi isso que se viu – e deduz-se que não será visto –, pois o esbelto jogador esteve rondando as laterais do campo, deixando Elkeson no esforço inútil por se tornar um homem de área. (Essa história do Elkeson como homem de área está muito mal contada, me parecendo coisa de empresário querendo fazer gato passar por lebre).

Seja como for, o problema do Botafogo não começa no ataque. O mal se inicia lá na defesa, com uma dupla de zaga formada por dois péssimos jogadores que, além de suas limitações técnicas, físicas, atléticas e intelectuais, são muito mal protegidos por volantes lentos, sem explosão e com péssima leitura de jogo. Sobre tudo isso recai o maior dos males, que é um sistema tático defensivo ineficaz e inconsistente.

Entre essas duas regiões problemáticas, o meio de campo do Botafogo apresenta um futebol esquemático, burocrático e previsível, onde poucas vezes se vê ações de ataque conjuntas, em que as movimentações apresentem algum resquício de bom treinamento e ensaio. As jogadas de perigo se dão por conta do acaso, de chuveirinhos na área ou através de jogadas individuais isoladas. Tanto é que os destaques até então foram justamente jogadores com aptidão ao enfrentamento no mano a mano, a exemplo de Marcio Azevedo e Vitor Júnior.

Agora o treinador fala de “losango”. Não adianta mencionar figuras geométricas e continuar a trocar jogadores como se trocam figurinhas. Porque a mente que equaciona tais abstrações está dentro da cabeça de Oswaldo de Oliveira, onde existe um cérebro lento e inoperante, em que o imenso campo da geometria se limita ao quadrado.

Nota: É lamentável constatar que treinador e diretoria só perceberam que faltam reforços para a zaga e para o ataque quando um quarto do campeonato já se foi e com o time a 14 pontos do líder. E também é muito preocupante notar que a baixa efetividade dos volantes e o péssimo rendimento de Renato, em particular, não entrem nessa avaliação.

Saudações botafoguenses!

Mais vale um Juninho deitado, que um Antonio Carlos voando

(A partir de foto de Satiro Sodré/AE)

Faço uma pergunta às senhoras e aos senhores, botafoguenses ou não: O Antonio Carlos seria titular de algum dos clubes brasileiros que disputaram a Copa Libertadores da América deste ano? E outra: O Antonio Carlos pode ser considerado um jogador de futebol apto a defender um clube sério da primeira divisão brasileira?

A primeira pergunta tem relação com uma declaração do próprio Antonio Carlos, que disse que a meta do Botafogo para este ano é a classificação para a Libertadores. Além de ser uma afirmação que revela a pouca ambição de um quadro tido como titular absoluto, também demonstra sua falta de discernimento quanto aos seus próprios atributos. Se a falta de ambição é um grande problema, maior ainda é o desconhecimento dos limites pessoais, tanto mais em se tratando da posição em que joga, onde a consciência das próprias limitações individuais é fundamental.

A outra pergunta questiona o atual corpo gestor do Botafogo, uma vez que para um projeto de futebol profissional ser levado a sério não poderíamos jamais admitir ter em uma equipe titular um jogador que não desempenha suas funções de forma séria e competente. Ou seja, um time que tem Antonio Carlos como titular absoluto faz com que a seriedade e competência de sua diretoria se tornem no mínimo discutíveis e leva a crer que a meta a ser alcançada não é o topo.

Devo esclarecer que não foram as duas falhas bisonhas e consecutivas que nos levaram à derrota na quarta-feira o que me levou à certeza da incompetência de Antonio Carlos. Remetam a comentários a partir de 2009 e vejam que não foi sua última atuação o que me faz afirmar que Antonio Carlos é jogador incompatível com qualquer clube que pleiteie algo além da permanência na série A.

No entanto Antonio Carlos tem lugar no futebol profissional brasileiro e acredito que existiram projetos sérios e competentes que contaram com a titularidade deste zagueiro, como foi o caso do Atlético-GO, quando disputou a série B do Brasileiro e o Botafogo do Carioca de 2010. Com o nível destas competições, aí sim, o referido zagueiro é quadro compatível.

Antonio Carlos é lento, débil fisicamente, displicente, vaidoso, desatendo e inepto para tomar decisões acertadas. A titularidade de Antonio Carlos simboliza um projeto incompetente, risível e, portanto, perdedor, humilhante para o torcedor e degradante para o clube.

Como a atual diretoria dá ares de que almeja algo além da zona intermediária da tabela – vide a contratação de Seedorf, um jogador de nível técnico excepcional e um currículo inquestionável –, a remontagem total de nossa zaga se faz urgente, visto que Fabio Ferreira é parceiro de Antonio Carlos tanto na zaga quanto na incompetência.

Saudações botafoguenses!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Fé abalada


Antes do jogo de ontem eu disse que "em Seedorf nós confiamos", mas a cada minuto de partida que passava sentia minha crença escorrendo arquibancada abaixo. Será que é falta de ritmo de jogo ou o Seedorf é apenas um grande jogador aposentado em atividade? De quantas rodadas vou precisar para ter certeza do que esperar do nosso super ‘sul-americano do norte’? A única coisa certa disso tudo é saber que fé cega não vinga nesta casinha. Torço para que ele ainda tenha bastante para jogar, porque já mostrou que tem muito o que dizer.

***

O jogo de domingo foi a estréia do Seedorf no Botafogo, mas também foi o debut do João Miguel em um estádio de futebol. O pai dele – que não acompanha de perto as coisas do futebol, mas conhece duas ou três coisas sobre o assunto – decidiu que era hora do João saber como é um jogo de bola pela perspectiva da arquibancada.

Deixamos o carro no estacionamento do Norte Shopping – que na volta pareceu um projeto de labirinto – e caminhamos até o ‘Saldanhão’. No percurso o Andre me apontou o filho e vi o João apertando o escudo da camisa, talvez emocionado ou perplexo com a quantidade inusitada de botafoguenses aglomerados. O Andre disse que "Ele faz isso: se agarra à estrela".

***

Seedorf, se estreou, não vi; Renato mantém o futebol vistoso de sua chegada escondido em um canto de um passado recente; Antonio Carlos e Fabio Ferreira continuam sendo um casadinho em forminhas de papel de seda colorido, presenteado por Vovô Oswaldo a cada visita de atacantes adversários; Lucas não incomoda a defesa e nem o ataque inimigo; a bola pode levar uma década para cruzar marota e preguiçosa toda a área, que Jefferson não vai sair nunca; Jadson é reserva do Zen e assim a banda de surdos toca a marcha dos esganiçados; a torcida grita “Ah, é Andrezinho!” e o técnico de araque distribui pipoca de segunda para a plateia de gosto duvidoso; quando Fellype Gabriel cresce no jogo, é substituído; Elkeson é a pedra no sapato errado, porque é o nosso pé que ele machuca; Rafael Marques é dominado pela bola, uma inversão desagradável; William entra para correr sem saber para onde, porque Vovô Oswaldo não se lembrou de informar o caminho.

Nenhuma articulação conjunta de ataque ou contra-ataque, chutões para a frente, chuveirinho na área, um chute desviado na trave, uma jogada sensacional pela direita que não encontra um jogador para aproveitar o rebote na pequena área, uma única jogada precisa do Seedorf que chega ao lamentável Elkeson desengonçado, um quase gol aqui, um pênalti não marcado ali e é isso.

Só nos resta torcer por Jefferson (debaixo das traves), Fellipe Gabriel (quando o joelho permite), Vitor Jr (quando cava espaços sozinho) e Marcio Azevedo (quando os inúteis finalmente lhe passam a bola)? Será que só esses não pertencem aos empresários do mercenarismo?

***

O João não queria ficar perto dos tambores. As gaivotas de papel foram sucesso fugaz. O negócio dele era prestar muita atenção à partida.

No começo do segundo tempo, uma disputa de bola sem ímpeto. Ele se vira e diz: “O Botafogo já perdeu”.

É isso. A previsão pelos olhos da criança que antevia a derrota através de um fractal de fragilidade futebolística e espírito esportivo.

***

Na saída fomos obrigados a atravessar um curral formado por uma obra da prefeitura, onde só passam duas pessoas por vez. Eram duas filas indianas indo e vindo – quando havia movimento, que era pouco. Uma situação perfeita para desencadear uma tragédia.

Isso porque a diretoria botafoguense inexplicavelmente resiste a uma solução simples, ao não liberar a saída pelo acesso do estacionamento colado ao setor Oeste. Má administração ou perversidade? Tomara que não aconteça o pior, levando uns ao cemitério e outros para a cadeia.

De volta ao Norte Shopping bebemos um Ovomaltine e me lembrei dos meus tempos de criança, quando o nome de uma bebida parecida era Malted Milk, também servido no Bob’s, que tinha o mesmo nome mas era outra coisa.

O Botafogo também parece outra coisa. Acho que prefiro o Botafogo dos 21 anos sem títulos a esse negócio confuso, esquisito e pusilânime que vejo em campo.

Somos os oitavos e estamos sete posições acima do meu prognóstico. Torço muito para que meu palpite esteja errado e que o João não perca o interesse pelo futebol e o amor pelo Botafogo. A fé... isso a gente deixa de lado.

Saudações botafoguenses!


PS 1: Encontrei o meu amigo Gil no segundo tempo. O time provou que o coração de ambos anda em bom estado.

PS 2: A diretoria pode esquecer essa estória de 35 mil botafoguenses pagando 60 mangos para assistir a um bando desgovernado no próximo jogo.
 
PS 3: O João já está querendo ir na quarta-feira. Ainda há esperança ou é inocência de criança? Tomara que sejam as duas coisas.

[Link para os melhores momentos: Botafogo 0 x 1 Grêmio]

domingo, 22 de julho de 2012

In Seedorf We Trust

(foto: Jorge William/ O Globo)

Hoje é dia de estreia. Salve, Seedorf! Seja muito bem-vindo!

Saudações botafoguenses!

PS: Podem me chamar de chato, dizer que eu reclamo de tudo, mas não posso deixar passar em branco: Sessenta reais o ingresso? Ô, diretoria, dá um tempo!

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Carimbo Botafogo


Os corinthianos que se interessarem por uma faixa personalizada já podem enviar seus pedidos para nossa central de vendas e adquirir um lindo exemplar com o glorioso e inconfundível Carimbo Botafogo. Tire onda com palmeirenses, sãopaulinos e santistas exibindo sua faixa de campeão carimbada com o escudo mais bonito do planeta.

As Irmãs Popozato, funcionárias especialmente contratadas pelo Biriba Morde Show para atender à clientela que estiver a fim de dar uma carimbada, estarão a postos para prestar pronto atendimento ao torcedor amalucado do Timão.

O serviço custa apenas 3 reais e 1 centavo, que podem ser divididos em duas parcelas de 45 minutos.

OFERTA ESPECIAL = PAGUE UM E LEVE TRÊS.

Saudações botafoguenses!


domingo, 24 de junho de 2012

Uh! Herrera!


Não me lembro se foi a primeira vez que vi o Herrera no Engenhão, mas na estreia do Loco Abreu eu estava lá. El Loco não poderia ter escolhido data pior para fazer seu debut: uma derrota por 6 x 0. Pode ter sido um indício de que se tratava de uma dupla com tendência ao dramático, ao épico, ao espetacular, mas isso não importa.

Há muito tempo acostumado a ver meu time ser liderado por um jogador física e psicologicamente frágil – Lucio Flavio –, a visão do empenho do Herrera era uma novidade sensacional.

El Loco saiu no intervalo, mas Herrera ficou até o fim. E como ficou! Em paralelo ao meu abatimento pelo Botafogo estar sendo goleado, cada jogada disputada pelo Herrera me vingava os tempos das figuras pusilânimes, que foram muitas por anos e anos. Porque o Herrera transpira sangue.

Lá pelo final da partida Renato Cajá recebe uma bola na área e chuta em gol. Herrera, livre na marca do pênalti, se irrita com o (ótimo) Cajá, ergue os braços, esbraveja, chuta o vento, dá um tapa no gramado. Parecia que perdera a oportunidade de fazer um gol de título, mas quando o placar já era um incontornável 6x0. (Resultados não são perfeitamente controláveis, mas o comportamento aguerrido do Herrera nunca esteve atrelado a um fim, porque é um princípio).

Pouco mais adiante, após uma arrancada para tentar ganhar um lance visivelmente perdido – coisa típica do Herrera – e depois de correr e se esforçar de forma sobre-humana durante todo o jogo, caiu ajoelhado no gramado, na mesma posição de uma foto famosa do Garrincha. A tal foto me veio à cabeça.

Herrera nem de longe me lembra o Garrincha. Sua técnica é pífia. Não é e não será um goleador e seu futebol não condiz com a titularidade em clube que pretenda ser campeão brasileiro. Mas Herrera fará falta.

Porque um sujeito com o caráter, o espírito de luta e o profissionalismo exemplar do Herrera não se encontra em qualquer esquina.

Herrera vestiu a camisa do Botafogo de forma digna e estará para sempre na minha memória através da imagem do herói ajoelhado no gramado, um soldado com espírito olímpico. (E, por que não, pelo "Mússica pra quê?").

Seja feliz sempre, Herrera! A Humanidade agradece.

Saudações botafoguenses!

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Vitor Júnior foi dez e 'O Dez'

(Foto: Satiro Sodré/UOL)

Vitor Júnior chegou ao Botafogo sob desconfiança. Não por culpa do jogador, mas da diretoria cujo histórico de contratações inclui perebas do naipe de Jean Coral, Alexandre Oliveira e Felipe Menezes – resumo para não faltar balaios que acomodem a incompetência.

Destacou-se nas primeiras rodadas e na quarta sobressaiu tanto pelo ótimo futebol como pela falha, mesmo depois de se juntar a Marcio Azevedo como as únicas participações relevantes da partida. (Notem como os dois tiveram falhas decisivas no jogo e mesmo assim foram os melhores da partida! Só mesmo o Botafogo...).

No jogo de sábado – no qual o Internacional entrou pensando em pavonear em um baile de máscaras e acabou perdendo a colombina – Vitor Júnior foi o grande destaque, ladeado por Fellype Gabriel.

Nosso pequeno grande meia correu mais que todo o time botafoguense junto e, se fosse possível, acho que correria até hoje em busca de um gol seu, que seria merecido, mas não se realizou.

Parece que todo o sangue gaúcho presente no Beira Rio corria nas veias de Vitor Júnior e mais ninguém.

E por que Vitor Júnior foi dez e ‘O Dez’?

1) Aprofundou jogadas com passes que Andrezinho supostamente deveria fazer;

2) Supriu a falta do gás que Fellype Gabriel se empenha para ter mas não tem – acho que o meia entrou no sacrifício;

3) Marcou a saída de bola com mais intensidade que o Herrera;

4) Teve presença forte no ataque e na defesa;

5) Venceu quase todas no mano a mano e ganhou de todos os que tentaram apostar corrida com ele;

6) Infernizou os marcadores e deu o drible por baixo das pernas que o Maicosuel ou o Elkeson gostariam de dar – mas em direção ao gol, o que é fundamental;

7) Puxou o contra-ataque e fez o passe para o primeiro gol – que, se fosse o Ronaldinho Gaúcho nos tempos da Gávea, a ‘flapress’ com certeza diria que “Foi coisa de gênio!”;

8) Bateu escanteios melhor que todos os que apareceram em General Severiano nos últimos dez anos;

9) Sofreu um pênalti não marcado e ainda lhe sobrou fôlego e vergonha na cara para dar umas boas duas ou três porradas perfeitamente cabíveis – porque o Internacional bateu direitinho –, enquanto o resto do time botafoguense apanhava o jogo inteiro sem reagir à altura (com exceção de Fellype Gabriel, que também não é bobo) – e isso medindo 1,65m;

10) E foi esperto o suficiente para não receber um amarelo quando entrou rasgando em uma dividida com Dagoberto, ao mesmo tempo que não abaixou a crista para o tal de Dalton.

Apesar da garra do time – em uma partida que Jefferson teve pouca participação –, dos gols de Andrezinho e Fellype Gabriel, da estreia ‘torta’ mas segura de Lennon e da ajuda da bandeira de córner, Vitor Júnior foi crucial para a vitória. Sem ele em campo não venceríamos. Esse era o sangue que faltava ao time e que Fellype Gabriel precisava para formar parceria. E tem sido assim desde a primeira rodada.

Parabéns, Vitor! O Botafogo agradece.

Saudações botafoguenses!

domingo, 17 de junho de 2012

Internacional 1 x 2 Botafogo - Vitória da chuteira preta no baile dos scarpins colorados

(Foto: Ricardo Rímoli/Lance)

O Botafogo foi mais do que uma equipe vencedora. Fez justiça ao castigar um oponente que desdenhou de um adversário teórica ou supostamente inferior no aspecto individual. O Internacional preferiu ater-se ao individualismo e a jogadas de efeito, enquanto nós aderimos ao coletivismo e aos lances efetivos. Pensaram que iriam dar um baile no Botafogo e caíram do salto no rodopio da valsa, e em pleno Beira Rio.

Vitor Júnior e Fellype Gabriel são exemplos perfeitos do espírito coletivo do time botafoguense, uma dupla que se complementa. Ambos têm garra, ótima visão de jogo, raciocínio rápido, compreensão tática e um sentido coletivo notável. Mas a forma física e o vigor inato do ‘pequeno grande’ Vitor Júnior compensam uma certa fragilidade corporal de Fellype Gabriel, que me parece não estar completamente recuperado de lesão – talvez crônica.

A velocidade que FG imprime à bola – e ao jogo, por conseguinte – e a rapidez com que VJ conecta passes e dribles foram fundamentais para a vitória. Mesmo os que estiveram bem na partida ficaram inevitavelmente à sombra dessa dupla, que comandou o estraçalho do meio de campo colorado.

Desde a saída de bola a partir da linha média do campo de defesa produzimos envolventes triangulações com toques rápidos de primeira, que garantiram grande volume de posse de bola, o que me fez cogitar se Maicosuel e Elkeson são individualistas por opção ou por lentidão de raciocínio. Seja por um motivo ou por outro, o fato é que o banco deve ser o destino destes dois, caso o comando técnico não seja avesso ao sucesso.

Apesar do destaque da dupla VJ-FG, seria injusto não louvar a atuação e o empenho de todos e em especial o dos dois substitutos – Lucas Zen e o estreante Lennon, no sacrifício pela esquerda. Havia grande expectativa com relação a este jogo após duas derrotas consecutivas e ambos fizeram boa partida, com destaque para Lucas Zen, que esteve muito seguro na marcação.

Jefferson pouco trabalhou; Lucas teve ótima participação no esquema coletivo; Brinner mostrou a seriedade e disposição de sempre e esteve muito bem nos desarmes; Fabio Ferreira teve a vida facilitada pela altura dos scarpins colorados – é um enigma saber o porquê de FF ter 90% de ‘baixos’ e 10% de ‘altos’; Renato infelizmente não anda conseguindo exibir o conhecido futebol de alto nível, mas sua experiência e discernimento sempre colaboram com uma proposta de jogo coletivo; Andrezinho se sentiu confortável com o conceito estabelecido, mas está muito mal fisicamente ou lhe faltou vontade para dar um algo mais; Herrera não esteve em noite inspirada, mas sua garra é sempre bem-vinda. (Os substitutos entraram a partir dos 39 minutos do segundo tempo, portanto evito analisá-los).

Para observações futuras: No lance do gol adversário, apesar da esperteza na cobrança rápida – e sorte, já que a primeira cabeçada foi uma falha que deu certo – e do cochilo do meio e da zaga, é importante atentar para as movimentações de Lucas e Brinner que, ao invés de colarem nos jogadores a serem marcados, passaram por eles de olho na bola, acabando em posições inócuas. Fora este deslize pontual, ambos tiveram ótimas participações no jogo.

A vitória não se deu somente sobre o adversário, mas também sobre o árbitro que reincidentemente prejudica o Botafogo, desta vez com a não marcação de um pênalti claro. O Sr. Paulo Cesar de Oliveira é o que a vida lhe permite, indivíduo cuja santa senhora sua mãe não faz jus ao que pensa sobre ela a torcida botafoguense inconformada, porém feliz com o resultado.

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos: Internacional 1 x 2 Botafogo]

quarta-feira, 13 de junho de 2012

OO segundo o Mundo Botafogo

Rui Moura, o amigo idealizador e administrador do blog Mundo Botafogo, comenta sobre o atual treinador do nosso clube, o impensável Oswaldo Oliveira.

Oswaldo Oliveira: eles perderam…

Por Rui Moura

"Qual é a evolução do Botafogo entre 2007 e 2012? Em 2007 Cuca toma três gols sucessivos do River Plate por conta dos seus erros quando estava em vantagem de 2x1 e culpou todo o time, chegando a demitir-se para regressar em seguida; em 2012 Oswaldo de Oliveira perdeu novamente com um nível de intervenção tática abaixo de zero durante o jogo e culpa todo o time.

Como frisou o meu amigo Rodrigo Federman ontem: a velha fórmula do “eu ganhei, nós empatamos, eles perderam.” – comportamento abjeto do ‘monge japonês’.

Acresce que o treinador do Botafogo discutiu com um taxista à chegada ao Rio de Janeiro a propósito dos desaires do Botafogo e foi contido pelos seguranças. Uma triste pequeneza…

Este ignorante treinador – ovacionado infantilmente por tantos botafoguenses há quatro meses – parece não saber que deu os primeiros passos para perder o controlo da equipa e da sua motivação, e iniciar a sua ida sem regresso."

***

O inimaginável Oswaldo Oliveira.


Saudações botafoguenses!

[O artigo original está aqui.]

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Náutico 3 x 2 Botafogo


Fabio Ferreira é um zumbi que consome nossos cérebros. Arrasta um peso invisível a cada corrida, cada esforço, soltando um gemido longo e abafado, como um morto-vivo atravessando vagaroso o lusco fusco de um filme B de terror. E o visual ajuda.

Maicosuel parece o fantasma de um guerreiro medieval decadente, vagando no limbo através dos séculos e se adaptando às mudanças de costumes. Alimenta a ilusão de que é um craque do futebol, um pop star entorpecido pelo vapor da vaidade, da fama fugaz e do dinheiro fácil. Seja isso ou coisa parecida, o fato é que Maicosuel jamais será titular de clube que venha a ser campeão brasileiro e nem de clubes de ponta em qualquer lugar do mundo. Talvez no Uzbequistão...

***

A entrada de Elkeson na pele de ‘solução’ iluminou o abismo à frente do trem desgovernado. Elkeson personifica a certeza da desgraça.

Mas os problemas do Botafogo não se resumiram aos três citados – que são, cada qual à sua maneira, aberrações futebolísticas e/ou humanas.

O Renato, por exemplo, passa por uma fase ‘Lorax’. Parece que fizeram uma lavagem cerebral no sujeito, que age como a personagem autômata do Jack Nicholson em Estranho no Ninho. A pancada que levou na cabeça ontem não pode servir de desculpa para sonolências futuras.

Brinner é sério e esforçado, mas o corpo desajeitado e as pernas de etíope corredor de maratona não ajudam. Os goleiros reservas não conseguem operar os milagres do Jefferson e o Lucas e o Herrera voltaram à normalidade.

Já o Andrezinho é uma piada sem graça, lenta, demorada e contada por um sujeito que não sabe contar piadas.

Jadson quase entrega o ouro antes do tempo, o que dá a entender que elogio nem sempre faz bem ao elogiado.

Sobre os gols sofridos: 1) o primeiro mostrou QUATRO defensores perdendo a parada para UM adversário; 2) o segundo mostrou NENHUM defensor marcando DOIS adversários; 3) o terceiro mostrou que o Náutico tem um volante que finaliza melhor do que nosso centro-avante e que só mesmo um napoleão de manicômio poria um meia-atacante para estrear na lateral em uma partida oficial.

A propósito, Vitor Júnior deve ser desculpado pelo lance infeliz, pois foi escalado para jogar onde não deveria, e isso já acontecia de forma semelhante desde o começo do segundo tempo, quando foi recuado para armar jogadas para os inúteis Elkeson e Maicosuel, porque o atual futebol de Renato é feito de vento. Vitor Júnior é muito mais efetivo no ataque que os dois pesos mortos juntos e arma jogadas melhor do que o Renato de ontem.

A pouca comemoração no gol de Márcio Azevedo revelou que existe algo de muito estranho no clube e um racha entre os briosos e os pusilânimes é evidente.

Mas a desgraça não começa dentro do campo. Fora dele o soberbo Oswaldo de Oliveira e sua empáfia desprezível nos empurra em direção à queda, regido por uma diretoria sem nenhum apreço pelo clube que deveria por princípio defender, mais interessada em agradar ao empresariado futebolístico do que em garantir um bom futuro ao Botafogo.

O Botafogo atual é como um filme de pesadelo à luz do dia. E o horror da trama das partidas é sádico. Espalha falsos sinais de transformação em sonho bom, para alimentar uma esperança ilusória, que cresce somente para aumentar o baque da queda quando é decepada no desfecho trágico.

A 15ª posição estará de bom tamanho.

Saudações botafoguenses!

PS: Nota dez para a torcida local!

[Link para os melhores momentos: Náutico 3 x 2 Botafogo].

sábado, 9 de junho de 2012

A volta dos que não foram

(A partir de foto de Satiro Sodré/Agência Estado)

Para quem achava que estávamos mal com Brinner, volta Antonio Carlos, o sujeito que entra em campo como se estivese na praia olhando a paisagem. Pobre da bola... e de nós.

Saudações botafoguenses!

[ERRATA: Antonio Carlos não jogou e não fez falta, pois contamos com Fabio Ferreira, Maicosuel, Elkeson, Oswaldo de Oliveira, Anderson Barros e Mauricio Assumpção].

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Guinness World Records - 1/2 gol por minuto

(Fotos de Celso Pupo/Fim de Jogo e Ricardo Rimoli/Lance)

Celso Roth e Oswaldo de Oliveira entraram para o Livro dos Recordes. O primeiro como vencedor e o outro como o tapado que ficou assistindo a seu time levar uma virada que entrou para a história do futebol mundial: Três gols em seis minutos!

Quem viu, viu...

Saudações botafoguenses!

Botafogo 2 x 3 Cruzeiro




Vai ser assim, com espírito de vencedores, que o Botafogo entrará em campo. Pois sempre que a disposição da diretoria e da comissão técnica for a de escalar os que estão melhor no momento, os escolhidos calçarão tênis coloridos com alma de chuteira preta.


Não foi assim. Em campo tínhamos o inexplicável Fábio Ferreira e o fuça-baixa Maicosuel e no banco o previsível homem das mãos à cinturinha Oswaldo de Oliveira.

Saudações botafoguenses!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Alma de Chuteira Preta


O que diferencia o Botafogo das duas primeiras rodadas do Brasileiro do time que entrou em campo com espírito de perdedor para jogar as finas do Carioca não é apenas a boa presença de Brinner, Doria, Jadson, Vitor Júnior e Herrera. O grande diferencial foi a boa e velha chuteira preta. Sim, contra São Paulo e Coritiba aqueles tênis coloridos mostraram que não tinham coração de vento.

Porque de nada adiante o talento, a técnica, o preparo físico, a visão de jogo, a aplicação tática, bons treinamentos e uma boa estratégia de jogo, se isso não estiver atrelado ao espírito de luta, à modéstia objetiva e ao sentido coletivo, o que chamo aqui de ‘alma de chuteira preta’. E no campo de jogo, onde tudo é revelado, ficou claro que este time do Botafogo das duas primeiras rodadas tinha alma de chuteira preta escondida nos tênis coloridos que enfeitavam os pés dos jogadores.

Hoje o colorido dos ‘pisantes’ vai estar enlameado. Nada melhor do que um campo molhado para dar corpo e criar imagens definidoras do espírito de luta de um jogador: o meião sujo, o calção cheio de lama, o suor misturado ao barro.

Vai ser assim, com espírito de vencedores, que o Botafogo entrará em campo. Pois sempre que a disposição da diretoria e da comissão técnica for a de escalar os que estão melhor no momento, os escolhidos calçarão tênis coloridos com alma de chuteira preta.

Saudações botafoguenses!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Matheus Dória

(Imagem: Fernando Soutello/Agif)

Hoje o jornalista Marcos Penido – que cobre o Botafogo para O Globo – escreveu um artigo sobre o Dória, intitulado “A nova esperança para a zaga”, onde diz que “Ele fez um gol contra com 30 segundos de jogo (...)”. A matéria é elogiosa, mas, convenhamos, aquilo não foi gol contra nem aqui e nem no Paraná. Ô, Penido, dá um tempo!

***

Dória estreou muito bem como profissional, ajudando o Botafogo a quebrar uma invencibilidade de 10 meses do Coritiba no Couto Pereira. Matheus Dória Macedo, niteroiense de 17 anos, 1.87m de altura, canhoto, ainda não tem nem mesmo um punhado de linhas na Wikipédia, como seu parceiro, o Vitor Júnior.

Curioso constatar que no site oficial ele não aparece entre os jogadores do elenco – o que é preocupante, seja pelo fato em si, que indica uma certa indecisão, ou pela lerdeza em se formatar uma página de um site. Quem aparece por lá é um outro Matheus, o Matheus Menezes Jácomo – que o Rodrigo Federman (Cantinho Botafoguense) nos informa que está contundido.

Não sei nada sobre o futebol deste outro Matheus, mas descobri que seu DNA pode não ser dos melhores, uma vez que o sobrenome Menezes liga dois irmãos: o Matheus e o Felipe Menezzzes (os ‘zês’ são de autoria do Marcelo Pereira, do blog Fogo Eterno). A esperança reside na possibilidade de que a diferença ‘genético-futebolística’ entre esses irmãos seja a mesma que havia entre o Tulio e o Telvio.

Voltando ao Matheus que interessa. Não tenho dúvida de que Matheus Dória é melhor jogador que Fábio Ferreira, mesmo com a idade que tem. Salve Dória, ‘nova esperança para a zaga’!

(Mas ainda precisamos de um quinto zagueiro, apesar de o Cantinho Botafoguense também nos esclarecer que Vinícius, jogador da base – e do Benfica (?!?!) –, já se juntou ao grupo).

Saudações botafoguenses!

terça-feira, 29 de maio de 2012

Vitor Júnior - Obrigado, Senhor, digo eu!

(Foto: Satiro Sodré/UOL)

“Vitor Silva Assis de Oliveira Júnior, mais conhecido como Vitor Júnior (Porto Alegre, 15 de setembro de 1986), é um futebolista brasileiro que atua como meia. Atualmente, joga pelo Botafogo.”


Esse é o resumo do Vitor Júnior na Wikipédia. Mas será que algum botafoguense sente falta de uma vírgula ou precisa de mais alguma explicação, depois de ver o que esse cara vem fazendo dentro de campo?

Acho que é o sangue gaúcho que faltava.

Saudações botafoguenses!

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Coritiba 2 x 3 Botafogo – Futebol Coletivo

(Bebê a bordo)

Para um leigo soa como uma tremenda redundância dizer que um time de futebol jogou de forma coletiva. Mas para os que curtem uma boa pelada e sabem do que estou falando, ver uma equipe profissional usar o aspecto coletivo para superar outra, que também se organizava de forma coletivista, leva ao prazer da experiência do predomínio da inteligência e do espírito coletivo.

Ambas equipes jogaram assim: coletivamente e com grande empenho. O Botafogo saiu com a vitória. Sorte nossa, mas com méritos.

 (VJ Maná - a partir de foto da AGIF)

Vitor Júnior, Marcio Azevedo e Herrera continuam sendo os destaques do time. A velocidade, visão de jogo, a força e o ímpeto do meia e do lateral, associados à movimentação e à combatividade do atacante argentino – e tudo isso reforçado pelo espírito coletivo predominante – deram outro rumo ao desempenho da equipe, sendo Herrera o responsável direto pelo primeiro e terceiro gols e essencial para o segundo.

Jadson se afirma positivamente a cada partida, mas precisa controlar a temperatura do sangue, que lembra o destempero ocasional de Marcelo Mattos. Renan esteve muito bem. Brinner está no mesmo nível que Antonio Carlos, mas é mais sério e atento. Dória é superior ao fraquíssimo Fabio Ferreira, mesmo estreando aos 17 anos sob a presão de um jogo altamente disputado – o time do Coritiba sistematicamente usou de força exagerada na maioria das disputas de bola. Lucas Zen entrou muito bem na partida.

Arrisco dizer que, com a volta de Jefferson, os que venceram o Coritiba são o melhor time que o atual elenco pode oferecer, se o Maicosuel voltar a jogar futebol

Lucas protagonizou os melhores momentos da tarde e demonstrou ótima visão de jogo, compreensão tática, além de muita frieza e categoria nas finalizações – fora os gols, o chute na trave também revelou uma movimentação inusitada que se mostrou envolvente.

 (El Increíble - a partir de foto de Giuliano Gomes/AE)

O primeiro gol revelou um indício de que o treinamento de jogadas de ataque está nos tirando da mesmice previsível, e o terceiro também me pareceu fruto deste tipo de prática. O segundo gol nos deu o gostinho que qualquer botafoguense não se esquece de querer provar: a traquinice pelas pontas, a linha de fundo. Além disso, os gols revelaram um ataque em bloco – tivemos sempre três jogadores para tentar a conclusão –, com ótima movimentação e variação de jogadas, coisa que não víamos há muito tempo, com a estratégia infrutífera do isolamento de Abreu.

Com o placar favorável o time manteve o equilíbrio e investiu o quanto pôde na manutenção da posse de bola no campo de ataque, com Cidinho mostrando maturidade e bom entendimento da proposta.

Cinco minutos de acréscimo?! Tudo bem, concordo, mas está anotado no meu caderninho...

Os pontos negativos continuam sendo a inexplicável queda vertiginosa de rendimento de Fellipe Gabriel, a falta de brilho no então fantástico futebol de Renato, a não continuidade das jogadas quando chegam aos pés de Maicosuel e a miopia da diretoria, que não reforçou a zaga e parece não perceber que não iremos além das posições intermediárias, com apenas quatro zagueiros à disposição.

Sobre Elkeson, sorte nossa que ao não dar sequência a uma jogada pela esquerda (coisa costumeira e irritante) ele tenha encontrado uma solução através da ótima virada de jogo que levou ao gol da vitória. Elkeson é o melhor meia-atacante do elenco, mas é uma pena que não possamos chamá-lo de ‘nosso jogador’.

(Marcio Speedy Azevedo)


Hora de curtir a liderança, pois nunca se sabe o que os interesses de bastidores nos reservam para além da 23ª rodada.

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos: Coritiba 2 x 3 Botafogo]

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Cinefoot 2012


Começa amanhã a terceira edição do Festival de Cinema de Futebol (Cinefoot).

Link para o site: www.cinefoot.org

Saudações botafoguenses!

terça-feira, 22 de maio de 2012

Botafogo 4 x 2 São Paulo - O inusitado Botafogo em: "Música pra quê?"


Quando anunciaram o Herrera para iniciar o segundo tempo no lugar do El Loco, será que o torcedor que estava satisfeito em não ser obrigado a ver o Elkeson com um lindo escudo no peito mas irritado com a falta de tesão do time – exceto o Vitor Júnior – poderia imaginar o que estava para acontecer? Porque todos sabemos que o Herrera é a personificação do espírito de luta, mas está longe de ser o que se pode chamar de ‘homem-gol’ – o apelido ‘Quase-gol’ não surgiu do nada.

No entanto, o Herrera da partida de ontem esbanjou a já conhecida garra e, ao invés de perder chances claras, foi decisivo ao aproveitar as poucas oportunidades que surgiram, além de sofrer o pênalti que converteu. Vale destacar que o primeiro dos três gols marcados por Herrera foi um golaço, uma cabeçada precisa, que curiosamente não teve a repercussão que merecia na mídia – o que não surpreendeu nenhum botafoguense.

A apatia do time do primeiro tempo se foi instantaneamente com a entrada do Herrerinha e chego a desconfiar de algo estranho nos bastidores envolvendo a figura de Abreu – estou cismado com isso –, que mais uma vez esteve apagado, muito diferente do conhecido El Loco. Outro que esteve especialmente mal foi o Fellipe Gabriel, que pode estar sentindo que seus dias de titularidade estão contados, com a chegada do mais contundente Vitor Júnior.

Sobre este jogador, confesso que me enganei na primeira impressão, quando achei que fosse mediano. Parece ser um jogador veloz, com boa visão de jogo e disposto a mostrar serviço. Sua arrancada oportuna no primeiro tempo merecia terminar em gol. (Eu manteria o time de ontem na próxima partida, inclusive com o Jadson, e deixaria Andrezinho e Marcelo Mattos no banco).

(Foto: Celso Pupo/Fim de Jogo)

Mesmo com a vitória, os velhos problemas continuam. Não é só a pouca movimentação de Abreu que nos inibe a construção de jogadas de ataque. O problema é que estas jogadas não existem ou são mesmices previsíveis, com passagens clássicas dos laterais, sem variações das movimentações nas proximidades da área.

A defesa continua medíocre e nada indica que vá haver melhora, pois são os mesmos e treinados pelo mesmo. Jefferson nos salvou com uma das defesas mais espetaculares que já vi, mas no segundo gol adversário acho que a bola era do goleiro.

O jeito é torcer como sempre, mas confesso que não estou otimista com relação à capacidade de Oswaldo de Oliveira para fazer o Botafogo ir além do que apresentou até o momento.

Seja como for, por ora...

A vitória de virada foi sensacional! A pixotada do time pseudosuperior do ‘Leãozinho Miau-miau’ foi um gozo; a estreia de Vitor Júnior no Brasileiro foi convincente; Jadson mostrou que é uma ótima revelação.

Mas o surpreendente desfecho que deu um nó na cabeça do jornalista não tem preço: “Música pra quê?”

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores lances: Botafogo 4 x 2 São Paulo]

terça-feira, 15 de maio de 2012

A autópsia da estrela

(Starfish Skeleton, por Visual Photos)

Quando anunciaram a entrada do Herrera para iniciar o segundo tempo no lugar de Elkeson, o torcedor que nunca perdoou as mãozinhas na cintura do Oswaldo de Oliveira ficou certo de que o jogo estava perdido. Na verdade, o torcedor que não engoliu e jamais esquecerá as afrontas de Oswaldo de Oliveira à torcida botafoguense sabia de antemão que Elkeson nem mesmo deveria ter sido escalado, pois é um jogador cuja fraqueza de caráter não condiz com o conhecido espírito de luta botafoguense, e muito menos em se tratando de uma partida decisiva como o jogo de ontem. No entanto, esse torcedor sabe que o problema do Botafogo não é o Elkeson, sua metrosexualidade, sua ‘máscara’ gigantesca e suas indecifráveis caretas, apesar de não entender o porquê da escolha do Herrera, que não é e nunca será a solução quando o problema é a falta de gols, o que deveria ser do conhecimento do treinador.

O torcedor que percebe a falsa ponderação na fala mansa de Oswaldo de Oliveira, que esconde uma obviedade vulgar e um espírito arrogante, sabia que a escalação e posterior substituição do detestável Elkeson não passavam de um truque para dissimular a construção de uma derrota, um fracasso cultivado muito antes do início da partida. Porque o torcedor que não admite que um técnico ultrapassado e de pensamento previsível fale o que bem entende da nossa torcida sabe que o fracasso botafoguense não é fruto do acaso e tem pouca relação com a índole leviana do Elkeson e com as besteiras ditas e feitas por Oswaldo de Oliveira.

Esse mesmo torcedor que vaia o indefensável futebol de Felipe Menezes sabe que as duas derrotas para o Fluminense e a eliminação frente a um adversário que acabou de ser promovido à série B não têm nada a ver com o topete do Elkeson e nem com a marca dos jeans do Oswaldo de Oliveira. Porque sabe que os responsáveis pela manutenção de Elkeson e sua fraqueza de caráter, de Oswaldo de Oliveira e seus esquemas ultrapassados, e de um bando de jogadores sem nenhum compromisso com o clube que deveriam defender são aqueles que os contrataram.

O torcedor que se sentiu constrangido com a figura particularmente ridícula do presidente do clube levantando a taça antes dos jogadores sabe que a disposição pusilânime do time atual não acontece à revelia dos eternamente incompetentes Anderson Barros, Andre Silva e Mauricio Assumpção.

O torcedor avesso à repugnante empáfia estrambólica de Oswaldo de Oliveira não será iludido pelas várias camadas de comando que encobrem Mauricio Assumpção, Andre Silva e Anderson Barros, os verdadeiros responsáveis por nossos recentes fracassos no estadual e na Copa do Brasil, pela sequência de sete derrotas na reta final do Brasileiro de 2011 e pela transformação do Botafogo em um time de covardes, coisa que historicamente nunca fomos.

Esse tipo de torcedor se angustia por saber que nada pode fazer diante da realidade inescapável que nos impõe Mauricio Assumpção, Andre Silva e Anderson Barros como os administradores de nossa inevitável desgraça no Brasileiro, na Sul-Americana e em qualquer competição por vir. Pois são eles os que contratam figuras abjetas como Oswaldo de Oliveira e Caio Junior, e os permite e incentiva a afrontar a torcida da forma que bem entenderem, em uma clara indicação de que não se interessam pela preservação do maior patrimônio do clube, sua torcida. São esses três senhores e seus correligionários sócios e conselheiros os responsáveis por uma lista enorme de jogadores perfeitamente inúteis como Elkeson, Antonio Carlos, Fabio Ferreira e Felipe Menezes, somados a toda sorte de medíocres tímidos a exemplo de Andrezinho, legando um rastro de destruição ao clube que deveriam por obrigação proteger.

Com esses três no comando, o torcedor que os tem como inimigos do Botafogo não precisa de um oráculo para prever os futuros fracassos alvinegros: começam pela próxima competição, continuam na seguinte e prosseguem nas subsequentes, até o fim do mandato.

Não há fogo que aguente...

Saudações botafoguenses!

domingo, 13 de maio de 2012

Feliz Dia das Mães!


Saudações botafoguenses!

Menos um problema

(Foto: Satiro Sodré/Agência Estado)

Antonio não joga nada
Porém, Antonio está em voga
Xerife de araque da zaga
Que sorte! Hoje Antonio não joga!

Saudações botafoguenses!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Deve ser culpa da torcida

Se algo de positivo a derrota humilhante de ontem pode legar para a temporada, sem dúvida que foi a bendita quebra da maldita invencibilidade. Pena que chegou justo na hora em que não deveria e da forma vergonhosa como aconteceu. Caímos de quatro e as chances de recuperação existem, porém devem ser medidas a partir da vírgula à direita de um zero.

Se me perguntarem o que houve na tarde de ontem, repasso a questão aos gurus de unicelulares, os homens dos discursos vazios, das falas vulgares, os mesmos que se juntarão ao pequeno grupo de botafoguenses que acredita na tese idiota que atribui a série de fracassos das últimas temporadas às vaias da torcida.

Foi a torcida que recuou covardemente o time depois de sair em vantagem no marcador? Somos nós os que deveriam estar marcando os adversários em QUATRO oportunidades? Seria nossa a culpa pelo despreparo psicológico ou pela falta de inteligência dos jogadores? Foi um torcedor que “ficou rezando” para a chegada da parada técnica e mesmo assim não reorganizou o time para absorver a perda de um jogador? Fomos nós que deslocamos o “melhor jogador do Botafogo” – segundo Oswaldo de Oliveira – para levar um baile na lateral? Somos nós que deveríamos responder o porquê das despropositais entradas de Herrera e Caio, completamente perdidos em campo? Deveríamos aplaudir um jogador totalmente desprovido de caráter como Elkeson? Era nosso o sangue de barata que corria nas veias daquele time que perdeu de 4 x 1 na tarde de ontem?

E agora, senhor treinador, senhores diretores, botafoguenses de araque? Respondam vocês.

Saudações botafoguenses!

[Link para os ‘melhores momentos’: Fluminense 4 x 1 Botafogo]