sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Jogo ruim + o pior dos males


(Foto original: Fernando Soutello/AGIF)

Para os torcedores que ainda acreditavam que o Alessandro fosse limitado no ataque mas eficiente na defesa, o gol do Santa Fé acabou com essa crença.


Para aqueles (me incluo nessa patota) que sonhavam com o excelente ex-lateral do Atlético-PR jogando pelo Botafogo, o próprio Márcio Azevedo cuidou de desfazer essa ilusão.


Para os que insistiam na tese de que o Everton um dia viria a ser um substituto razoável para uma eventual ausência de Maicosuel ou Elkeson, a noite de ontem provou o contrário.


Para os que tinham na lembrança o limitado, porém aplicado, Somália do Carioca 2010, essa imagem se embaça na memória.


Para quem sente saudades do Lúcio Flávio versão 2008/2010, o Felipe Menezes é a solução para o vazio no peito – e em campo.

Apesar da mediocridade que aparentemente tem origem somente no banco de reservas, Abreu esteve péssimo e os substitutos regulares Lucas Zen e Alex também não estiveram em noite inspirada. Ou seja, foi um apagão geral.

Desconfio da ideia de que o que se viu ontem ter sido fruto exclusivamente de uma incontornável limitação do banco de reservas, pois, apesar da subida de produção a partir da entrada de Elkeson, foi à saída de Felipe Menezes que o Botafogo deu uma guinada e assumiu o controle do jogo.

As presenças de Caio e Elkeson foram fundamentais, mas algo andava muito mal no meio campo e acredito firmemente que o que minou as ações botafoguenses foram os erros de passe, as bolas perdidas de forma bisonha, a letargia e a falta de participação de Felipe Menezes, que se escondeu do jogo 100% do tempo. Creio que essa inoperância do homem de referência do principal setor do campo inibiu a solidez do time como um todo, que não contou com um espaço confiável para escoar a retomada da posse de bola, mantê-la e fazer as jogadas circularem pelo campo de jogo.

Essa fragilidade criou um vácuo criativo que acabou sendo ocupado por investidas de Somália, tentativas frustradas de Everton e sobrecarregou Alex, forçado a constantemente se ver no campo de defesa, quando as jogadas já se encontravam no ataque.

E mais uma vez o técnico botafoguense se mostra incapaz de fazer boa leitura do jogo. Quando o Botafogo retoma o comando das ações de forma contundente – com Elkeson pelo meio dialogando com Caio pela ponta – e descobre uma forma efetiva de explorar o setor direito de ataque – que resultou em gol –, o treinador desloca Elkeson para a esquerda, desmontando inexplicavelmente um sistema eficiente que ele próprio acabara de criar. Incompreensível, incorrigível e repetidamente incompetente.

Acerta quem acredita que temos problemas técnicos no banco de reservas, mas engana-se quem pensa que é a qualidade mediana dos suplentes, o maior dos males por ali.

Nota I: Caio mostrou contundência e provou ser uma ótima opção.

Nota II: Thiago Galhardo não tem características semelhantes às de Felipe Menezes, mas é muito mais confiável e melhor alternativa para o setor.

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos: Botafogo 1 x 1 Santa Fé]

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Botafogo é Seleção


Que partidaço fez o Cortês! Sem firulas, sem pirotecnia; muita calma, visão de jogo e objetividade.

Cortês deixou sua marca nas jogadas que resultaram em gols: com tranquilidade, trouxe para o meio um rebote e iniciou sem estardalhaço* o contra-ataque fulminante que levou ao primeiro gol e fez o penúltimo passe para o segundo.

Cheguei a ficar com uma pontinha de inveja da Seleção, pois quero muito ver o Cortês jogando o que jogou, na noite de ontem, na próxima partida e em todas que jogar pelo Botafogo – acho que essa é uma inveja sem pecado. Fico satisfeito se ele nos reservar três quartos do futebol de ontem – o comedimento é uma virtude. (Será que me livrei do inferno?).

Mas por que ele não apresenta um futebol no mesmo nível que o de ontem, quando joga no Botafogo? Seria algum problema de posicionamento, de orientação tática? Mistérios do futebol...

Os argentinos passaram boa parte do jogo dando pinta de que não dariam trabalho ao Jefferson, mas o Paredão não deixou o público ir para casa sem um bônus carimbado no ingresso. Fez uma boa defesa, depois uma ótima e fechou com uma defesa espetacular.

O Galvão Bueno se disse impressionado com a ‘explosão muscular’ do Jefferson, que observara durante os treinos. Bastou dizê-lo e logo em seguida Galvão ficou muito empolgado – tremendo pleonasmo! –, pois três defesas se sucederam, parecendo uma resposta exemplar em cascata.

Tomara que não dê azar, porque conheço um sujeito que considera o Galvão Bueno um tremendo pé frio. Ele diz que o Galvão foi responsável pela derrota em 86 e pela morte do Sena. Só fala isso quando bebe, mas fala disso o tempo todo, porque bebe o dia inteiro.

Nos pés do Elkeson as faltas desperdiçadas pelo Gaúcho levariam muito mais perigo. As ‘Estrelas da Mídia’ ocuparam o lugar do “Destaque do Brasileirão”, mas deixa estar. É melhor que os holofotes apontem para o outro lado.

Depois do jogo, vi os três botafoguenses ainda no gramado, felizes da vida. Formaram uma rodinha, falaram sei lá o que e deram risadas. Tomara que o papo tenha sido: – Vamo arrebentá no domingo! – É!

Parabéns ao Cortês, ao Jefferson e ao Elkeson! Com o Botafogo na Seleção, dá até para fazer uma forcinha para ver o Brasil jogar.

Saudações botafoguenses!

* “É vantajoso não deixar transparecer que determinado gesto seja um movimento de ataque, pois adiar ao máximo a percepção do oponente quanto à sua condição de presa, potencializa o sucesso do predador.” (Cobra-Coral em, Memórias de um bicho peçonhento e óbvio).

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Empate normal... para técnico trivial

(Foto: Fernando Maia/UOL)

Não seria necessária uma visita a um oráculo para se saber de antemão que o Botafogo começaria bem e na segunda etapa recuaria e, além disso, que o técnico faria péssimas substituições, influenciando diretamente no resultado da partida. Pois ninguém precisa de dotes especiais para notar o padrão simples e repetitivo das atuações de Caio Júnior à beira do campo de jogo.

A posição que o Botafogo ocupa na tabela está estreitamente ligada à força de um meio campo notável. A conjugação entre a dupla de volantes e os meia-atacantes na marcação e no desarme, a boa saída de bola e a ótima distribuição das jogadas, a força e habilidade de Elkeson e a velocidade e técnica de Maicosuel, fazem deste meio campo um verdadeiro pesadelo na vida dos adversários da competição que disputamos.

Mas do que adianta este poderio se, assim que abrimos vantagem, a estratégia é a manutenção e não a ampliação desta vantagem? (Aos 40 do primeiro tempo vi, incrédulo, um Maicosuel – que estava ’voando’ – plantado no campo de defesa, deixando Cortês isolado em uma subida ao ataque). Por que não tentamos ampliar, por que não buscamos definir o jogo quando a situação se mostra promissora?

(Foto: Fernando Maia/UOL)

Na partida de ontem, enquanto o adversário aproveitou o intervalo para se recompor e fez substituições que se tornaram determinantes, Caio Júnior mais uma vez evidenciou sua má leitura de jogo e não respondeu às mudanças do outro lado.

O poder de conclusão de nosso ataque continua sendo um ponto fraco do time. No primeiro tempo foram duas oportunidades claras de gol desperdiçadas e o lance extraordinariamente infeliz de Abreu nos tirou a chance de matar a partida.

O time sentiu a falha gigantesca vinda de uma grande referência do elenco e a ausência de Jefferson mais uma vez nos prejudicou pontualmente – a segunda na competição –, sendo crucial para a diminuição da vantagem.

E eis que a sorte nos falta duplamente, ao nos tirar Maicosuel – por contusão – e obrigar Caio Júnior a protagonizar o comando, infelizmente para nos conduzir ao fracasso.

Caio Júnior – aquele que dispensa as profecias do oráculo – repete-se ao fazer substituições disparatadas e na orientação estorvante junto à linha lateral.

Na ausência de Maicosuel precisávamos de um substituto que desse combate às saídas de bola e às subidas do ala, incomodasse a defesa adversária, mantivesse a posse de bola no setor de ataque e não errasse passes não forçados. Mas Caio Júnior lança Felipe Menezes, um jogador que é o oposto de absolutamente tudo isso.

Não foi por falta de banco que Caio Júnior mais uma vez se equivocou na substituição, porque Alex tem o perfil exato do jogador que precisávamos para ao menos tentar cumprir essas funções.

O treinador errou mais uma vez ao elencar Cidinho para fechar a lateral do campo. Ora, o Cidinho é jogador de flanco, leve, corpo de criança. Entrou e não atacou nem defendeu, sob a visível orientação do técnico, à beira do gramado. Herrera, por pior que estivesse na partida, seria mais útil se permanecesse em campo.

Obviamente o resultado não foi satisfatório e o São Paulo passou a ocupar ¾ do terreno de jogo.

Aos 43 do segundo tempo, não satisfeito com o autoflagelo que impunha ao Botafogo, Caio Júnior parte para o suicídio, tirando Sebastián Abreu. El Loco, no mínimo, mantinha dois adversários no campo de defesa. Além disso, se Caio Júnior fosse o estudioso do futebol que tanto se autoproclama, deveria saber que estávamos em desvantagem na média de altura e que qualquer retranca eficiente se concentra firmemente no resguardo a bolas alçadas à área, principalmente em um momento do jogo em que o adversário iria, evidentemente, fazer uso deste recurso.

(Foto original: Cezar Loureiro/Globo)

Um dos atributos que diferenciam um técnico vitorioso de um profissional qualquer é a observação de detalhes importantes como este. Dizer que voltou ao país para ser campeão brasileiro não confere qualidade excepcional a ninguém, pois está ao alcance de todos. Conquistar um título nacional, porém, não está ao alcance de qualquer um.

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos: Botafogo 2 x 2 São Paulo]

domingo, 25 de setembro de 2011

Lacan é o escambau!


- Quer dizer que o seu teste não serviu pra tirar nenhuma conclusão, né?
- Futebol é assim...
- Assim como?
- Imprevisível.
- Mas você já sabia disso, né não?
- Sabia.
- Se você sabia que é imprevisível, fez o teste pra quê?
- Pra tentar chegar a uma conclusão, quer dizer, tentar entender o que...
- Embromando de novo?
- Que embromando, nada!
- Embromando, sim! Esse teste é só um jeito que você encontrou pra se desviar do principal.
- Que principal?
- A sua dúvida.
- Que dúvida?
- Você não sabe se torce ou se analisa.
- Mas eu torço e analiso!
- Tá aí a causa do teu problema.
- Ué... Então eu não posso torcer e analisar?
- Pode.
- Então qual é o problema, seu cachorro maluco?!
- É muito simples. Você pode torcer e pode analisar, mas não pode fazer as duas coisas ao mesmo tempo.
- E por que não?
- Porque você não consegue aceitar o torcedor e o analista como partes integrantes do seu Id multifacetado e acaba projetando o impulso de um no outro e vice versa.
- Que estrovenga desgraçada! Quem disse que eu não me aceito como torcedor?
- Ôpa! Ó o Lacan aí, gente!
- Lacan é o escambau!
- Então quer dizer que o Luiz analista não passa de um Luiz torcedor sublimado, um cachorro louco e fanático sendo racionalizado à fórceps, né?
- Que nada! A campanha maluca do Botafogo é uma maquininha de fazer neurótico e sou eu o desajustado?
- Pura resistência...
- Que resistência que nada, Biriba! Pode me encher o saco, seu prego! No final, cachorro não entra no estádio, quem vai ao jogo sou eu e você fica aí roendo o pé do sofá, mané!
- Hum... Tá melhorando. Liberando as pulsões...
- Pô, Biriba, desculpa aí. Passei dos limites. Quer um osso?
- Êita! Começou a expiação...

(Engenhão em preto e branco - foto original: Claudio Lara)

Faz uma canja de galinha e toma um Targifor C. Veste uma jaqueta bem forrada e não esquece o guarda-chuva. Se você for um precavido mórbido, junta um bote inflável, um colete salva-vidas e um punhado de sinalizadores no porta-malas, mas não deixa de ir ao estádio. Porque domingo é dia de Botafogo!

Vamos lotar o Engenhão, cachorrada!

Saudações botafoguenses!

PS: Ingressos à venda até as 13h de hoje, em General e no Caio Martins.

sábado, 24 de setembro de 2011

O Teste dos 5 Jogos


Passaram-se cinco rodadas desde o início do ‘teste dos cinco jogos’ e seria perfeitamente natural que ele se encerrasse sem subterfúgios. Mas confesso que gostaria de dar uma espichadinha para incluir o jogo de amanhã, pois acredito que seria um fechamento perfeito. No entanto, o Biriba me deu um ultimato alegando que eu estava me enredando em uma tergiversação insustentável. O Biriba é muito criterioso.

Para quem não sabe, criei o ‘teste dos cinco jogos’ como ferramenta para avaliar as reais possibilidades e intenções do Botafogo na competição. Ele teve início na primeira partida do segundo turno e terminou na última rodada.

À análise:

Foram três vitórias, um empate e uma derrota. Em termos percentuais, nosso aproveitamento foi de 66,7%. Nada mal, levando-se em consideração os últimos três campeões, que obtiveram médias finais de 62, 57 e 65,8% – em 2010, 2009 e 2008, respectivamente.

Deixando os números de lado, acredito que vencemos o Palmeiras sem deixar dúvidas e que sobramos contra o Ceará. No entanto, a vitória sobre o Grêmio foi apertada. No empate jogamos sem espírito competitivo e de forma acovardada e na derrota fomos massacrados no segundo tempo.

Voltando aos números, de zero a dez minhas notas são as seguintes:

Botafogo 3 x 1 Palmeiras: 7,5
Botafogo 4 x 0 Ceará: 9
Coritiba 5 x 0 Botafogo: 3
Botafogo 1 x 1 Flamengo: 5
Grêmio 0 x 1 Botafogo: 6

Média: 6,1

Enquanto a pontuação no primeiro quarto do segundo turno tende claramente a caracterizar o Botafogo como sério candidato ao título, minha avaliação subjetiva aponta para um time que briga por uma vaga na Libertadores.

Como a estatística é uma ótima ferramenta para projetar tendências, mas o futebol é uma caixinha de surpresas, fico na torcida para que o aproveitamento prevaleça sobre o desempenho segundo a minha ótica.

Saudações botafoguenses!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

16 anos depois

(Foto: Wesley Santos/O Globo)

Maicosuel definitivamente voltou. Não foi só na partida de ontem que ele mostrou que está muito perto de ser o Maic que conhecemos, mas foi decisivo para a vitória e também para começar a apagar o estigma de um Botafogo que não vence fora de casa. Além de se juntar a Abreu para garantir os três pontos, mandou para o ralo a escrita dos 16 anos sem vencer o Grêmio no Olímpico (boas lembranças?).

Na noite de ontem superamos: uma marcação de final de Libertadores; a fraca atuação do Herrera; um Lucas pouco inspirado; um duplo não acontecimento aos 2 do primeiro tempo; o exagero nas firulas e no individualismo do Elkeson; o pesadelo das bolas pelo alto no miolo da defesa; o suspense pela presença do Alessandro; o Cortês resolvendo não matar a partida e nem vitaminar nosso saldo de gols; o mesmo juiz que expulsou o Jobson por se esquivar de um safanão; o Grêmio no Olímpico e o Corinthians na tabela. (A torcida contra do LC Jr não conta).

(Foto original: Ricardo Rimoli/Lance)

Mesmo que nosso meio de campo estivesse longe do ótimo futebol que apresenta regularmente, o jogo morno de ontem não deixou de servir para mostrar que sofremos demais quando o adversário adianta a marcação.

Essa estória de Seleção não só desfalca o time, mas também parece que mexe com a cabeça do sujeito. O deslumbre e/ou o entusiasmo roubam a concentração e quem me provar que o sujeito não vai tirar o pé nas divididas ganha uma mariola e um cigarro Yolanda.

Não foi exagero a chamada na cincha do Abreu para cima do Cortês – e talvez do Elkeson também –, por não ter(em) passado a bola em chances claras de gol. Fora o desperdício de oportunidades de matar o jogo, é o saldo de gols o que nos coloca à frente do Corinthians, saldo que poderia ser de mais de um gol de diferença.

Apesar de achar que o Jefferson exagerou na cera, a punição com o amarelo não corresponde ao critério empregado durante a competição. Por falar nisso, é escandalosa a forma como somos punidos com cartões: o do Elkeson foi ‘cirúrgico’, o do Renato foi surrealista e o do Lucas foi descriterioso. Mas como ultimamente nosso presidente está mais ligado à política partidária do que ao Botafogo, sobrou para o elenco assumir a superação desse estorvo.

Foi curioso observar o árbitro ir pessoalmente ‘cuidar da recuperação’ do Jefferson depois de uma trombada e também constatar que ele deu 4 minutos de acréscimo, em uma etapa que teve duas breves paralisações. Tudo indica que o Sr. Alício Pena Júnior estava adorando o espetáculo, mas não temos meios de saber se gostou do resultado.

Voltamos à condição de não depender de resultado alheio para assumir a liderança.

[Link para os melhores momentos: Grêmio 0 x 1 Botafogo]

Saudações botafoguenses!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O estádio deles é azul


Saudações botafoguenses!

O começo do fim do teste


- Essa chatice de teste acaba hoje, né?
- Acho que sim.
- Acha?!
- É que eu estava pensando em ajustar...
- Que ajustar que nada, meu caro! Foi você que inventou as regras dessa estória de teste de cinco jogos. Agora encara.
- Mas é que...
- Mas é que o quê? Tá cabreiro? Tá com medo de não dar o que você queria?
- Não é bem assim...
- É muito bem assim, sim, meu chapa! Tava aí todo empolgado depois do Palmeiras e do Ceará, agora começa a roer a corda?
- Acontece que...
- Acontece que depois do sacode e do empate broxante você perdeu a pose, isso sim!
- Que pose? Eu não sou disso.
- Ah, faz-me rir... Vai dizer que não tava sentido a maior firmeza?!
- Eu sou um cético, um sujeito racional. Eu não...
- Eu não é o escambau! Botou o medidor de stress em 16% faltando 16 rodadas... Pensa que eu não vi essa gracinha?
- Era uma figura retórica, um...
- Para com a embromação, Luiz! Esse papo de figura retórica é pura retórica, maluco! Você tava era achando que o time ia arrebentar e tá aí se tremendo todo. Achava que a gente ia ser líder com um jogo a menos e o time tá perdendo o fôlego a 14 rodadas da praia. Confessa, cara!
- Não é bem isso.
- É bem o quê, então?
- É que teve o adiamento do jogo contra o Santos.
- Mas você já substituiu pelo jogo de hoje.
- É, mas o jogo contra o São Paulo meio que fecha um ciclo.
- O que fecha um ciclo é você dar um fim nesse teste falcatrua e estamos conversados!
- Mas o São Paulo é adversário direto...
- Direto é o que eu queria que você fosse, mas tá aí embromando mais do que político explicando aumento de patrimônio.
- Ô, também não precisa ofender, né?
- Sem ofensa.
- Tem certeza que...
- Tenho, pô!
- Tudo bem, o teste acaba hoje.
- E tomara que você não me venha com um post em resposta àquela porcaria que você escreveu na semana passada.
- Que porcaria?
- Aquela estória do cinco.
- Mas aquele texto é bom.
- Tô tomando Plasil até hoje...
- O texto é bom, Biriba!
- É uma droga.


Saudações botafoguenses!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Discurso e futebol


É sabido que a diretoria botafoguense exigiu que Caio Júnior dirigisse a equipe evitando um esquema tático baseado exclusivamente nos contra-ataques e nas ligações diretas – leia-se ‘chutão pra frente’. Não seria necessário um gênio do marketing para constatar que este era o principal foco de rejeição ao comando de Joel Santana, por parte dos torcedores. ‘Jogaram para a torcida’, literalmente.

Caio Júnior respondeu ao chamado e declarou que pretendia implementar um esquema baseado no modelo de futebol europeu. Juntou a isso a ideia de que trabalharia para tornar o time ofensivo – “Um sonho que eu tenho é colocar o time pra frente” – e que gostaria de “fazer com que o torcedor goste de ver a equipe jogar”.

O discurso do novo treinador foi aceito pela maioria dos torcedores e pela imprensa especializada. Plateia ganha.

No entanto, não consigo juntar na mesma frase “modelo europeu” com “colocar o time pra frente”. Digo isso porque um dos aspectos comuns a grande parte das equipes e seleções nacionais europeias não é um suposto posicionamento ofensivo, mas a busca por um equilíbrio entre os setores de jogo.

Além disso, apesar de gostar de ver o time jogando no ataque, o que o torcedor quer mesmo é ver o time ganhar – que o diga o torcedor da Inter de Milão.

Inclusive, acredito que os europeus, em sua maioria, começam a desenhar suas equipes a partir da defesa. Com uma defesa mal posicionada e descoordenada, por mais contundente que seja o ataque, em algum momento o fracasso vai prevalecer, principalmente em competições de tiro longo.

Caio Júnior já demonstrou que em seu discurso inaugural estava ‘jogando para a torcida’ parcialmente. Sua equipe tende a se postar de forma compacta na maioria das partidas – principalmente desde a 15ª rodada, o jogo contra o Vasco. Mas, infelizmente, também revela que ainda há um resquício de dúvida em relação ao modelo proposto, quando lança o time ao ataque a qualquer preço, e a partida contra o Coritiba é um exemplo do prejuízo que uma indecisão deste tipo pode causar.

A opção pelo ataque tresloucado não surpreenderia – pois corresponde ao discurso de chegada –, não fossem as várias ocasiões em que abriu mão da ofensividade, quando esta era visivelmente uma escolha perfeitamente factível – vide o jogo contra o Flamengo. Uma incógnita.

Apesar de ainda oscilante quanto à solidez defensiva, a valorização da posse de bola é ideia já enraizada na equipe e o meio campo do time vem sendo notável para a garantia desse atributo.

A referência de Caio Júnior ao modelo europeu me leva a questionar a falta de jogadas de ataque bem articuladas, contra-ataques claramente desenhados e jogadas ensaiadas, elementos presentes nas equipes de ponta da Europa. Esboços desses componentes foram notados na partida contra o Palmeiras e uma excelente troca de passes levou a um golaço contra o Ceará. Mas, por motivos insondáveis, o time não dá sequência ao aprimoramento do que já foi assimilado e, ao contrário disso, regride.

A péssima leitura dos jogos é uma falha crônica de Caio Júnior e a carência de alternativas dentro de um sistema proposto por muitas vezes engessa a equipe, prejudicando a dinâmica de jogo.

A desatenção e falta de firmeza dos homens de zaga é um ponto fraco e Fábio Ferreira se destaca negativamente. A falta de apuro nas conclusões também está nos tirando alguns pontos. Falta de comando e treinamento específico?

Deixando de lado o discurso inicial de Caio Júnior, o conceito geral que foi posto em prática é bom e surtiu efeito positivo, apesar dos diversos níveis de assimilação. Porém, a excessiva oscilação da qualidade do futebol apresentado não é compatível com uma equipe que pleiteie algo além da Sul-Americana.

Saudações botafoguenses!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Em time que está ganhando não se mexe


É um pensamento simples e não serve para qualquer situação da vida e nem do futebol, mas seria a melhor opção para o jogo de ontem.

Não seria ilegítimo se eu suspeitasse que a mudança de posicionamento do Maicosuel tenha sido sabotagem. Essa desconfiança encontra reforço na lembrança que tenho da demora para voltar a campo depois do intervalo. Será que El Loco e seus companheiros contestaram até o último momento essa opção tacanha?

Se a troca de lado do Maicosuel não bastasse para entregar o ouro de bandeja, o time voltou recuado. Ora, por que mudar um esquema que estava dando certo?

A tradicional estratégia do “eles vão sair pro jogo e nós vamos jogar no contra-ataque” não poderia nem mesmo ser aventada, porque Luxemburgo posicionou seu time de forma a não ceder espaços para este tipo de jogada e o Botafogo demonstra não possuir nenhum esboço de contra-ataque desenhado. Falta de conhecimento do adversário, de treinamento específico, de leitura do jogo?

Ao perceber o erro óbvio, Caio Júnior não opta pela simples reversão do posicionamento de Herrera e Maicosuel e a recomposição territorial da equipe. Pior, se empenhou ainda mais em seu processo de inibição da possibilidade real de vitória botafoguense ao colocar o inexpressivo Everton e sacar Herrera em ótima tarde.

Conseguiu frear parcialmente as agressões no lado esquerdo, mas segurou as subidas de Lucas, o que resultou em um 0 x 0, ou melhor, 1 x 1.

Mesmo mal comandado o Botafogo mostrou força e reagiu. Mas quando as ações se equilibraram, o treinador preferiu segurar o empate, lançando Lucas Zen, que cumpriu muito bem a função.

Já não há dúvidas que a inexistência de jogadas de ataque bem articuladas é a norma. Também fica claro que não sabemos aproveitar a altura de El Loco Abreu, pois, mesmo conseguindo o único gol através desse atributo, a maioria dos cruzamentos não explora essa característica.

A zaga – que nunca foi um sonho, mas que já demonstrou competência contra Palmeiras e Ceará – foi um desastre, mesmo enfrentando um ataque de ações de escaramuça. No primeiro tempo, Thiago Neves teve três oportunidades de arremate, chegando livre para o cabeceio e em dois chutes por trás dos marcadores. Em uma jogada de segunda trave, o mesmo Thiago tentou escorar para um Ronaldinho completamente livre dentro da pequena área.

Se no conjunto o miolo de zaga se mostrava frágil, no lance do gol adversário se tornou um duplo fracasso individual. Antonio Carlos deu combate de lado – um erro crasso – e Fábio Ferreira mais uma vez não se posicionou entre o atacante e nosso gol. Estamos mal por ali.

Do lado positivo destaco as boas participações de Lucas e Herrera – um cruzamento perfeito para o gol e uma bicicleta fantástica de fora da área, respectivamente –, a regularidade em alto nível de Marcelo Mattos, Renato e Jefferson, a excelente melhora no rendimento de Maicosuel e o gol de El Loco ‘na esquina’.

O momento mágico da partida ficou por conta de Jefferson, que contrariou a lógica ao defender um chute indefensável.

(Foto: Satiro Sodré/AGIF)

A suspensão ‘cirúrgica’ de Elkeson foi determinante para sairmos com um empate. Sua ausência confirma o óbvio: uma equipe sem articulações de ataque e jogadas bem desenhadas depende de um jogador que decide sozinho.

A quarta colocação é justa para o desempenho do time na competição, mas a atuação no jogo de ontem foi de equipe que brigaria pela Sul-Americana.

Ao se declarar satisfeito com o desempenho de seu time e com o empate, Caio Júnior dá sinais de que o horizonte máximo de suas ambições está muito aquém de um título nacional.

Saudações botafoguenses!

PS: Nota 4 para a quarta prova do ‘teste dos cinco’.

[Link para os melhores momentos: Botafogo 1 x 1 Flamengo]

domingo, 18 de setembro de 2011

Elkeson está entre nós


Nosso adversário de hoje vem de quatro derrotas consecutivas e não vence há oito jogos. Somou 3 pontos em 24 disputados. No entanto, continuo acreditando que seja uma boa quarta prova para o ‘teste dos cinco jogos’. É um clássico...

É interessante, mesmo que patético, acompanhar a imprensa esportiva quando comenta sobre seu queridinho. Repetitiva, ela é SEMPRE imparcial em sua manipulação propagandística.

Na última semana não houve um dia que escapasse de falar sobre os 11 anos que o Botafogo não vence o Flamengo no Brasileiro e se ‘esqueceu’ constantemente de dizer que nosso adversário está aparentemente em crise.

Em matéria do O Globo de hoje, aproveita uma declaração de EL Loco Abreu para ‘ensinar’ que além da escrita dos 11 anos, são seis clássicos que o Botafogo não vence o rival no Engenhão. Faz questão de se esquecer do Maracanã, onde, com Sebastián, o Botafogo venceu dois jogos decisivos – a semifinal da Taça Guanabara e a final da Taça Rio.

Além dos onze jogadores do outro lado, não podemos nos esquecer da arbitragem. É preocupante saber que na última rodada, enquanto nosso adversário tinha sete jogadores pendurados e nenhum deles recebeu o terceiro amarelo – nem mesmo o ‘Fair Play’ Willians –, Elkeson sofreu uma punição ‘cirúrgica’.

A imprensa manipula os fatos em um esforço para garantir que a torcida adversária não compareça em menor número, mas isso é a conhecida propaganda e faz parte do mundo dos negócios.

No universo esportivo, a suspensão do nosso artilheiro causa preocupação, mas também revela que o Botafogo é um time temido pelos adversários. Isso é ótimo!

Saudações botafoguenses!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Será raiva humana?


Depois da sapecada desmoralizante de domingo passado fiquei um tanto confuso e agressivo, mas isso não revela um quadro extraordinário. Foi difícil de engolir, o que também é procedente frente aos fatos.

Não fiquei desorientado, não tive alucinações, tampouco espasmos ou crises convulsivas. Também não tive febre, embora tenha me sentido febril. Hum...

Minha dificuldade motora era anterior à última humilhação futebolística, uma hérnia de disco que me atormenta.

Pensei tratar-se de parestesia o incômodo cutâneo que me acometeu, mas o desespero para aliviar o efeito da busca dramática do meu ciático por atenção me levou a exagerar no tempo do saquinho de gelo nas costas, e o forte incômodo cutâneo na região lombar se revelou como um sintoma inequívoco de queimadura por frio. Hum!...

O ménage à cinq de medicamentos me impediu a garantia de convicção no tocante a excesso de secreção salivar, pois, na manhã de segunda, o teclado amanheceu imaculado, o que, seja por sorte, azar ou quadro assintomático, não deixa de ser positivo em termos higiênicos.

Não há como verificar se adquiri hipersensibilidade ao ambiente sonoro, pois minha percepção auditiva há muito se encontra inibida por saturação, uma vez que vivo em um prédio de meia idade, onde remodelações arquitetônicas somam-se e substituem-se ao fim de cada empreitada, formando uma cacofonia eterna, pois coordenadas em conjunto.

Mas, como tudo na vida tem seu lado bom, o que me dificulta constatar uma possível hiperacusia pode ter suas vantagens. Se, por um lado, dois famigerados empreendimentos imobiliários erguem cinco prédios nas adjacências, impossibilitando um diagnóstico preciso da minha moléstia, por outro, ando cultivando gosto por música concreta.

Como qualquer botafoguense legítimo, sofro de alterações cardiorrespiratórias eventuais, o que inviabiliza este sintoma de constituir-se como elemento conclusivo.

A fotofobia não é um sintoma condizente com um indivíduo que não manisfesta transtornos por passar dias inteiros à frente de uma tela de computador, porém minha hipersensibilidade à luz do sol acusa. Está aí! Será raiva humana?

Se a luz solar está envolvida, é relativo à natureza; Se tem a ver com a natureza, é coisa do corpo. Será raiva humana?

Não, quanta besteira! Que silogismo de araque! É lógico que a origem dessa raiva vive no corpo, mas é de outra natureza.

É da natureza humana a minha raiva. Um devaneio que interfere no meu corpo e me enche de hormônios desordeiros, porém, uma abstração é a sua causa: Cinco.

Eis o motivo da minha raiva, esse número que não me sai da cabeça. Cinco!

Consola-me saber que aos poucos ele vai se esvaindo, rarefeito. Vai caindo e caindo, até sumir de vez, no preto ou no branco.

Tem cura...

***

- Falou tudo quando disse: “quanta besteira!”
- Deixa de ser do contra, Biriba!
- Você só precisa de uma vitória! Taí o remédio fulminante.
- Se é fulminante, fulmina, não é remédio.
- Não complica...
- Quem tá complicando é você.
- Você escreve um monte de baboseiras e sou eu o complicado?!
- Você é um insensível, isso sim.
- Você não tem o que fazer, isso não!

Saudações botafoguenses!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Depois do VT...


Por uma questão de justiça devo começar com uma revisão do início da última postagem, afirmando que El Loco Abreu não firulou. Participou muito mal em dois arremates, se excedeu em alguns lances, mas ‘firula’ mesmo, isso eu não vi.

O time esteve mal como um todo, principalmente quanto ao espírito de luta e ao comportamento competitivo, mas isso já foi dito.

As atuações individuais:

Não achei a atuação do Gustavo tão ruim quanto vários parceiros blogueiros a consideraram. Além de um lance em que não conseguiu cortar uma bola que ficou subindo e descendo na área, no começo do primeiro tempo, não foi responsável por nenhum dos gols, nem mesmo o da jogada em que parece bater cabeças com Fábio Ferreira.

No primeiro tempo, em um momento de profundo êxtase meditativo, Cortês deu condição de jogo ao ataque adversário. Indesculpável para um componente de uma defesa que vem usando a regra do impedimento com eficiência há umas seis rodadas e não condizente com um jogador de Seleção (Gustavo tem demonstrado ter ótimo entendimento sobre essa regra do futebol). No terceiro gol também falhou, ao deixar escapar o jogador a quem marcava.

O terceiro gol nasceu de uma inexplicável decisão de Everton, quando preferiu matar uma jogada objetiva com Cortês, para fazer um passe forçado para o meio. Em teoria, ainda tínhamos chances àquela altura do jogo.

O quarto gol se originou em um passe bisonho de um Felipe Menezes, que acabara de entrar na partida. Se a orientação era para que segurasse a bola e cadenciasse o jogo, o resultado foi o oposto, pois ajudou a mandar nosso saldo de gols pro espaço – intraterrestre, claro. (Thiago Galhardo é mais confiável).

El Loco furou em uma oportunidade de gol e em outra chance – uma chance clara de gol – chutou como uma catapulta.

Elkeson teve a infelicidade de não ter sido orientado a evitar qualquer tipo de contato, porque o juiz estava instruído a puni-lo com cartão, na primeira oportunidade que surgisse. O melhor jogador do campeonato também perdeu uma chance clara de gol, quando ainda estava 2 x 0.

Herrera errou tudo e mais um pouco. O ‘mais um pouco’ vai por conta de uma falta que fez, quando o zagueiro adversário estava sendo acuado por Lucas junto à bandeirinha – e o jogo ainda estava zero a zero.

Lucas não foi o mesmo de sempre, Marcelo Mattos idem.

Cidinho deveria ter entrado no começo da partida, mas Caio Júnior preferiu esperar até que Everton começasse o contra-ataque que matou o jogo. (Depois dizem que implico com o técnico).

Alex entrou a 10 minutos do final, talvez para poupar Herrera, para que o atacante esteja mais disposto para errar ainda mais, na próxima partida. (Em minha opinião, o Alex continua sendo injustiçado).

Fábio Ferreira ‘merece’ um capítulo inteiro, mas meu masoquismo tem limites. No primeiro lance que perdeu para o tal de Emerson, a bola passou perto. No segundo, Renato salvou em cima da linha. No terceiro, se afastou de quem marcava para marcar a si mesmo e deu no que deu: Coxa 1 x 0.

No segundo gol – originado em um pênalti inexistente –, a saída desnecessária de Jefferson adveio da falta de confiança que nosso goleiro sentia em relação ao claudicante Fábio Ferreira. Este último, nesta mesma jogada, não se lançou de forma decidida à marcação do atacante adversário, demonstrando claramente o porquê da desconfiança de Jefferson.

No lance do quarto gol ficou perdido em um trecho ‘morto’ do campo, dando condição de jogo ao sujeito que fez o último passe.

No quinto, ao invés de se colocar entre o adversário e o gol, preferiu, inexplicavelmente, sair do caminho do atacante, tendo um companheiro de zaga dando combate pelo lado oposto.

Se Caio Júnior tivesse poupado Elkeson e Marcelo Mattos do terceiro cartão e o resultado fosse até mesmo um empate, iriam cair na pele dele. Não o culpo por isso. Mas demorou demais para mexer no time, em um jogo em que qualquer mexida seria interessante, mesmo que para dar uma chacoalhada nos que ficassem em campo.

Do lado bom da força, Renato demonstra porque é ídolo da torcida do Valencia e espero que também seja no Botafogo – justiça seja feita. A jogada em que deixou Abreu em posição perfeita para marcar foi espetacular!

Quanto ao Jefferson, me arrependo por ter dito que “sinto falta de suas defesas espetaculares e salvadoras”, porque, mesmo saciando minha vontade, não precisava ser na tarde que foi.

Perdemos para um adversário forte – ao menos no meu entender. Mas jogamos muito mal, levamos uma surra humilhante e isso é imperdoável.

Tiramos nota zero na terceira prova do ‘teste dos cinco jogos’, mas o teste ainda não acabou. Esse teste iria até o próximo jogo, mas agora se estende a outra partida, que é mais importante que o jogo adiado contra o Santos. Isso porque o Grêmio vem em ascensão e é adversário muito mais forte do que um time que correu do pau.

Se sairmos desses dois próximos jogos com mais uma vitória, continuaremos com uma média de 60%, o que mantém a meta que Caio Júnior estipulou para o primeiro turno e nos deixa dentro da disputa pela Libertadores.

No meu caso, acho que 60% é pouco.

Saudações botafoguenses!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

5% de Botafogo



Nunca imaginei ver Sebastián Abreu fazer firulas, mas a vida é uma caixinha de surpresas, muitas delas constrangedoras.

Deixando de lado a ladainha – séria – sobre o ‘teste’, e não me aprofundando sobre um jogo que não pude assistir na íntegra e que ainda não pude rever, ficou claro na partida de ontem que, na ausência de garra e seriedade, o ‘futebol’ do atual time do Botafogo se reduz a pó.

Só posso voltar a comentar sobre essa partida na terça-feira, pois um apagão me deixou sem o VT das duas da manhã e um resultado como o de ontem merece um comentário melhor fundamentado.

Continuamos a uma vitória do líder, mas o ótimo saldo de gols já era.

Três (dois) (SEIS!) dias de trabalho podem parecer pouco para recuperar um time que toma cinco gols em uma partida, mas como essa recuperação não engloba aspectos técnicos, táticos e nem físicos, nada está perdido para a próxima rodada, a não ser a possibilidade de contarmos com nosso principal jogador: isso é irrecuperável.

Saudações botafoguenses!

domingo, 11 de setembro de 2011

Terceira prova do teste dos cinco

(O estádio deles é verde)

O Coritiba vem fazendo uma campanha irregular, mas é o mesmo time que foi finalista da Copa do Brasil e adversário de peso nas finais contra o Vasco. No Brasileirão só perdeu duas partidas em casa.

O Coxa joga desfalcado de importantes peças, mas é bem montado e tem elenco para entrar em campo na condição de oponente forte, visto que seu time B sapecou um 5 x 1 em cima dos reservas do Vasco.

Acho que pode ser considerado uma boa ‘terceira prova’ para o Botafogo, nesta fase de seguidas vitórias alvinegras, vitórias convincentes.

O Botafogo precisa montar uma estratégia inteligente para garantir – além de uma boa atuação e os três pontos em jogo – a presença de Marcelo Mattos e Elkeson na próxima rodada, pois estão pendurados.

Contamos com um elenco suplente que não se limita à capacidade de reverter placares desfavoráveis, mas que também é capaz de manter resultados. Peço que joguemos com isso em mente.

Saudações botafoguenses!

sábado, 10 de setembro de 2011

Canal campeão de araque

O VT do jogo em que vencemos o Palmeiras não estava na grade de programação, mas por algum motivo acabou sendo incluído – não sei como as coisas funcionam nesse metiê, mas este foi o fato ocorrido. Deduzi que em função do placar elástico e o bom nível da partida, somados à presença de uma equipe que vem se destacando na competição, a direção da emissora achou por bem reprisar o jogo.

Ao tentar me programar para ver o VT do último jogo percebi que Botafogo 4 x 0 Ceará não fazia parte da grade de programação. Embora o fato tenha me chateado um pouco, não me surpreendi, pois nada mais era do que um repeteco do que acontecera uma semana antes.

No entanto, fiquei irritado quando descobri mais tarde que o VT não iria entrar na programação, mesmo em se tratando de uma partida espetacular, onde figurava um protagonista que está na ponta de cima da tabela. Ou seja, deduzo que a qualidade do ‘espetáculo’ e o protagonismo na competição não sejam elementos que pautam os critérios que norteiam os responsáveis pelas decisões de programação do canal Sportv.

Fiquei surpreso pelo fato de haver duas partidas entre clubes que estão fora da disputa principal – ao menos na presente rodada – entre os VTs programados, mas minha irritação aumentou ao me deparar com a presença de um jogo entre Vélez e Argentino Juniors (com direito a duas retransmissões).

Quando pensava que o Sportv – que detém o monopólio de transmissão de jogos do campeonato mais importante do país – já tivesse esgotado sua capacidade de mexer com meus nervos, descubro sua falta de limites ao descobrir que o referido canal vai transmitir VTs de duas partidas de futsal, um jogo da série B e nada menos do que Itália x El Salvador, pelo campeonato de futebol de areia!!!

Mesmo que a mídia historicamente não dê ao Botafogo o destaque que acredito que mereça, ela vive de sua audiência e – suponho – Itália x El Salvador está longe de representar um bom produto, muito menos em comparação com uma partida espetacular de futebol, a goleada botafoguense.

Avento algumas possibilidades para a decisão de deixar o jogo do Botafogo de fora da programação: 1) A direção do Botafogo negocia pessimamente os direitos de transmissão com a emissora; 2) Houve algum tipo de operação conjunta para levar mais público ao estádio e forçar a compra de pacotes pay per view (mesmo que um VT seja, obviamente, posterior ao evento ao vivo); 3) A péssima fase dos dois clubes de maior número de torcedores do país deveria ser isolada de um termo comparativo que realçasse o fato; 4) A ascenção inesperada de um clube tido como coadjuvante está atrapalhando o fortalecimento das marcas escolhidas como protagonistas.

Não é difícil imaginar o quanto a queda de produção de times cujas imagens têm grande volume de investimento por parte da mídia e seus anunciantes incomoda o canal Sportv, mas, apesar disso, creio que o princípio da imparcialidade jornalística deveria prevalecer.

Seja por alguma das razões presumidas ou qualquer tipo de combinação entre elas, o que fica para a história é o fato de o melhor jogo da rodada não ter sido reprisado por uma das emissoras que compõem o monopólio televisivo que demonstra, através de ações como esta, ser uma das piores moléstias sociais, culturais e éticas da história brasileira.


O que atenua minha irritação é saber que, longe dos holofotes e sem fazer alarde, o Botafogo está comendo pelas beiradas. Deixa quieto...

Saudações botafoguenses!

Nota adicionada em 11/09/2011: o VT de Botafogo 4 x 0 Ceará foi transmitido às 6h do dia 11/09/2011 e será reprisado em 13/09/2011, às 10h.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Destaque do Brasileirão

(Foto: Agência Estado)

Em uma enquete feita pelo jornal O Globo, torcedores de todo o Brasil elegeram Elkeson como o destaque do Campeonato Brasileiro. Fato notável, visto que a torcida do time de Ronaldinho Gaúcho parece ser um pouco mais numerosa do que a do Botafogo e a própria imprensa trabalha intensamente para situar as luzes sobre o ex-melhor do mundo – fora o incenso que bafejam sobre Neymar e Ganso.

A este feito somam-se o pouco destaque midiático dado ao Elkeson e a notória qualidade dos competidores.

Se a imprensa forjou uma pesquisa de marketing travestida de enquete, o valor de retorno da marca Ronaldinho não se saiu bem. Se a pesquisa visava a reforçar a imagem de ídolo do craque gaúcho, o tiro saiu pela culatra.

A voz do povo foi divina ao escolher o Elkeson. Mesmo que o preço do passe do jovem jogador seja uma pequena fração do de Ronaldinho, Elkeson é, sem dúvida alguma, o most valuable player da competição.

Além de ser ótimo na distribuição de jogadas no meio campo, decisivo nas bolas paradas e nos últimos passes – algumas das características do Gaúcho –, Elkeson é melhor nos chutes de fora da área e muito superior na composição do meio de campo, quando a bola está com o adversário.

Elkeson é um rolo compressor eclético. Atua como meia e como segundo atacante, joga na esquerda e na direita e defende com velocidade e explosão. Sabe jogar coletivamente e já nos salvou de algumas decepções com jogadas individuais.

Se passamos os dois primeiros terços da competição longe da zona de rebaixamento, devemos isso ao Elkeson.

(Foto: Tom Dib)

O meia-atacante/atacante-defensor baiano [maranhense] de 22 anos é apelidado pelos companheiros de clube de ‘Ursinho’, mas ele diz que no campo vira um ‘Leão’:

“Este apelido de ursinho pegou aqui por ser uma pessoa tranquila e de boa paz. Mas em campo, se não me chamarem de leão fico bravo. Ali a coisa muda de figura.”

Elkeson é mesmo um leão em campo e parece que sabe o que fazer e o que dizer para crescer no Botafogo:

“Hoje agradeço muito ter vindo para o Botafogo. Fiz a escolha certa. Aqui tenho apoio de todos, me sinto em casa e acredito que as coisas estão acontecendo e só vão melhorar. Para isso, preciso trabalhar de maneira redobrada e dar muitas alegrias aos torcedores alvinegros. No futuro, a seleção brasileira é outro objetivo. Um passo de cada vez. Mas acredito no meu potencial e que vou chegar lá. Fica o meu agradecimento a todas as pessoas que estão me apoiando, seja pessoalmente ou nas redes sociais.”

Desejo sucesso, saúde, alegria e muita sorte ao Elkeson, um sujeito que não é feito de vento.

Saudações botafoguenses!

[Link para matéria do jornal O Globo: Destaque do Brasileiro]

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Passou na prova e com louvor


Quando propus o ‘teste das cinco partidas’ imaginava que as provas seriam mais penosas, mas a evolução tática, técnica e física do time deslanchou com uma potência tão avassaladora, que o Botafogo está fazendo os oponentes parecerem débeis, quando, de fato, não o são.

O Ceará, que em Fortaleza fez o Internacional penar para conseguir um empate e que poderia ter matado a partida na primeira etapa, foi pulverizado pelo Botafogo.

O time muito bem arrumado, e que estava brigando para encostar na parte de cima da tabela, teve suas ações anuladas pelo meio campo e defesa botafoguenses, e se tornou vítima do ímpeto ofensivo e da qualidade individual e coletiva da equipe mais forte da competição. Porque o Botafogo deste Sete de Setembro é a equipe mais forte da competição.

Se me angustiava por sentir falta de jogadas de ataque bem articuladas, que há duas rodadas finalmente começaram a surgir com alguma clareza, ontem fomos presenteados com uma obra prima, na forma do terceiro gol botafoguense.

Se me assombrava a fragilidade de nossa defesa, agora quase sinto falta das defesas espetaculares e salvadoras do Jefferson – e isso jogando com um zagueiro oficialmente tido como suplente.

O Botafogo deste Sete de Setembro parece estar querendo ‘pular de ano’ e faz meu ‘teste’ – que é coisa séria – parecer brinquedo na mão de uma criança.

(Foto: Celso Pupo)

Fomos 42 mil porque esse time inspira confiança. É certo que esperávamos a vitória, mas acho que não imaginávamos que seria tão extasiante. Quem diria antes da partida que o Botafogo seria tão Botafogo?

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos: Botafogo 4 x 0 Ceará]

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Jogo de uma só torcida


(Imagem: Botafogo x Avaí 2009, por PC Guimarães)

Assisti ao último jogo do nosso adversário de hoje e reafirmo que será a segunda boa prova do ‘teste dos cinco jogos’, para sabermos as reais intenções e possibilidades do Botafogo na competição.

O bom desempenho nas últimas partidas faz a torcida sentir firmeza no time e isso vai se refletir no comparecimento em massa no jogo de hoje.

Mas a torcida botafoguense já tentou colocar 40 mil cabeças no Engenhão em partida contra visitante de fora do Rio, no dia 12 de outubro de 2009. Infelizmente o presente que muitos dos pais botafoguenses foram forçados a dar aos seus pimpolhos naquele Dia da Criança foi mostrar o entorno do estádio, porque entrar, que é bom, nem pensar. Além dos que ficaram de fora, muitos só conseguiram acesso no segundo tempo!

No jogo contra o Fluminense não foi catastrófico como em 2009, mas torcedores enfrentaram filas quilométricas na entrada – não falo das bilheterias –, o que forçou muita gente a chegar aos seus lugares com o jogo em andamento.

Pedem o comparecimento da torcida, a torcida comparece e é tratada como lixo.

Que hoje seja diferente.

Saudações botafoguenses!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Cortês é Seleção

(Foto: Alexandre Cassiano)

Quem acompanha o blog sabe que eu sempre fiz campanha para que o Márcio Azevedo fosse o titular da vaga. Cheguei a exagerar em algumas das críticas ao Cortês.

Ando fornecendo a carne para os maiores churrascos de língua da história, refestelo que não acaba mais. Sei que a língua que queima é a minha, mas eu não reclamo.

***

Ao saber que El Loco interveio – ainda durante o Carioca – para que o Cortês fosse contratado, fico imaginando que ele sabia de algo sobre o Márcio Azevedo que eu não sei até hoje.

Seja lá o que isso for, o que importa agora é que o Cortês é ‘Seleção’. E sendo Botafogo, torço por ele.

Boa sorte, Bruno Cortês! Sucesso na sua nova empreitada!

Mas vê se não se machuca, né?

Saudações botafoguenses!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Outras anotações


Como tenho assistido às partidas locais em um boteco, o nível de concentração e a visão do jogo ficam muito prejudicados.

Depois de assistir ao VT, gostaria de fazer algumas observações.

O primeiro fato que me ocorre é a própria existência do VT, pois, antes da partida, o jogo do Botafogo não constava na grade de programação. Deduzo que nosso desempenho, o placar elástico e a subida na tabela meio que ‘forçaram’ a emissora a exibir o jogo do terceiro colocado da competição e atual ‘ex-patinho feio’.

Quanto ao jogo em si, disse que o Palmeiras tinha um “ataque insinuante”, porém, depois de rever a partida, percebi que isso não transpôs o plano das intenções. Apesar do desfalque de seu principal armador, o que realmente anulou a sequência das jogadas foi a verdadeira ‘teia de aranha’ que o meio campo botafoguense forma à frente da zaga.

Sobre esse meio, fora as atuações impecáveis da dupla Renato/Marcelo Mattos, as contribuições de Maicosuel e Elkeson sem a posse de bola são essenciais. O terceiro gol decorreu dessa disposição. Por vezes o meio campo, associado aos laterais, parece formar um vespeiro incontornável.

Falei em “esboço de algumas jogadas ensaiadas”, mas, na verdade, os três gols surgiram de jogadas bem treinadas, inclusive o primeiro, que poderia ser interpretado como uma jogada de chuveirinho na área, mas não foi.

Apesar de sentir falta de jogadas de ataque bem articuladas, vi três delas: 1) um passe para Herrera – impedido –, que flutuava em paralelo à zaga; 2) uma enfiada de bola de Abreu para Cortês – desperdiçada; 3) um passe em diagonal de Elkeson para Abreu, já no final do jogo.

Apesar da carência neste aspecto, a alternativa com jogadas de bola parada foi bem sucedida. E é importante notar que o time adversário tem a defesa menos vazada da competição, o que torna essa alternativa uma boa opção estratégica.

Quanto ao sistema defensivo “sempre com um homem na sobra” nas situações de flanco, me corrijo dizendo que a defesa não funcionou de maneira tão sistemática assim, mas, mesmo que tenha cedido alguns espaços, a dinâmica funcionou contra o adversário que tínhamos pela frente.

Saudações botafoguenses!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

A primeira prova

(Foto original: Alexandre Loureiro/Lance)

Enfrentamos um adversário bem posicionado na defesa, com um meio de campo bem organizado, um ataque insinuante, com bom preparo físico e jogando com raça e determinação.

Agora sim, podemos dizer que enfrentamos um oponente competitivo, pois era um time que estava na nossa cola e que vinha de uma vitória sobre o líder da competição.

Agora sim, poderia concordar com o Abreu, se ele dissesse que o que fez a diferença foi o futebol, como disse ao comentar a vitória sobre o Fluminense. Porque o Palmeiras jogou tudo o que podia e o que sabia, mas o Botafogo dominou as ações e neutralizou todas as tentativas do adversário, que em momento nenhum ‘gostou’ do jogo.

A chuva não vingou e a superioridade técnica do Botafogo não foi afetada pelo mau tempo.

Como as articulações de ataque ainda não estão funcionando como o esperado, a vantagem inicial veio através de bolas paradas. E – quem diria? – o cruzamento à meia altura, que tanto me irritava, quando radicalizado levou ao segundo gol, em um tipo de jogada extremamente perigosa: o cruzamento rasteiro por trás da defesa. Isso é boa ideia, meus parabéns.

E – mais uma vez ‘quem diria?’ – o mesmo Herrera que não conseguiu impedir o gol adversário na partida anterior, ontem fez o dele, justo em uma jogada aérea.

Pude notar o esboço de algumas jogadas ensaiadas e o segundo gol foi além de um traçado inicial.

Aproveitando o avanço do adversário, decorrente da desvantagem no placar, uma roubada de bola de quem está com a faca entre os dentes, um lançamento perfeito para arrancada espetacular de Maicosuel, mais um gol e... “ÔÔÔÔÔÔÔ, MAICOSUEL VOLTÔ!!!”

(Foto original: Agência Estado)

(Sobre a frequência – e não ‘ausência’ – do público, estiveram presentes 9.729 torcedores, em uma quarta-feira chuvosa, no último dia do mês, em um jogo marcado para as 10 da noite e em Engenho de Dentro. Ou seja, respeitem o torcedor botafoguense!).

A subida de produção do time parece estar estreitamente ligada à de Maicosuel e a melhora no rendimento da equipe sempre é notada instantaneamente, quando a presença de Lucas não está submetida a nenhum processo de revezamento – é pública a origem do segundo gol.

A defesa esteve bem postada e coordenada e o sistema tático defensivo fechou as laterais com inteligência, sempre com um homem na sobra – agora sim, em um estilo ‘europeu’. Fábio Ferreira largou os diazepínicos e foi circunspecto. Esse é o FF que queremos, poxa! Gustavo teve bom desempenho, fez o dele e comemorou de forma super inusitada, bem à Botafogo.

Mais uma vez a equipe mostrou que pode superar uma má atuação de Cortês.

O meio de campo continua sendo fantástico, o ponto de equilíbrio do time. A dupla Renato/Marcelo Mattos é nota 10! (A propósito, aquela matada de bola do Renato junto à lateral...).

Elkeson foi o rolo compressor de sempre, mas sem o gol. Sei que é jovem, está embalado e feliz da vida – com razão e que aproveite, porque nós estamos aproveitando! –, mas quando a reta final se aproximar, precisaremos dele 100% sem firulas.

El Loco sabia o que estava fazendo quando saiu para comemorar com os reservas, no lance do gol do Lucas. Acredito que El Loco anda fazendo muito mais do que jogar e influenciar no fortalecimento do aspecto psicológico do grupo. Acho que está trabalhando em outro setor, este aqui.

Errei quando disse que os elencos do Botafogo e do Palmeiras eram parelhos: o Botafogo tem elenco superior, tanto mais quando o adversário não conta com Valdívia e Kleber. Mas acertei ao afirmar que o jogo de ontem seria um ótimo experimento para avaliar o potencial do time.

Caio Júnior está trabalhando bem para queimar minha língua e a do Biriba. Não somos faquires, mas garanto que não está doendo nada.

Saudações botafoguenses!

PS 1: Caio entrou muito bem na partida.

PS 2: Felipe Menezes entrou só para garantir que Jefferson poderia ter jogado com luvas de pelica ou de lã ou de látex, ou mesmo sem luvas.

[Link para os melhores momentos: Botafogo 3 x 1 Palmeiras]


(Homenagem às novas cores do Engenhão)