quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O teste começa hoje


Conquistamos doze pontos nos últimos cinco jogos. Mas existem algumas questões que me levam a duvidar que estas partidas sejam o melhor meio para avaliar a nossa força no campeonato.

1) O Vasco entrou em campo irreconhecível, como se achasse que venceria quando quisesse. Quando acordou, já era tarde. Partida atípica;

2) O América-MG era – e ainda é – o lanterna da competição. Não posso confiar as crianças a um time que foi obrigado a virar o jogo, depois de estar perdendo por dois gols de diferença para uma equipe com o desempenho do time mineiro;

3) Contra o Internacional – quando enfrentamos uma defesa bem postada – sofremos, perdemos e saímos com um saldo de uma bola na trave e nenhuma outra chance de gol;

4) O Atlético-MG perdeu as cinco últimas partidas que disputou – sem contar mais duas, na Copa do Brasil. A despeito do histórico recente, quem assistiu à partida pôde perceber que enfrentávamos um time em frangalhos. Mesmo assim, quase sofremos um gol aos dois minutos do primeiro tempo e cedemos um aos 48 do segundo;

5) O Fluminense está atravessando uma péssima fase. Suas ações ofensivas se limitam a chuveirinhos na área e, mesmo assim, sofremos o primeiro gol.

Digo isso não para desmerecer nossa campanha e os pontos conquistados, mas para afirmar que o verdadeiro ‘teste dos cinco jogos’ começa hoje. Será uma sequência de partidas contra equipes bem arrumadas e/ou com um forte elenco.

Hoje vamos enfrentar um adversário direto na disputa por posições, um time que vem de uma vitória sobre o líder. Os elencos possuem nível técnico parelho.

Com a chuva que já está caindo, será uma partida que pode ser decidida entre Elkeson e Marcos Assunção, em uma disputa que decidirá quem é o melhor cobrador de faltas. Que evitemos cometer infrações bobas da intermediária para frente, porque as bolas altas e os chutes sempre perigosos do cobrador oficial são pontos fortes do adversário de hoje.

Depois do Palmeiras enfrentaremos o Santos, um time que conta com jogadores decisivos. Em seguida virão Ceará e Coritiba, equipes bem arrumadas, sendo que o Coxa me parece ainda mais forte que o Vovô.

E, no final da lista, o Flamengo. Atual vice-líder, o queridinho da mídia conta com um forte elenco e total apoio das arbitragens – que o diga o Vasco.

Depois dessa sequência de jogos, aí sim, teremos uma boa medida do que o Botafogo está realmente disputando.

Saudações botafoguenses!

A imprensa mente

(Torcida botafoguense no Maraca)

Escrevi sobre esse mesmo assunto no sábado passado, mas a imprensa me provoca.

No título de uma matéria – não assinada – supostamente jornalística do Lancenet lê-se o seguinte: “Botafogo ainda sofre com falta de público no Engenhão”. (A matéria está aqui).

Digo ‘supostamente’, porque a palavra ‘jornalística’ remete a jornalismo, campo no qual – supõe-se – trabalha-se para o melhor entendimento da realidade, um universo onde não é cabível o mundo da ficção.

Ao manipular dados estatísticos em um esforço para agregar coerência ao título da reportagem e à tese defendida, o jornal junta os dez últimos jogos clássicos entre os times cariocas e anuncia que o Flamengo tem uma média de público duas vezes maior que o Botafogo.

Ora, se era para deixar os botafoguenses chateados com sua própria torcida, o tiro saiu pela culatra, porque, levando-se em conta que a torcida do Botafogo é cinco vezes menos numerosa que a do Flamengo, nada melhor para o torcedor alvinegro do que ser informado que é 2,5 vezes mais assíduo que o flamenguista, pelo menos nos tais dez clássicos cariocas (números informados pelo Lancenet).

Se nos ativermos ao Campeonato Brasileiro de 2011, os dados demonstram que o torcedor botafoguense dá uma surra ainda maior no flamenguista – obviamente quanto a assiduidade.

Nossa média de público no Brasileirão é de 11.154 pagantes contra 16.383 de rubro-negros. Ou seja, os números revelam que o botafoguense é 3,4 vezes mais assíduo, mesmo sabendo-se que o Flamengo anda perto da primeira colocação há várias rodadas.

Ou seja, não sei por que estão tão preocupados com a torcida do Botafogo, se são os flamenguistas que não comparecem ao Engenhão.

Quando o jornal elenca uma série de problemas que teoricamente desestimulam o comparecimento de torcedores ao Engenhão – localização, preço dos ingressos e transporte –, em um nítido gesto de pedido por melhorias, deveria usar como exemplo a falta de assiduidade da maior torcida local e não a da nossa torcida.

Se durante anos ficaram calados sobre as dificuldades que os torcedores enfrentam para frequentar o Engenhão, agora que o Maracanã está fechado e a ‘maior torcida ausente do Brasil’ se sente incomodada, que eles sejam o exemplo da ausência.

Uma última observação, para os patrocinadores refletirem a respeito:

Se o critério de avaliação da resposta de uma torcida em relação à marca de seu clube for o comparecimento aos estádios, podemos afirmar que um botafoguense vale três vezes mais que um flamenguista.

Saudações botafoguenses!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Ferretti



O artilheiro do Campeonato Carioca de 1968 não está mais no nosso plano de existência.

Seus gols ajudaram o Botafogo a disputar a final daquele ano, jogo que revelou a minha alma botafoguense.

Obrigado, Ferretti, por ajudar a levar o Botafogo às vitórias e a me conduzir ao bom caminho.

Saudações botafoguenses!

Link para “A virada de Ferretti: Botafogo 4x3 América” (Mundo Botafogo/Estrela Solitária)

Link para “Fisher e Ferretti... Loco e Herrera” (Botafogo do Biriba)

domingo, 28 de agosto de 2011

A Virada


(Foto original: Wagner Meier/AE)

Encostamos de vez na parte de cima, é verdade. Mas, mesmo adorando ver o El Loco usar a imprensa a nosso favor e inflar a auto-estima do grupo, não concordo que foi ‘o futebol’ em si. Foi na raça mesmo e contra um adversário combalido.

Por continuar achando que a evolução tática está estacionada, credito a melhora no desempenho da equipe à recuperação gradual de Maicosuel, associada à chegada de Renato, à volta de Abreu e, ultimamente, à providencial redefinição da palavra ‘revezamento’, vendo Lucas como titular nas duas últimas rodadas do Brasileiro.

É óbvio que um só jogador não vence uma partida, mas não posso deixar de registrar que vencemos todas em que o Lucas começou jogando; foram quatro na competição. [Foram cinco partidas e perdemos do Palmeiras, na primeira rodada, com o Lucas como titular].

Um problema que parece não ter solução é a forma como as bolas são cruzadas para a área, perfeitas para um anão de jardim, mas com destino a um atacante de 1,93m.

Não sei o que leva alguém a escalar o Herrera como marcador do principal atacante adversário em lances de bolas alçadas à área, mas sei que deu no que deu.

Felizmente contamos com Elkeson do nosso lado e Márcio Rosário também, mas infiltrado em terreno inimigo. As contratações do Elkeson e do Renato são as melhores que o Botafogo fez desde a vinda do El Loco Abreu.

Depois de uma conclusão ruim e de uma decisão inexplicável de não passar a bola para o Herrera livre no meio – na primeira tentativa do Márcio Rosário em nos beneficiar –, El Loco arranca, deixa Lucas em ótima condição e o novo sentido da palavra ‘revezamento’ é a alegria da torcida alvinegra, além de garantir a virada de jogo.

Só não entendi o Abreu sair vibrando em direção ao banco, com o Lucas deixado de lado, meio cabisbaixo. Tomara que El Loco saiba o que está fazendo, o que até hoje tem provado ser verdade.

Em uma jogada aos 15 do primeiro tempo, em que chutou cruzado, e no lance do primeiro gol, ficou claro – para mim – que Elkeson deveria ser nosso segundo atacante. Aos 17 do segundo tempo me veio a certeza de que as titularidades absolutas de Cortês e Herrera são um erro. Aos 41 da mesma etapa ficamos em desvantagem numérica na defesa, o que é imperdoável – sorte nossa que o Fluminense atravessa uma péssima fase.

Caio Júnior não é um sonho, mas acertou ao colocar Felipe Menezes. (Eu lançaria o Alex para segurar os avanços dos laterais e tentar liquidar de vez com o jogo. Mas não sou técnico de futebol, sou torcedor).

Jefferson: perfeito no bloqueio à escapada do principal atacante adversário;

Lucas: é uma prova de que o Houaiss está certo em acompanhar a dinâmica da língua pátria;

Antonio Carlos: seguro, praticamente anulando o principal atacante adversário;

Fábio Ferreira: poderia tentar ser mais circunspecto e evitar o narcisismo;

Cortês: esteve péssimo, mas a equipe conseguiu superar essa deficiência;

Marcelo Mattos: incansável, concentrado, jogando simples e com ótima visão de jogo;

Renato: como sempre, dando aula de futebol;

Elkeson: tem sido a garantia do leite das crianças;

Maicosuel: aos poucos volta a boa forma (poderia ser mais rápido na troca de passes);

Herrera: com a raça de sempre e errando tudo, como vem acontecendo ultimamente;

El Loco: garçom de luxo;

Felipe Menezes: entrou para diminuir o ritmo e cumpriu com a tarefa;

Gustavo: Não teve tempo e nem trabalho;

Cidinho: entrou quando não poderia fazer mais nada e quase fez.

A vitória foi indiscutível, mas poderíamos ter sofrido menos, se as conclusões estivessem mais apuradas, as jogadas de ataque fossem melhor articuladas e se a defesa fosse menos desatenta e mais coordenada.

Agora é torcer para que o São Paulo perca e todos os outros empatem, para virar a página da tabela no G4.

Saudações botafoguenses!

PS: Cada qual com sua religião, sua cosmogonia; não me importo. O que me incomoda é quando ostentam uma suposta ligação com o divino e deixam o cotovelo no rosto de um adversário, em uma modalidade esportiva que nada tem a ver com isso.

[Link para os melhores momentos: Fluminense 1 x 2 Botafogo]Link

sábado, 27 de agosto de 2011

Maurício Assumpção mente


O presidente mentiu ao dizer que o contrato de concessão impedia que as cadeiras do Engenhão fossem das cores do Botafogo, o que associaria o estádio aos símbolos do clube. O fato de uma empresa fabricante de cerveja haver criado um mosaico com as cores de sua logomarca em um setor do estádio é uma prova de que Maurício Assumpção não falava a verdade.

Maurício Assumpção mente ao dizer que “isso (cadeiras com as cores do Botafogo) é inviável para os patrocinadores do estádio e futuro naming rights, pois ‘isso’ não impediu que a Etihad Airways injetasse cerca de R$ 1 bilhão no Manchester City e nem forçou o clube a se maquiar com as cores da empresa (vejam aqui e aqui, e leiam aqui). O mesmo pode-se dizer das parcerias entre Shalke-04 e Veltins, Borussia Dortmund e Signal Iduna, VfB Stuttgart e Mercedes-Benz, dentre muitas outras – somente no universo da liga alemã, onde este tipo de marketing gera um investimento em torno de R$ 98 milhões.

Maurício Assumpção forja publicamente informação inverídica ao afirmar constantemente que a torcida do Botafogo não comparece aos jogos, pois dados oficiais revelam o contrário: os botafoguenses garantiram a sexta maior média de público do Campeonato Brasileiro de 2010 (leiam aqui). Batemos várias torcidas muito mais numerosas, como São Paulo, Palmeiras, Vasco, Grêmio, Internacional, Cruzeiro, Atlético-MG e ficamos a apenas 217 cabeças atrás da “maior torcida calada do Brasil”. (E apoiando um time que terminou na sexta colocação).

A torcida do Flamengo é – no Rio de Janeiro – em torno de cinco vezes mais numerosa que a do Botafogo (vejam aqui). No entanto, no Campeonato Brasileiro deste ano os botafoguenses vêm somando um total de 65,5% da média de público dos flamenguistas (vejam aqui). Este fato demonstra que o botafoguense é acima de três vezes mais assíduo do que o flamenguista – a despeito do rubronegro estar disputando a primeira colocação há várias rodadas.

Somente um sujeito com um gigantesco apreço à invencionice pode afirmar que a torcida do Botafogo não comparece aos estádios.

Por fim, Maurício Assumpção mente – em dobro!!! – ao declarar que “Se comparecerem (os torcedores) em massa ao Engenhão, ninguém verá cadeiras vermelhas”, quando, na verdade, o Setor Sul é destinado a torcidas visitantes; uma afirmação patética, cretina e absurda.

Firmando parcerias que geram – ou não – receita para o clube, gostando ou não de nossas cores, a verdade é simples, clara e cruel: O Botafogo é presidido por um mentiroso.

Saudações botafoguenses!

PS: A partir de hoje os links na cor azul, que eram uma homenagem a Sebastián El Loco Abreu e a Herrera, serão substituídos pelas cores do Botafogo.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Botafogo 1 x 0 Atlético-MG


O placar não mente: vencemos. Passamos para a próxima fase; caso encerrado. Por enquanto...

O que mais me preocupa não é a inconstância do nível geral das atuações, mas a persistência da descoordenação defensiva e da desarticulação do ataque.

Se estivemos em perigo logo no início da partida, não foi devido a uma possível falha individual do Cortês. Se ficou no mano a mano com um adversário aos dois minutos de jogo, não foi por culpa sua, porque não é ele que monta o sistema defensivo.

Se fosse uma falha conjunta circunstancial, não teria acontecido inúmeras vezes no decorrer da partida – tanto na esquerda quanto na direita. Se fosse uma deficiência eventual, não ocorreria seguidamente na maioria dos jogos que disputamos.

Os erros de passe no meio de campo foram tantos – para os dois lados – que o compacto do jogo durou pouco mais de 30 minutos. Fora as falhas bisonhas nos passes e triangulações em espaços de uns 20 metros quadrados, a opção pelos passes mais difíceis e as bolas esticadas infrutíferas é preocupante.

Sei que um jogador com a qualidade do Renato faz muita falta, mas não acredito que uma equipe bem treinada possa se desfigurar tanto, a ponto de ser a figura horrenda que foi o meio de campo botafoguense da noite de ontem.

Mesmo não estando bem na partida, Felipe Menezes não o esteve sozinho – como já disse, o meio de campo jogou pessimamente como um todo. Precisávamos de mudanças, mas elas não deveriam ser a substituição do único armador da equipe e o sacrifício de Elkeson em uma função que não é a sua.

O setor de ataque penou com a opção por jogar sem um centroavante de ofício e a entrada de Alex no segundo tempo não remediou esse mal, pois o armador – Felipe Menezes – foi sacado e o próprio Alex esteve por muitas vezes jogando recuado ou junto às laterais do campo, com o treinador insistindo no erro de conferir a Herrera a função de centroavante.

Mas nada disso esconde o fato de não termos jogadas de ataque bem articuladas, o chuveirinho na área ser a norma e sermos salvos por lances fortuitos ou individuais.

É certo que Maicosuel vem melhorando, mas não fazer o passe para Márcio Azevedo, no lance que poderia matar o jogo, é indesculpável.

A propósito, o individualismo parece ter contaminado de vez o elenco, pois Herrera chutou a gol quando deveria tentar uma troca de passes e, na partida anterior, Cidinho concluiu de fora da área, com uns cinco companheiros bem posicionados – uns poucos de uma série de exemplos do que vêm ocorrendo durante a competição. Isso precisa ser sanado.

Sofremos, vencemos, mas não convencemos.

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos: Botafogo 1 x 0 Atlético-MG]

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Brasileirão x Sul-Americana


O debate em torno da questão sobre poupar jogadores em função do desgaste em decorrência da disputa de competições paralelas é bem-vindo e faz sentido. O que não faz sentido é priorizar a competição nacional em detrimento da internacional, onde o caminho para uma participação na Libertadores é bem mais curto e menos desgastante.

Outro ponto a ressaltar é o formato das competições. Enquanto uma é disputada através de sistema de pontos corridos, em que a recuperação ao longo da competição é possível, a outra é um mata-mata. Considero a partida de hoje, por ser decisiva, muito mais importante do que a da 19ª rodada do Brasileirão.

Acho uma pena que os dirigentes pensem o contrário.

***

O importado ‘revezamento europeu’ nos garantirá a volta de Alessandro na noite de hoje. Como Lucas teve uma sequência de somente dois jogos, é jovem e, segundo o que foi noticiado, não apresenta cansaço significativo, por que substituí-lo, uma vez que foi determinante na jogada que abriu caminho à última vitória?

Para que eu me convencesse de que o conceito do revezamento fosse o que realmente contasse para a presença de nosso eterno lateral-direito – botafoguense de coração, diga-se –, do lado esquerdo também deveria haver o tal rodízio. Até porque o substituto de Cortês é melhor que o promissor titular. Mas, o que fazer? Os interesses de empresários são o que fala mais alto no futebol mundial e, no Botafogo, eles não falam, eles gritam!

Saudações botafoguenses!

domingo, 21 de agosto de 2011

Botafogo 3 x 1 Atlético-MG

(Foto: Gilvan de Souza/Lance)

Sete minutos de jogo, quatro chances de gol – duas claras, para ambos os lados – e o Jefferson já havia nos salvado. Era de se esperar fortes emoções. Não foram tantas assim, mas a razão por trás de tantas oportunidades é o fato de as duas equipes possuírem defesas e sistemas defensivos deficientes.

Difícil avaliar o desempenho do Botafogo, porque o Atlético errou tudo o que tentou até os 47 do segundo tempo, quando os efeitos tardios dos diazepínicos de Fábio Ferreira finalmente foram notados. Seja por desatenção individual ou mérito do ataque adversário, o gol àquela altura demonstra que existe alguma coisa muito errada nas estratégias de jogo ou de defesa do Botafogo. Menos mal, já que a vitória estava garantida.

Mesmo jogando contra um adversário perdido em campo e com uma defesa desguarnecida na imensa maioria do tempo, as jogadas de ataque botafoguenses não tinham boa sequência, revelando a recorrente falta de articulações de ataque, apesar de contarmos com bons jogadores para o setor.

O toque de bola no meio de campo continua sendo o ponto alto do time e Renato se destaca no setor, sempre contando com o suporte de Marcelo Mattos e os laterais e meias, que conseguem fazer a bola ficar no chão e circular pelo campo. Contando com essa virtude, é curioso que em muitas situações nosso time abre mão de sair trocando passes, desperdiçando a posse de bola com esticadas infrutíferas.

Maicosuel talvez pudesse ter provado definitivamente que eu estava errado ao insistir que devesse entrar no decorrer da partida, todavia, mais uma vez, a falta de resistência do adversário não me permite uma boa avaliação. Mesmo assim, na segunda etapa fez excelentes jogadas de flanco aproveitando os imensos espaços oferecidos pelo Atlético, uma delas dando origem ao terceiro gol. (Na comemoração deste gol ficou evidente que o Maic tem total apoio do grupo, o que é ótimo).

Fora os três pontos, o mais importante do jogo talvez tenha sido a prova perfeita de que Lucas não pode ser reserva de Alessandro e o tal rodízio é o maior embuste da direção botafoguense desde a titularidade absoluta de Lúcio Flávio no Brasileirão do ano passado. O cruzamento preciso para o primeiro gol teria ido parar em qualquer canto menos na cabeça de Elkeson, se saísse dos pés do ‘presidente’.

A gratíssima surpresa da noite foi Felipe Menezes que, ainda lento e fraco no corpo a corpo, demonstrou boa visão de jogo, distribuiu passes, deixou Elkeson na cara do gol, saiu de campo aplaudido pela torcida e com um saldo pessoal de dois gols na competição.

Onde eu assistia à partida, um gaiato repetia – com voz alterada, para que todos escutassem – que a primeira jogada que Felipe Menezes acertou desde que chegou ao Botafogo deu em gol. Nem tanto, mas quase isso. Cada um fala o que quer e eu digo: ARRÁ-URRU, O FM10 É NOSSO!!!

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos: Botafogo 3 x 1 Atlético-MG]

sábado, 20 de agosto de 2011

60%


Agora temos uma meta: chegar a 60% de aproveitamento.

Poderia estar finalmente aliviado e vivendo a segurança de ter algo sólido – apesar de fazer parte do campo das ideias, uma abstração –, algo puro e imune a arbitrariedades, simples e imutável: um número.

Mas o meu alívio e segurança frente ao futuro não podem ser garantidos por um conceito aritmético, porque o que vai decidir o futuro próximo do Botafogo não é a matemática, mas o futebol.

Por não ter recursos neste campo, Caio Júnior recorre à ciência e como um sábio da estatística estabelece nosso destino dizendo: “60%”.

Sentia-me seguro quando um número saía da boca de Tulio Maravilha, ao ser perguntado, na beira do gramado, sobre a quantidade de gols que faria no jogo que estava para começar. Ele dizia: “Hoje vai sei só unzinho”. Ou: “Hoje eu vou fazer dois gols”. E cumpria a promessa.

Sei que 60% de aproveitamento dificilmente nos garantirão o título no final e sei que Caio Júnior entende metado do riscado sobre futebol. Se pelo menos cumprir a promessa, da mesma forma que o Maravilha, eu lhe agradecerei com entusiasmo pelo bom uso da matemática – embora seja obrigado a corrigir o cálculo, pois vencer o Atlético-MG e o Fluminense não nos garantirão os tão almejados 60%.

Saudações botafoguenses!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Um time banal


Deu no que deu. Sem Loco Abreu e Elkeson e COM Alessandro, o Botafogo não sai do ramerrame das trocas de passe no meio de campo e sofre mais uma vez quando enfrenta um adversário bem postado em sua defesa.

A torcida do Botafogo, que nunca entendeu direito o porquê dos palmeirenses detestarem Maicosuel, agora têm excelentes aulas demonstrativas das razões para tamanha rejeição. A trapalhada entre ele e o Cortês foi cena de comédia pastelão! As jogadas param sempre que passampor ele – a verdade é que elas não têm ido adiante –, um sujeito que chegou ao cúmulo de rebolar até na hora de devolver a bola para um goleiro adversário, no fairplay mais histriônico de todos os tempos.

Maicosuel precisa urgentemente de algum tipo de assistência psicológica – ou coisa que o valha – para não jogar no lixo seu conhecido potencial. A torcida gosta dele; até eu gosto muito do Sr. Maicosuel (vejam aqui como isso é verdade).

Cortês segue demonstrando, através do conjunto da obra, que é o jogador mediano que sempre foi e nunca deixará de ser. Não é mau, um bom jogador para compor elenco, mas a torcida não pode esperar muito além do que ele apresentou na noite de quarta-feira, quando esteve um pouco abaixo de sua média.

O Herrera de 2011 é uma versão nova e piorada. Pois, se em 2010 ele jogava para o time, este ano ele corre metade do que corria, não passa a bola para ninguém e erra tudo o tenta – quando tenta, porque a oportunidade se apresentou no começo da partida e ao invés de concluir ele preferiu... preferiu fazer o quê? Não seria titular de nenhum time que ficará entre os quatro primeiros.

Alex foi o jogador que mais correu no Botafogo (segundo o aplicativo da flapress). O auto-adulatório Caio Júnior posicionou o jogador de forma a impedi-lo de estar onde um centroavante deve se posicionar – que seria, teoricamente, nas proximidades da área. Alex estava dando combate na defesa no começo do jogo! A única chance que teve durante toda a partida foi no final do segundo tempo, quando chutou na trave. Mesmo não sabendo como treinar jogadas de ataque bem articuladas que propiciem oportunidades de gol a seus atacantes, o atual técnico sabe muito bem o que fazer para queimar um jogador.

Fábio Ferreira estava marcando a si mesmo no lance do gol adversário. Parece que toma uma caixa de Diazepan antes de entrar em campo. Seu companheiro de zaga pelo menos estava na cola do adversário que desviou o cruzamento, uma pena que seja fraco no mano a mano (ou ‘cabeça a cabeça’).

O bom defensor Lucas Zen não deveria jamais tentar o último passe. Um treinador bem preparado orientaria seu jogador para que não se metesse em assunto do qual não entende.

Thiago Galhardo entrou quando o aspecto psicológico do time já estava em frangalhos. Aliás, somente o fator psicológico – quando em alta – trás algo de positivo a esse time, que taticamente é ridículo.

Colocar o Cidinho aos 40 do segundo tempo é como xingar a mãe do torcedor. Além disso, ao ver a jovem promessa desperdiçar uma jogada de ataque com um chute do meio da rua para o outro lado do quarteirão, nota-se que “orientação” é palavra que não existe no dicionário do atual técnico.

A visão do atual treinador para o futebol não é somente medíocre quanto à preparação da equipe. Ele também é fraco na hora de recomendar jogadores. Felipe Menezes é uma nulidade que leva qualquer boçal futebolístico ao constrangimento.

O porquê da volta do Alessandro ao time titular foi bem explicado pelo próprio, que informou a todos que o rodízio de jogadores é prática habitual na Europa. Então, que tente um lugarzinho no carrossel de jogadores do elenco do Jūrmala, lá na Letônia. O atual técnico afirmou – e parte da torcida inexplicavelmente concorda – que Alessandro é melhor do que Lucas no setor defensivo, mas o gol sofrido contra o Internacional – e muitos outros – prova o contrário.

Jefferson fez uma defesa espetacular, Renato mantém-se constante em sua categoria, Marcelo Mattos prova que podemos contar com ele.

Caio Júnior – que tanto cita a escola futebolística europeia –, atracado à sua “filosofia moderna de enxergar o futebol”, só não teve uma aula de como se monta um esquema defensivo sólido – esse, sim, europeu, com três jogadores fechando as laterais –, porque não tem capacidade para enxergar o óbvio.

Na noite de quarta-feira, o Júnior que vale a pena estava do outro lado.

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos: Internacional 1 x 0 Botafogo]

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O retorno do presidente


Olhando pelo lado positivo, podemos dizer que a ausência de Abreu vai atenuar nossa irritação frente aos cruzamentos a meio metro de altura, perfeitos para anões de jardim. O problema é que não teremos os chutes salvadores do Elkeson, o que, para um time que joga em função de lampejos individuais e o chuveirinho na área é a norma, pode fazer muita falta.

Tomara que o Maicosuel desencante de vez e o Alex faça um partidão. Mas isso não mudará em nada o ‘mapeamento’ da diretoria ou o ‘esquema’ tático ‘europeu’ da comissão técnica, pois, jogando mal ou bem, Maicosuel não terá sua titularidade ameaçada e Alex, mesmo que faça 19 gols, nem no time reserva tem lugar garantido – vale notar que o sujeito tem média de um gol por partida.

A volta de Alessandro à lateral é a grande e terrível novidade no time que joga hoje. Quando a torcida achava que o crânio da comissão técnica havia chegado à superfície de uma vez por todas e respirava bem, eis que descobrimos que o volume de oxigênio no cérebro ainda se encontra em um nível preocupante. Se melhoramos COM o Lucas, por que mudar? Por quê? Será que a administração do Botafogo tem algum tipo de tara pelo fracasso?

Seja como for, que vença o Botafogo!

¡Vámonos!

Saudações botafoguenses!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Princípios editoriais segundo Carlos Zéfiro


Clique aqui para ver a imagem que o globoesporte.com veiculou durante a partida do Botafogo contra o América-MG.

O site se desculpa aqui.

Fico imaginando como o ambiente de trabalho deve ser divertido por lá... Para os adoradores de Onã, claro.

Saudações botafoguenses!

domingo, 14 de agosto de 2011

Feliz Dia dos Pais!


Saudações botafoguenses!

Sherwood fica longe: sorte nossa!


Sorte nossa que o esforçadaço Herrera estava gripado.

Muita sorte por não ser a torcida quem faz as substituições, o que nos evitou penar por 90 minutos com um Herrera em noite de tropeço.

Sorte nossa e do Alex, quando o inexplicável Alexandre Oliveira é ‘poupado’ para a Sul-Americana e o Caio Júnior é obrigado a ‘improvisar’, escalando um centroavante no ataque.

Muita sorte também, pois, em noite pouco inspirada, Elkeson faz o gol da rodada, na hora em que mais precisávamos.

Mesmo no azar – permeado no primeiro gol – nossa sorte se revela ao vermos que temos o goleiro que temos e o gol de empate mostra que a sorte nos deu um zagueiro ‘deslizante’, porém artilheiro.

Sortudos os torcedores de um time sem jogadas bem articuladas de ataque, mas que conta com recursos individuais decisivos.

Muita sorte por saber que o Cidinho não saiu dos planos e um empate entre Palmeiras e Vasco nos garante o quarto lugar.

Sorte nossa que, pelo menos dentro de campo, não faltou raça!

Azar do América-MG.

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos: Botafogo 4 x 2 América-MG]

sábado, 13 de agosto de 2011

Robin Hood, não!


O Botafogo tem, desde sua origem, uma história ligada à solidariedade. A expulsão de um jogador alvinegro da Liga, em 1910, não fez com que o clube perdesse um quadro: fez com que seus companheiros se unissem a Abelardo De Lamare e se retirassem da Liga, eles e o Clube – o que significava o mesmo para a turma do Largo dos Leões –, “sem outra Liga para ir”, como relatou Mário Filho.

Posto isso, gostaria que os jogadores do Botafogo de hoje entendessem que a solidariedade que norteou o grupo de 1910 era um sentimento de camaradagem ENTRE BOTAFOGUENSES. Falo aos jogadores, porque são eles a última instância, são eles que decidem em campo.

Pois então, deixem de lado a pecha de robinhoodianos e parem já com essa estória ridícula de tirar pontos dos ‘clubes ricos’, para distribuir aos ‘pobres’. Pode ser uma atitude digna no campo humanístico, mas não é boa prática no campo de jogo.

Encarem o América-MG como um adversário qualquer e não como o ‘pobre’ lanterna da competição. Não permitam que os que estão na rabeira sejam o pesadelo da torcida!

Torcida essa que ainda será obrigada a passar pelo dissabor de ver um mosaico, marca registrada da torcida flamenguista – a do “Rio-101a –, montado no NOSSO estádio e com a bênção do presidente Maurício Assumpção. Mosaico este que, situado estrategicamente no setor reservado a torcidas visitantes, evita que os botafoguenses possam cobrir a logomarca da cerveja que dava dor de cabeça objetiva e, agora, subjetiva.

Saudações botafoguenses!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

El Loco-motiva

(Foto: André Ricardo/UOL)

“Irreconhecível”. Foi isso o que o amigo Alberto ficava repetindo ontem, enquanto o time do Botafogo atropelava o Vasco da Gama de forma arrasadora, exemplar, inquestionável, espantosa. Para aqueles que acompanham o blog não será nenhuma surpresa saber que eu também não reconheci o Botafogo de ontem, não só pelo uniforme estranhíssimo, mas pela equipe em si. Se me causou espanto, ah, que espanto gostoso! Parecia até o Botafogo de Futebol e Regatas, o original, O Glorioso.

O time SEM articulações de ataque, coordenação defensiva, espírito competitivo e preparo físico ficou em outro canto para dar lugar ao oposto. Porque o Botafogo da noite de ontem foi exatamente o que não vinha sendo desde o começo da competição. Sorte nossa.

Mas sorte também teve o Vasco, porque conta com Fernando Prass e o travessão não fica meio centímetro mais acima. Poderia ter sido uma goleada histórica, mas a elegância alvinegra não permitiu que o manjar se espalhasse pela toalha e o vinho manchasse o tapete. O comedimento, senhores, o comedimento...

É bom ressaltar que o Vasco não jogava mal: foi parado por uma marcação forte e envolvido por um Botafogo extremamente eficiente.

Jefferson fez duas defesas fantásticas. Já ia lá pelos 3 x 0 e eu torcendo para alguém soltar uma bomba, só para poder aproveitar um pouco mais as defesas espetaculares do melhor goleiro do Brasil.

Queimar a língua de vez em quando faz bem, quando a alma não é pequena. Elevar o Cortês da categoria de promissor jogador mediano à de bom jogador com belo futuro pela frente me deixa muito feliz. Se considero Márcio Azevedo melhor, imaginem como ando rindo à toa por ter aquele lado esquerdo garantido, depois da sensacional atuação do Cortês.

Com Lucas finalmente temos jogadas de fundo também pela direita; A zaga estava de volta da viagem à lua; Mattos e Elkeson guerreando até o fim; Herrera ainda errando muito até seu momento final na pele de ‘Certera’; Felipe Menezes destoando do restante, mas parece que pode render mais; Renato enfim assumiu a batuta no meio campo e El Loco matador. Perfeito!

Será que todos no time andavam descontentes com a titularidade absoluta do Alessandro e se esforçaram ao máximo ao perceber que a meritocracia estava sendo reinstaurada ou a simples ausência do eterno lateral-direito fez o time melhorar 200%? Será que a péssima fase do Maicosuel atrapalha tanto assim? Será que eles adoram o Caio Júnior a ponto de dar um algo a mais para mantê-lo por mais tempo?

Mistérios do futebol, cuja investigação continuará na próxima rodada, no encontro com o lanterna do campeonato, o pior dos pesadelos.

E o sujeito que dizem por aí que só sabe cabecear – quem diria? – provou que é ‘isso’ e mais dois golzinhos. Não tomou conhecimento da ‘melhor zaga do Brasil’ e deixou Dedéckenbauer (excelente jogador, diga-se) procurando o Wally.

Não é razoável deduzir que finalmente o resultado do que vinha sendo treinado por Caio Júnior eclodiu de uma hora para outra. Acho que é a presença de Abreu que se mostra fundamental, dentro e fora do campo.

Saudações botafoguenses!

PS: As duas vezes em que o jornalista Paulo César Vasconcellos disse que o Vasco estava melhor no jogo, o Botafogo fez um gol em seguida. Como bom botafoguense, o jornalista poderia ter repetido o comentário umas dez vezes ao longo da partida, mas isso nos levaria ao excesso dos que não sabem manter a elegância frente a mesa farta e ficamos com um 4 x 0 esbelto.

[Link para os melhores momentos: Botafogo 4 x 0 Vasco]

domingo, 7 de agosto de 2011

O Júnior que vale a pena


- E o Júnior, Biriba? Cai ou não cai?
- Tomara que caia.
- Você também não gosta do sujeito, né?
- Gosto, sim.
- Ué... mas você não vive dizendo que ele não entende nada de futebol?
- Ah, ‘esse’ Júnior também precisa cair pra gente poder contratar o ‘outro’ Júnior.
- Biriba, você bebeu?
- Cachorro não bebe.
- Então explica essa estória aí.
- O Atlético já perdeu, metade do cenário já tá bem montado.
- Que conversa maluca, rapá!
- Tá se fazendo de burro ou é má vontade?
- Você vem com esse papo todo confuso e o problema é comigo?
- Não tem confusão nenhuma.
- Então explica.
- Se o Internacional vencer e a gente fizer feio contra o Vasco, a rodada pode acabar perfeita.
- Ficou mais esquisito ainda. Parece conversa de jongo!
- Luiz, é muito simples. A gente tem uma ótima oportunidade pra trocar de Júnior e respirar aliviado.
- Você endoidou de vez, mermão!
- Doido é quem não enxerga que o Júnior que presta é o Dorival.
- Ah, era só isso?
- Se você acha que isso é ‘só isso’, você deveria desistir do blog.

Saudações botafoguenses!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Alerta vermelho

(Mothra, foto de cena)

Mesmo estando em um ambiente onde não pude acompanhar a partida com muita atenção, vi o essencial: a primeira defesa do goleiro adversário aconteceu aos 46 do segundo tempo.

Poderia parar por aqui, pois esse fato é o melhor resumo do desempenho do time do Botafogo na noite de ontem, além de eu ter muito pouco a acrescentar ao que ando dizendo há 14 rodadas. Mas, em respeito à boa vontade dos meus três leitores, vamos lá.

Caio Júnior disse: “Posse de bola não ganha jogo”. Bem, isso é o óbvio que ele confessa que não via e que a torcida finge que não enxerga; o mesmo que a diretoria insiste que é bom de ser exibido e os adversários adoram assistir. José Mourinho sabia muito bem disso quando foi campeão europeu comandando a Inter de Milão, mas Caio Júnior, mesmo dizendo que sabe, fala a respeito do que não conhece. Eu já disse em outra postagem que temia que Caio Júnior conhecesse ‘parte do riscado’, mas agora me dei conta do tamanho dessa parte: um tiquinho.

Tirar Marcelo Mattos da partida – nosso esteio defensivo – só não levou a uma goleada porque o técnico do Figueirense é inteligente, conhece as qualidades e limitações de seu elenco – muito bem coordenado, diga-se – e optou por fechar seu time frente a um adversário sem nenhuma jogada consequente de ataque.

(uma pausa para Caio Júnior)

***

Contrário à maioria da torcida, penso que Cortês é um jogador mediano, ao passo que considero Márcio Azevedo um excelente lateral. Dito isso, aponto aqui duas falhas pontuais – e fatais – na partida de ontem. 1) O primeiro gol adversário se originou em uma falta desnecessária de Cortês, erro de principiante. 2) O combate ao jogador que (não) sofreu o pênalti foi feito de forma bisonha, uma vez que Cortês se posicionou entre o adversário e nosso campo de ataque, ao invés de entre o jogador e nosso gol. E – um ‘brinde’ – eis uma falha bônus: a bola atrasada à la Márcio Theodoro, que dispensa comentários.

Márcio Azevedo é muito melhor (mas muito, mesmo!) no ataque e na defesa, cruza melhor, tem melhor passe e visão de jogo mais ampla.

Vou parar de ficar dando moral para um jogador – promissor, inclusive –, se em troca acabo respaldando os negócios do empresariado futebolístico que vive atracado à carótida do Botafogo.

Márcio Azevedo já!

***

(de volta ao Caio Júnior)

Recomendar jogadores como Felipe Menezes e, principalmente, Alexandre Oliveira me deixaria, a princípio, em dúvida se é façanha de um míope futebolístico ou um ‘articulador de bastidores’. Mas quando Caio Júnior escala esses jogadores em uma partida em que estamos perdendo – ou em qualquer partida, não vou poupar gasolina! – tendo Alex e Cidinho no elenco, a dúvida se transforma na certeza de que Caio Júnior é um ‘articulador de bastidores’.

(mais Caio Júnior)

A maioria da torcida considera Alessandro um péssimo jogador. Sendo ruim ou não, o Alessandro estava jogando, na noite de ontem, o mesmo futebol que joga há quatro temporadas no Botafogo. Se o treinador achou que Lucas seria a melhor opção para o segundo tempo sem que o titular estivesse fazendo algo diferente do que sempre faz, a lógica me leva a acreditar que Lucas está na reserva por motivos no mínimo absurdos.

Agora, fugindo ao mérito dessa questão, creio que substituir um jogador no intervalo para colocar outro de mesma especialidade, sem que o substituído esteja apresentando alguma variação em seu desempenho usual, convenhamos, é uma atitude de um tremendo... deixa pra lá. Além de mau técnico, Caio Júnior dá ares de ser mau em algum aspecto de sua personalidade.

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos: Figueirense 2 x 0 Botafogo]

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Entrenamiento muy Loco


O Biriba andava meio desanimado, dizendo que não sentia firmeza no time. Hoje viu essa foto aí de cima no jornal e ficou todo contente. Esquisito. Não entendi direito o porquê.

Engraçado o efeito que uma imagem pode produzir, né?

Saudações botafoguenses!