domingo, 31 de julho de 2011

Bem-vindo, Sebastián!


Retornar fazendo o gol da vitória é coisa de quem tem estrela. Achei que o gol de Abreu ainda fosse dar uma ajuda extra ao Caio Júnior, evitando que Leo substituísse Elkeson, mas ao invés de fazer a mudança aos 12, o treinador a fez aos 18 minutos do segundo tempo, insistindo em se se agarrar ao patético. Motivo: poupar o jogador, que havia se cansado demais na partida anterior. Sem comentários.

O Botafogo só piora. E anda piorando rapidamente. O que tínhamos de melhor, a saída de bola e o bom domínio do meio campo, isso já não existe mais.

Foi interessante, apesar de irritante, ver a equipe treinada por Caio Júnior enfrentando a de Joel Santana. Joel era – justamente – contestado por montar um time sem opções de jogadas de ataque, apoiado nas bolas lançadas da intermediária para a área ou direto da defesa para o ataque, com pouca posse de bola no meio campo e excessivamente defensivo. Pois não é que Caio Júnior se revela como uma versão dissimulada de Joel Santana? E isso com peças de sobra para montar um meio campo consistente!

Caio Júnior, repito, não está à altura do elenco que o Botafogo dispõe para disputar a competição.

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Uma coisa que me intriga é a titularidade absoluta de Herrera. O sujeito erra tudo o que tenta e irrita a todos, inclusive seus companheiros de equipe, pois além de não estar jogando nada, ainda insiste em não passar a bola para ninguém. Um fominha jogando mal, a pior espécie de fominhas. Que fase, essa do Herrera... Uma pena.

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Fora o detestável futebol apresentado – o que já se tornou a norma –, o que me chamou a atenção foi o péssimo preparo físico da equipe, que anda piorando a cada rodada. Começamos a competição em ótima forma física geral e agora nos arrastamos já a partir dos 20 do segundo tempo. Um jogador de 22 anos saindo aos 18 do segundo tempo porque cansou? ‘Paulo Amaral’ neles!

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O Cruzeiro esteve muito mal na partida. Desorganizado, sem jogadas de ataque bem articuladas, ou seja, muito parecido com o Botafogo. Sorte nossa que mais uma vez conseguimos um gol através de uma iniciativa individual. Se continuarmos jogando dessa maneira, o décimo lugar estará de bom tamanho.

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Diálogo entre a repórter de campo e Alessandro, no intervalo:
Repórter: Muitos passes errados; como mudar o panorama da partida no segundo tempo?
Alessandro: Tem que caprichar mais.
Repórter: Caprichar como?
Alessandro: Ficar um pouco (mais) com a bola, parar de fazer ligação direta pro El Loco. Procurar colocar a bola no chão, trabalhar a bola pelos lados.

O primeiro passe que Alessandro fez na partida saiu pela lateral. Errou oito passes no primeiro tempo, três deles em passes ‘forçados’ (chutes para frente) e um cruzamento da intermediária. No segundo tempo errou cinco passes, sendo que um deles também foi um famigerado cruzamento feito da linha média. Esse Alessandro é ou não é um tremendo cara de pau?

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O que era impressão minha foi confirmado hoje: os laterais-esquerdos do Botafogo são orientados a ficar na defesa para que Alessandro tenha liberdade para apoiar. Não consigo imaginar coisa mais ridícula.

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos: Cruzeiro 0 x 1 Botafogo]

O reencontro


Nas duas últimas vezes que fomos a Minas enfrentar o Cruzeiro os bandeirinhas entenderam que o jogo não era em um grande estádio, o Mineirão, mas em um pardieiro, um campo de várzea onde o que vale é a lei do trabuco. No ano passado foram dois impedimentos mal marcados: em um deles, Edno ficou sozinho na frente do goleiro. Fomos roubados.

Como o jogo de hoje será disputado em Sete Lagoas por conta da maracutaia que está em andamento no Mineirão – mesmo cambalacho que está acontecendo em todo o Brasil, coisa da CBF, dos políticos e seus cúmplices travestidos sob a alcunha ‘empreiteiros’ –, espero que a linda cidade mineira proporcione um palco onde o esporte – e nada além dele – tenha abrigo.

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O jogo de hoje marca a volta de Abreu, El Loco, ao Botafogo. Jogador que de louco não tem nada, Abreu foi responsável direto pela construção da disposição psicológica que levou o Botafogo à conquista do estadual de 2010. Que seu reencontro com o clube seja uma retomada do espírito vencedor do ano passado.

Estamos precisando disso, porque se tática e tecnicamente vamos mal e até o preparo físico já anda dando indícios de que a comissão técnica é frouxa, imaginem o aspecto psicológico.

Quando Maicosuel recebeu de presente um passe açucarado de Márcio Azevedo para fazer seu gol, preferiu dar as costas ao companheiro e correr em direção ao técnico – talvez para presentear o ‘professor’ com uma maçãzinha. Com El Loco não existe espaço para esse tipo de babaquice.

O negócio de Abreu é fechar com os companheiros em campo; é lutar até o último segundo de jogo; não se afetar com torcidas adversárias; garantir respeito por parte das arbitragens; intimidar os oponentes e deixar a imprensa de queixo caído. Que seja assim em 2011.

Bem-vindo, campeão!

Saudações botafoguenses!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Triste diretoria, pobre Alex


Herrera reconhecidamente não funciona bem como centroavante, mas é esta a função que lhe atribuíram no período em que Abreu esteve de fora, mesmo tendo Alex à disposição – e ‘cheio de disposição’. Seria um problema para a diretoria se todos percebessem que temos um bom centroavante feito na base e outro problema se este jogador superasse Herrera como principal peça do ataque botafoguense? Se isso for verdade, o problema do Botafogo é a diretoria.

O ‘prêmio’ que Alex recebeu por fazer um golaço contra o Coritiba foi a volta ao banco de reservas e o ‘presente’ que o Botafogo ganhou com a ausência de Abreu não foi a afirmação de um jogador da base, mas a contratação de Alexandre Oliveira, um desconhecido atacante dispensado do conhecidíssimo Al Wasl, clube dos Emirados Árabes Unidos.

Alexandre Oliveira foi repatriado por indicação de Caio Júnior que, dentre algumas características que aprecia no jogador, o cabeceio é uma delas. Talvez por isso não tenha sido à toa que Alexandre Oliveira acertou a trave por três vezes em três partidas consecutivas – provavelmente um recorde. Alex, por outro lado, fez dois lindos gols, nos poucos minutos que atuou durante a competição.

Grande surpresa foi saber que a estreia como atacante do experiente meia-atacante Alexandre Oliveira – 32 anos – se deu na partida contra o Avaí, anteontem, graças à mente criativa de Caio Júnior. Ou seja, improvisado pela primeira vez na carreira(!) e ao lado de Herrera – ambos mal posicionados –, essa foi a dupla que começou jogando. E o pobre do Alex, assistindo do banco à lamentável apresentação do Botafogo e seu sofrível ataque.

Na ausência de Abreu, uma diretoria à altura do Botafogo teria se revelado como tal por se recusar a contratar um jogador desconhecido para desempenhar uma função da qual não é especialista e também por valorizar jogadores formados no clube, como Alex e seu companheiro de base Willian, ambos homens de área. Jamais deixaria que jogadores da base fossem ‘queimados’ em função de interesses que nada têm a ver com os do Botafogo. Assim seria se a diretoria trabalhasse pelos interesses do Botafogo, o que é perfeitamente discutível frente aos fatos.

A volta de El Loco não me alivia somente pelo fato de finalmente termos no time titular um jogador verdadeiramente de área, mas também por evitar que eu continue a ser obrigado a testemunhar o processo de ‘queima’ de talentos da base, que é o que estão fazendo com o jovem Alex e provavelmente com outros, que talvez jamais saibamos que um dia existiram.

Saudações botafoguenses!


Os dois gols de Alex na competição.

[Link para os melhores momentos: Botafogo 2 x 1 Avaí]

domingo, 24 de julho de 2011

Para trás sem precipício à frente ou 'O Precipício'?


Esperei pelo entrosamento que o treinador pediu após a primeira partida do campeonato – e primeira derrota –, apesar de considerar o pedido um descalabro, vindo depois de 30 dias de treinamento.

Fiquei intrigado com o fato de que a qualidade do futebol apresentado pela equipe não correspondesse em campo à que o elenco teoricamente tinha em potencial.

Por conta do meu desconhecimento do planejamento da comissão técnica para a preparação da equipe, dei meu voto de confiança, aliado à minha torcida para que o time deslanchasse.

Relevei as recorrentes escalações equivocadas e péssimas substituições, pois na partida contra o Grêmio as mudanças surtiram efeito positivo.

Acreditei que o aprimoramento dos setores de ataque e defesa e que a inibição da desatenção dos defensores e falta de objetividade dos atacantes fossem se dar paulatinamente, mas isso não ocorreu.

Na oitava rodada deixei sob suspeição a capacidade de Caio Júnior como treinador, pois levava em consideração que estávamos fechando o primeiro quinto da competição e a melhora ainda poderia estar por vir.

No entanto, minha torcida e minha espera foram em vão e a paciência se esgotou. O tempo revelou que nada do que esperava que acontecesse ocorreu. Pelo contrário. Nas últimas quatro partidas o Botafogo piorou em todos os aspectos que precisava melhorar. Pior: o comportamento competitivo de alguns jogadores claramente deteriorou, demonstrado pela atuação de Alessandro e Fábio Ferreira nos lances que antecederam o segundo gol do Corinthians, quando não se esforçaram minimamente para evitar um gol evitável.

Ou seja, regredimos.

Agora já não tenho mais dúvidas:

1) Caio Júnior não está à altura do elenco que o Botafogo dispõe para disputar o Campeonato Brasileiro deste ano;

2) Alessandro, Fábio Ferreira, Antonio Carlos e Herrera destoam do restante do elenco titular;

3) A diretoria conseguiu montar um ótimo meio de campo – Marcelo Mattos, Renato, Maicosuel, Elkeson, Felipe Menezes (assumo a responsabilidade pela aposta) –, nos deu três boas opções para as laterais (Lucas, Márcio Azevedo e Cortez), mas nos 'garantiu' um péssimo ataque (que entre de início o Alex, já!) e uma defesa sofrível (há opções no elenco?).

Tomando como parâmetro a tabela do campeonato de 2010, os atuais 48,5% de aproveitamento nos deixariam entre a oitava e nona posições.

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos da partida: Atlético PR 2 x 1 Botafogo]

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Mais do mesmo + Renato


O time treinado por Caio Júnior se repete. Não fossem o espírito competitivo da maioria dos jogadores – exceto Alessandro e Fábio Ferreira, em participações pífias no segundo gol adversário e Antonio Carlos, no primeiro – e a soma da evidente categoria de Renato ao time, eu faria cola de mim mesmo e repetiria tudo o que venho dizendo já há algumas rodadas.

É muito prazeroso ver Renato jogar. A primeira vez em que tocou na bola foi em uma jogada meio dividida, um rebote vindo pelo alto depois de um quique no gramado, uma bola meio desgovernada. Ele não devolveu da mesma forma que veio: 'arredondou' para o domínio de Caio – que preferiu dar um lençol no adversário, ao invés de dar continuidade à jogada. Fez parecer banal o que não é fácil, mesmo que fosse simples. Toque refinado. Está no mesmo nível da elite do futebol mundial e é uma prova de que a imprensa, o marketing e o empresariado esportivo conseguiram levar o povo brasileiro a acreditar que Emerson, Gilberto Silva, Mineiro, Josué, Lucas Leiva e congêneres são bons de bola. Triste saber que nunca defendeu o time brasileiro em uma Copa. Meus pêsames, CBF. Parabéns, diretoria!

Mas na equipe sob Caio Júnior as qualidades de Renato se somam ao ramerrame entediante de um time que coloca a bola no chão, valoriza o toque, a posse e as saídas de bola, mas não tem jogadas de ataque e coordenação defensiva. Sofremos a derrota porque o adversário as tinha.

As instruções para o ataque parecem ser "VAI LÁ!" e para a defesa "OLHA O CARA!". O famigerado e infrutífero chuveirinho voltou a ser a única jogada de ataque, camuflado por trás da posse de bola no meio de campo.

Uma bola na trave é pouco – tornou-se a especialidade do Herrera.

Agora, vocês se lembram do desastre que é o Caio fechando o lado direito do campo? Se lembram do pênalti que ele fez no campeonato passado? Viram o pênalti que ele cometeu ontem e o juiz não marcou – juiz que também preferiu fechar os olhos para o que o próprio Caio sofreu em seguida?

Pois bem, foi neste setor e em cima deste jogador que saiu o gol adversário. Nem vou me ater ao fato do lateral direito não estar participando do lance, o principal atacante adversário estar sendo marcado por nosso volante, um dos zagueiros ficar cercando o jogador que fez o passe, e o outro nem aparecer nas imagens da jogada – tenho certeza de que a culpa não foi do cinegrafista.

O segundo gol veio em decorrência da situação de jogo, mas poderia ter sido evitado (ainda tínhamos 3 minutos para lutar pelo empate, o que é pouco, mas nada é o que não é). Sobre isso gostaria de sublinhar que Márcio Azevedo, apesar de não ser aproveitado no que tem de melhor – o apoio ao ataque – era quem estava por lá. O Alessandro nem se viu – o Alessandro que não ataca e nem defende. Ou seja, queimam um sujeito que já fez muitos adversários sofrerem, para dar 'liberdade' ao Alessandro – deleite dos adversários e vergonha nossa.

O Lucas Zen no apoio ao ataque seria risível, se não jogasse no nosso time. Ponham mais essa invencionice na conta do Caio Júnior. E essa estória do Márcio Azevedo 'não render' no Botafogo está muito mal contada. Tomem nota: quando ele sair e estiver do outro lado, vocês vão saber do que estou falando. (O Cortêz é mediano, como uns 378 mil que existem por aí).

Ah, esqueci. Thiago Galhardo no lugar do Maicosuel?! O Cidinho está machucado?

Se mudanças não forem feitas, seremos coadjuvantes de menor expressão, sem sonhos ou pesadelos. Nem a Libertadores e nem o rebaixamento. Água parada.

Uma lástima, porque o elenco não é fraco.

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos da partida: Botafogo 0 x 2 Corinthians]

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O sentido olímpico

(Abebe Bikila, ouro olímpico em 1960 e 1964)

Vendo a seleção uruguaia jogar futebol, percebo que não é exatamente isso que eles fazem. Eles não 'jogam futebol', eles 'disputam uma partida de futebol'. Para os uruguaios o futebol não se trata de um 'jogo', é uma modalidade esportiva. E, neste sentido, o que importa é a disputa, o enfrentamento do adversário. Essa disposição é a célula mater do sentido olímpico, sentido este que deveria estar impregnado no espírito de qualquer sujeito que se dedique ao esporte – mas não está, infelizmente para uns, por sorte de outros.

A despeito do alto nível de inteligência que o atual time uruguaio demonstra em todas as partidas, o espírito aguerrido é fator determinante de seu sucesso, tanto nesta Copa América quanto no mundial de 2010.

O caminho que levou o Botafogo a levar os três troféus estaduais de 2010 para General Severiano foi aberto pela presença de El Loco Abreu – coração e mente –, presença que se fez notar durante toda a competição, depois de uma estreia nada gloriosa, em goleada história. Abreu contagiou o elenco com o sentido olímpico que levou sua seleção às semifinais da Copa do Mundo e à final da Copa América. O comportamento competitivo acompanhou o elenco todo o tempo, mesmo nos momentos em que a precariedade técnica se fez evidente.

A diretoria do Botafogo inexplicavelmente deixou que Abreu se afastasse do grupo botafoguense e o espírito vitorioso se deteriorou com o tempo.

Para que o time do Botafogo vá além da simples prática do futebol, deixe de ser um adversário corriqueiro e passe verdadeiramente a 'disputar' partidas e competições, é indispensável que o sentido olímpico volte a impregnar o espírito do elenco alvinegro.

Espero que nossos jogadores estejam acompanhando a campanha uruguaia na Copa América e que tenham sido contagiados pelo vírus da vitória. Se assim for, que venha o líder da competição!

Saudações botafoguenses!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Imagens do Biriba

(Man with a movie camera, de Dziga Vertov)

Por falar em edições de vídeos e tal, gostaria de anunciar a inauguração de uma página anexa ao Botafogo do Biriba, onde aos poucos irei adicionando imagens botafoguenses.

Como ando atarefado demais para dar conta das postagens diárias, estou usando este novo espaço para deixar os melhores momentos das partidas do Botafogo no Brasileirão à disposição dos leitores/espectadores, coisa que me toma a atenção uma ou duas vezes por semana – malandragem.

Fica em Imagens do Biriba, que pode ser acessado através do link ali na ponta-esquerda da página.

Nota: Apesar do nome, nem todas as imagens foram editadas por mim ou pelo Biriba e ainda não produzimos nem mesmo um único fotograma.

Saudações botafoguenses!

O tradicional moicano


Estive metido com a edição de uns vídeos sobre as participações do Jefferson e do Caio na campanha do Carioca do ano passado e, revendo as imagens, Antônio Carlos e Fábio Ferreira – zagueiros-artilheiros – estavam por lá, fazendo ótima figura. Se atualmente critico duramente a dupla, lhes agradeço agora – se é que já não o fiz – pela participação na campanha que me levou ao êxtase no Maraca por duas vezes, sem nem mesmo precisar de uma terceira visita. Mas isso não evita que eu continue me escorando sempre que a dupla entra em ação nesta temporada.

Também gostaria de esclarecer que o esbarrão das críticas nos penteados não se dirigia às preferências estéticas, ainda mais vindo de mim, que fiz com meu cabelo tudo o que um pai conservador gostaria que um filho não fizesse – sou fã da inventiva, apesar de aposentado enquanto intervenção artística ambulante. Dou a maior força para devaneios artístico-capilares. Minha implicância é com a vaidade, que continuo convicto de que seja coisa para ser deixada fora de campo, mesmo que se leve o símbolo da invenção colado ao corpo.

Mas, para ser honesto comigo, com meus três leitores, e pragmático em relação ao esporte continuo achando que uma miçanga desgraçada foi a responsável pelo gol perdido pelo velho 'matador' Fábio Ferreira, no finzinho do jogo contra o Bahia. Sendo assim, sugiro que o Fábio Ferreira retorne ao grande penacho alvinegro – sem gel, por favor – e deixe aquele rosário maneiríssimo longe da cabeça durante partidas oficiais.

O mundo todo já viu, mas vale assistir mais uma vez ao velho João Saldanha falar sobre o assunto (clique aqui).

Saudações botafoguenses!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Acho que o sujeito não é 'O Cara'

(Ocean Greyness, por Jackson Pollock - 1953)

Até o jogo contra o Grêmio eu achava que a evolução do time estava em um platô temporário de inércia. Agora, depois dos últimos dois empates, percebo que não estamos em bom caminho.

A equipe sistematicamente exibe aspectos negativos, que são a descoordenação e a desconcentração da zaga, a não articulação de jogadas de ataque e a precariedade nas conclusões. Acredito que estes aspectos possam ser revertidos, mas temo que Caio Júnior não esteja capacitado para tal, já que em nove rodadas nosso time não evoluiu nesse sentido.

A grande melhora no setor de meio campo, ao contrário do que possa parecer, revela algumas das deficiências do atual treinador e demonstra que Caio Júnior conhece apenas 'parte do riscado'.

No jogo de ontem, quando Caio Júnior optou pelos contra-ataques, ficou claro que não temos nem mesmo uma única jogada bem treinada para que essa estratégia fosse bem sucedida. E, pior, ao perceber que não conseguíamos matar o jogo através desse expediente, nosso treinador, ao invés de tentar uma mudança, optou pelo mais perigoso, que foi persistir em deixar que o time adversário ocupasse nosso campo defensivo até que conseguisse chegar ao gol de empate, uma réplica do que aconteceu contra o Atlético Goianiense.

Ora, por que não 'reocupar' o campo adversário, já que esta é a única forma que a atual equipe do Botafogo demonstra ter para evitar que soframos no setor defensivo? Por que não lançar um atacante de velocidade – Caio – ou um homem de área – Alex – para forçar o Bahia a recompor sua defesa, diminuindo assim a quantidade de jogadores adversários em nosso campo?

As más substituições (subservientes a interesses de empresários?), a péssima leitura do jogo adversário, a estagnação evolutiva dos setores de ataque e de defesa, a recorrente desatenção e a deplorável falta de comportamento competitivo dos atletas (Elkeson é uma exceção); tudo isso me faz pensar o pior: temo que Caio Júnior não tenha capacidade para nos garantir uma posição no topo da tabela ao final da competição, quando não houver mais tempo para mudanças.

E na torcida para que eu esteja completamente enganado.

Nota: O Herrera já era.

Saudações botafoguenses!

[Link para os melhores momentos da partida: Bahia 1 x 1 Botafogo]

sábado, 9 de julho de 2011

Botafogo é campeão estadual de juniores

(Cidinho: campeão hoje, desfalque amanhã. Foto: Fernando Soutello/AGIF)

Matéria original: Super Esportes

O Botafogo conquistou o título do Campeonato Carioca de Juniores após um empate em 1 a 1 com o Flamengo, na tarde deste sábado, no estádio Los Larios, em Xerém. Cidinho, aos 19 minutos, e Muralha, aos 25, ambos no primeiro tempo, fizeram os gols da partida.

O jogo

Precisando vencer por três gols de diferença o Rubro-Negro partiu para cima desde o primeiro minuto. Aos oito, depois de boa jogada de Rafinha pela direita, a bola sobrou para Thomas que bateu forte de esquerda, na entrada da área, tirando tinta da trave do goleiro Andrey.

O Botafogo respondeu três minutos depois. Vitinho recebeu passe nas costas do meio-campo Lorran, arrancou para o campo de ataque, driblou dois adversários e bateu forte para a defesa em dois tempos de Caio, que estava substituindo César, integrado ao elenco da Seleção Brasileira que disputará o Mundial Sub-20, na Colômbia (além dele, o zagueiro Frauches também foi desfalque pelo mesmo motivo).

Melhor na partida e com o apoio da torcida alvinegra, que desta vez foi maioria, o Botafogo chegou ao primeiro gol. Aos 19 minutos, Jefferson cobrou falta para a área, o goleiro Caio rebateu nos pés de Cidinho, que só teve o trabalho de empurrar para a rede. 1 a 0.

O gol diminuiu o ímpeto do Flamengo no clássico, mas em uma falta despretensiosa, aos 25 minutos, deixou o clássico igual. Muralha executou a cobrança e a bola pegou um efeito acertando o ângulo esquerdo de Andrey que nada pôde fazer. 1 a 1.

O Rubro-Negro precisava novamente de pelo menos dois gols para levar a decisão para os pênaltis e partiu para o tudo ou nada. Aos 31, João Felipe fez fila. A bola sobrou para Rafinha, que deu um chapéu sensacional e, na seqüência da jogada, por pouco Muralha não fez o segundo.

O Flamengo tinha a maior posse de bola, mas concluía mal, e o meio-campo Lorran, um dos que já atuou entre os profissionais, aparentava nervosismo e errava muitos passes. Aos 44, o time do técnico Paulo Henrique teve a última chance do primeiro tempo. O lateral-direito João Felipe foi ao bico da grande área e bateu cruzado. Thomas cabeceou firme e a bola carimbou a trave.

Na volta do intervalo, o treinador rubro-negro sacou Lorran e apostou na entrada do meia Pedrinho. A substituição não surtiu muito efeito já que o Botafogo controlava as ações do rival. A ansiedade tomava conta das equipes e o jogo foi se tornando faltoso.

O Flamengo teve apenas a primeira oportunidade da etapa complementar aos 20 minutos. Pedrinho arriscou o chute da intermediária, mas o goleiro Andrey não teve dificuldades para executar a defesa. Aos 29, o zagueiro Matheus Bessi cobrou falta de longa distância, mas novamente o camisa 1 alvinegro estava lá para conferir e colocar para escanteio.

Se mandando para o ataque de qualquer forma, o Rubro-Negro deixava espaços na defesa e, aos 35, quase sofreu um duro golpe. Cidinho recebeu passe e tentou encobrir o goleiro, que executou a defesa no susto. Em seguida, o jogador foi substituído e saiu de campo aclamado pelos botafoguenses.

No final, a equipe do técnico Eduardo Húngaro tocou a bola e esperou o apito final para comemorar o título estadual. O Glorioso não sagrava-se campeão da categoria desde 2000 e ganhou o seu 13º campeonato.

FICHA TÉCNICA

Local: Estádio de Los Larios
Data/hora: 9/7/2011, às 15h
Árbitro: Leandro de Lima e Silva (RJ)

BOTAFOGO: Andrey; Gilberto, Matheus, Ulisses e Renan Lemos; Jadson, Fabiano, Jeferson (Bruno Medeiros) e Cidinho (Alves); Vitinho (Gabriel) e Jairo. Técnico: Eduardo Húngaro.

FLAMENGO: Caio; Digão, Marrlon, China e Felipe Dias; Muralha, Joao Vitor (Iguinho), Thomás e Lorran (Pedrinho); Rafinha e Nixon (Romário). Técnico: Paulo Henrique.

Matéria original: Super Esportes
Outra matéria: Cidinho afirma: "É um dos melhores momentos da minha vida"

Saudações botafoguenses!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Botafogo 1 x 1 Atlético-GO



Minha torcida para que uma melhora do desempenho ofensivo e defensivo sucederiam-se a uma evolução tática geral – e gradual – não serviu para nada. Não pude assistir ao jogo contra o São Paulo e achei que pularia uma etapa, vendo, duas rodadas depois, uma equipe com variações de jogadas de ataque, melhor coordenação defensiva, ou seja, um time aprimorado em setores e aspectos específicos. Mas o que vi foi mais do mesmo: diminuição dos chutões para frente, predomínio da bola no chão – do lado positivo – e, mais uma vez e infelizmente, articulações ofensivas e coordenação defensiva praticamente inexistentes. Enfim, não evoluímos.

Li que o aproveitamento de Elkeson e Maicosuel nas cobranças de falta durante os treinamentos é excelente. Mas do que vale a prática e o aperfeiçoamento deste fundamento, se não sofremos faltas próximas à área? E o mais grave não é o fato de não sofrermos faltas por ali, mas o porquê de não acontecerem naquele espaço do campo. E a razão é muito simples: não temos jogadas de ataque bem treinadas – se é que são treinadas.

Nossa deficiência ofensiva não se resume ao arremate final, pois se origina, em grande medida, na inexistência de jogadas claramente bem arquitetadas, em que a mão do treinador se evidenciaria. Se a mão do treinador fica evidente na maior posse e melhor saída de bola, ela não é notada no setor de ataque. O resultado é um time que desde o começo da competição fez somente um gol fruto de jogada clara de ataque e, mesmo assim, a partir de um lance individual de linha de fundo – Caio –, o gol de Elkeson há duas rodadas. O gol de ontem, mais uma vez, teve origem em uma bola espirrada.

Atrás, sofremos um gol originado em um balãozinho, com o lateral chegando em ritmo de 'trote' para a marcação e o zagueiro estando onde não deveria e não se recuperando a tempo. Mas eu já havia alertado insistentemente que a defesa era fraca, pois seus integrantes são medianos e pioram seu desempenho por serem inexplicável e recorrentemente desatentos. O pior é constatar que tudo indica que vamos sofrer com isso até o fim da competição, porque a postura e a disposição psicológica da diretoria permite que esse comportamento não seja confrontado.

Caio Júnior declarou: “Enfrentamos um adversário que veio anular um time que está se destacando. Esse é o ponto fundamental.” Discordo, pois acredito que o fundamental é encontrarmos formas de enfrentar esse tipo de situação, uma vez que todos os adversários tentarão se comportar de forma a nos anular, não porque estamos nos destacando, mas porque é desta forma que sempre se comportarão os 'adversários'.

Não pensem que prego a saída do atual treinador ou que não percebo os méritos de seu trabalho, que são notórios. Mas enquanto o setor ofensivo não evoluir e os gols não deixarem de surgir somente a partir de lances fortuitos ou lampejos individuais; enquanto a defesa não exibir coordenação e seus integrantes não demonstrarem disposição competitiva, a capacidade de Caio Júnior continuará sob suspeição. E o Botafogo se destacando por tropeçar frente aos mais fracos.

Saudações botafoguenses!

[Link para os memlhores momentos da partida: Botafogo 2 x 2 Atlético GO]