sábado, 22 de janeiro de 2011

Jogo avacalhado

(Chess Confusion, por Jeremy Mates)

“Gostei da virada, mas precisamos dar um jeito. Não dá para continuar jogando assim, não. Desde o ano passado que estamos jogando assim, só marcando, marcando... Todo time que nos enfrenta tem melhor toque de bola, enquanto nós vamos na correria atrás da bola. Este ano não tem surpresa, todo mundo sabe como joga o Botafogo. Temos de encontrar uma solução para jogar melhor e não passar sufoco. Com todo o respeito, mas se fosse um time mais qualificado, não dava para virar, não.” (El Loco em entrevista ao PFC)

Tenho certeza de que roupa suja se lava em casa, mas Abreu resumiu a ópera com precisão.

(Matéria na íntegra)

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Jogo sofrível para qualquer torcedor e muito sofrimento para os botafoguenses. A vitória ao final alivia a alma, melhora o humor, garante os três pontos, mas não apaga a imagem do ridículo. Nem o sol e sua obra podem servir como desculpa.

O que todo mundo viu e Joel Santana parece querer varrer para debaixo do tapete foi um time sem preparo físico, sem saída de bola, sem triangulações no meio de campo, sem criatividade no ataque, sem coordenação na defensa, sem articulações de contra-ataques, sem cobrador de faltas, sem jogadas ensaiadas, etc. O famigerado, lamentável e aparentemente eterno chutão para frente...

O que nos salvou foi a camisa, o espírito de luta e lampejos únicos e finais de Abreu, Renato e Caio, na única jogada de ataque realmente bem articulada – muito bem articulada, diga-se. Não é o suficiente para a defesa da honra do atual campeão.

Quase perco o prazer de ver a braçadeira de capitão em braço forte, na estreia claudicante de todos os jogadores, inclusive a do próprio atual capitão e esperança de bons desempenhos, Marcelo Mattos.

Que se juntem o mais depressa possível Arévalo, Márcio Azevedo, Herrera, Éverton e que Joel treine esse time para que não pareça um amálgama derretido pelo sol de maçarico.

Saudações botafoguenses!

Tudo resolvido


(Imagens: PFC)

Como o sol resolveu partir para a violência e nenhum dos times resolvia nada, Geovane Maranhão “resolveu cair” e Marcelo de Lima Henrique resolveu marcar pênalti. Esse Marcelo ainda nos paga, mesmo que em forma de praga...

(Matéria na íntegra)

Saudações botafoguenses!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Estrela, só a do Botafogo!

Não poderia deixar passar em branco o momento e gostaria de dividir com vocês a alegria que estou sentindo em saber que o time que abre os trabalhos no Carioca terá um capitão de verdade.

Vivenciei como se fora uma era interminável o Botafogo capitaneado pelos ponderados pusilânimes Lúcio Flávio e Juninho e, na ausência de ambos e total falta de mínimo bom senso ou aversão ao ridículo por parte dos dirigentes, suportei o constrangimento de ver a liderança do grupo a cargo do inigualável entregador de jogos, o homem do semblante combalido, Leandro Guerreiro.

Marcelo Mattos me parece um sujeito bem adequado à função, seja pela inteligência e tranquilidade que demonstra através de seu futebol, pela espírito de luta e liderança ou pelo excesso de virilidade que empregou na jogada que o deixou boa parte do Brasileiro na enfermaria – de vez em quando o sangue precisa esquentar e “BOTAFOGO NISSO!”. À boa aposta que acredito ter sido feita pela comissão técnica soma-se a afirmação feita pelo novo capitão, a que dá título a este texto.

Confesso que preferia ver o fantástico El Loco Abreu comandando o time, mas talvez tenha sido boa ideia deixar a faixa com Marcelo Mattos, pois ficamos com dois capitães em campo. Enquanto Mattos chefia oficialmente, Sebastián continua liderando moralmente de forma astuta, viril, artística, mística, briosa, espetacular. Às vezes exagera na dose e, mesmo nessas horas, fecho com ele, como no episódio do jogo contra o Vasco, em que Sebastián insistia em gesticular para o árbitro vestir a camisa do adversário e acabou por chutar a bola do ataque até nossa linha de fundo. Abreu não consegue deixar de ser espetacular, mesmo na fronteira do ridículo.

A não inscrição de Márcio Azevedo demonstra que nossa diretoria não aprende e continua tratando coisa séria de forma amadorística.

Seja como for, o time é melhor do que o do ano passado e a não escalação de Fahel e Alessandro é um ótimo sinal.

Saudações botafoguenses!