sábado, 28 de agosto de 2010

O time que não muda ou mudar pra quê?

Se o Botafogo repetir o que fez nas cinco últimas partidas, jogaremos mal e venceremos. A grande diferença entre esses jogos e o de hoje é nível técnico do adversário, pois o Internacional tem um ótimo time e jogou bem durante a competição que privilegiou e sagrou-se campeão, enquanto os cinco últimos que enfrentamos não apresentaram um futebol que metesse medo.


Seguindo o raciocínio de que existe um padrão na forma como o Botafogo atua, diria que o Botafogo jogará assim: 1) nas saídas de bola veremos o trio de zagueiros trocando passes no campo de defesa sem que nenhum apoiador se apresente e com os laterais fincados no encontro da linha central com a lateral, até perderem a paciência, despachando a bola com um chutão para frente na esperança que os jogadores de ataque tenham sorte e habilidade suficientes para suplantar a adversidade; 2) quando a jogada se encontrar nas laterais do campo, os alas ou quem estiver por ali não terão o apoio de um terceiro jogador para que uma triangulação seja possível, restando a opção de tentar a sorte com um chute em direção ao centro da área adversária, para que Herrera ou Jóbson vejam no que dá; 3) em jogada de bola parada, lance fortuito ou uma 'trama' de dois toques, a superioridade individual de Jóbson ou Maicosuel nos garantirá um gol; 4) a defesa, amparada por um goleiro extraordinário, se livrará do pior contando principalmente com a sorte.


E que assim seja...


Saudações botafoguenses!

sábado, 14 de agosto de 2010

Beabá aritmético


Torcer por vitória botafoguense é nosso prazer e uma obrigação, mas aquelas continhas calculando os resultados que nos favorecem a subida na tabela são muito complicadas e só servem no tiro curto. Nesta fase do campeonato o melhor mesmo é sempre torcer pelo empate alheio e de preferência sem gols. Até porque torcer pela derrota dos outros consome mais energia e aumenta nossa dívida com o sobrenatural.

Seguindo esta receita e vencendo o Atlético GO, o Botafogo entra no G4. Simples assim.

Saudações botafoguenses!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Quando a medida é o ouro, o dono da mina manda no alfaiate


Poderia relacionar várias razões que me fizeram deixar o blog congelado por tanto tempo. Começaria pela mais objetiva de todas: a falta de tempo que me forçou a me dedicar a questões urgentes, e isso não é mentira. Seguiria pelo desdobramento desta falta de tempo, explicando que não pude me concentrar na produção de dois textos que fechassem o ciclo de postagens sobre a Copa do Mundo, o que também não deixa de ser verdade. Um deles seria um resumo dos acontecimentos da competição – um fechamento – e outro, uma análise do que penso sobre a atuação da CBF nesta Copa e o que a instituição milionária encabeçada por Ricardo Teixeira está se preparando para fazer até a próxima – uma espécie de compêndio de iniquidades.

Quanto a estender minhas férias até o final do descanso de Abreu, isso foi só uma brincadeira, apesar de considerar inaceitável a duração da folga de El Loco. (Acredito que a volta do ídolo uruguaio estava condicionada à extirpação de uma série de males, mas isso será assunto para outro dia).

Se afirmasse que aquelas foram as razões da pausa nas publicações não estaria mentindo, mas o que mais pesou para a minha ‘abstinência blogueira’ foi o fato de antever que voltaria a conviver com a triste realidade atual do Botafogo. Pois quando pensei em um texto ‘de retorno’, o Botafogo vinha de uma sequência de seis jogos sem vitória e jogando com entusiasmo e dedicação semelhantes aos que nos acompanharam até o livramento no jogo contra o Palmeiras, no ano passado – tirem desse bolo de molóides os jogadores Leandro Guerreiro, Jobson e Jefferson.

Além da falta de empenho, era nítida a inexistência de um sistema tático, cujo vácuo era preenchido pelos chutões para frente – o que muitas vezes é chamado de ‘lançamento longo’, por alguns locutores e comentaristas, mas que na verdade é uma forma de um sujeito se livrar da bola, por não haver treinado alternativas ou por preguiça mesmo. E era evidente o racha que surgiu entre os jogadores na ausência de Abreu, o que acredito ser o pior dentre todos os males que possam minar o êxito de uma equipe.

Nas três últimas rodadas uma grande diferença que se observa no time – em comparação ao Botafogo da 4ª à 10ª rodada – é quanto ao empenho dos jogadores, que parece ter voltado ao padrão que nos levou à conquista do Carioca. Será que isso tem alguma relação com a volta de El Loco?

Com certeza o meio campo escalado para esta última partida colocou a bola no chão e manteve sua posse de forma razoável, mas contra um adversário que não faria frente a equipe alguma dentre as que pretendam algo além das colocações medianas.

Quanto a esquemas táticos, jogadas ensaiadas e estratégia de jogo – tramas de ataque bem treinadas, saída de bola articulada e etc –, devemos abrir mão de exigir isso do nosso treinador? A estratégia de Joel Santana seria o chutão para frente, não treinar a saída de bola e deixar que as virtudes de Jobson e Maicosuel prevaleçam até o final da competição, ou podemos esperar mais de nosso técnico?

Um outro fato se junta ao retorno do empenho da equipe como um todo, para me ajudar a cultivar minha esperança de que a triste realidade do Brasileiro do ano passado não se repita: as barrações de Lúcio Flávio e Fahel. Elas podem ser um indício de que algo esteja mudando, mesmo que por um curto prazo de tempo.

Creio que aqueles que investiram na volta de Maicosuel e os que sagazmente identificam o potencial que a idolatria à El Loco representa em termos comerciais não estejam interessados em ganhar e dividir trocados. Além disso, uma empresa como a Ambev não tem em seu cronograma a distribuição de benesses a apaniguados. Acredito que para garantir seu devido retorno o capital investidor também esteja ‘investindo’ na reprogramação mental da cúpula dirigente, seja a ferro ou a fogo.

Arrisco dizer que a fonte é outra e por isso ‘o dinheiro mudou de ideia’. Tomara...

Saudações botafoguenses!

domingo, 1 de agosto de 2010

A volta do herói


Decidi dar uma pausa nas férias para saldar a volta do Sr. Maicosuel ao Botafogo. Ele, que foi o herói do Carioca do ano passado, na tarde de hoje se junta ao Jobson, herói do salvamento da tragédia – juntamente com o Jefferson, é claro.

Só falta o fantástico El Loco, herói vitorioso, o ‘carrasco do carrasco’, para que o time tenha pelo menos três jogadores decisivos para se juntar ao Jefferson, e carregar os medianos e os fraquíssimos nas costas.

Por falar em férias, explico que elas foram estendidas até o final das do Abreu. Mesmo sendo um herói, mesmo que eu seja seu fã, se ele pode, por que que o Biriba também não?

E para provar que estou de férias mesmo, nem escreverei um comentário preliminar sobre a partida de hoje, me dando ao luxo de transcrever uma postagem antiga, referente ao jogo contra o Atlético Paranaense. O time não mudou nada desde então, tanto é que a única correção a ser feita é a de que o árbitro de hoje não será o inadmissível Paulo Cesar de Oliveira. Por sinal, o Sr. Wilton Pereira Sampaio é brasiliense, o que significa que é alta a probabilidade deste ilustre cidadão ser botafoguense.

Ainda a esperança...
(publicado em 2/6/2010)


Espero que o jogo represente a volta do comportamento aguerrido e o sentido coletivo que nos garantiram, em grande medida, a conquista do título estadual. Também espero que mudemos a estratégia de jogo, dispensando os chutões pra frente, o que é possível de se imaginar, uma vez que já jogamos de forma diferente, articulando a saída de bola de forma coordenada e inteligente.

Outra esperança que tenho é a de ver o Herrera voltar a ser um sujeito que não só joga ‘para o time’ através da sua indiscutível raça, mas que também alie a ela um pouco de despojamento, servindo aos companheiros da mesma forma que fazia antes da ausência de El Loco. [Anexado 1/7/2010: desde a partida em que brigou com o Caio, o Herrera não passa a bola para ninguém e não está jogando nada.]

O que não posso esperar é que a torcida local vibre com as jogadas do Caio ou o aplauda. Mas isso é o de menos, já que a torcida botafoguense se encarrega de dividir-se entre as duas manifestações. [Anexado 1/7/2010: ... e as vaias também.]

Nota: Só não merecíamos o Paulo Cesar de Oliveira... [Mas isso, ninguém no mundo merece, além da Ana Paula, a 'Bandeiruda'.]

Saudações botafoguenses!