segunda-feira, 14 de junho de 2010

Garrafadas e outras coisas


Cena transmissão Globo Argentina x Nigéria:

Arnaldo César Coelho: - Um problema de segurança!
Galvão Bueno: - O quê, Arnaldo?
ACC: - Estão consumindo bebida alcoólica no estádio! Eles estão entrando com garrafas!

Silêncio-Vertigem.

Casagrande (‘vazando’ em off): - São de plástico! Eu já peguei! Eu já–
GalvãoB corta narrando, mas o tom.. e ele balbu-quase e entrecorta aqui ali o silêncio e estranhão e o Casa: O time da Argentina é HORROROSO! Arghf!

Segue o jogo como se nada. E segue o jogo. Como se nada tivesse acontecido e estivesse acontecendo...

10 minutinhos depois ACC: Gol irregular, a falta foi clara! e: Diferente do que alegaram os comentaristas Casagrande e Caio. Surrealista de araque, ninguém falou sobre isso. Chiliquititas, mêo.

O clima ruim seguiu passando dos 90 de jogo.

(A propósito, o blog ludopédicas acredita que ‘Não se pode criticar cerveja na Globo’).

***

Troca de Passes, Sportv. Luiz Carlos Júnior pergunta a Andre Rizek se houve pênalti no lance em que um jogador mexicano dá um tremendo empurrão num sul-africano dentro da área, Rizek Ah, não foi nada! Júnior pede a opinião de Telmo Zanini, que Pênalti claro! Lédio Carmona reluta mas concorda com Zanini. LCJ Pois então, André Rizek?, à maioria contra Rizek, o âncora-Redação do Sport: O futebol no Brasil é fresco e a imprensa é co-responsável! Zanini O que importa é a verdade. Rizek Os comentaristas de arbitragem (cita ACC e coisa assim blagh) concordam que os árbitros brasileiros (ele chama de ‘árbitro" essas pô!) marcam faltas demais (?!tru-uí-tu-tu-tu-tu-tu-tu?!). Zanini Esses aí também deixaram de dar muitos pênaltis claros durante suas carreiras e defendem-se uns aos outros porque são corporativistas.

Será que o Telmo Zanini está sob aviso prévio, passa por um momento ‘canto do cisne’, ou é um jornalista ético por excelência? Seja o que for, Telmo Zanini é o nota dez da rodada.

E o clima tenso nessa redação também... Será que é jet lag ou excesso de batata souté?

***

Em sua introdução o Zanini já havia dito – mais ou menos assim – que as vuvuzelas eram o grito do povo sul-africano e africano em geral – já que a união dos países africanos é um conceito embutido nesta edição da Copa e que se tornou evidente na festa de abertura – em resposta à desconfiança e às ‘vozes’ dos povos ‘da parte de cima da Linha do Equador’, que insistiram em afirmar que a África do Sul não seria capaz de produzir o evento a contento. Disse que os sul-africanos foram diminuídos por sete anos, bombardeados com discursos detratores que ‘inventaram’ problemas de segurança, de violência urbana e de logística. ‘Confessou’ que já tinha a dele (a vuvuzela) e estava aprendendo a tocar, apesar de achar o som esteticamente muito desagradável, mas que simbolicamente eram notáveis.

Cornetada é assim...

Telmo Zanini não para de subir no meu ranking desnumerado.

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O técnico coreano Huh Jung-Moo bem que podia vir ao Brasil dar umas aulas de reforço aos jogadores botafoguenses, ensinando-os os fundamentos da saída de bola. Os coreanos – técnica mediana – saem tocando tranquilos toda vida – e sob pressão também. Deu uma inveja danada...

E já que nossa linha comercial com a Coreia anda intensa ultimamente, que tal promover uma troca de carecas, trazendo Cha Du-Ri e remetendo Alessandro.

Olha como a camisa 22 fica bem nele. Maluco por maluco, eu prefiro um que tenha juízo.

(Cha Du-Ri - Foto: Doug Pensinger/Getty Images)

Vencido o sorteio, o Brasil tinha prioridade nas escolhas e convocou 450 cabeças-de-área, o que limitou bastante o número máximo de inscrições para esta função. Frente a esta estratégia a Alemanha se viu obrigada a improvisar, escalando Schweinsteiger e Khedira como volantes, o que enfraqueceu a zaga da seleção australiana. (Com as novas regras competição esportiva é coisa muito confusa).

Nós vamos de Gilberto Silva e Felipe Melo. São parcialmente problemáticos, já que a um falta pernas e, ao outro, os dentes dos amiguinhos de rua. Mas problemas parciais serão supridos pelo que ambos têm de sobra: a falta de futebol.

***

A embrulhada do ataque da seleção do Maradona é o craque do time não conhecer as promoções que só as Óticas do Povo oferecem, com armações a partir de R$ 1,50 e desconto de 10% nas compras à vista.

‘Óticas do Povo, morô?’


Saudações botafoguenses!

2 comentários:

Gil disse...

Grande Luiz,
Grande Biriba,

Aposto que o TZ, quando retornar, sai do sistema nojo!
Passarei a ver e observar, melhor, esse jornalista!
O jornalista Cícero Melo, da ESPN, é o meu cracaço. Ele faz perguntas diretas e, no calo dos entrevistados. Não foge da raia!

Abs e Sds, Botafoguenses!!!

Lewis Kharms disse...

Gil, não sei o que deu no sujeito, talvez a mudança de fuso horário... rs

Nunca havia notado essa disposição nele, mas acho que alguma coisa muito estranha estava acontecendo naquele programa, provavelmente algo que não começou naquele momento.

Vou observar o Cícero Melo. A ESPN é melhor que a Sportv e quanto a isso não tenho dúvidas. Mas não é tão difícil ser melhor do que aquilo que é ruim...

Saudações botafoguenses!